UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: Setembro de 1954 a dezembro de 1962 (casos reunidos)Local: Danane (África Ocidental Francesa), Upington, Transvaal e Joanesburgo (África do Sul), Manbhum (Índia), Indonésia, Taiwan, Coreia e Japão

África e Ásia, 1954-1962: teodolito em Upington, holofotes no Transvaal, mina na Índia e alunas em Amagasaki no levantamento da NICAP

O relatório The UFO Evidence, da NICAP, guardado pela CIA, resume relatos da África e da Ásia: um meteorologista que acompanhou um objeto com teodolito em Upington em 1954, holofotes militares apontados para um cilindro no Transvaal em 1957, um disco sobre uma mina de mica na Índia e cinco alunas japonesas que desenharam o mesmo objeto em 1962.

Arquivo da CIA
Data do evento
Setembro de 1954 a dezembro de 1962 (casos reunidos)
Local
Danane (África Ocidental Francesa), Upington, Transvaal e Joanesburgo (África do Sul), Manbhum (Índia), Indonésia, Taiwan, Coreia e Japão
Tema
Arquivo da CIA
Órgãos das fontes
CIA
Documentos
1 documento · 186 páginas
Leitura
17 min
Página impressa em duas colunas, com um desenho de objeto cilíndrico listrado e a legenda February 19, 1951, Kenya, Africa.Página do relatório NICAPPágina física 128
Página do relatório NICAP · NICAP (texto e desenho do relatório) · Página física 128 do arquivo divulgado. Página com o relato de Bicknell e o desenho do objeto do Kilimanjaro, a parte sobre o Extremo Oriente (Taiwan, Índia, Indonésia, Japão e Coreia), os casos africanos de Danane, Upington, Transvaal e Joanesburgo e o início da Austrália. Página física 128 do exemplar da CIA do relatório NICAP de 1964. O desenho é ilustração publicada pela NICAP, não fotografia; o texto é resumo da entidade. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · CIA

O que os registros contam

A seção de relatos estrangeiros do relatório The UFO Evidence, publicado em 1964 pela NICAP, entidade civil americana, tem uma parte sobre a África e outra sobre o Extremo Oriente. A CIA guardou um exemplar do livro, liberado em 2001, sem comentar seu conteúdo. O caso africano mais longo, o do monte Kilimanjaro em 1951, tem dossiê próprio, assim como os casos militares americanos no Japão citados nesta parte. Este dossiê reúne os demais relatos com data e lugar e as respostas oficiais citadas.

Na África, a NICAP cita a revista New Yorker de 23 de outubro de 1954: em 19 de setembro, o administrador de Danane, na África Ocidental Francesa, com a esposa, um médico e outros, teria visto uma máquina voadora oval com cúpula e luzes como holofotes. Em Upington, na província do Cabo, em 7 de dezembro de 1954, o chefe da estação meteorológica, R. H. Kleyweg, acompanhou com teodolito por cerca de um minuto um objeto branco semicircular, até ele ficar rápido demais. Kleyweg disse ter seguido milhares de balões e que aquilo não era balão. A fonte é o Natal Mercury de 28 de janeiro de 1955.

Durante a onda de novembro de 1957, centenas de pessoas no sul do Transvaal teriam visto um enorme objeto cilíndrico. Na noite de 5 de novembro, segundo as testemunhas citadas pelo New Zealand Herald, holofotes da Força Aérea sul-africana em Dunnottar o iluminaram, e ele recuou para trás das nuvens. Em Joanesburgo, em 11 de abril de 1958, H. F. Daniels, inspetor de instrumentos do aeroporto, viu à noite um objeto branco-avermelhado indo e vindo no horizonte, às vezes parado. Ele disse que, em 18 anos com aviões, nunca vira aparelho convencional com aquela velocidade. A fonte é o Sunday Times de Joanesburgo.

