Data: Maio de 1964 (publicação); carimbo de liberação da cópia da CIA em 02/04/2001Local: Washington, D.C., EUA (sede da NICAP)
The UFO Evidence, 1964: o relatório da NICAP que ficou guardado nos arquivos da CIA
A NICAP, entidade civil de Washington, publicou em 1964 o relatório The UFO Evidence, com 746 casos escolhidos entre mais de cinco mil relatos. Uma cópia completa ficou nos arquivos da CIA e foi liberada pelo sistema CREST; isso mostra que a agência guardou o livro, não que o escreveu ou o validou.
- Data do evento
- Maio de 1964 (publicação); carimbo de liberação da cópia da CIA em 02/04/2001
- Local
- Washington, D.C., EUA (sede da NICAP)
- Tema
- Arquivo da CIA
- Órgãos das fontes
- CIA
- Documentos
- 1 documento · 186 páginas
- Leitura
- 220 min
Página do relatório NICAPPágina física 1FONTES DOCUMENTAIS · CIA
O que os registros contam
The UFO Evidence foi publicado em maio de 1964 em Washington pelo National Investigations Committee on Aerial Phenomena, a NICAP, com edição de Richard H. Hall. A capa leva a assinatura do desenhista Earl J. Neff e o preço impresso de 5 dólares. Segundo o resumo inicial, a equipe examinou mais de cinco mil relatos assinados e centenas de notícias de jornal e escolheu 746 casos, dando preferência a observadores com formação técnica ou militar e a episódios com duas ou mais testemunhas. Tudo o que o relatório diz sobre esses casos é seleção e interpretação da NICAP.
A NICAP se apresenta, na introdução, como uma organização sem fins lucrativos registrada no Distrito de Columbia em 1956. Era dirigida pelo major reformado dos fuzileiros navais Donald E. Keyhoe e tinha um conselho com militares da reserva, um astrônomo, religiosos e Dewey Fournet, que fora o elo do Projeto Blue Book no quartel-general da Força Aérea. Dizia ter cerca de cinco mil associados, que pagavam 5 dólares por ano e recebiam o boletim The UFO Investigator. O objetivo declarado era a pesquisa científica dos relatos e a divulgação, pelo governo, do que ele sabia sobre o assunto.
O livro tem 14 seções. As oito primeiras agrupam casos pelo tipo de testemunha ou de prova: amostra geral, sinais de controle inteligente, militares da Força Aérea, do Exército, da Marinha e dos fuzileiros, pilotos, cientistas e engenheiros, policiais e cidadãos, e as chamadas provas especiais, como radar, fotografia e efeitos sobre motores. Depois vêm a crítica à investigação da Força Aérea, os relatos estrangeiros, uma cronologia, a análise de padrões e das grandes ondas de avistamentos, o interesse do Congresso e uma discussão final sobre problemas, perigos e recomendações.
As últimas seções mostram o objetivo político do livro. Segundo a seção XIII, exemplares foram enviados a todos os membros do Congresso, e o texto pede audiências públicas sobre os OVNIs. A NICAP reproduz trechos de cartas de senadores e deputados de 1957 a 1963, entre elas uma do líder da maioria John W. McCormack dizendo que sua comissão especial sobre o espaço fizera sessões fechadas sobre objetos não identificados. Conta também como uma subcomissão da Câmara chegou a ser formada em 1961 e não chegou a fazer audiências. As cartas são reproduzidas pela própria NICAP, que as diz guardar em seus arquivos.
A cópia aqui examinada tem, no alto e no pé de todas as páginas, o carimbo “Approved For Release 2001/04/02” e o código CIA-RDP81R00560R000100010001-0. É a marca do CREST, a base em que a CIA reúne documentos liberados depois de revisão, hoje consultável na sala de leitura on-line da agência. Na folha de rosto e na página dos direitos autorais há áreas cobertas de preto, com a anotação STATINTL ao lado; na capa, há uma rubrica manuscrita de leitura incerta. Nada no volume explica como ou por que a CIA obteve o livro, e a agência não comenta o conteúdo em nenhuma página.
Na conclusão, a NICAP afirma que os OVNIs são reais, parecem controlados por inteligência e que a hipótese extraterrestre é razoável. É a posição da entidade, não uma constatação do governo nem da CIA. O próprio texto avisa que a cronologia mistura relatórios assinados, investigações de seus membros e notícias de imprensa, e que deve haver pequenas imprecisões. Por isso, cada caso do relatório pede confronto com fontes primárias. Entre as propostas finais estão um exame científico independente dos arquivos da Força Aérea, ordens para rastrear objetos com os instrumentos de White Sands e de Cabo Kennedy e uma rede civil de observadores voluntários.
O verso da capa e a página de créditos mostram quem assinava o trabalho. Além do diretor Donald E. Keyhoe e do diretor interino Richard H. Hall, o conselho de governadores reunia um presidente de associação de pilotos particulares, militares da reserva, um contra-almirante reformado, três religiosos, um professor de física, o astrônomo Charles P. Olivier e o ex-major Dewey Fournet. Um painel de conselheiros incluía astrônomos, engenheiros, fotógrafos, pilotos de linha aérea, o especialista em mísseis R. B. McLaughlin e o assessor da NASA Albert M. Chop. Os créditos agradecem a Isabel Davis, que abriu seus arquivos, e à editora que autorizou citar o livro de J. Gordon Vaeth.
Na introdução, assinada por Richard Hall em maio de 1964, a NICAP diz que só há duas explicações para os relatos persistentes: um delírio coletivo que mereceria estudo urgente ou objetos controlados vistos no céu, e julga a segunda mais razoável. A entidade nega apoiar cultos e alegações de viagens em discos voadores, em que diz ter achado fraude, e afirma criticar só a investigação e a política de informação da Força Aérea. O conselho declara que os casos sem explicação seriam objetos físicos, artificiais e controlados, e pede abertura dos arquivos e um inquérito do Congresso. Um gráfico informa que 50% dos 575 casos da cronologia principal vieram de observadores treinados.
A Seção II, sobre “controle inteligente”, parte de uma analogia: se não soubéssemos que aviões têm pilotos, deduziríamos isso de voos em formação, de curiosidade e de sinais de propulsão. A NICAP diz ver os três traços nos OVNIs e reúne tabelas de casos de curiosidade e reação, de formações geométricas e de “objetos-satélite”, em que um objeto grande parece lançar ou recolher objetos menores. Em cada tabela, uma linha por caso traz data, lugar, testemunha e uma descrição curta, quase sempre sem fonte detalhada além do aviso de que os relatos estão nos arquivos da entidade. A única explicação convencional que a NICAP admite discutir ali é o reabastecimento aéreo, que descarta.
A Seção III, sobre observações da Força Aérea, começa reproduzindo dois itens do regulamento AFR 200-2, de 26 de agosto de 1953: as bases só podiam divulgar à imprensa casos já identificados como objetos conhecidos, e militares fora do escritório de informação não deviam discutir casos com particulares. Para a NICAP, o regulamento secou uma fonte de informação que fora generosa até 1953, quando relatórios de inteligência chegaram a ser liberados a Keyhoe. A entidade diz que oficiais da ativa e da reserva, incluindo ex-integrantes do Projeto Blue Book, visitaram seu escritório e apoiaram seus objetivos. A avaliação sobre o efeito do regulamento é da NICAP.
A seção III do relatório, sobre militares da Força Aérea, combina relatos detalhados com uma longa tabela de avistamentos de pilotos e tripulações. A página 28 traz o trecho da tabela que vai de julho de 1952 a fevereiro de 1953, o período mais denso, com casos acompanhados por radar sobre Washington, Japão e Coreia, perseguições de caças F-94 e casos que a NICAP diz terem ficado como "desconhecidos" oficiais. A seção reproduz também, em fac-símile, cartas recebidas pela NICAP: a do major William D. Leet, de 1958, com três episódios de 1944 a 1957, e a de Wayne Thomas Jr., de 1963, sobre as luzes vistas pelos B-29 em Tinian.
A seção V, sobre pilotos e especialistas em aviação, abre com o argumento central da NICAP: pilotos são observadores treinados, que passam centenas de horas no ar e conhecem meteoros, planetas e outros aviões, de modo que seus relatos inexplicados pesariam mais. A NICAP lembra que o Departamento de Defesa incluiu os pilotos de linha aérea no sistema militar de comunicação de avistamentos, o CIRVIS, e que o próprio chefe do projeto da Força Aérea falou em dezenas de bons relatos de tripulações em 1950. Segue uma tabela de mais de cem casos, de 1944 a 1963, classificada por tipo de piloto.
A parte final da seção V trata de pessoal de aviação que não pilota: controladores de tráfego, operadores de rádio, meteorologistas e mecânicos de companhias aéreas. A página 51 reúne exemplos curtos de 1950 a 1960, de Reno e Ironwood a Huron, Wilkes-Barre e Wilmington, a lista dos operadores de radar e pilotos que acompanharam os objetos sobre Washington em julho de 1952 e dois casos com desenho, o de Walworth, Wisconsin, e o de Arlington, Texas, em que a própria testemunha identificou Júpiter ao lado do ponto de luz. Quase todos citam jornais ou relatórios arquivados na NICAP.
Nas páginas 59 a 65, a seção de cientistas e engenheiros do relatório reúne, além dos casos que têm dossiê próprio, peças menores. Uma é o fac-símile de uma carta do astrônomo Clyde W. Tombaugh, datada de 10 de setembro de 1957, em papel do New Mexico College of Agriculture and Mechanic Arts, a Richard Hall. Nela, Tombaugh comenta a solidez do que viu, que a tabela da seção resume como um padrão circular de luzes retangulares em agosto de 1949, em Las Cruces. Há ainda o relato de Edison F. Carpenter sobre cinco discos rosados em Boulder City, em 1956, e o diário do engenheiro Fred C. Fair, que seguiu luzes com um teodolito no lago Chautauqua, em 1958.
Na seção sobre policiais, defesa civil e cidadãos, as páginas 71 a 75 trazem relatos de empresários, autoridades, professores, religiosos e jornalistas, como os do empresário William J. Besler em Calistoga, em 1957, do reverendo Kenneth R. Hoffman em Cleveland, em 1955, e do jornalista Doyle Kline em Albuquerque, em 1952. As notas da página 77 mostram de onde vinham: quase todos os relatos de profissionais e religiosos aparecem como arquivados na NICAP, e os de policiais e da defesa civil vêm em grande parte de jornais e agências. São depoimentos dados a uma entidade que defendia a realidade dos OVNIs e, na maioria, não foram verificados por órgão público.
A Seção VIII, de provas especiais, abre com um trecho do regulamento AFR 200-2 da Força Aérea, que mandava enviar ao ATIC negativos e cópias de fotografias e classificar as fotografias de tela de radar segundo as normas de sigilo. Em seguida, a NICAP reproduz a sua cronologia de casos em que um objeto teria sido visto ao mesmo tempo que um efeito eletromagnético: 106 itens principais, de 1945 a 1963, e 11 secundários. A lista nasceu de um folheto de junho de 1960, com 81 casos e 9 limítrofes, ampliado com 39 casos achados depois. Há forte concentração na onda francesa de outubro de 1954 e na americana de novembro de 1957, e vários casos brasileiros, como Porto Alegre, Itaipu, Araranguá, Mogi Mirim e Uberlândia.
Cada linha da cronologia é um resumo de uma frase, com fontes reunidas numa nota fora destas páginas, e o critério de inclusão é da própria NICAP. A entidade especula que os efeitos poderiam vir de propulsão nuclear e compara com o pulso eletromagnético de explosões atômicas em grande altitude, ideia que ela mesma chama, em parte, de pura especulação. A seção passa então aos casos de radar, defendendo os operadores contra a explicação por falsos ecos, e começa uma tabela cujas primeiras linhas incluem Goose Bay e Fürstenfeldbruck, em 1948, e Dayton, em 1950, episódios com dossiês próprios no portal.
A seção de provas especiais do relatório dedica várias páginas ao radar. Depois de tabelas que listam dezenas de casos até 1962, com códigos para radar de solo, radar de bordo, observação visual e fotografia, a NICAP desenha um gráfico que compara as velocidades atribuídas a óvnis no radar com os recordes oficiais de velocidade de aviões e de aviões-foguete, ano a ano, de 1948 a 1962. Em seguida vem o texto Radar: teoria e fato, que critica o estudo da aeronáutica civil sobre os alvos de Washington em 1952, distingue anjos de radar de alvos sólidos e cita um operador veterano e um físico consultados pela entidade.
Nas páginas de casos fotográficos, a NICAP lista 64 fotos e filmes de 1946 a 1962 com uma classificação própria, que vai de prova mais forte a duvidoso, e com o estado da análise. O tom é cauteloso: várias fotos são julgadas duvidosas, possíveis modelos ou defeitos de revelação, e vários casos são explicados como balões de pesquisa. Os desenhos do ilustrador Eric Aldwinckle que acompanham a seção foram feitos a partir das fotografias e não são as fotos originais. Nos resumos desta página, os nomes de menores citados pelo livro foram omitidos.
A subseção de efeitos físicos e fisiológicos reúne 35 casos de 1948 a 1962, metade da onda francesa de 1954, com paralisia, queimaduras, marcas no chão e depósitos. A NICAP admite que quase nenhum foi investigado cientificamente e propõe, como hipótese, que a radiação eletromagnética atribuída aos óvnis também afete o corpo humano. Dois casos de novembro de 1957 são narrados em detalhe; aqui eles aparecem resumidos, sem o nome do menor envolvido e sem os dados de saúde da testemunha adulta. Segue-se uma tabela de 18 casos com sons, de estalos e estrondos a zumbidos e assobios.
O último tema da seção é o chamado cabelo de anjo, fios parecidos com teia de aranha que caem do céu. A NICAP reconhece que muitas vezes é teia de aranhas levadas pelo vento e não o trata como prova, mas lista 43 quedas de 1741 a 1962, com óvni relatado em 23 e sumiço rápido do material em 12. As notas que fecham a seção, nas páginas 106 a 108, mostram de onde vêm os dados: livros de Keyhoe, Ruppelt e Aimé Michel, boletins de grupos civis, jornais e relatos enviados à NICAP, alguns tirados de relatórios de inteligência da Força Aérea.
A seção IX do relatório, “A investigação da Força Aérea”, é a acusação central da NICAP. Começa pelo sigilo do governo em geral, com base na subcomissão do deputado John E. Moss e em livros de Clark Mollenhoff e Douglass Cater, e passa aos regulamentos: o AFR 200-2, que, para a entidade, já manda reduzir os casos sem explicação e só divulgar os explicados; a diretriz JANAP 146, que sujeitava às leis de espionagem quem revelasse relatos feitos por esse canal, inclusive pilotos civis; e normas administrativas que permitiriam reter informação até do Congresso. Segue uma cronologia do projeto de 1947 a 1964, com os chefes do projeto, os porta-vozes do Pentágono e as duas versões conflitantes das conclusões do painel de cientistas de janeiro de 1953.
Na mesma seção, a NICAP reproduz uma declaração assinada por Dewey J. Fournet Jr. em Baton Rouge, em 4 de maio de 1958. Ex-major e monitor do programa no quartel-general da Força Aérea em 1952, Fournet confirma a existência de um resumo de inteligência de 1948 e de uma análise que ele mesmo preparou em 1952, ambos negados por um representante da Força Aérea, mas avisa que preparou a sua como argumento contra a apatia oficial e que o importante era o documento ter existido, não o que provava. Depois vem um quadro em duas colunas que opõe cartas da Força Aérea a congressistas e cidadãos, de 1957 a 1963, às réplicas da NICAP sobre casos como Salem, Great Falls, Long Beach, Washington e o comandante Ryan.
A seção X, de relatos estrangeiros, termina com uma lista de 66 notas de fontes, quase todas jornais, agências de notícias, livros e cartas que a NICAP diz guardar, o que mostra a base documental de cada resumo. A seção XI é uma cronologia que começa em 1860 e chega aos anos 1960, misturando avistamentos, atos da Força Aérea, artigos de revistas e marcos da aviação, como o primeiro voo supersônico, em 1947. Cada linha remete, por algarismos romanos, à seção do livro onde o caso é detalhado. Há divergências internas: a “Estimativa da Situação” do ATIC aparece como de setembro de 1948 na seção IX e de agosto de 1948 na cronologia.
A seção XI do relatório é uma cronologia em que cada caso ocupa uma ou duas linhas: data, lugar, testemunha e uma descrição curta, seguidas do número romano da seção do livro em que o caso é tratado com mais detalhe. As páginas físicas 136 a 140 cobrem de setembro de 1952 a julho de 1959 e reúnem centenas de entradas: pilotos militares e de linhas aéreas, operadores de radar, policiais, cientistas, observadores civis do Ground Observer Corps e moradores, nos EUA e fora deles. Algumas linhas em itálico não são avistamentos, e sim marcos que a NICAP considerou relevantes, como a edição do Regulamento 200-2 da Força Aérea, em agosto de 1953, e declarações do astrônomo Lincoln LaPaz sobre as bolas de fogo verdes do Novo México.
A cronologia é uma seleção da própria NICAP, montada a partir de relatórios assinados, investigações de seus membros e notícias de jornal. Muitas linhas não dizem a fonte, várias trazem só uma frase e algumas registram apenas que houve fotografia ou radar, sem indicar quem confirmou o dado. Por isso, cada entrada é um ponto de partida, e não uma prova. A própria lista mistura observações com explicação provável e outras sem explicação, e o leitor não tem como separar umas das outras sem ir às seções indicadas ou a fontes primárias.
As páginas físicas 167 e 169 pertencem à cronologia detalhada da onda de novembro de 1957, na seção XII. Ali, a NICAP organiza os relatos em tabela por dia e por fuso horário dos Estados Unidos, com hora, lugar e descrição. A página 167 traz o dia 5 e o começo do dia 6 de novembro; a 169, os dias 9 a 30. Os casos repetem o padrão daquele mês: luzes e objetos perto de estradas, carros com motor, faróis ou rádio falhando, perseguições policiais e interferência em televisão. A própria tabela marca em itálico relatos que a NICAP atribuiu a uma aurora boreal ou a um possível meteoro.
Mais imagens do documento

















LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Síntese de publicação privada: o relatório The UFO Evidence é obra da NICAP, entidade civil, com direitos autorais de 1964; a cópia está no arquivo CREST da CIA, mas não é documento do governo. Por isso o texto em inglês não foi transcrito nem traduzido na íntegra: cada página usada recebeu um bloco com síntese fiel em português e, no máximo, uma citação curta. Foram sintetizadas a capa, a folha de rosto, o sumário (páginas físicas 1, 3, 5 e 6, usadas só para descrever a estrutura) e todas as páginas físicas de 174 a 186. As páginas 163 a 173 e a parte de casos da página 181 estão nos dossiês de casos ligados. Cartas de parlamentares citadas pela NICAP aparecem apenas em síntese.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 1
Página física 1: capa
Capa do relatório: título The UFO Evidence, subtítulo Unidentified Flying Objects, publicado pelo National Investigations Committee on Aerial Phenomena (NICAP), Washington, D.C., 1964. No canto superior direito, o preço impresso de 5 dólares e uma rubrica manuscrita. No alto e no pé, o carimbo de liberação da CIA com data de 2 de abril de 2001.Nota editorial: A rubrica manuscrita ao lado do preço não tem leitura segura (pode ser lida como “Dup”); não foi interpretada.
Conferir original em inglês
[p. 1: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 1, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 3
Página física 3: folha de rosto
Folha de rosto: The UFO Evidence (Unidentified Flying Objects), publicado pela NICAP, 1536 Connecticut Avenue, N.W., Washington 36, D.C.; editor Richard H. Hall; Washington, D.C., maio de 1964. Uma área no alto da página está coberta de preto, com a anotação STATINTL à direita.Nota editorial: A tarja cobre parte da palavra THE do título; o conteúdo tarjado não é inferido.
Conferir original em inglês
[p. 3: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 3, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 5
Páginas físicas 5 e 6: sumário (estrutura)
Sumário: introdução (resumo, explicação da NICAP e de suas políticas, declaração do conselho); seção I, amostra geral de casos; II, controle inteligente (acompanhamento de veículos, reação a estímulos, voos em formação); III, observações da Força Aérea; IV, Exército, Marinha e fuzileiros; V, pilotos e especialistas em aviação; VI, cientistas e engenheiros; VII, autoridades e cidadãos (policiais, defesa civil, Ground Observer Corps); VIII, provas especiais (efeitos eletromagnéticos, radar, fotografias, efeitos físicos e fisiológicos, som, “cabelo de anjo”); IX, a investigação da Força Aérea (sigilo, regulamentos, história e análise); X, relatos estrangeiros; XI, cronologia; XII, padrões (aparência, manobras, concentrações recorrentes); XIII, o Congresso e os OVNIs; XIV, problemas e perigos. O resumo diz que 746 relatos foram escolhidos entre mais de cinco mil relatos assinados e centenas de notícias.Nota editorial: Os números de página impressos no sumário não coincidem com as páginas físicas do PDF (por exemplo, a seção XIII, impressa como 173, começa na página física 174).
Conferir original em inglês
[p. 5: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 5, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 174
Página física 174: início da seção XIII, O Congresso e os OVNIs
A NICAP diz ter enviado exemplares do relatório a todos os membros do Congresso e pede aos leitores que escrevam a seus parlamentares. Defende que o Congresso é o lugar adequado para resolver a questão, sem transformar a Força Aérea em bode expiatório, e que os dados deveriam ser abertos aos cientistas. Conta que, desde sua fundação em 1956, buscou audiências públicas; que em junho de 1960 mandou um relatório confidencial aos parlamentares; que o interesse chegou ao auge em 1961, na Comissão de Ciência e Astronáutica da Câmara, e esfriou com a morte do presidente da comissão, Overton Brooks, e com a falta de dinheiro da entidade. Os novos presidentes das comissões de Ciência e de Forças Armadas se opuseram às audiências. Começa então a lista de trechos de cartas de parlamentares (1957 e 1958: Barry Goldwater, William H. Ayres, Ralph J. Scott, George Smathers, Thomas Ludlow Ashley).Nota editorial: As cartas são reproduzidas pela NICAP a partir de cópias que diz ter em arquivo; não há originais no volume.
Conferir original em inglês
[p. 174: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 174, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 175
Página física 175: cartas de parlamentares, 1959 e 1960
Continua a lista de trechos de cartas, agora de 1959 e 1960: o boletim do senador J. Glenn Beall, os senadores Stuart Symington, George Smathers e Thomas J. Dodd, e os deputados Dante B. Fascell, George P. Miller, Walter H. Moeller, William J. Randall, Gracie Pfost, J. Carlton Loser, Florence P. Dwyer, Joseph E. Karth, Edgar W. Hiestand e John V. Lindsay. Em geral, pedem mais informação ao público dentro dos limites da segurança nacional. Karth, da Comissão de Ciência e Astronáutica da Câmara, diz que os oficiais da Força Aérea davam pouco crédito aos relatos e se recusavam a detalhar casos alegando segurança. A NICAP registra que, em junho de 1960, começou a mandar aos parlamentares um resumo das suas provas.Conferir original em inglês
[p. 175: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 175, contando a capa.
TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 176
Página física 176: carta de McCormack e cartas de 1960 e 1961
A página reproduz em fac-símile uma carta do líder da maioria na Câmara, John W. McCormack, de 4 de novembro de 1960, ao major Donald E. Keyhoe: cerca de três anos antes, como presidente da Comissão Especial do Espaço da Câmara, que deu origem à NASA, ele fizera sessões fechadas sobre “objetos não identificados”, sem conseguir muita informação, embora alguns membros estivessem convencidos de que havia objetos inexplicáveis no espaço. Seguem trechos dos senadores Alan Bible, Wallace F. Bennett e Estes Kefauver, dos deputados Daniel B. Brewster (contrário a uma investigação), Horace R. Kornegay, Perkins Bass (nomeado para uma subcomissão de três membros sobre OVNIs) e Thomas N. Downing, e notícias de 1961 sobre as audiências planejadas pela Comissão de Ciência e Astronáutica.Nota editorial: Grafias do original: “Kehoe” no endereçamento da carta de McCormack, em vez de Keyhoe.
Conferir original em inglês
[p. 176: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 176, contando a capa.
TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 177
Página física 177: cartas de 1961 e 1962 e recorte do Waterbury Republican
Continua a lista com cartas de 1961 e 1962 (Charles A. Mosher, Horace R. Kornegay, W. M. Abbitt, W. Pat Jennings, Hugh J. Addonizio, Odin Langen, John B. Anderson, Jacob K. Javits, Harlan Hagen, Kenneth B. Keating, Emilio Q. Daddario, Thomas J. Dodd). O novo presidente da Comissão de Ciência e Astronáutica, George P. Miller, escreveu que não faria audiências porque o tema caberia às Forças Armadas; o presidente da Comissão de Forças Armadas, Carl Vinson, disse não haver prova de controle inteligente. A página reproduz o recorte do Waterbury Republican de 6 de agosto de 1961, assinado por Bulkley Griffin, segundo o qual não haveria investigação naquela sessão e a Força Aérea teria conseguido barrá-la.Nota editorial: Recorte de jornal: apenas síntese.
Conferir original em inglês
[p. 177: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 177, contando a capa.
TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 178
Página física 178: reações ao boletim de 1962 e cartas de 1963
Em setembro de 1962 a NICAP mandou ao Congresso um número do boletim The UFO Investigator com o esboço deste relatório. A página traz respostas de deputados que pediram o texto (W. R. Poage, E. C. Gathings, F. Edward Hebert, Thomas N. Downing, Charles Raper Jonas), do senador Javits (que lembra que a Defesa e a NASA negavam a existência dos objetos), de John E. Moss e de Richard H. Poff. Seguem cartas de 1963 (Milward L. Simpson, Gaylord Nelson, John F. Shelley, William Proxmire, Clark MacGregor, Birch Bayh, Vance Hartke, Kenneth B. Keating, Glenn Cunningham, Len B. Jordan), quase todas a favor de mais informação ou de audiências.Nota editorial: A carta do senador Simpson aparece datada de 8 de janeiro de 1962 sob o título de 1963 no original; a data não foi corrigida.
Conferir original em inglês
[p. 178: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 178, contando a capa.
TRECHO 9 · PÁGINA FÍSICA 179
Página física 179: início da seção XIV, Os problemas e os perigos
A NICAP diz que tanto os “crentes” fervorosos quanto os céticos dogmáticos atrapalham uma revisão científica. Com base nas provas do relatório, conclui que os OVNIs são reais e parecem controlados por inteligência, e considera razoável a hipótese de que sejam manifestações de vida extraterrestre, sem nada saber sobre eventuais ocupantes. Aponta como perigos o despreparo do público, o risco de pânico diante de um contato súbito e o sigilo oficial, que a seu ver alimenta o medo. Traz perguntas de dois conselheiros pilotos sobre o que gostariam de saber se os objetos fossem naves e começa uma seção sobre religião, com o reverendo Albert Baller.Nota editorial: A conclusão sobre origem extraterrestre é opinião declarada da NICAP.
Conferir original em inglês
[p. 179: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 179, contando a capa.
TRECHO 10 · PÁGINA FÍSICA 180
Página física 180: religião, tecnologia e questões sociais e morais
O reverendo Baller diz que um contato com outras inteligências obrigaria a rever ideias teológicas, mas que a humanidade já absorveu outros desafios. O engenheiro metalurgista Robert Purdy imagina avanços em metais e no programa espacial. O professor Fred C. Fair, conselheiro da NICAP, deduz dos relatos que os objetos usariam uma metalurgia superior e cita velocidades acima de 17 mil milhas por hora atribuídas a observadores competentes. A página traz a resposta do procurador-geral adjunto Norbert A. Schlei, do Departamento de Justiça, em 11 de julho de 1963, a um membro da NICAP: seria duvidoso que as leis de homicídio se aplicassem à morte de criaturas inteligentes que não fossem da espécie humana. Seguem opiniões do professor James P. Whyte, do psicólogo social Robert L. Hall, de Edward Teller e de Harold D. Lasswell sobre formas de vida e contato.Nota editorial: As velocidades citadas por Fair são alegação dele, sem fonte técnica na página.
Conferir original em inglês
[p. 180: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 180, contando a capa.
TRECHO 11 · PÁGINA FÍSICA 181
Página física 181: problemas da investigação científica e pousos
A NICAP critica a ideia de que não há dados mensuráveis sobre OVNIs e diz que eles foram rastreados por teodolitos em White Sands e por radares. Relata a conversa de Richard Hall e Walter Webb, no verão de 1963, com A. B. Ledwith, ex-integrante do programa de rastreamento de satélites do Smithsonian, que passou à NICAP fotos de objetos não explicados nas câmeras de satélite (ver o dossiê de Tóquio-Mitaka, 1959). Em seguida trata dos relatos de pousos e de “contatados”: diz ter desmentido uma alegação de 1958 de um contatado famoso e cita casos de contatados condenados por fraude; defende investigar com cautela os relatos de pessoas aparentemente idôneas.Nota editorial: Nomes de contatados não aparecem na página e não foram acrescentados.
Conferir original em inglês
[p. 181: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 181, contando a capa.
TRECHO 12 · PÁGINA FÍSICA 182
Página física 182: casos de observação próxima e recomendações
A NICAP lista três casos “limítrofes”, sem aceitá-los nem rejeitá-los: Nova Guiné, 27 de junho de 1959 (reverendo William B. Gill e moradores; objeto iluminado de cerca de 35 pés); Nova Zelândia, 13 de julho de 1959 (senhora Frederick Moreland; objeto de cerca de 20 pés com luzes laranja e verdes); New Hampshire, 20 de setembro de 1961 (Barney e Betty Hill, citados como Mr. & Mrs. Barney Hill; objeto do tamanho de um quadrimotor a cerca de 100 pés). Resume os problemas: dúvida sobre a investigação da Força Aérea, risco de guerra acidental por erro de radar, exploração do público por aproveitadores e despreparo da sociedade. Propõe uma revisão científica e política, ordens para que equipes de rastreamento de White Sands e Cabo Kennedy registrem objetos, cooperação de sociedades astronômicas e da rede de câmaras de meteoritos do Smithsonian e divulgação pública dos casos depois de afastada a hipótese de ataque.Nota editorial: Os três casos são apenas listados, com dados mínimos.
Conferir original em inglês
[p. 182: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 182, contando a capa.
TRECHO 13 · PÁGINA FÍSICA 183
Página física 183: participação civil, contato e detecção
A NICAP sugere uma rede civil de voluntários nos moldes do Ground Observer Corps e do programa Moonwatch, com telescópios, detectores de som e equipes de campo, e apoia o Projeto Ozma e estudos de comunicação. Reproduz a proposta do astrônomo amador James C. Bartlett Jr.: dividir o céu em setores vigiados por equipes de sociedades astronômicas com binóculos, teodolito, luneta, câmera e bússola, para medir posição, tamanho, velocidade e paralaxe. Cita a ideia do radioastrônomo Ronald Bracewell sobre sondas enviadas por outras civilizações. Termina dizendo que pessoas de todos os meios relatam a mesma coisa há pelo menos 17 anos e que, se tudo fosse ilusão, “our whole society is deluded” (toda a nossa sociedade estaria iludida).Nota editorial: Citação curta de no máximo uma frase.
Conferir original em inglês
[p. 183: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 183, contando a capa.
TRECHO 14 · PÁGINA FÍSICA 184
Página física 184: notas da seção XIV
Quatro notas: New York World Telegram & Sun, 23 de junho de 1960 (fala de Edward Teller); Harold D. Lasswell, “Men in Space”, Annals of the New York Academy of Sciences, 1958; Carl G. Jung, Flying Saucers: A Modern Myth of Things Seen in the Skies, 1959; Paul G. Seybold, A Survey of Exobiology, memorando RM-3178-PR da Rand Corporation, março de 1963.Conferir original em inglês
[p. 184: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 184, contando a capa.
TRECHO 15 · PÁGINA FÍSICA 185
Página física 185: convite a novas informações
Formulário em que a NICAP pede a quem conheça algum caso do relatório, ou tenha casos novos, que envie: nome e endereço, data e local, horário de início e fim, posição do objeto no céu, condições do céu, descrição do objeto (com croqui), manobras, informações de distância, outras testemunhas e assinatura com dados biográficos. Endereço: NICAP, 1536 Connecticut Avenue, N.W., Washington 36, D.C.Conferir original em inglês
[p. 185: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 185, contando a capa.
TRECHO 16 · PÁGINA FÍSICA 186
Página física 186: contracapa com opiniões sobre o relatório
Contracapa com elogios ao relatório atribuídos a editores de aviação do Springfield Republican e do Boston Traveler, à rádio KYW de Cleveland, ao serviço do Chicago Daily News, aos senadores Paul H. Douglas e Harrison A. Williams Jr. e ao deputado Louis C. Wyman, que se diz a favor de uma audiência pública sobre OVNIs.Nota editorial: São trechos promocionais escolhidos pela própria NICAP.
Conferir original em inglês
[p. 186: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 186, contando a capa.
TRECHO 17 · PÁGINA FÍSICA 2
Página física 2: verso da capa, página inteira (cabeçalho da NICAP, conselho de governadores e painel de conselheiros especiais)
Cabeçalho: National Investigations Committee on Aerial Phenomena, 1536 Connecticut Avenue, N.W., Washington, D.C. 20036. À esquerda, major Donald E. Keyhoe, dos fuzileiros navais dos EUA (reformado), diretor; à direita, Richard H. Hall, diretor interino. CONSELHO DE GOVERNADORES. J. B. Hartranft Jr.: presidente da Aircraft Owners & Pilots Association, Washington, D.C.; ex-tenente-coronel do Corpo Aéreo do Exército, fundador da U.S. Air Guard (hoje Civil Air Patrol), formado pela Universidade da Pensilvânia. Coronel J. Bryan III, reserva da Força Aérea (reformado): escritor e autor, Richmond, Virgínia; ex-assistente especial do secretário da Força Aérea (1952-53), designado para o estado-maior do general Lauris Norstad, Otan (1959), equipe editorial de revistas nacionais, autor de vários livros. Dr. Earl Douglass: pastor presbiteriano, Princeton, Nova Jersey; colunista de religião, membro da New York Authors League; doutor em Divindade pelo Tusculum College (1931) e em Letras pelo Catawba College (1941). Dr. Charles P. Olivier: presidente da American Meteor Society, Narberth, Pensilvânia; professor emérito de astronomia da Universidade da Pensilvânia, colaborador da Encyclopaedia Britannica e de relatórios do Smithsonian Astrophysical Observatory sobre meteoros. Dr. Marcus Bach: Universidade Estadual de Iowa, Escola de Religião; autor e dramaturgo, membro da American Academy of Political and Social Sciences, colaborador de revistas acadêmicas e populares, doutor pela Universidade de Iowa (1942). Coronel Robert Emerson, reserva do Exército: químico pesquisador, Emerson Testing Laboratory, Baton Rouge, Louisiana; membro do Speaker's Bureau da American Chemical Society; formado pela Chemical Warfare School de Edgewood Arsenal, pelo General Staff College de Fort Leavenworth e por outras escolas militares. Frank Edwards: WTTV, Indianápolis, Indiana, comentarista de rádio e televisão e autor; recebeu o Amvets Service Award (1953) e o VFW National Service Award (1945); ex-analista de notícias do Mutual Broadcasting System. Prof. Charles A. Maney: chefe do Departamento de Física do Defiance College, Ohio; autor da proposta Atoms For Peace, arquivada nos Arquivos Nacionais; mestre pela Universidade de Chicago (1915), astrofísica, pós-graduação adicional nas universidades de Michigan e Kentucky. Dewey Fournet Jr., ex-major da reserva da Força Aérea: Baton Rouge, Louisiana; ex-monitor, no quartel-general da Força Aérea, da investigação de OVNIs do Projeto Blue Book; preparou análises de dados de OVNIs para a Força Aérea; oficial de ligação entre o projeto de Dayton e o Pentágono. Reverendo Albert Baller: Igreja Congregacional Alemã, Clinton, Massachusetts; autor de livros infantis, formado pela Nebraska Wesleyan University e pela Escola de Teologia da Universidade de Boston. Contra-almirante H. B. Knowles, Marinha dos EUA (reformado): Eliot, Maine; veterano das duas guerras mundiais, teve comandos importantes em submarinos, formado pela Academia Naval de Annapolis (1917). PAINEL DE CONSELHEIROS ESPECIAIS. Ciência e Tecnologia: Dr. James C. Bartlett Jr., astronomia, Baltimore, Maryland; Norman S. Bean, engenharia, Miami, Flórida; Robert C. Beck, presidente da Color Control Company, Hollywood, Califórnia; Jack Brotzman, física, Naval Research Laboratory, Washington, D.C.; Dr. Hugh S. Brown, médico, Spokane, Washington; A. L. Cochran, engenheiro, Richardson, Texas; Dr. Fred C. Fair, professor emérito de engenharia da Universidade de Nova York; Dr. Robert L. Hall, sociologia e psicologia social, diretor de programa da National Science Foundation, Washington, D.C.; Frank Halstead, astronomia, ex-curador do Observatório Darling, Universidade de Minnesota; Dr. Leslie K. Kaeburn, biofísica, Universidade do Sul da Califórnia; Prof. N. N. Kohanowski, geologia e engenharia de minas, Universidade de Dakota do Norte; Delbert C. Newhouse, ex-fotógrafo da aviação naval, Coronado, Califórnia; Ralph Rankow, fotografia, Nova York; Frank G. Rawlinson, física, Centro de Voo Espacial da NASA, Greenbelt, Maryland; J. R. Reiss, engenheiro de pesquisa, Lakewood, Ohio; Kenneth Steinmetz, astronomia, ex-chefe do Moonwatch de Denver, Colorado; Walter N. Webb, astronomia, Planetário Charles Hayden, Boston, Massachusetts. Aeronáutica e Espaço: comandante C. S. Chiles, piloto da Eastern Airlines, Nova York; George W. Earley, engenheiro administrativo de grande empresa aeroespacial, Connecticut; Samuel Freeman, ex-presidente da National Aviation Trades Association, Bedminster, Nova Jersey; Morton Gerla, ex-diretor da seção de Nova York da American Rocket Society, Jamaica, Nova York; capitão de mar e guerra R. B. McLaughlin, Marinha dos EUA, especialista em mísseis, Corona, Califórnia; major John F. McLeod, reserva da Força Aérea, ex-piloto da Força Aérea, Civil Air Patrol, Jacksonville, Flórida; comandante William B. Nash, piloto da Pan American Airways, Frankfurt, Alemanha; W. R. Peters, ex-primeiro-oficial da Pan American Airways, Coral Gables, Flórida; L. D. Sheridan Jr., ex-piloto dos fuzileiros navais, Ponte Vedra, Flórida. Notícias e Relações Públicas: James C. Beatty, defesa civil e Ground Observer Corps, Santurce, Porto Rico; Albert M. Chop, oficial de informação pública da NASA, Centro de Voo Espacial, Houston, Texas; Lou Corbin, chefe do serviço de notícias da WFBR, Baltimore, Maryland; Lee R. Munsick, notícias e rádio, Morristown, Nova Jersey; Leonard H. Stringfield, relações públicas, Ground Observer Corps, Cincinnati, Ohio; George Todt, colunista do Los Angeles Herald Examiner, Califórnia. No alto e no pé, o carimbo de liberação da CIA de 02/04/2001.Nota editorial: A síntese segue a imagem.
