UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: Março de 1950 a fevereiro de 1962 (casos reunidos)Local: Cidade do México, canal do Panamá, Córdoba (Argentina), Valparaíso (Chile), Lima (Peru), San Carlos (Uruguai) e Venezuela

América Latina, 1950-1962: meteorologista em Córdoba, carro sem faróis perto de Lima, calor na cabine no Uruguai e pilotos venezuelanos no relatório da NICAP

O relatório The UFO Evidence, da NICAP, guardado pela CIA, resume relatos do México, da América Central e de países sul-americanos de língua espanhola, de 1950 a 1962: dois objetos sobre o aeroporto de Córdoba relatados pelo chefe da meteorologia, um carro que perdeu os faróis perto de Lima, um piloto uruguaio que sentiu calor intenso na cabine e cinco casos venezuelanos com pilotos e um professor.

Arquivo da CIA
Data do evento
Março de 1950 a fevereiro de 1962 (casos reunidos)
Local
Cidade do México, canal do Panamá, Córdoba (Argentina), Valparaíso (Chile), Lima (Peru), San Carlos (Uruguai) e Venezuela
Tema
Arquivo da CIA
Órgãos das fontes
CIA
Documentos
1 documento · 186 páginas
Leitura
25 min
Coluna de texto impresso em inglês com as palavras sublinhadas Chile, Peru, Uruguay e Venezuela.Página do relatório NICAPPágina física 124
Página do relatório NICAP · NICAP (texto do relatório) · Página física 124 do arquivo divulgado. Coluna direita da página com o início de “Other South American Countries”: Valparaíso (1959), os faróis apagados perto de Lima (1958), o subcomitê da NICAP em Santiago, o grupo CIOVI e o caso do piloto Rodríguez perto de San Carlos (1958), e o início da Venezuela. Página física 124 do exemplar da CIA do relatório NICAP de 1964. Texto da entidade civil baseado em jornais e relatórios de grupos locais; não é documento oficial. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · CIA

O que os registros contam

O relatório The UFO Evidence, publicado em 1964 pela NICAP, entidade civil americana, tem uma parte sobre a América Latina na seção de relatos estrangeiros. A CIA guardou um exemplar, liberado em 2001; a agência não produziu nem comentou estes resumos. Do México, a NICAP lembra a onda de 1949-1950, com um despacho da United Press de março de 1950 sobre centenas de pessoas que teriam visto quatro discos sobre a Cidade do México e um sobre Monterrey, e cita carta de 1958 do ministro da embaixada mexicana, Rafael Aveleyra, dizendo que o governo não recebera relatos e não fizera investigação. Da América Central, menciona um objeto rastreado por radar americano sobre o canal do Panamá, segundo o New York Times de 23 de janeiro de 1959.

Da Argentina, além dos casos de 1962 tratados em outros dossiês, a NICAP destaca o do aeroporto de Córdoba em 25 de novembro de 1954. Dois objetos luminosos pairaram quase uma hora e foram relatados pelo Dr. Marcos Guerci, chefe do serviço meteorológico, pelo controlador Carlos Bassoli e por muitos outros. Um era quase semicircular, como um disco de perfil, e o outro circular. Segundo relatório oficial divulgado pela embaixada argentina, Guerci disse acreditar ter visto algo alheio ao nosso conhecimento. A fonte citada é o livro Inside Saucer Post 3-0 Blue, de Leonard Stringfield, e seu boletim de junho de 1955.

No Chile, em 28 de outubro de 1959, às 21h15, Juan Fruto, diretor de uma associação astronômica de Valparaíso, o aviador civil C. Ventura e outros viram um disco côncavo laranja fazendo evoluções no céu, segundo o jornal El Mercurio. No Peru, em 30 de janeiro de 1958, perto de Lima, um advogado e a esposa viram um objeto circular pairando a cerca de 500 metros acima da estrada; quando passaram por baixo, os faróis do carro apagaram. Caminhoneiros também o teriam visto, passageiros de um ônibus sentiram choque elétrico e o motor do ônibus parou. A fonte é o jornal El Universal. Nenhum dos dois casos traz nomes das testemunhas peruanas ou laudo sobre os veículos.

No Uruguai, o caso vem do grupo CIOVI, de Montevidéu, dirigido por Milton W. Hourcade. Em 5 de maio de 1958, às 15h40, perto de San Carlos, o piloto Carlos A. Rodríguez voava num Piper perto da base aeronaval Capitán Curbelo quando um objeto brilhante, em forma de pião, se aproximou, parou a cerca de 2.000 metros e balançou duas vezes. Ao chegar a uns 700 metros, Rodríguez sentiu calor intenso na cabine e teve de abrir janelas e porta e tirar o casaco. O objeto partiu acelerando para leste, rumo ao mar, deixando um fino rastro de vapor. A NICAP diz guardar o relatório; não há medição de temperatura nem outra testemunha.

