Data: 1967; o mês da edição não aparece nas páginas, e o texto cita a assembleia de astrônomos de agosto de 1967 em PragaLocal: Estados Unidos e União Soviética (artigo publicado nos EUA)
EUA e URSS, 1967: na Playboy, J. Allen Hynek alerta para um "atraso" americano nos UFOs e critica o Projeto Blue Book
A CIA guardou no seu arquivo uma cópia do artigo "The UFO Gap", em que o astrônomo J. Allen Hynek, consultor da Força Aérea, diz temer que a União Soviética estivesse à frente no estudo dos UFOs e critica o tamanho e os métodos do Projeto Blue Book. O texto cita o cientista soviético Felix Zigel, propõe um programa de pesquisa com índices de estranheza e de credibilidade e resume três relatos de sua coleção, sem datas nem nomes.
- Data do evento
- 1967; o mês da edição não aparece nas páginas, e o texto cita a assembleia de astrônomos de agosto de 1967 em Praga
- Local
- Estados Unidos e União Soviética (artigo publicado nos EUA)
- Tema
- Arquivo da CIA
- Órgãos das fontes
- CIA
- Documentos
- 1 documento · 9 páginas
- Leitura
- 13 min
Recorte de revistaPágina física 3FONTES DOCUMENTAIS · CIA
O que os registros contam
O documento é um artigo de revista, não um relatório do governo. "The UFO Gap" foi escrito pelo astrônomo J. Allen Hynek e publicado na Playboy, cujo nome aparece na margem das páginas, com ilustrações de Marvin Hayes. A cópia está no arquivo CREST da CIA, com o código CIA-RDP81R00560R000100010006-5 e o carimbo de liberação de 2 de abril de 2001. A CIA guardou o artigo, mas não o escreveu nem deixou anotação nas páginas. A cópia inclui também um anúncio de uísque e cartuns da revista sem relação com o tema.
O título brinca com as expressões da Guerra Fria sobre o atraso dos EUA em mísseis. Hynek diz temer ler um dia que os russos resolveram o mistério dos UFOs, notícia que, segundo ele, faria o Sputnik parecer pouco. Na XIII Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, em Praga, em agosto, um astrônomo soviético riu da pergunta dele e não foi a uma reunião sobre o tema; um colega teria dito que cientistas russos não podiam discutir o assunto. Hynek observa que havia relatos de cerca de 70 países, mas nenhum da URSS e dos países socialistas.
Para Hynek, esse silêncio era um indício, não uma prova. Ele cita um astrônomo russo que admitiu a existência de um problema, um bilhete do secretário de uma organização soviética oficial de estudo de UFOs e, sobretudo, um artigo de Felix Zigel na revista juvenil Smena (grafada "Cmena" no texto). Zigel pedia uma investigação científica cuidadosa, anunciava um capítulo sobre UFOs num livro chamado "Cosmos habitado" e discutia cinco teorias; segundo Hynek, a única que ele não contestava era a de aparelhos de outros planetas. A conclusão de que a URSS estudava o tema havia anos é opinião do autor, que fala em sua "intuição".
A crítica ao Projeto Blue Book vem de dentro. Hynek conta que era consultor da Força Aérea desde 1948 e que começou cético. Reconhece que quase todos os casos que considerava sem solução continuavam assim nos arquivos, mas diz que o projeto trocava "possivelmente" por "provavelmente" nos relatórios anuais e que a equipe era um capitão, outro oficial, um sargento e ele. Em 20 anos, diz ter analisado mais de 15 mil relatos: cerca de 90% eram objetos identificáveis, e restavam pelo menos mil sem explicação vindos de observadores razoavelmente confiáveis. Sobre o painel Robertson, de 1953, escreve que teve poucos casos e só quatro dias de trabalho.
Como exemplos de relatos de alta estranheza, Hynek resume três depoimentos de sua coleção, sem datas, nomes nem local exato. Um motorista numa estrada de Oklahoma, às 17h30, com a mulher e o filho, conta que uma luz forte veio sobre o carro, que parou sozinho com faróis, rádio, aquecedor e limpadores desligados, e que viu um disco com cúpula a uns 60 metros de altura, por dois ou três minutos. Um controlador de torre numa base aérea do Alasca viu uma luz descer a pista a uns 15 metros e subir bruscamente. Uma mulher viu o quintal banhado de laranja e uma luz que se afastou rumo às luzes de Los Angeles.
