23/07/1947, 03h45 em tempo universal / Harmon Field, Stephenville, Terra Nova (hoje Canadá)
Stephenville, Terra Nova, 1947: dois observadores seguem por três minutos uma luz avermelhada que pisca e muda de rumo
Uma funcionária do governo da Terra Nova e um tenente navegador caminhavam em Harmon Field quando viram uma luz avermelhada em lampejos, que primeiro tomaram por estrela cadente ou avião. O relatório militar registra a conclusão deles, sem explicação oficial.
- Data do evento
- 23/07/1947, 03h45 em tempo universal
- Local
- Harmon Field, Stephenville, Terra Nova (hoje Canadá)
- Tema
- Arquivo do FBI
- Órgãos das fontes
- FBI
- Documentos
- 1 documento · 126 páginas
- Leitura
- 3 min
FONTES DOCUMENTAIS · FBI
O que os registros contam
Em 1947, a Terra Nova ainda não fazia parte do Canadá, e Harmon Field, em Stephenville, era uma base aérea dos Estados Unidos ligada ao Air Transport Command. Em 23 de julho, às 03h45 em tempo universal, o que corresponde ao início da madrugada no horário local, duas pessoas que caminhavam pela base notaram uma luz avermelhada. O relatório foi assinado pelo oficial de inteligência William H. Smith e remetido em 30 de julho pelo Comando de Base da Terra Nova, junto com outros relatos da região.
Os observadores eram Patricia Abbott, funcionária do governo da Terra Nova, e o tenente Hammaker, navegador e oficial de relações públicas. Primeiro pensaram numa estrela cadente, mas a luz não deixou rastro. Ela reapareceu, e eles cogitaram um avião voando muito alto. Seguiram então uma série de lampejos avermelhados intermitentes durante cerca de três minutos, vindos do sul em direção nor-nordeste, num rumo de aproximadamente 30 graus.
O formulário registra altitude de cerca de 10.000 pés e velocidade "maior que a de um avião convencional", mas esses números são impressões: sem saber a distância de uma luz no céu noturno, não se pode calcular sua altura nem sua velocidade. O tempo era de nuvens altas esparsas, com visibilidade acima de 15 milhas. Os dois disseram nunca ter visto nada parecido.
A conclusão de que não era avião veio de dois traços da observação: o silêncio, sem ruído de motor, e o que chamaram de arremetidas bruscas da luz. O relatório transcreve essa avaliação e não acrescenta outra. Não há, nestas páginas, consulta sobre voos na área, nem outro testemunho, nem comentário do oficial que o assinou. O caso seguiu para o comando da Divisão do Atlântico e, de lá, em 6 de agosto, para o quartel-general do Air Transport Command, em Washington.
Como hipótese editorial, um avião muito alto pode não ser ouvido do solo, e um ponto luminoso isolado no escuro, sem referência ao redor, pode parecer saltar ou mudar de direção para quem o acompanha com os olhos. Isso não foi examinado pelos militares e não basta para identificar a luz. O caso fica como registro de dois observadores, sem explicação oficial.
LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Formulário militar traduzido em trechos. Hora local calculada pela redação a partir do tempo universal, sem confirmação do fuso adotado na base.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 16
Item 9, descrição, página física 16
Os observadores viram uma luz que a princípio parecia uma estrela cadente ou um avião. Ela reapareceu, e vários lampejos intermitentes foram vistos durante cerca de três minutos. Os lampejos eram avermelhados. Os observadores disseram que não era estrela cadente porque não tinha essa aparência; nem avião, porque as manobras eram bruscas demais e não havia ruído de motor.Nota editorial: Conferido no fac-símile. Grafias originais ("intermittant", "manoeuvers") mantidas.
Conferir original em inglês
The observers saw a light which at first appeared to be a shooting star or airplane. It appeared again, and a number of intermittant flashes were seen for a period of approximately three (3) minutes. The flashes were reddish in color. Observers said it was not a falling star because it did not appear as such; nor was it an airplane, because manoeuvers were too abrupt and there was no noise of a motor.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 16, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 23/07/1947 — 03h45Z; no horário local da Terra Nova, entre meia-noite e 1h15, conforme o fuso em vigor (cálculo da redação).
- Documento
- 30/07/1947 — Carta de remessa do Comando de Base da Terra Nova; indicação da Divisão do Atlântico em 06/08/1947.
- Publicação
- Não estabelecida — Não indicada.
Origem e divulgação
Forças Aéreas do Exército dos EUA (Air Defense Command, Air Transport Command e comandos subordinados); cópias preservadas no expediente 62-HQ-83894 do FBI, serial 130 · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Serial_130.pdf
Páginas físicas 15 e 16 conferidas na imagem.
Relatos relacionados e suas diferenças
Perguntas para continuar a investigação
- Havia voos militares ou civis sobre Harmon Field naquela madrugada?
- Os lampejos em intervalos têm relação com os relatos de luzes vistos em outros pontos da Terra Nova no mesmo mês?
GEOGRAFIA DO CASO
Stephenville, Terra Nova e Labrador
Referência aproximada da antiga Harmon Field, posicionada pela redação. Não indica a posição da luz observada.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Serial_130.pdf
Página física 16: relatório final de avistamento, Harmon Field, 23/07/1947 · Página física 15: carta de remessa do Comando de Base da Terra Nova, 30/07/1947, e indicação de 06/08/1947
FBI · 126 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.
