UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: 04/04/1950 a 10/04/1950Local: Washington, D.C., Nova York e Key West

Estados Unidos, abril de 1950: Truman, a Força Aérea e a Marinha negam a tese de Henry J. Taylor e da revista U.S. News de que os discos são aeronaves navais secretas

Recortes do Washington Post e da United Press de abril de 1950, arquivados pelo FBI, mostram a reação do governo à tese do comentarista Henry J. Taylor e da revista U.S. News and World Report de que os discos seriam aeronaves da Marinha: Truman, a Força Aérea e a Marinha negaram, e Taylor insistiu.

Arquivo do FBI
Data do evento
04/04/1950 a 10/04/1950
Local
Washington, D.C., Nova York e Key West
Tema
Arquivo do FBI
Órgãos das fontes
FBI
Documentos
1 documento · 124 páginas
Leitura
13 min
Recorte de jornal com artigo em colunas e, à direita, fotografia de um modelo de aeronave circular com hélices, em folha do FBIRecorte de jornal com fotografiaPágina física 82
Recorte de jornal com fotografia · Washington Post (John G. Norris) e fotografia da Associated Press, 04/04/1950 · Página física 82 do arquivo divulgado. Recorte "Mas a Marinha diz não: revista diz que os discos são aeronave de tipo novo, provavelmente da Marinha". À direita, fotografia da Associated Press de um modelo de aeronave de 1948 pilotada por rádio pela Marinha, com a pergunta "O disco voador original?". SUB A, página física 82. A fotografia mostra um modelo de aeronave da Marinha, não um objeto avistado. Prova o que o jornal publicou e a negativa da Marinha. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · FBI

O que os registros contam

Em 4 de abril de 1950, o Washington Post noticiou, em texto de John G. Norris, que a revista U.S. News and World Report dissera que os "discos voadores" são aeronaves de um tipo radicalmente novo, conforme leis aerodinâmicas conhecidas, provavelmente desenvolvidas pela Marinha. A revista descrevia discos de 105 pés de diâmetro, cerca de 10 pés de espessura, com bocais de jato ajustáveis nas bordas, e dizia que um modelo inicial fora construído por especialistas do NACA em 1942. O Departamento da Marinha negou, de imediato, que estivesse conduzindo pesquisa ou voos com tal avião ou míssil.

Um porta-voz da Marinha lembrou que a Marinha desenvolvera o Chance-Vought XF5U-1, "em forma de panqueca", que nunca voou e foi sucateado; um modelo em escala, de 3.000 libras, voou e teve fotografias divulgadas. A Marinha confirmou que o projeto fora de Charles H. Zimmerman, do NACA, o "Zimmerman Skimmer", e que um modelo menor continuava no laboratório do NACA em Langley para ensaios em túnel de vento, sem projeto ativo. A revista disse que as negativas persistiriam até que o sigilo fosse levantado.

No dia seguinte, 5 de abril, o Post informou que altos funcionários, "do presidente Truman para baixo", se uniram para convencer o público de que os discos não existem. Uma declaração formal da Força Aérea afirmava que nenhuma das forças armadas fazia experimentos secretos com objetos em forma de disco, que não havia evidência de ligação com nação estrangeira e que a análise dos relatos recentes confirmava que tudo se explicava por "interpretação errada de vários objetos convencionais, uma forma branda de histeria em massa ou fraudes". O secretário de imprensa Charles G. Ross disse que Truman não sabia de nada que sustentasse os boatos, e o secretário de Defesa Louis Johnson se disse satisfeito de que "não há nada nos relatos".

O mesmo recorte registra que os relatos continuaram: em Tipp City, Ohio, nove pessoas disseram ter visto discos sobre Wright Field, e Jerry Robinson, veterano de 22 anos dos Fuzileiros Navais, falando pelo grupo, descreveu "duas luzes brilhantes" que se mostraram discos com um pequeno rastro laranja e dispararam para o alto depois de pairar por algum tempo. O chefe de polícia J. C. Lee, de Elizabeth City, Illinois, relatou um objeto vermelho e azul em alta velocidade.