Hynek propõe separar dois julgamentos: um painel de cientistas físicos daria a cada relato um índice de estranheza de 1 a 5, e um painel de psicólogos e sociólogos avaliaria a credibilidade das testemunhas, sem ler o relato. Ele lista casos explicados, como Vênus confundido com um objeto em Wisconsin em 1953 e o satélite Echo I visto de um navio da Marinha em 1962, e diz não ter aceitado nenhuma foto como prova. Na fase ativa, defende equipes de prontidão com helicóptero, câmeras e espectrógrafos e uma central telefônica 24 horas, a "UFO-1000", por um ano.
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LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Publicação privada (artigo de revista de J. Allen Hynek na Playboy, 1967). O texto não foi transcrito nem traduzido na íntegra: cada uma das 9 páginas físicas tem um bloco com síntese fiel em português e no máximo uma citação curta. As páginas foram reproduzidas como imagem ("Recorte de revista"). Ficaram sem imagem no dossiê a página 6 (cartum da revista) e o anúncio de uísque da página 5, que não têm relação com o tema; o cartum da página 9 foi excluído do recorte. Os três relatos citados por Hynek aparecem como trechos de depoimentos escolhidos por ele, sem documentação primária no arquivo.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 1
Página física 1: ilustração de abertura
Página só de ilustração, sem texto do artigo: o desenho de um homem olhando para cima com binóculos, que continua na página seguinte (as lentes aparecem como dois círculos pretos). O crédito das ilustrações, na página 2, é de Marvin Hayes. Traz apenas o carimbo de liberação da CIA, no alto e no pé.Nota editorial: Não há texto do artigo nesta página.
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[p. 1: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 1, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 2
Página física 2: abertura do artigo, URSS e Felix Zigel
O olho da matéria apresenta Hynek como o principal ufólogo dos EUA, recém-chegado de uma conferência internacional de astrônomos atrás da Cortina de Ferro, e diz que uma nova abordagem soviética poderia fazer os EUA perderem a corrida para resolver o enigma dos discos voadores. Hynek conta que teme abrir o New York Times e ler "Russos resolvem mistério dos UFOs", o que faria o lançamento do Sputnik, em 1957, parecer pouco importante. Na XIII Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, em Praga, em agosto, um astrônomo soviético riu da pergunta dele e recusou ir a uma reunião sobre o tema; um colega deixou escapar que cientistas russos não tinham permissão para discutir UFOs. Há relatos de cerca de 70 países, mas nenhum da URSS e dos países socialistas. Como indícios de estudo soviético, cita um astrônomo russo que admitiu a existência de um problema, um bilhete do secretário de uma organização soviética oficial de estudo de UFOs, a participação anunciada numa conferência sobre comunicação interestelar e um artigo de Felix U. Zigel na revista juvenil Cmena (Smena), que anunciava o livro "Inhabited Cosmos" ("Cosmos habitado"), editado pelo vice-presidente da Academia de Ciências da URSS, com um capítulo de Zigel sobre UFOs. A citação de Zigel começa nesta página e termina na seguinte.Nota editorial: O fichamento preliminar dá o nome como "Nikolai Zigel"; a página traz "Felix U. Zigel". "Cmena" é a transliteração visual do cirílico Смена (Smena). O ano da assembleia não está escrito; a XIII Assembleia Geral da UIA ocorreu em Praga em agosto de 1967.
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[p. 2: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 3
Página física 3: página de título
Página de título, só com ilustração: as cúpulas em forma de cebola da Catedral de São Basílio, em Moscou, com um objeto alongado em forma de charuto ou disco no céu, e o título "The UFO Gap" (algo como "O atraso dos UFOs") em letras verticais. É desenho da revista, não fotografia nem representação de um caso real.Nota editorial: A identificação da catedral é editorial, pela forma característica das cúpulas.
