UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: 21/11/1954 a 24/07/1961 (casos reunidos)Local: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campos, Joinville, Araranguá, costa da Bahia, Pampulha e Ilha Grande, Brasil

Brasil, 1954-1961: pane elétrica num C-47 da Varig, rádio queimado num C-46 e outros relatos de pilotos reunidos pela NICAP

O relatório The UFO Evidence, da NICAP, guardado pela CIA, reúne sete relatos de pilotos no Brasil entre 1954 e 1961, dois deles com efeitos em aviões: motores falhando e luzes enfraquecendo num C-47 da Varig perto de Joinville e três equipamentos queimados num C-46 perto de Araranguá. São resumos curtos baseados em jornais brasileiros e em relatórios obtidos por pesquisadores do país.

Arquivo da CIA
Data do evento
21/11/1954 a 24/07/1961 (casos reunidos)
Local
Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campos, Joinville, Araranguá, costa da Bahia, Pampulha e Ilha Grande, Brasil
Tema
Arquivo da CIA
Órgãos das fontes
CIA
Documentos
1 documento · 186 páginas
Leitura
18 min
Página impressa em duas colunas com datas sublinhadas como June 30, 1957, August 14, 1957 e November 4, 1957.Página do relatório NICAPPágina física 124
Página do relatório NICAP · NICAP (texto do relatório) · Página física 124 do arquivo divulgado. Página com a continuação da parte sobre o Brasil: Trindade, os relatos de pilotos de 1957 a 1961 (Martins, Delgado, Araújo, de Beyssac, Bittar, Pampulha e Saez), a carta do adido aéreo brasileiro e o início dos outros países sul-americanos. Página física 124 do exemplar da CIA do relatório NICAP de 1964. Texto da entidade civil baseado em jornais e relatórios de pesquisadores; não é documento da FAB. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · CIA

O que os registros contam

Na seção de relatos estrangeiros do relatório The UFO Evidence, publicado em 1964 pela NICAP, entidade civil americana, o Brasil aparece como país de atividade quase constante e de divulgação mais aberta que a americana. Uma cópia do livro ficou nos arquivos da CIA, liberada em 2001; a agência não comenta os casos. A NICAP cita a comissão brasileira CBPCOANI, criada em 1958 com o advogado J. Escobar Faria, o médico Olavo Fontes, o professor Flávio Pereira e o comandante A. B. Simões, além de representantes militares. Os relatos de pilotos vêm sobretudo de jornais como Diário de São Paulo, Diário Popular e O Estado de S. Paulo e de relatórios obtidos por Escobar Faria e Simões.

Os primeiros casos são de 1954 e 1957. Em 21 de novembro de 1954, à noite, perto do Rio de Janeiro, um avião de passageiros teria encontrado 19 objetos brilhantes que passaram a cerca de 300 pés, causando pânico. Em 30 de junho de 1957, às 18h30, num DC-3 de Belo Horizonte para o Rio, o comandante Saul Martins viu um disco vermelho-alaranjado manobrar em volta do avião; entre os passageiros estava o escritor Aires da Mata Machado Filho. Em 4 de julho de 1957, o comandante Delgado, da REAL, entre Campos e Vitória, disse que o objeto circular que acompanhava o avião mostrava aberturas iluminadas, como janelas, ao atravessar nuvens.

O caso mais citado pela NICAP como efeito físico é o de 14 de agosto de 1957, às 20h55, perto de Joinville. Num C-47 da Varig de Porto Alegre para o Rio, a 6.300 pés, o copiloto viu um objeto luminoso acompanhando pela esquerda. Segundo o comandante Jorge Campos Araújo, o objeto passou à frente, cruzou diante do avião, pairou e mergulhou nas nuvens. Enquanto pairava, os motores começaram a falhar e as luzes da cabine enfraqueceram; quando se afastou, o sistema elétrico voltou ao normal. Araújo o descreveu como um pires com cúpula de luz verde intensa e base amarelada. A fonte indicada é o boletim da APRO e jornais brasileiros de 20 de agosto de 1957.