Da Venezuela vêm cinco casos, além do filme do Salto Ángel, que tem dossiê próprio. Em 2 de janeiro de 1955, uma luz laranja iluminou a cabine de um avião perto de Punta San Juan. Em 2 de fevereiro de 1955, o comandante Darío Celis e o copiloto B. J. Cortés, da Aeropostal, viram um objeto verde giratório, com anel avermelhado; quando Celis se aproximou, ele mergulhou e partiu, e o rádio ficou mudo. Em 2 de julho de 1960, um Super Constellation vindo da Espanha foi acompanhado por uma luz perto de Porto Rico. Em 15 de setembro de 1960, o professor Germán Álvarez viu em Carrizales uma luz dividir-se em duas. Em 11 de fevereiro de 1962, 16 objetos cruzaram o céu de Caracas.

Os relatos têm forma de nota: data, lugar, testemunha e uma ou duas frases de descrição, com fonte em jornais como El Universal, Últimas Noticias e El Mercurio, no boletim da APRO, no livro de Keyhoe ou em relatórios que a NICAP diz guardar. Nenhum vem acompanhado de documento oficial nestas páginas. Os efeitos descritos, como faróis apagados, motor parado, calor e rádio mudo, são relatos das testemunhas, sem verificação técnica registrada. A NICAP também menciona um subcomitê seu em Santiago, chefiado pelo astrofísico Juan E. Gatica Salinas, organizado para tentar triangular objetos a partir de vários observatórios.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

The UFO Evidence é publicação privada da NICAP (1964). As páginas não foram transcritas nem traduzidas na íntegra: cada bloco traz uma síntese fiel da página inteira em português, com no máximo uma citação curta. As páginas 123 a 125 cobrem também os casos do Brasil e da Escandinávia que estão nelas; a página 131 traz todas as notas 17 a 66, entre elas as notas 25 a 32, fontes destes casos. As notas 10 a 14, da página física 130, foram resumidas à parte.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 123

Página física 123 (impressa 119), página inteira: Alasca (nota), México, América Central, América do Sul (Argentina, com Córdoba, Espora, Floresta e Ezeiza) e início do Brasil (comissão CBPCOANI, Porto Alegre e o avião perto do Rio)