Conferir original em inglês
[p. 2: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.
TRECHO 18 · PÁGINA FÍSICA 4
Página física 4: aviso de direitos autorais e agradecimentos, página inteira
No alto à esquerda, uma área coberta de preto que encobre parte do carimbo de liberação; à direita do título, a anotação STATINTL. AVISO DE DIREITOS AUTORAIS: direitos de 1964 da NICAP, todos reservados, exceto que jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão podem citar até 750 palavras sem permissão especial. AGRADECIMENTOS. Arte: Eric Aldwinckle, Eugene Bergeron, Richard Hall, James Kemple, Earl J. Neff (projeto da capa), Dr. John Pagano, Edward L. Smith, Walter N. Webb. Edição: major Donald E. Keyhoe, dos fuzileiros navais (reformado), consultor; outros assistentes de pesquisa, revisão e datilografia: Don Berliner, Lelia S. Day, Carmen Johnson, Joan Lusby, Elizabeth Sabow. Consultores científicos e técnicos: West H. Armistead Jr. (engenheiro eletrônico); Dr. James C. Bartlett Jr. (astronomia); Dr. Fred C. Fair (engenharia); Dr. Robert L. Hall (psicologia social); Stanley J. Hryn (eletrônica); John F. McLeod (aviação); Max B. Miller (fotografia); David L. Morgan Jr. (física); Ralph Rankow (fotografia); J. R. Reiss (engenheiro eletrônico); L. D. Sheridan Jr. (aviação); Walter N. Webb (astronomia). A NICAP agradece a Isabel Davis, de Nova York, que abriu à entidade seus extensos arquivos sobre OVNIs, e, pela ajuda e pelos conselhos na preparação do relatório, a Ted Bloecher, José A. Cecin, Paul C. Cerny, George W. Earley, Alexander D. Mebane, Lee R. Munsick e Leonard H. Stringfield. A Ronald Press Company, de Nova York, autorizou citar um avistamento importante do livro 200 Miles Up: The Conquest of the Upper Air, de J. Gordon Vaeth (1956), que aparece na Seção I. A entidade agradece ainda a afiliadas, subcomitês e membros associados pelo apoio. Rodapé: fabricado nos Estados Unidos da América; carimbo de liberação da CIA de 02/04/2001.Nota editorial: O conteúdo sob a área preta não foi inferido.
Conferir original em inglês
[p. 4: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 4, contando a capa.
TRECHO 19 · PÁGINA FÍSICA 6
Página física 6: continuação do sumário (Seções X a XIV) e resumo do relatório, página inteira
Sumário (continuação), com a página impressa de cada seção: Seção X, Relatos estrangeiros, p. 118: panorama de relatos de outros países, atitudes de governos estrangeiros e interesse mundial pelos OVNIs. Seção XI, A cronologia dos OVNIs, p. 129: lista cronológica de avistamentos, declarações e acontecimentos. Seção XII, Padrões, p. 143: estatísticas e análises de aparência física, manobras e características de voo recorrentes e de concentrações periódicas. Seção XIII, O Congresso e os OVNIs, p. 173: panorama do interesse do Congresso. Seção XIV, Os problemas e os perigos, p. 179: discussão das implicações dos OVNIs e do que seria necessário numa investigação científica. Resumo (em quadro): o relatório apresenta uma síntese dos dados sobre OVNIs relatados nos 20 anos anteriores por canais governamentais, da imprensa e particulares, com as provas consideradas sérias esclarecidas e analisadas e organizadas por categorias de observadores especialmente treinados e por padrões de aparência, desempenho e recorrência periódica. Na seleção dos relatos mais confiáveis e significativos, a ênfase recaiu na qualificação do observador e em casos com duas ou mais testemunhas; assim foram escolhidos 746 relatos, depois de examinados mais de 5.000 relatos assinados e muitas centenas de notícias de jornais e outras publicações. O relatório também faz um panorama do problema: o desenvolvimento histórico do mistério, as atitudes e atividades do Congresso, os problemas e perigos envolvidos e o que seria necessário numa pesquisa científica organizada. Por fim, apresenta provas em apoio à hipótese de que os OVNIs estariam sob controle inteligente, o que tornaria plausível a ideia de que alguns tenham origem extraterrestre.Nota editorial: Complementa o bloco já publicado para as páginas físicas 5 e 6, que descrevia só a estrutura.
Conferir original em inglês
[p. 6: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 6, contando a capa.
TRECHO 20 · PÁGINA FÍSICA 7
Página física 7: introdução e “NICAP and its Policies”, página inteira
Introdução. A NICAP abre citando um artigo de J. Allen Hynek, consultor científico-chefe da Força Aérea para OVNIs, na revista Yale Scientific de abril de 1963: os relatos anuais teriam aumentado desde os primeiros anos, chegando à Força Aérea a mais de um por dia em 15 anos; a imprensa deixara de publicá-los por serem repetitivos, mas seria justamente essa repetição que teria interesse científico; e a inteligência das testemunhas seria pelo menos média, muitas vezes acima da média. A NICAP diz haver basicamente duas explicações para os relatos constantes no mundo todo: um delírio em escala tão vasta que mereceria, ele próprio, estudo científico urgente, ou pessoas estariam vendo objetos manobrando, aparentemente controlados, na atmosfera. Considera a segunda mais razoável, apoiada em observações e, em casos suficientes para justificar mais investigação, em instrumentos [Seção VIII], e diz que confirmá-la poderia ser uma das descobertas mais importantes de todos os tempos. O relatório quer esclarecer as provas confiáveis e afastar a “névoa de misticismo” que obscurece as questões reais: as provas factuais e sua interpretação, e o sigilo oficial. A entidade avisa que o relatório não endossa crenças filosóficas, religiosas ou espirituais difundidas por cultos e por pessoas que exploram o tema para enriquecer, e que suas hipóteses não provam histórias de viagens em discos voadores, para as quais diz ter achado indícios consideráveis de fraude, sem negar que um encontro com seres do espaço seja possível. NICAP e suas políticas: entidade sem fins lucrativos registrada no Distrito de Columbia em 1956, tem como objetivos a investigação científica dos relatos e o incentivo à divulgação pública, pelas autoridades, de tudo o que o governo acumulou sobre o assunto. Acusa a Força Aérea, encarregada da investigação oficial, de sigilo intolerável [Seção IX] e diz ter pedido audiências no Congresso. A política é definida pelo conselho de governadores e executada pela equipe; as investigações cabem a subcomitês de campo treinados e equipados, a afiliadas em quatro estados e a painéis de conselheiros; só a equipe executiva é assalariada. A entidade vive de anuidades e doações (associado, 5 dólares por seis números do boletim The UFO Investigator, quase bimestral); os cerca de 5.000 associados, em todos os 50 estados e uns 25 países, mandam recortes e relatos; um painel de conselheiros estrangeiros ajuda na coleta mundial. Tem interesse secundário por todos os fenômenos aéreos, contribuiu para estudos de meteoros e de quedas de gelo, forneceu dados à American Meteor Society, a universidades, cientistas e estudantes, e criou um Conselho Jovem. A NICAP rebate como distorções a ideia de que faria uma vendeta contra a Força Aérea ou a acusaria de uma vasta conspiração para esconder visitas extraterrestres: diz apenas discordar da posição oficial. Explica que a expressão Grupo do Silêncio, criada por seu diretor, se referia a uma facção da Força Aérea favorável ao sigilo, como descrito também pelo capitão Edward J. Ruppelt, e diz não ter briga com a missão de defesa da Força Aérea, só com sua investigação supostamente científica e sua política de informação; criticaria igualmente os fuzileiros navais se cuidassem do assunto do mesmo modo. Afirma que se pede ao público que aceite a conclusão oficial só pela autoridade, sem acesso aos dados, e que as explicações dadas a casos específicos já bastam para questionar a adequação científica da investigação, sem pôr em dúvida a honestidade dos investigadores.Nota editorial: Citação de Hynek apenas resumida.
Conferir original em inglês
[p. 7: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 7, contando a capa.
TRECHO 21 · PÁGINA FÍSICA 8
Página física 8: fim de “NICAP and its Policies”, declaração do conselho de governadores, gráfico das qualificações dos observadores e declaração de Charles P. Olivier, página inteira
A NICAP diz que o centro do problema é o efeito de um sistema militar autoritário sobre a investigação científica: a ciência exige discussão livre e aberta, iniciativa individual e um clima de investigação sem regras arbitrárias, mas quase todas as análises da Força Aérea foram feitas em segredo, sem que a comunidade científica pudesse conferir métodos e raciocínio; só os resultados finais foram divulgados, muitas vezes contrários aos fatos. Declaração do conselho de governadores: embora grande parte dos OVNIs relatados possa ser explicada por objetos e eventos convencionais, os casos sem explicação seriam um problema separado e importante, um fenômeno consistente com relatos novos todo ano, muitos de observadores respeitáveis e competentes. Diante das provas do relatório, seria hipótese razoável que esses OVNIs sejam objetos físicos reais e não imaginação, alucinação, ilusão ou delírio; artificiais e não fenômenos naturais, meteorológicos ou astronômicos; e controlados, com piloto ou à distância, por seres vivos. A atenção científica teria sido limitada pela prática da Força Aérea de reduzir artificialmente o peso dos dados com explicações contrárias aos fatos e estatísticas enganosas, pela prática de sugerir em suas relações públicas que tudo já fora divulgado e por falta de reconhecimento oficial, do Congresso ou do Executivo, de que existe um problema científico. O conselho propõe: (1) liberar a qualquer cidadão interessado as provas dos arquivos da Força Aérea, depois de retiradas as informações legítimas de segurança, como as sobre a capacidade dos radares; (2) um inquérito do Congresso sobre o Projeto Blue Book para apurar a quantidade e o tipo de informação nos arquivos e se todo dado não sigiloso foi divulgado, e a adequação científica da investigação, isto é, se houve estudo objetivo e constante ou se ele foi irregular e prejudicado por decisões de alto nível, falta de verbas ou outros fatores. A pergunta principal continuaria sendo o que são os OVNIs, e o conselho recomenda uma investigação científica muito maior. Assinam o reverendo Albert H. Baller, o coronel J. Bryan III, Frank Edwards, o coronel Robert B. Emerson, Dewey J. Fournet, o contra-almirante H. B. Knowles e o professor Charles A. Maney. Gráfico em pizza Qualificações dos observadores: treinados ou experientes, 50%; bons, 22%; médios, 25%; radar, 3%. Quadro numérico: treinados ou experientes (cientistas, pilotos profissionais...), 288; bons (pilotos particulares, policiais...), 125; médios (outros cidadãos confiáveis), 143; radar sem observação visual, 19; total, 575. Em declaração separada, Charles P. Olivier, presidente da American Meteor Society, explica que não toma posição sobre a natureza dos OVNIs e participa do conselho para ajudar a acabar com o sigilo e forçar mais investigação científica; diz que os OVNIs não foram estudados por causa da supressão de dados e do ridículo lançado sobre testemunhas, que poderiam ter efeitos sérios, bons ou maus, sobre o planeta, e que quer ver a verdade inteira, seja ela qual for: “Eu não sei qual é.” A NICAP conclui dizendo querer estabelecer os fatos e estimular um exame mais cuidadoso de casos específicos, cujas explicações às vezes teriam sido superficiais, e começa a indicar leituras para quem quiser interpretações divergentes.Nota editorial: No gráfico, a fatia do radar traz 3%.
Conferir original em inglês
[p. 8: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 8, contando a capa.
TRECHO 22 · PÁGINA FÍSICA 9
Página física 9: fim da introdução, com leituras céticas e estatísticas gerais, página inteira
Para quem quiser examinar interpretações divergentes de alguns casos, a NICAP sugere dois livros que apresentam a posição cética: Flying Saucers and the U.S. Air Force, do tenente-coronel Lawrence J. Tacker (Van Nostrand, 1960), e The World of Flying Saucers, do Dr. Donald H. Menzel (Doubleday, 1963). Ambos sustentam que os OVNIs foram investigados adequadamente e que não há indício de que sejam outra coisa além de objetos ou fenômenos convencionais mal identificados. O relatório reúne 746 avistamentos. A cronologia principal (Seção XI) lista 575 casos, com remissões, e as estatísticas baseadas nela estão na Seção XII; em 50% desses casos as testemunhas eram observadores treinados ou experientes. Outros 171 casos estão em cronologias separadas (Seção XII) que mostram as grandes concentrações de avistamentos. Os relatos vêm de 46 estados americanos, do Distrito de Columbia, de Porto Rico, do Canadá, do México e da América Central, de 6 países da América do Sul, 10 da Europa, 4 da África e 5 da Ásia, da Austrália e da Nova Zelândia, dos grandes oceanos e de várias ilhas. Pelo processo de seleção usado, os estados com mais avistamentos foram, pela ordem, Califórnia, Ohio, Novo México, Flórida e Illinois; entre outros países, Inglaterra, França, Canadá, Japão e Brasil. Dos 575 casos, 41 envolveram dois OVNIs, 30 envolveram três e 81 mais de três; os demais foram observações de um único objeto. Assinatura: Richard Hall, Washington, D.C., maio de 1964.Conferir original em inglês
[p. 9: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 9, contando a capa.
TRECHO 23 · PÁGINA FÍSICA 17
Página física 17: abertura da Seção II, “Intelligent Control”, página inteira
Seção II, Controle inteligente. A NICAP pergunta o que é inteligência: no comportamento humano, a aplicação de lógica e razão para entender a natureza ou resolver problemas, que inferimos observando como as pessoas percebem o ambiente, lidam com ele e agem em conjunto. Se não soubéssemos que aviões têm pilotos, poderíamos deduzi-lo vendo jatos se reunirem e voarem em formação, um jato desviar do rumo para circular um balão, como se curioso, e sinais de máquinas com propulsão, como rastros de fumaça, peças mecânicas e alto desempenho. A NICAP diz que os OVNIs mostram os três traços: curiosidade e reação ao ambiente, voo com propulsão e formações em voo coordenado. Adverte que o raciocínio por analogia exige cautela, porque seres alheios poderiam não ver como inteligente o que nós vemos, mas acha provável alguma sobreposição, sobretudo a curiosidade, base de todo conhecimento útil. Lembra que outras seções mostram padrões repetidos [Seção XII], ausência de fenômenos atmosféricos equivalentes [Seção XII, manobras e características de voo] e que a hipótese de aparelhos operados com inteligência seria razoável e suficiente para explicar os dados. Subtítulo Curiosidade e reação ao ambiente: em caso após caso, OVNIs isolados ou em formação teriam acompanhado ou seguido automóveis, trens, aviões e foguetes, muitas vezes circulando o aparelho e fugindo quando perseguidos. Primeiro exemplo: o trem de carga da Monon em Clinton County, Indiana, em 3 de outubro de 1958, por volta das 3h10, acompanhado por quatro luzes brancas por cerca de 1 hora e 10 minutos, que se afastaram quando o chefe do trem apontou para elas uma luz forte e depois voltaram [nota 1]; ilustração com a legenda manuscrita “Indiana, 8 de outubro de 1958, seguiu o trem por 70 minutos”. Segundo exemplo: em White Sands, Novo México, em 10 de junho de 1949, dois objetos circulares teriam subido atrás de um míssil recém-lançado, atravessado seu jato e o ultrapassado, segundo cinco postos de rastreamento sem comunicação entre si; um posto teria seguido outro objeto semelhante minutos depois, rumo a oeste contra o vento [nota 2]. Subtítulo Curiosidade e reação: 50 casos de exemplo em que os OVNIs teriam mostrado percepção do ambiente estão na tabela seguinte, divididos em (a) OVNIs que acompanharam veículos ou pareceram curiosos sobre aparelhos humanos e (b) OVNIs que fugiram ou reagiram a eles; todos os relatos estariam nos arquivos da NICAP. Ilustração no pé da página: um navio, figuras no convés e três objetos no céu, com a legenda 28 de fevereiro de 1904, U.S.S. Supply.Nota editorial: Os casos do trem e de White Sands têm blocos próprios nos dossiês clinton-county-indiana-trem-da-monon-quatro-luzes-1958 e white-sands-missil-acompanhado-por-dois-objetos-circulares-1949. A legenda da ilustração do trem diz OCT. 8; o texto diz October 3.
Conferir original em inglês
[p. 17: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 17, contando a capa.
TRECHO 24 · PÁGINA FÍSICA 22
Página física 22 (impressa 14): tabela “Geometrical Formation Cases”, página inteira
Casos de formação geométrica (todos os relatos nos arquivos da NICAP). Colunas: data; local; testemunhas; número; tipo; outras características. 28/02/1904; Pacífico Norte; tripulação do U.S.S. Supply; 3; em linha, escalonados; mudaram de rumo, subiram. 23/06/1947; Cedar Rapids, Iowa; maquinista de trem; 10; em linha; tremulavam. 24/06/1947; monte Rainier, Washington; piloto; 9; em linha; voo em ziguezague, aos saltos. 04/07/1947; Portland, Oregon; policiais e piloto; 2 e 3; não especificado; movimento oscilante. Verão de 1948; Easton, Pensilvânia; cientista; 3; em linha; o último em ziguezague [Seção VI]. 30/03/1950; Selma, Alabama; engenheiro de rádio e outros; 3; em linha; o disco do meio se adiantou e disparou para o alto até sumir. 27/11/1950; Evansville, Wisconsin; piloto; 6; escalonados. 11/08/1951; Portland, Oregon; piloto; 3; em V; voaram para o norte em formação perfeita. 20/02/1952; Greenfield, Massachusetts; pastor; 3; em V [Seção VII]. 10/03/1952; Oakland, Califórnia; engenheiro inspetor; 2; lado a lado; um em rumo firme, o outro balançando para lá e para cá [Seção VI]. 13/05/1952; Greenville, Carolina do Sul; astrônomos amadores; “vários”; losango; balançavam em voo. 14/07/1952; Newport News, Virgínia; pilotos de linha aérea; 6 + 2; em linha; viraram de lado, curva de 120 graus [Seção V]. 16/07/1952; Hampton, Virgínia; engenheiro aeronáutico; 4; variado, em linha; dois fizeram curvas fechadas em círculo [Seção VI]. 17/07/1952; Staten Island, Nova York; cidadãos; 5; em V. 24/07/1952; perto de Carson Sink, Nevada; dois coronéis da Força Aérea; 3; em V; OVNIs em forma de delta [Seção III]. 01/08/1952; Albuquerque, Novo México; redator da Scripps-Howard; cerca de 10; aglomerado, V, duas fileiras em linha; mudaram de formação com precisão [Seção VII]. 05/08/1952; Baltimore, Maryland; astrônomo amador; 2 + 2; em pares [Seção VI]. 12/10/1952; Palo Alto, Califórnia; mecânico de aeronaves; 6; em V; bordas dos discos brilhando [Seção VI]. 22/11/1952; Bocaranga, África; missionário; 4; retângulo; às vezes se moviam um a um e voltavam à formação. 22/02/1954; York, Pensilvânia; Ground Observer Corps; 14; não especificado. 10/03/1954; San Francisco, Califórnia; piloto, executivo; 12; em V. 24/03/1954; Baltimore, Maryland; funcionário da defesa civil; 14; em V, depois em linha; passaram à formação em linha quando um avião de linha passou e se moveram na direção dele [Seção VII]. 05/05/1954; Minneapolis, Minnesota; estudantes de astronomia; não especificado; em V. 06/05/1954; Heppner, Oregon; várias; não especificado; em V; movimento oscilante. 15/05/1954; Southampton, Inglaterra; astrônomo amador; 18; em V; “janelas” visíveis em alguns, ao telescópio. 30/06/1954; perto de Oslo, Noruega; cientistas; 2; escalonados; primeiro inclinados, depois nivelados [Seção I]. 28/08/1954; Oklahoma City, Oklahoma; centenas; 15; triângulo, semicírculo; passaram a semicírculo e aceleraram quando perseguidos [Seção III]. 06/09/1954; Baltimore, Maryland; astrônomo amador; 4; em linha, escalonados; um saiu, três mudaram de formação. 26/11/1954; Manasquan, Nova Jersey; professor; 15 a 20; em V [Seção VII]. 10/04/1955; Baltimore, Maryland; várias; não especificado; (1) V, (2) T; dois avistamentos separados. 25/08/1955; Birmingham, Inglaterra; ex-oficial da Marinha; 15; em linha; grupos de três em linha. 09/11/1955; Filadélfia, Pensilvânia; jornalista e muitas outras pessoas; 12; V, A; mudaram para A em voo [Seção VII]. 08/1956; Boulder City, Nevada; técnico de pesquisa; 5; V escalonado; espaçados de um diâmetro [Seção VI]. 12/09/1956; Nova Orleans, Louisiana; vigia; 4; Y; pairaram, formaram-se na vertical, dispersaram. 19/11/1956; Frankfurt, Alemanha; estudante de engenharia; 7; em V [Seção X].Conferir original em inglês
[p. 22: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 22, contando a capa.
TRECHO 25 · PÁGINA FÍSICA 23
Página física 23 (impressa 15): continuação da tabela de formações e textos “(b) Clusters” e “(c) Satellite Objects”, página inteira
Continuação da tabela (data; local; testemunhas; número; tipo; outras características): 24/01/1957; Indianápolis, Indiana; piloto de linha aérea; 4; em linha; o último maior, em forma de ovo [Seção V]. 07/05/1957; Sioux City, Iowa; várias; 7 a 11; em V. 18/06/1957; Pacífico Norte; capitão e tripulação de navio; 3; em V; acompanharam um cargueiro [Seção X]. 17/07/1957; Cuyahoga Falls, Ohio; duas pessoas; 5; em V. 08/1957; Brooklyn, Nova York; cantor; 7; em V. 22/10/1957; Pittsburgh, Pensilvânia; família; 3 + 3; em linha, V vertical; o segundo grupo de dois pairou, o terceiro formou um V e se afastou. 11/11/1957; San Fernando, Califórnia; engenheiros; 3; em V; aceleraram e subiram [Seção VI]. 20/11/1957; Murphysboro, Illinois; dona de casa; 3; em V. 05/01/1958; Beechwood, Ohio; dona de casa; 3; em V; rotação elíptica em torno dos vértices de um triângulo, partiram em direções diferentes. 09/01/1958; Marion, Illinois; operários da construção; 7; em linha; lentos, alguns pulsavam. 09/04/1958; Cleveland, Ohio; família; 9; em V; dividiram-se em dois grupos, de 5 e 4. 09/04/1958; Tucson, Arizona; motorista de ônibus; 4 a 6; em V. 07/08/1958; perto de Fairlington, Virgínia; tradutor; 4; em linha; pulsavam rapidamente. 28/08/1958; Darlington, Indiana; duas pessoas; 3; em V; mudaram de rumo, de sudoeste para noroeste. 03/10/1958; centro de Indiana; tripulação de trem; 4; em linha, lado a lado; acompanharam o trem, reagiram à luz [Seção II]. 06/10/1958; perto de Mount Vernon, Ohio; família; 6; em linha; jatos passaram acima dos OVNIs, que então partiram. 11/06/1959; Henderson, Nevada; guardas de segurança; 4; quadrado, em linha; passaram a formação em linha [Seção VII]. 08/07/1959; Columbus, Indiana; família; 3; em V; pulsavam, manobraram. 03/02/1960; Intervale, New Hampshire; ex-comandante de lancha torpedeira; 3 + 2; em linha; dois se juntaram à formação [Seção VII]. 04/03/1960; Dubuque, Iowa; instrutor de voo; 3; em linha [Seção V]. 24/05/1960; Ocumare..., Venezuela; médicos, policiais; 3; em linha; o último OVNI era o maior, ovoide. 05/09/1960; Sonoma County, Califórnia; xerifes; 6; em V; movimento de quique [Seção VII]. 17/08/1961; Stillwater, Minnesota; cinco pessoas; não especificado; em V; orientação vertical. 30/10/1961; Derry, Pensilvânia; engenheiro; 4; em linha; faixa de luzes ou “vigias” [Seção I]. (b) Aglomerados: em alguns casos, grupos de OVNIs sem padrão geométrico claro teriam agido em conjunto. “Discos filmados por oficial da Marinha”: o caso mais conhecido seria o filme do suboficial Delbert C. Newhouse, de 2 de julho de 1952, perto de Tremonton, Utah [Seção VIII, Fotografias], em que ele e a mulher viram 10 ou 12 objetos em forma de disco girando em grupo; o filme colorido de 16 mm mostra luzes redondas brilhantes que às vezes se inclinam e parecem elípticas; a NICAP cita um relatório de análise do filme segundo o qual os objetos formavam grupos reconhecíveis por até 17 segundos, em pares e trios, com bordas nítidas em muitos quadros bem expostos e movimento curvilíneo, às vezes circulando uns aos outros [nota 8]. “Tripulação de avião de linha vê voo de discos”: em 4 de julho de 1947, por volta das 21h12, o comandante E. J. Smith e a tripulação de um avião da United Airlines a caminho de Portland, Oregon, onde mais cedo haviam sido relatadas formações de discos, viram cinco objetos em forma de disco em grupo frouxo, contra o céu do oeste, por vários minutos, abrindo e fechando a formação; depois apareceu um segundo grupo, de três discos juntos e um isolado [nota 9]; outros exemplos estariam na cronologia da Seção XI. (c) Objetos-satélite: casos em que um objeto central grande pareceria lançar ou recolher objetos menores, como um porta-aviões ou “nave-mãe”. Exemplo: o major Paul A. Duich, navegador-mestre da Força Aérea, e outros oficiais, em 8 de setembro de 1958, na Base Aérea de Offutt, em Omaha, Nebraska [Seção III], viram um objeto alongado e inclinado no céu do oeste, pequenos objetos escuros manobrando ao redor e, por fim, a formação se afastar para oeste, com o objeto maior ainda inclinado. Em pelo menos um caso o fenômeno teria aparecido no radar: em 6 de dezembro de 1952, sobre o golfo do México, a tripulação de um B-29 em missão de treinamento acompanhou repetidamente OVNIs no radar (continua na página seguinte).Nota editorial: Citação do relatório de análise do filme apenas resumida.
Conferir original em inglês
[p. 23: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 23, contando a capa.
TRECHO 26 · PÁGINA FÍSICA 24
Página física 24: fim do texto sobre objetos-satélite e tabela “Satellite Object Cases”, página inteira
Continuação do caso do B-29: os OVNIs passavam em alta velocidade pelo avião, tripulantes relataram breves avistamentos de luzes rápidas e, por fim, os OVNIs foram vistos no radar fundindo-se com um eco gigantesco, que saiu da tela a cerca de 9.000 milhas por hora [Seção VIII, Radar]. A NICAP diz que o único fenômeno aéreo remotamente parecido com esses casos seria o reabastecimento em voo de jatos por aviões-tanque, mas que em nenhum dos casos citados havia tais operações na área. Tabela de casos de objetos-satélite (todos os relatos nos arquivos da NICAP; data; local; testemunhas; descrição). Verão de 1944; Grenada, Mississippi; artista; objeto-mãe oval soltou por baixo três discos menores, que pairaram e se afastaram em direções diferentes. Outono de 1951; de Birmingham a Chattanooga; piloto; objeto-mãe do qual saíram cinco menores acompanhou o avião em paralelo, mas quando o piloto apertou o botão do rádio para relatar, os OVNIs sumiram rapidamente. Começo de outubro de 1951; Anderson, Indiana; família; objeto-mãe em forma de asa seguido por formação circular de mais de 30 objetos escuros, igualmente espaçados, que se inclinavam em uníssono (aparentemente discos). 1952; San Mateo, Califórnia; engenheiros; objeto-mãe oval e achatado soltou cinco objetos menores por uma das pontas. 29/04/1952; Singapura; centenas; objeto-mãe em forma de charuto prateado, com exaustão de fogo, soltou luzes brilhantes ao desacelerar; as luzes formaram grupos e partiram em várias direções. 23/07/1952; Culver City, Califórnia; funcionários de fábrica de aviões; objeto-mãe prateado e elíptico foi para noroeste sobre a cidade, parou, lançou dois pequenos discos que circularam a área, voltaram a bordo, e subiu reto em alta velocidade. 28/08/1952; Denham, Buckinghamshire, Inglaterra; três moradores; objeto-mãe não especificado soltou um objeto pequeno e, minutos depois, mais dois; os três partiram em direções diferentes. 17/10/1952; Oloron, França; diretor de colégio e outros; objeto-mãe em cilindro estreito inclinado a 45 graus e 30 discos pequenos parecidos com Saturno, que andavam em pares e em ziguezague; caiu “cabelo de anjo”. 27/10/1952; Gaillac, França; centenas; objeto-mãe em charuto inclinado a 45 graus e 16 discos pequenos com “cúpulas”, em pares e em ziguezague; caiu “cabelo de anjo”. 30/06/1954; perto do Labrador; tripulação de avião de linha da BOAC; objeto-mãe descrito de várias formas e cerca de seis objetos pequenos e brilhantes, que às vezes pareciam entrar e sair dele. 08/07/1954; Abbey Lakes, Lancashire, Inglaterra; astrônomo; objeto-mãe aparentemente cilíndrico acompanhado de 15 a 20 luzes menores movendo-se de forma independente. 23/08/1954; Vernon, França; empresário, policial, engenheiro; objeto-mãe em charuto vertical soltou cinco discos pela ponta de baixo, que se afastaram na horizontal. 14/09/1954; Vendée, França; agricultor e outros; objeto-mãe em charuto saiu das nuvens na horizontal, ficou na vertical, soltou um disco brilhante que girou em espiral em torno dele e disparou; por fim voltou e entrou no charuto, que retomou a horizontal e entrou nas nuvens. 22/09/1954; Fontainebleau, França; mulher; objeto-mãe em bola luminosa soltou por baixo várias bolas menores, que voaram em todas as direções; quando um avião se aproximou, o objeto grande subiu para as nuvens em alta velocidade. 27/09/1954; Rixheim, França; três pessoas, em dois avistamentos independentes; objeto-mãe em charuto com 10 ou mais pequenos objetos luminosos navegando em todas as direções. 03/10/1954; Liévin e Ablain-Saint-Nazaire, França; muitas pessoas, em dois avistamentos independentes; objeto-mãe alongado e luminoso pairou, algo se soltou por baixo, desceu ao chão, subiu e voltou ao objeto. 10 e 11/10/1954; Riom, França; vigia noturno; objeto-mãe em charuto, de sul para norte; três objetos brilhantes se soltaram e partiram em velocidade. 16/02/1955; perto do vulcão Pichincha, Peru; piloto, oficial da Força Aérea e outros; objeto-mãe hemisférico com cúpula pairou, desceu e soltou um pequeno objeto iluminado pouco antes de partir em velocidade. 06/10/1957; Tucson, Arizona; engenheiro; objeto-mãe oval do qual saíram cinco menores, que voaram para longe. 15/12/1957; Alminde, Jutlândia, Dinamarca; três jovens; objeto-mãe oval soltou dois menores e subiu até sumir, deixando rastro de exaustão.Nota editorial: O original grafa “Fontainbleu” e “Pinchincha volcano, Peru” (o vulcão Pichincha fica no Equador); a grafia e a localização foram mantidas como no original, com a forma usual do nome francês.
Conferir original em inglês
[p. 24: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 24, contando a capa.
TRECHO 27 · PÁGINA FÍSICA 25
Página física 25: fim da tabela de objetos-satélite e notas da Seção II, página inteira
Continuação da tabela (data; local; testemunhas; descrição): 11/01/1958; Vista, Califórnia; estudante; objeto-mãe em forma de fuso, do qual caíram 8 a 10 menores, que pairaram; todos sumiram para cima. 03/03/1958; perto de Marshall, Texas; família; dois objetos-mãe (luzes brilhantes), com 6 ou 7 luzes menores agrupadas movendo-se ao redor dos grandes, que estavam parados. 10/09/1960; North Scituate, Massachusetts; donos de loja; objeto-mãe em charuto escuro com dois discos grandes aparentemente pousados em cima; três em grupo voando perto. 04/10/1960; Cressy, Launceston, Austrália; pastor e mulher; objeto-mãe em charuto com faixas verticais e 5 ou 6 discos menores; o charuto desceu das nuvens, seguido uns dois minutos depois pelos discos, que pararam ao redor dele; por fim subiram depressa para as nuvens. 03/05/1961; Toonpang, Nova Gales do Sul, Austrália; cinco homens; objeto-mãe redondo com cúpula; quatro pequenos objetos prateados em forma de V saíram e voltaram a ele depois de manobrar em alta velocidade. 04/06/1961; Blue Ridge Summit, Pensilvânia; bibliotecária; objeto-mãe em charuto ou elipse longa e grupo de objetos menores pairando; os pequenos dispararam em direção ao grande, e todos sumiram atrás das árvores. Notas: 1. Testemunhas entrevistadas por Frank Edwards, do conselho da NICAP: Cecil Bridge, foguista; Harry Eckman, maquinista; Morris Ott, guarda-freios principal; Paul Soshey, sinaleiro; e Ed Robinson, chefe do trem. 2. Revista True, março de 1950; caso confirmado pelo capitão de mar e guerra (então capitão de fragata) Robert B. McLaughlin, da Marinha, chefe da equipe de rastreamento de mísseis da Marinha. 3. Relatório de entrevista de Walter N. Webb, conselheiro da NICAP, nos arquivos da entidade. 4. Revista Life, 17 de abril de 1952, a partir de relatório de inteligência da Força Aérea. 5. Ruppelt, Edward J., Report on Unidentified Flying Objects, Doubleday, 1956, p. 38. 6. Revista Flying, julho de 1950 (com esboço do piloto); ver também Memphis Commercial Appeal, 22 de março de 1950. 7. Monthly Weather Review, março de 1904. 8. Baker, Robert M. L., Jr., “Analyses of Photographic Material; Photogrammetric Analysis of the Utah Film Tracking UFOs”, p. 2 (cópia nos arquivos da NICAP). 9. Flying, julho de 1950; Life, 21 de julho de 1947.Nota editorial: As notas 3 a 7 remetem à tabela de casos de curiosidade e reação das páginas físicas 18 a 21.
Conferir original em inglês
[p. 25: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 25, contando a capa.
