Data: 18/02/1948Local: Norcatur, Kansas
Norcatur, Kansas, 1948: explosão no céu, testemunhas, meteorito recuperado e cartas de um civil que imaginou uma nave rumo à Lua
Em 18 de fevereiro de 1948 uma explosão com grande nuvem de fumaça foi vista e ouvida no norte do Kansas e registrada como incidente 101. A ficha militar a classifica como meteoro, o diretor do Instituto de Meteorítica sustentou a mesma tese, e um civil de Pueblo escreveu ao Exército propondo, como especulação, uma nave-foguete.
- Data do evento
- 18/02/1948
- Local
- Norcatur, Kansas
- Tema
- Registros militares históricos
- Órgãos das fontes
- DOW
- Documentos
- 1 documento · 210 páginas
- Leitura
- 27 min
Ficha militar (suplemento)Página física 3FONTES DOCUMENTAIS · DOW
O que os registros contam
A ficha de verificação do incidente nº 101, carimbada RESTRITO, registra uma explosão sobre Norcatur, Kansas, em 18 de fevereiro de 1948, às 17h01. O relato vem de jornal e é atribuído a M. R. Krehbiel, editor de Norton. O formulário anota um objeto, altitude de 30 a 35 milhas, uma grande explosão seguida de “muitas explosões pequenas”, mancha de fumaça branco-azulada em forma de cogumelo e desaparecimento por desintegração. Distância, velocidade e direção de voo constam como não informadas, e a “construção aparente” indicada é meteoro.
O campo de observações cita Oscar Monnig, astrônomo amador de Fort Worth, que ofereceu como prova de que a bola de fogo foi um meteoro a recuperação de pedras. A partir de 24 de abril apareceram vários fragmentos pequenos, de até 4,5 libras, e depois uma peça de cerca de 109 libras, desenterrada a cerca de dois pés de profundidade e descrita como um acondrito, tipo raro de meteorito rochoso. A ficha acrescenta uma fotografia do rastro de vapor, feita por Duane W. Wray, fotógrafo amador de Norton, quatro minutos depois da explosão. A mancha de fumaça ficou cerca de uma hora no céu, e o fenômeno foi visto em Oklahoma, Novo México, Colorado, Kansas e Nebraska.
O suplemento reúne declarações colhidas em campo. Leland Sammons, fazendeiro, contou que algo com cerca de 4 pés de comprimento, em forma de funil, pairou perto de sua casa e partiu para noroeste, com faíscas e fumaça, antes da explosão. Kenneth Hays, a cavalo, viu o que lhe pareceu um foguete como os que conhecera na guerra na Europa. Ralph New, agente do correio de Norcatur, viu um clarão e, cerca de um minuto e meio depois, sentiu a explosão sacudir o chão. Edgar Young e o homem do elevador de grãos também ouviram o estrondo e viram a nuvem alta. São relatos individuais, tomados no mesmo dia ou pouco depois, e variam nos detalhes.
Em carta de 11 de abril de 1948, o Dr. Lincoln LaPaz, diretor do Instituto de Meteorítica da Universidade do Novo México, escreveu que continuava convencido de uma queda genuína de meteorito, de tamanho excepcional, mas apontou aspectos curiosos: até então não se achara nenhum vestígio de material meteorítico, apesar de buscas intensivas. Segundo ele, a história da caixa de bateria que teria caído mudou de “em brasa” para “quente demais para pegar”, e a equipe achou só dois homens, não quatro, que a viram cair. LaPaz relatou ainda que o operador da torre de McCook Field, em Nebraska, e dois assistentes negaram que fosse bola de fogo e descreveram um objeto preto com jato de chama muito brilhante na traseira. Disse que a situação pedia investigação minuciosa.
Norman Garrett Markham, de Pueblo, Colorado, escreveu duas cartas ao Exército, em 20 de fevereiro e 14 de março de 1948. Afirmou que a explosão podia ser a de uma nave-foguete rumo à Lua, ligou o caso a ocorrências de 1947, como Boise, Oakland, o petroleiro Ticonderoga, o navio Maury e a morte do capitão Mantell, e sugeriu que algo vindo da Lua tivesse chegado em junho de 1947 e voltado em fevereiro de 1948. Ele mesmo chamou a ideia de especulação e ofereceu seus serviços. LaPaz classificou a teoria de fantástica e disse que nenhum astrônomo levaria a sério uma “invasão”. As páginas não trazem avaliação oficial além da classificação como meteoro na ficha.
LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Traduzidas na íntegra as pp. 1 a 14 do volume: capa, ficha do incidente 101 (pp. 2 e 3), as duas cartas de Markham (pp. 4 a 10), o trecho da carta de LaPaz (pp. 11 e 12) e as declarações das testemunhas (pp. 13 e 14). Endereços de particulares foram substituídos por [endereço omitido]. O anexo C citado por LaPaz não consta do arquivo.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 1
página inteira
Capa do dossiê. Manuscrito: intervalo de incidentes 101 a 172. Autoridade: NND 917033.Nota editorial: Capa do volume com os incidentes de número 101 a 172.
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Authority:
NND 917033Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 1, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 2
página inteira
FICHA DE VERIFICAÇÃO - OBJETOS VOADORES NÃO IDENTIFICADOS (carimbo: RESTRITO)
1. Data: 18 de fevereiro de 1948. Incidente nº 101
2. Hora: 17h01
3. Local: Norcatur, Kansas
4. Nome do observador: relato de M. R. Krehbiel (extraído de jornal)
5. Ocupação do observador: editor
6. Endereço do observador: Norton, Kansas
7. Local da observação: Norcatur, Kansas
8. Número de objetos: um
9. Distância do objeto ao observador: não informada
10. Tempo à vista: não informado
11. Altitude: 30 a 35 milhas acima da Terra
12. Velocidade: não informada
13. Direção do voo: não informada
14. Táticas: não informadas
15. Som: uma grande explosão - "depois, muitas explosões pequenas"
16. Tamanho: não informado
17. Cor: mancha de fumaça branco-azulada
18. Forma: cogumelo
19. Odor detectado: não informado
20. Construção aparente: meteoro
21. Rastros de escape: mancha de fumaça branco-azulada
22. Condições do tempo: não informadas
23. Efeito sobre as nuvens: não informado
24. Esboços ou fotografias: fotografia do rastro de vapor deixado no céu pela explosão
25. Modo de desaparecimento: desintegração
26. Observações: Oscar Monnig, dos Texas Observers (astronomia amadora), [endereço omitido], Fort Worth, oferece "prova tangível de que a bola de fogo (continua na página seguinte)Nota editorial: Ficha militar do incidente 101: a explosão de uma bola de fogo sobre o norte do Kansas em 18 de fevereiro de 1948, relatada por um editor de jornal.
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ED F'L 'Ji-; OBJ~TS
l . L'bt 18 Febnlary 1948 101
3; l..o i cn 1 oroatur, ~.,...
5. Oc cupati on of obqo rvor F.di tor
" • .-idr ::s of ol' co r vor Horton, K su
7 , Pl a c of ob~ r ~ t i on or catur, Kan s
10 . Ti.,o in c i ·ht N/s
11 . ,di. tt udo 30 - }5 mi.loo above earth
l~. S pood N/S
.., ,, ir 'i One b ~ explosion - "a!t.erwarde a lot ot little explonons"
16. c:; 11;0 N/S
17 . Col er Bluuh""'ft'hite smoke smwi e
l';. O<ior dot votod N/ ,">
'C . ..pph r unt r.ons r ur.t1,.n Meteor
r l. ErJuu.a :;t t r 11s _.,.. Blu1ah-,.iftt e:ooke smudge
:On-t.hur conditi ons 14/S r. 23 . Eff t o:. c louds U/ S
24 . Sk ot ch •s or pt t or r .. pts Photo of vapor trail left in sky by 8xPlcs1oo
?5 . Monn1J r of disnpp,Jor nnco Disintecrat1oo
20 . Romnrks : Oscar Monni&, of the Tex 8.8 Observnre, JDB.teur As tronomy, [endereço omitido] , off ers "tanpble proot that u, fir· ball
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r
-IConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 3
página inteira
(continuação) ... de 18 de fevereiro sobre o norte do Kansas foi exatamente isso, já que foram recuperados meteoritos dela." Foram encontrados, a partir de 24 de abril, primeiro vários fragmentos menores, de até 4,5 libras. Depois, um ponto revolvido num campo de trevo levou à escavação de uma peça de cerca de 109 libras, enterrada a cerca de dois pés no solo. A pedra é o que se chama de "acondrito", nome técnico de um tipo incomum de meteorito rochoso. Consta que é de um tipo que se deteriora rapidamente.