Nota: o Alasca já é um dos Estados Unidos, mas entra nesta seção pela posição geográfica. México: na onda de 1949-1950 houve muitas notícias de OVNIs sobre o país; por exemplo, o Los Angeles News de 14 e 15/03/1950 publicou despacho da United Press da Cidade do México segundo o qual centenas de pessoas viram quatro discos sobre a capital e um sobre Monterrey, com observadores de aeronaves treinados e meteorologistas entre as testemunhas (seção V); houve muitos outros nos 12 anos seguintes. Em 1958, Rafael Aveleyra, ministro da embaixada do México em Washington, escreveu à NICAP que, segundo informação do governo, não fora recebido nenhum relato no México e por isso não houvera investigação oficial [nota 10]. América Central: OVNIs vistos com regularidade sobre o golfo do México, o Caribe e a América Central (caso do golfo do México de 06/12/1952; caso do guarda-costas Sebago, 05/11/1957, seção VIII). Em 23/01/1959, o New York Times noticiou que um objeto prateado brilhante, que cruzou em arco o céu do canal do Panamá, fora rastreado por radar americano. Uma associada da NICAP em El Salvador, que visitou o escritório em 1961, disse que os avistamentos eram muito comuns em seu país e assunto corrente, inclusive nas escolas. América do Sul: o mesmo vale para a maioria dos países; pelo menos cinco têm organizações ativas, e Argentina e Brasil trataram o assunto com mais franqueza que qualquer outra nação. Argentina: carta da embaixada argentina de 10/10/1958 pediu à NICAP dados sobre sua estrutura, alcance e objetivos, porque oficiais da Força Aérea argentina estudavam criar um órgão semelhante [nota 11]. No aeroporto de Córdoba, em 25/11/1954, dois objetos luminosos pairaram quase uma hora e foram relatados pelo Dr. Marcos Guerci, chefe do serviço meteorológico, pelo controlador de torre Carlos Bassoli e muitos outros; um era quase semicircular, como um disco de perfil, o outro circular; segundo relatório oficial divulgado pela embaixada, Guerci disse acreditar ter visto “algo alheio ao nosso conhecimento” [nota 12]. A série mais recente começou em maio de 1962 e seguiu o ano todo, com pousos relatados que deixaram marcas e manchas no chão, fenômenos luminosos muito manobráveis e efeitos eletromagnéticos (seção XII, cronologia argentina). Em 22/05/1962, uma formação de pilotos da Marinha viu OVNIs quatro vezes em cerca de 35 minutos perto da base aeronaval Espora; numa delas, por volta das 19h20, o aluno piloto Roberto Wilkinson relatou que um objeto luminoso atrás do avião iluminou sua cabine e que a transmissão de rádio falhou quando ele passou por baixo [nota 13]. Os avistamentos continuaram, muitos em torno de aviões e aeroportos; sobre o distrito de Floresta, em 08/09/1962, o tenente Juan José Vico viu um OVNI lenticular de aspecto de metal polido, com manobras suaves e aparentemente controladas. Das investigações militares saíram duas declarações: o capitão Luis Sánchez Moreno, pela Marinha, disse à imprensa que a Marinha se preocupava constantemente com OVNIs desde a grande onda mundial de 1952; e o relatório divulgado pela embaixada após os casos de maio concluiu que os testemunhos dos pilotos oficiais e do pessoal do curso de voo indicavam a existência de fenômenos luminosos anormais. Além da embaixada, a NICAP agradece a Thomas Williams (Fundación Williams, Buenos Aires), a Christian Vogt, secretário da Comisión Observadora de Objetos Voladores No Identificados (CODOVNI), e ao engenheiro William Kalocai, diretor do Centro Investigador de Fenómenos Espaciales (CIFE), de Bahía Blanca [nota 14]. No aeroporto internacional de Ezeiza, Buenos Aires, em 22/12/1962, por volta das 3h, os controladores Horacio Alora e Mario Pezzutto observavam um avião da Aerolíneas Argentinas prestes a decolar e um DC-8 da Panagra em aproximação; quando um deles passava instruções de pouso, o comandante do jato perguntou o que era aquilo no fim da pista, e logo um piloto argentino fez a mesma pergunta; Alora viu um grande objeto redondo com brilho intenso de fogo na cabeceira da pista 1-0-2-8; pelo brilho, não soube dizer se tocara o chão; o objeto subiu uns dez metros, pairou, acelerou e partiu para nordeste, visto também por Pezzutto. Na onda de 1962, casos importantes foram noticiados livremente na televisão, em contraste, diz a NICAP, com a política sigilosa dos EUA. Brasil: atividade quase constante nos últimos 10 a 15 anos, em número e qualidade ao menos iguais aos dos EUA, e desde 1952 relatada muito mais abertamente. Em 1958, a maioria dos investigadores experientes formou a Comissão Brasileira de Pesquisa Confidencial sobre Objetos Aéreos Não Identificados (CBPCOANI), para promover investigação científica internacional; entre os membros, o Dr. J. Escobar Faria (advogado e autor, conselheiro da NICAP), o Dr. Olavo Fontes (médico, conselheiro da APRO, de Tucson), o Prof. Flávio Pereira (presidente, também do Conselho Científico da Sociedade Interplanetária Brasileira) e o comandante A. B. Simões (funcionário de companhia aérea e escritor); a comissão inclui representantes das Forças Armadas, e, como na Argentina, o tema é visto como problema que justifica órgãos civis e militares. Quase toda grande cidade costeira, base militar e aeroporto do Brasil teria sido visitado, com testemunhas de alta patente, autoridades e cientistas. Uma formação de objetos circulares prateados, aparentemente mecânicos, foi vista por oficiais e praças da FAB, pessoal de companhia aérea e civis sobre a base aérea de Porto Alegre em 24/10/1954 [nota 15]; a página reproduz um despacho de agência de notícias sobre o caso (resumido no dossiê de Porto Alegre). Em 21/11/1954, um incidente saiu na primeira página de jornais da América do Sul, da América Central e da Inglaterra, mas aparentemente não nos EUA: um avião de passageiros brasileiro, à noite, perto do Rio de Janeiro, encontrou 19 objetos brilhantes em forma de disco, que passaram em alta velocidade a cerca de 300 pés do avião, causando pânico entre os passageiros (continua na página seguinte).

Nota editorial: O número da pista aparece como “1-0-2-8” no original. A tradução de “summer” no caso de Floresta foi omitida porque a NICAP fala de verão do hemisfério norte (setembro de 1962), o que seria inverno na Argentina.