Em 4 de novembro de 1957, à 1h20, perto de Araranguá, o comandante Jean Vincent de Beyssac, num C-46 da Varig a 7.000 pés, viu uma luz vermelha à esquerda. Quando começou a manobrar para investigar, a luz saltou num arco de 45 graus e pareceu maior; numa curva fechada, ela brilhou mais e a tripulação sentiu cheiro de fumaça. A luz sumiu, e depois se constatou que o radiogoniômetro, o gerador direito e o rádio tinham queimado ao mesmo tempo. A fonte é uma entrevista do piloto ao comandante A. B. Simões. Não há laudo técnico da pane nas páginas.

Os outros casos: em 27 de maio de 1958, perto da costa da Bahia, o comandante Bittar, da Varig, viu um objeto com projeções em forma de bola manobrar sob o avião e mergulhar para o mar. Em 14 de julho de 1959, um piloto da FAB, a pedido da torre de Pampulha, em Belo Horizonte, disse ter sido seguido por uma luz por cerca de uma hora desde Pico do Couto; o operador disparou sinalizadores e a luz mudou de cor e subiu. Em 24 de julho de 1961, perto da Ilha Grande, o comandante José Guilherme Saez, de um Scandia da VASP, viu um objeto que fazia mudanças bruscas de direção. O registro de Pampulha teria sido anotado no aeroporto e repassado à FAB.

A NICAP contrapõe a esses relatos uma carta de 1959 do major-brigadeiro Antônio Barcellos, adido aéreo do Brasil em Washington, segundo a qual o governo brasileiro não reconhecia relatos de OVNIs e punha o tema na categoria de Papai Noel. A entidade vê nisso um caso de embaixada que desqualifica o assunto apesar do interesse em casa. Todos os episódios são resumos de poucas linhas, sem documento da FAB ou das empresas aéreas nas páginas. As estimativas de altitude e as descrições vêm dos pilotos, citados por jornais ou por pesquisadores. O caso da ilha da Trindade, de 1958, também citado nesta parte, tem dossiê próprio.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

The UFO Evidence é publicação privada da NICAP (1964). As páginas não foram transcritas nem traduzidas na íntegra: cada bloco traz uma síntese fiel da página inteira em português, com no máximo uma citação curta. As páginas 123 e 124 cobrem também os casos de outros países da mesma página; a página 131 traz a lista completa das notas 17 a 66, das quais as notas 17 a 24 indicam as fontes dos casos brasileiros.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 123

Página física 123 (impressa 119), página inteira: Alasca (nota), México, América Central, América do Sul (Argentina, com Córdoba, Espora, Floresta e Ezeiza) e início do Brasil (comissão CBPCOANI, Porto Alegre e o avião perto do Rio)

