UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: 05/08/1926Local: Montanhas do Himalaia, segundo a NICAP (local exato não informado)

Himalaia, 1926: o explorador Nicholas Roerich e sua caravana veem um objeto oval e brilhante cruzar o céu, segundo a NICAP

O relatório privado da NICAP guardado pela CIA resume, a partir de um livro do próprio explorador, um avistamento de 1926: enquanto observavam uma águia, Nicholas Roerich e membros de sua caravana viram, muito acima, um objeto oval e brilhante que seguia para o sul em alta velocidade e depois virou para sudoeste. A NICAP usa o caso para argumentar que os OVNIs não poderiam ser aparelhos secretos do pós-guerra.

Arquivo da CIA
Data do evento
05/08/1926
Local
Montanhas do Himalaia, segundo a NICAP (local exato não informado)
Tema
Arquivo da CIA
Órgãos das fontes
CIA
Documentos
1 documento · 186 páginas
Leitura
5 min

FONTES DOCUMENTAIS · CIA

O que os registros contam

O relatório The UFO Evidence, publicado em 1964 pela entidade civil NICAP, ficou guardado no arquivo CREST da CIA. Na Seção I, sob o título que pergunta se os OVNIs não seriam aparelhos secretos americanos ou soviéticos, a NICAP lista argumentos contra essa ideia: aparelhos de teste de um país não seriam vistos no mundo todo, uma tecnologia tão avançada teria tornado obsoletos os jatos e foguetes da época, e os objetos já seriam vistos muito antes das pesquisas secretas. O relato atribuído a Nicholas Roerich aparece como exemplo desse último ponto.

Segundo o resumo, em 5 de agosto de 1926 o explorador Nicholas Roerich, numa expedição nas montanhas do Himalaia, e outras pessoas de sua caravana viram um objeto oval e brilhante. Eles observavam uma águia que planava quando notaram o objeto muito acima, deslocando-se para o sul em alta velocidade. Acompanharam-no com binóculos. O objeto então fez uma curva para sudoeste e sumiu na distância. A nota 15 indica como fonte o livro Altai-Himalaya, do próprio Roerich, publicado em Nova York em 1929, segunda parte, páginas 361 e 362.

Na mesma página, a NICAP diz ter examinado a hipótese de aparelhos secretos consultando cientistas e engenheiros, entre eles o pioneiro alemão dos foguetes Hermann Oberth, e não ter achado indício de máquinas desenvolvidas por antigos cientistas nazistas. A entidade sustenta que a antiguidade dos relatos descarta que aparelhos de teste expliquem mais que um punhado de casos. Na cronologia da Seção XI, o caso abre a lista dos anos 1920 com a mesma descrição, acrescentando que o objeto passou por cima e mudou de curso.

O relato é de um viajante e artista que escreveu sobre a própria expedição, resumido em poucas linhas pela NICAP quase quatro décadas depois. As páginas não informam o lugar exato da caravana, a hora, a altura estimada, a duração da observação nem o nome das outras testemunhas, e o livro de Roerich não está no acervo para conferência. O uso do caso como prova de que os objetos são anteriores à tecnologia moderna é argumento da NICAP; um balão, um avião distante ou um fenômeno óptico seriam hipóteses editoriais que as páginas não permitem testar.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Síntese de publicação privada: o relatório The UFO Evidence (1964) é obra da NICAP, que aqui resume um livro de 1929. O texto em inglês não foi transcrito: cada página recebeu um bloco com síntese fiel. Foram sintetizados os parágrafos da página física 15 sobre aparelhos secretos e o caso Roerich (coluna direita, até antes da carta de Titcomb, que está em outro dossiê), a nota 15 (página física 16) e a entrada da cronologia na página física 132.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 15

Página física 15 (impressa 6), pé da coluna esquerda e coluna direita até a carta de Titcomb: “Couldn't they be U.S. or Soviet secret devices?” e caso Roerich