Na Ásia, em 15 de setembro de 1954, em Manbhum, Bihar, Índia, o gerente de uma mina de mica, Ijapada Chatterjee, e centenas de pessoas teriam visto um objeto em forma de pires descer a cerca de 500 pés, pairar e subir provocando forte rajada de vento. A NICAP observa que a mina fornecera berílio à Comissão de Energia Atômica dos EUA. A informação veio de um jornal indiano, por meio de um diretor da entidade. Em 12 de dezembro de 1962, às 16h30, cinco alunas de Amagasaki, no Japão, viram um objeto muito brilhante e, pedidas a desenhar separadamente, fizeram todas um disco em forma de Saturno. Os nomes das meninas não aparecem; a fonte é uma publicação japonesa de pesquisa de OVNIs.

A NICAP lista ainda relatos militares americanos no Japão e na Coreia: um F-61 em 1948, B-29 perto de Wonsan e Sunchon em janeiro de 1952, um disco em volta de um F-86 perto de Misawa em março de 1952, um objeto perto da torre de uma base em agosto de 1952 e um objeto entre nuvens visto pelo major William D. Leet perto de Oshima em outubro de 1952. Cita também um livro indonésio de 1961 com prefácio do chefe da Força Aérea, marechal S. Suryadarma, e uma resposta do Serviço Meteorológico de Taiwan de 1963, segundo a qual o tema caberia a um órgão militar e não havia conclusão oficial. Os relatos são resumos da entidade, sem documento oficial africano ou asiático reproduzido.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

The UFO Evidence é publicação privada da NICAP (1964). As páginas não foram transcritas nem traduzidas na íntegra: cada bloco traz uma síntese fiel da página inteira em português, com no máximo uma citação curta. As páginas 127 e 128 cobrem também os casos europeus, o relato do Kilimanjaro e o início da Austrália que estão nelas; a página 131 traz todas as notas 17 a 66, entre elas as notas 53 a 59. Nomes de menores não constam do original.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 127

Página física 127 (impressa 123), página inteira: França (onda de 1954, Orly, Paris), Alemanha, sul da Europa e Mediterrâneo (Roma, Belgrado, Barcelona, Palma) e abertura da parte sobre a África