Nota: o Alasca já é um dos Estados Unidos, mas entra nesta seção pela posição geográfica. México: na onda de 1949-1950 houve muitas notícias de OVNIs sobre o país; por exemplo, o Los Angeles News de 14 e 15/03/1950 publicou despacho da United Press da Cidade do México segundo o qual centenas de pessoas viram quatro discos sobre a capital e um sobre Monterrey, com observadores de aeronaves treinados e meteorologistas entre as testemunhas (seção V); houve muitos outros nos 12 anos seguintes. Em 1958, Rafael Aveleyra, ministro da embaixada do México em Washington, escreveu à NICAP que, segundo informação do governo, não fora recebido nenhum relato no México e por isso não houvera investigação oficial [nota 10]. América Central: OVNIs vistos com regularidade sobre o golfo do México, o Caribe e a América Central (caso do golfo do México de 06/12/1952; caso do guarda-costas Sebago, 05/11/1957, seção VIII). Em 23/01/1959, o New York Times noticiou que um objeto prateado brilhante, que cruzou em arco o céu do canal do Panamá, fora rastreado por radar americano. Uma associada da NICAP em El Salvador, que visitou o escritório em 1961, disse que os avistamentos eram muito comuns em seu país e assunto corrente, inclusive nas escolas. América do Sul: o mesmo vale para a maioria dos países; pelo menos cinco têm organizações ativas, e Argentina e Brasil trataram o assunto com mais franqueza que qualquer outra nação. Argentina: carta da embaixada argentina de 10/10/1958 pediu à NICAP dados sobre sua estrutura, alcance e objetivos, porque oficiais da Força Aérea argentina estudavam criar um órgão semelhante [nota 11]. No aeroporto de Córdoba, em 25/11/1954, dois objetos luminosos pairaram quase uma hora e foram relatados pelo Dr. Marcos Guerci, chefe do serviço meteorológico, pelo controlador de torre Carlos Bassoli e muitos outros; um era quase semicircular, como um disco de perfil, o outro circular; segundo relatório oficial divulgado pela embaixada, Guerci disse acreditar ter visto “algo alheio ao nosso conhecimento” [nota 12]. A série mais recente começou em maio de 1962 e seguiu o ano todo, com pousos relatados que deixaram marcas e manchas no chão, fenômenos luminosos muito manobráveis e efeitos eletromagnéticos (seção XII, cronologia argentina). Em 22/05/1962, uma formação de pilotos da Marinha viu OVNIs quatro vezes em cerca de 35 minutos perto da base aeronaval Espora; numa delas, por volta das 19h20, o aluno piloto Roberto Wilkinson relatou que um objeto luminoso atrás do avião iluminou sua cabine e que a transmissão de rádio falhou quando ele passou por baixo [nota 13]. Os avistamentos continuaram, muitos em torno de aviões e aeroportos; sobre o distrito de Floresta, em 08/09/1962, o tenente Juan José Vico viu um OVNI lenticular de aspecto de metal polido, com manobras suaves e aparentemente controladas. Das investigações militares saíram duas declarações: o capitão Luis Sánchez Moreno, pela Marinha, disse à imprensa que a Marinha se preocupava constantemente com OVNIs desde a grande onda mundial de 1952; e o relatório divulgado pela embaixada após os casos de maio concluiu que os testemunhos dos pilotos oficiais e do pessoal do curso de voo indicavam a existência de fenômenos luminosos anormais. Além da embaixada, a NICAP agradece a Thomas Williams (Fundación Williams, Buenos Aires), a Christian Vogt, secretário da Comisión Observadora de Objetos Voladores No Identificados (CODOVNI), e ao engenheiro William Kalocai, diretor do Centro Investigador de Fenómenos Espaciales (CIFE), de Bahía Blanca [nota 14]. No aeroporto internacional de Ezeiza, Buenos Aires, em 22/12/1962, por volta das 3h, os controladores Horacio Alora e Mario Pezzutto observavam um avião da Aerolíneas Argentinas prestes a decolar e um DC-8 da Panagra em aproximação; quando um deles passava instruções de pouso, o comandante do jato perguntou o que era aquilo no fim da pista, e logo um piloto argentino fez a mesma pergunta; Alora viu um grande objeto redondo com brilho intenso de fogo na cabeceira da pista 1-0-2-8; pelo brilho, não soube dizer se tocara o chão; o objeto subiu uns dez metros, pairou, acelerou e partiu para nordeste, visto também por Pezzutto. Na onda de 1962, casos importantes foram noticiados livremente na televisão, em contraste, diz a NICAP, com a política sigilosa dos EUA. Brasil: atividade quase constante nos últimos 10 a 15 anos, em número e qualidade ao menos iguais aos dos EUA, e desde 1952 relatada muito mais abertamente. Em 1958, a maioria dos investigadores experientes formou a Comissão Brasileira de Pesquisa Confidencial sobre Objetos Aéreos Não Identificados (CBPCOANI), para promover investigação científica internacional; entre os membros, o Dr. J. Escobar Faria (advogado e autor, conselheiro da NICAP), o Dr. Olavo Fontes (médico, conselheiro da APRO, de Tucson), o Prof. Flávio Pereira (presidente, também do Conselho Científico da Sociedade Interplanetária Brasileira) e o comandante A. B. Simões (funcionário de companhia aérea e escritor); a comissão inclui representantes das Forças Armadas, e, como na Argentina, o tema é visto como problema que justifica órgãos civis e militares. Quase toda grande cidade costeira, base militar e aeroporto do Brasil teria sido visitado, com testemunhas de alta patente, autoridades e cientistas. Uma formação de objetos circulares prateados, aparentemente mecânicos, foi vista por oficiais e praças da FAB, pessoal de companhia aérea e civis sobre a base aérea de Porto Alegre em 24/10/1954 [nota 15]; a página reproduz um despacho de agência de notícias sobre o caso (resumido no dossiê de Porto Alegre). Em 21/11/1954, um incidente saiu na primeira página de jornais da América do Sul, da América Central e da Inglaterra, mas aparentemente não nos EUA: um avião de passageiros brasileiro, à noite, perto do Rio de Janeiro, encontrou 19 objetos brilhantes em forma de disco, que passaram em alta velocidade a cerca de 300 pés do avião, causando pânico entre os passageiros (continua na página seguinte).

