Data: 24/09/1959Local: Redmond, Oregon, EUA (aeroporto e arredores)
Redmond, Oregon, 1959: policial e operadores da FAA veem uma luz que sobe para as nuvens quando jatos se aproximam
Um extrato do diário da estação da FAA em Redmond, reproduzido pela NICAP no relatório The UFO Evidence (1964), descreve uma luz que pairou, mudou de cor e subiu para as nuvens quando um avião rápido se aproximou, e um eco de radar ao sul da cidade. A Força Aérea deu ao caso, em sequência, as explicações de balão, dados insuficientes, falso eco de radar e planeta Vênus.
- Data do evento
- 24/09/1959
- Local
- Redmond, Oregon, EUA (aeroporto e arredores)
- Tema
- Arquivo da CIA
- Órgãos das fontes
- CIA
- Documentos
- 1 documento · 186 páginas
- Leitura
- 9 min
Página do relatório NICAPPágina física 118FONTES DOCUMENTAIS · CIA
O que os registros contam
Este caso chegou ao arquivo da CIA por um caminho indireto. O relatório The UFO Evidence, publicado em 1964 pela NICAP (Comitê Nacional de Investigações sobre Fenômenos Aéreos), associação civil sediada em Washington, foi guardado pela CIA e liberado em 2001 no sistema CREST. Na seção sobre o sigilo da Força Aérea, a NICAP trata do avistamento de 24 de setembro de 1959 no aeroporto de Redmond, no Oregon, e reproduz em fac-símile um extrato do diário de serviço da Agência Federal de Aviação (FAA). O livro é uma compilação privada, não um relatório oficial; a CIA apenas guardou um exemplar.
O extrato, datado de 15 de janeiro de 1960 e assinado por L. E. Davis, chefe da estação de comunicações de tráfego aéreo de Redmond, usa horários de Greenwich. Às 12h59 Z, o policial municipal Robert Dickerson informou uma luz brilhante que descia rapidamente ao norte da estação e parou a algumas centenas de pés. Ele foi na direção dela pela rodovia de Prineville; a luz ficou alaranjada e deslocou-se depressa para o nordeste, a cerca de 10 milhas e 3.000 pés estimados. Às 13h10 Z, a estação avisou o Centro de Controle de Rota Aérea de Seattle e continuou observando.
Segundo o registro, a luz ficou estável e projetava longas línguas de luz vermelha, amarela e verde, que se estendiam e recolhiam em intervalos irregulares. Quando um avião de alta velocidade se aproximou pelo sudeste, o objeto tomou a forma de um cogumelo, soltou por baixo uma longa chama amarela e vermelha, subiu depressa e sumiu acima das nuvens, estimadas em 14.000 pés. Reapareceu cerca de 20 milhas ao sul. O centro de Seattle informou contato de radar às 14h20 Z, 25 milhas ao sul de Redmond, a 52.000 pés, e, às 15h11 Z, altitudes variando de 6.000 a 52.000 pés.
A NICAP reúne as respostas que a Força Aérea deu ao longo de três anos. Em janeiro de 1960, o porta-voz do Pentágono escreveu que o centro de inteligência técnica (ATIC) mantinha o caso como "informação insuficiente" e julgava provável um balão. Depois que o caso chegou a congressistas, cartas oficiais admitiram que seis interceptadores a jato tinham sido acionados, mas atribuíram o eco de radar a um retorno fixo de uma antena instalada numa montanha, a 8.010 pés, e disseram que esse eco não se moveu durante a busca. Uma folha informativa de 1963 passou a atribuir o objeto à refração da luz do planeta Vênus.
A NICAP contesta cada versão. Diz ter obtido do Serviço de Meteorologia ventos fracos do sudeste naquela manhã, que não levariam um balão para o sul, e que as testemunhas afirmaram ter visto e identificado Vênus só depois do avistamento. A própria associação admite que, se o eco de radar ficou parado o tempo todo, ele não era o objeto visto pelas testemunhas. O extrato da FAA é o dado mais próximo do acontecimento; as conclusões da Força Aérea e as críticas da NICAP são avaliações posteriores, e nenhuma destas páginas traz o relatório original do ATIC nem a gravação das entrevistas citada pela associação.
No escritório da FAA, o especialista de serviço de voo Laverne Wertz tinha feito a observação do tempo minutos antes e nada notara. Dickerson, Wertz e outros olharam então de binóculo: o objeto era redondo e chato, com "línguas de chama" saindo da borda de tempos em tempos. Segundo a NICAP, os registros oficiais mostram que às 13h10 UTC, 5h10 no horário do Pacífico, o caso foi comunicado ao centro de controle de rotas de Seattle, que o repassou à Base de Hamilton. O registro de Seattle diria que o objeto também apareceu no radar do posto de interceptação de Klamath Falls e que caças F-102 decolaram de Portland.