Conferir original em inglês
[p. 123: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 123, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 124

Página física 124 (impressa 120), página inteira: Brasil (fim do caso de 21/11/1954, Trindade, pilotos de linha e militares de 1957 a 1961, carta do adido aéreo) e outros países sul-americanos (Chile, Peru, Uruguai e início da Venezuela)

Fim do caso de 21/11/1954: a tripulação teve de agir com firmeza para acalmar os passageiros e prosseguir com segurança [nota 16]. Outro caso considerado muito importante, 16/01/1958, foi noticiado só de passagem nos EUA: perto da ilha da Trindade, na costa leste do Brasil, o navio oceanográfico Almirante Saldanha, do Ano Geofísico Internacional, viu e fotografou um OVNI em forma de disco que fez várias passagens (seção VIII, fotografias); o fotógrafo Almiro Baraúna, oficiais e marinheiros no convés viram o objeto, e Baraúna fez quatro boas exposições; o filme foi revelado a bordo, e as testemunhas confirmaram que as imagens em forma de Saturno (disco com uma aba central) correspondiam ao que tinham visto. A prova causou agitação no Congresso; a Marinha foi cautelosa e sigilosa no início, mas o presidente Juscelino Kubitschek interveio a pedido de um repórter e as fotos foram publicadas [nota 17]. Pilotos civis e militares do Brasil relataram OVNIs muitas vezes. 30/06/1957: avião de Belo Horizonte para o Rio, às 18h30, encontrou um objeto em forma de disco, vermelho-alaranjado e brilhante; o comandante Saul Martins disse à imprensa que o objeto manobrou em volta do DC-3, acompanhando-o por cima e por baixo; entre os muitos passageiros que viram estava o escritor Prof. Aires da Mata Machado Filho [nota 18]. 04/07/1957: avião da REAL de Campos para Vitória, capital do Espírito Santo, foi acompanhado por um OVNI circular; o comandante Delgado disse que, quando o avião e o objeto atravessavam nuvens, aberturas muito iluminadas, como janelas, ficavam visíveis e sumiam fora delas; o objeto tinha partes elevadas em cima e embaixo (seção IX, padrões, segundo o original). 14/08/1957: perto de Joinville, às 20h55, um C-47 da Varig de Porto Alegre para o Rio foi abordado por um objeto luminoso; o comandante Jorge Campos Araújo disse que o copiloto o viu primeiro, acompanhando o avião pela esquerda; o objeto disparou à frente, cruzou diante do avião, pairou um instante e mergulhou na camada de nuvens a cerca de 5.700 pés (o avião estava a 6.300); quando pairou, os motores começaram a falhar e as luzes da cabine enfraqueceram, e quando se afastou o sistema elétrico voltou ao normal (seção VIII, efeitos eletromagnéticos). Araújo o descreveu como um pires com uma espécie de cúpula em cima, toda brilhando em verde intenso, e a base achatada com luminosidade amarelada mais fraca [nota 19]. 04/11/1957: o comandante Jean Vincent de Beyssac, num C-46 da Varig perto de Araranguá, à 1h20, viu uma luz vermelha à esquerda, com o avião a 7.000 pés sobre uma camada de estratos; ao começar a manobra para investigar, o objeto saltou num arco de cerca de 45 graus e pareceu muito maior; o piloto fez curva de 80 graus à esquerda, e no meio dela o objeto brilhou mais e houve cheiro de fumaça na cabine; enquanto a tripulação procurava fogo, o objeto sumiu; depois se viu que o radiogoniômetro automático (ADF), o gerador direito e o rádio transmissor-receptor tinham queimado ao mesmo tempo [nota 20]. 27/05/1958: perto da costa da Bahia, um avião da Varig pilotado pelo comandante Bittar foi abordado por um OVNI muito luminoso com projeções em forma de bola por baixo, que manobrou sob o avião, pairou e mergulhou para o mar [nota 21]. 