TRECHO 28 · PÁGINA FÍSICA 26
Página física 26 (impressa 19): abertura da Seção III, “Air Force Observations”, e início da tabela de avistamentos por pessoal da Força Aérea, página inteira
Seção III, Observações da Força Aérea. A NICAP diz que, antes do regulamento AFR 200-2 de 1953 (ver extratos), muitos avistamentos importantes por militares da ativa foram tornados públicos, e que no começo dos anos 1950 dezenas de relatórios de inteligência com desempenhos espantosos de OVNIs foram liberados ao atual diretor da NICAP [nota 1]. Um artigo da Life de 7 de abril de 1952, sugerindo que os OVNIs seriam interplanetários, refletiria, segundo o ex-chefe do projeto da Força Aérea, a opinião de vários oficiais de alta patente do Pentágono [nota 2]. Depois de uma fase inicial de confusão e sigilo após os primeiros avistamentos de 1947, a Força Aérea teria passado a tratar o assunto como problema sério. A tabela mostraria avistamentos regulares em dezenas de bases nos EUA e no exterior, mas desde 1953 os relatos da Força Aérea teriam diminuído, efeito do AFR 200-2 e de outras políticas [Seção IX], com grande perda de informação para o público. Ainda assim, muitos bons avistamentos de militares teriam se acumulado, parte em registros públicos, parte obtida pela NICAP de fontes não oficiais. A NICAP diz haver forte divergência interna sobre a política oficial e que muitos oficiais e praças querem mais divulgação; alguns teriam passado informações à entidade sem violar a segurança. Depois da fundação da NICAP, em 1956, oficiais da ativa e da reserva teriam visitado o escritório, alguns com experiências pessoais, outros com informações gerais sobre o projeto: ex-integrantes do Projeto Blue Book e oficiais de inteligência, um navegador-mestre que vira vários OVNIs em serviço e um piloto de caça ainda na ativa; todos teriam apoiado os objetivos da NICAP. Para a entidade, os relatos de fontes da Força Aérea, muitos tirados de relatórios de inteligência, mostram que objetos aéreos sem explicação são vistos com regularidade por quem passa mais tempo olhando o céu, o que valeria também para tripulações de linhas aéreas [Seção V]. Quadro com extratos do AFR 200-2, traduzido em bloco próprio. Tabela Avistamentos de OVNIs por pessoal da Força Aérea dos EUA (todos os relatos nos arquivos da NICAP; os casos sombreados em cinza são detalhados depois da tabela). Data e local; testemunhas; descrição: 29/08/1942, Columbus, Mississippi; Michael Solomon, operador de torre de controle; dois objetos redondos avermelhados desceram perto da escola de voo do Corpo Aéreo do Exército, pairaram, aceleraram e partiram em velocidade. 03/1944, Carlsbad, Novo México; piloto de B-17 (relato confidencial certificado pela afiliada Bluegrass da NICAP); objeto verde brilhante em alta velocidade iluminou a cabine e sumiu no horizonte. 8-10 (como impresso), Sumatra; capitão Alvah Reida, piloto de B-29; objeto esférico pulsante acompanhou o bombardeiro, manobrou. 11/1944, França; tenente Ed Schlueter, piloto do 415º Esquadrão de Caça Noturna; oito a dez objetos laranja em forma de bola, em fila, às vezes em alta velocidade [nota 3]. 12/1944, Áustria; major William D. Leet, piloto de B-17; bombardeiro acompanhado por um disco cor de âmbar. 01/1945, Alemanha; piloto do 415º Esquadrão de Caça Noturna; avião seguido por três objetos com luzes vermelhas e brancas, que acompanharam suas manobras evasivas [nota 4]. Por volta de 02/01/1945, França; tenente Donald Meiers, piloto; dois avistamentos relatados; um objeto acompanhou o avião a 360 milhas por hora e “depois disparou para o céu” [nota 5]. 01/08/1946, Flórida; capitão Jack Puckett, piloto; OVNI em forma de charuto manobrou perto de um avião de transporte da Força Aérea.Nota editorial: A data “8-10” da linha de Sumatra está assim impressa (provavelmente incompleta). A página continua na física 27, fora deste bloco.
Conferir original em inglês
[p. 26: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 26, contando a capa.
TRECHO 29 · PÁGINA FÍSICA 28
Página física 28, página inteira: continuação da tabela de avistamentos militares (linha por linha)
Continuação da tabela de avistamentos militares da seção III (colunas data e local, testemunhas, descrição), linha por linha: 20/07/1952, Base de Andrews, Maryland, Betty Ann Behl, da WAF, observadora meteorológica: OVNIs de alta velocidade no radar durante os avistamentos de Washington [ver seção VIII, Radar, e seção XII, cronologia de 1952]. 22/07/1952, Uvalde, Texas, testemunha não indicada: OVNI redondo e prateado, girando em eixo vertical, atravessou 100 graus do céu em 48 segundos, passando entre dois bancos de cúmulos [24]. Nota: supondo várias altitudes, a velocidade seria de cerca de 250 mph a 2 milhas, 635 mph a 5 milhas e 1.270 mph a 10 milhas. 23/07/1952, South Bend, Indiana, capitão Harold W. Kloth Jr. (mais de 2.000 horas de voo): dois objetos branco-azulados mudaram de rumo [25]. 23/07/1952, Braintree, Massachusetts, piloto de F-94 e outros: guiado pelo radar até o OVNI, o piloto viu luz azul-esverdeada, travou o radar e o OVNI partiu [26]. 24/07/1952, perto de Carson Sink, Nevada, dois coronéis do Pentágono num B-25: três OVNIs triangulares prateados passaram pelo bombardeiro a mais de 1.000 mph estimadas; "desconhecido" oficial [27]. 26/07/1952, Washington, tenente William L. Patterson, piloto de F-94: perseguindo OVNIs detectados pelo radar da CAA, viu objetos brilhantes em volta do avião [28]. 26/07/1952, sem local, piloto de F-94: perseguiu OVNI detectado por radar, viu grande luz amarelo-alaranjada e travou o radar; o OVNI se afastava em alta velocidade e reduzia até o jato alcançá-lo, repetidas vezes; "desconhecido" oficial [29]. 28/07/1952, perto de St. Paul, Minnesota, piloto e outros: vários OVNIs no radar; o piloto viu luzes rápidas que aceleraram e partiram [30]. 29/07/1952, Albuquerque e Los Alamos, Novo México, pilotos de jato e um coronel da reserva: jatos perseguiram dois OVNIs que manobraram para trás dos aviões; o coronel viu OVNI elíptico [31]. Verão de 1952, Base de MacDill, Flórida, coronel piloto, copiloto e observador: investigou alvo de radar e viu objeto manobrável em forma de ovo. 01/08/1952, Dayton, Ohio, major e primeiro-tenente, pilotos: perseguiram OVNI detectado por radar, viram e fotografaram objeto circular [seção VIII]. 01/08/1952, perto de Yaak, Montana, equipe de radar: viu objeto escuro em forma de charuto exatamente onde o radar indicava [seção VIII]. 03/08/1952, Base de Hamilton, Califórnia, tenente Duane Swimley, piloto de jato, e outros: dois discos "em combate aéreo", depois mais seis; formaram um losango e partiram; também no radar [seção VIII]. 05/08/1952, Base de Oneida, Japão, operadores da torre: OVNI circular escuro com luz branca brilhante pairou e manobrou sobre a base, acompanhado no radar [seção VIII]. 13/08/1952, Tucson, Arizona, capitão Stanley W. Thompson, da reserva: três formações em V de grandes OVNIs brilhantes, em "formação perfeita" [32]. 24/08/1952, perto de Hermanas, Novo México, coronel, piloto de F-84: dois discos rápidos manobrando [33]. 13/10/1952, Oshima, Japão, major William D. Leet, em missão de C-54: disco pairou nas nuvens 7 minutos e partiu, sumindo em segundos. 29/10/1952, Hempstead, Long Island, pilotos de F-94: OVNI rápido, manobrando, "controlado", escapou dos interceptadores [34]. 04/12/1952, Laredo, Texas, piloto de F-51: objeto brilhante fez várias passagens pelo avião, curvas fechadas e subida íngreme em alta velocidade [35]. 06/12/1952, golfo do México, tripulação de B-29: avistamento radar-visual; OVNIs acompanhados a 9.000 mph [seção VIII]. 29/12/1952, norte do Japão, coronel Donald J. Blakeslee, piloto comandante: OVNI com luzes giratórias vermelha, verde e branca e três feixes fixos de luz branca, mais rápido que um F-94 [36]. 09/01/1953, Santa Ana, Califórnia, pilotos de B-29: formação em V de luzes branco-azuladas aproximou-se do avião, inclinou-se e subiu [37]. 26/01/1953, Novo México, equipe de radar: luz branco-avermelhada brilhante acompanhada no radar, movendo-se devagar (12 a 15 nós) contra o vento [seção VIII]. 28/01/1953, perto de Albany, Geórgia, piloto de F-86: OVNI circular acelerou para longe do jato, observado no radar de terra [seção VIII]. 29/01/1953, Presque Isle, Maine, F-94 e outros pilotos: OVNI oval cinzento [38]. 01/02/1953, Terre Haute, Indiana, piloto de T-33: avistamento visual [39]. 06/02/1953, Rosalia, Washington, tripulação de B-36: OVNI circulando, com luzes piscando [40]. 07/02/1953, Coreia, piloto de F-94: avistamento radar-visual de uma luz laranja brilhante que mudou de altitude e se afastou do jato em alta velocidade [seção VIII].Nota editorial: A leitura automática trocava o mês 7 por 1 em quatro linhas (20, 23 e 26 de julho de 1952) e lia [82.] em vez de [32.]; o fac-símile traz 7-20-52, 7-23-52, 7-26-52 e [32.]. Remissões a "Section VIII, Radar" conferidas.
Conferir original em inglês
[p. 28: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 28, contando a capa.
TRECHO 30 · PÁGINA FÍSICA 30
Página física 30, página inteira: cinco relatos da seção III
Página com cinco relatos curtos da seção III. 1) "Bomber Paced by UFO": o capitão Alvah M. Reida, comandante de B-29 do 468º Grupo de Bombardeio, baseado em Kharagpur, Índia, conta que, depois de bombardear Palembang, Sumatra, pouco depois da meia-noite de 10 de agosto de 1944, uma esfera vermelho-alaranjada com halo, de uns 5 ou 6 pés, acompanhou o avião a 500 jardas por cerca de 8 minutos, repetindo as manobras evasivas, e subiu em curva de 90 graus até sumir nas nuvens; há trecho manuscrito do relatório com um esboço; Reida diz ter informado a inteligência na época. 2) "Cigar-Shaped UFO Near AF Transport": o capitão Jack Puckett, do Comando Aéreo Tático, voando um C-47 de Langley para MacDill em 1º de agosto de 1946, por volta das 18h, a 4.000 pés a nordeste de Tampa, viu com o copiloto Henry F. Glass e o mecânico um objeto cilíndrico, cerca do dobro de um B-29, com vigias luminosas e jorro de fogo, que veio em rota de colisão, desviou a 1.000 jardas e ficou à vista 2,5 a 3 minutos. 3) "Pilot Has 'Dogfight' With Oval Object": por volta das 21h45 de 18 de novembro de 1948, o tenente Henry G. Combs, num T-6 perto de Andrews, perseguiu por cerca de 10 minutos uma luz que fazia curvas mais fechadas que o avião e, iluminada pelos faróis, era um objeto oval cinza-escuro, menor que o T-6, a até 600 mph. 4) "Technical Intelligence Center Official Observes Disc, Sharp Turn": em 1º de junho de 1951, por volta das 22h, um funcionário da Base de Wright-Patterson, cujo nome a NICAP guarda em sigilo por causa do cargo (relato certificado pelo diretor e pelo diretor-assistente, que a NICAP diz pôr à disposição de investigadores do Congresso), dirigindo para oeste perto de Dayton, viu uma grande luz branco-azulada paralela ao carro, a 30-45 graus de altura, com contorno de charuto curto, mais brilhante na frente, que após 10 a 15 segundos fez curva quase em ângulo reto, ficou circular e de cor uniforme e sumiu depressa, mais rápida que um avião e mais lenta que um meteoro. 5) "Disc Buzzes Fighter Plane": segundo Charles Tracy, editor de aviação do Cleveland Press (despacho de 30 de julho de 1952), no verão de 1951 o tenente George Kinman, num F-51 sobre Augusta, Geórgia, viu um disco branco e grosso, do dobro do tamanho do avião, vir de frente várias vezes durante 5 a 10 minutos, passando rente à hélice e, na última vez, sobre a cabine.Nota editorial: Cada caso tem dossiê próprio ou ampliação, exceto o do funcionário anônimo de Wright-Patterson (1951), que fica só aqui.
Conferir original em inglês
[p. 30: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 30, contando a capa.
TRECHO 31 · PÁGINA FÍSICA 31
Página física 31, página inteira: carta do major William D. Leet a Donald Keyhoe, 11/03/1958 (carta particular reproduzida; síntese)
Carta datilografada, com timbre do major William D. Leet, da reserva da Força Aérea dos EUA, Rota 1, Lexington, Kentucky, datada de 11 de março de 1958 e endereçada ao major Donald E. Keyhoe, diretor da NICAP, com carimbo de recebimento de 27 de março de 1958 e assinatura. Síntese, parágrafo por parágrafo: muito antes do livro de Keyhoe "Flying Saucers Are Real", o B-17 de Leet e sua tripulação foram acompanhados por um "foo fighter", um pequeno disco âmbar, de Klagenfurt, Áustria, até o mar Adriático, numa missão noturna solitária em dezembro de 1944, na 15ª Força Aérea, 5ª Ala, 2º Grupo de Bombardeio; o oficial de inteligência que os ouviu disse que era um novo caça alemão, mas não soube explicar por que não atirou nem, se informava rumo, altitude e velocidade, por que não houve fogo antiaéreo. Por volta de 13 de outubro de 1952, como copiloto num C-54 de transporte de tropas saindo de Tachikawa rumo sul para Oshima ao anoitecer, viu nas nuvens a oeste o que parecia uma nuvem perfeitamente redonda; após um minuto concluiu que não era nuvem e chamou o piloto, ocupado com o plano de voo, e o mecânico, que o viu várias vezes; sete minutos depois o objeto ficou elíptico e partiu para oeste, rumo ao monte Fuji, sumindo em segundos. Quando servia na Base de McClellan, perto de Sacramento, de julho de 1955 a dezembro de 1957, notou grande número de objetos luminosos azul-esverdeados cruzando o céu de horizonte a horizonte num instante; numa missão noturna ao largo da Califórnia, mandou o radioperador relatar um deles, e o radioperador e depois um oficial de inteligência disseram que o mesmo objeto fora relatado por um piloto de linha aérea. Por fim, dizendo-se um "cruzado da verdade", oferece seus serviços à NICAP, avisa que irá a Washington para um encontro com o senador Cooper e pede uma reunião com Keyhoe, anexando cópia de seu formulário 57.Nota editorial: A data do episódio do B-17 é "December, 1944" (sublinhada à mão), que a leitura automática não trazia; "Klagenfurt"; "13 October 1952"; "McClellan AFB .. from July, 1955 to December, 1957"; "Form 57". Carimbo de recebimento "MAR 27 1958".
Conferir original em inglês
[p. 31: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 31, contando a capa.
TRECHO 32 · PÁGINA FÍSICA 33
Página física 33, página inteira: carta de Wayne Thomas Jr. a Richard Hall, 03/10/1963 (carta particular reproduzida; síntese)
Carta datilografada de Wayne Thomas Jr., de Plant City, Flórida, de 3 de outubro de 1963, a Richard Hall, da NICAP, com carimbo de recebimento de outubro e assinatura. Síntese: Thomas pede desculpas pela demora em responder à carta de 27 de agosto que pedia informações sobre OVNIs vistos por tripulações de B-29 na Segunda Guerra. Ele foi oficial de inteligência de grupo em Tinian, e os casos de que se lembra foram todos noturnos: luzes, de verdes a laranja e amarelas, aproximavam-se e acompanhavam os bombardeiros por vários minutos antes de se afastar; as tripulações tinham certeza de que não eram reflexos no acrílico, estrelas ou a lua. Não se lembra de nenhum caso em que se distinguisse uma aeronave ou forma, só as luzes. Esses "foo fighters" eram tão comuns que eram discutidos nas publicações das unidades da ilha. Não se lembra de conversas sobre naves espaciais, apenas de luzes estranhas não identificadas, e espera que a informação fragmentária ajude.Nota editorial: Iniciais de datilografia "WTJr:v" no pé da carta.
Conferir original em inglês
[p. 33: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 33, contando a capa.
TRECHO 33 · PÁGINA FÍSICA 39
Página física 39, página inteira: abertura da seção V e início da tabela de pilotos
Início da seção V, "Pilots & Aviation Experts". A NICAP argumenta que, se pilotos de linha e militares não relatassem OVNIs, seria possível descartar observadores em terra como enganos; mas, se há objetos desconhecidos manobrando, os pilotos seriam os mais propensos a vê-los, assim como os técnicos de balões da General Mills, que também relataram muitos casos [1]. Pilotos passam centenas de horas por ano no ar, conhecem tempo, aviões, testes de mísseis, meteoros e planetas, e são treinados para identificar depressa qualquer perigo; por isso, diz a NICAP, é significativo que tenham relatado muitos casos inexplicados. O Departamento de Defesa os incluiu no sistema militar de comunicação de avistamentos de inteligência (CIRVIS, regulamento JANAP-146(D)); em 1954, reuniões entre companhias aéreas e a inteligência do Serviço de Transporte Aéreo Militar prepararam esse sistema, porque, segundo a Scripps-Howard, os 8.500 pilotos comerciais do país viam muitos objetos incomuns à noite e não havia via organizada para avisar a Força Aérea [2]. A maioria dos relatos militares é da Segunda Guerra, da Coreia ou de oficiais já reformados, porque militares na ativa não podem falar livremente; os pilotos de linha, embora às vezes pressionados pelas empresas, deram alguns dos melhores relatos. O ex-chefe do projeto da Força Aérea escreveu que na primavera de 1950 houve mais de 35 bons relatos de tripulações de linha aérea [3]; Eddie Rickenbacker disse em junho de 1950 que os discos eram reais, e a revista Flying publicou em julho de 1950 um levantamento sério. Quando a NICAP foi criada, em 1956, quatro pilotos de linha, dois deles testemunhas, entraram para o painel de consultores, além de pessoal da FAA e engenheiros. Sob "What the pilots have seen", a NICAP diz listar mais de cem casos de pilotos (AL, linha aérea; M, militar; P, particular), a maioria com discos e elipses. Linhas desta página: M, 10/08/1944, Sumatra, capitão A. M. Reida, piloto de bombardeiro: objeto esférico com halo acompanhou o B-29, manobrou bruscamente e subiu na vertical [seção III]. M, dezembro de 1944, Áustria, major W. D. Leet, piloto de bombardeiro: disco âmbar seguiu o B-17 através da Áustria [seção III]. M, 01/08/1946, perto de Tampa, capitão Jack Puckett, piloto de quadrimotor: charuto com "vigias" aproximou-se de frente do C-47 e desviou cruzando a rota [seção III]. P, 24/06/1947, monte Rainier, Washington, Kenneth Arnold, empresário e piloto: nove objetos chatos e brilhantes em fila, ziguezagueando [4]. AL, 04/07/1947, perto de Portland, Oregon, comandante E. J. Smith, United Airlines, e copiloto Ralph Stevens: dois grupos de discos. M, 06/07/1947, Base de Fairfield-Suisun, Califórnia, piloto (nome suprimido pela Força Aérea): OVNI cruzou o céu "oscilando no eixo lateral" [5]. M, 08/07/1947, perto de Los Angeles, piloto de F-51 (nome suprimido pela Força Aérea): OVNI chato, refletindo luz, passou acima do caça [6]. P, 09/07/1947, perto de Boise, Idaho, Dave Johnson, piloto e editor de aviação, e outros em terra: grande disco manobrando de forma errática [seção VII]. M, agosto de 1947, Media, Pensilvânia, W. Boyce, piloto de caça da Força Aérea: disco pairando [7].Nota editorial: O original grafa "Mt. Ranier" (monte Rainier) e "Fairfield-Suisan" (Suisun); a remissão de Puckett é "[Section III]".
Conferir original em inglês
[p. 39: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 39, contando a capa.
TRECHO 34 · PÁGINA FÍSICA 46
Página física 46, página inteira: casos de Bean, Kratovil, Morris, Shutts e Jacoby (síntese)
Página com vários casos da seção V. Fim da carta de John B. Bean (Livermore, 27/01/1953): o pequeno objeto fez curva à esquerda e se mostrou perfeitamente redondo, com brilho de alumínio acetinado; virou e subiu na mais terrível razão de subida que ele já vira, sumindo em três segundos contados; um jato com rastro passava mais baixo, em rota cruzada; o disco não deixou rastro; a observação durou cerca de nove segundos, às 13h43, céu limpo. Despacho da United Press, reproduzido pela NICAP, sobre o comandante Charles Kratovil, da TWA, que em 1º de junho de 1954, 10 milhas ao norte de Boston, viu com dois colegas um objeto grande, branco, em forma de disco; a companhia citou a Força Aérea dizendo que seria balão meteorológico, e os pilotos responderam que nunca viram balão contra o vento. "Elliptical Objects": Charles R. Morris e a mulher viram em Dubuque, Iowa, às 17h57 de 4 de março de 1960, três objetos elípticos branco-azulados em fila que percorreram 135 graus do céu em 4 minutos; o filme de 8 mm nada mostrou; Lex Mebane, da NICAP, entrevistou-o; a Força Aérea e o controle de Cedar Rapids disseram não haver aviões na área [38]. "Maneuvering or Gyrating Lights": introdução sobre luzes que alternam pairar e disparar "como beija-flor", em itálico; em 27 de dezembro de 1950, o comandante Art Shutts, da TWA, de Chicago para Kansas City, viu por 25 minutos uma luz branca, às vezes verde e vermelha, oscilar num arco de 10 a 30 graus, com o horizonte parecendo vibrar perto dela, e por fim subir e mergulhar abaixo do horizonte [39]. "Chief Pilot Chases Unidentified Light": início do despacho da United Press de Dallas, 15/08/1952, sobre o comandante Max M. Jacoby, da Pioneer Airlines, que perseguiu uma luz laranja e demorou a contar com medo do ridículo.Nota editorial: Os casos têm síntese mais detalhada nos dossiês de pilotos civis e de Boston.
Conferir original em inglês
[p. 46: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 46, contando a capa.
TRECHO 35 · PÁGINA FÍSICA 51
Página física 51, página inteira: exemplos de pessoal de aviação e lista de Washington, julho de 1952 (síntese)
Página da parte "Aviation Personnel Other Than Pilots". Fim do caso de Reno (26/03/1950): a luz vista da torre de Hubbard Field era tão forte que não se via a forma, com uma luz verde de cada lado; ficou parada 5 ou 6 minutos, moveu-se devagar e subiu de repente para as nuvens [55]. Ironwood, Michigan, 29/03/1950: Tom Christensen, representante da Wisconsin Central Airlines, e seis outras pessoas do aeroporto, todas com experiência de voo, viram de binóculo às 14h55 um OVNI redondo indo contra um vento norte, "escorregando de lado" [56]. Cincinnati, julho de 1950: às 13h45, um engenheiro de voo da CAA com 11 anos de experiência viu um objeto "sem asas, em forma de fuselagem" subir íngreme, hesitar, mergulhar e partir para oeste, a 5.000 mph estimadas, sem som nem rastro (relato confidencial obtido por L. H. Stringfield). Huron, Dakota do Sul, 27/11/1950: de madrugada, Gene Fowler, do Serviço Meteorológico, Winfield Henry, da CAA, e dois funcionários da Western Airlines viram um OVNI que pairava, disparava e mudava de cor, vermelho, branco e verde; em Aberdeen, 75 milhas ao norte, William B. Hiller, da CAA, também viu um objeto luminoso que mudava de cor [57]. Perto de Wilkes-Barre, Pensilvânia, 08/07/1952: às 22h, Joseph J. Greiner, da CAA, viu um OVNI com cúpula passar sob nuvens altas por 10 segundos, a cerca de 1.000 mph estimadas, verde com cúpula avermelhada [58]. Cleveland, início de 1952: Clark Croft, chefe da torre da CAA, disse à Associated Press em 22 de julho que, meses antes, um funcionário viu uma luz vermelha pairando na direção de Berea, e um piloto que decolava para Akron a viu, tentou alcançá-la e não conseguiu; "mais rápida que qualquer jato conhecido". Washington, julho de 1952, lista do pessoal de aviação: 19 de julho, 23h40, operadores de radar da CAA no centro de controle e na torre do Aeroporto Nacional, 8 alvos não identificados a 100-130 mph; 20 de julho, da meia-noite às 5h40, Harry G. Barnes, controlador sênior, e os operadores de radar Ed Nugent, Jim Copeland e Jim Ritchey, até 10 alvos ao mesmo tempo, coincidindo com o que viu o comandante Casey Pierman, da Capital Airlines, que por volta da 1h viu 7 objetos manobrando; 20 de julho, madrugada, Howard Cocklin, da torre, viu luz amarelo-alaranjada no céu a noroeste onde o radar a indicava; 20 de julho, 3h, comandante Dermott, da Capital, viu uma luz seguir seu avião até 4 milhas do aeroporto, também no radar; 26 de julho, 21h08, Jim Ritchey e outros viram 12 alvos entrarem na tela vindos do noroeste, ajudaram a guiar interceptadores, e um piloto comercial relatou luz amarela que ficou vermelha e voltou a amarela, a duas milhas, o que o radar confirmou. Palo Alto, Califórnia, 12/10/1952: à 1h, Harry C. Potter, mecânico da United, e amigos viram seis aparentes discos em V passar de norte para sul em 8 segundos e outro cruzar de oeste para leste, como anéis de luz branco-azulada [59]. San Mateo, Califórnia, 1952: às 6h30, Leonard L. Musel, mecânico da United, e quatro companheiros de carona viram um objeto grande e chato, pairando sobre salinas, recolher cinco menores e partir para leste [60]. Wilmington, Carolina do Norte, 03/12/1954: por volta das 12h30, os controladores da CAA Luther H. O'Banian e J. B. Bradley viram de binóculo um OVNI redondo amarelado passar para sudoeste por 45 segundos, a 500 mph ou mais [61]. Perto de Walworth, Wisconsin, 08/01/1959: Gordon Higgins, desenhista e ex-controlador da Força Aérea, viu um objeto descer e partir na horizontal (ver diagrama). Arlington, Texas, 29/09/1960: J. Rodriguez Jr., oficial de rádio da Pan American, contou à NICAP que às 18h23, vendo crianças jogar bola, viu um ponto de luz alaranjado ir para o sul e desacelerar abaixo da lua; os vizinhos Louis Via e a mulher e o casal Rowmach também o viram; o ponto se moveu devagar em torno de uma "estrela" que Rodriguez percebeu ser Júpiter e, por volta das 18h37, partiu para oeste "rápido como um meteoro". Esboço da NICAP com as posições A a E, a lua, Júpiter e o horizonte sul-sudoeste, com a legenda "Arlington, Texas, 28 de setembro de 1960, 18h23 a 18h39".Nota editorial: O texto de Arlington diz 29 de setembro de 1960; a legenda do esboço, 28 de setembro. As crianças citadas não são nomeadas na fonte.
Conferir original em inglês
[p. 51: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 51, contando a capa.
TRECHO 36 · PÁGINA FÍSICA 59
Página física 59, parte central: carta de Clyde W. Tombaugh em fac-símile (página inteira coberta junto com os blocos dos dossiês de Halstead e da Antártida)
Parte central da página: fac-símile de uma carta em papel timbrado do New Mexico College of Agriculture and Mechanic Arts, que se apresenta como vizinho e colaborador do campo de provas de White Sands, datada de 10 de setembro de 1957, endereçada ao Sr. Richard Hall, aos cuidados de “Satellite”, em Nova Orleans, e assinada por Clyde W. Tombaugh, astrônomo (iniciais de datilografia CWT:ds). Sobre a solidez do fenômeno que viu, Tombaugh diz que a mulher dele achou ter visto um brilho fraco ligando as partes da estrutura; que os retângulos iluminados mantiveram posição exatamente fixa entre si, o que reforçaria a impressão de solidez; e que duvida que fosse algum reflexo terrestre, porque algo parecido deveria ter aparecido muitas vezes, e ele observa muito o céu no quintal, a olho nu e de telescópio, sem nunca ter visto nada igual antes ou depois. Repete que estava tão despreparado para algo tão estranho que ficou “petrified with astonishment”, e por isso deixou de notar alguns detalhes. A carta não traz data nem local da observação; a tabela de cientistas da p. 55 a resume como agosto de 1949, Las Cruces, Novo México, padrão circular de luzes retangulares mantendo intervalo fixo. O alto da página é o fim do relato de Frank Halstead, e o pé, o começo do caso da Antártida, ambos em dossiês próprios.Nota editorial: A carta é legível na íntegra. Carta particular de 1957 reproduzida pela NICAP: síntese, não tradução literal; uma citação curta. O endereço completo do destinatário foi omitido por não ser necessário.
Conferir original em inglês
[p. 59: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 59, contando a capa.
TRECHO 37 · PÁGINA FÍSICA 64
Página física 64, “Formation of Discs” e “Telescopic Sightings” (página inteira coberta junto com os blocos dos dossiês de Edwards e de Canoga Park)
Duas partes da página não têm dossiê próprio. (1) “Formation of Discs”: em meados de agosto de 1956, em Boulder City, Nevada, por volta das 22h15 (hora do Pacífico), Edison F. Carpenter, técnico de pesquisa de uma divisão da North American Aviation, então empregado do Departamento de Minas dos EUA, viu com a mulher, sentados nos fundos de casa, numa noite clara com leve brisa de sudoeste, olhando para o sul, cinco objetos levemente luminosos passarem de norte para sul vindos de cima da casa, numa formação que o texto desenha com cinco círculos. Eram perfeitamente redondos vistos de baixo, com brilho fosforescente rosado; ao se afastarem pareciam elipses, o que indicaria discos chatos e não bolas. Mantiveram a formação e espaçamento de cerca de um diâmetro; cada um tinha o tamanho aparente da seção de um cigarro à distância do braço; cruzaram cerca de 60 graus de céu em uns 6 segundos, tempo que ele diz saber contar por praticar tiro ao alvo. Numa carta anexa, lembrou que 10 segundos permitem cinco tiros mirados; a NICAP comenta que céticos negam valor a observações de poucos segundos, embora militares treinados em identificação de aeronaves e navios saibam quanto se vê em 2 ou 3 segundos. (2) “Telescopic Sightings”: 11 de agosto de 1958, lago Chautauqua, Nova York, das 21h15 às 22h30; observadores Fred C. Fair, Ph.D., professor aposentado de engenharia da Universidade de Nova York, e Gary Phillips, que usavam um teodolito de agrimensura para medir altura e azimute de estrelas; diário de Fair: (1) uma luz branca cruzou o céu para a direita, afastando-se; quando o teodolito foi apontado, um minuto depois, viu-se uma, depois uma segunda, uma terceira e uma quarta, mais ou menos alinhadas, separadas por cerca de 2 graus; ambos acham que, quando a primeira foi vista, não havia outras luzes em movimento, o que não quer dizer que os objetos não estivessem lá, só que não emitiam luz visível; pouco depois, a terceira ficou cerca de dez vezes mais brilhante que as outras, mais que Júpiter, na mesma região, enquanto as demais tinham brilho de estrela de 2ª magnitude; segundos depois, ela enfraqueceu de repente até ficar a mais fraca; pelo campo estreito do teodolito, era difícil seguir objetos rápidos; quando Gary olhou, as luzes já tinham ido de noroeste a sudoeste, passando perto de Júpiter; ele disse que eram discos voadores e que o telescópio mostrava que cada luz eram várias, com uma vermelha acima; quando Fair olhou, três já tinham sumido atrás de árvores ao sul, e ele viu de relance várias luzes brancas, talvez cinco, e uma vermelha fraca atrás e acima; (2) quinze minutos depois, num barco no lago, procurando meteoros, viram uma única luz branca no sudeste indo de sul para norte, variando devagar entre 5ª e 3ª magnitude em ciclos irregulares de mais de três segundos; por alguns segundos pareceu parada e, ao voltar a se mover, ia no sentido oposto; foi vista por uns cinco minutos, até sumir ao sul; por volta da mesma hora, viram um rastro de jato fazendo um arco de cerca de 180 graus, mais fechado que o das quatro primeiras luzes mas no mesmo percurso, com um brilho vermelho na ponta, talvez o escapamento do jato; (3) mais tarde, ainda no lago, uma luz vermelha e branca piscando depressa moveu-se rápido da direita para a esquerda, perto do horizonte a oeste; logo outra parecida, mais fraca, à direita dela, no mesmo sentido; ao se cruzarem, estavam separadas por 2 ou 3 graus na vertical. O diário continua na p. 65.Nota editorial: Síntese de publicação privada, parágrafo por parágrafo; sem citação literal.
Conferir original em inglês
[p. 64: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 64, contando a capa.
TRECHO 38 · PÁGINA FÍSICA 65
Página física 65, fim do diário de Fair e caso Cooke (complementa os blocos já publicados das notas da Seção VI)
Alto da página: fim do diário de Fair. (4) De volta ao teodolito na margem, as observações de estrelas foram interrompidas por outra luz branca a noroeste, indo depressa de oeste para norte; no telescópio era como os primeiros objetos; Fair notou que as cinco luzes brancas não estavam em linha reta, mas pareciam dispostas na circunferência de um oval (grifo da NICAP), de novo com uma luz vermelha acima e um pouco atrás; seguiram-na até sumir atrás de árvores próximas; Gary, que a viu primeiro, só via duas luzes brancas, e uns 15 segundos se passaram até Fair apontar e ver cinco. Nenhum rastro de vapor foi visto atrás de nenhum dos objetos. Pé da coluna direita: 4 de setembro de 1960, Lexington, Kentucky; John R. Cooke, dono de uma revendedora de automóveis, quatro anos técnico de radar do Comando Aéreo Estratégico com cursos especiais de eletrônica; relato obtido pelo grupo afiliado da NICAP em Lexington, em formulário; por volta das 21h30, a mulher dele viu uma luz brilhante baixa a sudoeste; o objeto, uma esfera incandescente com aspecto de fogo, foi de um horizonte a outro em cerca de 2 minutos, sumindo nas luzes da cidade; não era muito rápido, voava paralelo ao chão e não se parecia com nada convencional; Cooke contou ainda que, em 1952, como passageiro de um B-25, ouviu pelo rádio um piloto de F-86 descrever as manobras de um OVNI.Nota editorial: Síntese de publicação privada.
Conferir original em inglês
[p. 65: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 65, contando a capa.
TRECHO 39 · PÁGINA FÍSICA 72
Página física 72, casos Besler, Walker e Ross (página inteira coberta junto com os blocos dos dossiês de Newburyport e de Canoga Park)
Partes da página sem dossiê próprio (o alto é o fim do caso Peirce, com o croqui, e a coluna direita traz o caso do voo 61 da Western Airlines, ambos em dossiês próprios). (1) 31 de julho de 1957, Calistoga, Califórnia: William J. Besler, presidente da Besler Corporation, de Oakland, relaxava no banho de águas termais por volta das 9h30 quando viu pela janela uma luz muito brilhante atrás de um choupo, no alto de um morro, a cerca de 20 graus do horizonte; pensou num pássaro branco, mas subia devagar demais; acima da árvore, viu que eram dois objetos, cada um do tamanho de uma unha à distância do braço, totalmente parados e muito brancos, em posição fixa um em relação ao outro. Quando subiram mais, ele saiu da banheira e foi à janela; já estavam quase ao norte, a cerca de 70 graus, fazendo manobras que, segundo ele, nenhum jato, míssil ou avião faria; abriu a janela e os viu como duas luzes do tamanho da cabeça de um palito de fósforo à distância do braço, separadas por seis ou sete diâmetros, muito brancas contra o céu azul sem nuvens. As manobras não seguiam padrão: uma subia acima da outra e vice-versa, piscando às vezes quatro vezes por segundo; quando apagavam, não se via nada, o que, para ele, excluía um disco preto de um lado e branco do outro. As duas luzes deram duas voltas uma em torno da outra e seguiram em linha mais ou menos reta para oeste, a uns 200 mph pela estimativa dele, por um arco de cerca de 15 graus em uns 8 segundos... (continua na coluna direita) e, enquanto ele as olhava, apagaram de modo instantâneo; procurou por 30 segundos, sem que reaparecessem. Besler acrescentou uma nota sobre a tendência natural de explicar o incomum pelo conhecido: desde o início dos 18 segundos de observação sabia que podiam ser OVNIs, mas a mente lutava para identificá-los como aviões, pássaros ou papel-alumínio ao vento, e continuou buscando outra explicação mesmo depois (nota 34). (2) 7 de setembro de 1958, Mission, Kansas: o editor do The American Hereford Journal, Hayes Walker Jr., e a mulher viram por volta das 17h30 um disco branco, redondo e chato, passar quase sobre eles de sudoeste para nordeste e sumir no horizonte em 12 a 15 segundos; segundo Walker, era mais nítido que a Lua vista de dia (nota 36). (3) “Rendezvous of Two UFOs”: 16 de fevereiro de 1960, Laguna Beach, Califórnia; Earl T. Ross, executivo aposentado de uma indústria química (químico industrial e engenheiro), relatou à NICAP que, às 9h15 daquela terça-feira, de casa, num céu azul limpo e sem nuvens, viu um objeto oval, de cor clara, mover-se de modo constante para leste, partindo de um ponto pouco ao sul do zênite; uns dois segundos depois, viu outro objeto semelhante aproximar-se e alcançar o primeiro vindo de posição mais baixa no céu do sul; o segundo oscilava, ou melhor, balançava em torno de um eixo pelo seu centro, perpendicular ao rumo (continua na p. 73).Nota editorial: Síntese de publicação privada; sem citação literal. O texto do acervo o deixou ilegível.