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LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
O relatório The UFO Evidence é publicação privada da NICAP (1964). Por isso as páginas não foram transcritas nem traduzidas na íntegra: cada bloco traz uma síntese fiel da página em português, com no máximo uma citação curta. O extrato do diário da FAA reproduzido em fac-símile na página física 118 é documento de órgão do governo dos EUA e foi traduzido na íntegra; o campo original fica vazio para o integrador copiar o inglês do acervo. O resto da página 118 (caso Olden Moore e início dos casos Sheneman e Kinross) pertence a outros episódios e não entra aqui.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 117
Página física 117 (impressa 113), coluna da direita: caso "Redmond, Oregon"
A NICAP diz que, quando o avistamento de 24/09/1959 por funcionários da FAA no aeroporto de Redmond saiu na imprensa, fez uma investigação própria, com dados da FAA, do Serviço de Meteorologia e do centro de dados do Ano Geofísico Internacional na Universidade Cornell, além de uma entrevista gravada com as testemunhas. Em resumo, um objeto redondo desceu e pairou, mudou rapidamente de posição e subiu para as nuvens soltando um rastro de chama quando interceptadores a jato se aproximaram; os jatos tinham sido acionados porque, segundo os registros da FAA, um radar da Força Aérea também acompanhava um objeto. Em carta de 19/01/1960, o major Lawrence J. Tacker, porta-voz da Força Aérea, escreveu que o ATIC classificava o caso como informação insuficiente, que seu relato não mostrava rastreamento de radar nem interceptação bem-sucedida e que o objeto provavelmente era um balão, pela longa permanência na área e pelo vento sul de 15 nós. A NICAP responde que o Serviço de Meteorologia registrou ventos do sudeste de 3 a 7 nós até quase cinco horas depois, que nenhum balão fora lançado na região e que a Força Aérea depois abandonou essa explicação. Após a repercussão no Congresso, a Força Aérea admitiu que seis interceptadores foram acionados, mas atribuiu o eco de radar a um retorno fixo de uma antena numa montanha a 8.010 pés, segundo carta do coronel Gordon B. Knight ao senador Warren G. Magnuson (27/04/1960); a NICAP opõe a esse texto a anotação da FAA de altitudes medidas entre 6.000 e 54.000 pés. Em 25/03/1960 o porta-voz do Pentágono escrevera que a classificação de dados insuficientes era "definitivamente válida". Uma folha informativa de 1963 atribuiu o objeto à refração da luz de Vênus e acusou a NICAP de explorar os registros da FAA; a NICAP diz que Vênus brilhava no leste e que as testemunhas o viram só depois. A associação admite que um eco de radar parado não seria o objeto visto, nota que o diário da FAA indica cerca de 10 minutos de observação visual e conclui que a Força Aérea mudou de argumento conforme a conveniência.Nota editorial: Página inteira examinada no fac-símile. A NICAP cita "6000 to 54,000 feet" como anotação da FAA, mas o extrato reproduzido na página 118 diz "6,000 to 52,000 feet"; a divergência está no próprio relatório e foi mantida.
Conferir original em inglês
[p. 117: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 117, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 118
Página física 118 (impressa 114), quadro superior esquerdo: extrato do diário da estação da FAA em Redmond, 15/01/1960 (íntegra)
AGÊNCIA FEDERAL DE AVIAÇÃO. Redmond, Oregon, 15 de janeiro de 1960. A QUEM POSSA INTERESSAR. O que segue está nos registros originais arquivados nesta instalação e é toda a informação contida neste registro sobre o OVNI avistado em 24 de setembro de 1959. Extraído do diário desta data. 1259Z. Robert Dickerson, da polícia municipal de Redmond, informou uma estranha luz brilhante descendo rapidamente ao norte da estação. A várias centenas de pés, ela parou e pairou por vários minutos. Ele dirigiu em direção a ela pela rodovia de Prineville e entrou em direção ao aeroporto. Nesse momento a luz ficou alaranjada e moveu-se muito rapidamente para o nordeste da estação. Reposicionou-se aproximadamente 10 milhas a nordeste da estação, a 3.000 pés estimados. 1310Z. Objeto informado ao Centro de Controle de Rota Aérea de Seattle. Continuamos a observar o OVNI. Ficou muito estável e projetava longas línguas de luz vermelha, amarela e verde. Essas línguas de luz variavam de comprimento e se estendiam e recolhiam em intervalos irregulares. Observada aeronave de alta velocidade aproximando-se pelo sudeste. Quando a aeronave se aproximou, o OVNI tomou a forma de cogumelo; observada longa chama amarela e vermelha do lado de baixo enquanto o OVNI subia rapidamente e desaparecia acima das nuvens, estimadas em 14.000 pés, camada esparsa. O OVNI reapareceu ao sul de Redmond, aproximadamente 20 milhas, a 25.000 pés estimados. O Centro de Controle de Rota Aérea de Seattle informou que o radar fez contato com o OVNI às 1420Z, localizado 25 milhas ao sul de Redmond, a 52.000 pés. Nenhum outro avistamento feito por esta estação. 1511Z. O Centro de Controle de Rota Aérea de Seattle informou que o OVNI ainda estava 25 milhas ao sul de Redmond, em altitudes variadas de 6.000 a 52.000 pés. [assinatura] L. E. Davis, Chefe, Estação de Comunicações de Tráfego Aéreo de Redmond.Nota editorial: Documento de órgão do governo dos EUA (FAA) reproduzido em fac-símile pela NICAP; traduzido na íntegra a partir da imagem ampliada. Correções de leitura do texto do acervo: os horários são 1259Z, 1310Z, 1420Z e 1511Z; "Redmond" aparece como "Keduond" e "Rednond"; o signatário é L. E. Davis.
