Data: 30/01/1953, por volta das 19h25, e 05/05/1953, entre 9h45 e 10h00Local: Rodovia 80 diante do Spain Flying Field, a 7 milhas de Yuma, e um campo perto da fábrica da Vacuum Cooling Company, cerca de uma milha ao norte da base de caças da Força Aérea em Yuma, Arizona, EUA
Yuma, Arizona, 1953: químico vê uma luz dançar sobre um hangar e, meses depois, um objeto cercado de anéis que só apareciam com óculos polarizados
O químico Wells Alan Webb contou em livro, citado pela NICAP, que viu com dois passageiros uma luz trêmula pairar sobre um avião num campo de aviação e subir até sumir, e que o meteorologista local descartou o balão que soltara. Em maio, viu um objeto branco mudar de rumo e de forma e notou anéis escuros em volta dele, visíveis só com os seus óculos Polaroid.
- Data do evento
- 30/01/1953, por volta das 19h25, e 05/05/1953, entre 9h45 e 10h00
- Local
- Rodovia 80 diante do Spain Flying Field, a 7 milhas de Yuma, e um campo perto da fábrica da Vacuum Cooling Company, cerca de uma milha ao norte da base de caças da Força Aérea em Yuma, Arizona, EUA
- Tema
- Arquivo da CIA
- Órgãos das fontes
- CIA
- Documentos
- 1 documento · 186 páginas
- Leitura
- 8 min
Página do relatório NICAPPágina física 58FONTES DOCUMENTAIS · CIA
O que os registros contam
A NICAP, entidade civil, reproduziu no relatório The UFO Evidence, de 1964, dois relatos do engenheiro químico Wells Alan Webb, formado em química pela Universidade da Califórnia, que segundo a apresentação forneceu à universidade uma fonte de deutério para pesquisas com o cíclotron. Os textos vêm do livro dele, Mars, the New Frontier (Fearon, 1956), página 125. Na tabela de cientistas, a entidade lista as duas datas perto de Yuma: uma luz giratória que subiu em ângulo forte e um disco prateado com faixas circulares escuras. A cópia do relatório está nos arquivos da CIA.
Em 30 de janeiro de 1953, por volta das 19h25, Webb ia no banco de trás de um carro com Felix Gelber e Grover Kihorny, de Los Angeles, pela rodovia 80, rumo a Yuma, a 7 milhas, a cerca de 60 milhas por hora. Entre luzes fixas no chão, meia milha à frente, uma tremia e dançava. Ao se aproximarem, as luzes viraram refletores em postes de 20 pés no pátio de hangares do Spain Flying Field, onde um homem consertava um avião de treinamento do Exército. A luz dançante pairava acima do avião, a cerca do dobro da altura dos refletores, e depois subiu, primeiro devagar, depois depressa, piscando até sumir entre as estrelas a pelo menos 60 graus de elevação.
Na manhã seguinte, os três voltaram ao local. Mediram com passos 100 jardas da estrada ao avião. O mecânico disse não ter visto luz nem ouvido ruído, o que, para Webb, afastava um helicóptero. Na estação meteorológica, a um quarto de milha a leste, o meteorologista confirmou ter soltado um balão iluminado por volta daquela hora, mas mostrou que a luz era uma lâmpada pequena, fixa e fraca, e, por um gráfico de visadas com luneta, que o balão subira sem parar acima da estação. Segundo Webb, o meteorologista concluiu que fora um OVNI e disse que coisas assim eram vistas com frequência pelo pessoal da estação e da base de caças.
Em 5 de maio de 1953, entre 9h45 e 10h, numa manhã clara, Webb estava num campo perto da fábrica da Vacuum Cooling Company, a cerca de uma milha ao norte da base de caças, quando jatos decolavam em sequência rumo ao norte. Viu no céu o que parecia uma nuvem branca, a única. Era oblonga, a cerca de 45 graus de elevação, e em cinco minutos andou uns 30 graus para leste. Então virou de repente para o norte, ficou circular e diminuiu como se se afastasse, sem perder brilho, até ficar pequena demais para ser vista, em cerca de 30 segundos.