Conferir original em inglês
[p. 72: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 72, contando a capa.
TRECHO 40 · PÁGINA FÍSICA 73
Página física 73, alto da coluna esquerda: fim do relato de Earl T. Ross (complementa os blocos já publicados desta página)
Alto da coluna esquerda: fim do relato de Earl T. Ross. O eixo da oscilação era paralelo à superfície da Terra; o segundo objeto desacelerou para se juntar ao primeiro e ajustou rumo e velocidade até ficar numa posição fixa atrás e à direita dele. O primeiro manteve a trajetória, sem balançar; depois da junção, o segundo parou de balançar, e os dois foram depressa, em uns oito ou dez segundos, até o horizonte local, uma linha de morros junto à costa. Ross não viu rastro nem ouviu som, e não havia vento. Cada objeto tinha cerca de um terço do diâmetro aparente da Lua cheia, contorno nítido e uma estrutura de superfície que os fazia parecer esferas achatadas com espessura de um terço do diâmetro; eram branco-sujo, não prateados. O Sol estava a sudeste, acima da trajetória, e, quando passaram pela posição aparente do Sol, o lado voltado para ele escureceu quase até o preto, de modo que cada objeto parecia um crescente; o crescente escuro se formou e girou sobre a superfície enquanto passavam sob o Sol, e a cor clara original pareceu tornar-se transparente. Ross observa que crescentes escuros do lado iluminado contrariam a experiência normal e diz que o relato vem de notas detalhadas que fez minutos depois (nota 37).Nota editorial: Síntese de publicação privada.
Conferir original em inglês
[p. 73: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 73, contando a capa.
TRECHO 41 · PÁGINA FÍSICA 74
Página física 74, casos Miller (fim), Baller, Hoffman, Sanford e Kline (início) (página inteira coberta junto com o bloco do caso Dave Johnson, no dossiê do AT-6 entre Boise e Meridian)
Partes da página sem dossiê próprio (a coluna direita, “Newsmen”, com o caso Dave Johnson, está no dossiê do AT-6 entre Boise e Meridian). (1) Fim do caso de Clete L. Miller, em Mesa, Arizona (26/08/1960, começo na p. 73): o objeto reapareceu da mesma forma, parado, muito mais ao norte; um ruído surdo parecia associado a ele. Quando o jornal local publicou o relato no dia seguinte, várias pessoas ligaram para confirmar; Miller telefonou para a Base Aérea de Williams e soube que não havia aeronaves incomuns na área naquela hora (nota 45). (2) “Clergymen”: uma formação de OVNIs que parou, fez uma curva fechada e partiu em alta velocidade foi vista em 20/02/1952 pelo reverendo Albert Baller, membro do conselho da NICAP, depois pastor da Igreja Congregacional Alemã de Clinton, Massachusetts. Em Greenfield, Massachusetts, num dia excepcionalmente bonito, sem nuvens, céu azul-cobalto e sem vento, às 15h ele embarcou no trem para Nova York e sentou-se junto a uma janela voltada para o norte e o leste; um ou dois minutos depois, um clarão a 35 graus ou mais do horizonte chamou sua atenção, e ele viu três objetos prateados perfeitamente circulares aproximando-se em V; num diagrama anexo, disse que pareciam prata muito polida e tinham cerca de 2/3 do tamanho da Lua cheia. Moviam-se sem rastro de vapor ou fumaça, mais ou menos à velocidade do ponteiro de segundos de um relógio, até um ponto quase acima dele, onde pararam e pairaram por uns dez segundos; o da frente recuou devagar e se pôs em linha entre os outros dois; depois de outro movimento rápido dos três, partiram em ângulo reto com a direção de chegada, tão depressa que viraram pontos e sumiram em no máximo seis segundos. Não pôde saber se faziam barulho, por causa do ruído da estação, mas duvida, pois ninguém na plataforma pareceu notá-los; tentou enquadrar o que viu em balões e jatos e concluiu que não eram nem aviões nem balões (nota 46). (3) Entre 18h e 18h30 de 05/11/1955, o reverendo Kenneth R. Hoffman, então pastor da Igreja Luterana Grace de Cleveland, Ohio, e a mulher viram um grande OVNI elíptico com luz saindo de aberturas quadradas como janelas; foram entrevistados por C. W. Fitch, membro da NICAP em Cleveland. Iam de carro para o sul pela Lee Road, rumo ao aeroporto Cleveland-Hopkins, ao anoitecer; depois da Fairmount Boulevard, viram uma fileira de luzes fortes à frente, sobre a Lee Road; a mulher as viu chegar em arco e parar. Ao sul da Shaker Boulevard, pararam o carro e viram que as luzes vinham de um enorme objeto oval, como dois pratos, o de cima invertido e apoiado na borda do de baixo; na parte visível do contorno havia oito janelas grandes com luz branca intensa. O objeto parecia pairar quase sobre o cruzamento da Van Aken com a Lee, a no máximo 500 pés, e, como ocupava o céu além da largura da rua, estimaram uns 100 pés de diâmetro. No ponto mais próximo, a cerca de meia milha, o corpo parecia metálico, cinza-claro como alumínio envelhecido (para a mulher, alumínio perolado); as janelas tinham contorno nítido, com espaços escuros entre elas; estimaram cada janela em pelo menos 8 por 10 pés, com dois pés de intervalo; de cada uma saía para baixo, a uns 45 graus, um feixe branco tão forte que se via a poeira no ar. Observaram uns dez minutos e seguiram para o sul tentando passar por baixo; na Fernway Road, o objeto começou a deslizar para oeste sobre as árvores, devagar e sem ruído, sem parecer girar, e sumiu atrás das árvores; no cruzamento da Van Aken, área aberta, em um minuto ou menos, já tinha desaparecido. Hoffman contou que o casal decidiu guardar o fato com medo de ridículo, mas mudou de ideia ao saber de outros relatos e autorizou a publicação (nota 47). (4) O reverendo Jack L. Sanford, da Primeira Igreja Congregacional, estava num grupo que viu um OVNI elíptico em 09/10/1960 em Longpoint, Illinois; ao entrarem na Longpoint Road para oeste, por volta das 18h30, viram, muito claro, um objeto em forma de bola de futebol americano pairando inclinado no céu; a parte de baixo era nítida e dourada, a de cima “hazy as when steam heat rises from a radiator”; a parte de baixo estava inclinada para os observadores. Pararam o carro e o observaram por 8 a 10 minutos, imóvel; quando ele ficou na horizontal, começou a diminuir; perceberam que se movia e o seguiram de carro por 3,5 milhas, até ele se afastar subindo um pouco e ficar pequeno demais para ser visto (nota 48). (5) No pé da coluna direita, começo do relato de Doyle Kline: numa matéria datada de Albuquerque, 02/08/1952, o redator Doyle Kline, da Scripps-Howard, descreveu um avistamento pessoal que, disse, fez dele um crente nos discos (nota 50); às 21h50 de 1º de agosto, viu cerca de dez objetos luminosos que não se pareciam com nada que já tivesse visto, em voo silencioso e gracioso; mudaram de formação de modo coordenado ao passar por cima, com cerca de 1/3 do tamanho da Lua cheia (continua na p. 75).Nota editorial: Síntese de publicação privada; uma citação curta.
Conferir original em inglês
[p. 74: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 74, contando a capa.
TRECHO 42 · PÁGINA FÍSICA 75
Página física 75, alto da coluna esquerda: fim do relato de Doyle Kline e caso de Filadélfia (complementa os blocos já publicados desta página)
Alto da coluna esquerda: fim do relato de Doyle Kline e caso de Filadélfia. No começo, os objetos estavam agrupados, rumo ao norte; depois formaram um V perfeito, com precisão, segundo Kline, e em segundos tomaram nova formação, em duas fileiras, com os de uma fileira espaçados entre os da outra. Supondo que estivessem a uns 2.500 pés sobre a cidade, Kline calculou velocidade parecida com a de um caça F-86 Sabre, mas disse que as mudanças de posição eram incrivelmente rápidas e violentas para a experiência humana, e que, se estivessem mais altos, o desempenho seria ainda mais incrível. Ele relatou o avistamento à 34ª Divisão de Defesa Aérea e foi chamado a descrever as manobras a oficiais de inteligência; disse ter visto voos de foguetes de dia e de noite em White Sands e que os discos eram algo totalmente diferente. Em seguida, uma formação de 12 OVNIs sobre Filadélfia foi vista em 09/11/1955 por fotógrafos do Inquirer e do Bulletin e muitas outras pessoas; às 18h08, Charles W. James, do Philadelphia Inquirer, viu passar por cima uma formação em V de objetos redondos, branco-prateados, que mudou para formação em A, sem som nem mudança de cor; James foi entrevistado por um correspondente do C.R.I.F.O., dirigido por Leonard H. Stringfield, depois conselheiro da NICAP. O restante da página (introdução do “Cross-Section”, casos de Cleveland e Grand Canyon e o relatório de Alliance e Akron) tem blocos em outros dossiês.Nota editorial: Síntese de publicação privada.
Conferir original em inglês
[p. 75: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 75, contando a capa.
TRECHO 43 · PÁGINA FÍSICA 77
Página física 77, página inteira: notas da Seção VII
Página inteira: notas da Seção VII. “Law Enforcement Officers” (policiais): 1. relatório de teletipo e carta arquivados na NICAP; 2. relatos obtidos pelos grupos de estudo de OVNIs de Cleveland e Akron, arquivados na NICAP; 3 a 6. relatos arquivados na NICAP; 7. Saturday Evening Post, 30/04/1949; Popular Science, agosto de 1951; 8. Seattle Times, 07/07/1947; 9. Associated Press, 28/07/1952; 10. International News Service, 28/08/1952; 11. Washington Times-Herald e Washington Daily News, 22/09/1952; 12. Los Angeles Daily News, 15/09/1953; 13. Associated Press, 01/11/1955; 14. Associated Press, 26/11/1956; 15. Chicago Sun Times, 05/11/1957; 16. Chicago Sun Times, 08/11/1957; 17. Hammond Times, 11 a 13/11/1957; 18. Santa Ana Register, 10/04/1958; 19. Bergen Evening Record, 25/08/1958; 20. Chicago Daily News, 13/10/1958; 21. relato arquivado na NICAP. “Civil Defense, Ground Observer Corps” (defesa civil e Corpo de Observadores Terrestres): 22. Stringfield, Leonard H., Inside Saucer Post... 3-0 Blue (edição particular, 1957, Cincinnati, Ohio), p. 26; 23. relato gravado em fita, arquivado na NICAP; 24. Keyhoe, Donald E., Flying Saucer Conspiracy (Holt, 1955), p. 30; 25. C.R.I.F.O. Newsletter, L. H. Stringfield, editor, 02/07/1954 (ver endereço acima); 26. idem, setembro de 1955; 27. Des Moines Register, 24/11/1955; 28. San Bernardino Telegram, 30/07/1956; 29. Haverhill Gazette, 06/11/1957; 30. El Paso Times, 24/11/1957; 31. United Press International, 26/07/1958. “Professional and Business Men” (profissionais e empresários): 32 a 39. relatos arquivados na NICAP. “Public Officials” (autoridades públicas): 40 a 43. relatos arquivados na NICAP. “Professors and Teachers” (professores): 44 e 45. relatos arquivados na NICAP. “Clergymen” (religiosos): 46 a 48. relatos arquivados na NICAP. “Newsmen” (jornalistas): 49. Associated Press, 10/07/1947; 50. jornais da Scripps-Howard, 02/08/1952. “Cross-Section” (amostra): 51. relato arquivado na NICAP; 52. Las Vegas Sun, 22/04/1954; 53. Uhrichsville Evening Chronicle, 06/10/1955; 54 a 60. relatos arquivados na NICAP.Nota editorial: Lista de referências traduzida linha por linha; o endereço particular de Stringfield na nota 22 foi reduzido à cidade.
Conferir original em inglês
[p. 77: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 77, contando a capa.
TRECHO 44 · PÁGINA FÍSICA 78
Página física 78, página inteira: abertura da Seção VIII, trecho da AFR 200-2, efeitos eletromagnéticos e itens 1 a 9 da cronologia
Página inteira. Abertura da Seção VIII, “Special Evidence” (provas especiais). Quadro em fac-símile com trecho de regulamento da Força Aérea, documento de governo, traduzido na íntegra no que aparece: “AFR 200-2, 18-19. INTELIGÊNCIA. Objetos Voadores Não Identificados (UFO). 19. Comunicação de provas físicas. Comunique prontamente a existência de prova física (fotográfica ou material). Toda prova física enviada ao ATIC deve ser marcada à atenção de AFCIN-4E4g. a. Fotográfica: (1) Fotografias. Envie o negativo e duas cópias. Dê título às cópias [o recorte é interrompido por um corte ondulado; a NICAP omitiu o trecho intermediário] (5) Radar. Envie duas cópias de cada fotografia de câmera fixa. Dê título às fotografias de tela de radar de acordo com a AFR 95-7. Classifique as fotografias de tela de radar de acordo com a seção XII da AFR 205-1, de 1º de abril de 1959.” Texto da NICAP: há três tipos básicos de relato de OVNI: (1) detectados pelos sentidos humanos sem ajuda; (2) detectados por instrumentos, mas não pelos sentidos; (3) detectados pelos sentidos e confirmados por instrumentos. Destes, os do terceiro tipo costumam ser considerados os mais significativos: OVNIs vistos que aparentemente causaram ao mesmo tempo interferência eletromagnética, observações simultâneas por radar e a olho, OVNIs bem observados e também fotografados. Os casos da seção envolvem detecção por mais de um sentido ou pelos sentidos confirmada por instrumento. O próprio organismo humano é um instrumento científico rudimentar: quando a pessoa vê e também sente efeitos fisiológicos, há uma dimensão a mais; se outros puderem verificar os efeitos, melhor; se o OVNI deixar marcas físicas, há um fator objetivo. Outra forma de análise é pelo que o avistamento afeta: só os sentidos; máquinas ou instrumentos (interferência elétrica num carro, imagem em filme, eco de radar); ou a natureza (marcas ou substâncias no chão). Os casos mais fortes reúnem vários desses aspectos. “Electro-Magnetic (E-M) Effects”: em junho de 1960 a NICAP publicou um folheto listando e analisando casos em que circuitos elétricos foram perturbados na presença de OVNIs (nota 1). O fenômeno foi muito relatado na onda de novembro de 1957 (Seção XII), mas pesquisas posteriores acharam casos anteriores e posteriores. O relatório E-M, que concluía que a evidência era “suficiente para justificar uma investigação mais completa” dos OVNIs e uma tentativa de instrumentação deliberada para estudar o efeito, circulou entre várias centenas de interessados, inclusive cientistas e congressistas. Estudava 81 casos principais e 9 limítrofes, e supunha haver outros escondidos na literatura ou não relatados por falta de cobertura. Nos 3 anos e meio seguintes, 39 casos novos foram achados, 32 anteriores a junho de 1960 e 7 posteriores; os que tinham informação suficiente foram somados à cronologia original, reproduzida a seguir. A descoberta recente de que testes atômicos na alta atmosfera em 1961-62 perturbaram circuitos elétricos leva a especulações e torna viável um experimento científico sobre como os OVNIs poderiam afetar circuitos; isso é discutido depois da cronologia. “Chronology of E-M Cases”: os casos listados são relatos em que um OVNI distinto, objeto bem visível ou fonte de luz (não clarões difusos ou intermitentes), foi visto no mesmo lugar e hora de um efeito eletromagnético definido, como um carro que morre. Os casos acrescentados depois do relatório de junho de 1960 levam o sinal (+); as fontes estão na nota 2 do fim da seção. 1. 28/08/1945; perto de Iwo Jima; um C-46 teve pane no motor e perdeu altitude enquanto três OVNIs eram vistos do avião (nota 2). 2. 24/06/1947; Cascade Mountains, Oregon; agulha da bússola oscilou loucamente quando um OVNI passou por cima. 3. Outono de 1949; Novo México; música no rádio do carro abafada por estática quando um OVNI passou baixo sobre o carro. (+)4. Setembro de 1950; Coreia; aviões da Marinha em missão abordados por dois grandes discos; radar bloqueado; transmissor de rádio bloqueado por zumbido a cada nova frequência tentada. (+)5. 26/03/1952; Long Beach, Califórnia; dois discos amarelados passaram devagar; “quando passaram, o rádio se agitou duas vezes”. 6. 09/01/1952; Kerrville, Texas; interferência estranha, como um “rugido”, no rádio enquanto um OVNI circulava a cidade. (+)7. 29/09/1953; Easton, Pensilvânia; a imagem da televisão “começou a subir e descer bem depressa” quando um OVNI que soltava vapor branco passou por cima. 8. 29/01/1954; perto de Santa Ana, Califórnia; o rádio do carro parou e o motor falhou quando um OVNI passou baixo sobre o carro. 9. 21/06/1954; Ridgeway, Ontário, Canadá; o motor do carro parou quando um OVNI cruzou a estrada à frente.Nota editorial: O trecho da AFR 200-2 é documento de governo e foi traduzido integralmente no que aparece; a prosa da NICAP foi sintetizada parágrafo por parágrafo (uma citação curta) e a cronologia traduzida linha por linha. O texto do acervo leu “Oe 24, 1947” no item 2; o original traz “June 24, 1947”.
Conferir original em inglês
[p. 78: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 78, contando a capa.
TRECHO 45 · PÁGINA FÍSICA 79
Página física 79, página inteira: itens 10 a 66 da cronologia de casos eletromagnéticos
Página inteira: continuação da cronologia de casos eletromagnéticos, itens 10 a 66. 10. 30/08/1954; Porto Alegre, Brasil; as luzes das casas falharam quando um OVNI passou. (+)11. 16/09/1954; Marion, Virgínia; o transmissor de uma estação de rádio deixou de funcionar direito quando um OVNI redondo e brilhante passou pela torre. 12. 18/09/1954; Novo México; grande bola de fogo verde; interferência de rádio e televisão numa área ampla. 13. 07/10/1954; Saint-Jean-d'Assé, França; motor e faróis do carro falharam; OVNI sobre a estrada. 14. 09/10/1954; Cuisy (Seine-et-Marne), França; motor e faróis falharam quando um OVNI em forma de charuto passou por cima. 15. 11/10/1954; Fronfrede (Loire), França; motor e faróis falharam quando um OVNI cruzou a estrada à frente, abaixo das nuvens. 16. 11/10/1954; Clamecy (Nièvre), França; motor e faróis falharam, os passageiros sentiram choque e dormência; um OVNI redondo decolou de um campo próximo. 17. 11/10/1954; Châteauneuf-sur-Charente, França; motor e faróis falharam; dois OVNIs vistos a baixa altura à frente do carro. 18. 14/10/1954; perto de Brosses-Thillot, Saône-et-Loire, França; motocicleta parou; OVNI redondo e iluminado visto a uns 50 metros à frente. 19. 16/10/1954; Baillolet, Seine-Inférieure, França; quatro OVNIs vistos a baixa altura à frente do carro; um desceu em direção à estrada; o motorista sentiu choque e dormência; motor e faróis falharam. 20. 18/10/1954; Coheix, Puy-de-Dôme, França; o motorista de uma caminhonete se sentiu meio paralisado e o motor começou a falhar; objeto escuro e alongado visto num campo próximo; a polícia revistou depois o campo e nada achou. 21. 20/10/1954; Schirmeck, França; motorista se sentiu paralisado, o motor parou, sentiu calor; OVNI na estrada. 22. 21/10/1954; perto de La Rochelle, França; motorista e uma criança sentiram choque e calor, motor e faróis falharam; depois um OVNI luminoso ficou visível à frente do carro. (+)23. 23/10/1954; Cincinnati, Ohio; o rádio emitiu um guincho áspero e o volume aumentou; depois um disco avermelhado foi visto circulando por cima. 24. 27/10/1954; perto de Linzeux, França; faróis e motor falharam, dois passageiros sentiram “choque elétrico”; OVNI passou à frente do carro. 25. 14/11/1954; Forlì, Itália; um trator comum e um a diesel lado a lado; o comum parou e o diesel não, quando um OVNI luminoso passou por cima. 26. 05/12/1954; North East, Pensilvânia; o rádio da casa “pulsou” enquanto um OVNI pairava baixo sobre o lago Erie. 27. 02/02/1955; perto de Valera, Venezuela; avião comercial vindo de Barquisimeto; o rádio ficou mudo em Valera e em Barquisimeto quando o piloto começou a relatar um OVNI. 28. 06/04/1955; Novo México; três bolas de fogo verdes incomuns; forte perturbação de rádio e TV. 29. 26/06/1955; Washington, D.C.; as luzes de teto do aeroporto nacional apagaram quando um OVNI redondo se aproximou; o OVNI foi pego por um holofote, e o holofote apagou. 30. 25/08/1955; Bedford, Indiana; as luzes da casa enfraqueciam e voltavam enquanto um OVNI parado pulsava. (+)31. Setembro ou outubro de 1955; Agrinion, Grécia; um caminhoneiro e um gerente de hotel, numa estrada de montanha, viram um objeto luminoso voar por cima, e o motor do caminhão parou. (+)32. Maio de 1954; La Porte, Indiana; luzes e rádio do carro apagaram; o motorista viu três OVNIs redondos ou ovais movendo-se juntos e lançando feixes de luz para o chão. 33. 01/05/1954; Tóquio, Japão; imagens de TV distorcidas quando um OVNI passou. (+)34. 28/07/1954; Brentwood, Califórnia; uma “luz verde faiscante” pareceu pousar num pomar; a recepção de TV foi interrompida. 35. Outubro de 1956; Oslo, Noruega; um motorista sentiu uma “sensação de formigamento” e o relógio de pulso ficou magnetizado (segundo um joalheiro) quando um OVNI voou à frente do carro e pairou sobre a estrada. 36. 16/11/1956; Lemmon, Dakota do Sul; telefones da ferrovia e sistema automático de sinalização “misteriosamente mudos” quando um OVNI passou sobre o pátio ferroviário. 37. Dezembro de 1956; Extremo Oriente; observação visual e por radar de um OVNI redondo por um piloto de jato da Força Aérea; radar bloqueado por forte interferência. 38. 14/04/1957; Vins-sur-Caramy, França; placas de metal ficaram magnetizadas depois de serem vistas vibrando enquanto um OVNI manobrava perto; desvio de 15 graus na bússola só na área imediata. 39. 19/04/1957; Maiquetía, Venezuela; um avião de linha a caminho de Maiquetía viu um OVNI; sinais de rádio estranhos foram recebidos no aeroporto na mesma hora. (+)40. Abril ou maio de 1957; Moriah Center, Nova York; “a televisão começou a ter todo tipo de problema”; a testemunha, chamada para fora, viu a tempo um disco vermelho passar por cima. 41. 31/05/1957; Kent, Inglaterra; um avião de linha teve falha de rádio durante um avistamento; tudo voltou ao normal quando o OVNI partiu. (+)42. 25/06/1957; Baltimore, Maryland; o rádio do carro parou e as luzes da rua apagaram quando uma formação de sete discos brancos com bordas vermelhas passou por cima. 43. 14/08/1957; perto de Joinville, Brasil; as luzes da cabine de um avião de linha enfraqueceram e o motor engasgou durante um avistamento. 44. 15/10/1957; Covington, Indiana; o motor de uma colheitadeira falhou quando um OVNI parado começou a subir. 45. 30/10/1957; Casper, Wyoming; o motor do carro morria seguidamente enquanto o motorista tentava manobrar para evitar um OVNI pousado na estrada. 46. 31/10/1957; Lumberton, Carolina do Norte; o motor do carro falhou quando um OVNI foi visto. 47. 02/11/1957; perto de Seminole, Texas; motor e faróis falharam, OVNI visto na estrada. 48. 02/11/1957; Amarillo, Texas; motor falhou, OVNI visto na estrada. 49. 2-3/11/1957; Levelland, Texas; muitas testemunhas, numa série de avistamentos, viram OVNIs em forma de ovo no chão ou perto dele; nove casos de motores e faróis falhando. 50. 03/11/1957; perto de Calgary, Alberta, Canadá; o motor do carro falhou e os faróis tremularam quando um OVNI passou em arco por cima. 51. 3-4/11/1957; Araranguá, Brasil; o radiogoniômetro e o transmissor-receptor de um avião de linha queimaram durante um avistamento. 52. 3-4/11/1957; São Vicente, Brasil; o sistema elétrico do Forte Itaipu falhou e sentinelas sofreram queimaduras quando um OVNI se aproximou e pairou. (+)53. 04/11/1957; Elmwood Park, Illinois; as luzes e o holofote da viatura enfraqueceram enquanto a polícia perseguia um OVNI que voava baixo. (+)54. 04/11/1957; Toronto, Ontário, Canadá; interferência na TV (áudio); vizinhos chamaram os espectadores para fora para ver um OVNI. 55. 04/11/1957; Orogrande, Novo México; o motor do carro parou, o rádio falhou, sentiu-se calor (James Stokes, engenheiro de White Sands). 56. 04/11/1957; Kodiak, Alasca; interferência “dit-dit-dit” constante no rádio da polícia durante um avistamento. (+)57. 05/11/1957; Fort Oglethorpe, Geórgia; objeto laranja, redondo e brilhante pairou girando; a televisão apagou. (+)58. 05/11/1957; perto de San Antonio, Texas; o rádio do carro parou, os faróis enfraqueceram, o motor morreu; OVNI visto pairando baixo sobre um campo. 59. 05/11/1957; Hedley, Texas; um fazendeiro viu um OVNI; um vizinho relatou a TV desligada na mesma hora. (+)60. 05/11/1957; Filadélfia, Pensilvânia; luzes do apartamento apagadas, relógio elétrico parado; uma luz forte acordou um casal; um leiteiro relatou um disco em chamas. 61. 05/11/1957; Hobbs, Novo México; carro em alta velocidade, o motor falhou e as luzes apagaram quando um OVNI deu um rasante sobre ele. 62. 05/11/1957; Ringwood, Illinois; um OVNI seguiu um carro que voltava à cidade; os televisores da cidade enfraqueceram e acabaram perdendo imagem e som no mesmo período. 63. 05/11/1957; South Springfield, Ohio; um carro e um táxi morreram enquanto um OVNI era observado. 64. 06/11/1957; Pell City, Alabama; o motor do carro morreu quando o motorista tentou se aproximar de um OVNI que pairava baixo sobre o chão. 65. 06/11/1957; Houston, Texas; o motor do carro morreu e o rádio se encheu de estática durante um avistamento. 66. 06/11/1957; Santa Fé, Novo México; o motor do carro falhou, e o relógio do carro e o relógio de pulso pararam quando um OVNI passou baixo sobre o carro.Nota editorial: O texto do acervo embaralhou as duas colunas e perdeu vários números de item; a ordem, a numeração e os sinais (+) foram tomados da imagem. O original grafa “Vins-Sur-Caraney”, “Fronfrede”, “Linzeux”, “Brosses-Thillot” e “Hazelton”; o dossiê usa Vins-sur-Caramy e Hazleton, e mantém as demais grafias como estão.
Conferir original em inglês
[p. 79: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 79, contando a capa.
TRECHO 46 · PÁGINA FÍSICA 80
Página física 80, página inteira: itens 67 a 106 e casos secundários (a) a (j)
Página inteira: fim da cronologia principal (itens 67 a 106) e casos secundários (a) a (j). 67. 06/11/1957; Danville, Illinois; a polícia perseguiu um OVNI e não conseguiu avisar a central “porque o rádio ficou misteriosamente mudo”. 68. 06/11/1957; Montville, Ohio; a TV ficou borrada, e no dia seguinte um automóvel foi achado com marcas de picadas; foi a noite em que Olden Moore relatou um OVNI no chão, a cerca de meia milha da casa do espectador. 69. 06/11/1957; ao norte de Ottawa, Canadá; um rádio a bateria e um rádio portátil de ondas curtas falharam, e depois se ouviu um sinal de tom único numa frequência de ondas curtas; OVNI pairando abaixo das nuvens; os rádios voltaram ao normal quando ele partiu. 70. 07/11/1957; Lake Charles, Louisiana; o motor do carro engasgou e falhou enquanto um OVNI pairava baixo, por cima. 71. 07/11/1957; perto de Orogrande, Novo México; carro a cerca de 60 mph; o velocímetro oscilou loucamente entre 60 e 110; depois um OVNI foi visto (o carro era um Mercury 1954 com velocímetro magnético). 72. 09/11/1957; perto de White Oaks, Novo México; as luzes do carro falharam quando um OVNI foi visto. 73. 10/11/1957; Hammond, Indiana; bipes altos causaram interferência no rádio enquanto a polícia perseguia um OVNI; apagão de TV na cidade; um motorista relatou falha do rádio. 74. 12/11/1957; Rumney, New Hampshire; motor e luzes do carro falharam; o Corpo de Observadores Terrestres relatou um OVNI na mesma hora. 75. 12 ou 13/11/1957; Hazleton, Pensilvânia; TV perturbada quando um OVNI foi visto. 76. 14/11/1957; Tamaroa, Illinois; falta de energia por 10 minutos numa área de quatro milhas, logo depois de um OVNI parado dar um clarão. 77. 15/11/1957; Cachoeira, Brasil; motores de vários carros falharam quando os motoristas tentaram se aproximar de um OVNI que pairava baixo sobre o chão. 78. 25/11/1957; Mogi Mirim, Brasil; todas as luzes da cidade falharam quando três OVNIs passaram por cima. 79. 03/12/1957; perto de Ellensburg, Washington; o motor de um caminhão “quase parou” e voltou a pegar enquanto um OVNI era visto; avistamento confirmado pela polícia. 80. 03/12/1957; Cobalt, Ontário, Canadá; estática no rádio quando vários OVNIs foram vistos sobre a área. 81. 08/12/1957; perto de Coulee City, Washington; automóveis morreram, faróis tremularam e apagaram quando um grande objeto de fogo passou por cima. 82. 18/12/1957; Sarasota, Flórida; uma fonte de luz branca deslizou por cima; interferência na TV. 83. 13/01/1958; Casino, Nova Gales do Sul, Austrália; interferência no rádio do carro enquanto um OVNI seguia o carro. 84. 30/01/1958; perto de Lima, Peru; passageiros de um caminhão, um ônibus e um carro sentiram choque; os motores dos três veículos falharam quando um OVNI desceu e pairou. (+)85. 24/02/1958; perto de Santo Antônio de Jesus, Brasil; o motor do carro falhou; os passageiros então notaram um disco em forma de Saturno pairando por cima. (+)86. Maio de 1958; perto de Richmond, Virgínia; o motor do carro começou a funcionar mal, e o motorista notou um OVNI seguindo o carro. 87. 03/08/1958; Roma, Itália; OVNI luminoso visto passando por cima quando as luzes da cidade falharam; um relato de falha de rádio de carro. 88. 31/08/1958; La Verde, Argentina; o motor de um avião leve (Piper) aumentou a rotação de forma anormal durante um avistamento; voltou ao normal quando o OVNI partiu. (+)89. 03/10/1958; província de Fukushima, Japão; um rádio portátil emitiu um zumbido estranho quando uma bola de fogo verde passou. 90. 26/10/1958; Baltimore, Maryland; OVNI visto pairando sobre uma ponte à frente do carro; motor e faróis falharam; dois passageiros sentiram calor. 91. 13/01/1959; lago Pymatuning, Pensilvânia; motor, luzes e rádio de um caminhão falharam enquanto um OVNI pairava sobre ele. 92. 13/01/1959; Bygholm, Dinamarca; o motor do carro falhou quando um OVNI passou por cima; faróis e holofote funcionaram normalmente. 93. 25/02/1959; Hobbs, Novo México; sinais no rádio do carro (sequência regular de dois pontos e um traço) quando um OVNI passou. (+)94. 19/03/1959; Kyger, Ohio; zumbido como estática no rádio do carro; luzes enfraqueceram; fonte de luz não identificada vista à frente do carro. 95. 22/06/1959; Salta, Argentina; esfera luminosa vista passando no céu; as luzes da cidade falharam. (+)96. 14/07/1959; Salisbury, Carolina do Norte; televisores apagaram e algumas luzes se apagaram enquanto um OVNI circular era visto; relatado um ruído oscilante alto, de alta frequência. 97. 13/08/1959; Freeport, Texas; um OVNI cruzou a estrada à frente do carro a baixa altura; motor e faróis falharam. (+)98. 17/08/1959; Uberlândia, Minas Gerais, Brasil; chaves automáticas de uma usina elétrica desligaram quando um OVNI redondo passou por cima seguindo a linha de transmissão; depois que ele se foi, as chaves religaram sozinhas e tudo voltou ao normal. 99. 22/10/1959; Cumberland, Maryland; motor, faróis e rádio do carro falharam enquanto um OVNI pairava baixo sobre a estrada à frente. 100. 18/01/1960; perto de Lakota, Dakota do Norte; as luzes do carro enfraqueceram quando um OVNI desceu em direção a um campo, aparentemente a uma milha da estrada. (+)101. 28/02/1961; Lakeville, Massachusetts; luzes da casa enfraqueceram três vezes e apagaram em duas ocasiões quando um OVNI alongado passou duas vezes por cima. (+)102. 09/02/1962; Ashton Clinton, Bedfordshire, Inglaterra; o motor do carro perdeu potência, sem afetar os faróis, quando um OVNI passou à frente. (+)103. 30/07/1962; perto de Pojucara, Belo Horizonte, Brasil; o motor do carro parou e depois um OVNI oval foi visto ao lado da estrada. (+)104. 20/09/1963; Wonthaggi, Victoria, Austrália; problema na TV; o espectador, chamado para fora, viu um OVNI que pairava e disparava em alta velocidade; interferência de TV numa área de três cidades. (+)105. 07/11/1963; San Francisco, Califórnia; bola de fogo vista e onda de choque sentida na área da baía; sinal não identificado captado por uma rádio local. (+)106. 14/11/1963; Carson City, Nevada; disco com brilho verde-azulado pairou lançando um feixe de luz que iluminou um morro; o rádio da casa falhou e voltou quando o OVNI partiu. “E-M Cases (Continued)”, casos secundários: estes casos limítrofes têm características em comum com os da cronologia principal; em todos se relatou um efeito eletromagnético definido, mas o fenômeno aéreo não era distinto ou não se pôde determinar que o efeito e o OVNI visto perto coincidiram no tempo. (a) 06/07/1947; Acampo, Califórnia; todas as luzes da comunidade apagaram enquanto moradores ouviam um ruído de rugido e viam um brilho no céu. (b) 20/07/1952; Cumberland, Maryland; um engenheiro relatou tipo incomum de interferência na TV, poucas horas depois dos famosos avistamentos de Washington, D.C., em toda a área de D.C. e Virgínia. (c) 21/01/1957; Bristol, Inglaterra; imagens de TV perturbadas e ruído no áudio, na mesma hora de uma luz de fogo no céu com raios atravessando-a (aurora?). (d) 27/01/1957; Glendora, Califórnia; falta de energia inexplicada; dois OVNIs relatados na mesma noite na região. (e) 07/05/1957; Nova York; TV perturbada; moradores reclamaram de um “avião” voando baixo; culpou-se um avião comercial de teste, mas a Força Aérea relatou vários ecos não identificados no radar. (f) 01/09/1957; Le Mars, Iowa; motor e faróis do carro falharam quando um clarão foi visto no céu. (g) 2 ou 3/11/1957; Las Cruces, Novo México; motor e faróis falharam duas vezes enquanto a testemunha, cética quanto aos OVNIs, via clarões no céu; ela atribuiu o fato à “atmosfera estática”. (h) 28/11/1957; Hakalau, Havaí; o motor do carro falhou e o motorista sentiu dormência quando um clarão forte surgiu no céu a uns 20 pés acima da estrada, à frente do carro. (i) 01/12/1957; Ann Arbor, Michigan; linhas telefônicas afetadas por ruído estranho na região de Detroit enquanto numerosas luzes vermelhas eram vistas no céu (aurora?). (j) Por volta de 16/08/1958; Olean, Nova York, e Eldred, Pensilvânia; ruído estranho de um minuto ouvido em ondas curtas, faixa de 20 metros, em Olean; um OVNI foi visto em Eldred, ali perto, mais ou menos na mesma hora.Nota editorial: Lista traduzida linha por linha. O texto do acervo leu “720”, “15” e “(4” em vez de “70”, “75” e “(+)”; corrigido pela imagem. O original grafa “Santa Antonio de Jesus”, “Ashton Clinton, Beds.” e “Pojucara”; o dossiê usa Santo Antônio de Jesus e mantém as outras duas grafias como na fonte (provavelmente Aston Clinton, vila inglesa).
