05/11/1957 / Kearney, Nebraska, EUA
Kearney, 1957: comprador de grãos diz ter entrado numa nave pousada num milharal
Reinhold O. Schmidt afirmou ter visto uma nave pousada perto de Kearney e conversado com seus seis ocupantes. Recortes do Omaha World-Herald guardados pelo FBI registram a história, o ceticismo das autoridades e a análise de um óleo achado no local.
- Data do evento
- 05/11/1957
- Local
- Kearney, Nebraska, EUA
- Tema
- Arquivo do FBI
- Órgãos das fontes
- FBI
- Documentos
- 1 documento · 124 páginas
- Leitura
- 3 min
desenho de jornal baseado em relatoPágina física 7FONTES DOCUMENTAIS · FBI
O que os registros contam
Na terça-feira, 5 de novembro de 1957, um comprador de grãos de cerca de 50 anos, identificado como R. O. Schmidt, de Bakersfield, na Califórnia, apareceu na polícia de Kearney, no Nebraska, pálido e abalado, pedindo para ver um pastor. Contou que, depois de inspecionar uma plantação de sorgo ao sul da cidade, pegou uma estrada lateral perto do rio Platte e viu o que parecia um balão caído. Ao se aproximar, o motor do carro morreu. O relato está em recortes do Omaha World-Herald colados nas páginas físicas 6 a 8 do arquivo SUB A do FBI.
Segundo Schmidt, o objeto era translúcido, em forma de charuto, com uns 100 pés de comprimento, 30 de largura e 14 de altura. Dois homens de terno saíram, apontaram algo parecido com uma lanterna e o revistaram. Ele disse que ficou como paralisado. Os homens o convidaram a entrar, onde outros dois homens e duas mulheres trabalhavam em fios e instrumentos. Falavam entre si em alto-alemão, e um deles traduzia em bom inglês. Os visitantes não responderam a perguntas, mas disseram que ele saberia de tudo “em algumas semanas”. Depois, a nave subiu sem ruído e sumiu, e o carro pegou de primeira.
O jornal publicou um desenho da nave feito a partir da descrição de Schmidt, com vista lateral, planta interna, ventiladores no teto e uma esteira até a traseira. As autoridades trataram o relato com desconfiança. Schmidt foi interrogado durante boa parte da noite, pediu um advogado e recusou o detector de mentiras. Na manhã seguinte, foi ao local com investigadores do Comando de Defesa Aérea Continental, o chefe de polícia e o promotor do condado, que disseram que a história “parecia estar enfraquecendo”.
Um “misterioso óleo verde” achado no chão foi analisado. Segundo os investigadores, ele se parecia com o óleo automotivo de uma lata parcialmente vazia achada no carro de Schmidt e de outra quase vazia encontrada perto do local. O recorte do dia 7 diz que o óleo foi identificado como comum, mas ainda seria testado pela Universidade de Nebraska. Na mesma matéria, um alto funcionário do centro de inteligência técnica da Força Aérea disse a um jornal de Dayton que, em 5.700 relatos investigados entre 1947 e 1957, não se achou nenhuma marca de pouso nem prova de que os discos fossem reais.
O arquivo do FBI guarda apenas o noticiário; não há apuração própria da agência sobre Schmidt nestas páginas. O relato é uma alegação individual de contato, sem testemunhas, e o único vestígio físico citado foi associado pelos investigadores a óleo de carro. Os recortes também registram o clima da cidade, onde comerciantes fizeram piada com a história e repórteres alugaram todos os carros disponíveis. O caso surgiu no mesmo dia em que o país noticiava os relatos de Levelland, no Texas, no auge da onda de novembro de 1957.
LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Recortes do Omaha World-Herald apresentados por síntese e citações curtas. Informações sobre antecedentes criminais atribuídos a um homônimo, publicadas no recorte, foram omitidas. A idade diverge entre os recortes (48 e “cerca de 50”).
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 8
Frase de Schmidt, página física 8
“Eu não conseguia me mexer. Não sei se era só medo ou o quê, mas era como estar paralisado”, disse ele.Nota editorial: Citação breve conferida no fac-símile.
Conferir original em inglês
"I couldn't move. I don't know whether I was just afraid or what, but it was like being paralyzed," he said.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 8, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 7
Análise do óleo, página física 7
Os investigadores disseram que o “misterioso óleo verde” era muito parecido com o de uma lata parcialmente vazia de óleo automotivo comercial encontrada no fundo do carro de SchmidtNota editorial: Citação breve conferida no fac-símile.
Conferir original em inglês
Investigators said the "mysterious green oil" closely resembled that in a partially-emptied can of commercial auto oil found in the back of Schmidt's carConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 7, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 05/11/1957 — “Terça-feira”, segundo o recorte de 06/11/1957.
- Documento
- Não estabelecida — Carimbos do FBI de 22 e 26/11/1957 nas folhas dos recortes.
- Publicação
- 06/11/1957 — Omaha World-Herald, 06/11/1957 (Wall Street Edition) e 07/11/1957 (Sunrise Edition), conforme anotações nas folhas.
Origem e divulgação
FBI, arquivo 62-83894 SUB A (custódia); autoria: Omaha World-Herald · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_SUB_A.pdf
Páginas físicas 6, 7 e 8 conferidas no fac-símile.
Relatos relacionados e suas diferenças
Perguntas para continuar a investigação
- Qual foi o resultado final do teste do óleo pela Universidade de Nebraska?
- O Comando de Defesa Aérea ou o Projeto Blue Book deixaram relatório sobre o caso?
GEOGRAFIA DO CASO
Kearney, Nebraska
Referência aproximada da cidade citada nos recortes, posicionada pela redação. O local alegado ficava a poucas milhas da cidade; o ponto não o indica.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_SUB_A.pdf
Página física 6: recorte do Omaha World-Herald, 07/11/1957 · Páginas físicas 7 e 8: recorte do Omaha World-Herald, 06/11/1957, com foto e desenho
FBI · 124 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.