Uma fotografia do rastro do meteoro, feita pelo fotógrafo amador Duane W. Wray, de Norton, mostra o rastro de vapor deixado no céu pela explosão de um meteoro que foi visto em Oklahoma, Novo México, Colorado, Kansas e Nebraska. Foi feita na casa de Wray, nove milhas ao norte de Norton, apenas quatro minutos depois de o meteoro explodir. Uma mancha de fumaça branco-azulada permaneceu no céu por uma hora no dia 18 de fevereiro. Esta fotografia está arquivada sob o Incidente nº 101.
Outras observações constam do suplemento.Nota editorial: Continuação da ficha do incidente 101: meteorito recuperado depois da explosão sobre o Kansas e fotografia do rastro de fumaça.
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of February 18 over ncrtt.ern l\ansas was just t.hat, inasrmch as meteorites
have been recovered tron i t. 11 Thore were found , be(;ir nine 1.prU 211, first
sever al su.lla fra..,-en:.s JJ) to ore of 4 1/2 pounds . Then a disturl ed
spot in a clover f'ield led to "the dii:giI1e up of a r i PC& of so e 109 po\l1llls
e edded about two feet in the soil. The st.one i s nhat is tenred aa an
"achondrite", a technical name f or an unusual cy-pe or stony m teorite.
It is reported t o be of a tYJ hi ch will detAriora~a rapidly.
A p otorrHph or t re trail of the meteor, r:l.'.lde by amateur p.otor,r ~her
Duane ,I. ~"fr117 of Nortor, shows tho vapor tridl left in the sky by t.he
exploaiol"'l of a ~eteor whi ch wa s secl'I 1r Oklahooa, t,ew -exic o, Colorado ,
Kansas, ard uebr.,~ka . It wu m:.de at. uray 1 s },oae, ni.Je mil,-.s rort·1 or
Norton, jlPt tour r.,inutes after the teer XJ loded . A ~r:n.cce of bluewliite smoktio remained in the sky £or an hour 1' ebruary Wth . '!'his pbotocraph is in tile under lri i ent '1101.
Furthe r r emarke are contained in supplement .Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 3, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 4
página inteira
(CÓPIA)
[endereço omitido]
Pueblo, Colorado
20 de fevereiro de 1948
Gabinete do Chefe do Estado-Maior
Exército dos EUA
Washington, D. C.
Assunto: objeto no céu perto de Norcatur, Kansas, às 16h00 (hora das Montanhas) de 18 de fevereiro de 1948.
Finalidade: chamar a atenção para certas peculiaridades relacionadas ao fato, coincidentes ou não.
Segundo um boletim da AP publicado no Pueblo CHIEFTAIN de 19 de fevereiro de 1948, algum objeto foi visto movendo-se para leste pelo céu no fim da tarde de 18 de fevereiro e, ao chegar a uma posição aproximada de Norcatur, Kansas, explodiu, ou se desintegrou, ou desapareceu. A explosão teria sido terrível. As direções dadas para o avanço dessa aparição indicam que ele se moveu de oeste para leste.
As informações do despacho com data de Denver indicam que muitos chamariam o objeto de bólido, isto é, meteoro explosivo; os astrônomos do Observatório Chamberlin (Denver) não o avaliaram assim: o despacho diz que esses oficiais não souberam oferecer explicação.
Se for esse o caso, a aparição é anômala e pode prestar-se a outra explicação meteórica.
Um esboço da Terra e da órbita da Lua revela uma peculiaridade ligada à aparição, que pode ser significativa.
Se se traçar uma linha em ângulo reto com a posição meridiana do local da explosão desse meteoro na hora-ângulo de quatro horas (hora local) e essa linha for considerada o curso de oeste para leste do objeto, ver-se-á que, se essa linha for prolongada para o espaço em direção à órbita da Lua, ela cortará a órbita lunar num ponto próximo de onde a Lua estaria de 60 a cem horas depois da explosão.
A Lua nova ocorreu em 9 de fevereiro, às 10 h 2 min; o Primeiro Quarto, em 17 de fevereiro, às [ilegível]; a Lua se desloca aproximadamente 12,5 graus por dia ao longo de sua órbita.Nota editorial: Carta de um civil de Pueblo ao Estado-Maior do Exército, dois dias após a explosão, propondo uma relação especulativa entre o objeto de Norcatur e a órbita da Lua.
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r
(COPY)
[endereço omitido]
Pueblo, Colorado
February 20, 1948
Uffi<•e of the Chief of J tnff
u. . ~rrr:,
,ash.in n, D. C.
l si ,, in the sky near l!orcntur, ..ans.
S1Jbject: L:00 p. n . ('",T) February lt, 19l,it
To call at.ten ti.on t.o so peculiarities Purpose: in connection, whe her coincid ntal er not
AccordinG to 'Vl AP bulletin appeari"' 1n the Pueblo CHIEFTAIN
for Fehruary US , 19116, sone ohj ect was seeu moving eastward
across the sky or tt-.n late artemoon of 1" bruary IBth, ard
en this UiinG re'lcl ed a po:iition ap1,roxi.mate to l!orcatur,
Kansas, c:xploded , or disrupted, or disappeared. The explosion is said t.o ha· e been terrific.
Dir,..ction:i gi.vi::n as to •he prccress or tJ is appearance i nrticate Unt it rii< ved from west to east.
Information con ,ained in t,hc dispatch under a Denver dateline
in1i ·ate that ile mar,y would call this object a bolide -
e . , . , expl din meteor - the astronomP.rs of Chamberlin
Vbservator y (iJenvor) did not so assess it: it is said in
U e dispatch that t se offic1al• could offer no explanation
of it.
If this 1.s t ca· e, the a ;:,para.nee is anomalous, and may lend
1 tseli to other meteoric expla nation.
A sb tch~iaGJ"Bm of t ~ earth and moon I
s orbit reveals a peculiarity in coMcction wi tt thP appearance, 1'hich may be
&1E;nJ.ficant .
Ir a line i s s •r icken r..it r ight- anrl"'s 'lcross the meridio"'a.l
position o r the s:ite of expl "'sion r this oeteor at hour
argl • fo•ir o'clock (local time) and t ds line be con::idered
the west- to-eai:;t cours of thP object, tten it will bo St en
t 1at if • iB line i .. c !'It n' d tward ir to 'lpace toward t.ho
orbit of t t e moon it will intersect the lunar orbit at a
pla nPar to wt re the moon would be at fron 60 to one huncir ed
h urs after the explosion t.,ok }lace.
Uew moon occ11rrud at 9 0 10 H 2 U Februarn First uurt er
at 17D 'H . F'e' ruary - the noon ciov s -i1 I r ox1111ately
12. 5 do rrees per d::i:• alon1~ its orbit.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 4, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 5
página inteira
Especialistas em foguetes (por exemplo, WILLY LEY - ver seu livro ROCKETS, p. 192, diagrama e nota correspondente) sustentam que uma nave-foguete levaria cerca de 100 horas para percorrer a distância da Terra à Lua.
Antes de explodir sobre Norcatur, esse objeto de 18 de fevereiro foi relatado de várias maneiras: como um "avião caindo", um "avião a jato" e uma "bola de fogo". Alguns dizem que deixou um rastro de fumaça atrás de si.