Em 10 de abril, a United Press noticiou que Henry J. Taylor, comentarista da rede ABC, disse que as negativas da Força Aérea "valem um bilhão de dólares para os russos na guerra fria". Taylor sustentou que os Estados Unidos têm veículos aéreos não convencionais que poderiam ser tomados por discos e descreveu um balão translúcido que a Marinha lançaria de campos de pouso perto de Minneapolis, com 70 libras de instrumentos para registrar raios cósmicos, que a 100.000 pés se incharia até 100 pés de altura e 70 de diâmetro. Sugeriu que o governo anunciasse que a América cria "muitas coisas úteis e incríveis".

Convém separar as camadas: a tese de Taylor e da revista é opinião de comentaristas, sem fonte oficial nomeada; as negativas são declarações institucionais; e o balão que Taylor descreve se parece com os balões de pesquisa que outros dossiês do portal apresentam como causa de parte dos relatos. O FBI arquivou os três recortes no SUB A em abril de 1950, com a anotação "File in Flying Discs", sem comentário.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Traduzidas na íntegra as páginas 78 (United Press, 10/04/1950), 81 (Washington Post, 5/04/1950) e 82 (Washington Post, 4/04/1950). Por serem recortes de jornal, o dossiê usa síntese e citações curtas.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 82

página inteira

Recorte do Washington Post, 4 de abril de 1950, colado em folha do FBI, com anotações manuscritas: "File in Flying Discs" (arquivar em discos voadores) e carimbos de 11 de abril de 1950. Mas a Marinha diz "não" Revista diz que os "discos" são aeronave de tipo novo, provavelmente da Marinha Por John G. Norris, repórter do Post Os "discos voadores" são, na verdade, aeronaves de um tipo radicalmente novo, que seguem leis aerodinâmicas conhecidas e foram provavelmente desenvolvidas pela Marinha dos Estados Unidos, disse ontem a revista United States and World Report. Esse último esforço para explicar os contínuos relatos de discos estranhos em vários pontos do país provocou uma rápida negativa do Departamento da Marinha, de que esteja agora "conduzindo pesquisa ou voos" com qualquer avião ou míssil desse tipo. Um porta-voz lembrou que a Marinha de fato desenvolveu o Chance-Vought XF5U-1, "em forma de panqueca", mas que ele nunca voou e foi sucateado há mais de um ano. Um pequeno modelo em escala, de 3.000 libras, foi voado e fotografias dele foram divulgadas, mas esse modelo está agora em Norfolk à espera de embarque para o Museu Nacional do Ar, aqui. A revista semanal não citou nenhuma autoridade para a sua afirmação de que os "discos voadores" são aviões americanos reais, mas disse que "engenheiros competentes para avaliar relatos de observadores confiáveis chegam a estas conclusões: "São aeronaves de tipo revolucionário, uma combinação de helicóptero e avião a jato rápido. Estão de acordo com princípios aerodinâmicos bem conhecidos. "Têm 'exatamente 105 pés de diâmetro, formato circular' e 'são feitos de uma liga metálica, de cor esbranquiçada fosca. Não há lemes, ailerons ou outras superfícies salientes. Vistos de lado, os discos parecem ter cerca de 10 pés de espessura.' "Cada disco parece ter uma série de bocais de jato de direção variável ao redor de suas bordas... o combustível usado é desconhecido. A direção da aeronave e sua velocidade, por sua vez, são evidentemente controladas pelo ângulo em que os bocais de jato são inclinados, pelo número em operação e pela potência aplicada. "Escolhendo quais bocais ligar ou desligar e o ângulo de inclinação, o piloto poderia fazer o disco subir ou descer na vertical, pairar, voar em linha reta ou fazer curvas fechadas. Uma curva em ângulo reto, por exemplo, poderia ser feita desligando os jatos traseiros e ligando os bocais laterais e dianteiros. "A grande velocidade pode ser obtida concentrando para trás todos os bocais da metade posterior da aeronave. Com todos os bocais apontados para baixo, o disco poderia subir direto do chão e, com menos potência, poderia descer da mesma forma... "A ação de helicóptero a jato... torna decolagens e pousos quase completamente seguros." A revista disse que um modelo inicial do disco foi construído por especialistas do Comitê Consultivo Nacional de Aeronáutica (NACA) em 1942 e fez 100 voos bem-sucedidos. A Marinha então assumiu o desenvolvimento e "modelos muito mais avançados estão sendo construídos agora". O engenheiro Charles H. Zimmerman, da NACA, projetou o primeiro modelo, que tinha velocidade de 400 a 500 milhas por hora e era movido por duas hélices a pistão, diz o artigo. "Indícios de superfície", continuou a revista, "apontam para os centros de pesquisa do vasto projeto de mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos como o cenário do atual desenvolvimento de discos voadores." O projeto, segundo ela, tem "os cientistas, os engenheiros, os dólares, o motivo e o histórico" para a tarefa. "Essa probabilidade permanecerá, apesar de quaisquer negativas futuras da cúpula da Marinha, até que o sigilo seja levantado", acrescentou a revista. A Marinha declarou ser verdade que seu abandonado "panqueca voador" foi projetado por Zimmerman e se chamava "Zimmerman Skimmer". Acrescentou que um modelo ainda menor, de um terço do tamanho real, continua no laboratório da NACA em Langley, Virgínia, para ensaios em túnel de vento, mas insistiu em que não tem nenhum projeto desse tipo ativo agora. A Força Aérea, depois de muitos meses de investigação dos relatos de "discos voadores", concluiu que todas as evidências apontavam para "interpretação errada de vários objetos convencionais, uma forma branda de histeria em massa ou fraudes". [Fotografia da Associated Press, com a manchete "O 'disco voador' original?" e a legenda:] Modelo de aeronave desenvolvida em 1948 e voada pela Marinha sob radiocontrole; a aeronave em tamanho real nunca voou, anunciou a Marinha.

