UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: 29/09/1953 (despacho); 28/12/1953 (artigo do Times-Herald)Local: Washington, D.C.

Washington, 1953: o Times-Herald e o livro de Keyhoe, a carta de Albert Chop e o filme de Utah nos recortes do FBI

Dois recortes de 1953 arquivados pelo FBI mostram a polêmica em torno de "Flying Saucers from Outer Space", de Donald Keyhoe: a posição da Força Aérea, a carta de Albert Chop publicada na sobrecapa e as seis conclusões que Keyhoe atribui à análise do chamado filme de Utah.

Arquivo do FBI
Data do evento
29/09/1953 (despacho); 28/12/1953 (artigo do Times-Herald)
Local
Washington, D.C.
Tema
Arquivo do FBI
Órgãos das fontes
FBI
Documentos
1 documento · 124 páginas
Leitura
12 min
Colunas de jornal coladas em folha do FBI, com a manchete Saucers Held Space Ships by Ex-Marine e a lista de jornais ao ladoRecorte de jornalPágina física 36
Recorte de jornal · Washington Times-Herald (Richard Reilly), 28/12/1953 · Página física 36 do arquivo divulgado. Recortes do Times-Herald de 28 de dezembro de 1953: "Ex-fuzileiro naval diz que discos são naves espaciais" e "Critica a posição da Força Aérea sobre os discos voadores", em folha de circulação do FBI, com a anotação "File 5". SUB A, página física 36 (continua na 37). Prova o que o jornal publicou sobre as alegações de Keyhoe e as respostas da Força Aérea; não prova as conclusões atribuídas ao filme. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · FBI

O que os registros contam

Em 29 de setembro de 1953, um despacho do Washington City News Service, arquivado pelo FBI em 8 de outubro, registrou que a Força Aérea continuava a insistir que os "discos voadores" são caprichos do tempo, apesar do livro de Donald E. Keyhoe, "Flying Saucers from Outer Space". Segundo o despacho, Keyhoe afirmava que a Força Aérea possuía filmes secretos que provariam serem naves interplanetárias os objetos luminosos; a Força Aérea e o Weather Bureau atribuíam esses objetos a efeitos de luz causados por "inversão" de temperatura. Keyhoe marcou um coquetel para a imprensa, às 16h, para divulgar o livro.

O artigo do Washington Times-Herald de 28 de dezembro de 1953, de Richard Reilly, é o último de uma série de três. Com o título "Ex-fuzileiro naval diz que discos são naves espaciais", reproduz a declaração da Força Aérea de que fenômenos aéreos inexplicados não são arma secreta, míssil ou aeronave dos Estados Unidos, e a afirmação do tenente Robert White, oficial de informação pública, de que a Força Aérea acredita que observadores confiáveis, como pilotos de linha, são sinceros ao relatar objetos que não identificaram.

O artigo conta que a tese de Keyhoe era reforçada por uma carta de Albert M. Chop, ex-especialista civil da Força Aérea no projeto dos discos, então na Douglas Aircraft, publicada na sobrecapa do livro. A carta dizia que a Força Aérea e o Projeto Blue Book conheciam a conclusão de Keyhoe e nunca negaram a possibilidade interplanetária. A Força Aérea contestou, dizendo que Chop expressava opinião pessoal; Chop admitiu não falar pela Força Aérea, mas manteve que parte do pessoal investigativo aderira à teoria, com base em "contatos pessoais".

Keyhoe acusava a Força Aérea de estar convencida de que os discos são naves de outro mundo e de ocultar o fato por medo de pânico. A Força Aérea respondia que não retinha nenhum fato importante: só os nomes das testemunhas eram guardados, e os relatórios sobre capacidades de aeronaves, radar e eletrônica eram sigilosos. Keyhoe pedia a divulgação da análise final do filme de Utah e enviou um telegrama a oficiais, dizendo que ou ele ou a Força Aérea estava mentindo.