A revista New Yorker, na coluna Carta de Paris de 23/10/1954, relatou muitos avistamentos no verão e no outono daquele ano, com testemunhas como o prefeito de Briançon, gendarmes, marinheiros e taxistas; a onda europeia do outono de 1954 seria uma das concentrações mais intensas já registradas (ver os livros de Aimé Michel). No aeroporto de Orly, Paris, em 17/02/1956, um OVNI foi rastreado por radar e visto por um piloto da Air France; segundo os radaristas, o objeto apareceu nas telas a cerca de 1.700 mph e depois pairou em vários pontos sobre a capital [nota 46]. Também em Paris, em 26/09/1957, um funcionário da embaixada americana e a esposa observaram por vinte minutos, por volta das 19h, um OVNI elíptico laranja-avermelhado; o caso foi relatado à NICAP em confidência [nota 47]. Alemanha: em 1963, o major Artur W. Heyer, adido aéreo da embaixada alemã, respondeu a um membro da NICAP que não havia informação disponível nem política ou órgão oficial do governo da Alemanha Ocidental sobre OVNIs, mas lamentou a resposta e disse achar que o tema ainda não fora explorado o suficiente [nota 48]. Sobre Fürstenfeldbruck, em 23/11/1948, um OVNI vermelho brilhante foi visto por um piloto da Força Aérea dos EUA e rastreado por radar de terra e de bordo, a 900 mph, subindo 23.000 pés em poucos minutos (seção VIII, radar). O Daily Mail de Londres, em 05/07/1954, noticiou que Berlim via discos regularmente, que autoridades aliadas investigavam e que testemunhas alemãs afirmavam ver, com céu limpo, uma formação de três objetos rápidos, pequenos e discoides, entre 22h e 23h, a altitudes muito elevadas. Membros alemães da NICAP enviam informações: o estudante de engenharia Martin Bruckmann, por volta da meia-noite de 19/11/1956, viu sete objetos elípticos branco-azulados e brilhantes em formação em V passando depressa de leste para oeste sobre Frankfurt [nota 49]; em Kirchberg, no Hunsrück, às 15h30 de 25/05/1958, Günter Henn (mestre em administração de empresas) e outra pessoa viram um objeto prateado e reluzente, circular, com marcas como raios de roda, que desceu em diagonal e depois entrou nas nuvens na horizontal [nota 50]. O conselheiro da NICAP na Alemanha Ocidental, em Wolfsburg, é o Dr. Helmut H. Damm, americano nascido na Alemanha, consultor de gestão em engenharia, doutor em engenharia mecânica, que na guerra foi instrutor de sistemas e de campo e projetista na Divisão de Foguetes do Exército alemão. Em 1962 ele fez um levantamento: o quartel-general da Força Aérea em Bonn disse não ter pessoal nem verba para o tema; o Instituto Alemão de Pesquisa Aeronáutica não estudava OVNIs, mas se mostrou interessado e aberto; o jornal Bild queria mais fatos e relatos para publicar; e, em geral, pessoas e órgãos estavam mal informados. Dois cientistas alemães que trabalharam nos EUA depois da guerra defendem que os OVNIs são naves de outro planeta: o Prof. Hermann Oberth, que abriu artigo na American Weekly de 24/10/1954 com essa tese e, ao voltar à Alemanha em novembro de 1958, depois de trabalhar para os EUA em Huntsville, Alabama, repetiu que seres muito inteligentes observam a Terra há muito tempo [nota 51]; e o Dr. Walther Riedel, ex-projetista-chefe e diretor de pesquisa do centro de foguetes de