14/07/1959: um piloto da Força Aérea Brasileira foi verificar, a pedido do operador da torre de Pampulha, em Belo Horizonte, uma luz parada; depois de pousar, disse que a luz o seguira por cerca de uma hora desde Pico do Couto; o operador disparou sinalizadores na direção dela, e ela passou de branca a âmbar e a verde intenso, voltou ao branco e subiu de repente até sumir [nota 22]. 24/07/1961: à noite, perto da Ilha Grande, o comandante José Guilherme Saez, de um Scandia da VASP a 7.000 pés, viu um objeto luminoso que tomou por meteoro; avisou a Base Aérea de Santa Cruz e o aeroporto de São Paulo; o objeto mudou de direção, da esquerda para a direita, chegou perto do avião e ficou visível vários minutos, sem fazer curvas, só mudanças em ângulo, para cima, para baixo, para a frente e para trás [nota 23] (comparar com o comandante Hull, da Capital Airlines, 14/11/1956, seção I). Para a NICAP, o governo brasileiro foi às vezes um dos menos sigilosos, e altos funcionários admitiram preocupação séria; mas embaixadas em Washington, por pressão dos EUA ou razões políticas próprias, às vezes desqualificam o tema apesar da preocupação de seus governos. Em 1959, o major-brigadeiro Antônio Barcellos, adido aéreo da embaixada do Brasil, escreveu a um membro da NICAP que o governo brasileiro não reconhecia relatos de OVNIs e punha a questão na mesma categoria de “Papai Noel”; quem visse algo provavelmente não relataria a órgão oficial e, se tentasse, o relato não seria aceito [nota 24]. Outros países sul-americanos: história semelhante à de Argentina e Brasil. Em Valparaíso, Chile, 28/10/1959, Juan Fruto (diretor de uma associação astronômica local), C. Ventura (aviador civil) e outros, por volta das 21h15, viram um disco côncavo laranja luminoso fazendo evoluções no céu [nota 25]. Casos de efeitos eletromagnéticos (seção VIII) foram registrados na Argentina, Brasil, Chile, Peru e Venezuela: em 30/01/1958, perto de Lima, Peru, um advogado e a esposa viram um OVNI circular pairando a cerca de 500 metros acima da estrada; quando o carro passou por baixo, os faróis apagaram; caminhoneiros e outros na mesma estrada viram o objeto, passageiros de um ônibus sentiram choque elétrico e o motor do ônibus parou [nota 26]. Um subcomitê de investigação da NICAP funciona em Santiago, chefiado pelo astrofísico Prof. Juan E. Gatica Salinas, com professores de matemática e física e estudantes, em três grupos que observam o céu de observatórios diferentes para tentar triangular um OVNI. Em Montevidéu, Milton W. Hourcade dirige o Centro de Investigación de Objetos Voladores Inidentificados (CIOVI), que reúne relatos no Uruguai e troca dados com a NICAP. Um caso do CIOVI: 05/05/1958, perto de San Carlos, por volta das 15h40, o piloto Carlos A. Rodríguez, experiente e respeitado, voava num Piper perto da base aeronaval Capitán Curbelo quando viu um objeto brilhante se aproximar; o objeto parou a cerca de 2.000 metros e balançou duas vezes (comparar com Salt Lake City, 02/10/1961, seção I); tinha forma de pião, simétrico em cima e embaixo; a cerca de 700 metros, Rodríguez sentiu calor intenso na cabine e teve de abrir janelas e porta e tirar o casaco; o objeto partiu acelerando para leste, rumo ao mar, deixando um fino rastro de vapor [nota 27]. Venezuela: segundo um membro que visitou Caracas, em 1963 a visão de grandes objetos brilhantes iluminando os topos das montanhas em volta da cidade já não chamava atenção; atuam ali o Dr. Askold Ladonko (conselheiro da NICAP) e Horacio González Ganteaume (membro); em dezembro de 1962, sobre uma área de selva inexplorada perto do Salto Ángel, um OVNI foi filmado em 8 mm por (continua na página seguinte).

