UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: Agosto de 1953 a março de 1961 (casos reunidos)Local: Port Moresby (Nova Guiné), Nowra (Austrália), Wellington-Auckland (Nova Zelândia), Antártida, Fiji, costa de San Francisco e Pacífico a nordeste de Honolulu

Oceania e Pacífico, 1953-1961: radar de Nowra, o ex-comandante da RAAF, um filme em Port Moresby e a formação vista por aviões a leste do Havaí

O relatório The UFO Evidence, da NICAP, guardado pela CIA, reúne relatos da Oceania, da Antártida e do Pacífico: um piloto naval australiano acompanhado por dois objetos que o radar de Nowra mostrou, o ex-comandante da Força Aérea australiana, um filme de Port Moresby enviado à Força Aérea americana, um meteorologista brasileiro na Antártida e uma formação vista em 1959 por vários aviões a leste do Havaí.

Arquivo da CIA
Data do evento
Agosto de 1953 a março de 1961 (casos reunidos)
Local
Port Moresby (Nova Guiné), Nowra (Austrália), Wellington-Auckland (Nova Zelândia), Antártida, Fiji, costa de San Francisco e Pacífico a nordeste de Honolulu
Tema
Arquivo da CIA
Órgãos das fontes
CIA
Documentos
1 documento · 186 páginas
Leitura
18 min
Página impressa em duas colunas com o título C. Ocean & Antarctia e o subtítulo Pacific Ocean.Página do relatório NICAPPágina física 129
Página do relatório NICAP · NICAP (texto do relatório) · Página física 129 do arquivo divulgado. Página com o fim da parte sobre Austrália e Nova Zelândia (Nowra, Sir George Jones, Rainbow, Port Moresby), a parte sobre oceanos e Antártida (Villela, Hawaiian Fisherman, Fiji, Sperry) e o caso de 11/07/1959 a leste do Havaí. Página física 129 do exemplar da CIA do relatório NICAP de 1964. Texto da entidade civil; não é documento oficial australiano, neozelandês ou americano. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · CIA

O que os registros contam

O relatório The UFO Evidence, publicado em 1964 pela NICAP, entidade civil americana, encerra a seção de relatos estrangeiros com Austrália, Nova Zelândia, os oceanos e a Antártida. A CIA guardou um exemplar, liberado em 2001; a agência não comenta os casos. A NICAP diz que ali os OVNIs são oficialmente inexistentes e cita carta de 1963 do Departamento do Ar australiano, segundo a qual a Força Aérea investiga sem divulgar detalhes, e um discurso de 1960 do ministro do Ar, F. M. Osborne, para quem só 3% ou 4% dos casos ficavam sem explicação e nada neles apoiava a ideia de visitantes. A embaixada da Nova Zelândia disse em 1963 que nunca houve política sobre o tema.

Em meados de dezembro de 1954, segundo o Auckland Star citado pela NICAP, um piloto da Marinha australiana voltava à base aérea de Nowra depois de escurecer quando dois objetos parecidos com discos voadores entraram em formação com ele. O controle de Nowra viu no radar três objetos voando juntos, e o piloto se identificou manobrando de acordo com um padrão. Depois de pousar, disse que os dois objetos eram muito mais rápidos que seu caça Sea Fury. Em 16 de outubro de 1957, o marechal do ar Sir George Jones, ex-comandante da Força Aérea australiana, viu um objeto como um balão com luz branca embaixo passar depressa e em silêncio a cerca de 500 pés, e disse não ter explicação.

Na Nova Zelândia, na noite de 31 de outubro de 1955, o comandante W. T. Rainbow e o copiloto S. G. Trounce, num avião da National Airways de Wellington para Auckland, viram um objeto brilhante que mudava de cor vir de trás, voar ao lado, ultrapassá-los e sumir; Rainbow estimou 850 mph. A NICAP destaca também um filme feito em 31 de agosto de 1953 em Port Moresby, Nova Guiné, por T. C. Drury, vice-diretor regional da Aviação Civil, que mostraria um objeto em forma de disco subindo íngreme. Segundo a Reuters, o filme foi enviado ao centro de inteligência técnica da Força Aérea americana, em Dayton, e a análise nunca foi divulgada.