Sob o título “Não poderiam ser aparelhos secretos dos EUA ou soviéticos?”, a NICAP diz que, quando um cético passa a achar que os OVNIs podem ser reais, a primeira reação costuma ser pensar em aparelhos secretos. Reconhece que a atividade espacial dos seis anos anteriores causou alguns relatos falsos, mas afirma que aparelhos de teste ficariam confinados a áreas restritas. Os argumentos contra a teoria seriam: a) aparelhos de teste de um país não seriam vistos no mundo todo [Seção X]; b) se aparelhos secretos operassem na escala necessária para explicar os relatos, a tecnologia tornaria obsoletos todos os jatos e foguetes da época, e a pesquisa não mostrava tal salto; c) o mais prejudicial à teoria é que os OVNIs aparentemente são observados há muito tempo [Seção XI]: a tecnologia aérea soviética na guerra e depois dela não impressionava; a alemã impressionava no fim da guerra, o que levou defensores da teoria a atribuir os OVNIs a cientistas alemães capturados trabalhando em segredo para os EUA ou a Rússia; e os aparelhos operacionais americanos mais avançados no fim da guerra eram aviões a hélice, com poucos mísseis guiados ainda saindo do laboratório. A NICAP diz ter examinado a possibilidade a fundo, consultando cientistas e engenheiros, entre eles o professor Hermann Oberth, conhecido especialista alemão em foguetes, sem achar o menor indício que confirmasse os rumores de aparelhos secretos feitos por antigos cientistas nazistas. A antiguidade dos avistamentos descartaria que aparelhos de teste, secretos ou não, expliquem mais que um punhado de relatos. Exemplo: o explorador Nicholas Roerich, numa expedição nas montanhas do Himalaia em 5 de agosto de 1926, e outras pessoas de sua caravana viram um objeto oval e brilhante [nota 15]. Enquanto observavam uma águia planando, notaram o objeto muito acima, deslocando-se para o sul em alta velocidade, e o observaram com binóculos. O OVNI então virou para sudoeste e sumiu na distância. A NICAP introduz em seguida uma observação do pós-guerra relatada ao reverendo Albert Baller, membro do conselho.

Nota editorial: A carta de Andrew A. Titcomb, na mesma coluna, está no dossiê titusville-oficial-da-marinha-bola-de-futebol-voadora-1946.

Conferir original em inglês
[p. 15: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 15, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 16

Página física 16 (impressa 7): nota 15 da Seção I

Nota 15: Roerich, Nicholas, Altai-Himalaya (Fred Stokes, Nova York, 1929), parte II, páginas 361 e 362.
Conferir original em inglês
[p. 16: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 16, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 132

Página física 132: entrada de 05/08/1926 na cronologia da Seção XI

5 de agosto de 1926, montanhas do Himalaia: o explorador Nicholas Roerich e outros de sua caravana observaram um objeto oval e brilhante passar por cima, mudando de curso [Seção I].
Conferir original em inglês
[p. 132: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 132, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
05/08/1926 — Data dada pela NICAP a partir do livro de Roerich; hora não informada.
Documento
1929 — Altai-Himalaya, de Nicholas Roerich, citado na nota 15.
Publicação
1964 — The UFO Evidence, NICAP, maio de 1964; cópia da CIA liberada em 02/04/2001.

Origem e divulgação

NICAP (entidade civil), resumindo livro de Nicholas Roerich (1929); cópia guardada pela CIA no CREST · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • Onde estava a caravana de Roerich em 5 de agosto de 1926, segundo o próprio livro?
  • O texto original de Altai-Himalaya traz mais detalhes, como hora, duração e altura, do que o resumo da NICAP?

GEOGRAFIA DO CASO

Montanhas do Himalaia (local exato não informado)

A NICAP não informa onde estava a caravana; nenhum ponto foi posicionado.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

    Página física 15 (impressa 6): resumo do caso Roerich; página física 16 (nota 15) e página física 132 (cronologia), no relatório NICAP The UFO Evidence (1964), cópia CREST da CIA

    CIA · 186 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

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