Segundo o jornal, Keyhoe dizia que a análise do filme concluiu que a velocidade média dos objetos ficou entre 653 e 980 milhas por hora, que eram redondos, do mesmo tamanho e de brilho branco-azulado, que manobravam em padrão circular ou elíptico, que não eram balões, pássaros nem aeronave conhecida e que nenhuma explicação convencional servia. Um porta-voz disse que a Força Aérea não confirmava nem negava isso e que o filme podia ser visto em Wright Field. Essas seis conclusões são alegação de Keyhoe, e o relatório da análise não está no arquivo do FBI.

O brigadeiro-general Sory Smith, chefe de relações públicas da Força Aérea, disse que "não sabemos o bastante" para negar a existência dos discos, mas também não há prova de que existam, e que a Força Aérea não descartava a hipótese interplanetária, embora não tivesse prova física. Keyhoe prometeu manter a campanha. O filme em questão é o chamado filme de Utah, tema do dossiê de Tremonton.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Traduzidas na íntegra as páginas 36 e 37 (Times-Herald) e a página 41 (despacho do Washington City News Service). Por serem recortes de jornal e despacho, o dossiê usa síntese e citações curtas. As marcações das folhas foram resumidas entre colchetes.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 41

página inteira

Despacho de agência colado em folha de circulação do FBI (lista de nomes e carimbo de 8/10/1953). Origem: Washington City News Service. (DISCOS) A FORÇA AÉREA CONTINUA INSISTINDO EM QUE OS "DISCOS VOADORES" SÃO CAPRICHOS DO TEMPO, APESAR DA TENTATIVA DE UM OFICIAL DA RESERVA DE PROVAR QUE SÃO NAVES ESPACIAIS DE OUTRO PLANETA. UM PORTA-VOZ DISSE QUE NÃO HOUVE MUDANÇA NA VISÃO OFICIAL DA FORÇA AÉREA, EMBORA DONALD E. KEYHOE, EM UM LIVRO, "FLYING SAUCERS FROM OUTER SPACE", TENHA AFIRMADO QUE A FORÇA AÉREA POSSUI FILMES SECRETOS QUE PROVAM QUE OS OBJETOS LUMINOSOS, VISTOS COM FREQUÊNCIA, SÃO NAVES INTERPLANETÁRIAS. TANTO A FORÇA AÉREA QUANTO O WEATHER BUREAU, DEPOIS DE ESTUDOS EXAUSTIVOS, CONCORDARAM HÁ MUITOS MESES QUE OS OBJETOS ARDENTES E RÁPIDOS VISTOS POR OBSERVADORES DE COSTA A COSTA ERAM EFEITOS DE LUZ CAUSADOS POR "INVERSÃO" DE TEMPERATURA. KEYHOE, PORÉM, AFIRMOU APOIAR SUA TEORIA DA NAVE INTERPLANETÁRIA COM DOCUMENTOS OFICIAIS DA FORÇA AÉREA. UM COMUNICADO À IMPRENSA PREPARADO PELO SEU EDITOR "REVELOU" O QUE DISSE SER UMA LUTA AMARGA, NOS ALTOS CÍRCULOS DA FORÇA AÉREA, SOBRE TORNAR PÚBLICAS AS SUPOSTAS FILMAGENS. KEYHOE MARCOU UM COQUETEL, ÀS 16H, PARA QUE A IMPRENSA DIVULGASSE SEU LIVRO. 29/9.

Nota editorial: Despacho de agência, de 29/09/1953, que registra a posição oficial da Força Aérea sobre os discos e a divulgação do livro de Donald Keyhoe.