Nos oceanos, a NICAP cita o meteorologista brasileiro Rubens J. Villela, que em 16 de março de 1961, a bordo de um quebra-gelo na baía do Almirantado, na Antártida, viu um objeto luminoso dividir-se em dois sob as nuvens. Em 18 de junho de 1957, cerca de 150 milhas ao largo de San Francisco, o capitão C. O. Wertz e tripulantes do cargueiro Hawaiian Fisherman viram dois objetos como pequenas luas acompanharem o navio, e depois um terceiro. Em 8 de outubro de 1957, nas ilhas Fiji, um missionário e quatro moradores em outro lugar viram um objeto branco pairar sobre o mar; os moradores disseram ter visto uma figura humana no topo. A fonte deste último é o Manila Bulletin.

O caso mais documentado da parte é o de 11 de julho de 1959, a leste do Havaí. O comandante George Wilson, da Pan American, num Stratocruiser a 20.000 pés, cerca de 900 milhas náuticas a nordeste de Honolulu, viu uma luz grande e brilhante com três ou quatro luzes menores em linha, que fizeram uma curva brusca e sumiram ao sul. O copiloto Richard Lorenzen e o mecânico Bob Scott também viram, assim como o primeiro oficial D. W. Frost, de outro voo da Pan American, tripulações de bombardeiros da Força Aérea, um avião da Slick Airways e um da Canadian Pacific, cujo comandante, Lloyd Moffatt, falou à imprensa. A NICAP entrevistou os civis; as tripulações militares não estavam disponíveis.

Para a NICAP, pilotos transoceânicos veem muito e falam pouco; a entidade cita o comandante Willis T. Sperry, da American Airlines, que em 1951 disse conhecer tantos pilotos que não relataram por medo de publicidade quanto os que relataram. Os casos desta parte são resumos de jornais, agências e entrevistas da NICAP, sem relatório oficial reproduzido. O de 1959 tem várias tripulações independentes, mas não há nas páginas posição, hora exata nem relatório das companhias. O halo visto do navio Iberville e de dois aviões em 1961, na mesma página, tem dossiê próprio.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

The UFO Evidence é publicação privada da NICAP (1964). As páginas não foram transcritas nem traduzidas na íntegra: cada bloco traz uma síntese fiel da página inteira em português, com no máximo uma citação curta. As páginas 128 e 129 cobrem também os casos africanos, asiáticos e o início do caso Iberville que estão nelas; a página 131 traz todas as notas 17 a 66, entre elas as notas 60 a 66.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 128

Página física 128 (impressa 124), página inteira: relato de Bicknell (Kilimanjaro), Extremo Oriente (Taiwan, Índia, Indonésia, Japão e Coreia), resto da África (Danane, Upington, Transvaal, Joanesburgo) e início de Austrália e Nova Zelândia