Nota editorial: O número da pista aparece como “1-0-2-8” no original. A tradução de “summer” no caso de Floresta foi omitida porque a NICAP fala de verão do hemisfério norte (setembro de 1962), o que seria inverno na Argentina.

Conferir original em inglês
[p. 123: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 123, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 124

Página física 124 (impressa 120), página inteira: Brasil (fim do caso de 21/11/1954, Trindade, pilotos de linha e militares de 1957 a 1961, carta do adido aéreo) e outros países sul-americanos (Chile, Peru, Uruguai e início da Venezuela)

Fim do caso de 21/11/1954: a tripulação teve de agir com firmeza para acalmar os passageiros e prosseguir com segurança [nota 16]. Outro caso considerado muito importante, 16/01/1958, foi noticiado só de passagem nos EUA: perto da ilha da Trindade, na costa leste do Brasil, o navio oceanográfico Almirante Saldanha, do Ano Geofísico Internacional, viu e fotografou um OVNI em forma de disco que fez várias passagens (seção VIII, fotografias); o fotógrafo Almiro Baraúna, oficiais e marinheiros no convés viram o objeto, e Baraúna fez quatro boas exposições; o filme foi revelado a bordo, e as testemunhas confirmaram que as imagens em forma de Saturno (disco com uma aba central) correspondiam ao que tinham visto. A prova causou agitação no Congresso; a Marinha foi cautelosa e sigilosa no início, mas o presidente Juscelino Kubitschek interveio a pedido de um repórter e as fotos foram publicadas [nota 17]. Pilotos civis e militares do Brasil relataram OVNIs muitas vezes. 30/06/1957: avião de Belo Horizonte para o Rio, às 18h30, encontrou um objeto em forma de disco, vermelho-alaranjado e brilhante; o comandante Saul Martins disse à imprensa que o objeto manobrou em volta do DC-3, acompanhando-o por cima e por baixo; entre os muitos passageiros que viram estava o escritor Prof. Aires da Mata Machado Filho [nota 18]. 04/07/1957: avião da REAL de Campos para Vitória, capital do Espírito Santo, foi acompanhado por um OVNI circular; o comandante Delgado disse que, quando o avião e o objeto atravessavam nuvens, aberturas muito iluminadas, como janelas, ficavam visíveis e sumiam fora delas; o objeto tinha partes elevadas em cima e embaixo (seção IX, padrões, segundo o original). 14/08/1957: perto de Joinville, às 20h55, um C-47 da Varig de Porto Alegre para o Rio foi abordado por um objeto luminoso; o comandante Jorge Campos Araújo disse que o copiloto o viu primeiro, acompanhando o avião pela esquerda; o objeto disparou à frente, cruzou diante do avião, pairou um instante e mergulhou na camada de nuvens a cerca de 5.700 pés (o avião estava a 6.300); quando pairou, os motores começaram a falhar e as luzes da cabine enfraqueceram, e quando se afastou o sistema elétrico voltou ao normal (seção VIII, efeitos eletromagnéticos). Araújo o descreveu como um pires com uma espécie de cúpula em cima, toda brilhando em verde intenso, e a base achatada com luminosidade amarelada mais fraca [nota 19]. 04/11/1957: o comandante Jean Vincent de Beyssac, num C-46 da Varig perto de Araranguá, à 1h20, viu uma luz vermelha à esquerda, com o avião a 7.000 pés sobre uma camada de estratos; ao começar a manobra para investigar, o objeto saltou num arco de cerca de 45 graus e pareceu muito maior; o piloto fez curva de 80 graus à esquerda, e no meio dela o objeto brilhou mais e houve cheiro de fumaça na cabine; enquanto a tripulação procurava fogo, o objeto sumiu; depois se viu que o radiogoniômetro automático (ADF), o gerador direito e o rádio transmissor-receptor tinham queimado ao mesmo tempo [nota 20]. 27/05/1958: perto da costa da Bahia, um avião da Varig pilotado pelo comandante Bittar foi abordado por um OVNI muito luminoso com projeções em forma de bola por baixo, que manobrou sob o avião, pairou e mergulhou para o mar [nota 21]. 