Data: 08/04/1956, à noiteLocal: Entre Albany e Oswego, Nova York, EUA, a partir de Schenectady; o voo seguiu até a margem sul do lago Ontário
Schenectady, Nova York, 1956: pilotos da American Airlines seguem uma luz até o lago Ontário enquanto a Força Aérea pede que mantenham o rumo
O comandante Raymond Ryan e o primeiro oficial William Neff, da American Airlines, contaram na TV que uma luz muito forte, primeiro parada sobre Schenectady, atravessou o céu e ficou à frente do avião, e que a Base de Griffiss pediu que abandonassem a escala em Syracuse para segui-la. A transcrição está no relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA.
- Data do evento
- 08/04/1956, à noite
- Local
- Entre Albany e Oswego, Nova York, EUA, a partir de Schenectady; o voo seguiu até a margem sul do lago Ontário
- Tema
- Arquivo da CIA
- Órgãos das fontes
- CIA
- Documentos
- 1 documento · 186 páginas
- Leitura
- 11 min
Página do relatório NICAPPágina física 47FONTES DOCUMENTAIS · CIA
O que os registros contam
A fonte é a transcrição parcial de uma entrevista gravada no programa "Meet the Millers", da WBEN-TV de Buffalo, em 16 de abril de 1956, publicada pela NICAP no relatório The UFO Evidence, de 1964. A entidade diz guardar a fita. Participam o comandante Raymond Ryan e o primeiro oficial William Neff, da American Airlines, e Bruce Foster, engenheiro da Bell Aircraft. A CIA guardou uma cópia do relatório. Não há no texto documento da Força Aérea ou da aviação civil sobre o caso: tudo vem das palavras dos pilotos na TV.
Segundo os pilotos, o voo regular saía de Nova York e fazia escalas em Albany, Syracuse e Rochester até Buffalo, em 8 de abril de 1956. Logo depois da decolagem em Albany, numa curva à esquerda, viram sobre Schenectady uma luz branca muito brilhante, como um avião com faróis acesos, que parecia parada. Desviaram para passar ao sul, a duas ou três milhas, e a luz ficou junto à ponta da asa. Então, contam, ela percorreu um arco de 90 graus e foi direto para oeste. Ryan estimou a velocidade inicial em 800 a 1.000 milhas por hora, "muito mais rápido que um jato".
A uns 8 a 10 milhas a oeste, a luz apagou por um momento e voltou como luz laranja. Os pilotos chamaram a Base Aérea de Griffiss, cujo radar, segundo eles, estava desligado e levaria 30 minutos para ser ligado. A pedido da base, acenderam e apagaram as luzes do avião; os observadores da torre disseram ter "uma silhueta definida à vista ao sul do campo". Neff afirma que Watertown e a torre de Albany, com um homem da Força Aérea e um da aviação civil, também viram a luz. A comissária, chamada à cabine, viu-a depois que acelerou.
Griffiss pediu a identificação do avião e, segundo Ryan, mandou abandonar temporariamente o pouso em Syracuse e manter rumo e altitude, enquanto chamava caças. O avião, a cerca de 250 milhas por hora, seguiu a luz até Oswego, na margem sul do lago Ontário, sem avisar os passageiros. Depois de 10 a 12 minutos os jatos ainda não tinham decolado. A luz, sobre a água, teria ganhado velocidade para noroeste, rumo a Toronto. Perguntados se tinha forma de disco, os pilotos disseram que não viram forma definida, só uma luz brilhante.
Neff descartou uma estrela porque havia nuvens naquela noite e um jato porque não ficaria tanto tempo em baixa altitude. São avaliações dos pilotos. O horário exato não é dado, e a transcrição tem trechos marcados como inaudíveis e cortes. A tabela de pilotos da NICAP resume o caso como luz forte que pairou e cruzou um arco de 90 graus. Sem registro da Força Aérea, do radar ou das torres citadas, o episódio continua sendo o relato da tripulação, contado oito dias depois na televisão.
Em outra parte do mesmo relatório, sobre o sigilo da Força Aérea, a NICAP volta ao caso e acrescenta o que aconteceu depois da entrevista. Segundo a entidade, uma folha informativa da Força Aérea de 1963 concluiu que o objeto era o planeta Vênus, apesar de Ryan ter descrito um arco de 90 graus da ponta da asa até a frente do avião. A NICAP diz ter pedido investigação à Administração da Aeronáutica Civil e ao Conselho de Aeronáutica Civil; esses órgãos e a própria American Airlines teriam negado que o comandante saiu da rota, e a Força Aérea não admitiria ter pedido que ele seguisse a luz. Essas versões contradizem o que os pilotos contaram na televisão, e o relatório não reproduz as respostas oficiais, só as resume.