Peenemünde, que dirigiu a Civilian Saucer Investigation de Los Angeles (CSI), primeiro grande grupo do gênero nos EUA, divulgado por Life e Time no início de 1952, e disse estar convencido de que os discos têm base fora deste mundo; outro membro de destaque da CSI foi o filósofo Gerald Heard, autor de Is Another World Watching? (Harpers, 1950). No sul da Europa e sobre o Mediterrâneo os relatos são tão frequentes quanto em qualquer área (por exemplo, New York Times de 30/03/1950, Mais discos voadores no Mediterrâneo e no Oriente), mas os mais documentados são da onda do outono de 1954. Por volta das 19h de 17/09/1954, um grande objeto circular, com forma de cone truncado, soltando fumaça e fazendo uma série de estampidos, foi visto ao longo de 15 milhas da costa mediterrânea a oeste de Roma; segundo a International News Service, a estação de radar da Força Aérea italiana em Pratica di Mare, 40 milhas a sudoeste de Roma, acompanhou-o por 39 minutos a 3.600 pés; voou devagar, depois acelerou e subiu na vertical em grande velocidade. Em Roma, em 28/10/1954, a embaixadora dos EUA na Itália, Clare Boothe Luce, esteve entre dezenas de testemunhas: um objeto redondo luminoso cruzou o céu, seguido da queda de partículas finas como algodão; ela disse ter visto algo sem saber o que era, e o repórter Maurizio Andreolo, da Associated Press, comparou o objeto a uma lua cruzando o céu em velocidade fantástica e em silêncio [nota 52]. Pouco depois das 6h15 de 25/10/1954, vários OVNIs, uns em forma de lança e outros de ovo, passaram sobre Belgrado, Iugoslávia (os mesmos ou parecidos foram vistos na Áustria e na Itália no mesmo dia); testemunhas: Vladimir Ajvas, engenheiro aeronáutico, Stjepan Djitkol, capitão da Força Aérea, e funcionários do aeroporto de Zemun. A United Press informou de Belgrado, em 27 de outubro, que as autoridades faziam uma investigação séria sobre objetos que não se pareciam com nada dos manuais de aviação; objetos elipsoidais brilhantes, com caudas azuladas, cruzaram o céu por cerca de uma hora depois do nascer do sol de segunda-feira, e cientistas de observatórios que os viram concluíram que não eram meteoros e provavelmente nenhum corpo celeste. Barcelona, Espanha, 12/11/1958 (AP): cientistas fundaram um centro de estudos interplanetários para investigar fenômenos inexplicados no espaço e objetos não identificados no céu; seu presidente, Eduardo Buelta, procurou a NICAP no fim de 1958 para colaborar e trocar informações. O observatório de Palma, em Maiorca, nas ilhas Baleares, viu um OVNI às 9h33 de 22/05/1960; o relatório, telegrafado à NASA em Washington, descreveu um objeto branco triangular de cerca de um quarto do tamanho da Lua, girando sobre o próprio eixo em rumo constante; a NICAP não obteve resposta do observatório. África (introdução em destaque): o continente teria sido visitado repetidamente por OVNIs com características iguais às do resto do mundo; um dos relatos mais antigos e espetaculares é o de um enorme OVNI em forma de charuto que pairou sobre o monte Kilimanjaro em 19/02/1951, fotografado de um avião da East African Airways; depois de muito tempo parado, subiu em ângulo forte e sumiu; segundo o Natal Mercury, o filme revelado mostrava imagem clara e grande do objeto.