Conferir original em inglês
Mr. Rosen --- Mr. Tracy , Mr. Gearty--- / Mr. Mohr-- ---,---. , / Mr. Winterrowd -1 t - Tele. Room- ­ Mr. -Holloman-· - M~ ~:~itlri ( SAUCERS )THE AIR FORCE STILL I NSISTS THAT ttfLYI NG SAUCERS" ARE WEATHER FREAKt DESPITE ,C.. RE:TIPED W-ARHJE OFFTIER ' S ATTEMPT T0 PROVE THEY ARE SPACE SHIPS FROM ANnTHEP. PLANET .l\ ll A SPOKESMAN SA!~ THERE jAS N° CHANGE IN AI R FORCE ' S OFFI CIAL VIFW. \ I ALT!-1'.)UGF D0NA L D E. KEYH0E, I N A B'.)OK "FLYI NG SAUCEPS FR0~11 nLJTER SPACE ," ' CLAI\1ED THE AIR FORCE. HAS SECRET i'IJ')VI ES PROV I NG THE OFT - SEEN GL'"'WING OBJECTS ARE I NTER?LA NETARY CRAFT. BOTH THE AIR FORCE AND THE WEATYER BUREAU, AFTER EXHAUSTIVE STUDIESs AGREED MANY ~ONTHS AGO THAT THE FIERY~ FAST - ~OVI NG OBJECTS SEEN BY OBSERVERS FROM C0AST TC COAST ~E~E LI GHT EFFECTS CAUSED BY !E~P~qATURE " Irv ER s I I) N. " ~EYHOE, HO~EVER. CLAI~ED HE SUPPORTS HIS I NTERPLANETARY SHIP T~E'"'RY WITH OFFICIAL ~IR FORCE D0CU~ENTS. A PRESS RELEASE PREPARED 8Y PIS PUBLISHER "REVEALED" WHAT IT SAI D WAS A BITTER STRUGGLE I N HI Gu Aiq FORCE CIRCLES OVER WHETHER T0 ~AKE THE ALL EGED 0 I CTURES PUBLI C. KEYH0£ SCHEDULFD A COCKTAIL PARTY ~T 4:0n P.M . FOR THE 0 RESS T0 PLl G HIS BOOK . 9/29-- ·CE1024J\ () '~ l ~ jjjCJ'-/-lt- ~ IJJrvj ' NOT RE CORDED 7v 0 199 OCT 8 1953 • WASHINGTON CITY NEWS SERVICE

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 41, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 36