Conferir original em inglês
[p. 80: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 80, contando a capa.
TRECHO 47 · PÁGINA FÍSICA 81
Página física 81, página inteira: caso secundário (k), discussão sobre pulso eletromagnético, abertura de “Radar UFO Sightings” e primeiras linhas da tabela de radar
Página inteira. (k) 07/12/1959; Bangor, Maine; as luzes da pista do aeroporto apagaram, e um avião de linha que circulava sobre o campo relatou um brilho ofuscante inexplicado em torno do avião. Em seguida, a NICAP discute a origem dos efeitos. No verão de 1963 veio a público que testes nucleares soviéticos na atmosfera em 1961-62 tinham danificado o equipamento eletrônico de um satélite americano (nota 3), o que levou a especulações sobre aplicações militares; uma revista de atividades espaciais relatou que a União Soviética poderia estar desenvolvendo um sistema antimísseis baseado nos efeitos eletromagnéticos de explosões nucleares (nota 4). Para a NICAP, a importância disso é dar uma pista de como OVNIs poderiam afetar a parte elétrica de automóveis: cientistas americanos teorizaram que grandes explosões nucleares em grande altitude emitem um “pulso eletromagnético”. John Crittenden, consultor de radiação da General Electric, declarou que a detonação produz radiação em todo o espectro, que o pulso imediato de raios gama afeta aparelhos sensíveis à ionização e que o sinal de radiofrequência carrega energia suficiente para danificar circuitos de forma drástica; segundo ele, uma explosão de um megaton no espaço poderia afetar sistemas eletrônicos num raio de 110 milhas ou mais. Em depoimentos à Comissão de Ciência e Astronáutica da Câmara, grandes empresas aeroespaciais defenderam um motor atômico para o programa espacial (nota 5); a Douglas Aircraft, citando o custo e a ineficiência dos foguetes comuns, disse que só um sistema de propulsão de desempenho muito superior tornaria prática a viagem tripulada interplanetária, e que a maior esperança imediata estaria na propulsão nuclear (nota 6). A NICAP conclui que a energia contida na matéria é universal e que OVNIs poderiam ter algum componente de propulsão nuclear, talvez explosões controladas que, por acaso, interfeririam em circuitos em certas condições; outra explicação concebível seria um dispositivo atômico a bordo usado de forma deliberada, como teste ou para outros fins, o que a própria entidade chama de pura especulação. Para ela, não é preciso supor uma força misteriosa; um dispositivo atômico capaz desses efeitos já seria tecnologicamente viável, e seria lógica falsa um cientista negar observações porque não se explica o mecanismo; a dificuldade de explicar os efeitos poderia indicar uma tecnologia superior sobre a qual se sabe muito pouco. “Radar UFO Sightings”: alvos não identificados foram detectados por radar inúmeras vezes; as fotografias de tela de radar da Força Aérea são sigilosas (ver o quadro da p. 78), mas os fatos de muitas observações foram publicados. Os teóricos tendem a atribuir os ecos inexplicados a caprichos do radar; a NICAP contesta, dizendo que os relatos foram feitos sobretudo por operadores experientes convencidos de ter acompanhado algo sólido e inexplicado, e que o conflito é entre dados e teoria, com teóricos inclinados a supor incompetência dos operadores. É sabido que imagens falsas podem aparecer no radar, mas, se não se distinguissem dos ecos de alvos sólidos, o radar seria inútil; além disso, luzes e objetos foram vistos onde o radar indicava alvos inexplicados, e os argumentos ad hoc dos teóricos deixam muito a desejar. O que o radar detecta, como os fenômenos aparecem na tela e o que são os chamados “anjos” de radar são analisados depois da tabela. Tabela “Radar Cases” (legenda: G = radar de solo; A = radar de bordo; V = observação visual; P = fotografia; colunas: código, data e local, descrição, velocidade, altitude, fontes), linhas desta página: G; verão de 1948; Goose Bay, Labrador; radares da USAF e da RCAF acompanharam de forma independente um alvo não identificado; 9.000 mph; 60.000 pés; detalhes nesta seção. A, V; 15/10/1948; Japão; um caça noturno F-61 da Força Aérea acompanhou no radar e viu um OVNI com forma “de bala de fuzil”; numa passagem, chegou perto o bastante para ver uma silhueta de 20 a 30 pés; cerca de 200 mph, acelerando a uns 1.200 mph; 5.000 a 6.000 pés; nota 7. G; 01/11/1948; Goose Bay, Labrador; OVNI acompanhado; 600 mph; nota 8. G; 06/11/1948; Japão; o radar da Força Aérea acompanhou dois OVNIs manobrando por mais de uma hora, que na tela pareciam dois aviões em combate; nota 9. G, V; 23/11/1948; Fürstenfeldbruck, Alemanha; OVNI acompanhado no radar e objeto avermelhado como estrela visto a olho; subiu a 23.000 pés em poucos minutos; 900 mph; nota 10. G; outono de 1949; base atômica importante; cinco OVNIs em formação cronometrados percorrendo 300 milhas em menos de 4 minutos; 4.500 mph (média); nota 11. G, V; 22/02/1950; Key West, Flórida; dois objetos luminosos passaram velozes sobre a Estação Aeronaval; Seção IV. G, V; 08/03/1950; Dayton, Ohio; dois pilotos de F-51 viram um OVNI “enorme e metálico” que o radar de solo detectou; o objeto deu eco sólido e subiu na vertical (continua na página seguinte); 15.000 pés; nota 12.Nota editorial: Síntese da prosa da NICAP parágrafo por parágrafo e tradução linha por linha da tabela. Correção pela imagem: na linha do outono de 1949, o original diz “300 miles”, e não “200 miles” como no texto do acervo.
Conferir original em inglês
[p. 81: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 81, contando a capa.
TRECHO 48 · PÁGINA FÍSICA 84
Página física 84, página inteira: tabela de casos de radar, de 03/07/1954 a dezembro de 1956 (16 linhas)
Página com a continuação da tabela de casos de radar da NICAP (colunas: código, data e local, descrição, velocidade, altitude, fontes e referências; G = radar de solo, A = radar de bordo, V = observação visual).
1. G, V. 3 de julho de 1954, Albuquerque, Novo México. Nove esferas verdes pairaram e partiram depressa; acompanhadas por radar. Cerca de 2.600 mph. 24.000 pés. [45]
2. G, V. 28 de agosto de 1954, Base Aérea de Tinker, Oklahoma. Quinze óvnis em formação triangular acompanhados no radar e perseguidos por jatos; passaram a uma formação em semicírculo e partiram depressa. [46]
3. G, A, V. Agosto ou setembro de 1954, White Plains, Nova York. Óvni circular acompanhado de um lado a outro do estado de Nova York pelo Corpo de Observadores Terrestres (GOC) e pelo radar da Força Aérea. Acima de 45.000 pés. [Seção VII]
4. G, V. 17 de setembro de 1954, Roma, Itália. Radar da Força Aérea italiana acompanhou óvni em forma de disco visto por milhares de pessoas. Cerca de 150 mph, com arrancada para cima. 3.600 pés. [47]
5. G, V. 12 de novembro de 1954, Kentucky (Indiana, Ohio). Interceptadores da Força Aérea perseguiram objeto esférico visto sobre a região dos três estados; também acompanhado por teodolito. [48]
6. G, V. 15 de dezembro de 1954, perto de Nowra, Austrália. Piloto da Marinha Real Australiana, voltando à base, foi acompanhado por dois aviões estranhos parecidos com discos voadores; o radar de solo mostrou o Sea Fury dele, identificado quando o piloto se moveu num padrão combinado, e mais dois objetos. [49]
7. G, V. 23 de agosto de 1955, Cincinnati, Ohio. Radar do Comando Aéreo Estratégico detectou óvnis; jatos travaram combate aéreo com três objetos circulares. [Seção VII]
8. G, V. 11 de dezembro de 1955, perto de Jacksonville, Flórida. Jatos da Marinha em combate aéreo com óvni, confirmado no radar. [Seção IV]
9. G, V. 17 de fevereiro de 1956, Paris, França. Radar do aeroporto de Orly acompanhou óvni maior que um avião comercial, visto por piloto da Air France como luz vermelha piscante; manobrou de modo errático, ora pairando, ora com arrancadas de jato. [50]
10. G, V. 19 de julho de 1956, Hutchinson, Kansas. Estação aeronaval acompanhou óvni visto pela polícia estadual e por pilotos como objeto em forma de gota, com movimentos erráticos. [51]
11. G, V. 29 de julho de 1956, Pasadena, Califórnia. Observadores do GOC viram óvni branco brilhante, acompanhado pelo radar do Comando de Defesa Aérea; segundo o GOC, o óvni pareceu parar e depois acelerar "mais rápido que um avião convencional". [Seção VII]
12. G. Agosto e setembro de 1956, ilha de Bornholm, Dinamarca. Notícia de 11 de setembro de que o radar da Otan acompanhava havia três semanas óvnis que faziam curvas sobre o mar Báltico. 2.000 a 3.500 mph. [52]
13. G, V. 4 de setembro de 1956, Copenhague, Dinamarca. Vários óvnis parecidos com bolas de fogo passaram, acompanhados por radar. 3.000 km/h (cerca de 1.800 mph). 5.000 metros. [53]
14. G. 8 de novembro de 1956, Miami, Flórida. Donald Freestone, mecânico-chefe de radar da Pan American, acompanhou óvni que manobrava como num pega-pega aéreo sobre a ponta da Flórida (radar meteorológico Bendix RDR-1A); tinha forma e rumo definidos, por isso não se acredita que fosse eco anômalo do tempo; objeto 4 a 5 vezes maior que qualquer avião conhecido. De pairando a 4.000 mph. 7.000 a 8.000 pés. [54]
15. G, A, V. 25 de novembro de 1956, Hot Springs, Dakota do Sul. Série de avistamentos, um deles pela polícia estadual, de objeto circular balançando de um lado para outro sobre a estrada; objetos detectados por radar; jatos decolaram da Base Aérea de Ellsworth. [55]
16. A, V. Dezembro de 1956, Extremo Oriente. Jato da Força Aérea acompanhava óvni quando o radar foi bloqueado por interferência; o piloto mudou de frequência, recaptou o óvni e viu um objeto circular subir e se afastar. 3.600 mph. Abaixo de 10.000 pés. [Seção I]Nota editorial: Número impresso 79. "sene" na linha de Roma é erro de impressão do original por "seen".
Conferir original em inglês
[p. 84: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 84, contando a capa.
TRECHO 49 · PÁGINA FÍSICA 86
Página física 86, página inteira: gráfico Official Speed Records: Aircraft
Gráfico de página inteira, desenhado à mão, com o título Recordes oficiais de velocidade: aviões.
Eixo vertical: milhas por hora, de 0 a 10.000 (marcas em 500, 1.000 e de mil em mil). Eixo horizontal: ano, de 1948 a 1962.
Legenda: linha com x = recorde mundial oficial de velocidade; linha com círculos = maior velocidade conhecida (aviões-foguete de pesquisa); pontos soltos = óvnis acompanhados por radar.
Leitura do gráfico: a linha do recorde oficial sobe devagar, de cerca de 650 mph em 1948 para cerca de 1.700 mph em 1962; a linha dos aviões-foguete passa de cerca de 650 mph em 1948 a cerca de 2.200 mph em 1956 e 2.300 mph em 1961, e salta para cerca de 4.200 mph em 1962. Um retângulo com a inscrição A-11, perto de 2.000 mph entre 1959 e 1962, marca o avião A-11.
Os pontos dos óvnis ficam espalhados: há pontos perto de 9.000 mph em 1948 e em 1952, perto de 7.500 e 4.000 mph em 1952, cerca de 4.500 mph em 1949, cerca de 2.600 mph em 1954, entre 2.600 e 4.000 mph em 1956, e muitos pontos abaixo de 1.500 mph em vários anos. Os valores são aproximados, lidos da posição dos pontos no desenho; o gráfico não identifica a que caso corresponde cada ponto.Nota editorial: Valores dos pontos lidos visualmente do desenho, aproximados. O texto do acervo desta página é ilegível; descrição feita só pelo fac-símile.
Conferir original em inglês
[p. 86: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 86, contando a capa.
TRECHO 50 · PÁGINA FÍSICA 87
Página física 87, página inteira: Radar: Theory & Fact (12 parágrafos)
Abertura da subseção Radar: teoria e fato. Síntese, parágrafo a parágrafo:
1. Fora os casos de propagação anômala, em que o sinal do radar se curva e produz alvos falsos, alvos de óvnis no radar seriam, para a NICAP, confirmação objetiva de objetos não explicados na atmosfera. Alguns relatórios de pesquisa os explicam como alvos falsos, como o feixe baixo que se reflete de uma superfície a outra antes de voltar (nota 66). Alvos não explicados existem desde os primeiros tempos do radar.
2. Algumas avaliações, segundo a NICAP, racionalizam relatos incômodos em vez de estudá-los. O exemplo é o estudo da Administração de Aeronáutica Civil (CAA) sobre os alvos de Washington em julho de 1952 (nota 67), que concluiu que eram ecos do solo ligados a inversões de temperatura. A tabela 1 desse estudo lista um caso em maio, 22 em julho e 11 em agosto, mas o texto baseia as conclusões só nas noites de 14/15 e 15/16 de agosto, sem observação visual e com velocidades muito baixas, de 24 a 70 mph, parecidas com os chamados anjos. Muitos casos de julho tinham objetos rápidos vistos por pilotos onde o radar os mostrava.
3. Essas avaliações ignorariam dois pontos: os alvos falsos são bem conhecidos dos operadores experientes, e a curvatura do feixe não explica avistamentos sustentados por radar e visão ao mesmo tempo, quando o piloto vê o objeto mudar de posição exatamente onde o radar o mostra.
4. Por isso, casos de radar com confirmação visual valem mais que casos só de radar. É preciso eliminar erros, mas a NICAP critica a lógica de concluir que todos os relatos são falsos porque alguns são, o que compara a jogar fora o bebê com a água do banho.
5. O que o radar mostra: um eco sempre corresponde a reflexão numa superfície sólida ou líquida, que pode não estar onde a tela indica: (a) massa de gotas de chuva numa nuvem; (b) objeto sólido no ar; (c) algo no solo que parece estar no ar. A explicação (c) é a mais usada para os óvnis de radar.
6. O problema real é a interpretação da tela. O efeito mais enganoso é o de duto, em que o feixe baixo acompanha a curvatura da Terra e capta objetos fora do alcance normal, que parecem mais perto e em outra posição; ecos também podem voltar depois de bater em mais de uma superfície. Nesses casos seria coincidência forçada um objeto ser visto no mesmo ponto do alvo falso.
7. Alvos de tempo podem em geral ser descartados: o radar não detecta nuvens nem frentes frias, só nuvens com chuva. Um manual da Força Aérea citado (nota 68) diz que ecos fortes vêm de ar muito úmido com convecção intensa; esses ecos são falsos só no sentido de não serem objetos sólidos.
8. A seção II, parágrafo 15, do manual trata da interpretação dos ecos: os de tempo aparecem como massas difusas, fáceis de reconhecer. Segundo o manual, o nimbo-estrato com chuva aparece na tela PPI como massa brilhante no centro, que se apaga para as bordas, cheia de falhas e irregularidades.
9. Anjos de radar: exemplo recente na base da NASA em Wallops Island, Virgínia, na primavera de 1962, analisado pelo Centro de Radiofísica e Pesquisa Espacial da Universidade Cornell para o Laboratório de Pesquisa de Cambridge da Força Aérea (nota 69). Os analistas aventaram objetos em forma de placa, mas acharam difícil imaginar objetos assim, sempre na horizontal ao passar sobre o radar.
10. O centro sugeriu que a maioria dos anjos vinha de camadas lisas de gradiente do índice de refração ou de uma descontinuidade intensa da atmosfera; para a NICAP, os anjos não foram explicados de modo satisfatório.
11. O termo anjo é usado para qualquer alvo não identificado, mas há três tipos: (1) alvos difusos e intermitentes, provavelmente meteorológicos; (2) alvos nítidos e sólidos, como de avião metálico, às vezes vistos a olho nu; (3) grupos de alvos lentos e errantes, sem observação visual conhecida. A NICAP adota a terminologia do CSI, grupo de pesquisa de Nova York: o terceiro tipo são anjos, o segundo, óvnis.
12. Começa a citação da análise do CSI, sob o título Anjos explicados por dois especialistas (de dois modos diferentes): anjos típicos andam em grupo, são lentos (30 a 60 mph), muito mais visíveis ao radar que ao olho, observados desde 1943 e nunca explicados de forma aceitável. Os alvos de Washington de julho de 1952 ocorreram quando havia anjos em abundância (Relatório Técnico 180 da CAA). A visibilidade de aves no radar é muito menor que a dos anjos; aves podem ser detectadas a uma ou duas milhas, e Bonham e Blake, que ligaram anjos a aves (Scientific Monthly, abril de 1956), admitiram que as aves confirmadas visualmente estavam...Nota editorial: Número impresso 82.
Conferir original em inglês
[p. 87: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 87, contando a capa.
TRECHO 51 · PÁGINA FÍSICA 88
Página física 88, página inteira: fim da citação do CSI, consultores e início do caso de Goose Bay
Coluna da esquerda (continuação da citação do CSI) e coluna da direita (consultores da NICAP e início do caso de Goose Bay). Síntese, parágrafo a parágrafo:
1. ...a distâncias bem menores que uma milha, enquanto os anjos são vistos a 25 milhas ou mais. Para a teoria das aves funcionar, um radar comum teria de ver uma ave a 25 milhas, o que nunca foi mostrado e nenhum operador levaria a sério.
2. Algo que aparece só de vez em quando, como os anjos, não pode ser identificado com algo que está sempre presente, como as aves; para o CSI, ignorar isso mostra como a mente resiste a conclusões que não quer aceitar.
3. A outra ideia ortodoxa é a de heterogeneidades do índice de refração, de Vernon G. Plank, do Centro de Pesquisa de Cambridge da Força Aérea (Electronics, 14 de março de 1958, artigo intitulado Anjos atmosféricos imitam ecos de radar). Plank informa que as aves têm seção de radar de até 20 cm² na banda S, e que fontes não levadas pelo vento chegam a 700 cm² na banda L; as aves não explicam ecos tão grandes. Isso confirma, para o CSI, o que foi dito sobre as aves.
4. Mas os candidatos de Plank (bolhas de convecção, partes muito refrativas de camadas, regiões de anomalia de vapor ou temperatura) não voam contra o vento nem produzem os ecos nítidos dos anjos. O CSI cita Herbert Goldstein no tratado do Laboratório de Radiação Propagation of Short Radio Waves (ed. D. E. Kerr, McGraw-Hill, 1951): os gradientes de refração da atmosfera são baixos demais para explicar os ecos observados.
5. Sobre os discos voadores de radar, Plank só diz que os casos de Washington de julho de 1952 ocorreram com atmosfera muito super-refrativa e propagação anômala esparsa. O CSI responde que houve só inversão moderada naquelas noites e que essa propagação esparsa é imaginária. O outro mecanismo de Plank, imagens fantasmas de aviões refletidas num espelho de radar no solo, aconteceria o tempo todo e seria um incômodo conhecido dos operadores.
6. Merrill J. Skolnik, cientista da divisão de pesquisa da Electronic Communications, Inc., num livro de 1962, também contesta a explicação: seria preciso uma grande mudança do índice de refração em distância muito curta, e os gradientes exigidos são muito maiores que os medidos (nota 70).
7. Um consultor da NICAP, sargento de primeira classe da Força Aérea e operador de radar veterano no mundo todo, acompanhou alvos não identificados em White Sands, em Detroit e em manobras da Otan: alvos sólidos com velocidade variável de até 500 mph, que sumiam e reapareciam ou saíam do alcance.
8. Segundo ele, as ilhas de ar ionizado usadas para explicar óvnis de radar são fáceis de reconhecer: os ecos se acumulam e formam uma cauda de cometa na tela. Aves não confundem nem novatos. Os alvos problemáticos são os idênticos a objetos sólidos quando não há aparelho conhecido no lugar; há registros especiais deles, e em geral jatos decolam e outras estações são avisadas.
9. Outro consultor, o físico David L. Morgan Jr., de Madison, Connecticut, mandou à NICAP um texto que preferiu chamar de reflexões sobre o assunto, analisando tipos hipotéticos de imagem de radar e a chance de cada um ser explicado pelo tempo.
10. Morgan concluiu que um alvo que acompanha um avião não pode ser eco do avião refletido em outra superfície: se fosse um grande objeto fixo no solo, aconteceria sempre e seria conhecido; se fosse uma camada de ar ionizado, a reflexão dificilmente seria regular e nítida.
11. Resumo de Morgan: padrões de óvni muito específicos no radar só se explicariam por condições meteorológicas muito improváveis ou impossíveis, e uma inversão especial viria acompanhada de sinais comuns de inversão, fáceis de reconhecer.
12. Depois de examinar fenômenos conhecidos e teorias, a NICAP passa a casos concretos de radar.
13. Verão de 1948, Goose Bay, Labrador: início do relato do major reformado Edwin A. Jerome, enviado em 1961, sobre um alvo a cerca de 9.000 mph visto nos radares de aproximação americano e canadense diante de uma comitiva de inspeção. Síntese completa no dossiê goose-bay-radar-alvo-a-9000-mph-major-jerome-1948.Nota editorial: Número impresso 83.
Conferir original em inglês
[p. 88: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 88, contando a capa.
TRECHO 52 · PÁGINA FÍSICA 94
Página física 94, página inteira: casos fotográficos 18 (fim) a 32
Continuação dos casos fotográficos (18 a 32). Síntese, caso a caso:
18 (fim). Operação Mainbrace, 1952: as três fotos coloridas de Wallace Litwin mostrariam, segundo a imprensa, um objeto esférico prateado que cruzou depressa o céu sobre a frota; não foram divulgadas, pelo que a NICAP sabe (The Truth About Flying Saucers, Michel, p. 130).
19. Filme de David S. Bunch, Landrum, Carolina do Sul: por volta das 17h, centenas de pessoas perto de Florence viram um grande disco; cerca de seis minutos depois, um grupo de objetos redondos e brilhantes foi visto perto de Landrum por testemunhas como J. D. McLean e David S. Bunch. Bunch fez 40 pés de filme colorido de 8 mm com teleobjetiva; o filme foi à Força Aérea e visto pelo major Donald E. Keyhoe com oficiais; mostra cinco objetos ovais brilhantes.
20. Nave de reconhecimento de Adamski: pelo histórico de George Adamski como autodenominado professor de filosofia mística oriental e por pelo menos uma alegação dele provada falsa por investigadores da NICAP, as fotos são consideradas duvidosas; Frank Edwards, do conselho da NICAP e fotógrafo experiente, as considera fraudes; Adamski se recusa a ceder os negativos.
21. Caso da Base Aérea de Ellsworth: dois jatos perseguiram um óvni que deu a volta e seguiu o primeiro jato até a base; Ruppelt o chamou de o melhor caso não identificado. Segundo informação obtida por um membro da NICAP, o óvni foi filmado pela metralhadora fotográfica; carta do major Lawrence J. Tacker, porta-voz da Força Aérea, de 17/09/1958, diz que houve fotos da tela do radar e da câmera, sem nitidez suficiente, e que o caso seguia como não identificado. O filme não foi liberado para análise externa.
22. Filme da Nova Guiné: T. C. Drury, vice-diretor regional de aviação civil em Port Moresby, filmou com teleobjetiva um óvni a grande altitude deixando rastro de vapor, que subiu e sumiu; a Reuters (14/03/1954) disse que o filme foi aos EUA para processamento especial; em 19/02/1958, Drury disse a Max B. Miller que o entregou ao serviço de segurança da Comunidade Australiana e não o viu mais.
23. Foto do disco de Coniston, Inglaterra: feita por um menino de 13 anos (nome omitido por ser menor), com o irmão de 8 anos como testemunha, com uma Kodak simples. Mostra objeto claro, borrado, muito parecido com a nave de Adamski; uma projeção de Leonard G. Cramp confirmou proporções idênticas. O consultor David Wightman conhece a família e não viu motivo para suspeitar de fraude, mas a NICAP considera a foto duvidosa: é cópia exata do disco de Adamski e poderia ser recorte ou modelo, com uma marca escura ligando o objeto ao morro; admite que não há motivo aparente nem prova de falsidade.
24. Rouen, França: a RAF Flying Review (julho de 1957) publicou uma foto tirada sobre Rouen, sem dados da câmera, e a chamou de uma das poucas que parecem autênticas; o objeto lembra um disco de perfil com pequena saliência no alto, muito parecido com as fotos de Trent de 11/05/1950 (caso 7).
25. Foto do RB-29: foto da Força Aérea feita quando um óvni voou abaixo de um RB-29 perto de Dayton; mostraria uma fonte de luz circular não explicada; nunca divulgada (Ruppelt, pp. 310-312).
26. Filme do eclipse escandinavo: três aviões com cientistas e jornalistas voavam perto de Lifjell para filmar um eclipse total do sol; às 14h17, cerca de 50 pessoas viram dois discos brilhantes passar; o cinegrafista-chefe John Bjornulf filmou cerca de 10 dos 30 segundos em 16 mm colorido; o filme teria sido mostrado na TV americana em 26/12/1954.
27. Filme de Gibbons, Nova Zelândia: três óvnis em forma de disco vistos perto de Nelson por K. M. Gibbons e Alex Ingram, de pontos a 5 milhas um do outro; Gibbons fotografou com câmera Canon de 35 mm e teleobjetiva os objetos pairando sobre um lodaçal, oscilando como piões e brilhando em azul e branco; dois subiram na vertical e sumiram, depois o terceiro. Uma foto, com esferoide achatado e pequena saliência escura, está no livro de Wilkins.
28. Foto de Wannall, Havaí: o casal William L. Wannall viu três luzes grandes em formação sobre Kaimuki às 20h45; ele fotografou com Canon de 35 mm em Anscochrome; a cópia em preto e branco vista pela NICAP mostra três luzes em triângulo, duas com rastros curvos, e uma quarta luz que o fotógrafo não viu; segundo Max B. Miller, as luzes são amarelas e um rastro verde-azulado.
29. Elizabeth Klarer, Natal, África do Sul: três fotos de disco metálico contra nuvens, com câmera Brownie; a mais nítida lembra muito uma calota de carro; ela também alega contato com seres do espaço; fotos consideradas duvidosas.
30. Foto de San Bernardino, Califórnia: tirada por um rapaz de 15 anos (nome omitido por ser menor); mostra contorno elíptico de objeto parecido com disco acima de árvores e fios, cortado pela borda do quadro; poderia ser modelo de papelão erguido em primeiro plano; duvidosa.
31. Ray Stanford, Califórnia: cerca de 6 pés de filme de 8 mm de um objeto minúsculo e tremeluzente, muito subexposto (ver o dossiê do caso de 1959).
32. Twin Peaks, San Francisco: foto de objeto escuro em forma de disco com cúpula clara, sobre a cidade e montanhas, atribuída a Joe Kerska, por volta das 12h30; sem dados de câmera ou da testemunha; parece muito um modelo pequeno jogado no ar e fotografado de perto; foto considerada duvidosa.Nota editorial: Número impresso 89. Nomes de menores (casos 23 e 30) e o nome do pai do caso 30 omitidos.
Conferir original em inglês
[p. 94: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 94, contando a capa.
TRECHO 53 · PÁGINA FÍSICA 97
Página física 97, página inteira: três desenhos de Eric Aldwinckle, fim do caso 42 e casos 43 e 44
Coluna da esquerda: dois desenhos e o fim do caso 42; coluna da direita: casos 43 e 44 e um desenho. Síntese:
Desenho 1: 9 de setembro de 1954, Nova Zelândia (caso 27). Desenho feito a partir da fotografia, por Eric Aldwinckle: objeto achatado com pequena cúpula escura, cercado por halo, sobre fundo escuro pontilhado.
Desenho 2: 30 de agosto de 1951, Lubbock, Texas (caso 11). Desenho feito a partir da fotografia, por Eric Aldwinckle: luzes redondas brancas em arco, em duas fileiras, sobre fundo preto.
Fim do caso 42 (Ray Stanford, 1959): pela origem do autor houve suspeita sobre o filme, mas representantes da NICAP se impressionaram com a sinceridade dele e não se achou fraude; os filmes são registros autênticos de algum objeto, mas não sustentam o relato verbal nem são prova significativa. Max B. Miller (SAUCERS, vol. VII, n. 3 e 4) achou o filme de 8 mm sem resolução e o de 16 mm excelente, mas curtíssimo; cenas iguais nos dois tornam a simulação extremamente improvável; pensou primeiro num balão de polietileno, mas não conhecia nenhum daquela forma. Síntese completa no dossiê corpus-christi-ray-stanford-filmes-de-16-e-8-mm-1959.
43. Mike Schultz, Newark, Ohio: o Newark Advocate de 15/11/1958 publicou três fotos; com câmera barata e telescópio, Schultz fotografou o que parecia uma estrela brilhante, que se moveu e parou, duas vezes. Cada imagem é dupla, segundo o membro que enviou as cópias, por causa do movimento do aparelho. Para a NICAP, as cópias lembram reflexos internos do telescópio, como os de um astrônomo amador inexperiente; sem mais dados, não há julgamento final.
44. James M. Purdon Jr., Imperial Beach, Califórnia: engenheiro de uma empresa de aviação, fez vários pés de filme colorido de um objeto brilhante com halo, visto por ele e pela família entre 16h20 e 16h50, com câmera Kodak e teleobjetiva. Segundo o relatório dele, o objeto ficou parado muito tempo, sumiu, e minutos depois ele filmou um objeto brilhante em movimento (cerca de 20 segundos bons); o objeto chegou de uma direção, quase parou, seguiu em ângulo de 90 graus para o oceano, acelerou e oscilou; uma antena de TV serve de referência e o objeto passa por trás de uma árvore de Natal no quintal.
Desenho 3: 20 de agosto de 1957, Japão (caso 33). Desenho feito a partir da fotografia, por Eric Aldwinckle: objeto em forma de cápsula perto de nuvens cúmulos, com hachuras diagonais.Nota editorial: Número impresso 92.
Conferir original em inglês
[p. 97: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 97, contando a capa.
TRECHO 54 · PÁGINA FÍSICA 99
Página física 99, página inteira: casos fotográficos 47 (fim) a 51 (início)
Continuação dos casos fotográficos (fim do 47 ao início do 51). Síntese:
47 (fim). Joe Perry: Max B. Miller completa que o halo esverdeado acompanha o defeito, efeito de um revelador de cor compensando em excesso em volta da emulsão não revelada ou da sujeira.
48. Schedelbauer, Viena: o repórter Edgar Schedelbauer, do jornal Wiener Montag, fotografou objeto redondo e brilhante que, segundo ele, pairou baixo por dez segundos emitindo calor; o jornal, dizendo que especialistas a declararam autêntica, publicou a foto na capa como a mais sensacional do século. A foto mostra objeto branco como a cúpula de um paraquedas, sobre fundo preto, sem referências. A NICAP pediu foto e negativo e não teve resposta; caso incompleto, e a NICAP se diz cética porque esse tipo de foto é fácil de falsificar.
49. Hazel Green, Wisconsin: formulário assinado recebido em julho de 1960 de uma moradora que fez o filme (nome omitido por cautela, idade não informada), prometendo emprestar a cópia quando a Força Aérea a devolvesse. O filme chegou ao subcomitê da NICAP em Minneapolis em abril de 1963 e foi examinado também por Ralph Rankow, em Nova York, e devolvido em junho de 1963. As análises o julgaram sem valor: imagens minúsculas, quase do tamanho do grão, sem movimento além do salto normal do filme, presentes também em cenas contra o chão; uma cena banal de fazenda aparece entre as supostas cenas de óvni. Pelo relato, três objetos em forma de disco passaram em formação, oscilando, às 17h50, filmados em 8 mm num rolo de cenas de família. A NICAP supõe que a filmagem falhou e que a família tomou manchas comuns por óvnis; o filme não confirma o relato.
50. Linz, Áustria: foto de óvni globular mais iluminado embaixo, perto de galhos fora de foco. Max B. Miller calculou cerca de 6 graus de diâmetro, achou a imagem fora de foco e não borrada por movimento, e deu opinião totalmente negativa.
51. Jay Rees, San Francisco: início do caso, apresentado como de condições ideais de análise; relato da observação de 09/08/1960, das 12 fotos, dos seis argumentos de Rees contra a hipótese de balão e da análise de Max B. Miller. Síntese completa no dossiê san-francisco-jay-rees-fotos-provavel-balao-1960.Nota editorial: Número impresso 94. Nome da autora do filme do caso 49 omitido por cautela (idade não informada).
Conferir original em inglês
[p. 99: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 99, contando a capa.
TRECHO 55 · PÁGINA FÍSICA 100
Página física 100, página inteira: casos fotográficos 51 (fim) a 58 (início)
Continuação dos casos fotográficos (fim do 51 ao 58). Síntese:
51 (fim). Jay Rees: o subcomitê de Minneapolis, com Wallace Roepke, ex-programa Skyhook da General Mills, e o astrônomo Hub T. Sherman, ouviu técnicos de balões; quatro de seis especialistas pendiam para o balão, e a NICAP concluiu que o objeto provavelmente era um grande balão de pesquisa de plástico a 60.000 pés ou mais. Síntese completa no dossiê do caso.
52. Foto do satélite misterioso de 25/08/1960: a Grumman Aircraft, de Long Island, mandou à NICAP cópia de contato e ampliação mostrando o movimento de um objeto desconhecido em relação às estrelas; segundo a Grumman, movia-se a velocidade comparável à de satélites, mas de leste para oeste.
53. Aviador de terceira classe Bellett, Golden, Colorado: foto enviada em carta de 16/01/1961, depois o negativo; Max B. Miller diagnosticou defeito comum de negativo, causado por sujeira no momento da exposição. A foto mostra uma linha escura fina, como um charuto fino, acima de um planalto; nada foi visto a olho nu.
54. Harry Caslar, Base Aérea de Eglin, Flórida: às 16h45, filmando o filho na praia, viu um óvni vindo do mar e o filmou em 8 mm; o jornal local que viu o filme disse que mostrava objeto charuto ou elíptico fazendo meia-volta sobre o Golfo. Ele recusou emprestar o filme à Força Aérea e à NICAP; pela descrição parece importante, mas a NICAP não o viu.
55. Triângulo de Nashville: objeto brilhante, aparentemente triangular, a grande altitude, visto em ampla área perto de Nashville das 17h ao pôr do sol; dados e fotos reunidos pelo membro Paul Norman; jatos da Marinha não alcançaram a altitude, de cerca de 60.000 pés. A NICAP concluiu que provavelmente era um balão de pesquisa de grande altitude, do tipo Moby Dick, que tem forma piramidal e pode parecer triangular. O diretor-assistente da NICAP conta ter visto um Moby Dick sobre Nova Orleans que só identificou com um telescópio astronômico.
56. Newark, Ohio: em junho de 1961 a NICAP soube por telegrama de filmes coloridos feitos por um rapaz de 16 anos (nome omitido por ser menor), informados por um jovem pesquisador que foi uma das cinco testemunhas. A. B. Ledwith, membro com experiência em análise fotográfica no Observatório Astrofísico Smithsonian, viu o filme e recomendou análise e cópias. Uma cópia, paga pela NICAP, foi enviada a Max B. Miller em 07/08/1961, mas o acúmulo de trabalho deixou várias análises pendentes, e Miller deixou de ser consultor. O filme, feito entre 22h e meia-noite com câmera Brownie de 8 mm e teleobjetiva, mostra três objetos onde a olho nu se via uma luz branca; Ledwith descartou provisoriamente reflexos e defeitos.
57. Akron, Ohio: foto colorida de suposto óvni tirada por um menino de 12 anos (nome omitido por ser menor), enviada a Max B. Miller, sem relatório recebido; o objeto parece um foguete de fogos de artifício (Ektachrome, 1/1250 s).