O caso do Kilimanjaro foi detalhado no Sunday Post de Nairóbi em 25/02/1951 pelo comandante Jack Bicknell, piloto do avião da East African Airways; trechos do relato: o Lodestar saiu de Nairóbi West às 7h; às 7h20 o radiotelegrafista D. W. Merrifield apontou um objeto brilhante, como estrela branca, parado cerca de 10.000 pés acima do Kilimanjaro; observaram três minutos, avisaram os passageiros, um deles com binóculo potente; mandaram mensagem a Eastleigh, que pediu para verificar se era balão meteorológico; já a cerca de 50 milhas da montanha, Bicknell viu pelo binóculo um objeto metálico em forma de projétil, com mais de 200 pés, aleta vertical de corte reto numa ponta, prata fosco, com faixas escuras verticais a intervalos regulares, contorno nítido, totalmente parado por 17 minutos, enquanto dois passageiros fotografavam; depois foi para leste, subindo, e sumiu a cerca de 40.000 pés, sem rastro nem meio visível de propulsão; Bicknell achou que era uma máquina voadora (caso tratado em dossiê próprio). Desenho com legenda: “19 de fevereiro de 1951, Quênia, África: OVNI observado pairando sobre o monte Kilimanjaro por piloto da East African Airways”. Extremo Oriente: por dificuldades de idioma, a NICAP reuniu poucos relatos (exceto Austrália e Nova Zelândia), mas sabe que OVNIs são vistos com frequência e que há grupos na maioria dos países. Uma consulta ao governo nacionalista chinês, encaminhada ao Serviço Meteorológico de Taiwan, teve em 1963 a resposta de que a observação de OVNIs deveria caber a um órgão militar, como a Defesa Civil, para atender emergências; que o governo informará o público quando necessário; e que não havia conclusão nem relatório oficial [nota 56]. Um relatório de inteligência não classificado da Força Aérea em posse da NICAP descreve um grande objeto redondo visto num lugar do Extremo Oriente em dezembro de 1956; um piloto de jato teve interferência no radar ao se aproximar e viu o objeto se afastar com facilidade (seção I). Em Manbhum, Bihar, Índia, em 15/09/1954, Ijapada Chatterjee, gerente de uma mina de mica, e centenas de outras pessoas viram um objeto em forma de pires descer a cerca de 500 pés, pairar e subir em velocidade enorme, provocando forte rajada de vento; o objeto foi visto sobre uma mina que fornecera berílio à Comissão de Energia Atômica dos EUA [nota 57]. Um livro publicado na Indonésia em 1961, The Mystery of the Flying Saucers Revealed, tem prefácio do chefe do Estado-Maior da Força Aérea, marechal do ar S. Suryadarma, revelando que o pessoal da Força Aérea indonésia relatou OVNIs muitas vezes; o autor é o coronel J. Salatun, secretário do Estado-Maior Conjunto e membro do Congresso Popular; a NICAP confirmou os cargos com a embaixada. No Japão e na Coreia, sobretudo na Guerra da Coreia, militares americanos viram OVNIs muitas vezes: 15/10/1948, a tripulação de um caça noturno F-61 sobre o Japão rastreou no radar e viu a silhueta de um OVNI em forma de bala de fuzil (comparar com o Kilimanjaro), que repetidamente acelerou para fora do alcance (seção VIII); 29/01/1952, discos brilhantes e giratórios vistos por tripulações de B-29 perto de Wonsan e Sunchon, Coreia [nota 58]; 29/03/1952, pequeno disco brilhante manobrou em volta de um F-86 em voo ao norte de Misawa, Japão (seção I); 05/08/1952, OVNI circular escuro com luz forte no corpo pairou perto da torre da base de Oneida, Japão, partiu e se dividiu em três (seção VIII); 13/10/1952, OVNI elíptico pairando entre nuvens perto de Oshima, Japão, visto pelo major William D. Leet, da Força Aérea, e seu mecânico de voo, partiu depois de 7 minutos (seção III); 12/12/1962, cinco alunas em Amagasaki, às 16h30, viram um OVNI muito brilhante e, desenhando cada uma separadamente o que viram, as cinco fizeram um disco em forma de Saturno [nota 59]. África: a New Yorker de 23/10/1954 relatou que, em 19 de setembro daquele ano, o administrador de Danane, na África Ocidental Francesa, com a esposa, um médico e outros, viu uma máquina voadora oval com cúpula e luzes como holofotes. Na África do Sul, cientistas, pessoal de aviação, policiais e muitos outros relataram OVNIs: na estação meteorológica de Upington, província do Cabo, em 07/12/1954, o chefe da estação, R. H. Kleyweg, acompanhou pelo teodolito por cerca de um minuto um OVNI branco semicircular, até ele ficar rápido demais; disse ter seguido milhares de balões meteorológicos e que aquilo não era balão [nota 53]. Na onda de novembro de 1957 nas Américas (seção XII), centenas de pessoas no sul do Transvaal viram um enorme OVNI cilíndrico; na noite de 5 de novembro ele pairava, e holofotes da Força Aérea sul-africana em Dunnottar o iluminaram, e ele, segundo as testemunhas, recuou para trás das nuvens [nota 54]. Em Joanesburgo, em 11/04/1958, H. F. Daniels, inspetor de instrumentos do aeroporto, e outros viram à noite um OVNI branco-avermelhado acima do horizonte norte, indo e vindo de leste a oeste; Daniels, com 18 anos de trabalho com aviões, disse que não era avião convencional, que a velocidade era fenomenal e que às vezes ficava parado, mudando de branco para vermelho-sangue [nota 55]. Muitos outros casos africanos, de bases aéreas francesas e estações científicas, foram registrados por Aimé Michel. Austrália e Nova Zelândia: outro foco de atividade, nas mesmas latitudes sul de Brasil, Uruguai e Argentina, com grande número de casos e de interesse público [nota 60]. Como em outros países, os OVNIs são oficialmente inexistentes: carta de 1963 de A. B. McFarlane, secretário do Departamento do Ar da Austrália, diz que a Real Força Aérea Australiana recebe e investiga relatos, mas não divulga detalhes, e cita discurso de 1960 do ministro do Ar, F. M. Osborne, no Parlamento: quase todos os relatos teriam explicação normal, só três ou quatro por cento não poderiam ser explicados como fenômeno natural, e nada desses três ou quatro (continua na página seguinte).