14/07/1959: um piloto da Força Aérea Brasileira foi verificar, a pedido do operador da torre de Pampulha, em Belo Horizonte, uma luz parada; depois de pousar, disse que a luz o seguira por cerca de uma hora desde Pico do Couto; o operador disparou sinalizadores na direção dela, e ela passou de branca a âmbar e a verde intenso, voltou ao branco e subiu de repente até sumir [nota 22]. 24/07/1961: à noite, perto da Ilha Grande, o comandante José Guilherme Saez, de um Scandia da VASP a 7.000 pés, viu um objeto luminoso que tomou por meteoro; avisou a Base Aérea de Santa Cruz e o aeroporto de São Paulo; o objeto mudou de direção, da esquerda para a direita, chegou perto do avião e ficou visível vários minutos, sem fazer curvas, só mudanças em ângulo, para cima, para baixo, para a frente e para trás [nota 23] (comparar com o comandante Hull, da Capital Airlines, 14/11/1956, seção I). Para a NICAP, o governo brasileiro foi às vezes um dos menos sigilosos, e altos funcionários admitiram preocupação séria; mas embaixadas em Washington, por pressão dos EUA ou razões políticas próprias, às vezes desqualificam o tema apesar da preocupação de seus governos. Em 1959, o major-brigadeiro Antônio Barcellos, adido aéreo da embaixada do Brasil, escreveu a um membro da NICAP que o governo brasileiro não reconhecia relatos de OVNIs e punha a questão na mesma categoria de “Papai Noel”; quem visse algo provavelmente não relataria a órgão oficial e, se tentasse, o relato não seria aceito [nota 24]. Outros países sul-americanos: história semelhante à de Argentina e Brasil. Em Valparaíso, Chile, 28/10/1959, Juan Fruto (diretor de uma associação astronômica local), C. Ventura (aviador civil) e outros, por volta das 21h15, viram um disco côncavo laranja luminoso fazendo evoluções no céu [nota 25]. Casos de efeitos eletromagnéticos (seção VIII) foram registrados na Argentina, Brasil, Chile, Peru e Venezuela: em 30/01/1958, perto de Lima, Peru, um advogado e a esposa viram um OVNI circular pairando a cerca de 500 metros acima da estrada; quando o carro passou por baixo, os faróis apagaram; caminhoneiros e outros na mesma estrada viram o objeto, passageiros de um ônibus sentiram choque elétrico e o motor do ônibus parou [nota 26]. Um subcomitê de investigação da NICAP funciona em Santiago, chefiado pelo astrofísico Prof. Juan E. Gatica Salinas, com professores de matemática e física e estudantes, em três grupos que observam o céu de observatórios diferentes para tentar triangular um OVNI. Em Montevidéu, Milton W. Hourcade dirige o Centro de Investigación de Objetos Voladores Inidentificados (CIOVI), que reúne relatos no Uruguai e troca dados com a NICAP. Um caso do CIOVI: 05/05/1958, perto de San Carlos, por volta das 15h40, o piloto Carlos A. Rodríguez, experiente e respeitado, voava num Piper perto da base aeronaval Capitán Curbelo quando viu um objeto brilhante se aproximar; o objeto parou a cerca de 2.000 metros e balançou duas vezes (comparar com Salt Lake City, 02/10/1961, seção I); tinha forma de pião, simétrico em cima e embaixo; a cerca de 700 metros, Rodríguez sentiu calor intenso na cabine e teve de abrir janelas e porta e tirar o casaco; o objeto partiu acelerando para leste, rumo ao mar, deixando um fino rastro de vapor [nota 27]. Venezuela: segundo um membro que visitou Caracas, em 1963 a visão de grandes objetos brilhantes iluminando os topos das montanhas em volta da cidade já não chamava atenção; atuam ali o Dr. Askold Ladonko (conselheiro da NICAP) e Horacio González Ganteaume (membro); em dezembro de 1962, sobre uma área de selva inexplorada perto do Salto Ángel, um OVNI foi filmado em 8 mm por (continua na página seguinte).