Nota editorial: Grafias do original: “Fursten-Feldbruck”, “Practica Dimare” (Pratica di Mare), “Clare Booth Luce” (Clare Boothe Luce), “Centro do Estudios”; normalizadas na síntese.

Conferir original em inglês
[p. 127: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 127, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 128

Página física 128 (impressa 124), página inteira: relato de Bicknell (Kilimanjaro), Extremo Oriente (Taiwan, Índia, Indonésia, Japão e Coreia), resto da África (Danane, Upington, Transvaal, Joanesburgo) e início de Austrália e Nova Zelândia

O caso do Kilimanjaro foi detalhado no Sunday Post de Nairóbi em 25/02/1951 pelo comandante Jack Bicknell, piloto do avião da East African Airways; trechos do relato: o Lodestar saiu de Nairóbi West às 7h; às 7h20 o radiotelegrafista D. W. Merrifield apontou um objeto brilhante, como estrela branca, parado cerca de 10.000 pés acima do Kilimanjaro; observaram três minutos, avisaram os passageiros, um deles com binóculo potente; mandaram mensagem a Eastleigh, que pediu para verificar se era balão meteorológico; já a cerca de 50 milhas da montanha, Bicknell viu pelo binóculo um objeto metálico em forma de projétil, com mais de 200 pés, aleta vertical de corte reto numa ponta, prata fosco, com faixas escuras verticais a intervalos regulares, contorno nítido, totalmente parado por 17 minutos, enquanto dois passageiros fotografavam; depois foi para leste, subindo, e sumiu a cerca de 40.000 pés, sem rastro nem meio visível de propulsão; Bicknell achou que era uma máquina voadora (caso tratado em dossiê próprio). Desenho com legenda: “19 de fevereiro de 1951, Quênia, África: OVNI observado pairando sobre o monte Kilimanjaro por piloto da East African Airways”. Extremo Oriente: por dificuldades de idioma, a NICAP reuniu poucos relatos (exceto Austrália e Nova Zelândia), mas sabe que OVNIs são vistos com frequência e que há grupos na maioria dos países. Uma consulta ao governo nacionalista chinês, encaminhada ao Serviço Meteorológico de Taiwan, teve em 1963 a resposta de que a observação de OVNIs deveria caber a um órgão militar, como a Defesa Civil, para atender emergências; que o governo informará o público quando necessário; e que não havia conclusão nem relatório oficial [nota 56]. Um relatório de inteligência não classificado da Força Aérea em posse da NICAP descreve um grande objeto redondo visto num lugar do Extremo Oriente em dezembro de 1956; um piloto de jato teve interferência no radar ao se aproximar e viu o objeto se afastar com facilidade (seção I). Em Manbhum, Bihar, Índia, em 15/09/1954, Ijapada Chatterjee, gerente de uma mina de mica, e centenas de outras pessoas viram um objeto em forma de pires descer a cerca de 500 pés, pairar e subir em velocidade enorme, provocando forte rajada de vento; o objeto foi visto sobre uma mina que fornecera berílio à Comissão de Energia Atômica dos EUA [nota 57]. Um livro publicado na Indonésia em 1961, The Mystery of the Flying Saucers Revealed, tem prefácio do chefe do Estado-Maior da Força Aérea, marechal do ar S. Suryadarma, revelando que o pessoal da Força Aérea indonésia relatou OVNIs muitas vezes; o autor é o coronel J. Salatun, secretário do Estado-Maior Conjunto e membro do Congresso Popular; a NICAP confirmou os cargos com a embaixada. No Japão e na Coreia, sobretudo na Guerra da Coreia, militares americanos viram OVNIs muitas vezes: 15/10/1948, a tripulação de um caça noturno F-61 sobre o Japão rastreou no radar e viu a silhueta de um OVNI em forma de bala de fuzil (comparar com o Kilimanjaro), que repetidamente acelerou para fora do alcance (seção VIII); 29/01/1952, discos brilhantes e giratórios vistos por tripulações de B-29 perto de Wonsan e Sunchon, Coreia [nota 58]; 29/03/1952, pequeno disco brilhante manobrou em volta de um F-86 em voo ao norte de Misawa, Japão (seção I); 05/08/1952, OVNI circular escuro com luz forte no corpo pairou perto da torre da base de Oneida, Japão, partiu e se dividiu em três (seção VIII); 13/10/1952, OVNI elíptico pairando entre nuvens perto de Oshima, Japão, visto pelo major William D. Leet, da Força Aérea, e seu mecânico de voo, partiu depois de 7 minutos (seção III); 12/12/1962, cinco alunas em Amagasaki, às 16h30, viram um OVNI muito brilhante e, desenhando cada uma separadamente o que viram, as cinco fizeram um disco em forma de Saturno [nota 59]. África: a New Yorker de 23/10/1954 relatou que, em 19 de setembro daquele ano, o administrador de Danane, na África Ocidental Francesa, com a esposa, um médico e outros, viu uma máquina voadora oval com cúpula e luzes como holofotes. Na África do Sul, cientistas, pessoal de aviação, policiais e muitos outros relataram OVNIs: na estação meteorológica de Upington, província do Cabo, em 07/12/1954, o chefe da estação, R. H. Kleyweg, acompanhou pelo teodolito por cerca de um minuto um OVNI branco semicircular, até ele ficar rápido demais; disse ter seguido milhares de balões meteorológicos e que aquilo não era balão [nota 53]. Na onda de novembro de 1957 nas Américas (seção XII), centenas de pessoas no sul do Transvaal viram um enorme OVNI cilíndrico; na noite de 5 de novembro ele pairava, e holofotes da Força Aérea sul-africana em Dunnottar o iluminaram, e ele, segundo as testemunhas, recuou para trás das nuvens [nota 54]. Em Joanesburgo, em 11/04/1958, H. F. Daniels, inspetor de instrumentos do aeroporto, e outros viram à noite um OVNI branco-avermelhado acima do horizonte norte, indo e vindo de leste a oeste; Daniels, com 18 anos de trabalho com aviões, disse que não era avião convencional, que a velocidade era fenomenal e que às vezes ficava parado, mudando de branco para vermelho-sangue [nota 55]. Muitos outros casos africanos, de bases aéreas francesas e estações científicas, foram registrados por Aimé Michel. Austrália e Nova Zelândia: outro foco de atividade, nas mesmas latitudes sul de Brasil, Uruguai e Argentina, com grande número de casos e de interesse público [nota 60]. Como em outros países, os OVNIs são oficialmente inexistentes: carta de 1963 de A. B. McFarlane, secretário do Departamento do Ar da Austrália, diz que a Real Força Aérea Australiana recebe e investiga relatos, mas não divulga detalhes, e cita discurso de 1960 do ministro do Ar, F. M. Osborne, no Parlamento: quase todos os relatos teriam explicação normal, só três ou quatro por cento não poderiam ser explicados como fenômeno natural, e nada desses três ou quatro (continua na página seguinte).