Nota editorial: O original escreve “Oneida AFB” no caso de 05/08/1952; a cronologia do mesmo relatório (p. 135) dá Haneda para essa data. A cronologia (p. 135) diz F-84 no caso de Misawa, e esta página diz F-86; divergência interna do original. Nomes de menores não aparecem no original.

Conferir original em inglês
[p. 128: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 128, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 129

Página física 129 (impressa 125), página inteira: Austrália e Nova Zelândia (fim), Oceanos e Antártida, Pacífico (Hawaiian Fisherman, Fiji, pilotos transoceânicos, Havaí 1959, início do caso Iberville)

...por cento daria apoio firme à crença de que intrusos de outros lugares deste mundo ou de fora dele estejam nos visitando [nota 61]. A embaixada da Nova Zelândia disse em 1963 que seu governo nunca declarou política sobre OVNIs e que ela nunca foi necessária. Em meados de dezembro de 1954, um piloto da Marinha australiana voltava à base aérea de Nowra depois de escurecer quando dois aparelhos estranhos, parecidos com discos voadores, entraram em formação com ele; o piloto chamou o controle de Nowra, cujo radar mostrou três objetos voando juntos; ele se identificou manobrando segundo um padrão; ao pousar, disse que os dois OVNIs eram muito mais rápidos que seu caça Sea Fury [nota 62]. Por causa de centenas de casos semelhantes, existem vários grupos na Austrália; o advogado Peter E. Norris, de Melbourne, membro da NICAP, dirige a Victorian Flying Saucer Research Society, que publica a Flying Saucer Review australiana (diferente da londrina). Em 16/10/1957, o marechal do ar Sir George Jones, ex-comandante da RAAF, viu um OVNI parecido com um balão com luz branca embaixo, mas que passou depressa e em silêncio a cerca de 500 pés; disse que nada abalaria sua certeza do que viu e, entrevistado por Norris, admitiu não ter explicação. Na onda de novembro de 1957, a Austrália também teve muitos relatos; segundo Norris, no início de novembro vieram relatos de todos os estados, menos a Tasmânia. Na Nova Zelândia, a principal organização é a Civilian Saucer Investigation, dirigida por Harold H. Fulton, sargento da Real Força Aérea da Nova Zelândia e conselheiro da NICAP; o boletim Space Probe está suspenso enquanto ele cumpre serviço ativo; Fulton enviou dezenas de bons casos à NICAP. Na noite de 31/10/1955, um avião da National Airways (Nova Zelândia) ia de Wellington para Auckland com o comandante W. T. Rainbow e o copiloto S. G. Trounce; um objeto brilhante, mudando de cor, veio de trás em rota paralela, voou ao lado, ultrapassou o avião e sumiu ao longe; Rainbow estimou a velocidade em cerca de 850 mph; o objeto, diferente de qualquer avião, pulsava em vermelho, amarelo, laranja e azul. Uma das provas potencialmente mais importantes seria um filme secreto que mostraria um OVNI em forma de disco subindo íngreme sobre Port Moresby, Nova Guiné, feito em 31/08/1953 por T. C. Drury, vice-diretor regional da Aviação Civil; segundo a Reuters, foi enviado ao ATIC, em Dayton, para análise, que nunca foi divulgada. C. Oceanos e Antártida (o título do original traz o erro Antarctia): OVNIs foram vistos no mar, em ilhas dos grandes oceanos e na Antártida; relatos de oficiais de navio interessam porque são observadores experientes do céu. Um observador científico qualificado, o meteorologista brasileiro Rubens J. Villela, a bordo de um quebra-gelo na baía do Almirantado, Antártida, viu em 16/03/1961 um objeto luminoso que se dividiu em dois enquanto voava nivelado abaixo de uma camada de nuvens (seção VI). Oceano Pacífico: em 18/06/1957, cerca de 150 milhas ao largo de San