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Julho de 1969, a partir da segunda noite de voo e sobretudo na volta da Lua; debriefing de 31/07/1969 / Interior do módulo de comando, entre a Terra e a Lua

Apollo 11, 1969: os clarões que Aldrin via dentro da cabine ao tentar dormir

Buzz Aldrin contou no debriefing técnico que, com as luzes apagadas, via pequenos clarões dentro da cabine, às vezes duplos ou em forma de linha, e arriscou que algo penetrava na nave. Armstrong, que só procurou o fenômeno na última noite, disse ter feito cerca de 50 observações em uma hora.

Relatos de astronautas
Data do evento
Julho de 1969, a partir da segunda noite de voo e sobretudo na volta da Lua; debriefing de 31/07/1969
Local
Interior do módulo de comando, entre a Terra e a Lua
Tema
Relatos de astronautas
Órgãos das fontes
NASA
Documentos
1 documento · 11 páginas
Leitura
4 min

FONTES DOCUMENTAIS · NASA

O que os registros contam

O relato está na mesma transcrição confidencial do debriefing técnico da Apollo 11, datada de 31 de julho de 1969. Aldrin diz que a observação “se acumulou aos poucos”: não sabe se viu na primeira noite, mas tem certeza de que viu na segunda. Tentando dormir com todas as luzes apagadas, percebia o que pensou serem pequenos clarões dentro da cabine, com intervalo de alguns minutos entre eles. Não deu muita importância no início, mas notou que continuavam e que não conseguia explicar por que o olho os via.

Na viagem de volta, com mais tempo livre, ele passou a observar com atenção. Em duas ocasiões viu clarões duplos, em pontos separados por cerca de um pé, uns 30 centímetros. Em outras, via uma linha sem direção de movimento. A interpretação que oferece é dele e vem com ressalva: “pelo menos é o meu palpite, sem muito que o sustente”, algum tipo de penetração de um objeto na nave, que emitiria luz ao entrar na cabine. Os clarões duplos pareciam uma entrada seguida de um impacto em algo como as escoras da estrutura.

Aldrin também testou uma explicação caseira. Passando a mão no saco de dormir, conseguia produzir pequenas faíscas de eletricidade estática, mas diz que havia uma diferença clara entre as duas coisas. Tentou relacionar os clarões com a direção do Sol, que se adivinhava pela luz que vazava das coberturas das janelas, e achou uma pequena indicação de que vinham desse lado, sem evidência suficiente. Os colegas, segundo ele, só viram algo parecido perto do último dia.

Armstrong conta que tinha visto alguma luz, mas atribuía ao Sol que vazava pelas coberturas. Na última noite, procuraram de propósito: ele passou cerca de uma hora observando o interior da nave e diz ter feito provavelmente 50 observações significativas. Aldrin acrescenta que às vezes passavam um ou dois minutos sem nada e depois vinham dois clarões em dez segundos; em média, “só como palpite”, um por minuto, o bastante para convencê-lo de que não era ilusão de óptica. Armstrong sugere que poderia ser um nêutron ou outra partícula atômica visível.

A transcrição não traz medição nem conclusão institucional. Segundo a descrição oficial da gravação NASA-UAP-D008, a equipe médica da NASA considerou, ao ouvir relatos semelhantes da tripulação da Apollo 12, se os fenômenos descritos por Aldrin poderiam ser causados por raios cósmicos atingindo a retina; a agência concluiu depois que os clarões da Apollo 12 eram internos à visão dos astronautas. Missões seguintes estudaram o efeito com experimentos específicos, como o ALFMED da Apollo 17.

MÍDIA OFICIAL

Vídeo oficial deste caso

Arquivos publicados pelo Governo dos Estados Unidos na DVIDS. O título de cada um é o da publicação oficial, traduzido; a descrição do que se vê está no texto do dossiê.

Quadro do vídeo: Debriefing médico da Apollo 12, fita 12, 1969

Gravação de debriefing da NASA · 7 min 50 s · o vídeo só é carregado quando você inicia a reprodução, direto do servidor oficial.

