UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: 07/04/1950 (edição da revista)Local: Washington, D.C. (revista)

Washington, 1950: a U.S. News & World Report diz que os discos voadores são aeronaves da Marinha americana, e o FBI guarda a edição

A edição de 7 de abril de 1950 da revista U.S. News & World Report, guardada no arquivo do FBI, traz a matéria “Flying Saucers: The Real Story”, que defende que os discos são aeronaves reais, nascidas de um projeto de 1942, e que as provas apontam para a Marinha. É texto de revista, sem prova documental.

Arquivo do FBI
Data do evento
07/04/1950 (edição da revista)
Local
Washington, D.C. (revista)
Tema
Arquivo do FBI
Órgãos das fontes
FBI
Documentos
1 documento · 209 páginas
Leitura
4 min
Capa de revista em negativo, com o título da revista, a chamada sobre discos voadores e o retrato do presidente da Câmara Sam Rayburn.Capa de revistaPágina física 97
Capa de revista · U.S. News & World Report (exemplar arquivado pelo FBI) · Página física 97 do arquivo divulgado. Capa da U.S. News & World Report de 7 de abril de 1950, com a chamada “Flying Saucers: The Real Story”. A cópia está em negativo e traz a lista de dirigentes do FBI para circulação e anotações manuscritas. A etiqueta de endereço foi coberta por tarja. Página física 97 da Seção 5. É capa de revista, não documento do governo; a chamada de capa é uma afirmação da revista. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · FBI

O que os registros contam

A Seção 5 do arquivo do FBI guarda a edição de 7 de abril de 1950 da revista U.S. News & World Report. A capa, em cópia em negativo, chama a matéria principal “Flying Saucers: The Real Story”, ao lado de outras duas chamadas. Traz a lista de nomes de dirigentes do Bureau para circulação e a etiqueta de assinatura em nome de Hoover, que foi coberta por tarja. Uma folha de arquivo traz a anotação “File in Flying Disc file”. A matéria ocupa as páginas 13 a 15. Este dossiê traz síntese e a capa, sem tradução, por ser texto de revista.

A tese da matéria é que os discos são aeronaves reais, de um tipo revolucionário, uma combinação de helicóptero e avião a jato, tripuladas por pilotos comuns. Diz que nenhum anúncio oficial foi feito, mas que o único grande segredo que resta é quem as constrói, e que as evidências apontam para experimentos da Marinha. O subtítulo afirma que os Estados Unidos construíram o primeiro em 1942. A revista diz basear-se em testemunhos não secretos de cientistas, observadores particulares e militares.

Conforme a matéria, o primeiro modelo teria sido projetado por Charles H. Zimmerman, do NACA, em forma elíptica, com dois motores a pistão e duas hélices, velocidade máxima de 400 a 500 milhas por hora e pouso a cerca de 35 milhas por hora. A página traz duas fotografias atribuídas ao NACA, do modelo de 1942 e de um modelo reduzido testado em túnel de vento, e a revista conta que a Marinha o comprou depois do teste de 1942, que a Chance-Vought construiu um exemplar em tamanho real e que depois se divulgou que o projeto fora abandonado. O projeto descrito parece corresponder ao Vought V-173, o “Flying Pancake”; a identificação é da redação, não da revista.

Para os discos atuais, o texto reúne descrições de observadores: 105 pés de diâmetro, forma circular, bocais a jato em volta da borda, liga metálica de cor esbranquiçada, três camadas, sem lemes. Cita como base uma medição feita em abril perto da base de White Sands, a observação de pilotos de linhas aéreas sobre o Arkansas e a Geórgia, e a perseguição por caças F-51 em Fort Knox. Atribui a um engenheiro de governo não nomeado a explicação de que jatos direcionáveis dariam o controle. São inferências do autor sobre relatos publicados, e não medições conferidas.

A última página argumenta que a Força Aérea encerrou seu inquérito em dezembro de 1949 por saber de onde os discos vêm e que a Marinha gasta mais dinheiro que a Força Aérea em pesquisa secreta de mísseis, o que indicaria seus centros de pesquisa. A matéria admite que isso não pode ser provado enquanto não houver anúncio público, e que oficiais negaram com ênfase que um projeto secreto da Força Aérea fosse a causa. Ao pé aparecem ilustrações de ficção com naves espaciais, monstros e marcianos e um disco caseiro, para contrastar.