Francisco, às 20h, o capitão C. O. Wertz, o eletricista Roy Melton e outros tripulantes do cargueiro Hawaiian Fisherman viram dois objetos como pequenas luas acompanhando o navio; 15 minutos depois um terceiro se juntou, formando um V, e seguiu o navio [nota 63]. Nas ilhas Fiji, na noite de 08/10/1957, um missionário e, em outro lugar, quatro nativos viram um OVNI branco circular descer e pairar a cerca de 20 pés do mar; girava e lançou um facho ofuscante quando os nativos se aproximaram de barco; eles disseram ter visto uma figura de aparência humana no topo do objeto [nota 64]. Pilotos transoceânicos muitas vezes veem fenômenos estranhos, mas relutam em falar: o comandante Willis T. Sperry, da American Airlines, cujo avião foi circundado por um OVNI elíptico em 29/05/1950 (seção V), disse em 1951 que conversara com tantos pilotos que viram coisas estranhas e não relataram, por medo de publicidade negativa, quanto com os que relataram; vários pilotos da Pan American viram objetos inexplicados longe da terra, um perto da Austrália, vários entre a Califórnia e o Havaí, e dois no Extremo Oriente viram um de perto o bastante para descrevê-lo [nota 65]. Um avistamento de uma formação de OVNIs a leste do Havaí por tripulações de vários aviões, em 11/07/1959, foi muito noticiado pela Associated Press, pela United Press International e por jornais havaianos; a NICAP entrevistou várias testemunhas civis, mas não as tripulações militares. Relato do comandante George Wilson, da Pan American: num Boeing Stratocruiser a 20.000 pés, rumo 224 graus, cerca de 900 milhas náuticas a nordeste de Honolulu, uma luz grande e brilhante apareceu no horizonte na posição de 11 horas (sul-sudoeste), acompanhada de 3 ou 4 luzes menores em linha, abaixo, atrás e à esquerda; as luzes passaram de 11 para 10 horas, a formação fez uma curva brusca para a direita e sumiu para o sul. O copiloto Richard Lorenzen e o mecânico de voo Bob Scott também viram; Lorenzen disse que a velocidade de aproximação foi muito maior que qualquer outra que vivera e que só quando o objeto virou conseguiu distinguir as luzes menores. O primeiro oficial D. W. Frost, em outro voo da Pan American nas proximidades, relatou essencialmente o mesmo, e os objetos foram vistos também por tripulações de bombardeiros da Força Aérea, por um avião da Slick Airways e por um avião da Canadian Pacific, cujo comandante, Lloyd Moffatt, disse à imprensa que eram quatro a ver a mesma coisa ao mesmo tempo e que nunca vira nada parecido. Por cerca de 10 minutos, às 7h (hora de Honolulu) de 21/09/1961, dois aviões de linha e um navio americano observaram simultaneamente um OVNI que passou muito alto, em diagonal para sudeste, sobre o Pacífico Norte; relatórios da Agência Federal de Aviação e do Aviso aos Navegantes da Marinha estabelecem os fatos; o S.S. Iberville, ao norte e a leste de Midway, às 17h GMT, viu um objeto branco a cerca de 20 graus acima do horizonte noroeste, de cerca de 1 grau de tamanho aparente, que passou sobre o navio rumo sudeste e, perto do meridiano do navio, parecia um enorme halo com objeto brilhante no centro; ao mesmo tempo, um avião da BOAC, cerca de 800 milhas a nordeste do navio, viu o objeto ultrapassá-lo, e o comandante R. F. Griffin o descreveu como grande anel de fumaça de cerca de 2 graus, com céu limpo no centro e um raio de luz para baixo; um avião da Pan American, cerca de 400 milhas a sudeste de Griffin, confirmou (continua na página seguinte; caso tratado em dossiê próprio).
Conferir original em inglês
[p. 129: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 129, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 131