Webb usava óculos Polaroid esverdeados e, como fazia ao estudar nuvens, os tirava e recolocava para comparar. Na segunda fase, com os óculos, apareciam em volta do disco prateado vários anéis escuros concêntricos e igualmente espaçados, o maior com cerca de seis vezes o diâmetro do disco. Sem os óculos, os anéis sumiam e o disco continuava. Ele repetiu o teste várias vezes. Como hipótese editorial, padrões que surgem só através de lentes polarizadoras sugerem um efeito óptico ligado à luz polarizada do céu ou às próprias lentes, e o balão da estação continua sendo a explicação mais simples para a luz de janeiro, apesar das objeções relatadas. Os dois episódios chegam pelo livro do próprio observador.
LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Síntese de publicação privada: o relatório The UFO Evidence é obra da NICAP, organização civil, e não documento de governo. Por isso o texto em inglês não é transcrito nem traduzido na íntegra; cada página do caso tem um bloco com síntese fiel e detalhada em português, parágrafo por parágrafo, com no máximo uma citação curta por página. Os trechos da mesma página que tratam de outros casos estão nos blocos dos dossiês correspondentes ou no dossiê documental nicap-the-ufo-evidence-arquivo-cia-1964.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 55
Página física 55, duas linhas da tabela de cientistas (Wells Alan Webb)
Na tabela “UFO Sightings by Scientists”: 30/01/1953, perto de Yuma, Arizona, Wells Alan Webb, química; luz giratória que subiu em ângulo forte. 05/05/1953, perto de Yuma, Arizona, Wells Alan Webb, química; disco prateado que fez uma curva fechada; observado com óculos Polaroid, faixas circulares escuras ficaram visíveis em volta do objeto.Nota editorial: Síntese de publicação privada.
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[p. 55: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 55, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 57
Página física 57, coluna direita a partir de “Gyrating Light” (o restante da página está no dossiê de Ann Arbor)
Sob o título “Gyrating Light”, a NICAP apresenta Wells Alan Webb: bacharel e mestre em química pela Universidade da Califórnia, engenheiro químico e químico pesquisador, que forneceu à universidade uma fonte de deutério para pesquisas com o cíclotron. Fonte: o livro Mars, the New Frontier, de W. A. Webb (Fearon, 1956), página 125. Começa a citação: em 30/01/1953, por volta das 19h25, o autor ia no banco de trás de um carro com Felix Gelber e Grover Kihorny, ambos de Los Angeles. Céu negro, só estrelas; ar do deserto limpo, estrelas e luzes no chão muito nítidas. Estavam na rodovia 80, indo para oeste, rumo a Yuma, a 7 milhas, a cerca de 60 milhas por hora. Pelo para-brisa, ele notou, meia milha à frente, entre luzes fixas e fortes no chão, uma que tremia e dançava; a cerca de 15 graus acima do horizonte estava a estrela da tarde; as três (as fixas, a dançante e a estrela) tinham brilho parecido. Perto, as luzes se revelaram refletores em postes de 20 pés que iluminavam o pátio de hangares do Spain Flying Field; pela janela lateral viram um avião de treinamento monomotor do Exército com um homem trabalhando nele. A luz dançante, já mais alta, pairava sobre o avião a cerca do dobro da altura dos refletores. De repente, olhando pela janela lateral e depois pela traseira, perceberam que ela subia: devagar, depois ganhando velocidade; o autor a viu piscar repetidamente e sumir entre as estrelas a pelo menos 60 graus de altura, não mais de dez segundos depois de passarem pelo campo, ainda a 60 milhas por hora.Nota editorial: Síntese de publicação privada. O nome aparece como “Kihorny” nesta página e “Kihorney” na seguinte.