página inteira

[Marcações da folha: 0-19; rubrica manuscrita "Branigan"; lista de jornais (Times Herald "P9", Wash. Post, Wash. News, Wash. Star, N. Y. Times, N. Y. Compass); data 12-28-53; carimbos "NOT RECORDED", 12 de janeiro de 1954, e 13 de janeiro de 1954; "62-83894-A"; anotação manuscrita "File 5"] EX-FUZILEIRO NAVAL DIZ QUE DISCOS SÃO NAVES ESPACIAIS Critica a posição da Força Aérea sobre os discos voadores (Este é o último de três artigos sobre o controvertido tema dos "discos voadores" e sua investigação pela Força Aérea.) POR RICHARD REILLY Os discos voadores são reais – e, se são, o que são? Essa, em essência, é a pergunta que se coloca à Força Aérea – e também ao público americano. Embora continue sem resposta, ela suscitou opiniões e teorias sem fim. Uma teoria apresentada de tempos em tempos é a de que os discos são algum tipo de arma revolucionária aperfeiçoada por este país ou por alguma outra nação. A Força Aérea, porém, desaprova essa possibilidade. Em declaração recente, disse: "A Força Aérea declarou no passado, e reafirma no presente, que fenômenos aéreos inexplicados não são arma secreta, míssil ou aeronave desenvolvidos pelos Estados Unidos. Nenhum dos três departamentos militares nem qualquer outra agência do governo está conduzindo experimentos, sigilosos ou não, com objetos voadores que pudessem ser a base dos fenômenos relatados." Teoria da arma descartada Além disso, um oficial graduado da Força Aérea indicou ao Times-Herald que se considera impossível que os discos sejam uma arma estrangeira. Quanto à pergunta se os discos voadores existem, o ten. Robert White, oficial de informação pública, disse que a Força Aérea acredita que observadores confiáveis, como pilotos veteranos de companhias aéreas, são sinceros quando relatam avistamentos de objetos não identificados. A Força Aérea recebeu recentemente uma batata quente do major Donald E. Keyhoe, do Corpo de Fuzileiros Navais (reformado), que alegou em seu livro recente, "Flying Saucers from Outer Space" [Discos voadores do espaço sideral], que os discos não só são reais como são de origem interplanetária. Além disso, Keyhoe sustenta que o chamado "filme de Utah", em poder da Força Aérea, prova isso. Teoria reforçada A teoria interplanetária de Keyhoe foi reforçada por uma carta publicada na sobrecapa de seu livro, de Albert M. Chop, ex-especialista civil da Força Aérea no projeto dos discos, que agora trabalha na Douglas Aircraft Company, na Califórnia. Na carta, Chop declarou: "A Força Aérea e sua agência investigativa, o 'Projeto Blue Book', estão cientes da conclusão do major Keyhoe de que os discos voadores vêm de outro planeta. A Força Aérea nunca negou que essa possibilidade exista. Parte do pessoal acredita que pode haver algum estranho fenômeno natural completamente desconhecido para nós, mas que, se as manobras aparentemente controladas relatadas por muitos observadores competentes estiverem corretas, então a única explicação restante é a interplanetária." Com a publicação da carta – escrita em papel timbrado do Departamento de Defesa – a Força Aérea contestou a afirmação de Chop e disse que ele estava apenas expressando sua opinião pessoal. Chop admitiu depois que não estava falando pela Força Aérea, mas manteve que parte do pessoal investigativo havia aderido à teoria interplanetária. Disse que isso se baseava em "contatos pessoais com esses vários indivíduos" e insistiu que era "uma declaração verdadeira". Acusa encobrimento Ampliando sua teoria de que os discos vêm de outro planeta, Keyhoe afirma que eles poderiam se originar de algum outro corpo do sistema solar da Terra – como Marte ou Vênus – ou de algum outro sistema ou universo. Keyhoe acusa a Força Aérea de estar convencida de que os discos são naves espaciais de outro mundo, mas de estar encobrindo o fato por medo de que tal revelação resulte em pânico generalizado. A Força Aérea, porém, insiste que não é assim – que não está retendo do público nenhum fato importante. O ten. White disse que os nomes das pessoas envolvidas nos avistamentos são retidos, e que relatórios que divulguem as capacidades de nossas aeronaves, radar e equipamento eletrônico são sigilosos. Todas as demais informações sobre avistamentos são questão de registro público, disse. Keyhoe sustenta, porém, que a Força Aérea se recusou a divulgar muitas análises de relatos de avistamentos. Ele ressalta que os nomes e locais ligados aos incidentes poderiam ser suprimidos, se necessário. Quer o filme divulgado Keyhoe também afirma que a Força Aérea deveria divulgar a análise final de inteligência sobre o filme de Utah. A esse respeito, Keyhoe enviou recentemente um telegrama a altos oficiais da Força Aérea acusando que, como a Força Aérea havia insinuado que ele deturpara a análise do filme de Utah, ou ele ou a Força Aérea estava mentindo. O Times-Herald perguntou a um alto porta-voz da Força Aérea se Keyhoe havia, de fato, deturpado a análise do filme de Utah. Ele se recusou a comentar. Em seu telegrama – como em seu livro – Keyhoe afirmou: "A análise final provou que a formação de discos não podia ser explicada como nenhuma aeronave conhecida ou outros objetos convencionais." Cita conclusões Perguntou-se ao porta-voz se essa afirmação era verdadeira ou falsa. Ele disse que, até o momento, a Força Aérea não a confirmou nem a negou. Keyhoe também sustenta que a análise concluiu que os objetos não eram pássaros e não foram causados por condições meteorológicas. Especificamente, Keyhoe alega que os [continua na folha seguinte]

Nota editorial: Artigo do Washington Times-Herald de 28/12/1953 (último de uma série de três) que expõe a tese interplanetária de Donald Keyhoe e a resposta da Força Aérea, incluindo a carta de Albert Chop.