Este autor sugere que o Exército reúna e consolide os relatos sobre esse objeto, a fim de determinar onde foi visto como objeto que deixava um rastro de fumaça e onde foi visto como bola de fogo.
Se essa coisa for um foguete de algum tipo rumo à Lua, ele pode ter sido visto primeiro como um risco de fumaça, depois como uma bola de fogo e, por fim, como uma tremenda explosão, quando afinal atingiu velocidade e altitude suficientes para a decolagem.
O autor tem em mente os vários relatos inexplicados sobre "discos voadores" e baseia esta especulação numa longa consideração de diversos fragmentos de relatos cujo significado poderia ser o de naves espaciais vindas de outros mundos do espaço.
A chamada "procissão meteórica" que cruzou Toronto em fevereiro de 1913 consistiu em vários grupos de corpos iluminados, que viajavam em grupos de três e se moviam em "formação rígida", todos seguindo um curso pela mesma faixa da superfície da Terra. Se se projetar uma linha para trás ao longo dessa trajetória de voo, ver-se-á que a linha "sai" na posição da Lua naquele momento. O fenômeno de 1913 ocorreu no meio de uma série de relatos de aeronaves dirigíveis de aparência semelhante a zepelins, vistas sobre a Inglaterra e cujas aparições cessaram - ou os relatos delas cessaram - pouco antes da conjunção inferior de Vênus de 24 de abril de 1913.
O autor pede que se note que os períodos anteriores e posteriores à conjunção inferior de Vênus são prolíficos em relatos de coisas estranhas vistas no céu. Além disso, luzes têm sido relatadas na Lua de tempos em tempos, há pelo menos um século.
Se, no futuro dos experimentos militares, a Lua for escolhida como base para o lançamento de foguetes (o que foi sugerido por alguns escritores), talvez convenha olhar primeiro (continua na página seguinte)
2Nota editorial: Segunda página da carta de Norman Markham ao Exército, em que ele especula que o objeto de Norcatur seria um foguete rumo à Lua; é opinião do remetente, sem base em dados observados.
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-------•~----- - It is held by rocketry experts (example, WILLY LEY - see
his ROCKE'IS, p. 192, diagram and note in c onnection therewith) that it wol,ll.d take about 100 hours f or a rocket-craf t
to negotiate the di stance from Earth to Moon.
Prior to its ~xplosion over Norcatur, this object of Feb.
18th was variously reported as a "falling plane", a " jet
plane", and a ''ball of fire 11 • It is said by some to have
l eft a trail of smoke behind it.
It is the suggestion of this writer that the Army collect
am assimilate reports on this object , with a view t o
determining where it was seen as an object trailint: smoke
and llhe re as a ball of fire.
If this thing is a r ocket of some kind headed for the moon,
it might first have been seen as a streak of sr.oke, then
later as a ball of fire , and lastly as a tremendous explosion when it at last reached sufficient speed and elevation for take-off.
The writer has in mind the various and unexplained r e1.,orts
on "!lying saucers", and bases this speculation upon a
lonb c onsideration of various oddments of reports whose
significance might be of epace-craft f r om other worlds of
space.
The so- called "meteori c procession" which crossed Tor ont o
in February 1913, consisted of a number of u oups or
illimunated bodies traveling in v oups of thre e an:l moving
in "rigid formation", all pursuing a course acr oss the
same streak of the earth's surface . J.r a line is proj ected
backward along ·t his line of fli ght it will be seen that
this line "comes out" at the position of the moon at the
time. The 1913 phenomenon occurred in the mid-period of
a series of reports on dirigible aircraft of appearance
like zeppelins which were seen over :&, gland an:i whos e
appearance terminated - or reports on the appearances
stopped - j ust prior to the inferior conjt.mction of Venus
of April 24, 1913.
The writer begs to call attention to the f act that the
times prior to and just after inferior conjunction of Venus
are prolific in r eports of strange t hings seen i n the sky.
Also t }at lights have been r eported on t he moon from time
to time, back f or at l east a century.
Ir in thr future of mil itary experiment the moon is selected
as a base for the launching of r ockets (which has been
suggested by some writers), it may be wel l to look first
2Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 5, contando a capa.
TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 6
página inteira
(continuação) ... relatos como o da explosão sobre Norcatur e a direção do objeto envolvido.
Existe a possibilidade, por mais remota que pareça, de que a Lua seja habitada ou usada por outros que não seres humanos.
Atenciosamente,
/a/ NORMAN GARRETT MARKHAM
[Acréscimo à margem:] Não faria mal vigiar a Lua em busca da possível chegada dessa coisa no período de [sessenta?] a 100 horas depois de sua "partida".
3Nota editorial: Final da carta de Markham: ele imagina uma Lua habitada e pede que se observe a Lua; é especulação do remetente.
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- i·1to •·er orts like Vis one or1 Lhe explosion ovf"r Norcatur
aw1 1.hc dit·PctioT' 1)1' the nhject in•,olved .
Tl·ere is n r,os:,i. bilitv, 1 O\-rev"'r r cMote this r:iay seem, that
tlte moon is e· ther inrabited or in use b:v other ti an hlll"lan
he: t1 ;S .
.1.011rs ,
/s/ N)Pl.\AN GARRETT !.lARKHAM
It ma~, do not harm tn ,Tatch the moon for
possible arrival of
t .1 s thi ng in the quarter
a t ~o to 100 101.1r fi after
"its uepar·tur e" .
lJG!.1
3
IJConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 6, contando a capa.
TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 7
página inteira
(CÓPIA)
REF. DO ARQUIVO: SIGGE-M-1
14 de março de 1948
De: Norman G. Markham, [endereço omitido], Pueblo, Colo.
Para: Chefe do Serviço de Comunicações [Chief Signal Officer], Exército dos EUA, Washington, D. C.
Assunto: explosão no céu de Norcatur, Kans., em 18 de fevereiro de 1948
Finalidade: apresentar uma especulação sobre o fenômeno acima e outro de data anterior, e chamar a atenção para ocorrências entre os dois que têm aparência de relação, coincidente ou não.
A posição geográfica da explosão de Norcatur sugere uma possível ligação com outras ocorrências dentro de limites de latitude demarcáveis arbitrariamente entre 43° 36' Norte (latitude de Boise, Idaho) e 36° 10' Norte (latitude de Nashville, Tenn.), uma faixa de cerca de 485 milhas de largura.
Esta sugestão vem das posições dadas para ocorrências entre 24 de junho de 1947 e 18 de fevereiro de 1948, descritas brevemente a seguir.
O OBJETO DE BOISE (Idaho) - Foi visto começando ou terminando às 15h30 de 24 de junho de 1947 e ficou visível por 20 minutos. Estava no céu a oeste, tinha aparência de cometa e baixou aos poucos em direção ao horizonte quando os corpos planetários se punham. Foi visto pelo vice-governador Whitehead e pelo presidente do Tribunal Lampert. Sua natureza era desconhecida.
A peculiaridade que liga esse objeto, para fins de especulação, à explosão de um objeto desconhecido sobre Norcatur, Kans., em 18 de fevereiro de 1948 é a aparente relação entre as posições da Lua nos dois fenômenos:
No primeiro caso, na data do fenômeno, a Lua estava cerca de 7%,63 antes da posição de Primeiro Quarto; no segundo caso, estava cerca de 8%,73 além da posição de Primeiro Quarto.
Como o objeto de Boise ficou visível por 20 minutos antes de afundar, isso indica que estava a cerca de dez graus acima do horizonte quando foi visto pela primeira vez. Ora, se se traçar uma linha para oeste, a dez graus de elevação a partir do (continua na página seguinte)Nota editorial: Segunda carta de Markham ao Serviço de Comunicações do Exército, que tenta ligar a explosão de Norcatur a avistamentos de 1947 por alinhamentos com a posição da Lua; as hipóteses são dele.