Nota editorial: Reportagem do Washington Post, de 04/04/1950, sobre a teoria da revista U.S. News de que os discos seriam aeronaves navais, com a negativa da Marinha.

Conferir original em inglês
• yt,1Ci C, I S v.S, ______,;.f,,J__..:-..-- __ ut the Navy Says 'No' e Orig·inal 'Flying Saucer'? Sazicers' Neiv0 Type Air.craft, :_ / .:,:~:"~~:.~:~{~~~~gazine S-~~, , radically new type aircraft , cOl'. ltµrnw~ ?ff the rear Jets, turnmg forming to known areodynamic , on_,the side and front nozzles.I Great speed can be obtained laws and probably developed byIby focusing to the rear all 1 tile • United State s Navy, the maga- ' in the after half of the afr~~~ft zine United State s and World Re- ' With all nozzles pointed down­ port said yesterday . jward, the saucer co u Id rise This late st effo1·t to explain the straight off the ground, and with continuing reports of strange 'fly- less power, could descend the ing disks at various points over same way • , • ] the counh'y brought a prompt "Jet helicopter action • • • denial from the Navy Department makes takeoffs and landings almost that it is now "conducting research completely safe." or flying" any such plane or I The magazine said that an early missile. !, model of the saucer was built by A spokesman pointed out that , National Advisory Committee for the Navy did , develop the "pan- Aeronautics experts in 1942 and cake-shaped" Chance-Vought made 100 successful flights, The XF5U-l. but that it never flew and Navy then took over development was scrapped more than a year and "much more advanced models ago. A small , 3000-pound scale now are being built." • model oL the plane was flown and ., NACA Engineer Charles :a". Zim­ pictu res of it have been releas ed. ' me~man designed the first model, but this model is now at Norfolk which had a speed of from 400 to awaiting shipment to the National 500 miles an hour and was pow- I Air Museum here . ~ i ered l'>y two piston propellers, said , , 'fhe weekly news magazine did the a1ticle. • not quote any authority for its :•surfa ce indic ations," the mag. statement that the "flying saucers" azme went on, "point to research arelreal American planes, but sai ' centers _of the ~n_ited St'.'tes Navy's tha •·engineers competant to a . vast gwded-mi ss1le proJect as the . scene of present flying-saucer de• pra· e reports of rel_iable obs:rv velopment ." The proj ect, it was l y A>SOC!ated PreS3 Phoreac these conclus10ns: s~id, has the ''scienti sts, the en- ''Tl1 e are aircraft of a revolu- glneers, the dollars, the motive Model ol o.ircraFt derJaloped in 1948 and Rou>n by the Navy uncl l radio cantrol-full-aire cralt neuer Rew, the Navy ho.• announced. 1 yt e a combination of heli- and the background '' for the • • uonar y YP • . "This likelihood will remain de• copter and fa5t Jct pl~ne: They , spite any futu r e d enials by' the , f o ·m to well-known pr1nciples of1 Navy front office, until secrecy is co I . " I'ft d ,, th • dd·odynan11cs- 1 e , e magazine a ed. I ., (._)_fJ t1'l.L_ ae!,_ Y ai·e "exact.I~• L05 feet in di- The Navy declared it w~s true ~ o ·l" R ~'., ,.-u,J<\Q.,_1tr circul ar in shape·• and "are that its abandoned "flying pan­ an1 e e ·f a m etal alloy. with a dull cake" was designed by Zlmmer­ & APR 111950ma~l~ ~ color. There are no r~d- man, and was called t he " Zimmer­ wl11t15 ueron s or other proh'udmg man Skimmer." It added that a der s, a From the side, the caucers f'l smaller scale model---one­ surface sto be about 10 feet thick." t ~rd of actual size-is still at appear aucer appe ars to have a , _ "Each 5 cJ ' t· • t. of vari~ble•. irec ion Je ACA's Langley, Va., laborato serles a round its riu,s . • • : iuel for wind-tunnel tests, but he nozzle_ 5 unknown. •,- · Direc~wn ?f NavY insisted it had no such pr.oj­ used 1~ . ft and i ls velocity, m ect now active. the a1rc~a t lY a re c ontrolled b y • , • t,urn , evlden ,,·hich the jet n ozzles The Air. For~e, . after many angle at mber operati ng. month~, of mvest1gation of "flying t1,e tilted, the . 11J ~aucer reports, concluded t hat all f ;~: power appJ1e ,~·hich nozzles toIthe evid_encc pointe? to "misin- "lW choo~1ng and the angle ol t.~rpretah_on o f ~ar1ous convan- 01· off lei nrnk I t10111tl obJects, a mild form of m ass 0 0 ;~; the , pilO~ cl~~~cnd v~i-t ca y, terlo, or hoaxes.'' , s • 'Al l 1!~a er l'lb~c;t~~idh\ ahead or make 110 er. flY • ~ 1,1ght-anllle turn . ,, WASHINGTON posT sllar P turns , ~011Jd he m11de b) 6A,,...1') 11"1n5n Dat ed 4-4 - 50for example , 1 J y *

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 82, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 81