Conferir original em inglês
0-19 . . ,. HHPERS u-ttf't- ·i.·.ueory Bolshr.ed .,. .>HUii n [ Lu Keyhoe's inter-planetary theory was bolstered by a lett er p ub- lished on the jacket of his book I P S from Albert M. Chop, former Air Force civilian expert on the· saucer project, who now is with SPACE SH •By Ex MARINE Hits AF Stand On Flying Disks (Thi s is the last of three arti­ cles on the controversial subject of "flyin g sauce'rs" and their investi gation by the Air Force.) BY RICHARD REILLY Are th~~f!e rJ r eal­ and if they are, what are they? That, in essence, is the ques­ t ion that faces the Air Force­ and the American public as.well. Altho it remains unan swered. it has stirred no end of opinions and theories. • One theory advanced from time t o time is t hat the saucers are some revolutionary type of weapon perfe cted either by this country or some other nation. The Air Force, however, dep• r ecates t his possibility. In a re­ cent s tate ment, it said: "The Air Force has stated in the past, a nd reaffirms at the present t ime, that unexplained aerial phenomena are not a se-. cret weapon, missile or aircraft developed b y t he United S tates. None of t he three milit ary de- partments nor any other agency J 1 in t he g overnment is conduct ing experiments, classified or other­ wise, with flying objects w hich could be a basis for the reported phenom ena." Weapon Theory Discounted In a¥ition, a high-rankin g Air Force o fficer indicated to the Time s-Herald t hat it is •believed impossible t he saucers could be a foreign w eapon. Regar ding the question as to whethe r flying saucers exist, Lt. Robert White, public informa­ t ion o fficer, said the Air Force helleves reliable observers such as veteran airline pilots are sin­ cere when they report sighting l unidentifie d objects. T he Air Force was tossed a hot potat o recently by Maj . Donald E. Kcyhoe, U.S.M.C. <ret.>, who claime d in his recent book, "Fly• ing Saucers from Outer Space;• that the saucers not only are real but that they are of inter-plane- t ary origin. Furthermote , Keyhoe contends that the so-called "utah film• possessed by the Air Force proves t1,ts'M stlu. = the Douglas Aircraft company in California. In the letter, Chop stated : •"The Air Force, and its investi­ gative agency, 'Project Bluebook.' are aware of Mai . Keyhoe's con• clusion that the flying saucers are from another planet . The Air Force has never denied that this possibility exists. Some of the personne l believe tbat there may be some stran ge natura l phenomena completely unknown to us, but that if the apparently controled mane uvers reported by many competent observers are correct, then the onlY ·re­ ma.ining explanation is the inter­ planetary answer." Upon publication of the letter - written on Defense department stationery-the Ail' Force chal­ lenged Chop's c laim and said he was merely expressing his per­ sonal opinion. Chop subsequently admitted that he was not s peaking for the Air Force, but main tained that some of the investigative personnel had subscribed to th e interplan etary theory. He said thi s was based on "personal con­ tacts with these various indi· vid1tals" and insisted that it w as "a true statement. " Charges Cover-Up Amplifying his theory that the saucers come from another planet, Kehoe claims they could originate from some other body in the earth's solar system­ such as Mars or Venus-or from some other system or universe. Kehoe charges tha t the Air Force is convinced that the saucers are space ships from another world, but that it ls cov­ ering up because of a fear that such a disclosure would result in widespread p anic. The Air Force, however, in• sists that this is not so- tr.at it is holding back no importa nt fac ts from the public. J4_ White said the names of P: rsufWift\rolved in th~t~ngs aft! \\i tllheld, a nd re~lwil )l divulge the capabilit ies of our aircraft , rad ar and electroni c equipment are classified. All other information with respect to sightin gs is a matter of pub• lie record, he said. • Keyhoe maintain s. tho, that the Air Force has refused to re• lease many analy ses of sighting reports. He points out that the names and locations 1cotinected with the incidents could be de• leted, if necessary. • Wants Film Released Keyhoe also claims that Air Force should release the the final intelli gence the utah film. ana lysis on In connection with this, Key­ hoe recently sent a1telegram to high Air Force officials chargin g that since the Air Force had Im­plied that he had misrepresented the analysis of the Utah film , either he or the Air Force wa lying. The Times-Herald asked a top Air Force spokesman if Keyhoe had, in fact, misrepre senteC: the Utah film ana lysis. He declined to comment . In his telegram - as in his bOOHi,,-Keyhoe stated: "The final analy sis proved that t he saucer formation could not be explain ed a s any known aircraft or other conventional objects : · Cites Conclusions The spokesman was asked if / his statement were true or false. He said that. to date. the Air Force has neither affirm ed nor d~i!111~~ also ~ontends the an~ l-y, s concluded the objects w ·e n t birds and were not caus d b weather conditions . pccifically, Keyhoe claims the Times Herald Wash. Post Wash. News Wash. Star , { 1 / - l1 N. Y. Times l . CompassNOT RE'.COROE'O °l~~ •Y 44 JAN 12 1954 6 -- Date : I~ ~ J. 8-~-:::f r-