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... (COPY)
FILE REF: - SIGGE-U-1
From:
To:
•
Subject:
Purpos-e:
'
.I.larch 14, 1948
Norman G. Uarkham
[endereço omitido], Pueblo, Colo
Chief ~ignal Of ficer
U. s. Army, ,ashington, D. C •
Norcatur, ~s., sky explosion
of lS February, 1946
To shc,,r a speculation regarding tho above phenomenon and
another one of earlier date
and to call attention to
occurrences between the two
which have an appearance of
relationship whether coincidental or not.
The geographical position of the Norcatur explosion s uggests possible
linka.!;8 with other occurrences happening inside latitooinal limits arbitrarily
demarkable between 43° 361 North (which is the latitooe of Ooise, Idaho)
and 36° 101 North ( the latitu:ie of Nashville, Tenn.)., a belt about 485
miles wide.
'lbis suegestion is gained from positions given for occurrences
happening between June 24., 1947 and February 18 , 1948, as s hall be
hereinaft er briefly described,
THE OOISE (Idaho) OBJECT- This was seen either beginnin{.! or ending at 330 pm
24 June 1947 am was visible for 20 minutes. It was in the western sky,
was of comet-li~ appearance, and settled gradually toward the horizon ae
planetary bodiea set. It was seen bo.r Lt. Gov. Whitehead •u)j Chief Justice
Lartpert. Its nature was unknmm .
The peculiarity which connects this object, for speculative purposes, with
the explosion of some unknown object over 1~orcatur, Kans ., on 18 l!'ebruary
1948 is the seeming of a relationship between the positions of the moon for
the two phenomena:
In the form2r case the moon was at the date of phenomenon, about 7%, 63
before the positionof First Quart er; on the second case i t was about 8%. 73
beyotxi the position of first quarter.
Since the Boise object was visible for 20 minutes be fore it sank this
argues it was about ten deil"ees above the horizon when fi?1J t seen. Now
if a line be dra1'l'l westward and at ten degrees zenithward from the
l : , "
\Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 7, contando a capa.
TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 8
página inteira
(continuação) horizonte de Boise às 15h30 e outra linha for traçada a partir da posição da Lua cem horas antes do avistamento do objeto de Boise e projetada até o centro da Terra, ver-se-á que essa elevação de dez graus e a linha Lua-Terra se cruzam num ponto muito acima de uma posição geográfica bem a oeste de Cape Blanco, na vizinhança de cerca de 700 milhas da costa.
O objeto de Boise, pela aparência, sugere uma aeronave do tipo foguete, possivelmente usando jatos de reação para frear a descida e pousar na Terra. O ponto brilhante e a cauda em pluma da descrição sugerem isso, assim como sua aparente fixidez no espaço.
O "NAVIO EM CHAMAS" DE HOLLE - Nove dias depois do avistamento do objeto de Boise, um vigia florestal chamado Earl Holle viu, às 16h00 de 3 de julho de 1947 ou pouco depois, algo que tomou por um "petroleiro em chamas". Foi visto na direção do horizonte a partir de um ponto no condado de Sonoma, Califórnia, perto de Fort Ross. A Marinha ou a Guarda Costeira iniciou uma busca e nada foi encontrado. O petroleiro soviético ELBRUZ, que estava na vizinhança, foi consultado e estava em ordem. Isso não foi explicado.
Se essa aparição estivesse no horizonte, não há como saber a que distância do observador poderia estar.
O ACIDENTE DO DIRIGÍVEL DE CAPE MENDOCINO - Não longe do local do "navio em chamas" de Holle, ocorreu um acidente com um dirigível da Marinha, em 14 de julho de 1947, ao largo de Cape Mendocino. O dirigível desceu de repente até a água, soltou a tripulação e subiu de novo.
A anomalia aqui é que não se esperaria encontrar correntes descendentes de tal violência a ponto de desequilibrar uma aeronave mais leve que o ar. Possivelmente uma corrente descendente explicou o acidente, mas, se o Serviço de Comunicações examinar o incidente do vapor britânico Talma, que, na ocasião do avistamento de um fenômeno luminoso em forma de roda no Golfo de Martaban, relatou a redução das máquinas por causa desconhecida, verá que talvez certos objetos desconhecidos gerem forças, de algum modo, que podem exercer atração física sobre objetos materiais. Esse acidente do dirigível, ocorrido em águas onde se deram outros fenômenos a serem mencionados em breve, parece ter um lado duvidoso.
O OBJETO DE OAKLAND - Nas primeiras horas da manhã de 13 de outubro de 1947, um fotógrafo chamado Ben Dobus, junto com um motorista de táxi chamado A. J. Goldman, viu uma coisa "que parecia Saturno com um anel em volta". Cruzou o céu da região da baía em velocidade tremenda, rumo ao OESTE, e foi visto pouco depois da meia-noite.
2Nota editorial: Continuação da carta de Markham: ele junta, por especulação, um objeto visto em Boise, um 'petroleiro em chamas', um acidente com dirigível e um objeto em Oakland.
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horizon of Boise at 3:30 p . m. and another l ine be dra"'ft'll from tbe position
of the o oon a t one hundred hours before the s ighting of the Boise object,
and projected to t he center of the earth, it will be seen that this tendegrees-altitude and the moon-earth line intersect as a place tar above
a geographical position considerably to the west of Cape Bla11ce, in the
neighborhoodof about 700 miles off the coast.
The Boise object in its appearance suggests a rocket-type ar craft possibly
using r eaction blasts to brake itself down for a landing on the earth.
The brig"lt point and plumy tail of the de scription suggest this, as also
its apparent fixity in space.
HOLLE' S 11SHIP Ir F1J\MES" - Nine days after the siehting of the Boise
object a forest lookout named F..arl Holle saw at or soon after 4:00 p .m. ,
3rd July, 1 ,47, something he took to be a "tanker in flame s" . This was
seen horizon-ward f r om a point 1n Sonoma Gounty, Cali fornia , n ear to Fort
Roos. A search waR inst:!. wted by the Navy or Coast Guard, and nothing was
foum . Tho s ov;et tanker ELBRUZ , w'1idl had been in t.he vicinity, was
quer i.ed a rd found to b~ all right. This was not explained.
Ir this apperance had been on the horizon, there is no telling how far
it may have been from the observer.
CAPE MENDOCINO BLDAP H'CIDENT - Hot far from the l ocati on of Holle 's
"burnini; ship" an accident occurred to a navy blimp, 14 July 1947, off Cape
t,1endocino.
This blimp soodenly settled into the water, slipped out its crew and rose
ai;ain.
'1110 anoMaly here is that one would not expect to find drastic do'Tm-<:lrafts
of such violence as to thus upset a lighter than air craft. Possibly a
dovmdr:ift accounted ror t ~ accident - but if the Signal Officer will look
up the incident of the British steamer Talma w',ich, at the time of the
sighting of a luminous wheel- like phenomenon in the Gulf of Llartaban,
reported a slowinr: of the engines from some unknO\m cause, it may be seen
that possibly forces are ,-:enerated in son:e manner by certain unk11own
ohjects at time s in t he or ean, which may have physical attraction for
materj al objects. 1'1is blimp aceidP.nt occurring in waters where occnrred
othPr phenomena shortly to be mentioned, seems to have a doubtful side
t.o it.
TI 1E OAKIAIID ODJ"EX;T - !!.arly on the mor ninc; of 13th Octob0 r, 1947, a
photographer named Hen Dobus togehter with a taxidriver named A. J.
Goldman saw a thing "that looked like Saturn with a rinc around it."
lt shot at terrific speed WEST,7AfID across the sky of the Bay area, anci was
seen shortly after midnight.
2Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 8, contando a capa.
TRECHO 9 · PÁGINA FÍSICA 9
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Este pode ter seguido na direção geral do que talvez tenha sido o destino de dois objetos posteriores que, grosso modo, se assemelham a ele na descrição.