página inteira

Recorte do Washington Post, 5 de abril de 1950, colado em folha de circulação do FBI, com carimbos de 21 e 22 de abril de 1950. Declaração da Força Aérea Truman e outras autoridades negam saber de discos voadores Por John G. Norris, repórter do Post Altas autoridades e órgãos do governo, do presidente Truman para baixo, uniram-se ontem num esforço para convencer o público americano de que os "discos voadores" não existem. Uma declaração formal emitida pela Força Aérea na noite passada foi das mais explícitas. Declarou categoricamente que: 1. Nenhuma das forças armadas está conduzindo experimentos secretos com "objetos voadores em forma de disco que pudessem ser a base dos fenômenos relatados". 2. Não há evidência de que estes últimos decorram "das atividades de qualquer nação estrangeira". 3. A avaliação dos relatos de "avistamentos" recentes confirma as conclusões iniciais de que todos podem ser explicados como "interpretação errada de vários objetos convencionais, uma forma branda de histeria em massa ou fraudes". Mais cedo, o presidente Truman anunciou, por meio de seu secretário de imprensa em Key West, Flórida, que não sabia absolutamente nada desses objetos voadores sendo desenvolvidos pelos Estados Unidos ou por qualquer outra nação. "Não estamos negando isto por causa de qualquer desenvolvimento de armas secretas", disse o secretário Charles G. Ross, "mas puramente porque não sabemos de nada que sustente esses boatos." O secretário de Defesa Louis Johnson disse praticamente o mesmo numa entrevista coletiva. Disse aos repórteres que estava "satisfeito de que não há nada nos relatos". Johnson disse que havia levantado a questão, em tom de brincadeira, na reunião de ontem do Conselho de Política das Forças Armadas, que inclui os secretários dos departamentos e os Chefes do Estado-Maior Conjunto. O secretário da Marinha Francis Matthews e o almirante Forrest P. Sherman, chefe de operações navais, assim como outras autoridades, garantiram-lhe que as negativas eram sinceras e verdadeiras. O mais recente surto de interesse público nos discos resultou de declarações do comentarista de rádio Henry J. Taylor e da revista semanal United States News and World Report de que os discos existem e são aeronaves americanas revolucionárias, provavelmente desenvolvidas pela Marinha. Um porta-voz da Marinha negou isso categoricamente na segunda-feira. Johnson disse estar convencido de que os discos não poderiam ser experimentos conduzidos por qualquer outro órgão do governo fora de seu departamento, porque o Conselho de Pesquisa e Desenvolvimento do Pentágono coordena toda essa atividade. Apesar das negativas, continuaram novos relatos de "discos". Em Tipp City, Ohio, nove pessoas disseram ter visto discos sobre a base da Força Aérea de Wright Field, no início de domingo. Jerry Robinson, veterano de 22 anos do Corpo de Fuzileiros Navais, falando pelo grupo, disse que viram "duas luzes brilhantes no céu" que depois se mostraram discos brilhantes deixando um pequeno rastro laranja de chama. Depois de pairar por algum tempo, dispararam em linha reta para o alto e desapareceram, disse ele. O chefe de polícia J. C. Lee, de Elizabeth City, Ill., relatou que "um estranho objeto vermelho e azul, semelhante a um disco" passou zunindo sobre a cidade no início de domingo, "viajando em alta velocidade". [Continuação na página 3 do jornal. Lista de nomes de circulação do FBI e carimbos: sem texto relevante.]

Nota editorial: Reportagem do Washington Post, de 05/04/1950, sobre a declaração da Força Aérea e as negativas de Truman e de outras autoridades quanto a discos voadores.