Nota editorial: O original escreve “Oneida AFB” no caso de 05/08/1952; a cronologia do mesmo relatório (p. 135) dá Haneda para essa data. A cronologia (p. 135) diz F-84 no caso de Misawa, e esta página diz F-86; divergência interna do original. Nomes de menores não aparecem no original.

Conferir original em inglês
[p. 128: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 128, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 131

Página física 131 (impressa 127), página inteira: notas 17 a 66 da seção X (fontes citadas), linha por linha; a metade de baixo da página está em branco

Notas da seção X (continuação), na ordem da página: 17. Diário de São Paulo, 22/02/1958. 18. Diário Popular, 07/07/1957. 19. APRO Bulletin, setembro de 1959; jornais brasileiros de 20/08/1957. 20. Piloto entrevistado pelo comandante A. B. Simões, São Paulo, Brasil. 21. O Estado de S. Paulo, 28/05/1958. 22. Relatório registrado oficialmente no aeroporto e repassado à Força Aérea Brasileira; obtido para a NICAP por J. Escobar Faria, conselheiro em São Paulo. 23. Relatório obtido por J. Escobar Faria, São Paulo. 24. Carta nos arquivos da NICAP. 25. El Mercurio, 28/10/1959. 26. El Universal, 31/01/1958. 27. Relatório nos arquivos da NICAP. 28. APRO Bulletin, abril de 1955. 29. Keyhoe, Donald E., obra citada, p. 249. 30. Últimas Noticias, 03/07/1960. 31. Relatório nos arquivos da NICAP. 32. El Universal, 13/02/1962. 33. New York Times, 28/07/1946. 34. Ver New York Times, 11/08/1946; Associated Press, 11/08/1946; Aftonbladet de Estocolmo, 13/08/1946. 35. New York Times, 11/10/1946. 36. United Press, 18/12/1953. 37. Carta assinada pelo coronel O. B. Engvik, adido aéreo, nos arquivos da NICAP. 38. Christian Science Monitor, 29/01/1959. 39. Carta nos arquivos da NICAP. 40. Carta nos arquivos da NICAP. 41. RAF Flying Review, julho de 1957; London Illustrated News, 02/12/1954. 42. Irish Times, 22/05/1962; agência Reuters, 22/05/1962. 43. Carta à CSI de Los Angeles, nos arquivos da NICAP. 44. Michel, Aimé, The Truth About Flying Saucers (Criterion, 1956), pp. 165-166. 45. Idem, p. 169 e seguintes. 46. Los Angeles Times, 19/02/1956. 47. Relatório nos arquivos da NICAP, à disposição de investigadores do Congresso. 48. Carta nos arquivos da NICAP. 49. Relatório nos arquivos da NICAP. 50. Relatório nos arquivos da NICAP. 51. United Press International, 07/11/1958. 52. Associated Press, 28/10/1954. 53. Natal Mercury (Durban), 28/01/1955. 54. New Zealand Herald, 07/11/1957 (com data de Joanesburgo). 55. Sunday Times de Joanesburgo, 13/04/1958. 56. Carta assinada por Kenneth T. C. Cheng, diretor do Serviço Meteorológico de Taiwan, nos arquivos da NICAP. 57. Informação obtida pelo reverendo Albert H. Baller, da diretoria da NICAP, a partir de jornal indiano. 58. Life, 07/04/1952; Newsweek, 03/03/1952. 59. Relatório e desenhos publicados em Japan International UFO Investigation, editado por J. I. Takanashi, Toyonaka, Osaka, Japão (8-9-2, Sakurazuka-Higashi). 60. Para mais dados sobre avistamentos na Austrália, Nova Guiné e Nova Zelândia, ver Maney, Charles A., e Hall, Richard, Challenge of Unidentified Flying Objects (Willard Courts nº 504, Washington, D.C. 20009), capítulo 3, Recent Sightings in the Pacific. 61. Carta nos arquivos da NICAP. 62. Auckland Star, 16/12/1954 (N.Z.P.A., Reuters). 63. Jornais de San Francisco, 19/06/1957. 64. Manila Bulletin, 06/11/1957. 65. Popular Science, agosto de 1951. 66. Relatórios nos arquivos da NICAP.