OS OBJETOS DO TICONDEROGA - Segundo o segundo oficial do petroleiro Ticonderoga, dois "discos voadores" foram vistos rumo ao SUDOESTE quando o navio estava a 43 graus e quinze minutos Norte e 124 graus e 54 minutos Oeste, às 06h20 GCT de 12 de novembro de 1947.
Estes podem ter ido ao encontro do objeto visto no Pacífico, diante do Golden Gate, pouco depois - ou possivelmente ao mesmo tempo, se forem consultados relatos anteriores a respeito.
O RECIFE FANTASMA - Em 24 de novembro de 1947, a Marinha negou ter encontrado um recife fantasma ou outro obstáculo à navegação num ponto a cerca de 400 milhas a oeste de San Francisco. O navio de levantamento da Marinha MAURY, enviado ao local em resposta a relatos de navios de que um objeto enorme fora visto na água naquela vizinhança, informou que, ao chegar à latitude e longitude aproximadas do suposto obstáculo, captou o eco de algo na água a 1.600 jardas do navio; mas, quando se aproximaram a 400 jardas, o eco desapareceu.
Parece haver uma possível conectividade entre os vários elementos considerados até aqui.
Mais tarde, em 7 de janeiro de 1948, houve ocorrências nas imediações de Wilmington, O., Ft. Knox, Ky., Franklin, Ky., e Nashville, Tenn., todas as quais devem ser agora familiares aos arquivistas do Serviço de Comunicações. Algo como um "disco voador" foi perseguido pelo tenente Mantell e por outros dois pilotos, e Mantell morreu ao tentar ganhar altitude para chegar perto do que perseguia.
Também, a esse respeito, pode não ser impróprio mencionar as mortes de dois oficiais militares que, segundo se dizia, traziam de volta provas materiais de "discos voadores", um dos quais teria sofrido algum tipo de acidente sobre a Ilha Maury, Puget Sound, por volta de junho de 1947.
Verificar-se-á, numa inspeção, que os locais geográficos desses incidentes se encaixam dentro da faixa de latitudes mencionada acima.
A EXPLOSÃO DE NORCATUR foi descrita numa carta anterior deste autor, e naquela carta mostrou-se que uma linha tangente ao meridiano de Norcatur, Kans., na hora-ângulo de 14h20, se prolongada para o espaço até a órbita da Lua, cortaria a órbita da Lua num ponto onde a Lua estaria cerca de 100 horas depois da hora da explosão.
Segundo a teoria dos foguetes, uma nave de propulsão a reação do tipo foguete levaria cerca de 100 horas para chegar à Lua.Nota editorial: Markham alinha, por conta própria, o Ticonderoga, um eco no mar, a morte do capitão Mantell e a explosão de Norcatur num mesmo 'cinturão' de latitudes; a ligação entre os casos é especulação do autor.
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This may have been heading in the general direction of what may ha ve been
the goal of two later objects which r oughly resemble it in description.
THE TICOODEROGA OBJEC'IS - According to the tanker Ticonderoga's
secom officer, two "nyinc discs" were seen heading SOU'IHWE:3T when the
ship was in 43 degrees fifteen minutes north and 124 degrees 54 minutes
west, at 0620 GCT, 12th November 1947.
These may have been heading f or the object seen in the Pacific off the
Golden Gate, not long afterward - or possibly at the same time, if earlier
reports on this are consulted. •
.THE PHAN'IOM REEF - On November 24, 1947, the Navy denied that it had
found a phantom reef or other obstruction to navigation at a point about
4oO miles west of San Francisco. TM Navay Survey ship MAURY, s ent out
there in r esponse to reports of ships that some hugh object had been
seen in the water in that neighborhood , reported that when in the
approximate 1 titude and long:1.tu:ie of the supposed obstruction they
picked up an echo from soll8thing in the wa+.er 16oo yards f rom the
ship; but that Tfhen they had steamed to within 4oo yards of this, the
echo vanished.
There seems a possible connectability between the various elements so
tar considered.
Later on January 7, 194.S, there were occurrences in the neighborhood o!
\filmington, o ., Ft. Knox, Ky., Franklin, Ky., am Nashville , Tenn., all of
which must be now familiar to the archivists of the Signal Office.
Something like a "fl¥ing disc" was pursued by one Lt. Mantell arrl two
other pilots, ~antel being killed while in the process of att empting to
gain altitooe to get close to whatever it was he was chasing.
Also, in this connection , it may not be amiss to mention the deaths of
two military officer& ,mo were said to have been bringing back material
evidence from "flying discs" one of which was said to have met with some kind
of accident over .14aury Island, Puget Sound, around June, 1947.
It Will be seen on inspection that the geographical locales of these
incidents fit inside the belt of latitu:ies hereinbefore mentioned.
'mE NORCATUR EXPLOSION was described in a previous letter of this
writer, an:i it was shown in that letter that a line tangential to the
meridian of Norcatur, Kans ., at hour-angle 2:20 p.m., would if continued outward into space to the orbit of the moon , intersect the
moon's orbit at a point where the moon would have been at about 100
hours after the time of the explosion.
According to r ocketry theory, it would take a reaction-propelled
craft of the rocket type about 100 hours to reach the moon.
!
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TRECHO 10 · PÁGINA FÍSICA 10
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Sugiro que há uma probabilidade de que, em 24 de junho de 1947, algo como uma nave espacial tenha vindo da Lua para cá e, em 18 de fevereiro de 1948, tenha retornado à Lua.
Isto é, naturalmente, especulação.
Mas alguém já explicou os "discos voadores" em termos de todos os fatos bastante bem comprovados a eles relacionados?
Alguém já criou um combustível poderoso o bastante para lançar um foguete da Terra à Lua?
Houve centenas de relatos, durante o último século, sobre ocorrências que implicam que este mundo é visitado de fora do espaço. A ausência de contato por essas entidades visitantes postuláveis pode implicar um estado de cultura muito além do nosso, a ponto de ser inconveniente para seus membros terem de lidar conosco em massa.
Esses relatos nunca foram seriamente considerados pela ciência, que em geral os ignora.
No entanto, segundo o Dr. Rocht, do Observatório Chamberlin, Denver, não há nada na astronomia que explique a coisa que explodiu sobre Norcatur. A ideia do Dr. Nininger de que a coisa era um meteoro desconsidera abertamente a opinião do Dr. Rocht, que pode ter-se baseado na declaração do Denver Post de que uma mulher de Denver viu o objeto de Norcatur vinte minutos antes de a explosão ocorrer.
Sugiro que o Exército precisa de homens capazes de reconhecer as anomalias mencionadas quando elas ocorrem, ainda que apenas para auxiliar na especulação a respeito delas.
O abaixo-assinado oferece seus serviços a esse fim, se o Exército quiser valer-se deles.
/a/ N. G. MARKHAM
4Nota editorial: Fecho da segunda carta de Markham: ele supõe uma nave que teria vindo da Lua e voltado, critica a explicação de meteoro e oferece seus serviços ao Exército; são opiniões dele.
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, . .
! sub,i.t there is n likelihood t.hn t. on .J1u11,1 2!,, 19!17, ~:mn,•thini; like a
sp:icc-sl i• ca• , l •~e from the r10011 and 1won Februar:· 1g, 19hS, returned
to • hP. J'!IOnn .
'M1is is of ~ r.;n spcculill.i 'ln .
8•11. has ., nyone :,,,t, cxplatnel t.ho '
1fl·:int; disc:. 11 in ter1:1s of all th~
p1•etty-well proven fa<" ts in conuccti on vrith t.t,om?
lla!l an·,one vet devised .s fuel powurful enough t o k~ck , r ocket !"rom
,-.1rt!. to l.o !.!0011?
Th"'re la·~ beer hw lreus o!." reports, durlnc the pnst century, on
oc~ 1rr,•nces which implv this world is visited from outside space.