58. Fotos da Lua de Paccione: quatro fotos de uma mancha escura cruzando o disco da Lua, enviadas por Ralph Rankow; o jovem funcionário Michael Paccione as fez por volta de 20 de setembro, após 20h30, com telescópio refrator Starmaster e câmera reflex de 35 mm, filme Tri-X, exposições de 1, 2 e 3 segundos. Rankow, fotógrafo profissional, considera os negativos autênticos; seguem-se os exames de James C. Bartlett Jr. e Sidney Parsons.Nota editorial: Número impresso 95. Nomes dos menores dos casos 56 e 57 e do jovem informante do caso 56 omitidos.
Conferir original em inglês
[p. 100: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 100, contando a capa.
TRECHO 56 · PÁGINA FÍSICA 102
Página física 102, página inteira: Physical & Physiological Effects, texto e tabela de 35 casos
Abertura da subseção Efeitos físicos e fisiológicos e tabela de 35 casos. Síntese do texto e tradução da tabela:
Texto: além de radar, efeitos eletromagnéticos e fotos, houve outras indicações de realidade física dos óvnis, como marcas ou substâncias deixadas no solo e efeitos fisiológicos nas testemunhas, em geral passageiros e leves. A tabela reúne 35 casos de amostra, cerca de metade tirada do relato de Aimé Michel sobre a onda francesa do outono de 1954. Na maioria dos casos não houve investigação científica, e a NICAP diz que eles não provam nada, mas que relatos parecidos de testemunhas independentes merecem atenção. A NICAP levanta a hipótese de que a radiação eletromagnética presumida dos óvnis, que afetaria circuitos elétricos, também afete o corpo humano em certas condições.
Tabela (data, local; efeito fisiológico, físico ou vestígio; descrição; notas):
23/07/1948, Montgomery, Alabama; físico; avião de passageiros sacudido quando o óvni passou (caso Chiles-Whitted); [Seção V]
01/07/1954, Walesville, Nova York; fisiológico; calor intenso; [71]
10/09/1954, perto de Quarouble, França; fisiológico, físico e vestígio; paralisia, marcas, árvores enegrecidas; [72]
17/09/1954, Vienne, França; fisiológico; formigamento como choque elétrico; [73]
24/09/1954, Corrèze, França; físico; galhos secos e retorcidos; [74]
26/09/1954, Chabeuil, França; físico; círculo de 10 pés, folhagem amassada; [75]
27/09/1954, Prémanon, França; físico; buracos no chão, capim achatado; [76]
28/09/1954, Bouzais, França; fisiológico; paralisia, perda de consciência; [77]
03/10/1954, Nessier, França; vestígio; manchas oleosas; [78]
03/10/1954, Ronsenac, França; físico; capim achatado; [79]
04/10/1954, Saint-Seine-l'Abbaye, França; físico; cratera de mais de 4 pés; [80]
07/10/1954, Le Mans, França; fisiológico; formigamento, paralisia parcial; [81]
07/10/1954, Monteux, França; fisiológico; paralisia; [82]
09/10/1954, Briatexte, França; vestígio; depósito pegajoso acastanhado; [83]
11/10/1954, Clamecy, França; fisiológico; choque elétrico, paralisia; [84]
14/10/1954, Méral, França; vestígio; depósito pegajoso; [85]
15/10/1954, Rovigo, Itália; vestígio; cratera de 20 pés, árvores carbonizadas; [86]
16/10/1954, perto de Baillolet, França; fisiológico; choque elétrico; [87]
18/10/1954, Auverne, França; fisiológico; paralisia; [88]
22/07/1955, Cincinnati, Ohio; fisiológico e vestígio; pele queimada, árvore petrificada; [89]
06/08/1955, Cincinnati, Ohio; fisiológico; olhos muito irritados; [90]
25/08/1955, Bedford, Indiana; físico; marcas semicirculares no chão; [91]
02/11/1955, Williston, Flórida; fisiológico; calor ardeu no corpo; sem nota
31/07/1957, Galt, Ontário, Canadá; físico; manchas queimadas, marcas no chão; [92]
03/11/1957, Scotia, Nebraska; fisiológico; efeito descrito na página seguinte (detalhe omitido por envolver menor identificado); [93]
04/11/1957, São Vicente, Brasil; fisiológico; queimaduras de 1º e 2º grau em 10% do corpo; [94]
04/11/1957, Alamogordo, Novo México; fisiológico; queimaduras leves no rosto; [Seção XII]
06/11/1957, perto de Merom, Indiana; fisiológico; pele vermelha, olhos inchados; [Seção XII]
10/11/1957, Madison, Ohio; fisiológico; efeitos descritos nesta seção (detalhe omitido por se tratar de dados de saúde de uma particular); [detalhado nesta seção]
20/02/1958, perto de Española, Novo México; fisiológico; queimaduras na pele, radioatividade relatada; [95]
05/05/1958, perto de San Carlos, Uruguai; fisiológico; calor intenso, efeito eletromagnético; [Seção X]
07/09/1959, perto de Lexington, Kentucky; vestígio; anel manchado de 13 pés; [96]
24/05/1960, Ocumare del Tuy, Venezuela; físico; marcas queimadas em forma de losango; [97]
12/05/1962, Argentina; fisiológico; brilho intenso feriu os olhos; [Seção XII]
12/05/1962, perto de La Pampa, Argentina; vestígio; mancha acinzentada no chão; [Seção XII]
Totais: fisiológico 20; físico 10; vestígios 8.Nota editorial: Número impresso 97. Descrições das linhas de Scotia (menor) e Madison (saúde de particular) omitidas.
Conferir original em inglês
[p. 102: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 102, contando a capa.
TRECHO 57 · PÁGINA FÍSICA 103
Página física 103, página inteira: efeitos fisiológicos de novembro de 1957, subseção Sound e primeira parte da tabela de sons
Coluna da esquerda e alto da direita: efeitos fisiológicos de novembro de 1957; resto da direita: início da subseção Som; pé da página: primeira parte da tabela de sons. Síntese e tradução da tabela:
1. Como na onda francesa de 1954, a onda de novembro de 1957 nos EUA trouxe relatos de efeitos físicos e fisiológicos. Em Scotia, Nebraska, em 3 de novembro, um menino de 10 anos (nome omitido por ser menor) ordenhava vacas quando viu um objeto oblongo circulando baixo sobre o celeiro, com zumbido, e foi até a cerca olhar. Segundo o relato, ele não conseguiu se mover até o objeto ganhar altura e se afastar, e no lugar ficaram vapores pesados no ar.
2. Uma semana depois, em Madison, Ohio, entre 1h e 2h de 10 de novembro, uma criadora de cães (nome omitido aqui, porque o trecho trata da saúde dela) saía do canil numa noite escura, com neve e vento, quando notou o céu claro e viu, a cerca de 60 pés do chão, um objeto enorme e brilhante, de cor fosforescente, com base de uns 40 pés de largura e 9 a 10 de espessura e topo em cúpula mais brilhante, com nuvens como de escapamento de um lado. Ela correu para casa; quando voltou, às 1h55, o objeto tinha sumido, sem ruído nem cheiro. Relatou o caso dias depois.
3. O livro descreve em seguida os efeitos que a testemunha atribuiu ao episódio e a correspondência posterior com a NICAP, inclusive uma carta de janeiro de 1959 que ela pediu que fosse confidencial; esses dados de saúde foram omitidos. A NICAP comenta que testemunhas às vezes precisam de apoio psicológico diante das negativas oficiais, e registra que ela se sentiu enganada pelas autoridades, foi levada a sério pela defesa civil local, rejeitada por alguns amigos, assediada por curiosos e repelida por crentes que viam naves em qualquer luz; segundo a NICAP, era uma mulher inteligente e equilibrada, que deixou o canil para se dedicar a buscar a verdade sobre os óvnis.
4. Som: a ideia de que os óvnis são silenciosos vale em geral, mas num número surpreendente de casos houve ruídos, que deveriam ser estudados porque podem dar pistas sobre a natureza deles. As descrições são vagas porque os investigadores não insistem no tema, por causa do estereótipo do óvni silencioso.
5. Um estudo útil exigiria distâncias estimadas ou medidas, gravações do som e dados da aparência e das manobras do objeto; uma investigação completa exigiria equipamento de detecção e amplificação de som. A tabela é só descritiva, para organizar padrões provisórios.
Tabela (data, local; tipo de óvni; distância estimada; som e manobras):
01/08/1952, Sharonville, Ohio; disco branco; baixo; estalos enquanto subia depois de voo nivelado.
17/09/1954, perto de Roma, Itália; parecido com pião; 3.600 a 6.000 pés (acompanhamento por radar); série de explosões secas e entrecortadas [Seção X].
12/11/1954, Oolitic, Indiana; bola branca; sem distância; pairou, explodiu como tiro de espingarda e partiu em alta velocidade.
29/07/1955, Cincinnati, Ohio; bola brilhante; sem distância; ruído agudo e penetrante enquanto ziguezagueava em curvas fechadas [Seção VII].
27/01/1957, Glendora, Califórnia; 2 discos âmbar; sem distância; pairaram e partiram depressa com ruído de sopro.
02/08/1957, Sebago Lake, Maine; luz esverdeada brilhante; sem distância; manobrou, às vezes depressa; pairou 30 minutos com zumbido alto.
02/11/1957, Levelland, Texas; em forma de torpedo; primeiro no chão, subiu e passou baixo sobre um caminhão; rajada de vento e ruído como trovão.
05/11/1957, perto de Ringwood, Illinois; bola luminosa; 2.000 pés de altitude; ruído como de água agitada.
06/11/1957, Dunn, Carolina do Norte; em forma de abajur; sem distância; estampido seco chamou a atenção da testemunha, que viu o óvni subir na vertical.
06/11/1957, Dugger, Indiana; cerca de 40 pés de diâmetro, sem descrição; 1.000 pés de altitude; pairou, subiu na vertical e se afastou na horizontal com zunido.Nota editorial: Número impresso 98. Nome do menor de Scotia e nome e dados de saúde da testemunha de Madison omitidos; o restante do conteúdo da página está sintetizado. Grafia "11-6157" na linha de Dunn é erro do original por 11-6-57.
Conferir original em inglês
[p. 103: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 103, contando a capa.
TRECHO 58 · PÁGINA FÍSICA 104
Página física 104, página inteira: fim da tabela de sons, análise dos sons e início de Angel's Hair
Alto da página: fim da tabela de sons; coluna da esquerda: análise dos sons; coluna da direita: início da subseção Cabelo de anjo. Tradução da tabela e síntese:
11/08/1958, Acright, Nova York; luz branca brilhante; sem distância; movia-se aos saltos, com zumbido grave.
21/09/1958, Sheffield Lake, Ohio; disco brilhante; 6 pés de altitude, 10 pés de distância; zunido ou gemido constante.
26/10/1958, Baltimore, Maryland; elipse brilhante; 320 pés de distância, pairando baixo sobre uma ponte; pairou e subiu na vertical com estrondo explosivo.
03/02/1959, Oil City, Pensilvânia; circular; abaixo de um teto baixo de nuvens; passagem em alta velocidade com ruído de sopro.
13/07/1959, Blenheim, Nova Zelândia; disco; abaixo da copa das árvores; desceu, pairou com zumbido baixo e subiu na vertical em alta velocidade com um gemido fino e agudo [Seção XIV].
17/08/1960, Folsom, Califórnia; escuro, com luzes no corpo; sem distância; gemido como de pião girando.
18/08/1960, Dunsmuir, Califórnia; oblongo avermelhado; sem distância; som como de vento forte.
13/09/1962, perto de Overfield, Inglaterra; disco acinzentado; mais ou menos à altura de postes telegráficos; pairou e fez ruído de sopro ao se afastar depressa.
1. Os 18 casos foram escolhidos entre cerca de 50 casos de som disponíveis, só com óvnis de comportamento típico (curvas fechadas, manobras erráticas, aceleração rápida), excluindo voos em linha reta a velocidade moderada, para reduzir o risco de incluir aviões vistos em condições incomuns. O resultado cobre datas e lugares variados.
2. Padrões aparentes: óvnis com ruído explosivo seco em aceleração rápida ou alta velocidade; óvnis com zumbido (gemido ou zunido) quando pairam ou andam devagar; óvnis com assobio ou sopro, como ar em movimento.
3. Supondo a amostra representativa, a NICAP trata zunido, gemido e zumbido como um só tipo de som, às vezes comparado ao de um motor elétrico ou gerador.
4. O teórico francês tenente Plantier propôs tirar força de propulsão dos raios cósmicos, transformando a energia num campo de força local, variável e dirigível; a teoria prevê alguns traços dos óvnis, mas exclui estrondos sônicos (um colchão de ar amorteceria o som), e há indícios de que os óvnis os produzem.
5. O professor Hermann Oberth sugeriu que quem opera os óvnis domina o controle da gravidade; a NICAP pergunta se isso explicaria a aparente fuga às leis da inércia, a característica mais difícil de explicar.
6. Deixando de lado a inércia e supondo aparelhos controlados, os sons poderiam ser estrondos sônicos reais, ruídos de motor como o de um motor elétrico e o assobio do ar em volta de um corpo sólido em movimento; a NICAP chama isso de especulação.
7. Só os estrondos sônicos parecem ser ouvidos a distância; em distâncias de aviões de grande altitude, os óvnis seriam praticamente silenciosos. O caso da Nova Zelândia de 13/07/1959 sugere relação direta entre a intensidade do som e a aceleração.
8. Cabelo de anjo: substância como teia de aranha que cai do céu, às vezes em grande quantidade, associada a óvnis em cerca de metade dos casos; muitas vezes é teia de aranhas levadas pelo vento (Natural History, janeiro de 1951), e ao menos uma vez acharam aranhas no material. A NICAP não a considera prova significativa, mas há relatos que levam a suspender o julgamento.
9. Exemplo: o Humboldt Times de 11 e 12/11/1958 relatou chuvas de material como teia em Trinidad, Rio Dell e outras cidades do norte da Califórnia em 9 de novembro, com fios de 5 a 6 pés e até 40 pés; dois pescadores disseram que o barco ficou coberto; o biólogo Erwin Bielfuss, do Humboldt State College, descartou mofo e produto animal e sugeriu vegetal ou plástico; nenhuma aranha foi achada.
10. Início da declaração do biólogo Craig Phillips sobre fios caídos no mar perto de Miami, por volta de 1957. Síntese completa no dossiê miami-curador-do-seaquarium-fios-de-anjo-no-mar-1957.Nota editorial: Número impresso 99.
Conferir original em inglês
[p. 104: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 104, contando a capa.
TRECHO 59 · PÁGINA FÍSICA 105
Página física 105, página inteira: fim da declaração de Craig Phillips e tabela de quedas de cabelo de anjo (1741 a 1955)
Alto da página: fim da declaração de Craig Phillips e comentário da NICAP; resto da página: primeira parte da tabela Quedas de cabelo de anjo ou de teia. Síntese e tradução da tabela:
1. Fim da declaração de Craig Phillips (05/11/1963): sem aranhas nos fios, amostra desaparecida do frasco e conclusão de que os fios podiam ser outra coisa que não teia. Síntese completa no dossiê do caso.
2. Comentário da NICAP: o sumiço é relatado com frequência e é usado por alguns para distinguir o verdadeiro cabelo de anjo da teia; nesse caso ele desaparece antes da análise e não serve como prova física. Biólogos não explicaram por aranhas o material que sumiu; o que não sumiu não mostra padrão. A tabela reúne todos os casos datados compilados pela NICAP.
Tabela (data, local; óvni relatado; dissipação; aranhas; observações e fontes):
21/09/1741, Bradly, Inglaterra; sem marcas; fios de 5 a 6 polegadas caíram com certa velocidade por horas, em grande quantidade [de Charles Fort].
20/09/1892, Gainesville, Flórida; sem marcas; quantidade enorme, como grandes lençóis brancos, alguns com 50 jardas ou mais [Proceedings da Sociedade Entomológica de Washington, vol. II, 1892, pp. 385-388].
21/11/1898, Montgomery, Alabama; sem marcas; fios de várias polegadas caíram em lotes, ditos fosforescentes [de Charles Fort].
10/11/1949, Depues Ferry, Pensilvânia; óvni relatado [Inside Saucer Post... 3-0 Blue, Stringfield, p. 49].
11/10/1950, condado de Butte, Califórnia; óvni relatado; amostra analisada pelo dr. Willis J. Gertsch, do Museu de História Natural, identificada como teia [Natural History, janeiro de 1951].
11/10/1950, Paradise, Califórnia; óvni relatado; dissipação; dissipação parcial, restando fios brancos parecidos com teia, mas muito mais resistentes [Chico Enterprise-Record, 12/10/1950].
17/10/1952, Oloron, França; óvni relatado; dissipação; fibras queimaram como celofane [Michel, The Truth About Flying Saucers, pp. 146-147].
27/10/1952, Gaillac, França; óvni relatado; dissipação [ibid., p. 148].
15/04/1953, Auckland, Nova Zelândia; dissipação [Maney e Hall, Challenge of UFOs, p. 59].
30/05/1953, Christchurch, Nova Zelândia; óvni relatado [ibid., p. 59].
09/10/1953, Melbourne, Austrália; dissipação [ibid., p. 59].
13/10/1953, Pleasant Hill, Califórnia; óvni relatado [ibid., p. 59].
16/11/1953, San Fernando Valley, Califórnia; óvni relatado; dissipação [Pageant, novembro de 1954].
19/10/1954, Fort Wayne, Indiana; sem marcas [Stringfield, obra citada, p. 49].
22/10/1954, Marysville, Ohio; óvni relatado; dissipação [Maney e Hall, obra citada, pp. 40-42].
28/10/1954, Roma, Itália; óvni relatado [ibid., p. 59].
04/11/1954, Nelson, Nova Zelândia; óvni relatado [Stringfield, obra citada, p. 49].
08/11/1954, Florença, Itália; óvni relatado [ibid., p. 59].
12/12/1954, Christchurch, Nova Zelândia; óvni relatado [ibid., p. 49].
21/02/1955, Horseheads, Nova York; sem marcas; branco, fibroso e muito impregnado de fuligem e sujeira, sem cheiro, não queimou depressa [AP, 22/02/1955].Nota editorial: Número impresso 100.
Conferir original em inglês
[p. 105: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 105, contando a capa.
TRECHO 60 · PÁGINA FÍSICA 106
Página física 106, página inteira: tabela de cabelo de anjo (1955 a 1962), totais, comentário e notas E-M 1 a E-9
Tabela de cabelo de anjo (continuação), totais, comentário e início das notas. Tradução e síntese:
29/07/1955, Sacramento, Califórnia; sem marcas [Stringfield, obra citada, p. 49].
01/09/1955, Edmore, Michigan; óvni relatado; caiu devagar em tufos, alguns do tamanho de travessas grandes [Edmore Times, 09/09/1955].
02/10/1955, Uhrichsville, Ohio; óvni relatado [Seção VII].
10/10/1955, Cincinnati, Ohio; óvni relatado [Stringfield, obra citada, p. 49].
27/10/1955, Whitsett, Carolina do Norte; óvni relatado; analistas divergiram se a substância era animal ou sintética [Greensboro Daily News, 28/10/1955].
10/07/1956, Melbourne, Austrália; dissipação; milhões de fios brancos como teia [Bournemouth Echo, 10/07/1956].
19/08/1956, St. Louis, Missouri; sem marcas [Stringfield, obra citada, p. 49].
25/09/1956, Cincinnati, Ohio; sem marcas; analisado pela Força Aérea, identificado como fibras de raiom [CRIFO Orbit, 02/11/1956 e 07/12/1956].
30/09/1956, Cherry Valley, Illinois; óvni relatado [CRIFO Orbit, 07/12/1956].
15/10/1956, Indianápolis, Indiana; óvni relatado [Stringfield, obra citada, p. 50].
16/10/1956, Fond du Lac, Wisconsin; sem marcas [ibid., p. 50].
28/04/1957, Christchurch, Nova Zelândia; sem marcas [ibid., p. 50].
04/10/1957, Ichinoseki, Japão; sem marcas [Flying Saucer Review, Londres, jan.-fev. de 1958].
17/10/1957, perto de Fátima, Portugal; dissipação [Irish News, de Lisboa, 23/10/1957].
23-24/10/1957, Portales, Novo México; sem marcas; fios de até 50 pés, em quantidade enorme [Associated Press, 24-25/10/1957].
09/10/1958, Portales, Novo México; sem marcas [Associated Press, 10/10/1958].
09/11/1958, condado de Humboldt, Califórnia; sem marcas; fios de 5 a 6 pés e um relato de fio de 40 pés por um despachante de aeroporto.
26-27/10/1959, Savannah, Geórgia; sem marcas [Savannah Morning News, 04/11/1959].
03/11/1959, Centerville, Geórgia; aranhas encontradas [Atlanta Journal, 05/11/1959].
05/08/1961, Mt. Hale, Austrália; óvni relatado; dissipação; objetos visíveis viajavam aos pares, como em Gaillac e Oloron; substância descrita como malha fina branca como neve [jornal de Perth, Austrália Ocidental, 06/08/1961].
14/10/1961, Sunset, Utah; óvni relatado [relato de membro].
11/11/1962, Lakeland, Flórida; óvni relatado; laços e espirais de filamentos de teia vistos no céu, sem relato de chegarem ao chão [Lakeland Ledger, 12/11/1962].
Totais: 43 casos; óvni relatado em 23; dissipação em 12; aranhas em 1.
Comentário: em pouco mais da metade dos 43 casos (23) foram vistos objetos não identificados, mais descritos como charutos ou bolas prateadas; houve relatos de aceleração e alta velocidade, mas quem vê algo de perto e pensa ser um objeto maior e distante pode superestimar a velocidade. Os casos de charutos, às vezes com objetos redondos, junto com quedas de cabelo de anjo são os mais difíceis de explicar. A dissipação rápida foi relatada em 12 dos 43 casos, e em 7 desses houve também óvnis vistos.
Notas, efeitos eletromagnéticos: 1. Electro-Magnetic Effects Associated With Unidentified Flying Objects (UFOs), do subcomitê de Washington da NICAP, junho de 1960. 2. Casos E-M por número: E-1. Stringfield, Leonard H., Inside Saucer Post... 3-0 Blue (Cincinnati). E-2. Time, 09/05/1949. E-3. Tulsa Tribune, 01/12/1957. E-4. Lorenzen, Coral, The Great Flying Saucer Hoax (William-Frederick Press, 1962), pp. 19-22. E-5. Relato à NICAP. E-6. Miller, Max B. (Los Angeles). E-7. Relato à NICAP. E-8. Aerial Phenomena Research Organization (Tucson, Arizona). E-9. Relato à NICAP.Nota editorial: Número impresso 101.
Conferir original em inglês
[p. 106: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 106, contando a capa.
TRECHO 61 · PÁGINA FÍSICA 107
Página física 107, página inteira: notas E-10 a E-106, (a) a (k), 3 a 6 e notas de radar 7 a 20
Página de notas (efeitos eletromagnéticos, continuação; notas 3 a 6; notas de radar 7 a 20). Tradução linha a linha; títulos de livros e periódicos mantidos no original; endereços postais resumidos à cidade:
E-10. Faria, J. Escobar (São Paulo, Brasil). E-11. Lancaster, Pensilvânia, Intelligencer-Journal, 17/09/1954. E-12. New Orleans Item, 21/09/1954. E-13. Michel, Aimé, Flying Saucers and the Straight Line Mystery (Criterion, 1958), p. 143. E-14. Ibid., p. 150. E-15. Ibid., p. 157. E-16. Ibid., p. 158. E-17. Ibid., p. 160. E-18. Ibid., p. 175. E-19. Ibid., p. 185. E-20. Ibid., p. 198. E-21. Ibid., p. 203. E-22. Ibid., p. 204.
E-23. CRIFO Newsletter, 03/12/1954 (Stringfield). E-24. Michel, obra citada, p. 204. E-25. Ibid., p. 211. E-26. North East Breeze (semanal), semana de 05/12/1954. E-27. Keyhoe, Donald E., Flying Saucer Conspiracy (Holt, 1955), p. 249. E-28. Ibid., p. 265. E-29. CSI (Nova York); Michel, obra citada, p. 236. E-30. Indianapolis Star, 27/08/1955. E-31. Flying Saucer Review, set.-out. de 1955 (Londres). E-32. Relato à NICAP. E-33. Fulton, H. H., consultor da NICAP na Nova Zelândia (de Japan News). E-34. CRIFO Orbit (antes Newsletter), 07/09/1956.
E-35. Trench, Brinsley le Poer (org.), World UFO Roundup (Citadel, 1958), pp. 96-97. E-36. Mobridge, Dakota do Sul, Tribune, 22/11/1956; Bowman, Dakota do Norte, Pioneer, 22/11/1956. E-37. Relato à NICAP (de relatório de inteligência da Força Aérea). E-38. Thirouin, Marc, Ouranos (Bondy, Seine, França). E-39. Aerial Phenomena Research Organization (APRO). E-40. Relato à NICAP. E-41. Trench, obra citada, pp. 162-163. E-42. Relato à NICAP. E-43. APRO Bulletin, setembro de 1959. E-44. Associated Press, 04/11/1957. E-45. Casper, Wyoming, Tribune-Herald, 05/11/1957; também relato à NICAP.
E-46. Charlotte, Carolina do Norte, Observer, 04/11/1957. E-47. Hobbs, Novo México, News-Sun, 05/11/1957. E-48. Amarillo Daily News, 04/11/1957. E-49. Associated Press, 03/11/1957 etc. E-50. Winnipeg Tribune, 07/11/1957. E-51. Faria, J. Escobar, consultor brasileiro da NICAP. E-52. APRO Bulletin, setembro de 1959. E-53. Chicago Tribune, 05/11/1957. E-54. Toronto Daily Star, 05/11/1957. E-55. Clark, Terry, The Day All Roads Led to Alamogordo, Writer's Digest, dezembro de 1957; Associated Press, 04/11/1957 etc.
E-56. Anchorage, Alasca, Daily News, 04/11/1957. E-57. Relato à NICAP. E-58. San Antonio Light, 06/11/1957. E-59. Amarillo News, 07/11/1957. E-60. Relato à NICAP. E-61. El Paso, Texas, Times, 07/11/1957. E-62. Aurora, Illinois, Beacon-News, 07/11/1957. E-63. Marietta, Ohio, Times, 06/11/1957. E-64. Associated Press, 06/11/1957. E-65. Houston Chronicle, 06/11/1957. E-66. Santa Fe New Mexican, 06/11/1957. E-67. Hammond, Indiana, Times, 07/11/1957. E-68. Relato à NICAP. E-69. CSI Newsletter n. 10. E-70. Michel, obra citada, p. 263. E-71. APRO Bulletin, novembro de 1957. E-72. Ibid.
E-73. Hammond, Indiana, Times, 13/11/1957. E-74. Plymouth, New Hampshire, Record, 14/11/1957. E-75. Hazleton, Pensilvânia, Plain Speaker, 13/11/1957. E-76. Chicago American, 15/11/1957; St. Louis Post Dispatch, 15/11/1957 etc. E-77. Faria, J. Escobar (São Paulo). E-78. Ibid. E-79. Ellensburg, Washington, Daily Record, 04/12/1957. E-80. Ontario Daily Nugget, 04/12/1957. E-81. Grant County, Washington, Journal, 10/12/1957. E-82. Relato à NICAP. E-83. UFO Bulletin, março de 1958 (Sydney, Austrália). E-84. La Prensa, 01/02/1958; United Press. E-85. Lorenzen, Coral, obra citada, pp. 143-144. E-86. Relato à NICAP. E-87. Faria, J. Escobar (de jornais italianos). E-88. Faria, J. Escobar. E-89. Takanashi, Jun'ichi, Modern Space Flight Association (Toyonaka, Osaka, Japão).
E-90. Relato à NICAP; também jornais de Baltimore, 27/10/1958. E-91. Greenville, Pensilvânia, Record-Argus, 31/01/1959. E-92. Flying Saucer Review, set.-out. de 1959. E-93. Associated Press, 26/02/1959. E-94. Gallipolis, Ohio, Daily Tribune, 20/03/1959. E-95. APRO Bulletin, novembro de 1959. E-96. Relato à NICAP. E-97. APRO Bulletin, setembro de 1959. E-98. Lorenzen, Coral, obra citada, pp. 175-176. E-99. Bolton, Whitney, Newark Evening News, 05/11/1959. E-100. Grand Forks, Dakota do Norte, Herald, 21/01/1960. E-101. Relato à NICAP. E-102. Flying Saucer Review, mar.-abr. de 1962. E-103. Ibid., nov.-dez. de 1962. E-104. Relato à NICAP. E-105. San Francisco Examiner, 08/11/1963. E-106. Carson City Nevada Appeal, 14/11/1963.
(a) Portland Oregonian, 07/07/1947. (b) Associated Press, 23/07/1952. (c) Trench, obra citada, pp. 115-116. (d) Glendora, Califórnia, Press, 31/01/1957. (e) Washington Star, 08/05/1957 e 09/05/1957. (f) Miller, Max B., Saucers, inverno de 1957/58. (g) Houston Chronicle, 07/11/1957. (h) Honolulu Star-Bulletin, 29/11/1957. (i) Ann Arbor, Michigan, News, 02/12/1957. (j) Buffalo, Nova York, Courier Express, 16/08/1958. (k) Portland, Maine, Press-Herald, 08/12/1959.
3. St. Louis Globe-Democrat, 30/07/1963. 4. Missiles & Rockets, 16/09/1963. 5. Space Propulsion Technology, audiências da Comissão de Ciência e Astronáutica da Câmara dos Representantes dos EUA, 87º Congresso, 1ª sessão, n. 4, publicação da comissão, 1961. 6. Ibid., p. 216.
Radar: 7. Ruppelt, Edward J., Report on Unidentified Flying Objects (Doubleday, 1956), p. 68. 8. Keyhoe, Donald E., Flying Saucers From Outer Space (Henry Holt, 1953), p. 33 (de relatório de inteligência da Força Aérea). 9. Ibid., p. 34 (idem). 10. Ruppelt, obra citada, p. 68. 11. Life, 07/04/1952 (de relatório de inteligência da Força Aérea). 12. Ruppelt, obra citada, p. 103; True, agosto de 1950. 13. Keyhoe, obra citada, p. 48 (de relatório de inteligência da Força Aérea). 14. Ibid., p. 48 (idem). 15. Ruppelt, obra citada, p. 135. 16. Ibid., p. 167. 17. Ibid., p. 190. 18. Keyhoe, obra citada, p. 52 (de relatório de inteligência da Força Aérea). 19. Ruppelt, obra citada, p. 201. 20. Time, 11/08/1952.Nota editorial: Número impresso 102. O texto do acervo perde os números E-10 a E-72.
Conferir original em inglês
[p. 107: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 107, contando a capa.
TRECHO 62 · PÁGINA FÍSICA 109
Página física 109 (impressa 105), página inteira: abertura da seção IX, “The Air Force Investigation”, resumo, parte A (sigilo do governo) e início da parte B (regulamentos da Força Aérea)
Seção IX, A investigação da Força Aérea. Resumo: a NICAP sustenta que a Força Aérea pratica um grau intolerável de sigilo e retenção de informação em sua política pública sobre OVNIs e recusa uma avaliação independente de seus dados. O texto apresenta duas escolas de pensamento sobre o motivo: (1) a Força Aérea teria obtido prova significativa da realidade dos OVNIs e a reteria até que o público estivesse psicologicamente preparado, num programa guiado por algum órgão superior; (2) a retenção não viria de conhecimento especial, mas, de modo mais ou menos inconsciente, da burocracia, da falta de continuidade do projeto e de divergências internas. Em qualquer caso, diz a NICAP, a política sigilosa é sintoma do sigilo governamental que cresceu desde a Segunda Guerra e deve ser vista nesse contexto; por isso a seção vem em forma de roteiro: A. Antecedentes do sigilo do governo; B. Regulamentos e políticas da Força Aérea (1. história do projeto); C. Declarações da Força Aérea sobre sua investigação e réplicas da NICAP; D. Casos de amostra com aspectos de sigilo.
A. Sigilo do governo. A NICAP afirma ser fato admitido em Washington que o sigilo cresceu muito desde a guerra e que até oficiais do Pentágono reconheceram ao Congresso excesso de classificação. Diz que não há solução simples, mas que o assunto deve preocupar quem acredita na democracia, e examina a estrutura desse sigilo a partir de investigações do Congresso, de estudiosos e de jornalistas. A Guerra Fria teria pressionado a tradição americana de liberdade de informação: censores podem alegar que quase toda informação técnica serve a um inimigo, e muita coisa é retida em nome do interesse público, sem que se diga quem o define. O deputado John E. Moss, democrata da Califórnia, presidente da Subcomissão de Informação Governamental da Comissão de Operações do Governo da Câmara, criada em 09/06/1955, expôs casos de sigilo injustificado, sobretudo no Executivo; um ano depois, a comissão aprovou por unanimidade o Relatório nº 2947 da Câmara, que qualificou as práticas de informação do Departamento de Defesa como as mais restritivas e as mais confusas de todo o governo federal [nota 2]. Dois livros recentes indicariam que nada mudou: Washington Cover-Up (1963), de Clark R. Mollenhoff, repórter dos jornais Cowles e ganhador do Pulitzer, que aponta o sigilo arbitrário do privilégio do Executivo e a notícia administrada, aceita pela imprensa por indolência [nota 2]; e Power in Washington, de Douglass Cater, que, segundo resenha de James MacGregor Burns, trata o complexo industrial-militar como um subgoverno do qual fariam parte gestores de notícias do Pentágono [nota 3]. Em resumo, a NICAP destaca três pontos levantados pela subcomissão Moss: o Departamento de Defesa invoca o privilégio do Executivo para reter informação do Congresso e do público, e as diretrizes deixam a decisão ao seu arbítrio; o excesso de classificação deixa o público mal informado; e as normas obrigam o pessoal a justificar a divulgação, não a retenção, o que leva ao sigilo excessivo. Acrescenta que os serviços militares passaram a emitir declarações tranquilizadoras e genéricas em vez de fatos, transformando informação pública em relações públicas.
B. Regulamentos e políticas da Força Aérea. 1. Regulamentos da investigação. O Regulamento da Força Aérea 200-2, Inteligência; Objetos Voadores Não Identificados, estabelece a responsabilidade e o procedimento para relatar informações e provas sobre OVNIs e para divulgar ao público a informação pertinente. Para a NICAP, o parágrafo 3c, em vez de dar orientação objetiva, enviesa a investigação ao dar a entender que todos os OVNIs são objetos convencionais mal identificados, ou seja, a investigação pressupõe a própria conclusão. Contra os anúncios de que a investigação seria inteiramente objetiva e científica, o regulamento diria qual deve ser a conclusão: o item sobre redução da porcentagem de desconhecidos manda reduzir os desconhecidos ao mínimo, afirma que a análise explicou quase todos os casos, que os inexplicados ficam como desconhecidos na estatística, que com dados mais imediatos e detalhados provavelmente também seriam explicados e que, por fatores subjetivos, é improvável eliminá-los todos. O parágrafo 9, diz a NICAP, determina que só casos explicados podem ser divulgados ao público na área da ocorrência (continua na página seguinte).Nota editorial: Leitura do texto do acervo boa. A NICAP põe a citação do Relatório nº 2947 com a chamada [2], mas a nota 1 da seção (p. 121) é a que cita relatório da Comissão de Operações do Governo; registrado como está no original. A NICAP não informa a edição do AFR 200-2; os trechos e a numeração dos parágrafos (3c, 9 e 11) coincidem com a edição de 05/02/1958 guardada pela CIA (sha 261e0cb2512994c4).
Conferir original em inglês
[p. 109: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 109, contando a capa.
TRECHO 63 · PÁGINA FÍSICA 110
Página física 110 (impressa 106), página inteira: continuação dos regulamentos (parágrafos 9 e 11 do AFR 200-2, JANAP 146, regras de divulgação, AFR 11-30 e AFR 11-7) e início da “Chronological History of the Air Force UFO Project”
A NICAP cita o parágrafo 9 do AFR 200-2: em resposta a consultas locais sobre OVNIs relatados perto de uma base, o comandante pode divulgar informação à imprensa ou ao público só se o objeto tiver sido positivamente identificado como conhecido. Perguntas seguintes sobre casos inexplicados vão para o Escritório de Serviços de Informação do Pentágono, que, segundo a NICAP, raramente divulga detalhes de um caso, a menos que ele já tenha tido grande publicidade. O parágrafo 11 proíbe o pessoal da Força Aérea, fora desse escritório, de procurar particulares sobre casos de OVNI ou de discutir suas operações com pessoas não autorizadas, salvo por ordem e só por necessidade de saber.