Nota editorial: Correção. A remissão do caso da REAL é “Section IX; Patterns” no original, embora os padrões fiquem na seção XII; mantida como está.

Conferir original em inglês
[p. 124: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 124, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 125

Página física 125 (impressa 121), página inteira: Venezuela (filme de Díaz e casos de 1955 a 1962) e Hemisfério Oriental: Escandinávia e início da Inglaterra

...Ali Díaz, que estava num DC-3 com turistas para ver a paisagem; Ladonko e González Ganteaume avisaram a NICAP, entrevistaram Díaz e incentivaram a análise do filme. Em junho de 1963, José A. Cecin, membro da NICAP de Nova York que fala espanhol, foi a Caracas e tomou emprestado o original; a análise estava sendo providenciada (seção VIII). Visto no escritório pela equipe e por alguns membros, o filme mostra uma luz amarela brilhante, em forma de gota, subindo da base do monte Auyantepui e oscilando enquanto acelera sobre a montanha, o céu e as nuvens. (Em Caracas, contaram a Cecin que um cidadão conhecido, dirigindo numa área rural, viu um grande disco pairando sobre um campo onde trabalhavam camponeses; ao chamar a atenção deles, ouviu que o objeto vinha ali todo dia e não incomodava ninguém.) A Venezuela também tem relatos de pilotos e outros observadores experientes. 02/01/1955, 18h45: uma luz laranja se aproximou de um avião venezuelano perto de Punta San Juan e, de perto, lançou luz forte, de modo intermitente, dentro da cabine [nota 28]. Um mês depois, em 2 de fevereiro, um avião da Aeropostal ia de Maiquetía para Mérida com o comandante Darío Celis e o copiloto B. J. Cortés; por volta das 11h15, um aparelho redondo e verde, brilhante, girando no sentido anti-horário, aproximou-se; tinha no meio um anel avermelhado que soltava clarões e, acima e abaixo do anel, marcas como vigias; Celis inclinou o avião em direção a ele, e o objeto girou para baixo, nivelou e partiu; durante o avistamento, a tentativa de comunicação por rádio foi cortada [nota 29]. 02/07/1960: perto de Maiquetía, um Super Constellation da Venezuelan Airlines vindo da Espanha, por volta das 3h, a 10.000 pés, perto de 20° N e 68° O (perto de Porto Rico), viu um objeto luminoso brilhante vir em ângulo na direção do avião, na mesma altitude; depois de voar paralelo vários minutos, disparou em velocidade enorme; o piloto contou à imprensa ao pousar [nota 30]. 15/09/1960: o Prof. Germán Álvarez, de engenharia da Universidade Central, em Carrizales, estado de Miranda, depois das 19h30, viu um objeto luminoso cruzar o céu por cerca de três minutos, acelerando em curva; antes de sumir atrás das montanhas, pareceu dividir-se em dois [nota 31]. 11/02/1962: formações de OVNIs, cerca de 16 objetos ao todo, passando de leste para oeste entre 16h e 18h, foram vistas por muitas pessoas no Parque del Este, em Caracas; uma testemunha, Emiro Ayesta, correu ao Planetário Humboldt, no parque, onde Carlos Pineda, da equipe, viu um deles e o descreveu como um corpo de luz brilhante, a grande altitude, como se fosse rumo à Lua [nota 32]. B. Hemisfério Oriental. Escandinávia: os primeiros relatos muito divulgados foram os foguetes fantasmas da Suécia no verão e outono de 1946; as autoridades militares adotaram sigilo de tempo de guerra, proibindo publicar os locais e exigindo dos jornais a indicação em algum lugar da Suécia [nota 33]. Bolas de fogo e OVNIs em forma de charuto foram vistos o verão inteiro [nota 34]; em outubro, o Ministério da Defesa anunciou não ter descoberto a origem nem a natureza dos foguetes; de 1.000 relatos estudados, cerca de 80% foram atribuídos a fenômenos celestes, mas, segundo o relatório, o radar detectou alguns que não podiam ser fenômenos naturais, produtos da imaginação nem aviões suecos [nota 35]. Em maio de 1954, o comentarista Frank Edwards, da rede Mutual, hoje da diretoria da NICAP, noticiou de Estocolmo que militares suecos mandaram equipes ao norte do país, onde dezenas de moradores relataram objetos brilhantes manobrando a baixa altura sobre as florestas na semana de 10 de maio, e que militares que os viram disseram não ser aviões. Depois que a tripulação de um avião de passageiros sueco relatou um OVNI circular sem asas sobre o sul da Suécia em 17/12/1953, o Ministério da Defesa ordenou investigação completa; o capitão Ulf Christiernsson, ex-piloto da RAF, descreveu um objeto inteiramente fora do comum, metálico, simétrico e circular, passando sobre Hässleholm, na principal rota aérea entre Estocolmo e Copenhague [nota 36]. Em 1961, Sven Schalin, engenheiro aeronáutico de Linköping, tornou-se conselheiro da NICAP para a Suécia; na carta de aceitação, disse que houve uma onda por volta de janeiro de 1959, num período de julho de 1958 a junho de 1959, e que o centro de inteligência sueco em Estocolmo sabia o que se passava, mas seguia a política de desqualificação. Na Operação Mainbrace, grandes manobras navais no mar do Norte por volta de 20/09/1952, OVNIs foram vistos várias vezes (seção XII); no dia 20, um disco prateado de aspecto metálico passou depressa sobre a frota aliada, e Wallace Litwin, jornalista americano a bordo do porta-aviões Franklin Roosevelt, fez três fotos coloridas, que, pelo que se sabe, nunca foram publicadas nem explicadas. Noruega, Finlândia e Dinamarca também tiveram avistamentos: numa expedição aérea para fotografar um eclipse solar, em 30/06/1954, cientistas noruegueses e outros, em três aviões, viram e fotografaram dois discos prateados enormes, com brilho metálico (seção I). Em 1958, a embaixada da Noruega respondeu à NICAP que o material de OVNIs da Força Aérea norueguesa era em geral de grau sigiloso e não podia ser cedido [nota 37]. No inverno de 1958, observadores na fronteira entre Finlândia e União Soviética relataram objetos luminosos circulares e em forma de charuto manobrando sobre território soviético perto do Círculo Polar, e mísseis esféricos muito brilhantes, alguns subindo e descendo na vertical [nota 38]. Durante a Mainbrace, no dia 20 de setembro de 1952, um disco brilhante, aparentemente metálico, foi visto por três oficiais da Força Aérea dinamarquesa por volta das 19h30, passando sobre o aeródromo de Karup e sumindo em nuvens a leste. Em 20/11/1957, durante a onda no Hemisfério Ocidental (seção XI), oficiais da Força Aérea e muitos civis perto de Bornholm, na Dinamarca, viram um OVNI com luzes vermelhas e verdes piscando, que desceu baixo sobre a água e a ilha, às vezes parado no ar, sem som; o jornal dinamarquês Familie-blad noticiou. Em 11/09/1956, especialistas da inteligência aliada estariam investigando ecos de radar de objetos misteriosos acompanhados por três semanas sobre o mar Báltico por uma estação de radar da OTAN em Bornholm; seguiam trajetória curva a cerca de 2.000 a 2.500 mph (seção VIII, radar). Inglaterra: a política do Ministério do Ar britânico seria idêntica à dos EUA; diz que suas investigações explicaram quase todos os casos, mas recusa liberar os históricos. Quando a NICAP pediu dados de casos específicos em 1957, o ministério respondeu que não podia liberar informação sobre o avistamento por radar em West Freugh, na Escócia, em 4 de abril, nem sobre os casos da BOAC e do tenente-aviador Salandin, e que a política do ministério não mudara desde então [nota 39].