Alis, nee ,,f c..r1tact hy these po11tul-itahle visiting entiti,•s ma.v imply a
st.ate of C)t lt.urt? frir beyond ours, to the point ffh(?l'e it wo11l.d be inP.XpediPn t. !'or th.,i r ·.,.obers to han. to do "ith us en-r.iasse.
lhese reports hive navPr Ileen seriously considered by science, wh ich
in general il?)'lore~ them .
Howevr•r, acco!'dir,1 .o Dr . Rocr.t of Chamborlin Obsnrvatory, Jenver, there
is not ,int ir. astr or~or.iy to expl ain the thing which expl oded over Norcatur.
Jr. Ninin11
e r 1
s idea that t.he thint wa~ a meteor fl:ltly di3rei:;ards Dr. Rocht ' s
opinion, wl it-h may have been based on the Jknver losts • statement that a
nver ll'l"l'11.n saw t..he "orc:itur object twenty rninutes before the eXt,losion
occurred.
I sub, .l t th·,t the rmy needs men who are capable or r ecoenizing Un anomalies
beforeri,•n tioMd when they OC"ur , evenif only to aid in s ecula tion r egarding
tnm .
The und,-rslrned off~rs his ser Jices to +.J1at erd, if t.he Arr,y may wish to
avail itself of tl·em.
/s/ N. r.. rtARKJ.IAM
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TRECHO 11 · PÁGINA FÍSICA 11
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Trecho de carta de 11 de abril de 1948 do Dr. Lincoln LaPaz, diretor do Instituto de Meteorítica da Universidade do Novo México, Albuquerque, Novo México, ao Diretor Executivo Adjunto do Comitê de Ciências Geofísicas, do Conselho de Pesquisa e Desenvolvimento:
Agradeço os surpreendentes documentos que me foram enviados em 30 de março. Como o senhor observa, certos aspectos das cartas de Markham são fantásticos (por exemplo: (1) a procissão de bolas de fogo de 9 de fevereiro de 1913 foi genuinamente meteórica, embora de um tipo raro de queda em cadeia; (2) nenhum astrônomo poderia levar a sério a teoria de Markham de "invasão por seres de Vênus ou da Lua"; (3) ele apela e dá peso a seu favor a provas tão pouco confiáveis quanto reportagens de jornal, por exemplo a declaração absurda atribuída ao Dr. Rocht, do Observatório Chamberlin). Mesmo assim, Markham tem razão ao chamar a atenção para certos incidentes como inexplicados, por exemplo as "lentes voadoras" (em minha opinião, 99% fraude e imaginação e 1% real).
Quanto ao incidente de Norcatur, Kansas, continuo convencido de que, como o incidente de Four Corners, foi uma queda genuína de meteorito, embora de tamanho excepcional (de novo como a queda de Four Corners). No entanto, há muitos aspectos curiosos de ambas as quedas, alguns de natureza objetiva, como o fato singular de que, apesar de buscas intensivas (admitidamente em terreno e condições de tempo ruins), até agora não se achou nenhum vestígio de material meteorítico; outros de natureza não objetiva, como o espantoso testemunho dado pelo Sr. Leland Sammons, pelo Sr. Alfred Glenn e por outras testemunhas do incidente de Norcatur, tanto a membros da Comissão Rodoviária Estadual do Kansas quanto às equipes de campo do Instituto de Meteorítica. (Ver os anexos A, B e C, em anexo.)
Alguns comentários sobre esses testemunhos, que constam de A, B e C, parecem desejáveis:
1. Glenn relatou primeiro que a caixa da bateria estava em brasa. Quando apontei que o papel sobre ela não estava chamuscado, seu relato mudou para "quente demais para pegar". A equipe do Instituto de Meteorítica achou apenas dois homens, e não quatro, que viram a caixa da bateria cair. A caixa da bateria foi examinada pelo Dr. Victor Regener, do Departamento de Física da Universidade do Novo México, que afirma que ela parece idêntica às pequenas baterias usadas em rádios portáteis.
2. A identificação do objeto de Norcatur como foguete, por K. Hays, tem o seguinte respaldo: na manhã de 19 de fevereiro, conversei com o operador da torre e dois assistentes na Base Aérea de McCook Field, Nebraska. Os três negaram que o objeto de Norcatur fosse uma bola de fogo e o descreveram como um objeto preto com um jato de chama extremamente brilhante saindo pela traseira. Além disso, uma colegial de 14 anos de Oberlin, Kansas, presumivelmente sem preconceito, escreveu-me uma descrição semelhante da "bola de fogo".Nota editorial: Primeira página de um trecho da carta de LaPaz, de 11 de abril de 1948, que comenta as cartas de Markham e as testemunhas de Norcatur. É opinião do meteoriticista, atribuída a ele.
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a ,a
.
Excerpt of letter dated April 11, 1948 from Dr. Lincoln LaPu, Director,
Institute of Meteoritics, University of New Mexico, Albuquerque, New
Mexico, to the Deputy Executive Director, Committee on Geophysical
Science~, Research and Development Board:
Thank you for the surprising documents sent roe under date of March
3(). As you remark, certain aspects of Markham's letters a re fantastic
(for example: (1) the fir~ball procession of 1913, February 9, waa
genuinely meteoric, although a rare type of chain fall; (2) no astronomer
could take seriously Markham's 11 invasion by beings from Venus or the Moon"
theory: <,) he appeals to, and biases in his favor, such untrustworthy
evidence as newspaper stories, e.g., the absurd statement attributed to
Dr. Rocht of the Chamberlin Observatory) . Nevertheless, Markham is justified in calling attention to certain incidents as tD1explained, for example,
the 11flyin6 lenses" (in my opinion 99% hoax and imagination and 1% r eal).
As r egards the Norcatur, Kansas incident, I remain convinced t hat,
like the Four Corners incident, it was a genuine meteorite fall, although
one of exceptional size (again like the Four Corners fall). Hovrever,
there are many curious aspects of bot h these falls, some of an objective
nature, like the singular fact that in spite of intensive searches (admittedly tmder bad terrain a nd weather conditions), not a t race of meteoritic
material has so far been found; some of a non-objective nature, like the
amazing testimony given by Mr. Leland Sammons, Mr. Alfred Gle:m, . and other
witnesses of the Norcatur incident, both to members of the State H1gtiway
Commission of Kansas and to l nstitute of Meteoritics field survey parties.
(See exhibits A, B, am C enclosed.)
Some comment on such testimony as appears in 1i.,B, and C would seem
desirable:
1 . Glenn first reported the battery case as red hot. hhen I pointed
out that the pa·'er on it was not charred, his account was changed to
"too hot to handle". The Institute of Meteoritics party found only two
men, not four, who saw the battery case fall. The battery case '1as been
examined by Dr. 1
1ictor Regener, Department of Physics, University or
New "'exico, who stat.es that it appears to be identical witn the small
batteries used in portable radios.
2. K. Hays ' identification of the Norcatur object as a rocket has
the following support: On the morning of February 19, I talked to the
to,rer man and two assistants at the Air Base at McCook Field, Neb!'aska.
All three denied the Norcatur object was a fireball and described it as
a filack object with an extremely bright jet of flame pouring out of t he
rear. Furthermore, a l h-year old, and presumably unbiased, schoolgirl
in Oberlin, Kansas wrote me a similar description of the "Fireball."
lConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 11, contando a capa.
TRECHO 12 · PÁGINA FÍSICA 12
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3. Está em andamento um esforço decidido para verificar a veracidade de Sammons (e a sanidade!). Não vi nem falei com Sammons, mas outro integrante da equipe do Instituto de Meteorítica (Dr. D. M. Gragg, instrutor do Departamento de Matemática), que o fez, acredita que Sammons (que é um fazendeiro próspero) é sincero e está muito assustado. É claro que a proximidade de uma grande queda de meteorito assustaria qualquer um tanto quanto uma bomba atômica; mas como isso poderia produzir um testemunho como o de Sammons?