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TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 37

página inteira

[Marcações da folha: 0-19; lista de jornais (Times Herald, Wash. Post, Wash. News, Wash. Star, N. Y. Times, N. Y. Compass); data em branco] [continuação] ... especialistas de inteligência chegaram às seguintes conclusões: 1. A velocidade média dos objetos desconhecidos ficou entre 653 e 980 milhas por hora. 2. Todos os objetos pareciam redondos, do mesmo tamanho, e emitiam um brilho branco-azulado de intensidade muito alta. 3. Os objetos pareciam manobrar em padrão circular ou elíptico dentro do grupo, a velocidades muito altas. 4. Por causa dessas altas velocidades, os objetos obviamente não podiam ser balões ou pássaros. 5. Não eram nenhum tipo de aeronave conhecida. 6. O avistamento não podia ser explicado por nenhuma resposta convencional. Perguntado se o Times-Herald poderia ver o relatório da análise final, um porta-voz da Força Aérea disse que havia certos relatórios que a Força Aérea não podia tornar públicos por razões de segurança, risco de calúnia e outras razões. Contudo, disse o porta-voz, o filme poderia ser visto em Wright Field, Ohio. Sem descartar a teoria A Força Aérea, oficialmente, nem aceita nem rejeita a teoria interplanetária. O brig. gen. Sory Smith, chefe de relações públicas da Força Aérea, colocou assim: "Não sabemos o bastante sobre isso para negar que os discos voadores existam. Por outro lado, não temos prova de que existam. "Em nossa investigação, não estamos descartando a possibilidade de que os discos – se existirem – possam ser interplanetários. Interessa-nos qualquer um que possa estar usando o espaço aéreo dos Estados Unidos. "Contudo, não temos nenhuma prova física autêntica de que sejam interplanetários." Continuando, o gen. Smith declarou: "Para a Força Aérea admitir que existem discos voadores, ela quereria evidência física indiscutível. Para tal admissão, quereria evidência mais forte do que tem agora." Resumindo o problema, disse: "Até agora, a questão de se os discos voadores existem e, se existem, o que são, não foi conclusivamente respondida de nenhuma das duas formas." Mas uma coisa é certa, acrescentou: a Força Aérea continuará a buscar a resposta. Vai insistir na campanha Enquanto isso, Keyhoe pretende continuar sua campanha para obrigar a Força Aérea a divulgar os fatos que diz estar ocultando. Disse ao Times-Herald que continuará a fazer suas alegações na imprensa e na televisão e desafiará a Força Aérea a negá-las. "Se algum oficial, depois de ler a análise final do filme de Utah, disser que ela não descartou pássaros, aeronaves conhecidas ou objetos convencionais como causa desses objetos, vou chamá-lo de mentiroso na cara. "Não gosto de usar tais termos, mas, afinal, a Força Aérea tem, na prática, me chamado de mentiroso, e estou cansado disso." Independentemente das acusações e contra-acusações, enquanto a Força Aérea tiver avistamentos não resolvidos em seus arquivos – e até que se saiba definitivamente o que são os discos voadores – a pessoa comum não pode deixar de se perguntar... Os discos voadores são reais? Se são, o que são? O capítulo final ainda está por ser escrito neste estranho drama. A resposta ainda não está disponível para nós.

