Data: Por volta do verão de 1957, segundo declaração de 05/11/1963 (dia não informado)Local: Mar entre Soldier Key e Key Biscayne, cerca de 3 milhas da costa da Flórida, ao sul de Miami
Costa de Miami, cerca de 1957: curador do Seaquarium vê fios como teias caírem do céu por duas horas, e a amostra some do frasco
Numa declaração de 1963 publicada no relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, o biólogo Craig Phillips, ex-curador do Miami Seaquarium, conta que por mais de duas horas viu fios finos como teia caírem do céu sobre o barco de coleta, sem aranhas. Ele guardou alguns num frasco, mas no laboratório não havia mais nada. Ninguém relatou óvni.
- Data do evento
- Por volta do verão de 1957, segundo declaração de 05/11/1963 (dia não informado)
- Local
- Mar entre Soldier Key e Key Biscayne, cerca de 3 milhas da costa da Flórida, ao sul de Miami
- Tema
- Arquivo da CIA
- Órgãos das fontes
- CIA
- Documentos
- 1 documento · 186 páginas
- Leitura
- 7 min
Página do relatório NICAPPágina física 104FONTES DOCUMENTAIS · CIA
O que os registros contam
A fonte deste dossiê é o relatório "The UFO Evidence", publicado em 1964 pela NICAP (National Investigations Committee on Aerial Phenomena), entidade civil americana de pesquisa de óvnis. Uma cópia ficou no arquivo CREST da CIA e foi liberada em 2001, o que prova que a agência guardou o livro, não que o escreveu ou o validou. Na subseção "Angel's Hair" (cabelo de anjo), nas páginas físicas 104 e 105, a NICAP trata das quedas de uma substância fina como teia que às vezes são associadas a óvnis. Como exemplo de caso difícil, publica a declaração de um biólogo, assinada por Craig Phillips, do Serviço de Pesca e Vida Selvagem do Departamento do Interior, em 5 de novembro de 1963.
Phillips conta que, por volta do verão de 1957, quando era curador do Miami Seaquarium, voltava de uma coleta de espécimes a bordo do barco Sea Horse, comandado pelo diretor de coletas, capitão W. B. Gray, com o assistente Emil Hanson. O barco ia para o norte, entre Soldier Key e Key Biscayne, a umas três milhas da costa. O céu estava limpo e quase sem vento. Por duas horas ou mais, os três viram cair do céu fios muito finos, parecidos com teias, de até dois pés ou mais, que às vezes se prendiam no cordame.
Como biólogo, Phillips explicou aos colegas a hipótese dos livros de história natural: aranhas recém-nascidas soltam fios de seda até o vento levá-las, às vezes por muitas milhas e até para o mar. Ele imaginou uma eclosão em massa no continente. Mas, embora tenham pego vários fios nas pontas dos dedos, não viram nenhuma aranha. Phillips guardou alguns fios num frasco de vidro, presos à parede interna, para procurar no microscópio as gotículas adesivas típicas da teia. Quando abriu o frasco no escritório, não havia mais nenhum vestígio do material.
Phillips escreveu que o fenômeno continuava sem explicação para ele, que nunca vira nada parecido e que sempre se interessou por aranhas, como a grande tecelã Nephila dos Everglades, cuja teia dourada chega a ser tecida como pano nos trópicos. Concluiu que era possível que os fios fossem outra coisa que não teia, e que não tinha explicação para o sumiço no frasco. A NICAP comenta que esse desaparecimento é relatado com frequência, e que alguns analistas o usam para separar o "verdadeiro" cabelo de anjo da teia de aranha.
A própria NICAP aponta o limite dessa ideia: se o cabelo de anjo some antes de ser analisado, ele não constitui boa prova física. No caso de Phillips não houve óvni visto, nem amostra preservada, nem data exata, e a declaração foi escrita cerca de seis anos depois. Os outros dois tripulantes são citados, mas não deram declaração própria. O relato vale como observação de um biólogo treinado que não conseguiu encaixar o que viu na explicação das aranhas. A tabela das páginas 105 e 106 lista 43 quedas de substância parecida, de 1741 a 1962, com óvni relatado em 23.