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[p. 57: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 57, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 58
Página física 58, coluna esquerda até o fim do relato de Webb (o restante da página está nos dossiês de Wilkins, Sanderson e Halstead)
Gelber e Kihorney também tinham visto a luz, com os mesmos detalhes, e no dia seguinte o autor os convenceu a investigar. Voltaram ao ponto da estrada diante do hangar; o avião estava no mesmo lugar. Mediram com passos a distância perpendicular da estrada até ele: 100 jardas. Um mecânico disse ter trabalhado no avião na véspera e não ter visto a luz; nenhum som chamara sua atenção, de modo que, segundo o autor, não era helicóptero. Ele os mandou à estação meteorológica dos EUA, um quarto de milha a leste. O meteorologista disse ter soltado um balão iluminado por volta da hora da observação e mostrou uma das luzes: uma lâmpada de lanterna bem pequena, sem refletor, que não piscava e nunca pareceria tão forte quanto os refletores do campo; além disso, o balão não pairara sobre o hangar, mas subira em ritmo constante sobre a estação, como mostrava o gráfico de alturas tomadas com luneta a intervalos cronometrados. Depois de ouvir tudo, o meteorologista teria dito que era um OVNI, um grande mistério, mas visto com frequência pelo pessoal da estação e da base de caças próxima. Segunda observação: 5 de maio de 1953, 9h45 a 10h00. Manhã clara e ensolarada; o autor estava num campo perto da fábrica da Vacuum Cooling Company, perto do Spain Flying Field e cerca de uma milha ao norte da base de caças de Yuma; jatos decolavam em sequência para o norte. Viu o que parecia uma pequena nuvem branca, a única no céu. Usava óculos Polaroid esverdeados e, por hábito, os tirava e recolocava para comparar. O objeto era mais ou menos oblongo, com eixo maior horizontal, a uns 45 graus de elevação; em cerca de cinco minutos andou uns 30 graus para leste; virou de repente para o norte, passou a ter seção circular e diminuiu depressa como se se afastasse, sem perder brilho; em cerca de 30 segundos ficou pequeno demais para ser visto. Na primeira fase, os óculos não mudavam nada; na segunda, apareceram vários círculos escuros concêntricos e uniformemente espaçados em volta do disco prateado, o maior com talvez seis vezes o diâmetro do disco. Sem os óculos, o disco continuava e os anéis sumiam; com eles, reapareciam; repetiu várias vezes, sempre com o mesmo resultado. Os anéis desapareceram antes de o disco ficar pequeno demais para ser visto.Nota editorial: Síntese de publicação privada; sem citação literal.
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[p. 58: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 58, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 30/01/1953 — Primeira observação por volta das 19h25 de 30/01/1953; segunda entre 9h45 e 10h00 de 05/05/1953.
- Documento
- Não estabelecida — Relatório The UFO Evidence, publicado pela NICAP em maio de 1964 (sem dia na página).
- Publicação
- 02/04/2001 — Data de aprovação de liberação estampada nas páginas da cópia CREST da CIA.
Origem e divulgação
NICAP (National Investigations Committee on Aerial Phenomena), organização civil privada dos EUA, autora do relatório The UFO Evidence (1964); cópia guardada pela CIA no arquivo CREST (CIA-RDP81R00560R000100010001-0, liberação aprovada em 02/04/2001). A CIA guardou o documento; não o produziu nem o validou. · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
Relatos relacionados e suas diferenças
Perguntas para continuar a investigação
- Há registro da estação meteorológica de Yuma sobre o balão de 30/01/1953?
- Webb publicou desenho dos anéis vistos com os óculos polarizados?
GEOGRAFIA DO CASO
Yuma, Arizona, EUA
Referência aproximada da cidade citada, posicionada pela redação. Não indica o ponto da rodovia, o campo de aviação nem a posição dos objetos.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
Páginas físicas 55, 57 e 58: tabela de cientistas e trecho “Gyrating Light”, Seção VI do relatório NICAP The UFO Evidence (1964); cópia CREST da CIA
CIA · 186 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