Nota editorial: Continuação do artigo do Times-Herald de 28/12/1953: as seis conclusões que Keyhoe atribui à análise do filme de Utah, a posição oficial do general Sory Smith e a promessa de Keyhoe de manter a campanha.

Conferir original em inglês
• • -- 0-19 .... intelhi!Bllte experts reached the tic physical evidenc~ey following conclusions: • are interplanetary ." 1. The average speed of the Continuing, Gen. Smith stated: unknown objects was somewhere "For the Air Force to admit bf.tween 653 and 980 miles per that flying saucers exist. it would hour. wa.nt indisputable physical evi- 2. All the objects appeared dence. For such an admission, It round, of the same size, and gave would want stronger evidence off a bluish-white glow of very than it now has." high intensity . Sunvning up the problem, he 3. The objects seemed to be said: maneuvering in a circular or el- "So far, . the Q u es ti.on of Jiptical pattern within the group, ~vhether flymg sa~cers exist, and at very high speeds. •1f so, wl_1at they a1e, has n~t bee~ . conclusively answered e 1th e 14. B~cause of these high speeds, way." the obJects. ob_v_lously could not be But one thing is certain, he balloons 01 buds. added. The Air Force will con· 5. They were not any type of tinue to seek the answer. known a ircraft . • WIii Push Campaign 6. The sighting could not be ex­ Meanwhile, Keyhoe plans • toplained by any conventional an­ continue his campaign to com­swer. pel the Air Force to disclose theAsked if the _Times-Herald facts he says 1t is concealing.could see • the final analysis re­ He told the Times-Herald he wil:port, an Air Force spokesman continue to make his claims insaid that there were certain re­ print and on television. and willports the Air Force could not challenge the Air Force to denymake public for security reasons, them.risk of libel, and other reasons. "If any officia1. after readingHowever, the spokesman said the final ana,lysis on the Utahthe film could be viewed at film, says that it did not ruleWright field, Ohio. out birds, known aircraft or Not Disco un t ing Theo1·y conventional obj e c ts as the The Air Force officially neither cause of those objects, I will call accepts nor rejects the interplan- him a liar to his face. etary theory. I • "I do not like to use such terms, but after all , the AirBrig, Gen . Sory Smith. Air Force has, in, effect, been callingForce public relations chief, put it this way: me a liar and I'm getting tired of it.""We do not know enough about Regardless of the charges andit to deny that flying saucers long thecounter-charges, so asexist. Conversely, we have no Air Force has unsolved sightings.Proof that they do exist. ln its files - and until it is"In our investigation we are definitely known what the fly. not discounting the possibility ing saucers are - the averagethat. the saucers--if they exist,....­ person is bound to wonder . . . could be Interplanetary . We are Are the flying saucers real? Times Herald Interested in anyone who might If so. what are they? ibe using the air over the United The final chapter is yet to b Wash. Post5t written in this strange drama .!4{1g;,vcvei we have no authen - The answer.J,s not yet available to us. Wash. News Wash. Star N. Y. Times N. Y. Compass Date ;

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 37, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
28/12/1953 — Data do artigo do Times-Herald; o despacho de agência é de 29/09/1953.
Documento
13/01/1954 — Carimbos do FBI de 12 e 13/01/1954 (Times-Herald) e 8/10/1953 (despacho).
Publicação
Não estabelecida — Documento do arquivo do FBI sobre discos voadores (62-HQ-83894); a data de liberação pública não consta destas páginas.