Conferir original em inglês
---- Tolson ___ • Ladd ____ f Sfui eure111t by Air Fo1•e~ - Taucers'1'~ lfi-uman, Otlie1:,Qfficials Deny !To Officials l(nowledge ()f F1'vi]Jo· Saucers raised the question at yesterday's .J,.. ~* meetil1g of the Armed Forces Pol- By John~Gr'""_"'IN:'l'-:-or::::r~JS=----------- - icy Council, which includes the Post Repor ter departmental secretaries and Joint · J . • Chiefs of Staff. NavY Secretary Top offic1a s and agen~ies of the mild form of mass hysteria, or Francis Matthews and Admiral Government-from President Tru- hoaxes:" . ' Forrest P. Sherman, chief of naval man on down-joined yesterday in Earli er, Pres1den~ Truman an-· operations, as well as other offi­ an effort to convince the American nounced through lus press secre- cials, assured him the denials were public that "flying saucers" do not tary at Key West. F~a., that he sincere ·and truthful. exist . kn~w ab~olutely nothing of such The latest flare up of public in- A formal statement issued by flyrng ob3ects being developed by terest in the saucers resulted from the Air Force last night was most t!1eUnit ed S tates or any other' na- statements by Radio Commentator expli cit. It declar ed flatly that: tion. • Henry J. Taylor and the weekly 1. None of the armed forc es Is " We are not denying t his be- news magazine United States News condu cting secret experime nts with cause of any development of secret and World Report that the saucer s "disc-shaped flying obj ects which weapons." s~id Secreta ry Charles do exist and are revolut ionar~ could be a basis for the 1·eportcd G. Ross. "but pur ely because we American aircr aft probabl y devel­ phenomena." '.now of nothin g to support these oped by the NavY, A Navy spokes- 2. There i s no evidence tha t the rumor s." man flatly denied this Monday!. latter stem from "the activities orl ~ efe nse Secretary Louis Johnson1 Johnson said he is convinc_ed the any foreign nation." lsatd about the same thmg at a · saucers could not be experiment s Evaluation of reports of re- 11ews conferen ce. He told report ers conducted by any other Govern­ cen "si ghtin gs" bears out early ~1e was ''satisfied there is nothing ment agency outside his depart­ co lusions that all can be ex- 10 the repor ts." ment becau se the Penta gon's Re­ pla ed away as "misinterpretation John son said ' he had facetiously sea~·ch and Developme~t. Board co• ijof arious conventional objects, a See SAUCER, Page 3, _, ,, 9l dmates all such activity.Despite the denials, new reports of "saucers " contin ued. At Tipp City, Ohio, nine persons said they saw saucer s over the Ail" Force base at Wright Field , earl y Sunda y. Jerry Robinson , a 22-year-old Marine vete ran, speaking for the group, said they saw "two brigh lights in the s ky" which later wer discern ed as brilliant discs trailin a ~-~n streak of 01·ange flame. Nter hover ing for a time , thel shot. straight up in the air 1md disappeared, he said. Police Chief J . C. Lee of Eliza­ beth City, 111., reported that "a weird red and blue disc-like ob- ject" whizzed o~er the town early SundaY, "traveling at a h igh rate lofspe eu. -=:I ~ Cler.11 ___ Glavin ___ Nichols ___ Rosen Tracy ____ Harbo ____ Mohr ---- Tele. Room_ Nease ____ Gandy ____