Página física 131 (impressa 127), página inteira: notas 17 a 66 da seção X (fontes citadas), linha por linha; a metade de baixo da página está em branco

Notas da seção X (continuação), na ordem da página: 17. Diário de São Paulo, 22/02/1958. 18. Diário Popular, 07/07/1957. 19. APRO Bulletin, setembro de 1959; jornais brasileiros de 20/08/1957. 20. Piloto entrevistado pelo comandante A. B. Simões, São Paulo, Brasil. 21. O Estado de S. Paulo, 28/05/1958. 22. Relatório registrado oficialmente no aeroporto e repassado à Força Aérea Brasileira; obtido para a NICAP por J. Escobar Faria, conselheiro em São Paulo. 23. Relatório obtido por J. Escobar Faria, São Paulo. 24. Carta nos arquivos da NICAP. 25. El Mercurio, 28/10/1959. 26. El Universal, 31/01/1958. 27. Relatório nos arquivos da NICAP. 28. APRO Bulletin, abril de 1955. 29. Keyhoe, Donald E., obra citada, p. 249. 30. Últimas Noticias, 03/07/1960. 31. Relatório nos arquivos da NICAP. 32. El Universal, 13/02/1962. 33. New York Times, 28/07/1946. 34. Ver New York Times, 11/08/1946; Associated Press, 11/08/1946; Aftonbladet de Estocolmo, 13/08/1946. 35. New York Times, 11/10/1946. 36. United Press, 18/12/1953. 37. Carta assinada pelo coronel O. B. Engvik, adido aéreo, nos arquivos da NICAP. 38. Christian Science Monitor, 29/01/1959. 39. Carta nos arquivos da NICAP. 40. Carta nos arquivos da NICAP. 41. RAF Flying Review, julho de 1957; London Illustrated News, 02/12/1954. 42. Irish Times, 22/05/1962; agência Reuters, 22/05/1962. 43. Carta à CSI de Los Angeles, nos arquivos da NICAP. 44. Michel, Aimé, The Truth About Flying Saucers (Criterion, 1956), pp. 165-166. 45. Idem, p. 169 e seguintes. 46. Los Angeles Times, 19/02/1956. 47. Relatório nos arquivos da NICAP, à disposição de investigadores do Congresso. 48. Carta nos arquivos da NICAP. 49. Relatório nos arquivos da NICAP. 50. Relatório nos arquivos da NICAP. 51. United Press International, 07/11/1958. 52. Associated Press, 28/10/1954. 53. Natal Mercury (Durban), 28/01/1955. 54. New Zealand Herald, 07/11/1957 (com data de Joanesburgo). 55. Sunday Times de Joanesburgo, 13/04/1958. 56. Carta assinada por Kenneth T. C. Cheng, diretor do Serviço Meteorológico de Taiwan, nos arquivos da NICAP. 57. Informação obtida pelo reverendo Albert H. Baller, da diretoria da NICAP, a partir de jornal indiano. 58. Life, 07/04/1952; Newsweek, 03/03/1952. 59. Relatório e desenhos publicados em Japan International UFO Investigation, editado por J. I. Takanashi, Toyonaka, Osaka, Japão (8-9-2, Sakurazuka-Higashi). 60. Para mais dados sobre avistamentos na Austrália, Nova Guiné e Nova Zelândia, ver Maney, Charles A., e Hall, Richard, Challenge of Unidentified Flying Objects (Willard Courts nº 504, Washington, D.C. 20009), capítulo 3, Recent Sightings in the Pacific. 61. Carta nos arquivos da NICAP. 62. Auckland Star, 16/12/1954 (N.Z.P.A., Reuters). 63. Jornais de San Francisco, 19/06/1957. 64. Manila Bulletin, 06/11/1957. 65. Popular Science, agosto de 1951. 66. Relatórios nos arquivos da NICAP.