Nota editorial: Correção. A remissão do caso da REAL é “Section IX; Patterns” no original, embora os padrões fiquem na seção XII; mantida como está.

Conferir original em inglês
[p. 124: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 124, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 131

Página física 131 (impressa 127), página inteira: notas 17 a 66 da seção X (fontes citadas), linha por linha; a metade de baixo da página está em branco

Notas da seção X (continuação), na ordem da página: 17. Diário de São Paulo, 22/02/1958. 18. Diário Popular, 07/07/1957. 19. APRO Bulletin, setembro de 1959; jornais brasileiros de 20/08/1957. 20. Piloto entrevistado pelo comandante A. B. Simões, São Paulo, Brasil. 21. O Estado de S. Paulo, 28/05/1958. 22. Relatório registrado oficialmente no aeroporto e repassado à Força Aérea Brasileira; obtido para a NICAP por J. Escobar Faria, conselheiro em São Paulo. 23. Relatório obtido por J. Escobar Faria, São Paulo. 24. Carta nos arquivos da NICAP. 25. El Mercurio, 28/10/1959. 26. El Universal, 31/01/1958. 27. Relatório nos arquivos da NICAP. 28. APRO Bulletin, abril de 1955. 29. Keyhoe, Donald E., obra citada, p. 249. 30. Últimas Noticias, 03/07/1960. 31. Relatório nos arquivos da NICAP. 32. El Universal, 13/02/1962. 33. New York Times, 28/07/1946. 34. Ver New York Times, 11/08/1946; Associated Press, 11/08/1946; Aftonbladet de Estocolmo, 13/08/1946. 35. New York Times, 11/10/1946. 36. United Press, 18/12/1953. 37. Carta assinada pelo coronel O. B. Engvik, adido aéreo, nos arquivos da NICAP. 38. Christian Science Monitor, 29/01/1959. 39. Carta nos arquivos da NICAP. 40. Carta nos arquivos da NICAP. 41. RAF Flying Review, julho de 1957; London Illustrated News, 02/12/1954. 42. Irish Times, 22/05/1962; agência Reuters, 22/05/1962. 43. Carta à CSI de Los Angeles, nos arquivos da NICAP. 44. Michel, Aimé, The Truth About Flying Saucers (Criterion, 1956), pp. 165-166. 45. Idem, p. 169 e seguintes. 46. Los Angeles Times, 19/02/1956. 47. Relatório nos arquivos da NICAP, à disposição de investigadores do Congresso. 48. Carta nos arquivos da NICAP. 49. Relatório nos arquivos da NICAP. 50. Relatório nos arquivos da NICAP. 51. United Press International, 07/11/1958. 52. Associated Press, 28/10/1954. 53. Natal Mercury (Durban), 28/01/1955. 54. New Zealand Herald, 07/11/1957 (com data de Joanesburgo). 55. Sunday Times de Joanesburgo, 13/04/1958. 56. Carta assinada por Kenneth T. C. Cheng, diretor do Serviço Meteorológico de Taiwan, nos arquivos da NICAP. 57. Informação obtida pelo reverendo Albert H. Baller, da diretoria da NICAP, a partir de jornal indiano. 58. Life, 07/04/1952; Newsweek, 03/03/1952. 59. Relatório e desenhos publicados em Japan International UFO Investigation, editado por J. I. Takanashi, Toyonaka, Osaka, Japão (8-9-2, Sakurazuka-Higashi). 60. Para mais dados sobre avistamentos na Austrália, Nova Guiné e Nova Zelândia, ver Maney, Charles A., e Hall, Richard, Challenge of Unidentified Flying Objects (Willard Courts nº 504, Washington, D.C. 20009), capítulo 3, Recent Sightings in the Pacific. 61. Carta nos arquivos da NICAP. 62. Auckland Star, 16/12/1954 (N.Z.P.A., Reuters). 63. Jornais de San Francisco, 19/06/1957. 64. Manila Bulletin, 06/11/1957. 65. Popular Science, agosto de 1951. 66. Relatórios nos arquivos da NICAP.