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 81, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 78

página inteira

Recorte do Washington Post, 11/04/1950, colado em folha do FBI, com anotações manuscritas: "File in Flying Discs" (arquivar em discos voadores) e carimbos de 19 e 21 de abril de 1950. Negativa sobre "discos" seria valiosa para a Rússia Nova York, 10 de abril (U.P.) – As negativas da Força Aérea de que existam "discos voadores" "valem um bilhão de dólares para os russos na guerra fria", disse hoje à noite o comentarista de rádio Henry J. Taylor. Taylor disse, na rede ABC, que este país tem vários veículos aéreos não convencionais que poderiam ser tomados por "discos voadores". Descreveu um deles como uma engenhoca fantástica "em plástico pulsante", alta como um prédio de oito andares e usada para registrar raios cósmicos. "O que aconteceu com os nossos cérebros?", perguntou Taylor. "Essas negativas valem um bilhão de dólares para os russos na 'guerra fria'..." O presidente Truman e a Força Aérea negaram ambos, na semana passada, relatos semelhantes de Taylor de que os "discos voadores" são invenções militares ultrassecretas dos Estados Unidos. Taylor advertiu que, se os russos anunciassem de repente que estavam enviando "discos voadores" ao redor do mundo, as autoridades dos Estados Unidos não teriam como conter a histeria americana. Taylor disse que os Estados Unidos deveriam anunciar: "Não temos mais comentários sobre nada nos céus, exceto que a América está criando muitas coisas úteis e incríveis. Todas são inofensivas e boas notícias para os povos amantes da liberdade." E essa seria uma declaração verdadeira, disse o comentarista. Taylor disse que, num campo de pouso perto de Minneapolis e também em outros lugares, a Marinha está "lançando em nossos altos céus um veículo enorme e fantástico". "Não há ninguém dentro", disse ele, "mas leva 70 libras de instrumentos para registrar raios cósmicos... É uma coisa enorme e translúcida, com uma longa cauda, e voa até 100.000 pés de altura. Quando a esquisita engenhoca é lançada do chão, é enchida com apenas um por cento de sua capacidade de hélio. Em grandes altitudes, a expansão faz com que ela se infle até virar um monstro gigantesco de 100 pés de altura e 70 pés de diâmetro, alto como um prédio de oito andares, tudo em plástico pulsante." Taylor disse que alguns desses veículos viajam por toda a América, 20 milhas acima no céu. Ao pôr do sol, toda a engenhoca brilha e pode ser vista por até 30 minutos depois de escurecer. Os instrumentos descem de volta à terra por paraquedas, disse Taylor. Depois a enorme engenhoca "se rompe em pedaços no céu ou explode", espalhando pedaços de plástico sobre a terra. [Lista de nomes de circulação do FBI e carimbos: sem texto relevante.]