Nota editorial: A NICAP grafa “Bernholm” para Bornholm e “Haessleholm” para Hässleholm; nomes normalizados na síntese. A ilha de Bornholm aparece duas vezes no original com essa grafia.

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[p. 125: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 125, contando a capa.

TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 130

Página física 130 (impressa 126), notas 10 a 14 da seção X

10. Carta nos arquivos da NICAP. 11. Carta assinada pelo tenente-coronel Arnoldo C. Tesselhoff, adido aéreo assistente, nos arquivos da NICAP. 12. Stringfield, Leonard H., Inside Saucer Post... 3-0 Blue (edição particular, 4412 Grove Avenue, Cincinnati, Ohio, 1957), p. 83; CRIFO Newsletter, junho de 1955, editado por L. H. Stringfield. 13. Relatório oficial da embaixada argentina, nos arquivos da NICAP. 14. O CIFE tem vinte membros conselheiros, entre eles oficiais da ativa do Exército, da Marinha e da Aviação Naval; entre os membros colaboradores há diretores de centros astronômicos e astronáuticos.
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[p. 130: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 130, contando a capa.

TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 131

Página física 131 (impressa 127), página inteira: notas 17 a 66 da seção X (fontes citadas), linha por linha; a metade de baixo da página está em branco

Notas da seção X (continuação), na ordem da página: 17. Diário de São Paulo, 22/02/1958. 18. Diário Popular, 07/07/1957. 19. APRO Bulletin, setembro de 1959; jornais brasileiros de 20/08/1957. 20. Piloto entrevistado pelo comandante A. B. Simões, São Paulo, Brasil. 21. O Estado de S. Paulo, 28/05/1958. 22. Relatório registrado oficialmente no aeroporto e repassado à Força Aérea Brasileira; obtido para a NICAP por J. Escobar Faria, conselheiro em São Paulo. 23. Relatório obtido por J. Escobar Faria, São Paulo. 24. Carta nos arquivos da NICAP. 25. El Mercurio, 28/10/1959. 26. El Universal, 31/01/1958. 27. Relatório nos arquivos da NICAP. 28. APRO Bulletin, abril de 1955. 29. Keyhoe, Donald E., obra citada, p. 249. 30. Últimas Noticias, 03/07/1960. 31. Relatório nos arquivos da NICAP. 32. El Universal, 13/02/1962. 33. New York Times, 28/07/1946. 34. Ver New York Times, 11/08/1946; Associated Press, 11/08/1946; Aftonbladet de Estocolmo, 13/08/1946. 35. New York Times, 11/10/1946. 36. United Press, 18/12/1953. 37. Carta assinada pelo coronel O. B. Engvik, adido aéreo, nos arquivos da NICAP. 38. Christian Science Monitor, 29/01/1959. 39. Carta nos arquivos da NICAP. 40. Carta nos arquivos da NICAP. 41. RAF Flying Review, julho de 1957; London Illustrated News, 02/12/1954. 42. Irish Times, 22/05/1962; agência Reuters, 22/05/1962. 43. Carta à CSI de Los Angeles, nos arquivos da NICAP. 44. Michel, Aimé, The Truth About Flying Saucers (Criterion, 1956), pp. 165-166. 45. Idem, p. 169 e seguintes. 46. Los Angeles Times, 19/02/1956. 47. Relatório nos arquivos da NICAP, à disposição de investigadores do Congresso. 48. Carta nos arquivos da NICAP. 49. Relatório nos arquivos da NICAP. 50. Relatório nos arquivos da NICAP. 51. United Press International, 07/11/1958. 52. Associated Press, 28/10/1954. 53. Natal Mercury (Durban), 28/01/1955. 54. New Zealand Herald, 07/11/1957 (com data de Joanesburgo). 55. Sunday Times de Joanesburgo, 13/04/1958. 56. Carta assinada por Kenneth T. C. Cheng, diretor do Serviço Meteorológico de Taiwan, nos arquivos da NICAP. 57. Informação obtida pelo reverendo Albert H. Baller, da diretoria da NICAP, a partir de jornal indiano. 58. Life, 07/04/1952; Newsweek, 03/03/1952. 59. Relatório e desenhos publicados em Japan International UFO Investigation, editado por J. I. Takanashi, Toyonaka, Osaka, Japão (8-9-2, Sakurazuka-Higashi). 60. Para mais dados sobre avistamentos na Austrália, Nova Guiné e Nova Zelândia, ver Maney, Charles A., e Hall, Richard, Challenge of Unidentified Flying Objects (Willard Courts nº 504, Washington, D.C. 20009), capítulo 3, Recent Sightings in the Pacific. 61. Carta nos arquivos da NICAP. 62. Auckland Star, 16/12/1954 (N.Z.P.A., Reuters). 63. Jornais de San Francisco, 19/06/1957. 64. Manila Bulletin, 06/11/1957. 65. Popular Science, agosto de 1951. 66. Relatórios nos arquivos da NICAP.