Nota editorial: O original grafa “Diairo de Sao Paulo” e “Diairo Popular”; corrigido para Diário. As notas 1 a 16 estão no fim da página física 130.

Conferir original em inglês
[p. 131: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 131, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
Não estabelecida — Conjunto de casos: 21/11/1954, 30/06/1957, 04/07/1957, 14/08/1957, 04/11/1957, 27/05/1958, 14/07/1959 e 24/07/1961.
Documento
Não estabelecida — Carta do adido aéreo Antônio Barcellos de 1959, sem dia e mês na página.
Publicação
1964 — The UFO Evidence, NICAP, 1964; exemplar da CIA liberado em 02/04/2001.

Origem e divulgação

NICAP (autoria); CIA (guarda do exemplar, série CREST CIA-RDP81R00560R000100010001-0) · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

Páginas físicas 123, 124, 131 examinadas no fac-símile.

undefined ↗ — undefined

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • A Varig registrou em relatório técnico a pane do C-46 de 04/11/1957 e as falhas do C-47 de 14/08/1957?
  • O registro de Pampulha de 14/07/1959, que a NICAP diz ter sido repassado à FAB, existe em arquivo da Aeronáutica?
  • Quais jornais brasileiros publicaram o caso do avião com 19 objetos perto do Rio em novembro de 1954?

GEOGRAFIA DO CASO

Vários locais no Brasil (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia, São Paulo)

Dossiê com casos em lugares diferentes; sem ponto único no mapa.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

    Páginas físicas 123 e 124 (impressas 119 e 120: parte sobre o Brasil) e 131 (impressa 127: notas 17 a 24, fontes) do relatório NICAP The UFO Evidence (1964), cópia CREST da CIA

    CIA · 186 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

Voltar ao arquivo ↗
Trecho datilografado com o título July 14, 1951; White Sands, N.M.Página do relatório NICAP

Arquivo da CIA1951Local: Estação de rastreamento de mísseis do campo de provas de White Sands, Novo México, EUA

White Sands, 1951: radar, binóculo e 200 pés de filme registram objeto perto de um B-29, segundo a NICAP

Segundo o relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, dois operadores de radar de uma estação de rastreamento de mísseis em White Sands captaram um objeto rápido na manhã de 14 de julho de 1951, enquanto um rastreador via com binóculo um objeto grande perto de um B-29. Um terceiro observador teria feito 200 pés de filme de 35 mm, que nunca foi divulgado.

Abrir o caso
Texto datilografado sobre os filmes de Ray Stanford, com o subtítulo The StoryPágina do relatório NICAP

Arquivo da CIA1959Local: Corpus Christi, Texas, EUA

Corpus Christi, 1959: dois filmes de Ray Stanford mostram uma luz parada, e a NICAP diz que não confirmam o relato de quatro objetos

O relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, examina dois filmes coloridos feitos por Ray Stanford e um amigo em Corpus Christi, em 28 de julho de 1959. A NICAP concluiu que os filmes são registros autênticos de algum objeto no céu, mas que não confirmam o relato verbal de quatro objetos em forma de charuto e de um disco lançado por um deles.

Abrir o caso
Trecho datilografado com o título July 3, 1954; Albuquerque, N.M. e mensagem em maiúsculasPágina do relatório NICAP

Arquivo da CIA1954Local: Cerca de 20 milhas ao norte do aeroporto de Albuquerque, Novo México, EUA

Albuquerque, 1954: mensagem de radar fala em nove esferas verdes paradas por seis minutos e depois a 2.600 milhas por hora

O relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, reproduz uma mensagem da estação de radar da zona de identificação de defesa aérea de Albuquerque, interceptada por acaso em Chicago, sobre nove objetos esféricos de luz verde parados a 24.000 pés e depois em deslocamento a cerca de 2.600 milhas por hora. Os números, segundo a mensagem, vieram de triangulação.

Abrir o caso

SUA ESCOLHA

Você pode navegar por todo o arquivo sem aceitar medição. O Google Analytics só carrega quando você autoriza a medição de visitas. Você pode recusar ou mudar sua escolha a qualquer momento.

Ler política de privacidade