Origem e divulgação

FBI, Departamento de Justiça dos EUA · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_SUB_A.pdf

SUB A, página física 36 e 37: artigo do Washington Times-Herald, 28/12/1953; 41: despacho do Washington City News Service, 29/09/1953

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • A análise final do filme de Utah foi divulgada em algum momento?
  • O FBI tomou alguma providência diante das acusações de Keyhoe de encobrimento?

GEOGRAFIA DO CASO

Washington, D.C.

Referência aproximada à cidade onde os recortes foram publicados e arquivados, posicionada pela redação.

RASTRO DOCUMENTAL

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As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_SUB_A.pdf

    SUB A, página física 36 e 37: artigo do Washington Times-Herald, 28/12/1953; 41: despacho do Washington City News Service, 29/09/1953

    FBI · 124 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

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Fotografia de jornal em tons de sépia de uma torre industrial e um galpão; no alto, à direita do centro, uma mancha escura alongada no céu.Fotografia de imprensa (recorte de jornal)

Arquivo do FBI1952Local: Chicago (Illinois), Anacortes (Washington), San Francisco (Califórnia), Reading (Pensilvânia), leste dos EUA e Montana

Estados Unidos, verão de 1952: balões em Chicago, a foto de Anacortes, a bola de fogo de 12 de setembro e o objeto branco de Montana

Seis folhas do arquivo do FBI mostram como a onda de 1952 chegou ao Bureau fora de Washington: explicações por balões e rastros de avião, uma foto de jornal, uma bola de fogo vista em cinco estados e um objeto branco em Montana que a imprensa disse estar sob investigação do FBI, o que o próprio Bureau negou num memorando interno.

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Recorte de jornal em três colunas, com uma coluna mais longa à direita sob o intertítulo Air-Ground Search Slated.Recorte de jornal

Arquivo do FBI1947Local: St. Maries (Idaho), Washington e arredores, Seattle, Los Angeles e outras cidades dos EUA e do Canadá

Julho de 1947: oito discos “como folhas” em St. Maries e a primeira semana de relatos na capital, nos recortes do FBI

Recortes guardados pelo FBI na primeira semana de julho de 1947 mostram a Força Aérea do Exército admitindo que “há algo nisso”, uma mulher que diz ter visto oito discos descerem numa floresta de Idaho, testemunhas na capital americana, a foto de um guarda-costeiro em Seattle e uma carta sobre “aviões russos” que foi parar nas mãos de agentes federais.

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Recorte com a reprodução de uma primeira página espanhola, mostrando uma mancha luminosa em espiral, e uma coluna de texto em inglês à direita.Recorte de jornal com fotografia

Arquivo do FBI1950Local: Itália (Chioggia, Salò, Carrara, Calábria, Sardenha, Vale de Aosta), Ilhas Baleares (Espanha) e sudoeste da Inglaterra e País de Gales

Europa, 1950: discos sobre a Itália, uma foto das Baleares e clarões sobre a Inglaterra, recortados pelo adido do FBI em Londres

O escritório do adido legal na Embaixada dos EUA em Londres, posto do FBI, mandou à sede recortes de jornais britânicos sobre discos na Itália, uma foto publicada na Espanha e dois episódios ingleses de 1950 com centenas de testemunhas. O Ministério da Aeronáutica disse não poder explicar um deles; um químico sugeriu meteoro.

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