A JANAP 146 é uma diretriz do Estado-Maior Conjunto, Instruções de Comunicação para Relatar Avistamentos Vitais de Inteligência (CIRVIS) de Fontes Aéreas e Marítimas, que vale para aeronaves e navios militares e, em certas condições, para aviões civis. O capítulo II, seção I, parágrafo 201, inclui entre o que deve ser relatado os objetos voadores não identificados. A seção III, parágrafo 210, sobre segurança, diz que todos os que conhecem o conteúdo ou a existência de um relatório CIRVIS estão sujeitos à Lei de Comunicações de 1934 e às leis de espionagem, e que a transmissão ou revelação não autorizada é proibida. Para a NICAP, o efeito é silenciar até pilotos de linha que colaboram com a rede de inteligência depois de fazerem um relato oficial, além de todo o pessoal militar.
2. Regulamentos sobre divulgação de informação. A lei autoriza apenas três classificações de defesa: ultrassecreto, secreto e confidencial, com tipos e procedimentos definidos; necessidades legítimas de segurança justificam reter certas informações, e em teoria o interesse público fica protegido pelos limites do que pode ser classificado. Na prática, diz a NICAP, órgãos militares e outros adotaram meios quase legais de reter mais informação: o privilégio do Executivo e a classificação administrativa formam uma zona cinzenta sem padrões claros, em que o próprio órgão é juiz e júri. A NICAP admite que o governo, como qualquer grande organização, tem razões legítimas para guardar dados pessoais que poderiam prejudicar reputações, arquivos de correspondência e fichas de pessoal, mas vê grande potencial de abuso: classificações administrativas seriam usadas para esconder fatos embaraçosos ou atividades que parte do público rejeitaria. Pior, rótulos como Para Uso Oficial ganhariam status por omissão do Congresso e da imprensa, e muitos regulamentos da Força Aérea autorizariam seu pessoal a reter o que julgar ser de interesse público; Clark Mollenhoff é citado contra esse direito amplo e arbitrário [nota 4]. O Regulamento 11-30, sobre custódia e uso de informação oficial do Departamento de Defesa que requer proteção no interesse público, daria autorização geral para reter informação sempre que alguém na Força Aérea considere isso de interesse público. O Regulamento 11-7, sobre relações com o Congresso, iria além: depois de dizer que a maior parte da informação Para Uso Oficial é dada ao Congresso, admite que, em casos raros, as mesmas considerações podem levantar dúvida sobre fornecê-la ao Congresso, mesmo em caráter confidencial. A NICAP observa que se trata de informação que não ameaça a segurança nacional, pois senão estaria legalmente classificada, o que mostraria até onde a Força Aérea se atribui o direito de decidir o que o público, e até o Congresso, deve saber.
História cronológica do projeto de OVNIs da Força Aérea. A NICAP indica como uma das fontes mais informativas o livro Report on Unidentified Flying Objects (Doubleday, 1956), do capitão Edward J. Ruppelt, chefe da investigação de setembro de 1951 a setembro de 1953, com as páginas entre parênteses. Investigação inicial: julho de 1947: a Força Aérea começou a investigar seriamente depois de relatos de pilotos de linha e outros observadores qualificados. 23/09/1947: o chefe do Centro de Inteligência Técnica Aérea (ATIC) mandou carta ao comandante-geral da Força Aérea com a conclusão do ATIC de que os OVNIs eram reais e pedindo um projeto permanente (p. 31). 22/01/1948: criado o Projeto Sign (nome popular Saucer) em Wright-Patterson, Ohio. Setembro de 1948: Estimativa da Situação ultrassecreta, concluindo que os OVNIs eram interplanetários, enviada do ATIC ao chefe do Estado-Maior, general Hoyt S. Vandenberg; devolvida por falta de provas, depois desclassificada e queimada (pp. 62-63, 67). 11/02/1949: o projeto passa a se chamar Grudge; por divergência interna, os relatos passam a ser avaliados na premissa de que OVNIs não podiam existir (pp. 85-88). 27/04/1949: divulgado o relatório do Projeto Saucer: cerca de 30% dos casos explicados como objetos convencionais e igual número provavelmente explicável. 27/12/1949: divulgado o relatório do Projeto Grudge, que atribuiu tudo a delírios, histeria, fraudes e excentricidade, e anunciou o fim do projeto. Fase dois: 1950-51, chamada de idade das trevas da investigação; o projeto não foi de fato desfeito, mas os defensores de uma investigação mais positiva (continua na página seguinte).Nota editorial: O texto do acervo traz ruído no carimbo da margem. A data da “Estimativa da Situação” é setembro de 1948 nesta página e agosto de 1948 na cronologia da seção XI (p. 133); divergência do próprio original.
Conferir original em inglês
[p. 110: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 110, contando a capa.
TRECHO 64 · PÁGINA FÍSICA 111
Página física 111 (impressa 107), página inteira: chefes do projeto, porta-vozes do Pentágono e cronologia de 1951 a 1959 (fases dois e três)
...não conseguiram apoio até o fim de 1951, quando a situação foi revista, em parte por protestos do público (a primeira linha está parcialmente coberta pelo carimbo de liberação).
Quadro Chefes do projeto de OVNIs: depois da reorganização de 1951, o projeto virou uma organização própria no ATIC, em Wright-Patterson. Verão de 1951: tenente Jerry Cummings. Setembro de 1951 a setembro de 1953: capitão Edward J. Ruppelt (assistentes em diferentes momentos: tenentes Bob Olsson, Henry Metscher, Andy Flues e Kerry Rothstien; de maio a julho de 1953 Olsson foi chefe interino durante missão temporária de Ruppelt, e o cargo passou brevemente ao soldado de primeira classe Max Futch em julho de 1953, quando Olsson deu baixa). 1954-1956, aproximadamente: capitão Charles A. Hardin. 1957-1959, aproximadamente: capitão George Gregory. 1959 ao início de 1964: tenente-coronel Robert Friend. Do início de 1964 em diante: capitão Hector Quintanilla. Quadro Porta-vozes do Pentágono para OVNIs: abril de 1952 a março de 1953: Al Chop. 1953-1957: vários oficiais, entre eles o capitão Robert White (por volta de 1955) e o major Robert F. Spence (por volta de 1957). 1958 a março de 1961: tenente-coronel Lawrence J. Tacker. Abril de 1961 a janeiro de 1962: major William T. Coleman. Fevereiro de 1962 ao verão de 1963: major Carl R. Hart. Verão de 1963 em diante: major Maston M. Jacks.
Cronologia: 15/09/1951: o tenente Cummings e um tenente-coronel do ATIC foram chamados a Washington para explicar a um general, e a um grupo insatisfeito de industriais e cientistas, como corria a investigação; receberam ordem de montar um novo projeto (pp. 128-130). Setembro de 1951: Ruppelt assume o projeto revitalizado. 27/10/1951: novo projeto oficialmente criado (p. 154). Março de 1952: o Grudge vira organização completa, o Grupo de Fenômenos Aéreos, e logo depois o codinome muda para Blue Book (p. 176). Abril de 1952: Al Chop nomeado oficial de informação pública para OVNIs; a Carta 200-5 da Força Aérea dá ao Blue Book autoridade para cortar a burocracia, contatar qualquer unidade nos EUA sem passar pela cadeia de comando e receber relatos por telegrama, com detalhes depois por correio aéreo; artigo da Life Have We Visitors From Space?, inspirado por vários oficiais do Pentágono (pp. 177-178). 08/05/1952: Ruppelt e um tenente-coronel do ATIC fazem por uma hora uma exposição ao secretário da Força Aérea, Thomas K. Finletter (p. 185). Meados de junho de 1952: Ruppelt faz exposição ao general Samford, diretor de Inteligência, e outros, e recebe ordem de tomar novas medidas para obter identificação positiva (pp. 196-199). Meados de julho de 1952: todas as instalações da Força Aérea nos EUA inundadas de relatos (p. 205). Agosto de 1952: iniciado estudo das manobras dos OVNIs para saber se mostravam controle inteligente (pp. 250-251). Novembro de 1952: painel de quatro cientistas reunido no ATIC para revisão preliminar recomenda convocar um painel de cientistas de primeira linha (p. 264). 12/01/1953: a Força Aérea, segundo se diz com a ajuda da CIA, reúne um painel de cientistas para decidir se os OVNIs eram interplanetários, se tudo era explicável ou se o projeto deveria continuar em busca de dados melhores (p. 275); o major Dewey Fournet apresenta ao painel um estudo das manobras que concluía serem os objetos interplanetários (p. 285). 17/01/1953: as conclusões não foram divulgadas na época, e depois saíram duas versões conflitantes. Versão de Ruppelt (1956): o painel recomendou ampliar o projeto, quadruplicar a equipe com cientistas treinados, instalar instrumentos de rastreamento em todo o país e informar o público de cada fase da investigação, o que dissiparia o mistério criado pelo sigilo militar e manteria a base científica; as recomendações não foram adotadas (pp. 293-298). Resumo divulgado pela Força Aérea (1958): o painel concluiu que os OVNIs não constituíam ameaça física direta à segurança nacional, que não havia sinal de artefatos estrangeiros capazes de atos hostis nem necessidade de rever conceitos científicos, e recomendou tirar dos OVNIs o status especial e a aura de mistério e criar um programa integrado para tranquilizar o público.
Fase três: o resumo de 1958, do Escritório de Informação Pública da Força Aérea, cinco anos depois, revelou pela primeira vez os nomes dos cientistas: H. P. Robertson, Luis W. Alvarez, Lloyd V. Berkner, S. A. Goudsmit e Thornton Page. Para a NICAP, não está claro o que aconteceu no fim da reunião e a história não foi toda contada: se a decisão tivesse sido claramente negativa, não haveria razão para segredo, e sim para anúncio imediato. O que se sabe é a atitude pública posterior: depois de um período de interesse sério em dados melhores, que apoiaria a versão de Ruppelt, a Força Aérea passou a desqualificar os OVNIs, não admite o menor indício de algo fora do comum e adota uma política de relações públicas de tranquilização, dizendo a congressistas e cidadãos que os OVNIs não representam perigo nem ameaça. Na mesma época, a Força Aérea, segundo se diz por meio de sua RAND Corporation, encomendou um estudo independente que resultou no Relatório Especial nº 14 do Blue Book; a relação com o painel é desconhecida, mas a introdução diz que o estudo começou em 1953 com dados até o fim de 1952. 26/08/1953: o secretário da Força Aérea emite o AFR 200-2, com procedimentos de relato e restrições à discussão pública. 01/12/1953: a Força Aérea anuncia em Washington câmeras com redes de difração instaladas pelo país para analisar a luz dos OVNIs. 06/01/1954: repórteres em busca de informação são proibidos de entrar em Wright-Patterson [Cleveland Press]. 23/02/1954: jornais Scripps-Howard dizem que a Força Aérea combinou com as companhias aéreas um plano para relatos rápidos. 15/05/1954: o general Nathan F. Twining, chefe do Estado-Maior, diz que os melhores cérebros do país trabalham no problema e que a Força Aérea não explica 10% dos casos [United Press; Amarillo, Texas]. 05/05/1955: o Relatório Especial nº 14 é desclassificado. 25/10/1955: resumo do relatório divulgado à imprensa junto com o anúncio de que a Força Aérea logo teria seu próprio avião em forma de disco, o AVRO, projeto depois abandonado sem modelo voador; o resumo não via ameaça à segurança. 1956-1957: os OVNIs quase somem do noticiário; as consultas são respondidas com uma folha de fatos que remete ao relatório de 1955; uma folha de 1957 diz que os casos inexplicados caíram de cerca de 10% em 1954 para 3%. Novembro de 1957: com a onda de relatos iniciada por volta de 1º de novembro (seção XII), folhas de fatos saem em papel timbrado do Escritório de Assuntos Públicos do Departamento de Defesa, enfatizando as porcentagens de casos explicados e a falta de ameaça. 1958-1959: folhas de fatos emitidas mais ou menos a cada semestre, repetindo essa posição.Nota editorial: O alto da coluna esquerda e da direita está parcialmente coberto pelo carimbo “Approved For Release 2001/04/02”; o sentido foi reconstruído pelo que é legível, sem completar palavras ocultas. Grafia dos nomes conforme o original (Rothstien, Futch).
Conferir original em inglês
[p. 111: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 111, contando a capa.
TRECHO 65 · PÁGINA FÍSICA 114
Página física 114 (impressa 110), página inteira: “Statement by Former Air Force UFO Project Monitor”, declaração assinada por Dewey J. Fournet Jr., Baton Rouge, 04/05/1958
A página reproduz, em texto datilografado e assinado, uma declaração de Dewey J. Fournet Jr., apresentado no título como ex-monitor do projeto de OVNIs da Força Aérea, datada de Baton Rouge, Louisiana, em 4 de maio de 1958. Fournet diz escrever a pedido do major Keyhoe para confirmar a existência de dois documentos da Força Aérea que um representante oficial negara pouco antes: (1) um resumo de inteligência sobre OVNIs preparado em 1948 pela organização que depois virou o Centro de Inteligência Técnica Aérea, em Wright-Patterson; (2) uma análise de inteligência sobre aspectos específicos dos dados de OVNIs que ele próprio preparou em 1952, como monitor do programa no quartel-general da Força Aérea, em Washington.
Como os dois eram classificados quando os viu pela última vez, diz não ter liberdade para revelar o conteúdo. Sobre o segundo, faz uma ressalva: terminou-o em forma de rascunho poucas horas antes de deixar Washington, ao passar para a reserva, e o entregou a um colega da Diretoria de Inteligência; por isso nunca o viu na forma publicada, mas, como o preparou a pedido expresso de seus chefes de seção e de divisão, assim como outros relatórios gravados em fita, tem certeza de que foi publicado. Acrescenta outra cautela: preparou essa análise sobretudo como arma contra a apatia ou o preconceito que havia em certos meios oficiais; a lógica usada resistiria em circunstâncias normais, mas fica um tanto frágil e difícil de defender por completo nessa tarefa. Por isso, diz, o importante é que o documento existiu, não se ele provava algo sobre OVNIs.
Por fim, trata do relatório do painel de cientistas civis reunido em janeiro de 1953. Fournet diz que esteve com o painel durante parte das deliberações, na semana em que passava para a reserva, e que já tinha partido quando o painel encerrou os trabalhos, de modo que não viu relatório algum. Mas, como o painel fora convocado para revisar todos os dados e recomendar rumos ao programa, deve ter deixado algum relatório, sem dúvida escrito; diz ter sido informado depois de que deixou, embora repita que nunca o viu.Nota editorial: O texto do acervo está correto (data 4 de maio de 1958, local Baton Rouge, La.) A declaração é de um particular (ex-oficial da reserva) reproduzida pela NICAP, não documento oficial; por isso vai em síntese detalhada.
Conferir original em inglês
[p. 114: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 114, contando a capa.
TRECHO 66 · PÁGINA FÍSICA 115
Página física 115 (impressa 111), página inteira: quadro “USAF statements / NICAP rebuttals”, bloco “Blue Book: ‘Scientific & Objective’”
A página continua o quadro em duas colunas: à esquerda, declarações da Força Aérea; à direita, réplicas da NICAP. Bloco Blue Book: científico e objetivo.
1) Folha de fatos de novembro de 1957: alguns casos, pelas informações recebidas, são de natureza estranha, com movimentos erráticos e velocidades fenomenais que não podem ser atribuídos a aviões, balões ou fontes astronômicas; acredita-se que sejam reflexos, e não objetos, projetados em nuvens e névoa a partir do solo ou do ar por coisas muito refletoras, como balões, aviões e nuvens. Réplica: para a NICAP, a lógica da Força Aérea é que, se algo supera aviões e balões, não pode ser objeto sólido; a investigação dita objetiva nega que os OVNIs possam manobrar como relatado, concluindo na prática que todas as testemunhas se iludiram, e nem considera a hipótese de tecnologia superior ou de naves espaciais; procura o fenômeno convencional mais parecido e, se não acha, recorre a teorias especulativas de reflexo de luz.
2) Coronel George M. Lockhart, da Divisão de Consultas do Congresso, ao senador Harrison A. Williams Jr., 21/02/1963: a Força Aérea não investiga a menos que o caso lhe seja relatado diretamente. Réplica: uma investigação científica buscaria dados objetivos e quantitativos e não ignoraria dados valiosos só por não virem pelos canais oficiais.
3) Major Maston M. Jacks, Divisão de Informação Pública, a Richard Hack, 31/12/1963: quatro quadros do filme feito por Díaz na Venezuela (dezembro de 1962, seção VIII) foram enviados para avaliação, mas sem os negativos, e sem eles foi impossível investigar. Réplica: não existe negativo de filme de cinema; a NICAP pediu a seu conselheiro em Caracas, Dr. Askold Ladonko, que voltasse a falar com Díaz; o filme fora emprestado ao adido aéreo com permissão para fazer cópias ou fotos e voltou intacto, sem quadros faltando; o adido aparentemente não copiou o filme, só fez quatro fotos.
4) Salem, Massachusetts, 16/07/1952: o major Carl R. Hart, a George D. Fawcett, 12/02/1963, atribui as imagens das fotos feitas pela Guarda Costeira a dupla exposição; o major Jacks, a John P. Speights, 05/08/1963, atribui os objetos a reflexos de luz na janela pela qual as fotos foram tiradas (duas explicações diferentes para o mesmo caso).
5) Long Beach, 05/11/1957 (seção XII): o major Jacks, a Herbert S. Taylor, 18/11/1963, avalia o caso como possíveis reflexos do sol ou de relâmpagos em gelo laminado, acrescentando que havia um balão na área e dez aviões nas proximidades. Réplica: exemplo de explicação do tipo espingarda para seis objetos circulares brilhantes que faziam curvas fechadas e manobras; puro palpite, um dos muitos casos da onda de novembro de 1957 que a Força Aérea lista como explicados.
6) Comandante Raymond Ryan, da American Airlines, avistamento de 08/04/1956: segundo folha de fatos de 1963, a Força Aérea concluiu que o objeto era o planeta Vênus. Réplica: numa descrição gravada, Ryan diz que o OVNI percorreu um arco de 90 graus desde a ponta da asa até ficar bem à frente, e os operadores da torre relataram ver a silhueta de um OVNI (transcrição na seção V).
7) Great Falls, Montana, 15/08/1950: o major Hart, a Fawcett, 12/02/1963, diz que os objetos do filme foram identificados como aviões F-94. Réplica: os F-94 foram vistos pelo fotógrafo atrás dele, pousando; a análise fotogramétrica (seção VIII) diz que vários fatores tornam essa hipótese bem forçada, e a persistência do reflexo exigiria uma coincidência muito rara de manobra.
8) Aeroporto de Washington, julho de 1952: o major-general W. P. Fisher, diretor de Ligação Legislativa, ao senador Kenneth B. Keating, 19/06/1959, diz que os relatórios do ATIC registram ecos de radar causados por inversão de temperatura. Réplica: Fisher omitiu que observações visuais muitas vezes coincidiram com os ecos, que a inversão era insuficiente e que o Blue Book classificou os casos como desconhecidos, ao contrário do anunciado na época (Ruppelt, p. 226; seção XII).
9) Fisher ao senador A. S. Mike Monroney, 04/06/1959: a Força Aérea acha que audiências públicas dariam ao tema uma dignidade desproporcional, beneficiariam sensacionalistas e editores de ficção científica e não ajudariam a tirar a aura de mistério dos OVNIs. Réplica: nada tiraria essa aura mais depressa do que audiências no Congresso; se a Força Aérea acredita que provaria seu caso, o suposto mito acabaria; oportunistas prosperam com a confusão, e a recusa em dar detalhes alimenta o mistério.
10) Coronel Carl M. Nelson ao senador Philip A. Hart, 08/04/1960: a Força Aérea tem a tarefa enorme de defender o país contra sistemas de armas que sabe existirem, e desviar homens e dinheiro para um programa muito ampliado de investigação e defesa contra OVNIs seria, na opinião dela, “grosseiramente imprudente”. Réplica: as cartas mostram a verdadeira divergência entre a Força Aérea e seus críticos científicos; ninguém nega a importância da defesa, mas os OVNIs são avaliados só como ameaça potencial e, afastada a ameaça, recebem prioridade baixa; falta a investigação científica posterior, e a Força Aérea não deveria fazer um trabalho para o qual (continua na página seguinte).Nota editorial: A coluna do caso Ryan começa sob o carimbo de liberação (“Re: April 8, 1956 sighting by Capt. Raymond Ryan…”).
Conferir original em inglês
[p. 115: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 115, contando a capa.
TRECHO 67 · PÁGINA FÍSICA 131
Página física 131 (impressa 127), página inteira: notas 17 a 66 da seção X (fontes citadas), linha por linha; a metade de baixo da página está em branco
Notas da seção X (continuação), na ordem da página:
17. Diário de São Paulo, 22/02/1958.
18. Diário Popular, 07/07/1957.
19. APRO Bulletin, setembro de 1959; jornais brasileiros de 20/08/1957.
20. Piloto entrevistado pelo comandante A. B. Simões, São Paulo, Brasil.
21. O Estado de S. Paulo, 28/05/1958.
22. Relatório registrado oficialmente no aeroporto e repassado à Força Aérea Brasileira; obtido para a NICAP por J. Escobar Faria, conselheiro em São Paulo.
23. Relatório obtido por J. Escobar Faria, São Paulo.
24. Carta nos arquivos da NICAP.
25. El Mercurio, 28/10/1959.
26. El Universal, 31/01/1958.
27. Relatório nos arquivos da NICAP.
28. APRO Bulletin, abril de 1955.
29. Keyhoe, Donald E., obra citada, p. 249.
30. Últimas Noticias, 03/07/1960.
31. Relatório nos arquivos da NICAP.
32. El Universal, 13/02/1962.
33. New York Times, 28/07/1946.
34. Ver New York Times, 11/08/1946; Associated Press, 11/08/1946; Aftonbladet de Estocolmo, 13/08/1946.
35. New York Times, 11/10/1946.
36. United Press, 18/12/1953.
37. Carta assinada pelo coronel O. B. Engvik, adido aéreo, nos arquivos da NICAP.
38. Christian Science Monitor, 29/01/1959.
39. Carta nos arquivos da NICAP.
40. Carta nos arquivos da NICAP.
41. RAF Flying Review, julho de 1957; London Illustrated News, 02/12/1954.
42. Irish Times, 22/05/1962; agência Reuters, 22/05/1962.
43. Carta à CSI de Los Angeles, nos arquivos da NICAP.
44. Michel, Aimé, The Truth About Flying Saucers (Criterion, 1956), pp. 165-166.
45. Idem, p. 169 e seguintes.
46. Los Angeles Times, 19/02/1956.
47. Relatório nos arquivos da NICAP, à disposição de investigadores do Congresso.
48. Carta nos arquivos da NICAP.
49. Relatório nos arquivos da NICAP.
50. Relatório nos arquivos da NICAP.
51. United Press International, 07/11/1958.
52. Associated Press, 28/10/1954.
53. Natal Mercury (Durban), 28/01/1955.
54. New Zealand Herald, 07/11/1957 (com data de Joanesburgo).
55. Sunday Times de Joanesburgo, 13/04/1958.
56. Carta assinada por Kenneth T. C. Cheng, diretor do Serviço Meteorológico de Taiwan, nos arquivos da NICAP.
57. Informação obtida pelo reverendo Albert H. Baller, da diretoria da NICAP, a partir de jornal indiano.
58. Life, 07/04/1952; Newsweek, 03/03/1952.
59. Relatório e desenhos publicados em Japan International UFO Investigation, editado por J. I. Takanashi, Toyonaka, Osaka, Japão (8-9-2, Sakurazuka-Higashi).
60. Para mais dados sobre avistamentos na Austrália, Nova Guiné e Nova Zelândia, ver Maney, Charles A., e Hall, Richard, Challenge of Unidentified Flying Objects (Willard Courts nº 504, Washington, D.C. 20009), capítulo 3, Recent Sightings in the Pacific.
61. Carta nos arquivos da NICAP.
62. Auckland Star, 16/12/1954 (N.Z.P.A., Reuters).
63. Jornais de San Francisco, 19/06/1957.
64. Manila Bulletin, 06/11/1957.
65. Popular Science, agosto de 1951.
66. Relatórios nos arquivos da NICAP.Nota editorial: O original grafa “Diairo de Sao Paulo” e “Diairo Popular”; corrigido para Diário. As notas 1 a 16 estão no fim da página física 130.
Conferir original em inglês
[p. 131: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 131, contando a capa.
TRECHO 68 · PÁGINA FÍSICA 132
Página física 132 (impressa 128), página inteira: abertura da seção XI, “The UFO Chronology”, do século XIX a 6 de julho de 1947, linha por linha
Seção XI, A cronologia dos OVNIs. Os algarismos romanos entre colchetes indicam outras seções do relatório com informação sobre o caso.
Século XIX
- 06/08/1860, Norfolk, Virgínia: dois objetos, um vermelho e um verde, passaram juntos no alto com movimento ondulante.
- 1877, Inglaterra: três objetos parecidos com meteoros, movendo-se juntos com notável lentidão, cruzaram o céu, visíveis por cerca de três minutos, com a mesma velocidade e regularidade de um bando de gansos selvagens [crédito: Charles Fort, a partir do Report of the British Association, 1877-152].
- 03/07/1884, Norwood, Nova York: OVNI em forma de Saturno (globo com anel central) passou devagar no alto [crédito: Charles Fort, a partir de Science Monthly, 2-136].
- 1896-1897: aeronave misteriosa relatada em todos os Estados Unidos.
Início do século XX
- 28/02/1904: formação de três objetos em manobra vista pelo U.S.S. Supply no Pacífico Norte, ao largo de San Francisco [II].
- 22/12/1909, Worcester, Massachusetts: aeronave misteriosa com facho de luz brilhante apareceu indo de sudeste para noroeste, pairou sobre a cidade e se afastou; vista de novo duas horas depois, pairou, afastou-se para o sul e virou para leste; observada sobre Boston e Lynn, Massachusetts, na noite seguinte [N.Y. Tribune, 23/12/1909; N.Y. Sun, 24/12/1909].
- 19/07/1916: objeto luminoso não identificado com forma de dirigível observado sobre Huntington, Virgínia Ocidental [crédito: Charles Fort, a partir de Scientific American, 115-241].
- Início de 1918, perto de Waco, Texas: objeto avermelhado em forma de charuto, sem motor nem cordame, passou em silêncio de sudoeste para nordeste.
- 1923, Greencastle, Indiana: objeto vermelho giratório passou no alto de nordeste para sudoeste; duas testemunhas são hoje professores universitários.
- Janeiro de 1924, Oklahoma: objeto branco oval iluminou o chão e sumiu no horizonte.
- 05/08/1926, montanhas do Himalaia: o explorador Nicholas Roerich e outros de sua caravana viram um objeto oval brilhante passar no alto, mudando de rumo [I].
- Novembro de 1928, Milton, Dakota do Norte: OVNI redondo, “como um prato de sopa invertido”, passou no alto emitindo raios de luz que iluminaram o chão e assustaram o gado.
- 01/01/1931, Cobden, Ontário, Canadá: OVNI visto de madrugada, com luz forte na frente que iluminou a copa das árvores e luzes piscando atrás; fez uma curva ampla, acelerou e subiu até sumir.
- Abril ou maio de 1932, Durham, Nova York: disco com aparência de alumínio, com uma fileira de luzes amareladas ou vigias na parte de baixo.
- 1932 ou 1933, Oakland, Califórnia: cerca de sete objetos brilhantes em grupo voaram em arco, de 30 graus de elevação a leste a 45 graus a oeste; a testemunha é hoje formada e ex-piloto da Força Aérea.
Era dos foo-fighters da Segunda Guerra Mundial
- 29/08/1942, Columbus, Mississippi: operador de torre de base aérea do Exército viu dois objetos redondos avermelhados pairarem sobre o campo [III].
- Por volta de 1943, Washington, D.C.: formação de OVNIs vista por um policial metropolitano [VII].
- Março de 1944, Carlsbad, Novo México: piloto da Força Aérea viu um OVNI rápido sumir no horizonte [III].
- Verão de 1944, Normandia, França: o colunista George Todt, de Los Angeles, num grupo de quatro oficiais do Exército, um deles tenente-coronel, viu uma bola de fogo vermelha pulsante vir até a linha de frente, pairar 15 minutos e se afastar [IV].
- Julho de 1944, Brest, França: dois homens do 175º Regimento de Infantaria, 29ª Divisão de Infantaria, viram um grande objeto retangular, sem propulsão aparente, passar firme sobre a linha de frente e seguir para o mar; em certo momento passou diante da Lua e a encobriu brevemente [IV].
- 10/08/1944, Sumatra: OVNI em manobra acompanhou um B-29 durante uma missão [III].
- Outubro de 1944, sudeste da Holanda: oficial de artilharia de campanha e seus homens viram um objeto brilhante ir de noroeste para sudoeste, cruzando um arco de cerca de 90 graus em cerca de 45 minutos [IV].
- Novembro de 1944, França: piloto do 415º Esquadrão de Caça Noturna viu formação de objetos redondos [III].
- Dezembro de 1944, Áustria: piloto e tripulação de um B-17, em missão solitária, foram seguidos por um disco cor de âmbar [III].
- Janeiro de 1945, Alemanha: outro piloto do 415º Esquadrão de Caça Noturna foi seguido por três objetos com luzes vermelhas e brancas [III].
- 02/01/1945: o New York Times publicou despacho da AP, da França, sobre avistamentos recentes de foo-fighters; o tenente Donald Meiers disse ter sido seguido duas vezes [III].
- Março de 1945, ilhas Aleutas: catorze homens do U.S.A.T. Delarof, transporte de ataque, viram um objeto esférico escuro sair da água, circular o navio e partir; um relatório oficial foi enviado a Washington [IV].
- Maio de 1946, LaGrange, Flórida: oficial de artilharia e radar da Marinha viu um objeto elíptico escuro passar devagar no alto e sumir num banco de nuvens [I].
- Julho-agosto de 1946: avistamentos dos foguetes fantasmas na Suécia [X].
- 01/08/1946, Flórida: piloto de transporte do Corpo Aéreo observou um OVNI em forma de charuto [III].
1947 [ver a seção XII, onda de junho-julho de 1947, para mais detalhes]
- 23/06/1947, Cedar Rapids, Iowa: maquinista de trem viu 10 objetos brilhantes em forma de disco, muito altos, oscilando em fila rumo a noroeste [XII].
- 24/06/1947, monte Rainier, Washington: avistamento de Kenneth Arnold [V]; surge a expressão disco voador.
- 28/06/1947, perto do lago Mead, Nevada: piloto de F-51 da Força Aérea relatou formação de 5 a 6 objetos circulares [III].
- 28/06/1947, base Maxwell, Alabama: luz em ziguezague vista por pilotos e oficiais de inteligência [III].
- 29/06/1947, White Sands, Novo México: especialista em foguetes da Marinha, no campo de provas, viu um disco prateado [IV].
- 04/07/1947, Portland, Oregon: policiais e muitos outros viram muitos OVNIs, em formação e isolados, a partir de cerca de 13h05 [II, XII].
- 04/07/1947, perto de Boise, Idaho: piloto e tripulação da United Airlines, a caminho de Portland, Oregon, viram 9 OVNIs parecidos com discos [V].
- 04/07/1947, Seattle, Washington: um auxiliar administrativo da Guarda Costeira fez a primeira foto conhecida de um OVNI, objeto circular que se movia contra o vento; a foto mostra um ponto redondo de luz [VIII, XII].
- 04/07/1947, Redmond, Oregon: um carro cheio de pessoas viu quatro OVNIs em forma de disco passarem velozes diante do monte Jefferson [XII].
- 06/07/1947, base Fairfield-Suisun, Califórnia: piloto relatou um OVNI oscilante que cruzou o céu em disparada [III].Nota editorial: “Yeoman” traduzido como auxiliar administrativo da Guarda Costeira.
Conferir original em inglês
[p. 132: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 132, contando a capa.
TRECHO 69 · PÁGINA FÍSICA 133
Página física 133 (impressa 129), página inteira: cronologia de 6 de julho de 1947 a 18 de março de 1950, linha por linha
Cronologia (continuação):
- 06/07/1947, centro-sul do Wyoming: engenheiro aeronáutico viu um OVNI oval [VI].
- 08/07/1947: série de avistamentos sobre a base Muroc e o lago seco Rogers, base secreta de testes, Califórnia. Manhã: dois OVNIs esféricos ou em disco, aos quais se juntou um terceiro [XII]; uma equipe de técnicos viu um OVNI branco-alumínio, de contorno oval nítido, descendo contra o vento [II]. Tarde: um OVNI fino, de aspecto metálico, subiu, mergulhou e oscilou sobre o campo, visto também por um piloto de testes nas proximidades [XII]; um piloto de F-51 viu um objeto chato, de natureza refletora, passar acima de seu avião, sem nenhuma aeronave conhecida na área [XII].
- 09/07/1947, perto de Boise, Idaho: editor de aviação de um jornal viu um OVNI chato e circular manobrar diante de nuvens [VII].
- 10/07/1947, sul do Novo México: um astrônomo de primeira linha dos EUA observou um OVNI elíptico branco e brilhante [II, VI].
- Citação em destaque do capitão Edward J. Ruppelt, chefe da investigação da Força Aérea de 1951 a 1953: no fim de julho de 1947 a tampa de sigilo sobre os OVNIs estava bem fechada; os poucos jornalistas que perguntavam o que a Força Aérea fazia recebiam o mesmo tratamento que receberia quem perguntasse pelo número de armas termonucleares estocadas, e no ATIC havia confusão quase de pânico (Report on Unidentified Flying Objects, p. 39).
- Verão de 1947, Pittsburg, Kansas: comandante da Marinha observou um OVNI em forma de disco [IV].
- Agosto de 1947, Media, Pensilvânia: piloto da Força Aérea viu um disco pairar e partir em alta velocidade [V].
- 23/09/1947: carta do Centro de Inteligência Técnica Aérea dizendo que os OVNIs são reais é enviada ao comandante-geral da Força Aérea (IX).
- 14/10/1947, base Muroc, Califórnia: primeiro voo supersônico pilotado, com o capitão Yeager no X-1, avião movido a foguete.
- 08/12/1947, Las Vegas, Nevada: OVNI avermelhado em movimento emitiu um clarão e subiu até sumir [XII].
1948
- 07/01/1948, Fort Knox, Kentucky, caso Mantell: piloto da Guarda Aérea Nacional morreu na queda de um F-51 durante a perseguição a um OVNI; também houve avistamento na base Lockbourne, Ohio, na mesma tarde, com um OVNI subindo e descendo de modo errático [V].
- 22/01/1948: a Força Aérea cria o Projeto Sign (ou Saucer); os relatos passam a ser enviados ao Comando de Material Aéreo, em Ohio, para investigação.
- 05/04/1948, White Sands, Novo México: cientistas viram um OVNI em forma de disco, de um quinto do tamanho da Lua cheia, cruzar o céu numa série de manobras violentas (sem detalhes divulgados).
- 28/05/1948: transporte da Força Aérea relatou ter sido rondado de perto por 3 OVNIs [III].
- Julho de 1948, Pasco, Washington: piloto particular viu um disco mergulhando e subindo em alta velocidade [V].
- 04/07/1948, perto de Longmont, Colorado: objeto circular prateado e giratório subiu em velocidade tremenda [XII].
- Verão de 1948, Erie, Pensilvânia: engenheiro viu um OVNI elíptico voar na horizontal e depois subir depressa [VI].
- Verão de 1948, Easton, Pensilvânia: físico viu 3 discos esverdeados luminescentes cruzarem o céu [VI].
- Verão de 1948, Labrador: OVNI rastreado por radar a 9.000 mph [VIII].
- 23/07/1948, perto de Montgomery, Alabama: avistamento de Chiles e Whitted, da Eastern Airlines, de um OVNI parecido com foguete, com exaustão e janelas quadradas na lateral [V].
- Agosto de 1948: a Estimativa da Situação ultrassecreta do ATIC, concluindo que os OVNIs eram naves espaciais interplanetárias, é enviada ao chefe do Estado-Maior da Força Aérea (IX).
- 01/10/1948, Fargo, Dakota do Norte: piloto de F-51 da Guarda Aérea Nacional teve um combate aéreo com um OVNI pequeno, chato e circular [V].
- 15/10/1948, Japão: tripulação de um caça noturno F-61 rastreou no radar e viu a silhueta de um OVNI em forma de bala de fuzil, que repetidamente acelerou para fora do alcance do caça [VIII].
- 01/11/1948, Goose Bay, Labrador: OVNI rastreado por radar a 600 mph [VIII].
- 06/11/1948, Japão: dois OVNIs, como aviões em combate, rastreados por radar [VIII].
- 18/11/1948, perto de Washington, D.C.: piloto da Força Aérea que decolara da base Andrews perseguiu um OVNI oval por 10 minutos [III].
- 23/11/1948, Fürstenfeldbruck, Alemanha: OVNI vermelho brilhante rastreado por radar de terra e de bordo e visto por piloto da Força Aérea dos EUA [VIII].
- 03/12/1948, base Fairfield-Suisun, Califórnia: bola de luz subindo, vista por piloto [III].