O arquivo do FBI não comenta a matéria. Poucas semanas depois, o resumo do G-2 do Exército, dossiê próprio, afirmava que os Estados Unidos não faziam experimentos com armas que pudessem ser confundidas com discos. A matéria de abril de 1950 é um exemplo de hipótese de “armas secretas americanas” que circulava na imprensa, apresentada como reportagem, e não como documento oficial.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Publicação privada de revista: este dossiê traz só a síntese e a imagem da capa, sem tradução do texto da matéria (pp. 97, 99 a 101). Traduzida a folha de arquivo da p. 98. O endereço da etiqueta de assinatura foi coberto por tarja na imagem.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 98

Seção 5, página física 98: folha de arquivo que acompanhava a revista, abril de 1950

[Folha de arquivo que acompanhava a revista, quase toda em branco.] Carimbos e anotações: "52 APR 20 1950"; carimbo "RECORDED, APR 14 1950"; número de arquivo manuscrito "62-83894-[parcialmente ilegível]". Anotação manuscrita: "File in Flying Disc file" (arquivar no arquivo de discos voadores), seguida de iniciais e de "file 5" ou palavra semelhante [ilegível].

Nota editorial: Folha de arquivo, quase em branco, com a instrução de arquivar a revista de 7 de abril de 1950 no arquivo de discos voadores.

Conferir original em inglês
[folha de arquivo; carimbos e anotações manuscritas]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 98, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
Não estabelecida — Não se aplica: a matéria trata de relatos de 1947 a 1950 e de um projeto de 1942.
Documento
14/04/1950 — Carimbo de registro do FBI de 14/04/1950 na folha de arquivo.
Publicação
07/04/1950 — Edição de 7 de abril de 1950, páginas 13 a 15.

Origem e divulgação

Federal Bureau of Investigation (arquivo 62-HQ-83894) · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_5.pdf

Páginas físicas 97 a 101 da Seção 5 do arquivo 62-HQ-83894.

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • De onde a revista tirou a descrição dos discos de 105 pés de diâmetro?

GEOGRAFIA DO CASO

Washington, D.C. (revista)

A matéria reúne relatos de vários locais, sem um local único.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_5.pdf

    Páginas físicas 97 a 101: capa da edição de 07/04/1950 (p. 97), folha de arquivo (p. 98) e páginas 13 a 15 da matéria “Flying Saucers: The Real Story” (pp. 99 a 101)

    FBI · 209 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

Voltar ao arquivo ↗
Teletipo urgente do FBI de Phoenix sobre o objeto visto em 29 de junho de 1950.Teletipo do FBI

Arquivo do FBI1950Local: Phoenix, Arizona, EUA; perdido de vista a cerca de 20 milhas ao norte de Blythe, Califórnia

Dossiê completo

Phoenix, 1950: objeto visto por moradores e seguido por um B-29 é identificado como balão

Um objeto no céu de Phoenix foi visto por muitos moradores, captado por radar e seguido por um bombardeiro B-29. Dias depois, a Força Aérea encerrou o caso: um piloto de caça que subiu até 47 mil pés o descreveu como um balão com instrumentos.

Abrir o caso
Teletipo do FBI de Houston de 4 de julho de 1950.Teletipo do FBI

Arquivo do FBI1950Local: Campo a cerca de 100 jardas a noroeste do aeroporto municipal de Alice, Texas, EUA

Dossiê completo

Alice, Texas, 1950: "disco voador" achado perto do aeroporto era brincadeira de mecânicos

No feriado de 4 de julho de 1950, um objeto elíptico com antenas, aberturas e a inscrição "não toque" apareceu perto do aeroporto de Alice. Em poucas horas, a polícia descobriu que era feito de pedaços de asas de avião soldados por mecânicos do próprio aeroporto.

Abrir o caso

SUA ESCOLHA

Você pode navegar por todo o arquivo sem aceitar medição. O Google Analytics só carrega quando você autoriza a medição de visitas. Você pode recusar ou mudar sua escolha a qualquer momento.

Ler política de privacidade