Nota editorial: O original grafa “Diairo de Sao Paulo” e “Diairo Popular”; corrigido para Diário. As notas 1 a 16 estão no fim da página física 130.

Conferir original em inglês
[p. 131: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 131, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
Não estabelecida — Conjunto de casos: 15/09/1954 (Manbhum), 19/09/1954 (Danane), 07/12/1954 (Upington), 05/11/1957 (Transvaal), 11/04/1958 (Joanesburgo), 12/12/1962 (Amagasaki), além de casos militares no Japão e na Coreia de 1948 a 1952.
Documento
Não estabelecida — Carta do Serviço Meteorológico de Taiwan de 1963, assinada por Kenneth T. C. Cheng, citada pela NICAP.
Publicação
1964 — The UFO Evidence, NICAP, 1964; exemplar da CIA liberado em 02/04/2001.

Origem e divulgação

NICAP (autoria); CIA (guarda do exemplar, série CREST CIA-RDP81R00560R000100010001-0) · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

Páginas físicas 127, 128, 131 examinadas no fac-símile.

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Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • A estação meteorológica de Upington registrou em boletim a observação de Kleyweg de 07/12/1954?
  • A Força Aérea sul-africana deixou registro do uso dos holofotes de Dunnottar em 05/11/1957?

GEOGRAFIA DO CASO

Vários locais na África e na Ásia

Dossiê com casos em países diferentes; sem ponto único no mapa.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

    Páginas físicas 127 e 128 (impressas 123 e 124: África e Extremo Oriente) e 131 (impressa 127: notas 53 a 59, fontes) do relatório NICAP The UFO Evidence (1964), cópia CREST da CIA

    CIA · 186 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

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Trecho datilografado com o título July 14, 1951; White Sands, N.M.Página do relatório NICAP

Arquivo da CIA1951Local: Estação de rastreamento de mísseis do campo de provas de White Sands, Novo México, EUA

White Sands, 1951: radar, binóculo e 200 pés de filme registram objeto perto de um B-29, segundo a NICAP

Segundo o relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, dois operadores de radar de uma estação de rastreamento de mísseis em White Sands captaram um objeto rápido na manhã de 14 de julho de 1951, enquanto um rastreador via com binóculo um objeto grande perto de um B-29. Um terceiro observador teria feito 200 pés de filme de 35 mm, que nunca foi divulgado.

Abrir o caso
Texto datilografado sobre os filmes de Ray Stanford, com o subtítulo The StoryPágina do relatório NICAP

Arquivo da CIA1959Local: Corpus Christi, Texas, EUA

Corpus Christi, 1959: dois filmes de Ray Stanford mostram uma luz parada, e a NICAP diz que não confirmam o relato de quatro objetos

O relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, examina dois filmes coloridos feitos por Ray Stanford e um amigo em Corpus Christi, em 28 de julho de 1959. A NICAP concluiu que os filmes são registros autênticos de algum objeto no céu, mas que não confirmam o relato verbal de quatro objetos em forma de charuto e de um disco lançado por um deles.

Abrir o caso
Trecho datilografado com o título July 3, 1954; Albuquerque, N.M. e mensagem em maiúsculasPágina do relatório NICAP

Arquivo da CIA1954Local: Cerca de 20 milhas ao norte do aeroporto de Albuquerque, Novo México, EUA

Albuquerque, 1954: mensagem de radar fala em nove esferas verdes paradas por seis minutos e depois a 2.600 milhas por hora

O relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, reproduz uma mensagem da estação de radar da zona de identificação de defesa aérea de Albuquerque, interceptada por acaso em Chicago, sobre nove objetos esféricos de luz verde parados a 24.000 pés e depois em deslocamento a cerca de 2.600 milhas por hora. Os números, segundo a mensagem, vieram de triangulação.

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