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Relatos de astronautas

Histórias conectadas por uma mesma forma de observação ou investigação.

NASA

Friendship 7, 1962: John Glenn descreve “vaga-lumes” em volta da cápsula a cada nascer do sol

Uma semana depois do primeiro voo orbital americano, John Glenn descreveu a cientistas da NASA milhares de pontos amarelo-esverdeados que apareciam em volta da cápsula a cada nascer do sol. Um rascunho interno de março de 1962 concluiu que eram partículas ligadas à nave ou ao foguete, não vindas do espaço.

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NASA

Aurora 7, 1962: Scott Carpenter bate na parede da cápsula e solta uma nuvem de partículas

Um rascunho de nota da NASA registra que Scott Carpenter viu e fotografou partículas brancas parecidas com flocos de neve nas três órbitas e, pouco antes da reentrada, bateu com a mão na parede da cápsula, liberando muitas delas. O texto conclui que o mais provável eram flocos formados pelo vapor do sistema de suporte de vida.

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NASA

Sigma 7, 1962: a “faixa de smog” marrom que Schirra viu no horizonte depois de cruzar a África

Schirra chamou de sua maior surpresa uma camada marrom-acinzentada, “cor de smog”, que ocupava todo o horizonte e escurecia as estrelas vistas através dela. Os cientistas estimaram que ela seria centenas de vezes mais brilhante que o brilho noturno comum, e a questão ficou sem resposta no documento.

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Diagrama a traço com dois arcos da superfície terrestre, uma faixa hachurada acima e setas numeradas indicando linhas de visada vertical e horizontais.diagrama científico

Relatos de astronautas1962Órbita terrestre, lado noturno, voo Mercury-Atlas 6

Friendship 7, 1962: a camada de névoa acima do horizonte que apagava estrelas

John Glenn viu uma faixa de cor bege a cerca de 6 a 8 graus acima do horizonte noturno, que fazia as estrelas enfraquecerem e voltarem a brilhar ao se aproximarem do horizonte. O relato gerou memorandos na NASA e uma carta de um cientista de Los Alamos, que propôs dióxido de nitrogênio como explicação.

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NASA

Costa Oeste dos EUA, 1962-1963: Schirra é chamado à cabine de um avião para ver o brilho que assustou os pilotos

Walter Schirra contou a cientistas da NASA que, viajando como passageiro, foi chamado à cabine porque os pilotos não sabiam o que era um enorme brilho no céu depois do pôr do sol. Ele o atribuiu ao lançamento de um foguete Blue Scout na base de Vandenberg.

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Gemini V, 1965: uma luz verde “tipo aurora”, um possível satélite e um objeto reentrando atrás da nave

Na seção de avistamentos do debriefing da Gemini V, Gordon Cooper e Charles Conrad falam de uma luz verde intensa que mudava a aparência do brilho atmosférico, de algo que não conseguiram identificar em voo livre e de um objeto grande reentrando atrás deles. Os próprios astronautas sugerem aurora e peças da nave como explicação.

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Apollo 11, 1969: o objeto em forma de “L” que a tripulação viu a caminho da Lua

No debriefing técnico da Apollo 11, Aldrin, Armstrong e Collins contam que viram pela janela um objeto brilhante que parecia um “L”, uma mala aberta ou um cilindro oco, conforme o foco do instrumento. Pensaram no terceiro estágio do foguete, mas o controle informou que ele estava a cerca de 6.000 milhas, e a tripulação encerrou a conversa sem conclusão, suspeitando de algo solto da própria nave.

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NASA

Apollo 11, 1969: os clarões que Aldrin via dentro da cabine ao tentar dormir

Buzz Aldrin contou no debriefing técnico que, com as luzes apagadas, via pequenos clarões dentro da cabine, às vezes duplos ou em forma de linha, e arriscou que algo penetrava na nave. Armstrong, que só procurou o fenômeno na última noite, disse ter feito cerca de 50 observações em uma hora.

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Apollo 11, 1969: a luz forte vista na Terra, primeiro atribuída a um laser e depois a um lago

Na seção de avistamentos do debriefing técnico da Apollo 11, Aldrin conta que, em órbita lunar, viu na Terra uma fonte de luz bastante brilhante e a atribuiu provisoriamente a um laser. Na volta, ao ver algo parecido pelo monóculo, a tripulação revisou a conclusão para o reflexo do Sol num lago, embora Aldrin ainda achasse o brilho incomum.

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Apollo 12, 1969: Alan Bean vê da superfície da Lua “partículas de luz” que parecem escapar da Lua

Na transcrição ar-terra da Apollo 12, Alan Bean conta a Houston que, olhando pelo telescópio de alinhamento do módulo lunar, via partículas e clarões de luz passando e seguindo para o espaço; pensou no próprio sistema de refrigeração, mas disse que algumas pareciam estar “escapando da Lua”. Houston apenas acusa o recebimento.