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[p. 3: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 3, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 4
Página física 4 (página 146 da revista): Zigel, o Projeto Blue Book e a proposta de método
Hynek termina a citação de Zigel, que pede uma investigação científica cuidadosa e de vários ângulos, e argumenta que um autor soviético dificilmente pediria isso se a investigação já não estivesse em curso. Lembra que o Chicago Sun-Times noticiou sinais de rádio intrigantes do espaço, achados por um físico do MIT, com a frase de que cientistas soviéticos também fariam essas buscas. Das cinco teorias de Zigel, a quinta, de aparelhos de outros planetas investigando a Terra, é a única que ele não contesta. Hynek diz que sua "intuição" indica que a URSS estudava o tema havia anos, enquanto os EUA só começavam. Conta que em 1948, como diretor do observatório da Universidade Estadual de Ohio, virou consultor da Força Aérea; hoje chefia o departamento de astronomia da Northwestern. No início achava tudo bobagem; os primeiros relatos eram objetos identificáveis, testemunhas pouco confiáveis ou fraudes. Com os anos, acumularam-se casos sem explicação. Reconhece que quase todos continuaram sem solução nos arquivos, mas acusa o projeto de mudar "possivelmente" para "provavelmente" nos relatórios anuais e diz que a equipe de Wright-Patterson era um capitão, outro oficial, um sargento e ele, o que mostraria o pouco interesse da Força Aérea. Em 20 anos analisou mais de 15 mil relatos; cerca de 90% eram objetos identificáveis; dos 10% restantes, cerca de 70% vinham de observadores razoavelmente confiáveis, o que deixa pelo menos mil casos sem solução. Critica o desdém acadêmico, compara os UFOs a tornados, que se estudam por observação e não em laboratório, cita a comissão Condon e propõe um painel de cientistas físicos para dar a cada relato um índice de estranheza (Σ) de 1 a 5. O primeiro exemplo de caso explicado, em Wisconsin em maio de 1953, continua na página 267.Nota editorial: Os números 15.000, 90%, 10%, 70% e 1.000 foram conferidos.
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[p. 4: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 4, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 5
Página física 5 (página 267 da revista): casos explicados e início do relato de Oklahoma
Continuação do artigo. Em Wisconsin, moradores viram por várias manhãs um objeto brilhante a leste; Hynek foi à cidade com um pequeno telescópio e mostrou, com o Almanaque Náutico, que era o planeta Vênus perto do brilho máximo. Outros exemplos de casos explicados (Σ1 e Σ2): quatro luzes em losango em New Hampshire, identificadas como um avião-tanque KC-97 em reabastecimento; um objeto captado por uma estação de radar no Labrador a 72 nós e 50 mil pés (cerca de 15 mil metros), seguido por dois caças F-102, que era um balão lançado de uma base no Maine; um objeto com cúpula e janelas iluminadas em Nova Jersey, que era um avião comercial com um letreiro publicitário de 39 pés (cerca de 12 metros) e 245 lâmpadas; e, em 1962, um objeto visto por 15 minutos por cerca de mil tripulantes de um navio da Marinha, que era o satélite Echo I. Depois, Hynek passa aos relatos de alta estranheza (Σ4 e Σ5) e começa o primeiro, em primeira pessoa: às 17h30, numa estrada com neblina e mata de carvalhos em Oklahoma, um motorista com a mulher e o filho viu uma luz muito forte, da cor de uma lâmpada de vapor de mercúrio, vir em alta velocidade por cima do morro e pensou que ia bater; a mulher se abaixou no banco, o filho pulou do banco de trás, e o carro começou a perder velocidade. O resto da página é um anúncio de uísque.Nota editorial: "[of Oklahoma]" aparece entre colchetes no original, inserção de Hynek ou da revista. A hora 5:30 P.M. foi conferida. A página não traz data nem nome do motorista.
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[p. 5: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 5, contando a capa.
TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 6
Página física 6 (página 268 da revista): cartum
Página inteira com um cartum humorístico da revista, de tema natalino, sem relação com UFOs nem com o artigo. Não contém texto de Hynek.Nota editorial: Página não reproduzida no dossiê por não ter relação com o tema.