Os incidentes "meteoríticos" da grande queda de 29 de novembro de 1945 (da qual também não se recuperou nenhum meteorito!) até a sequência de quedas semelhantes que culminaram nos incidentes de Four Corners e Norcatur, somados a coisas como o incidente de Ussuri, convencem-me de que ou a Terra está sob um bombardeio cósmico muitíssimo incomum, ou muitas das bolas de fogo não são meteoritos de modo algum. Embora eu ainda me apegue à hipótese meteorítica, está claro que, seja qual for a alternativa correta, a situação clama por uma investigação minuciosa.Nota editorial: Fim do trecho da carta de LaPaz: ele mantém a hipótese de meteorito, mas diz que as dúvidas pedem investigação minuciosa; é a opinião dele.
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3. A detonnined ettort is umer way to chock up on Sammons ' veracity
( and sanity!) I hove neither seen nor talknd to -'aMnOna, but another Qlllber
or he Institute of J.lcteoritics pnrty (Dr. D. M. Gragg, an Instructor in the
epo "t.l'tent or Mathematics) l'mO did so believes Samons (who is a well- to-do
!armor ) to be sincere am very b~ly scared . Or course nearness to a bi&
111eteor1te fall would scare one as b:id~ as an atom bomb; but •1ow could it
produce such testimony as morns" .
The 11mP.te itic" incidents fr the great fall ot 1~5, >veraber 29
(from "1ii ch no meteorites have been recover ed eithP.r !) throuih tho sequonce
of ai ilar falls culminating in the Four Com~rs and 'lorcatur inci~ents,
coupled With .,uch t incs as the Ussuri incident, convince me that ei. t 11er
t 1.3 earth 1:; unrfer a rro--• nusual cosmic bombardNnt or t"18TIY ot the
fireballs are not meteorites at all. While I still cling to the 1D1Jteoritic
h:,pothes1!1, it is clear that which evP-r Alternative is tie ri,1lt one, t he
situation c-ries alou::t for thoroll(;h i nvestigation.
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TRECHO 13 · PÁGINA FÍSICA 13
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ANEXO B
Declaração tomada de Leland Sammons
Meu nome é Leland Sammons e moro numa fazenda ([endereço omitido]).
Em 18 de fevereiro, por volta das 17h, eu estava perto do meu chiqueiro, a cerca de 100 pés a leste da minha casa, quando ouvi os faisões fazendo barulho e as galinhas correndo todas para o galinheiro. Olhei em volta, em direção à casa, para ver o que causava aquilo e vi algo pairando logo acima da casa. Corri em direção à casa e a coisa baixou sobre a extremidade norte da casa e foi descendo para o chão. Eu estava então bem perto, a cerca de 6 pés, quando ela parou mais ou menos à altura do meu rosto e ficou balançando por um instante, com fogo saindo e voltando para dentro. A coisa tinha cerca de 4 pés de comprimento, com formato parecido com o de um funil. Havia um cano saindo na parte de trás e, uma vez, quando balançou em torno, o cano apontou direto para a minha barriga. De repente houve uma chuva de faíscas e o fogo aumentou como se um pavio tivesse sido aceso, e ela partiu numa direção noroeste, muito rápida, ganhando altitude enquanto ia. Minha mulher a ouviu partir e saiu correndo até onde eu estava, e a vimos ir embora, deixando um rastro de fumaça por todo o caminho. De repente havia uma grande nuvem de fumaça no céu, não mais de 40 segundos depois de ela deixar meu quintal, e em poucos segundos ou mais ouvimos uma explosão. Então saí de perto da casa até onde ela tinha estado, a cinco passos. Sim, estava quente, senti o calor. Se eu não tivesse lavado meu carro antes do ocorrido, molhando o chão, teria havido um trecho nu no quintal onde a coisa partiu, pois houve uma grande rajada de fogo quando ela saiu. Deve ter estado bem alta quando explodiu.
- - - - - - - - -
Kenneth Hays, filho de Floyd Hays, [endereço omitido]. Por volta das 17h a 17h30, sem certeza da hora, estava montado a cavalo num pasto quando ouviu algo estranho no céu. Olhando para o sudoeste, viu o que lhe pareceu ser um foguete, igual aos que tinha visto durante a guerra na Europa. Isso o assustou e ele pulou do cavalo. Depois montou de novo e observou seu curso, quase nivelado, mas perdendo um pouco de altitude, e então explodiu com uma grande nuvem de fumaça, aparentemente sobre Norton, de onde ele estava, ao sul de Prairie View. Ele seguiu a cavalo para casa, quando de repente o som e o tranco da explosão o alcançaram. A sra. Hays estava em casa quando ouviu e sentiu algo como se um caminhão tivesse batido na casa. Saiu correndo da casa e foi então que viu pela primeira vez a enorme nuvem de fumaça. Cerca de 40 minutos depois, parte da nuvem de fumaça passou direto sobre a casa deles e seguiu para leste, sobre Phillipsburg.
- - - - - - - - -
Ralph New, agente do correio em Norcatur, declarou que por volta das 16h50 estava logo dentro da janela da frente da agência do correio de Norcatur quando observou um clarão ofuscante, como se alguém tivesse tirado uma foto com lanterna. Não conseguiu localizar ninguém com câmera, mas notou vários homens caminhando para o meio da rua e olhando para cima. Então saiu até onde estavam e, olhando para cima, viu uma alta nuvem de fumaça no céu quase diretamente sobre a cabeça (continua na página seguinte)Nota editorial: Anexo B do relatório: depoimentos de moradores de Norcatur e arredores sobre o objeto que passou, soltou faíscas e explodiu em 18 de fevereiro de 1948.
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- - - - - - - - -
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s l J\T• r rir, .' u.. . a hovC' h• . f! .
l r. t ,a1· ➔• c, • ·u I :i• tl,11 J0,7C'l'Cd n•.r•· 41 c r r'I t'IO f 'ht• lnu!e 4
·tr~ •·' 1 r•111i. 11a '.lr•nvl)r:vr.-.,rit,a1rcxim1tel.r6 1
·:...,Pt it. •1, 1>u1t, Lvt•l w1tt. my fac,•, and ,iust ,wthl"I a:n11rcl for an
ii: a1·. , f di,· ut. r 1.t .ind .uc:kin 1:ick ·n . 'lhe t.t.in!'wa:; ah ut
I.' lc,n , 1 r.11 t,1 11 !' 1 i ;f ·1 fur , 1 . 7hrar1.• v..i:, a J•l! •' r,t,j cld 11·, lt.o
·1c-l • i , r.:e as t 1·1 I b J. d ar0 .llid, !,he J ip,• r1as :,'l,i dd, · 1·i ti l. ~ t
r.i l:.1 11 • J1d I, J) f,hcru • U!.J a lot. o•· -:parks shol'rer "'d fr m i1. , an I •.I .. fli·e
ii c.:r..asvd :; if a f11~1: 1,1i°(hf, hava ll{~ht,ed , a tel it took off in a nort-.1 -wos1er·l:,
dlrt·cti ,r1 VPr~ fHs'., aininr c1ll,ita!e as it we11t . Uy wife hr•ard it, lt=!'lVe and
1 .1 1,.rt w , l'f: 1 st, n,J, :md we wntchP. ! it • , , le vinr .:i tra U nJ' nmokn ,11 t! e
wa_•, . ·••l le ly U,c-r,, was a {,'l'fl,i t. cloud uf' s .oke in t.l.e sl<y , r ot mor o tt an
ho n, conrls '1ft ,. it L- rt my y·IJ"d . anrl it a few ~,ec011ds or rr.ore, we heard an
e:qlt,:-;ion. I 1.rt>n s1.epo,J uff from :Jt'l 1,01.1..cie tc- vtlr•re it. narl 'een , .:mi it
was five s+.e1s . cs, it ,1a: h ut., 1 c·,ld reel tt,,,. rear t'r •r.ii1. . Harl lnot
bf,en :a:c;t i1 ,_. 1,v C"a r 1rior to t,ht> vccur:rt1nce , wettir t t..he i,;round , t..hf're would
lia ve been a harr• spot in the yard wher < tJ1e t' in~: start ed up heeu t~c 1.hcre was
a [~(•'lt rusll f fire fr,7. it v,J.en it left . It must h:ive heen q,nte lj .h 'lien
u ,..x· lcued.
i<rmnct.h •·a.r.:, s, n of Flo·,d ltw-::. , [endereço omitido]. At ah,-ut. c:; to c, :;o l . 1-t.• , not sur e of time,
wa!: r di,: is hor se i.r a 1-t·,st,..n·e, \'ften he 11eard s<.,r.!tttin1 quner int.he sky .