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[p. 118: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 118, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 50
Relato do caso de Redmond, página física 50 (síntese da parte sobre o caso)
O aeroporto de Redmond, Oregon, fica a sudeste da cidade. Pouco antes do amanhecer de 24 de setembro de 1959, o policial Robert Dickerson viu um objeto brilhante caindo como meteoro, que cresceu, parou e pairou a cerca de 200 pés do chão, iluminando os zimbros. Ele foi pela estrada de Prineville até o aeroporto; o objeto passou de branco a vermelho-alaranjado e foi para nordeste do aeroporto. O especialista da FAA Laverne Wertz, que fizera a observação meteorológica minutos antes sem ver nada, Dickerson e outros o observaram de binóculo: era redondo e chato, com "línguas de chama" saindo da borda. Às 13h10 UTC (5h10 no horário do Pacífico) o caso foi comunicado ao centro de controle de Seattle, que avisou a Base de Hamilton; o registro de Seattle cita o objeto no radar do posto de interceptação de Klamath Falls e F-102 enviados de Portland. Com a aproximação de um avião rápido, o objeto tomou forma de cogumelo, soltou chama amarela e vermelha por baixo e subiu acima das nuvens. Foi visto de novo a cerca de 25 milhas ao sul e o radar o mostrou ao sul de Redmond por cerca de duas horas.Nota editorial: "1310Z (5:10 a.m. PST)", "200 feet", "25 miles", "about two hours". Nenhum número de nota aparece impresso no texto do caso.
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[p. 50: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 50, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 53
Nota 52 da seção sobre pilotos e aviação, página física 53 (síntese)
A nota diz que a FAA admitiu abertamente as observações de um objeto brilhante e rápido e afirmou que o radar da Força Aérea confirmara o avistamento; a Força Aérea negou o rastreamento e sugeriu que o objeto fosse "provavelmente um balão".Nota editorial: A chamada [52] não aparece no texto; a atribuição a Redmond é inferida pela ordem das notas (51 no título da seção, 53 no caso de Terre Haute).
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[p. 53: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 53, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 54
Esboço do caso de Redmond, página física 54 (síntese das anotações)
O esboço, com a legenda "Caso da Federal Aviation Agency, 24 de setembro de 1959, Redmond, Oregon", mostra a cidade, a estrada para Prineville, o prédio da administração do aeroporto, onde estavam os observadores, e as pistas. Marca quatro posições: (1) pairou a 200-300 pés; (2) pairou e emitiu línguas de luz; (3) subiu através das nuvens sobre uma longa chama quando os jatos se aproximaram; (4) ainda no radar da Força Aérea uma hora depois, a 54.000 pés. Indica também os F-102 e a direção do planeta Vênus.Conferir original em inglês
[p. 54: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 54, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 24/09/1959 — Data do diário da FAA. Horários do registro em hora de Greenwich (Z), de 12h59 Z a 15h11 Z, ou seja, de madrugada a início da manhã no horário local.
- Documento
- 15/01/1960 — Data do extrato da FAA reproduzido pela NICAP.
- Publicação
- 1964 — The UFO Evidence, NICAP, 1964; exemplar da CIA liberado em 02/04/2001.
Origem e divulgação
NICAP (autoria); CIA (guarda do exemplar, série CREST CIA-RDP81R00560R000100010001-0) · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
Páginas físicas 117 e 118 examinadas no fac-símile; o caso também é citado na seção V do relatório, fora destas páginas.
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Relatos relacionados e suas diferenças
Perguntas para continuar a investigação
- O eco de radar acompanhado pelo centro de Seattle e pela estação da Força Aérea era o mesmo objeto visto em Redmond, ou um retorno fixo, como disse a Força Aérea?
- Existem ainda o relatório do ATIC e os registros dos seis interceptadores acionados naquela manhã?
GEOGRAFIA DO CASO
Redmond, Oregon, EUA
Referência aproximada da cidade de Redmond, posicionada pela redação. Não indica a posição exata da luz nem do eco de radar, que o registro situa 10 milhas a nordeste e 25 milhas ao sul.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
Páginas físicas 117 e 118 (impressas 113 e 114): seção IX do relatório NICAP, caso Redmond, e fac-símile do extrato do diário da estação da FAA em Redmond (15/01/1960); Páginas físicas 50 (relato do caso), 53 (nota 52) e 54 (esboço do caso), do relatório NICAP The UFO Evidence (1964), cópia da CIA
CIA · 186 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