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[p. 6: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 6, contando a capa.
TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 7
Página física 7 (página 269 da revista): os três relatos e o painel de credibilidade
Fim do relato de Oklahoma: o motorista diz que não usava o freio, que o carro parou por completo e que faróis, rádio, aquecedor e limpadores pararam ao mesmo tempo. Ao pôr a cabeça para fora, viu a uns 200 pés (cerca de 60 metros) acima um veículo em forma de disco, com pelo menos 50 pés (cerca de 15 metros) de diâmetro, janelas no deque superior e uma grande cúpula no centro; ouviu um zumbido agudo e sentiu um vento morno vindo de baixo. Depois de dois ou três minutos, o objeto subiu na vertical e o carro voltou a funcionar normalmente. O narrador diz ter trabalhado com aviões desde 1940, quando se formou na Spartan School of Aeronautics, e ser veterano da Força Aérea. O segundo relato é de um controlador na torre de uma base aérea no Alasca: com um avião comercial prestes a se aproximar, ele viu uma luz descer pela linha central da pista a uns 50 pés (cerca de 15 metros), na velocidade de um avião grande em passagem baixa; aumentou a iluminação da pista do nível 3 para o 4 para tentar ver o corpo do objeto, e a luz virou à direita e subiu muito depressa, em ângulo reto e não em arco, passando a montanha próxima em um ou dois segundos. O terceiro é um trecho curto: uma mulher, à janela do quarto, viu o quintal banhado de laranja e uma grande luz parada no céu por cerca de um minuto; o marido só repetia "Oh, my God"; a luz se apagou, restou um ponto como estrela que se moveu em direção às luzes de Los Angeles, ao longe. Hynek diz que são amostras ao acaso e que nada foi dito ainda sobre acreditar nelas. Propõe então um painel de psicólogos e sociólogos que avaliaria a credibilidade (C) das testemunhas por dossiês pessoais, sem ler o relato, e descreve sinais que, para ele, comprometem um depoimento, como a sensação de perseguição e quem diz ter visto UFOs muitas vezes.Nota editorial: Medidas convertidas de pés para metros com arredondamento. Nenhum dos três relatos tem data, nome ou local exato; o terceiro não diz que a casa ficava em Los Angeles, só que a luz se moveu em direção às luzes da cidade (o fichamento preliminar dizia "quarto em Los Angeles").
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[p. 7: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 7, contando a capa.
TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 8
Página física 8 (página 270 da revista): credibilidade, fraudes, fotografias e o painel Robertson
Hynek continua a falar das testemunhas que relatam muitas observações e diz que o Blue Book recebia cartas de um internado num hospital psiquiátrico. Explica que o painel de credibilidade teria a tarefa mais difícil, porque precisaria decidir se pessoas confiáveis poderiam ter errado naquele caso. Diz que relatos de policiais e pilotos não são automaticamente corretos, mas que, se vários concordam e a observação durou minutos, é difícil descartá-los. Afirma que fraudes são menos comuns do que os jornais fazem parecer, que uma fotografia não vale nada sem as circunstâncias, o negativo e os dados da câmera, e que ele próprio ainda não tinha aceitado nenhuma foto como prova científica. Uma investigação sensata se limitaria a relatos com Σ alto e C alto e buscaria padrões com auxílio de computador. Critica o governo por nunca ter feito isso: o mais perto foi o painel do físico Howard P. Robertson, do Caltech, em 1953, que recebeu poucos casos e só quatro dias; no resto, a Força Aérea teria tentado derrubar cada relato isoladamente, "like a duck in a shooting gallery" (como pato em galeria de tiro). A página traz também um cartum político da revista, sem relação com o tema.Nota editorial: "Σ" e "C" conferidos. O cartum da página não foi incluído no recorte.
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[p. 8: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 8, contando a capa.