Nota editorial: O original grafa “Diairo de Sao Paulo” e “Diairo Popular”; corrigido para Diário. As notas 1 a 16 estão no fim da página física 130.

Conferir original em inglês
[p. 131: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 131, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
Não estabelecida — Conjunto de casos: 31/08/1953 (Port Moresby), meados de dezembro de 1954 (Nowra), 31/10/1955 (Nova Zelândia), 18/06/1957 (Hawaiian Fisherman), 08/10/1957 (Fiji), 16/10/1957 (Sir George Jones), 11/07/1959 (leste do Havaí) e 16/03/1961 (Antártida).
Documento
Não estabelecida — Carta do Departamento do Ar australiano de 1963 e discurso do ministro F. M. Osborne de 1960, citados pela NICAP.
Publicação
1964 — The UFO Evidence, NICAP, 1964; exemplar da CIA liberado em 02/04/2001.

Origem e divulgação

NICAP (autoria); CIA (guarda do exemplar, série CREST CIA-RDP81R00560R000100010001-0) · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

Páginas físicas 128, 129, 131 examinadas no fac-símile.

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Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • O filme de Port Moresby de 31/08/1953 e a análise feita em Dayton constam dos arquivos do Projeto Blue Book?
  • As tripulações militares que teriam visto a formação de 11/07/1959 deixaram relatório na Força Aérea americana?

GEOGRAFIA DO CASO

Vários locais na Oceania, na Antártida e no oceano Pacífico

Dossiê com casos em lugares diferentes; sem ponto único no mapa.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

    Páginas físicas 128 e 129 (impressas 124 e 125: Austrália, Nova Zelândia, Antártida e Pacífico) e 131 (impressa 127: notas 60 a 66, fontes) do relatório NICAP The UFO Evidence (1964), cópia CREST da CIA

    CIA · 186 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

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Trecho datilografado com o título July 14, 1951; White Sands, N.M.Página do relatório NICAP

Arquivo da CIA1951Local: Estação de rastreamento de mísseis do campo de provas de White Sands, Novo México, EUA

White Sands, 1951: radar, binóculo e 200 pés de filme registram objeto perto de um B-29, segundo a NICAP

Segundo o relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, dois operadores de radar de uma estação de rastreamento de mísseis em White Sands captaram um objeto rápido na manhã de 14 de julho de 1951, enquanto um rastreador via com binóculo um objeto grande perto de um B-29. Um terceiro observador teria feito 200 pés de filme de 35 mm, que nunca foi divulgado.

Abrir o caso
Texto datilografado sobre os filmes de Ray Stanford, com o subtítulo The StoryPágina do relatório NICAP

Arquivo da CIA1959Local: Corpus Christi, Texas, EUA

Corpus Christi, 1959: dois filmes de Ray Stanford mostram uma luz parada, e a NICAP diz que não confirmam o relato de quatro objetos

O relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, examina dois filmes coloridos feitos por Ray Stanford e um amigo em Corpus Christi, em 28 de julho de 1959. A NICAP concluiu que os filmes são registros autênticos de algum objeto no céu, mas que não confirmam o relato verbal de quatro objetos em forma de charuto e de um disco lançado por um deles.

Abrir o caso
Dois trechos datilografados: título Summer 1953; Yaak, Montana e continuação sobre seis alvosPágina do relatório NICAP

Arquivo da CIA1953Local: Estação de radar da Força Aérea em Yaak, Montana, EUA

Yaak, Montana, 1953: equipe de radar da Força Aérea acompanha seis objetos que trocam de formação e sai para vê-los

No relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, o sargento William Kelly conta que a estação de radar da Força Aérea em Yaak, Montana, captou seis alvos que mudavam de direção em curvas de 90 graus e que a equipe saiu e viu seis objetos trocando de formação. A velocidade calculada pela equipe foi de 1.400 a 1.600 milhas por hora.

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