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Apollo 17, 1972: fragmentos brilhantes em volta da nave na separação do terceiro estágio

Pouco depois de deixar a órbita da Terra, a tripulação da Apollo 17 descreveu a Houston partículas “muito brilhantes”, fragmentos angulosos que giravam e cintilavam perto da nave. Ronald Evans arriscou gelo ou tinta soltando do terceiro estágio, e o controle lembrou ter visto tinta descascando no foguete.

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Apollo 17, 1972: “há algo lá fora”, o objeto piscante que Cernan pediu para localizar

Gene Cernan relatou a Houston um objeto brilhante e distante que girava e piscava em ritmo regular, “algo físico lá longe”, e marcou sua passagem para que o controle calculasse a posição. Schmitt, que já o vinha observando, achava que era o terceiro estágio do foguete, e horas depois Cernan falou em dois piscantes que poderiam ser painéis do adaptador da nave.

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Apollo 17, 1972: Harrison Schmitt vê um clarão na superfície da Lua ao norte da cratera Grimaldi

Descrevendo a Lua iluminada pela luz da Terra, o geólogo Harrison Schmitt interrompeu a narração para dizer que tinha acabado de ver um clarão na superfície, ao norte de Grimaldi, e sugeriu conferir os sismômetros porque um pequeno impacto produziria luz. No debriefing técnico, ele diz apenas que teve um clarão “que pensou ser” na superfície lunar.

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Apollo 17, 1972: os clarões que a tripulação via no escuro, “como o farol de um trem”

Na Apollo 17, que levou um experimento para estudar os clarões vistos pelos astronautas, Gene Cernan contou a Houston que, quase dormindo, viu um ponto muito brilhante piscar “bem entre os olhos, como o farol de um trem vindo na sua direção”. No debriefing, Schmitt disse que viram clarões quase continuamente, exceto durante o experimento de olhos vendados.

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Skylab 3, 1973: o ponto vermelho que girava e acompanhou a estação por dez minutos

No debriefing da segunda tripulação do Skylab, Owen Garriott, Jack Lousma e Alan Bean descrevem um objeto avermelhado, mais brilhante que Júpiter, que variava de brilho a cada 10 segundos e seguiu a estação por cerca de dez minutos. Para eles era um satélite em órbita muito parecida, mas ninguém lhes disse qual, e Garriott pediu a identificação.

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Skylab 4, 1973-1974: luzes piscando fora da estação, com movimento próprio

No debriefing da última tripulação do Skylab, o comandante Gerald Carr conta que, duas ou três vezes, viram luzes piscando do lado de fora, com movimento claro em relação à estação. Supuseram pedaços do próprio Skylab ou outros satélites, e atribuíram a aparência de “tombamento” à oscilação dos clarões.

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Recorte de revista com foto granulada, uma seta e legenda embaixo.Recorte de revista

Relatos de astronautas1973Órbita terrestre; o objeto estava no Brasil

Skylab 2, 1973: o “cilindro com painéis” nas fotos da estação era uma pista de pouso na selva brasileira

Analistas do governo acharam em fotos do Skylab 2 um objeto que parecia um cilindro com dois painéis solares e suspeitaram de um satélite soviético. Segundo James Oberg, a investigação concluiu que era uma pista de pouso na selva brasileira, que aparecia no mesmo lugar em fotos feitas meses depois.

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Página de revista com foto em alto contraste de um objeto alongado sobre fundo escuro e setas.Recorte de revista

Relatos de astronautas1966Órbita terrestre

Gemini 12, 1966: a fila de luzes fotografada no escuro e os “quatro objetos” que Lovell viu depois de jogar sacos fora

Duas fotos da Gemini 12 com uma fileira de luzes circularam como imagens de UFOs. Segundo James Oberg, faziam parte de uma sequência de 20 fotos da nave-alvo Agena passando para a sombra da Terra, e os “quatro objetos em fila” relatados por James Lovell eram sacos que a tripulação tinha descartado.

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Desenho de um foguete cilíndrico com a inscrição USA e quatro pétalas abertas na ponta.Recorte de revista

Relatos de astronautas1969Trajeto Terra-Lua

Apollo 12, 1969: “estamos sendo seguidos”, a brincadeira de Pete Conrad com os painéis do próprio foguete

Na ida à Lua, a tripulação da Apollo 12 comentou com Houston luzes piscando do lado de fora, e Conrad disse, em tom de brincadeira, que estavam sendo seguidos. Grupos ufológicos transformaram o diálogo em encontro com naves; a NASA e os três astronautas atribuíram as luzes aos painéis descartados do foguete Saturno.

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