Nota editorial: Notícia da United Press, de 10/04/1950, sobre as declarações do comentarista Henry J. Taylor de que negar os discos beneficiaria a Rússia e de que a Marinha lançava balões gigantes.

Conferir original em inglês
___ _ ___ _ ----- --- • .___ Cle gg,____ Glavin ___ Rosen ____ Tracy ____ Room_ ~ Tolson Ladd Nichols Harbo Mohr Tele. N~ase , 1 body is in it," he said., "!],ut ~ H Id it carries 70 po~tnds of instrume¼ts ~ to record cosm11! rays .. . It is an ~aitcer' Denial e 1 enormous tran slucent thing with a long tail and flies up to 100,000 feet in the air. When the weird contraption is launched off the ground , it is filled to only oneValuable to Russia pe1·cent Of its capacity with helium . ---9 New York , Apri~ l_O (U.PJ.-Air ~t bigh alt!tu9es , ex_Pansion causes Force denials tbat ' fl~1~g sauc ers" it to blow itself up into a gigantic exist are "worth a billion dollar s monster 100 feet tall and 70 feet to the Russi'ans in the 'cold war,'" in diameter. tall as au eight-story Radio Commentator Hem-y J. Tay-I building , all in pulsating plastic." lor said tonight . 1'aylor said some of the se ve- Taylor said over the ABC net- lhicles travel all over America , 20 ~vork that U1is country has several Imiles up in the ,s~y. At sunset. 'unconventional air vehicle s t)jat the whole contraption glows and could be taken for "flying saucers ." can be s een a s long as 30 minute~ He described one as a fanta stic af!e1·•darkne ss. contraption "in pulsating plastic," rhe .struments are floated bac as tall as an eight- story building to earth by parachute , Taylor said. and used to record cosmic rays. Then the huge contraption "break "What bas happened to our into pieces in the sky or explode s,' brain s?" Taylor asked. "These showering plastic pieces over::: denial s are worth a billion dol ars land- _____ "'21'=<:a;;;;§~:..LJLJ ;:,f;~;;~~;;.~~r,;,:~~:~~: , ~. • 11 l l ~,1 hy Taylor last week that "flying /&., aucers " are top-secret United ~ ~AA..,-! tate s military inventions. :;IY"-"' Taylor warned that ii' the Rus­ sians s uddenly announced they were sending "flying saucers" around the world, United Sta tes: officials would have no way to stem merican hysteria. Taylor said the U nited States hould an,:iounce: "We h ave no fur ther coromen abou t anyth ing i n the skies ex cept that Ameri ca is creating man elpful and incredib le t hings. All 1are harm less and good news for freedom-loving people." And this would he a true state. ment, the commentator said. { Taylor said that at an airfie ld near l\linneapolis and also al othe1 places, the NaYY is "lai1nching int our high skies an enormous and lbr'633q_j_fi -1/IJltasU!!... t;'Pe f veb, de. * • N()'.I.' •• t >RD ED 85 APR 19 1950 65APR2119 WASHINGTON POST Page Date~ //-~'t)

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 78, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
04/04/1950 — Data do recorte que noticia a tese da revista; as negativas e a fala de Taylor se estendem até 10/04/1950.
Documento
21/04/1950 — Carimbos do FBI de 11, 19, 21 e 22/04/1950.
Publicação
Não estabelecida — Documento do arquivo do FBI sobre discos voadores (62-HQ-83894); a data de liberação pública não consta destas páginas.