1949
- 01/01/1949, Jackson, Mississippi: OVNI em forma de charuto cruzou a rota de um avião particular, acelerou e partiu [V].
- 24/04/1949, White Sands, Novo México: equipe de balões da General Mills rastreou com teodolito um OVNI elíptico [I].
- 27/04/1949: a Força Aérea divulga o relatório do Projeto Saucer: visitantes do espaço considerados improváveis, mas muitos casos sem explicação; 30% provavelmente objetos convencionais.
- 30/04/1949: primeira parte do artigo de Sidney Shallett no Saturday Evening Post, “What You Can Believe About Flying Saucers”.
- 09/05/1949: artigo da Time chama as testemunhas de OVNIs de contadoras de lorotas.
- 05/06/1949: coluna de Walter Winchell afirma que o New York World-Telegram confirmou uma informação sua de semanas antes, negada por jornalistas: segundo a primeira página do jornal, gente da Força Aérea estava convencida de que o disco voador é real, e a prova decisiva teria sido uma foto de três discos em formação sobre Stephenville, Terra Nova, que deixaram para trás os aviões mais rápidos.
- 10/06/1949, White Sands, Novo México: dois OVNIs redondos e brancos manobraram em volta de um míssil em voo (confirmado pelo comandante R. B. McLaughlin, da Marinha) [II].
- 03/07/1949, Longview, Washington: comandante da Marinha e outros viram um disco passar acima de um show aéreo [IV].
- Agosto de 1949, Novo México: o astrônomo Clyde Tombaugh, descobridor de Plutão, viu um padrão elíptico de 6 a 8 retângulos cruzar o céu [VI].
- Outono de 1949: numa base atômica importante, um alto oficial da Força Aérea participou do rastreamento por radar de 5 OVNIs aparentemente metálicos que passaram para o sul em velocidade enorme e grande altura [II].
- 23/10/1949, perto de Baja, Califórnia: piloto da Força Aérea viu quatro discos em formação [III].
- 27/12/1949: a Força Aérea divulga o relatório do Projeto Grudge (Relatório Técnico nº 102-AC-49/15-100), que atribui todos os relatos a delírios, histeria, fraudes e excentricidade, e anuncia o fim do projeto (IX).
1950
- Janeiro de 1950: artigo do major Donald E. Keyhoe na revista True, “Flying Saucers Are Real”, sugere origem extraterrestre.
- 02/02/1950, base Davis-Monthan, Arizona: piloto de bombardeiro perseguiu um OVNI que deixou rastro de fumaça [III].
- 22/02/1950, Key West, Flórida: pilotos da Marinha e outros viram um OVNI luminoso, confirmado por radar [IV].
- Março de 1950: artigo do comandante R. B. McLaughlin, da Marinha, na True, “How Scientists Tracked a Flying Saucer”, sobre o caso de White Sands de 24/04/1949 (I).
- 08/03/1950, Dayton, Ohio: OVNI redondo visto pela tripulação de um avião da TWA, rastreado por radar e perseguido por dois F-51 [VIII].
- 10/03/1950, Orangeburg, Carolina do Sul: disco pairou sobre a cidade e partiu [XII].
- 13/03/1950, Clarksburg, Califórnia: objeto em forma de pires desceu, pairou balançando e se afastou [IV].
- 13/03/1950, Cidade do México: observadores do aeroporto viram 4 OVNIs, um deles pelo teodolito [V, X].
- 16/03/1950, Dallas, Texas: suboficial da Marinha na Estação Aeronaval viu um OVNI oval e chato passar por baixo de um bombardeiro B-36 [IV].
- 17/03/1950, Farmington, Novo México: capitão reformado do Exército e outros viram dezenas de discos girando no céu [IV].
- 18/03/1950, perto de Bradford, Illinois: piloto particular viu um oval iluminado passar pelo avião [V].Nota editorial: Divergência do original: esta cronologia data a Estimativa da Situação de agosto de 1948; a página física 110 diz setembro de 1948.
Conferir original em inglês
[p. 133: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 133, contando a capa.
TRECHO 70 · PÁGINA FÍSICA 136
Página física 136, página inteira (1 de 2): coluna esquerda, cronologia de 9 de setembro de 1952 a 26 de janeiro de 1953
Todas as linhas da coluna, na ordem da página (o número romano indica a seção do relatório):
9/9/1952, Portland, Oregon. Dois objetos ovais observados no facho de um holofote. [XII]
16/9/1952, Belle Glade, Flórida. Objeto circular com uma fileira de luzes embaixo passou baixo, por cima; o gado fugiu em disparada. [XII]
19/9/1952, mar do Norte. OVNI esférico fotografado de um porta-aviões da Marinha dos EUA que participava da Operação Mainbrace, manobras da OTAN. [XII]
20/9/1952, Topcliffe, Yorkshire, Inglaterra. Disco prateado seguiu um jato Meteor e desceu com movimento de pêndulo. [Ver a cronologia da Operação Mainbrace, seção XII.]
22/9/1952, condado de Fairfax, Virgínia. Policiais observaram 3 ou 4 OVNIs manobrando de forma errática. [VII]
30/9/1952, base aérea de Edwards, Califórnia. Um fotógrafo de aviação e outras pessoas observaram dois discos que ora pairavam, ora disparavam de um lado para outro. [VI]
11/10/1952, Newport News, Virgínia. Observador do Ground Observer Corps viu um OVNI em forma de disco com uma “cúpula”. [XII]
12/10/1952, Palo Alto, Califórnia. Formação em V de seis aparentes discos. [V]
13/10/1952, Oshima, Japão. Piloto e engenheiro da Força Aérea viram objeto redondo numa formação de nuvens; o objeto passou a parecer elíptico e partiu em alta velocidade, sumindo em segundos. [III]
27/10/1952, Gaillac, França. Centenas de moradores viram 16 OVNIs em formação em torno de um objeto em forma de charuto. Caiu “cabelo de anjo”. [VIII]
29/10/1952, Richmond, Virgínia. Piloto de uma companhia aérea venezuelana viu um OVNI luminoso passar velozmente pelo avião. [V]
29/10/1952, Hempstead, Long Island, Nova York. Dois pilotos de F-94 viram um objeto que manobrava em alta velocidade. [III]
Outono de 1952, rota Nova York–Porto Rico. Três pilotos da Pan American Airways viram um OVNI pairar e partir em alta velocidade. [V]
16/11/1952, perto de Landrum, Carolina do Sul. Centenas de pessoas viram um disco enorme, observado com binóculo por um controlador de tráfego aéreo. (sem indicação de seção)
25 e 26/11/1952, Zona do Canal do Panamá. Dois OVNIs acompanhados pelo radar de defesa. [VIII]
4/12/1952, Laredo, Texas. Piloto de F-51 da Força Aérea perseguiu objeto branco luminoso que fazia curvas fechadas e passagens de frente contra o avião. [III]
6/12/1952, perto de Galveston, Texas. Um B-29 da Força Aérea acompanhou OVNIs a velocidades de até 9.000 milhas por hora (cerca de 14.500 km/h) e viu luzes branco-azuladas em alta velocidade. [VIII]
8/12/1952, Chicago, Illinois. Avião acompanhado por uma fileira de luzes não identificadas. [V]
10/12/1952, perto de Hanford, Washington. Avistamento por radar e visual de OVNI redondo e branco com “janelas”. [VIII]
15/12/1952, base aérea de Goose Bay, Labrador. Avistamento por radar e visual de OVNI avermelhado que ficou branco enquanto manobrava. [VIII]
29/12/1952, norte do Japão. Um coronel e outros pilotos da Força Aérea viram, e o radar detectou, um OVNI giratório. [III]
1953
1953, Anaco, Venezuela. Piloto da companhia Avensa relatou objeto redondo e cinza que acompanhou o avião. [X]
1953, esquadrilha de aviões de ataque embarcados da Marinha abordada por OVNI em forma de foguete. [IV]
9/1/1953, norte do Japão. Piloto e operador de radar de um interceptador F-94 viram e acompanharam no radar um OVNI giratório. O comandante da base, coronel George W. Perdy, disse que houve notável concordância na descrição do grupo de luzes feita por pessoas distantes umas das outras, que nem tinham conversado entre si. [III]
9/1/1953, Santa Ana, Califórnia. Formação em V de luzes branco-azuladas fez uma curva perto de um bombardeiro da Força Aérea. [III] (em itálico no original)
22/1/1953, jornal Santa Fe New Mexican, despacho da Associated Press (em itálico): um especialista em bolas de fogo disse que a Rússia talvez estivesse sondando os Estados Unidos e outras partes do mundo com estranhos mísseis teleguiados novos; segundo o despacho, o Dr. Lincoln LaPaz afirmou que muitos indícios apontavam para as bolas de fogo verdes vistas no mundo inteiro como um tipo de míssil, possivelmente de fabricação soviética.
26/1/1953, estação de radar no Novo México. OVNI branco-avermelhado muito brilhante observado e acompanhado no radar. [VIII]Nota editorial: Correções de leitura automática: o caso de Oshima remete à seção [III]; o 29/12/1952 aparecia como “Debenber”; frases partidas (“Two UFOs”, “Aircraft paced by row of”, “Colonel, other USAF”) foram recolocadas nas linhas certas. O despacho de 22/1/1953 foi resumido, sem transcrição.
Conferir original em inglês
[p. 136: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 136, contando a capa.
TRECHO 71 · PÁGINA FÍSICA 138
Página física 138 (página impressa 135), página inteira (1 de 2): coluna esquerda, cronologia de 25 de novembro de 1954 a 23 de agosto de 1955
Todas as linhas da coluna, na ordem da página:
25/11/1954, Córdoba, Argentina. Um meteorologista e um operador da torre de controle do aeroporto viram dois objetos luminosos pairando (relatório oficial da embaixada argentina). [X]
26/11/1954, “Matasquan” (assim no original), Nova Jersey. Formação de objetos redondos. (Relato confidencial de um professor universitário.) [VII]
Millville, Nova Jersey (sem data própria). Disco com quatro luzes no corpo. [II]
3/12/1954, Wilmington, Carolina do Norte. Funcionários da Administração de Aeronáutica Civil viram com binóculo um OVNI redondo e amarelado. [V]
5/12/1954, North East, Pensilvânia. Objeto com cúpula e fileira dupla de “vigias” quadradas pairou baixo sobre o lago Erie. [XII]
7/12/1954, Upington, província do Cabo, África do Sul. Meteorologista acompanhou com teodolito um objeto branco hemisférico. [X]
15/12/1954, perto de Nowra, Austrália. Piloto da Marinha Real Australiana foi acompanhado por dois OVNIs, confirmados no radar. [VIII]
19/12/1954, Viena, Áustria. Relatos de OVNIs em alta velocidade. [X]
20/12/1954, Pontiac, Michigan. OVNI circular vermelho-alaranjado, com brilho branco saindo de “vigias” na frente, passou velozmente por cima. [XII]
1954 ou 1955, Coos Bay, Oregon. Um juiz distrital observou um disco manobrando. [VII]
1955
1955, Virgínia, perto de Washington. Piloto da Marinha observou um disco com cúpula. [IV]
2/1/1955, perto de Punta San Juan, Venezuela. Avião de linha a caminho de Maracaibo foi abordado por um OVNI luminoso. [X]
2/2/1955, perto de Mérida, Venezuela. Piloto da Aeropost relatou um objeto em forma de pião, com “vigias” e um anel central, que acompanhou o avião. [X]
11/2/1955, de Miami a Nova York. Tripulantes de um voo da Pan American viram dois objetos verde-avermelhados passarem velozes sob a asa. [V]
22/4/1955, Tintinara, Austrália. OVNI em forma de Saturno fez uma curva fechada e subiu. [XII]
24/4/1955, Albuquerque, Novo México (em itálico): despacho da AP de 23 de abril. O Dr. Lincoln LaPaz disse ter certeza de que as bolas de fogo verde-amareladas não eram quedas comuns de meteoritos; observava o céu desde 1914 e nunca vira bolas de fogo meteóricas como aquelas. Na semana de 3 a 9 de abril, cinco bolas de fogo verdes foram relatadas no Novo México e duas no norte da Califórnia; depois de vários relatos por volta do meio da manhã de 5 de abril, LaPaz disse que era um recorde e que os muitos relatos tinham sido reduzidos a três bolas de fogo, vistas com intervalo de poucos minutos.
25/5/1955, Alexandra Park, Londres. Objeto circular e luminoso se aproximou de um B-47, inverteu rapidamente a direção e partiu em alta velocidade. [II]
16/6/1955, leste dos EUA. OVNIs observados numa área ampla; jatos foram acionados. [III]
17/6/1955, perto de Adelaide, Austrália. OVNI oblongo e prateado visto com binóculo; pairou e se afastou para trás das nuvens quando um avião se aproximou. [XII]
9/7/1955, canal de Santa Catalina, Califórnia. Uma família num barco viu um cilindro arredondado, acinzentado e branco, envolto numa névoa de gases. O OVNI subiu em zigue-zague e partiu em alta velocidade. [XII]
17/7/1955, Canton, Ohio. Disco pairou e subiu quando um avião de linha se aproximou. [XII]
26/7/1955, Lasham, Hampshire, Inglaterra. Membros da Associação Britânica de Voo a Vela viram um objeto em forma de bumerangue (ou de triângulo achatado) pairar acima de um planador e partir velozmente. [XII]
26/7/1955, Washington. Objeto redondo e brilhante, com um rastro de 4 ou 5 vezes o próprio comprimento, aproximou-se do Aeroporto Nacional, parou, oscilou e partiu em alta velocidade. As luzes de medição do teto de nuvens do aeroporto apagaram quando o objeto se aproximou e voltaram a funcionar quando ele foi embora. [VIII, XII]
29/7/1955, Cincinnati, Ohio. OVNI em zigue-zague emitiu um som agudo. [VII]
6/8/1955, Cincinnati, Ohio. OVNI oval observado subindo em alta velocidade. [XII]
21/8/1955, Chalmette, Luisiana. Objeto branco luminoso em forma de Saturno pairou girando, virou de lado e partiu velozmente. [XII]
23/8/1955, Cincinnati, Ohio. Jatos do Comando Aéreo Estratégico num “combate” com OVNIs detectados primeiro por radar; esferas e discos brancos observados pelo Ground Observer Corps. [VIII]Nota editorial: O nome “Matasquan” é grafia do original (a localidade de Nova Jersey se escreve Manasquan). O despacho da AP sobre LaPaz foi resumido, sem transcrição.
Conferir original em inglês
[p. 138: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 138, contando a capa.
TRECHO 72 · PÁGINA FÍSICA 139
Página física 139 (página impressa 136), página inteira (1 de 2): coluna esquerda, cronologia de 4 de setembro de 1956 a 14 de agosto de 1957
Todas as linhas da coluna, na ordem da página:
4/9/1956, Copenhague, Dinamarca. Radar acompanhou vários OVNIs a cerca de 1.800 milhas por hora (cerca de 2.900 km/h). [VIII]
6/9/1956, Pasadena, Califórnia. Piloto da Western Airlines relatou ao Comando de Defesa Aérea luzes brancas com movimento errático; houve confirmação visual em terra. [V]
11/9/1956, mar Báltico (em itálico). Avistamentos por radar de “objetos misteriosos” que voaram a 2.000 a 2.500 milhas por hora, em curso curvo, nas três semanas anteriores. (Jornal Altus Times-Democrat, de Oklahoma, com a data “7-11-56” no original.)
Início de novembro de 1956, Malibu, Califórnia. Objeto oval e achatado, com três marcas parecidas com janelas embaixo, voou baixo atravessando o facho de um holofote. [XII]
8/11/1956, Miami, Flórida. Radar da Pan American Airways acompanhou um OVNI a 4.000 milhas por hora. [VIII]
14/11/1956, perto de Mobile, Alabama. Piloto da Capital Airlines avistou uma luz manobrando. [I]
19/11/1956, Frankfurt, Alemanha. Formação em V de OVNIs elípticos branco-azulados. [X]
24 e 25/11/1956, perto de Pierre, Dakota do Sul (avistamentos generalizados por vários dias). A polícia estadual perseguiu um OVNI; jatos da Força Aérea foram acionados. [VII]
Dezembro de 1956, Extremo Oriente. Piloto de jato da Força Aérea acompanhou um OVNI no radar, visto como um grande objeto redondo. [I]
27/12/1956, Los Angeles, Califórnia. Um investidor imobiliário viu três OVNIs esféricos refletindo a luz do sol. [VII]
1957
21/1/1957, relatório da Inteligência do Exército sobre uma grande bola de metal brilhante, um disco e outros OVNIs sobre uma base do Exército identificada só pelo endereço postal militar (APO). [IV]
24/1/1957, Indiana. Um piloto comercial e muitas outras pessoas viram quatro luzes brancas brilhantes em fila; o objeto de trás era maior, em forma de ovo e pulsante. [V]
13/2/1957, Burbank, Califórnia. A polícia recebeu muitas chamadas sobre objetos ovais sobre a cidade. O policial Robert Wells, que foi verificar, confirmou o avistamento. [XII]
8/3/1957, perto de Houston, Texas. OVNI acompanhou um avião, subindo e descendo em alta velocidade. [V]
9/3/1957, perto de San Juan, Porto Rico. Piloto da Pan American fez manobra evasiva quando um objeto redondo de fogo, branco-esverdeado, passou pelo avião. [V]
23/3/1957, Long Beach, Califórnia. Quatro OVNIs acompanhados no radar da Administração de Aeronáutica Civil; avistamentos visuais generalizados. [VIII]
29/3/1957, ao largo da costa leste da Flórida. Piloto da Pan American observou uma luz brilhante e pulsante, confirmada por radar. [V]
4/4/1957, Wigtownshire, Escócia. Três postos de radar acompanharam um OVNI que cruzou o céu a 60 mil pés, mergulhou até 14 mil pés, circulou e partiu em alta velocidade. [VIII]
12/5/1957, Moab, Utah. OVNI redondo e azul-esverdeado passou velozmente abaixo da altitude do observador. [IV]
15/6/1957, Lancashire, Inglaterra. OVNI parecido com Saturno, com “vigias”, observado com telescópio em plena luz do dia. [XII]
18/6/1957, Jackson, Mississippi. Um professor de física avistou um OVNI com um halo de luz e o que pareciam três vigias. [VI]
18/6/1957, oceano Pacífico, 150 milhas ao largo de San Francisco. O comandante e a tripulação do cargueiro Hawaiian Fisherman viram três objetos muito iluminados, como pequenas luas. [II]
30/6/1957, Belo Horizonte, Brasil. Objeto parecido com disco acompanhou um avião de linha e manobrou em volta dele. [X]
Julho de 1957, Azusa, Califórnia. Disco com luzes âmbar na borda fez uma descida vertical oscilante. [XII]
1/7/1957, Avon, Massachusetts. OVNI em forma de charuto com luzes verdes como janelas. [XII]
4/7/1957, perto de Campos, Brasil. Disco com cúpula e vigias acompanhou um avião de linha. [X]
9/7/1957, Hamilton, Ontário, Canadá. Um advogado viu um OVNI elíptico e branco em alta velocidade. [X]
31/7/1957, Calistoga, Califórnia. Um empresário viu dois objetos brancos brilhantes manobrando de forma errática. [VII]
1/8/1957, Toronto, Ontário, Canadá. Grande objeto luminoso pairou 20 minutos e partiu em alta velocidade. [VII]
14/8/1957, perto de Joinville, Brasil. Piloto da Varig observou um disco com cúpula que afetou os motores do avião. [X]Nota editorial: A nota de fonte do item do mar Báltico traz “7-11-56”, data que não combina com o 11 de setembro da entrada; a divergência é do original.
Conferir original em inglês
[p. 139: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 139, contando a capa.
TRECHO 73 · PÁGINA FÍSICA 140
Página física 140 (página impressa 137), página inteira (1 de 2): coluna esquerda, cronologia de 15 de novembro de 1957 ao verão de 1958
Todas as linhas da coluna, na ordem da página:
15/11/1957, Carthage, Tennessee. Um patrulheiro rodoviário, o xerife e outras pessoas viram muitas luzes vermelhas piscando e girando, que se moviam devagar e pairavam. [VII]
22/11/1957, Canutillo, Texas. OVNI prateado disparou para lá e para cá e subiu. [VII]
(linha tracejada que fecha a lista da onda de novembro)
12/12/1957, região de Chatham e Windsor, Canadá. Um piloto da Trans-Canada Airlines e muitos policiais viram um OVNI oval e laranja fazendo curvas rápidas em baixa altitude. [X]
Dezembro de 1957, oceano Pacífico. Fotografia de um suposto OVNI em forma de disco. [VIII]
1/12/1957, Los Angeles, Califórnia. Formação de OVNIs ovais fotografada. [VIII]
12/12/1957, Tóquio, Japão. Avistamento por radar e visual de um OVNI multicolorido; jatos foram acionados. [VIII]
16/12/1957, Old Saybrook, Connecticut. OVNI elíptico com “vigias”. [XII]
1958
3/1/1958, Havaí. Grupo de OVNIs redondos supostamente fotografado. [VIII]
9/1/1958, Marion, Illinois. Três relatos de sete objetos iluminados de vermelho em fila. [II]
16/1/1958, ilha da Trindade, Brasil. OVNI em forma de Saturno observado e fotografado a bordo do navio Almirante Saldanha, que participava do Ano Geofísico Internacional. [VIII]
30/1/1958, Lima, Peru. Um advogado e a família viram um OVNI circular pairar; os faróis do carro apagaram. [VIII, X]
2/2/1958, Nova Gales do Sul, Austrália. OVNI elíptico com duas marcas parecidas com vigias. [XII]
9/2/1958, Troy, Michigan. OVNI oval fotografado. [VIII]
3/3/1958, perto de Marshall, Texas. Uma família viu dois objetos brilhantes parecidos com planetas, com 6 ou 7 luzes menores movendo-se em volta deles. [II]
8/3/1958, Coreia. Radar da Força Aérea acompanhou um OVNI que descia devagar. [VIII]
20/3/1958, Henrietta, Missouri. Disco parecido com Saturno desceu, pairou e se afastou. [XII]
2/4/1958, Columbus, Ohio. OVNI em forma de charuto com uma longa fileira de “vigias ou janelas”. [XII]
4/4/1958, Santa Monica, Califórnia. OVNI em forma de charuto com “janelas” observado em rápida subida vertical. [XII]
7/4/1958, Newport Beach, Califórnia. Policiais viram dois OVNIs com luzes piscando no corpo manobrarem perto da costa. [VII] Houve avistamentos semelhantes por duas noites em El Toro e em Santa Ana.
9/4/1958, Cleveland, Ohio. Nove OVNIs amarelos em formação em V, que se dividiram em dois grupos (de 5 e de 4). [II]
11/4/1958, Johannesburgo, África do Sul. Um inspetor de instrumentos do aeroporto e outras pessoas viram um OVNI branco-avermelhado fazer arcos para lá e para cá. [X]
14/4/1958, Albuquerque, Novo México. Um sargento da Força Aérea viu uma grande formação de luzes não identificadas. [III]
5/5/1958, San Carlos, Uruguai. Um piloto conhecido viu um objeto brilhante se aproximar do avião e sentiu um calor intenso. [X]
17/5/1958, Fort Lauderdale, Flórida. OVNI partiu em alta velocidade quando uma luz foi apontada para ele. [II]
25/5/1958, Kirchberg, Hunsrück, Alemanha. OVNI circular e prateado observado movendo-se entre as nuvens. [X]
27/5/1958, litoral da Bahia, Brasil. Piloto da Varig viu um objeto circular muito luminoso manobrar sob o avião. [X]
4/6/1958, Sarasota, Flórida. Objeto oval e branco fez zigue-zague por cima. [XII]
23/6/1958, perto da base aérea de England, Luisiana. Um policial estadual fotografou dois OVNIs redondos. [VIII]
17/7/1958, base aérea de Chitose, Japão. Avistamento por radar e visual de uma luz avermelhada circulando. [III]
26/7/1958, Durango, Colorado. Um supervisor do Ground Observer Corps avistou um objeto prateado e redondo movendo-se a uma velocidade tremenda. [VII]
Verão de 1958, base da Força Aérea no sudoeste dos EUA. Dois OVNIs manobrando escaparam de interceptadores a jato. [VIII]Nota editorial: A ilha da Trindade remete à seção [VIII]. Rodapé com o número impresso 137.
Conferir original em inglês
[p. 140: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 140, contando a capa.
TRECHO 74 · PÁGINA FÍSICA 167
Página física 167 (página impressa 165), página inteira: tabela da cronologia de novembro de 1957, dia 5 e início do dia 6
Tabela com as colunas data, local, hora e descrição. Todas as linhas, na ordem da página:
5, Port Arthur, Ontário, Canadá, 19h30. Objeto elíptico brilhante viajando em alta velocidade, baixo no horizonte.
Hora padrão do Centro:
5, Galesburg, Illinois, por volta das 4h30. Objeto elíptico laranja pairou e depois se afastou devagar para o norte.
5, golfo do México, 5h10. O navio da Guarda Costeira Sebago começou a acompanhar um OVNI no radar; OVNI brilhante parecido com planeta visto às 5h21. [Seção VIII; Radar]
5, base aérea de Keesler, Mississippi, por volta das 5h20. Um militar viu um OVNI elíptico ir de sul para norte, acelerar rapidamente e entrar nas nuvens.
5, Wichita Falls, Texas, 10h. OVNI oblongo observado indo para lá e para cá, entrando e saindo de nuvens de chuva.
5, East St. Louis, Illinois, 11h45. Dois objetos elípticos prateados passando por cima em alta velocidade, observados por funcionários da ferrovia Southern.
5, perto de Kearney, Nebraska, sem hora. Piloto da TWA relatou ter visto um objeto muito iluminado em alta velocidade.
5, Hedley, Texas, ao anoitecer. Objeto azul-esverdeado pulsante visto baixo sobre o chão; a televisão foi afetada.
5, perto de Wabash, Indiana, 18h12. OVNI com luzes em padrão circular passou três vezes baixo sobre um celeiro, emitindo um zumbido.
5, Dauphin, Manitoba, Canadá, 18h20. OVNI descrito ora como redondo e prateado, ora como laranja e em forma de ovo, relatado por cerca de 20 pessoas numa área ampla.
5, Winnipeg, Manitoba, Canadá, 18h40. OVNI prateado brilhante pairou e se moveu de um lado para outro; partiu para sudoeste, soltando um leve rastro, quando aviões da Real Força Aérea Canadense foram vistos se aproximando.
5, perto de Ringwood, Illinois, à noite. Objeto redondo e luminoso, subindo e descendo, seguiu um carro por algum tempo; uma testemunha relatou um ruído de chiado vindo do objeto.
5, Red Bank, Tennessee, 18h30. Objeto luminoso e pulsante na borda da camada de nuvens; acabou subindo até sumir.
5, Houston, Texas, 18h25. Objeto brilhante parecido com planeta passou por cima em zigue-zague, num curso irregular.
5, Houston, Texas, 19h. Objeto redondo e branco, com cerca de um quarto do tamanho da Lua, passou por cima e sumiu no horizonte sudeste em 15 segundos, fazendo um ruído de rugido.
5, perto de San Antonio, Texas, por volta das 21h30. Faróis, motor e rádio do carro falharam; o motorista viu então um OVNI elíptico pairando sobre um campo; o objeto subiu rápido, nivelou e partiu em alta velocidade.
5, Kansas City, Missouri, 23h15. OVNI redondo e vermelho-alaranjado passou de sudeste para sudoeste.
Hora padrão das Montanhas:
5, Alamogordo, Novo México, 16h34. Um técnico civil de radar viu um objeto laranja em forma de charuto pairando a oeste.
5, Hobbs, Novo México, 19h30. Dois relatos separados de uma luz que seguiu paralela a um carro e passou bem por cima dele; faróis e motores dos carros falharam.
Hora padrão do Pacífico:
5, perto de Dixon, Califórnia, 2h30. Um caminhoneiro relatou um objeto parecido com meteoro que desceu rápido, desacelerou e pairou, pulsando.
5, perto de Sacramento, Califórnia, 3h. Objeto elíptico azul-esverdeado movendo-se na vertical.
5, Long Beach, Califórnia, por volta das 3h50. Seis objetos circulares brilhantes manobrando como aviões num combate aéreo, relatados por um major da Força Aérea.
5, Corona del Mar, Califórnia, 18h04. Objeto circular laranja brilhante, como uma “lanterna de abóbora”, pairou sobre o oceano.
Sul do Transvaal, África:
5, Dunnotar (assim no original), Transvaal, e arredores, à noite. Centenas de pessoas viram um objeto cilíndrico enorme pairando; os observadores disseram que o OVNI se recolheu atrás das nuvens quando holofotes o localizaram.
6 de novembro (por fuso horário). Hora padrão do Leste:
6, Estados Unidos, fim de tarde e noite (em itálico). Espetacular aurora boreal observada numa área ampla. Causou muitos relatos errôneos de OVNI por cidadãos que vinham lendo sobre avistamentos havia dias.
6, Atlanta, Geórgia, 5h27. Objeto oval e laranja disparou para trás de uma nuvem, reapareceu e sumiu atrás de prédios.
6, costa oeste da Flórida, 5h20 a 5h30 (em itálico). Avistamentos generalizados de uma “bola de fogo”; possível meteoro.
6, Toronto, Ontário, Canadá, 7h. Objeto em forma de charuto, com aletas perto da frente, foi de leste para oeste deixando rastro; virou para o norte e depois para o sul. [Compare com o avistamento de piloto de 20/1/1951, seção V.]
6, Toronto, Ontário, Canadá, 7h15. Objeto brilhante em forma de charuto; ora pairava, ora se movia devagar.
6, 100 milhas ao norte de Ottawa, Canadá, 21h a 21h30. Um grupo de técnicos de eletrônica e radioamadores viu uma enorme esfera muito iluminada, que projetava fachos de luz, pairando sobre um morro; dois rádios falharam, a não ser por um tom único, forte e rapidamente modulado, captado numa frequência. O OVNI acabou sumindo nas nuvens.Nota editorial: As linhas em itálico no original são as que a própria NICAP atribuiu a aurora boreal ou a possível meteoro.
Conferir original em inglês
[p. 167: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 167, contando a capa.
TRECHO 75 · PÁGINA FÍSICA 169
Página física 169 (página impressa 167), página inteira: tabela da cronologia de novembro de 1957, dias 9 a 30
Tabela com as colunas data, local, hora e descrição. Todas as linhas, na ordem da página:
9, Sacramento, Califórnia, 15h45. Três objetos em forma de disco observados subindo e descendo e circulando no céu a leste.
9, perto de White Oaks, Novo México, 19h30. Os faróis do carro falharam quando uma luz brilhante se aproximou; o objeto então mudou de curso e partiu em alta velocidade.
9, província de Entre Ríos, Argentina, 10h55. Quatro objetos luminosos com rastros brilhantes passaram rápido por cima, de norte para sul, cruzando 40 graus do céu e sumindo em 10 a 12 minutos.
10, Madison, Ohio, por volta de 1h25. Uma moradora viu um OVNI brilhante pairando baixo sobre ela; efeitos sobre sua saúde foram relatados à NICAP. [Seção VIII.] (Nome e detalhes de saúde omitidos por privacidade.)
10, Hammond, Indiana, 19h. A polícia perseguiu um objeto alongado; um som alto de bipes interferiu nos rádios das viaturas; foi relatado um apagão de televisão. [Seção VII.]
11, Strum, Wisconsin, 8h20. Objeto prateado em forma de tubo, sem rastro, moveu-se devagar por cima em direção ao noroeste.
11, perto de Los Angeles, Califórnia, de dia. OVNI elíptico e prateado observado movendo-se baixo sobre o deserto, visto de um avião de linha que se aproximava de Los Angeles. [Seção VII.]
11, San Fernando Valley, Califórnia, 16h20. Três objetos elípticos e prateados subindo em alta velocidade, observados por engenheiros aeronáuticos. [Seção VI.]
11, Pittsburgh, Pensilvânia, 17h. Observadores do programa Moonwatch viram dois objetos redondos e brilhantes deixando longos rastros parecidos com fogo, movendo-se para leste.
12, Fitchburg, Massachusetts, 0h35. Muitas pessoas viram duas luzes brilhantes se aproximarem de direções opostas e pairarem juntas, subindo e descendo.
12, Rumney, New Hampshire, 22h20. O motor do carro falhou e as luzes apagaram; um homem viu uma luz vermelha se afastando.
12 ou 13, Hazelton (assim no original), Pensilvânia, sem hora. Televisão perturbada enquanto um OVNI era visto.
14, Sacramento, Califórnia, por volta das 17h. OVNI oval e brilhante cruzando o céu a leste e entrando numa espessa massa de nuvens, visto por funcionários do Depósito de Sinalização do Exército.
14, “Tamuroa” (assim no original), Illinois, sem hora. Objeto circular muito brilhante pairando, fazendo sons de crepitação ou de explosão; emitiu três clarões; a energia elétrica falhou na área.
14, Austin, Texas, 20h. Objeto redondo e brilhante subiu e desceu e foi de um lado a outro.
14, montanhas de San Bernardino, Califórnia, à noite. “Globo de luz branca” observado por um piloto; piscou como se respondesse aos sinais dele. [Seção V.]
15, condado de Smith, Tennessee, das 18h45 às 21h30. Polícia Estadual, xerife e outras pessoas viram repetidas vezes luzes vermelhas piscando e girando, que pairavam e se moviam devagar. [Seção VII.]
15, Wheaton, Maryland, 20h. Dois objetos destacados, com luz própria, em escalão, passaram de nordeste para sudoeste em alta velocidade.
15, Cachoeira, Brasil, 14h. Motores de carros falharam; OVNI pairando baixo sobre o chão.
16, Lemmon, Dakota do Sul, à noite. Um OVNI seguiu um trem até o pátio ferroviário, pairou e partiu em alta velocidade; os telefones da ferrovia e o sistema automático de bloqueio falharam.
20, perto de McMinnville, Tennessee, por volta das 22h. Luz vermelha piscante passou baixo sobre o carro do xerife; ele chamou outros policiais e deu perseguição, sem conseguir alcançar o OVNI.
21, Compton (assim no original), New Hampshire, 18h05. Objeto oblongo e brilhante moveu-se rápido por cima para leste, parou e pairou, pulsando; mais tarde partiu velozmente para oeste.
22, Canutillo, Texas, por volta das 16h. OVNI prateado que pairava acelerou, foi para lá e para cá e subiu até sumir. [Seção VII.]
23, Tiro, Ohio, 18h30. Objeto parecido com disco acompanhou um carro, balançando para lá e para cá e para cima e para baixo.
25, Mogi Mirim, Brasil, por volta das 22h. As luzes da cidade falharam quando 3 OVNIs circulares passaram por cima.
26, Baton Rouge, Luisiana, 11h15. Três objetos achatados e prateados em formação em V, movendo-se devagar para oeste no céu ao norte.
30, Murphysboro, Illinois, à tarde. Três objetos ovais e brancos em formação em V movendo-se rápido para oeste.Nota editorial: Grafias do original mantidas e marcadas: Hazelton (Hazleton), Tamuroa (Tamaroa) e Compton (provavelmente Campton). Na linha de Madison, Ohio, o original traz o nome da moradora e os efeitos físicos relatados; ambos foram omitidos por serem dados de saúde de particular.
Conferir original em inglês
[p. 169: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 169, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 05/1964 — Mês de publicação indicado na folha de rosto (maio de 1964).
- Documento
- 05/1964 — Folha de rosto: Washington, D.C., maio de 1964; copyright de 1964.
- Publicação
- 02/04/2001 — Data do carimbo de aprovação para liberação da cópia da CIA (CREST).
Origem e divulgação
NICAP (autoria e edição de Richard H. Hall); cópia arquivada pela CIA e liberada pelo sistema CREST · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
Estrutura descrita a partir das páginas físicas 1 a 7 (capa, folha de rosto, direitos autorais, sumário e introdução); páginas físicas 174 a 186 (Congresso, problemas e recomendações, notas, formulário e contracapa) sintetizadas uma a uma.
undefined ↗ — undefined
Relatos relacionados e suas diferenças
- Fahrney anuncia o NICAP, 1957
- Olden Moore, Ohio, 1957
- Patrulhas de White Sands, 1957
- Norte da Califórnia, 1960
- Argentina, 1962
- Levelland, 1957
Perguntas para continuar a investigação
- Como e quando a cópia do relatório entrou nos arquivos da CIA, e quem a pediu?
- O que foi coberto de preto na folha de rosto e na página de direitos autorais da cópia liberada?
GEOGRAFIA DO CASO
Washington, D.C., EUA
Referência aproximada à cidade-sede da NICAP, posicionada pela redação. Não indica local de avistamento.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
Páginas físicas 1 a 7 (capa, folha de rosto, direitos autorais, sumário e introdução) e 174 a 186 (Congresso, problemas e perigos, recomendações, notas, formulário e contracapa)
CIA · 186 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


