UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Dezembro de 1972; relato em voo de 08/12/1972 (horário de Houston) e debriefing de 04/01/1973 / Interior da nave, entre a Terra e a Lua

Apollo 17, 1972: os clarões que a tripulação via no escuro, “como o farol de um trem”

Na Apollo 17, que levou um experimento para estudar os clarões vistos pelos astronautas, Gene Cernan contou a Houston que, quase dormindo, viu um ponto muito brilhante piscar “bem entre os olhos, como o farol de um trem vindo na sua direção”. No debriefing, Schmitt disse que viram clarões quase continuamente, exceto durante o experimento de olhos vendados.

Relatos de astronautas
Data do evento
Dezembro de 1972; relato em voo de 08/12/1972 (horário de Houston) e debriefing de 04/01/1973
Local
Interior da nave, entre a Terra e a Lua
Tema
Relatos de astronautas
Órgãos das fontes
NASA
Documentos
2 documentos · 18 páginas
Leitura
3 min

FONTES DOCUMENTAIS · NASA

O que os registros contam

Desde a Apollo 11, astronautas relatavam clarões e riscos de luz vistos no escuro. Na Apollo 17, a NASA levou o ALFMED, um experimento em que um tripulante usava um capacete com detectores e ficava de olhos vendados para registrar os clarões e as partículas que o atingiam. É ao fim de uma sessão desse experimento, no segundo dia de viagem, que Gene Cernan pede a palavra para acrescentar o que tinha visto.

Cernan diz que, na primeira noite na cama, com dificuldade para dormir, viu clarões “periféricos, tipo horizonte”, que os pesquisadores disseram não ser o tipo de dado procurado, e também alguns conjuntos de riscos. A imagem mais marcante foi a última antes de adormecer: “um ponto muito brilhante que piscou bem entre os meus olhos, como um farol muito forte, como um trem vindo na sua direção, só que com um clarão”. Ele admite que é difícil estimar a frequência, porque estava sonolento.

Ronald Evans acrescenta que nunca tinha visto o fenômeno antes daquele dia. Cernan diz que não tem dúvida de que os clarões existem; na viagem anterior, a Apollo 10, talvez não estivesse prestando atenção. O capcom agradece e brinca que estavam só tentando fazer os dados caberem na curva. Schmitt registra fotos da posição do equipamento e chama a equipe de solo de “caçadores de clarões”.

No debriefing técnico, de 4 de janeiro de 1973, Schmitt resume: tiveram clarões “quase continuamente durante todo o voo” quando estavam adaptados ao escuro. Durante o período de olhos vendados do ALFMED, porém, não viram nenhum, nem ele nem os outros dois, embora os clarões voltassem naquela mesma noite antes de dormir. É um dado de observação dos próprios tripulantes, sem explicação no documento.

As descrições oficiais das gravações NASA-UAP-D028 e D029, o debriefing médico da Apollo 17, apresentam os clarões como um efeito biológico hoje bem documentado: raios cósmicos de alta energia atravessam o olho e atingem a retina, produzindo a percepção de riscos ou clarões. Segundo essas descrições, dois dos três tripulantes relataram os clarões, inclusive em órbita lunar e na superfície da Lua.

MÍDIA OFICIAL

Vídeos oficiais deste caso

Arquivos publicados pelo Governo dos Estados Unidos na DVIDS. O título de cada um é o da publicação oficial, traduzido; a descrição do que se vê está no texto do dossiê.

Quadro do vídeo: Debriefing médico da Apollo 17, 1972 (parte 1)

Gravação de debriefing da NASA · 53 min 10 s · o vídeo só é carregado quando você inicia a reprodução, direto do servidor oficial.

Ficha oficial ↗
Debriefing médico da Apollo 17, 1972 (parte 1) · NASA-UAP-D028 · NASA
Quadro do vídeo: Debriefing médico da Apollo 17, 1972 (parte 2)

Gravação de debriefing da NASA · 50 min 47 s · o vídeo só é carregado quando você inicia a reprodução, direto do servidor oficial.

Ficha oficial ↗
Debriefing médico da Apollo 17, 1972 (parte 2) · NASA-UAP-D029 · NASA

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Documentos da NASA, obra do governo dos EUA: relatos de Cernan, Evans e Schmitt traduzidos após conferência no fac-símile.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 5

Relato de Cernan, página física 5 (02 18 42 34)

Vi algumas das mesmas coisas periféricas, tipo horizonte, que vocês disseram não ser o tipo de dado que procuravam; mas também vi alguns conjuntos de riscos. E provavelmente a coisa mais marcante de que me lembro, e a última antes de adormecer, foi um ponto muito brilhante que piscou bem entre os meus olhos, como um farol muito forte, como um trem vindo na sua direção, só que com um clarão. É difícil estimar a frequência de qualquer um deles, porque eu estava meio sonolento.

Nota editorial: Conferido no fac-símile; fala de Cernan (CDR).