Origem e divulgação

FBI, Departamento de Justiça dos EUA · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_SUB_A.pdf

SUB A, página física 78, 81 e 82: recortes do Washington Post e despacho da United Press, 4 a 11/04/1950, em folhas do FBI

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • A Marinha lançava de fato, em abril de 1950, balões de pesquisa semelhantes aos descritos por Taylor?
  • O que a Força Aérea respondeu à acusação de que as negativas favoreciam a Rússia?

GEOGRAFIA DO CASO

Reação nacional (Washington, Nova York e Key West)

Os recortes tratam de declarações em vários lugares; não há local único de avistamento.

RASTRO DOCUMENTAL

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As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_SUB_A.pdf

    SUB A, página física 78, 81 e 82: recortes do Washington Post e despacho da United Press, 4 a 11/04/1950, em folhas do FBI

    FBI · 124 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

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Fotografia de jornal em tons de sépia de uma torre industrial e um galpão; no alto, à direita do centro, uma mancha escura alongada no céu.Fotografia de imprensa (recorte de jornal)

Arquivo do FBI1952Local: Chicago (Illinois), Anacortes (Washington), San Francisco (Califórnia), Reading (Pensilvânia), leste dos EUA e Montana

Estados Unidos, verão de 1952: balões em Chicago, a foto de Anacortes, a bola de fogo de 12 de setembro e o objeto branco de Montana

Seis folhas do arquivo do FBI mostram como a onda de 1952 chegou ao Bureau fora de Washington: explicações por balões e rastros de avião, uma foto de jornal, uma bola de fogo vista em cinco estados e um objeto branco em Montana que a imprensa disse estar sob investigação do FBI, o que o próprio Bureau negou num memorando interno.

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Recorte de jornal em três colunas, com uma coluna mais longa à direita sob o intertítulo Air-Ground Search Slated.Recorte de jornal

Arquivo do FBI1947Local: St. Maries (Idaho), Washington e arredores, Seattle, Los Angeles e outras cidades dos EUA e do Canadá

Julho de 1947: oito discos “como folhas” em St. Maries e a primeira semana de relatos na capital, nos recortes do FBI

Recortes guardados pelo FBI na primeira semana de julho de 1947 mostram a Força Aérea do Exército admitindo que “há algo nisso”, uma mulher que diz ter visto oito discos descerem numa floresta de Idaho, testemunhas na capital americana, a foto de um guarda-costeiro em Seattle e uma carta sobre “aviões russos” que foi parar nas mãos de agentes federais.

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Recorte com a reprodução de uma primeira página espanhola, mostrando uma mancha luminosa em espiral, e uma coluna de texto em inglês à direita.Recorte de jornal com fotografia

Arquivo do FBI1950Local: Itália (Chioggia, Salò, Carrara, Calábria, Sardenha, Vale de Aosta), Ilhas Baleares (Espanha) e sudoeste da Inglaterra e País de Gales

Europa, 1950: discos sobre a Itália, uma foto das Baleares e clarões sobre a Inglaterra, recortados pelo adido do FBI em Londres

O escritório do adido legal na Embaixada dos EUA em Londres, posto do FBI, mandou à sede recortes de jornais britânicos sobre discos na Itália, uma foto publicada na Espanha e dois episódios ingleses de 1950 com centenas de testemunhas. O Ministério da Aeronáutica disse não poder explicar um deles; um químico sugeriu meteoro.

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