TRECHO 9 · PÁGINA FÍSICA 9
Página física 9 (página 271 da revista): a abordagem ativa e a central UFO-1000
Hynek defende uma abordagem ativa. O estudo de relatos só daria probabilidades, e ele ilustra com a anedota do explorador que só convenceu a plateia de que os ovos eram de dinossauro quando contou que um deles tinha um filhote dentro: seria preciso achar um "bebê UFO" nos relatos. Propõe um esforço total para obter fotografias e lembra que os meteoritos só foram aceitos pela ciência depois da queda espetacular de 1803, na França. Como não dá para pôr câmeras em todas as estradas, propõe usar a distribuição geográfica dos casos para identificar áreas "quentes" e mandar equipes técnicas de helicóptero com câmeras, gravadores, espectrógrafos e contadores Geiger, além de uma central telefônica nacional 24 horas, a "UFO-1000", com ligações a cobrar e entrevistadores treinados. Retoma o exemplo dos viajantes da estrada: ligariam de um telefone de beira de estrada, e a central acionaria a polícia local e a equipe. Se o programa durasse um ano e não achasse nada, isso também seria significativo; mas ele diz que ficaria surpreso e que a humanidade poderia estar diante da maior aventura desde que passou a contemplar o universo. A página tem ainda um cartum da revista, sem relação com o tema.Nota editorial: O cartum foi excluído do recorte publicado. A data de 1803 refere-se à queda de meteoritos de L'Aigle, citada sem o nome do lugar.
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[p. 9: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 9, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- Não estabelecida — O artigo não descreve um episódio único. Os três relatos de alta estranheza citados por Hynek (Oklahoma, Alasca e a luz laranja perto de Los Angeles) não têm data na fonte.
- Documento
- Não estabelecida — A cópia da CIA tem o carimbo "Approved For Release 2001/04/02" e o código CIA-RDP81R00560R000100010006-5. Não há data de recebimento nem anotação da CIA.
- Publicação
- 01/01/1967 — Só o ano é seguro. O catálogo da CIA indica 1967; o texto cita a assembleia da União Astronômica Internacional em Praga em agosto (de 1967) e chama de "ano passado" a criação da comissão Condon (1966), o que aponta para o fim de 1967. O mês da edição da Playboy não aparece nas páginas.
Origem e divulgação
J. Allen Hynek (autor), revista Playboy (publicação), ilustrações de Marvin Hayes; cópia guardada pela CIA (arquivo CREST) · CIA-RDP81R00560R000100010006-5_The-UFO-Gap-Hynek_1967.pdf
O PDF foi obtido na CIA Reading Room.
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Relatos relacionados e suas diferenças
- URSS, 1967: astrofísico americano pergunta a astrônomos soviéticos sobre UFOs
- URSS, 1971 e 1976: o "comitê de discos voadores" soviético
- Pentágono, 1966: comitê conclui que o Blue Book não bastava
- Hillsdale, 1966: Hynek e a explicação do gás de pântano
- Junho de 1967: revista UFO CONTACT cita as cinco hipóteses de Zigel
- Wright-Patterson, 1955: Relatório Especial 14 do Projeto Blue Book
Perguntas para continuar a investigação
- Os três relatos citados por Hynek (o carro parado em Oklahoma, a torre de controle no Alasca e a luz laranja vista perto de Los Angeles) estão nos arquivos do Projeto Blue Book, com data e local?
- Por que a CIA guardou este artigo, e em que pasta ele estava? A cópia não traz anotação da agência.
- Qual era a organização soviética oficial de estudo de UFOs cujo secretário teria escrito a um cientista americano?
GEOGRAFIA DO CASO
Estados Unidos e União Soviética
O artigo trata do estudo dos UFOs nos dois países. Os três relatos citados por Hynek têm só referências amplas (uma estrada em Oklahoma, uma base aérea no Alasca, uma casa de onde se viam as luzes de Los Angeles) e não permitem posicionar um ponto.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- CIA-RDP81R00560R000100010006-5_The-UFO-Gap-Hynek_1967.pdf
Páginas físicas 1 a 9: artigo "The UFO Gap", de J. Allen Hynek, na revista Playboy (páginas 146 e 267 a 271 da revista), cópia do arquivo CREST da CIA liberada em 02/04/2001
CIA · 9 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