Conferir original em inglês
I saw some of the same peripheral horizon-type things you said were not the type of data you were looking for; but I also saw a - some sets of the streaks. And probably the one most imposing thing I remember is - and the last one I remember before falling asleep - was the fact that there was a very bright spot that flashed right between my eyes like a very bright headlight - like a train coming at you, only with a flash. It's difficult probably to estimate the frequency of any of those because I was in a - sort of a sleep-hazy mode.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 5, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 6

Evans e Cernan, páginas físicas 5 e 6

E talvez seja interessante saber que eu nunca tinha visto isso antes de hoje. [...] Mas vou dizer uma coisa: não tenho dúvida de que eles existem. Na última viagem que fiz, acho que simplesmente não estava procurando nem prestando atenção neles.

Nota editorial: Conferido no fac-símile; a primeira fala é de Evans (CMP), a segunda de Cernan (CDR).

Conferir original em inglês
And it might be interesting to know I've never seen it before today. [...] I will say one thing, though; no question in my mind but that they're there. Last trip I took, I guess I just wasn't looking for them or paying any attention to them.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 6, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 2

Resumo de Schmitt no debriefing, página física 2 de D6 (24-4)

Tivemos clarões quase continuamente durante todo o voo, quando estávamos adaptados ao escuro. [...] Naquele período em que estávamos de olhos vendados para o experimento ALFMED, simplesmente não houve clarões visíveis, embora naquela noite, antes de dormir, eu tenha notado que estava vendo os clarões de novo.

Nota editorial: Conferido no fac-símile.

Conferir original em inglês
We had light flashes just about continuously during the whole flight when we were dark adapted. [...] That one period of time when we had the blindfolds on for the ALFMED experiment there were just no visible flashes, although that evening, that night, before I went to sleep I noticed that I was seeing the light flashes again.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
12/1972 — Clarões ao longo de todo o voo (7 a 19/12/1972, cronologia pública). O relato de Cernan na transcrição está em 02 dias 18:42 de missão, por volta de 00h15 UTC de 09/12/1972 (cálculo da redação).
Documento
04/01/1973 — Data da capa do debriefing técnico (D6, p. 1).
Publicação
Não estabelecida — Publicado pela NASA no release 1 dos arquivos UAP.

Origem e divulgação

NASA: transcrição oficial ar-terra da Apollo 17; debriefing técnico preparado pelo Training Office, Crew Training and Simulation Division · NASA-UAP-D2-Apollo-17-Transcript-1972.pdf; NASA-UAP-D6-Apollo-17-Technical-Crew-Debriefing-1973.pdf

D2: páginas 5 e 6 conferidas no fac-símile. D6: página 2 conferida no fac-símile.

undefined ↗ — undefined

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • Os dados do ALFMED confirmaram a ausência de clarões durante o período de olhos vendados relatada por Schmitt?
  • Os clarões “periféricos, tipo horizonte” descritos por Cernan foram tratados de forma diferente pelos pesquisadores?

GEOGRAFIA DO CASO

Interior da nave, trajetória Terra-Lua e órbita lunar

Fenômeno percebido dentro da nave; não há ponto geográfico a posicionar.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. NASA-UAP-D2-Apollo-17-Transcript-1972.pdf

    Páginas físicas 5 e 6 (fitas 46/4 e 46/5): Cernan e Evans descrevem os clarões e o experimento ALFMED

    NASA · 16 páginas
  2. NASA-UAP-D6-Apollo-17-Technical-Crew-Debriefing-1973.pdf

    Página física 2 (24-4): Schmitt resume os clarões vistos durante todo o voo

    NASA · 2 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

Voltar ao arquivo ↗

NASA

Apollo 17, 1972: Harrison Schmitt vê um clarão na superfície da Lua ao norte da cratera Grimaldi

Descrevendo a Lua iluminada pela luz da Terra, o geólogo Harrison Schmitt interrompeu a narração para dizer que tinha acabado de ver um clarão na superfície, ao norte de Grimaldi, e sugeriu conferir os sismômetros porque um pequeno impacto produziria luz. No debriefing técnico, ele diz apenas que teve um clarão “que pensou ser” na superfície lunar.

Abrir o caso

NASA

Apollo 17, 1972: fragmentos brilhantes em volta da nave na separação do terceiro estágio

Pouco depois de deixar a órbita da Terra, a tripulação da Apollo 17 descreveu a Houston partículas “muito brilhantes”, fragmentos angulosos que giravam e cintilavam perto da nave. Ronald Evans arriscou gelo ou tinta soltando do terceiro estágio, e o controle lembrou ter visto tinta descascando no foguete.

Abrir o caso

NASA

Apollo 17, 1972: “há algo lá fora”, o objeto piscante que Cernan pediu para localizar

Gene Cernan relatou a Houston um objeto brilhante e distante que girava e piscava em ritmo regular, “algo físico lá longe”, e marcou sua passagem para que o controle calculasse a posição. Schmitt, que já o vinha observando, achava que era o terceiro estágio do foguete, e horas depois Cernan falou em dois piscantes que poderiam ser painéis do adaptador da nave.

Abrir o caso

SUA ESCOLHA

Você pode navegar por todo o arquivo sem aceitar medição. O Google Analytics só carrega quando você autoriza a medição de visitas. Você pode recusar ou mudar sua escolha a qualquer momento.

Ler política de privacidade