I ookin, 'J} to ,.,. south -west, 1~ .,av, wl a1. ;ippearcd tr f im t.o be a r c,cket,
just li ,e ~,. h·,d seen !·i.rin,• the war in ...uror,e. l 1, startl ed ,im, and he
j111,11cd ,""Jff the 'or::ie . "a t.h1.:n r er101u1t,cd, 11ntcl;ed itc:: cowse, alrr.ost on
a lir P-1 hut lns· ni; Hit ide a lii ,le, anrl i1 then expl oded with a bir cloud
of smoke , c.11 pnr entl;: ov , r 1\0:rton , from i·,1,ere he vra~, south of 1- rairie Vievr.
JI., rc<le or, t oward hnr:,,,. ,'? wa_·fi , w en c..udcle-,lv t he sound and jar of t he explosion I
r eadied i,, . I rs. l'nrs v,a:-; hone in tl e 1ous o , when s he heard and relt SO!'Y t..hing
likn a trud· mi1;
1 t h::ive struck the house. ,>he ran out of the l•ouse and t. ~.en
fit-r.t saw t.he h11,se clo1x:f ,f SMOl.:E' . ·,bout 110 minutes lnter, a part of t,he
sr.ioke cl ou1 lirf'ted d ir, ctl y over thei r ho11se, and went on east ovor
1-hil l iJ sburt:•
11-aJ.J.h 'JP.w, J,ostm·!ster a1. Lor catur, s1, at,ed that at. about l~ : 50 l-' . 1.!. he was
standinb j ust inside t.he front wir.dow of the rost.offi ce in Nor c'ltur, when
l,e observed a blindir ., flash as if someone had taken a flashliJ ht pie ture.
dP. could locate no one wit1J a camra, but noticed several men walkint; t,o the
c,•nter o.f t i e s treAt and lookinc up. Ye ti.en walked out t,o where t,hey nere
and looking up, saw a high cloud of smoke i n t he sky almost diredtly over headConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 13, contando a capa.
TRECHO 14 · PÁGINA FÍSICA 14
página inteira
(continuação) ... mas um pouco a leste. De repente, cerca de um minuto e meio depois de ter visto o clarão, houve uma explosão terrível e um tranco que sacudiu o chão e fez as janelas em volta chacoalharem. Depois da explosão, houve vários estrondos baixos e reverberantes pelo céu. Ele declarou que a explosão deve ter sido muito alta.
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Edgar Young, um rapaz que mora em Regar, logo a leste de Norcatur, estava fora do elevador de grãos quando observou a explosão, olhou para cima e viu a enorme nuvem de fumaça. Declarou que estava quase sobre a cabeça, mas um pouco a oeste dele. Disse que foi uma grande explosão. O homem do elevador estava do lado de fora do elevador quando ouviu a explosão. Pensou que o queimador de óleo havia explodido no escritório e correu para ver. Ao ver que estava tudo bem, correu para fora para ver o que havia explodido e viu a grande nuvem de fumaça bem alta sobre a cabeça, um pouco a oeste.
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Um jornal do leste do Kansas publicou, cerca de seis dias atrás, uma história de um objeto exatamente como este, vindo do sul até as proximidades de Iola, Kansas, onde virou para oeste e desapareceu no céu.
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Consultar o chefe Scott, de Norton, a respeito de uma pilha de lanterna queimada que caiu na rua de Norton logo depois da explosão. Estava quente demais para ser pega por vários minutos. O chefe Scott está com ela.
Nota: não foi recebida uma cópia do Anexo "C" mencionado na carta do Dr. LaPaz.Nota editorial: Continuação dos depoimentos de Norcatur: o clarão, a explosão, a nuvem de fumaça e a pilha de lanterna que teria caído numa rua de Norton.
Conferir original em inglês
but slightly east. Suddenly, about 1 anct 1/2 minutes after e }ad seen the
flash, there was a terrific explosion an1 jar, shakinc the vrotmd and causine
the windows all around to rattle. Following the explosion, there were several
low reverberating rumblil'lgs across the heavens . He stated that tho explosion
must have been very high.
Edgar Younr:, 1 \>0y living at Regar, just east of Horcatur, was outside the
ele~ator, when he observed the eXJ losion, looked up and saw the huge clotd
of smoke . He stated that it 11as almost overl.ead but slightly west of hiJ!I.
He said that it was a bif explosion. The elevator man was out in the
elevator, 1'hen he heard the e.xµlosion . He t ought th~t his oil-burner had
exploded in tho office and ran in to see about it. Fi.ndinr, i• O. K., he ran
outside to see what had exploded, saw the big clo1.rl of ~moke hir;h overliead,
slightly west.
Ea, tern Kansas newspapt!r carried a story about 6 days aco of one just
like this one, coming from the south to vicinity of Iola, ~ansas, where it
turned west and disappeared into the sky.
Check with Chief Scott of Norton about a bum~d flashlight b~ttery
which fell in the street of Norton just after the explosion. It was too
hot to be picked up for sevoral minutes. Chief Scott has it.
Note : A copy of Exhibit 11 c11 referred to in letter fron Dr. LaPaz, was
not received.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 14, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 18/02/1948 — A ficha dá 17h01; as cartas falam em cerca de 16h00 (hora das Montanhas) e cerca de 17h.
- Documento
- 11/04/1948 — Ficha do incidente 101; cartas de Markham de 20/02 e 14/03/1948; carta de LaPaz de 11/04/1948.
- Publicação
- Não estabelecida — Documentos oficiais já liberados; a data de liberação pública não consta destas páginas.
Origem e divulgação
Força Aérea dos EUA; cartas de N. G. Markham e do Dr. L. LaPaz · DOW-UAP-D088_US-AirForce_Analysis-of-Flying-Objects-in-the-US_101-172.pdf
Páginas físicas do volume de incidentes 101 a 172 do relatório de análise de objetos voadores nos Estados Unidos (Força Aérea dos EUA, 1948). Páginas 1 a 14.
Relatos relacionados e suas diferenças
- Dois B-29 e a bola de fogo multicolorida de fevereiro de 1948
- Ticonderoga, 1947: dois clarões com rastros vistos do petroleiro
- Godman Field, Kentucky, 1948: a perseguição em que morreu o capitão Mantell
Perguntas para continuar a investigação
- O que as buscas posteriores dizem sobre o material meteorítico que LaPaz não havia encontrado em 11 de abril?
- Como conciliar o objeto preto com jato de chama descrito na torre de McCook com a bola de fogo vista de outros pontos?
- A Força Aérea respondeu às cartas de Markham?
GEOGRAFIA DO CASO
Norcatur, Kansas
Referência aproximada à localidade citada no documento, posicionada pela redação. Não indica local de avistamento nem residência de ninguém.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- DOW-UAP-D088_US-AirForce_Analysis-of-Flying-Objects-in-the-US_101-172.pdf
Página física 1: capa do volume (incidentes 101 a 172); 2 e 3: ficha do incidente 101; 4 a 6: carta de N. G. Markham de 20/02/1948; 7 a 10: carta de Markham de 14/03/1948; 11 e 12: trecho de carta do Dr. Lincoln LaPaz de 11/04/1948; 13 e 14: declarações de testemunhas (anexo B)
DOW · 210 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