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LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Publicação privada (relatório The UFO Evidence, da NICAP, 1964): o texto em inglês não é reproduzido nem traduzido na íntegra. Cada bloco de translations traz, em português, uma síntese fiel do trecho ou da página indicada (prosa da NICAP) ou a tradução linha a linha (tabelas, listas e mensagens oficiais reproduzidas), com no máximo uma citação curta. As imagens são recortes das páginas do relatório. Para este caso foram sintetizados o início da subseção "Angel's Hair" e da declaração de Craig Phillips (p. 104, coluna da direita) e o fim da declaração e o comentário da NICAP (p. 105, coluna da esquerda e alto da direita). As páginas 104, 105 e 106 inteiras, com as tabelas de sons e de quedas de cabelo de anjo, estão traduzidas no dossiê documental do relatório.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 104
Página física 104, coluna da direita: "Angel's Hair" e início da declaração de Craig Phillips (trecho)
Fenômeno ligado aos óvnis é o chamado "cabelo de anjo", substância parecida com teia de aranha vista caindo do céu, às vezes em grande quantidade. Mas (se é uma só substância) só foi observada junto com óvnis em cerca de metade dos casos, e em muitos casos era evidentemente teia de aranhas que viajam no vento (Natural History, janeiro de 1951); pelo menos uma vez, aranhas pequenas foram achadas no material. A NICAP não considera o cabelo de anjo prova significativa de óvnis, nem o distingue com clareza de teias na maioria dos casos, mas há relatos surpreendentes que levam a suspender o julgamento. Exemplo típico: o Humboldt Times (Califórnia), de 11 e 12 de novembro de 1958, noticiou chuvas de material como teia em Trinidad, Rio Dell e outras cidades do norte da Califórnia em 9 de novembro, com fios de 5 a 6 pés; dois pescadores, George Korkan e Jack Curry, disseram que a substância cobriu o barco a ponto de fazê-lo parecer "velho de um milhão de anos". Uma amostra do aeroporto de McKinleyville foi examinada pelo dr. Erwin Bielfuss, professor assistente de biologia do Humboldt State College, que segundo o jornal descartou mofo e produto animal e sugeriu vida vegetal ou plástico. Houve fios de até 40 pés sobre árvores e fios elétricos, e nenhuma aranha encontrada. Um biólogo treinado viu uma queda de cabelo de anjo por volta de 1957 e deu à NICAP a declaração seguinte: há vários anos, perto do verão de 1957, ele e duas outras pessoas viram "um céu cheio de teias" ao largo da costa da Flórida, pouco ao sul de Miami. Era curador do Miami Seaquarium e participava de uma coleta de espécimes no barco Sea Horse, comandado pelo diretor de coletas, capitão W. B. Gray, e seu assistente Emil Hanson. Voltavam para o norte, entre Soldier Key e Key Biscayne, a cerca de três milhas da costa; céu limpo, pouco ou nenhum vento. Por duas horas ou mais viram fios ocasionais, como teias muito finas, de até dois pés ou mais, caindo do céu e às vezes se prendendo no cordame. Perguntado pelos outros, explicou que, segundo os livros de história natural...Conferir original em inglês
[p. 104: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 104, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 105
Página física 105, coluna da esquerda e alto da direita: fim da declaração de Craig Phillips e comentário da NICAP (trecho)
...aranhas muito jovens, ao nascer, soltam longos fios de seda até o vento pegá-las e levá-las pelo ar, às vezes por muitas milhas e até ao mar. Ele supôs que uma eclosão e migração em massa no continente explicasse os fios, fragmentos de fios originais talvez longos, já que as aranhas produzem muita seda a pouco custo. Embora tenham pego vários fios nas pontas dos dedos, não viram aranhas, apesar de ser provável que algumas ainda estivessem presas. Para examinar os fios no microscópio do laboratório, colocou vários num frasco de vidro, presos à parede interna, e tampou; esperava ver as gotículas adesivas que enfeitam a maioria das teias. Ao destampar o frasco no escritório, não havia vestígio do material. O fenômeno continuava sem explicação para ele, que nunca vira nada igual antes ou depois; sempre se interessou pela biologia das aranhas, como a grande tecelã Nephila, comum nos Everglades, cuja teia dourada sustenta pequenas pedras e foi tecida como pano por nativos dos trópicos. Concluiu que é possível que os fios fossem algo diferente de teia e que não tinha explicação para o sumiço do material. Assinado: Craig Phillips, Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, Departamento do Interior, 05/11/1963. Comentário da NICAP: o sumiço do cabelo de anjo é relatado com frequência; alguns analistas usam isso para distinguir o "verdadeiro" cabelo de anjo da teia; se for assim, ele vira um fogo-fátuo que desaparece antes de ser analisado e não constitui boa prova física. Biólogos que examinaram material que depois sumiu não conseguiram explicá-lo por aranhas; as substâncias que não sumiram não mostram padrão e podem ter várias origens. A tabela seguinte reúne todos os casos datados compilados pela NICAP.Conferir original em inglês
[p. 105: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 105, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- Não estabelecida — Phillips estima "perto do verão de 1957"; declaração datada de 05/11/1963.
- Documento
- 02/04/2001 — Data do carimbo de liberação CREST impresso nas páginas (Approved For Release 2001/04/02).
- Publicação
- 1964 — Ano de publicação do relatório "The UFO Evidence" pela NICAP (maio de 1964).
Origem e divulgação
National Investigations Committee on Aerial Phenomena (NICAP), organização civil americana; relatório privado "The UFO Evidence" (1964), editado por Richard H. Hall. Cópia guardada no arquivo CREST da CIA (CIA-RDP81R00560R000100010001-0, liberada em 02/04/2001); a CIA guardou, não produziu nem validou o texto · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
CIA CREST, CIA-RDP81R00560R000100010001-0, liberação de 02/04/2001 ↗ — undefined
Relatos relacionados e suas diferenças
Perguntas para continuar a investigação
- O capitão W. B. Gray ou Emil Hanson deixaram algum registro do episódio?
- Houve na mesma época relatos de quedas de fios no sul da Flórida que permitam datar o caso?
GEOGRAFIA DO CASO
Mar entre Soldier Key e Key Biscayne, ao sul de Miami, Flórida
Referência aproximada à área citada na declaração, posicionada pela redação.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
Página física 104: início da subseção "Angel's Hair" e da declaração de Craig Phillips · Página física 105: fim da declaração de Craig Phillips (05/11/1963) e comentário da NICAP
CIA · 186 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