Ficha oficial ↗
Debriefing médico da Apollo 12, fita 12, 1969 · NASA-UAP-D008 · NASA

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Transcrição da NASA, obra do governo dos EUA: relato de Aldrin e comentários de Armstrong traduzidos após conferência no fac-símile.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 6

Primeiras observações, página física 6 (6-37)

Eu estava tentando dormir com todas as luzes apagadas. Observei o que pensei serem pequenos clarões dentro da cabine, espaçados de alguns minutos [...] Eu não conseguia explicar por que meu olho veria esses clarões.

Nota editorial: Conferido no fac-símile.

Conferir original em inglês
I was trying to go to sleep with all the lights out. I observed what I thought were little flashes inside the cabin, spaced a couple of minutes apart [...] I couldn't explain why my eye would see these flashes.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 6, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 6

Hipótese de penetração, página física 6 (6-37)

Outras vezes, eu via uma linha sem direção de movimento, e a única coisa que me vem à cabeça é que se trata de algum tipo de penetração. Pelo menos é o meu palpite, sem muito que o sustente: alguma penetração de algum objeto na espaçonave que provoca uma emissão ao entrar na própria cabine.

Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto automático trazia “Dae transearth coast”; no original, “During transearth coast”.

Conferir original em inglês
At other times, I could see a line with no direction of motion and the only thing that comes to my mind is that this is some sort of penetration. At least that's my guess, without much to support it; some penetration of some object into the spacecraft that causes an emission as it enters the cabin itself.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 6, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 7

Observação de Armstrong, página física 7 (6-38)

A única vez que observei foi na última noite, quando realmente procuramos. Passei provavelmente uma hora observando com cuidado o interior da espaçonave e fiz provavelmente 50 observações significativas nesse período.

Nota editorial: Conferido no fac-símile: o número é 50; o texto automático e a nota de leitura traziam 90.

Conferir original em inglês
The only time I observed it was the last night when we really looked for it. I spent probably an hour carefully watching the inside of the spacecraft and I probably made 50 significant observations in this period.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 7, contando a capa.

TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 8

Frequência e partícula, página física 8 (6-39)

Em média, eu diria, só como palpite, que era talvez algo como um por minuto. Certamente mais do que o bastante para convencer de que não era ilusão de óptica. [...] / Pode ser algo como o Buzz sugeriu. Basicamente um nêutron ou algum tipo de partícula atômica que estaria no espectro visível.

Nota editorial: Conferido no fac-símile: a primeira fala é de Aldrin e a segunda de Armstrong.

Conferir original em inglês
On an average, I'd say just as a guess it was maybe something like one a minute. Certainly more than enough to convince you that it wasn't an optical illusion. [...] / It could be something like Buzz suggested. Mainly a neutron or some kind of an atomic particle that would be in the visible spectrum.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 8, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
07/1969 — Da segunda noite de voo até a véspera do retorno, julho de 1969; a transcrição não dá datas exatas.
Documento
31/07/1969 — Data da capa do debriefing técnico, volume I (p. 1).
Publicação
Não estabelecida — Publicado pela NASA no release 1 dos arquivos UAP.

Origem e divulgação

NASA, Mission Operations Branch, Flight Crew Support Division; transcrição classificada como confidencial (Grupo 4), depois desclassificada · NASA-UAP-D4-Apollo-11-Technical-Crew-Debriefing-1969.pdf

Páginas 6, 7 e 8 conferidas no fac-símile.

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Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • Os relatórios médicos da Apollo 11 registram o fenômeno antes de ele ser discutido com a tripulação da Apollo 12?
  • Há gravação oficial do debriefing da Apollo 11 com este trecho no acervo publicado?

GEOGRAFIA DO CASO

Interior da nave, trajetória Terra-Lua

Fenômeno percebido dentro da cabine, em voo; não há ponto geográfico a posicionar.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. NASA-UAP-D4-Apollo-11-Technical-Crew-Debriefing-1969.pdf

    Páginas físicas 6 a 8 (numeração interna 6-37 a 6-39): Aldrin e Armstrong descrevem clarões dentro da cabine; p. 1: capa de 31/07/1969

    NASA · 11 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

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