Nota editorial: O original grafa “Diairo de Sao Paulo” e “Diairo Popular”; corrigido para Diário. As notas 1 a 16 estão no fim da página física 130.

Conferir original em inglês
[p. 131: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 131, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
Não estabelecida — Conjunto de casos: março de 1950 (México), 23/01/1959 (Panamá, data da notícia), 25/11/1954 (Córdoba), 02/01/1955, 02/02/1955, 30/01/1958 (Lima), 05/05/1958 (San Carlos), 28/10/1959 (Valparaíso), 02/07/1960, 15/09/1960 e 11/02/1962 (Venezuela).
Documento
Não estabelecida — Cartas das embaixadas do México (1958) e da Argentina (10/10/1958) citadas pela NICAP.
Publicação
1964 — The UFO Evidence, NICAP, 1964; exemplar da CIA liberado em 02/04/2001.

Origem e divulgação

NICAP (autoria); CIA (guarda do exemplar, série CREST CIA-RDP81R00560R000100010001-0) · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

Páginas físicas 123, 124, 125, 130, 131 examinadas no fac-símile.

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Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • O relatório oficial argentino sobre o caso de Córdoba de 25/11/1954, que a NICAP diz ter sido divulgado pela embaixada, foi preservado?
  • Há registro técnico da pane de faróis e do motor do ônibus perto de Lima em 30/01/1958 além da notícia do El Universal?

GEOGRAFIA DO CASO

Vários locais no México, na América Central e na América do Sul

Dossiê com casos em países diferentes; sem ponto único no mapa.

RASTRO DOCUMENTAL

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As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

    Páginas físicas 123, 124 e 125 (impressas 119 a 121: México, América Central, Argentina, Chile, Peru, Uruguai e Venezuela) e 131 (impressa 127: notas 25 a 32, fontes) do relatório NICAP The UFO Evidence (1964), cópia CREST da CIA

    CIA · 186 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

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Trecho datilografado com o título July 14, 1951; White Sands, N.M.Página do relatório NICAP

Arquivo da CIA1951Local: Estação de rastreamento de mísseis do campo de provas de White Sands, Novo México, EUA

White Sands, 1951: radar, binóculo e 200 pés de filme registram objeto perto de um B-29, segundo a NICAP

Segundo o relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, dois operadores de radar de uma estação de rastreamento de mísseis em White Sands captaram um objeto rápido na manhã de 14 de julho de 1951, enquanto um rastreador via com binóculo um objeto grande perto de um B-29. Um terceiro observador teria feito 200 pés de filme de 35 mm, que nunca foi divulgado.

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Corpus Christi, 1959: dois filmes de Ray Stanford mostram uma luz parada, e a NICAP diz que não confirmam o relato de quatro objetos

O relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, examina dois filmes coloridos feitos por Ray Stanford e um amigo em Corpus Christi, em 28 de julho de 1959. A NICAP concluiu que os filmes são registros autênticos de algum objeto no céu, mas que não confirmam o relato verbal de quatro objetos em forma de charuto e de um disco lançado por um deles.

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Trecho datilografado com o título August 5, 1952; Haneda AFB, JapanPágina do relatório NICAP

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Haneda, Japão, 1952: controladores veem luz com forma escura, radar acompanha e F-94 trava o alvo

O relatório privado da NICAP, guardado pela CIA, resume o caso de Haneda: dois controladores da torre viram uma luz brilhante com uma forma circular escura atrás, o radar de terra a acompanhou e um F-94 obteve travamento de radar. Segundo a NICAP, o objeto partiu a 300 nós dividindo-se em três ecos, e o caso ficou oficialmente como desconhecido.

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