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LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
O relatório The UFO Evidence é publicação privada da NICAP, guardada pela CIA, e não documento oficial. Por isso as páginas do caso aparecem em síntese fiel em português, um bloco por página, sem transcrição nem tradução integral, com no máximo uma citação curta. As páginas são mostradas como imagem recortada. A transcrição da entrevista de TV também é material privado e não foi traduzida na íntegra: as páginas 47 e 48 aparecem em síntese, com citações curtas no texto. A página 47 inteira é mostrada como imagem. Os demais casos das páginas 47 e 48 (Jacoby, Roe, Miller, Brosdal, Flynn, Dunker e Killian) ficaram de fora deste dossiê.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 42
Linha da tabela de pilotos, página física 42 (síntese)
Na tabela de avistamentos de pilotos, com código AL (piloto de companhia aérea), a linha de 8 de abril de 1956, Schenectady, Nova York, cita o comandante Raymond Ryan e o primeiro oficial William Neff, da American Airlines, e resume: fonte de luz brilhante pairou e disparou por um arco de 90 graus.Conferir original em inglês
[p. 42: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 42, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 47
Introdução e transcrição da entrevista, página física 47 (síntese da parte sobre o caso)
Sob o título "Avião comercial segue UFO", a NICAP diz que em 8 de abril de 1956 uma luz muito brilhante foi seguida através do estado de Nova York por um avião da American Airlines, pilotado por Raymond Ryan e William Neff, e que a perseguição foi descrita por rádio a controladores da Força Aérea e civis. O relato vem do programa "Meet the Millers", da WBEN-TV de Buffalo, de 16 de abril de 1956, com fita guardada pela NICAP. Na entrevista, os pilotos dizem que o voo era a linha regular Nova York, Albany, Syracuse, Rochester e Buffalo; que, saindo de Albany, viram sobre Schenectady uma luz muito brilhante, aparentemente parada; que passaram a duas ou três milhas e ela ficou na ponta da asa; que ela percorreu um arco de 90 graus para oeste a 800 a 1.000 milhas por hora, segundo Ryan; que a comissária a viu depois; que a luz apagou e voltou laranja; que chamaram Griffiss, cujo radar levaria 30 minutos para ligar; que a torre disse ver "uma silhueta definida" ao sul do campo; que Watertown e Albany também a viram; e que Griffiss mandou abandonar a escala seguinte e manter rumo e altitude, enquanto chamava caças.Nota editorial: Os pontilhados da transcrição são cortes do próprio relatório.
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[p. 47: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 47, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 48
Final da transcrição, página física 48 (síntese da parte sobre o caso)
Neff diz que a luz estava baixa, até para um jato, que havia nuvens naquela noite, o que excluiria uma estrela, e que um jato gastaria muito combustível em baixa altitude. Ryan diz que voavam a cerca de 250 milhas por hora. Seguiram até Oswego, na margem sul do lago Ontário, passando da escala em Syracuse, sem avisar os passageiros. Griffiss dizia que os caças estavam "quase decolando", mas depois de 10 a 12 minutos ainda não tinham saído. A luz foi para noroeste, em direção a Toronto, e sumiu rapidamente sobre a água. Perguntados sobre a forma, Ryan diz que não sabe e Neff, que era só uma luz brilhante, sem forma definida.Nota editorial: Trechos marcados "(garbled)" no original estão inaudíveis na transcrição.
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[p. 48: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 48, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 115
Página física 115 (impressa 111), página inteira: quadro “USAF statements / NICAP rebuttals”, bloco “Blue Book: ‘Scientific & Objective’”
A página continua o quadro em duas colunas: à esquerda, declarações da Força Aérea; à direita, réplicas da NICAP. Bloco Blue Book: científico e objetivo.
1) Folha de fatos de novembro de 1957: alguns casos, pelas informações recebidas, são de natureza estranha, com movimentos erráticos e velocidades fenomenais que não podem ser atribuídos a aviões, balões ou fontes astronômicas; acredita-se que sejam reflexos, e não objetos, projetados em nuvens e névoa a partir do solo ou do ar por coisas muito refletoras, como balões, aviões e nuvens. Réplica: para a NICAP, a lógica da Força Aérea é que, se algo supera aviões e balões, não pode ser objeto sólido; a investigação dita objetiva nega que os OVNIs possam manobrar como relatado, concluindo na prática que todas as testemunhas se iludiram, e nem considera a hipótese de tecnologia superior ou de naves espaciais; procura o fenômeno convencional mais parecido e, se não acha, recorre a teorias especulativas de reflexo de luz.
2) Coronel George M. Lockhart, da Divisão de Consultas do Congresso, ao senador Harrison A. Williams Jr., 21/02/1963: a Força Aérea não investiga a menos que o caso lhe seja relatado diretamente. Réplica: uma investigação científica buscaria dados objetivos e quantitativos e não ignoraria dados valiosos só por não virem pelos canais oficiais.
3) Major Maston M. Jacks, Divisão de Informação Pública, a Richard Hack, 31/12/1963: quatro quadros do filme feito por Díaz na Venezuela (dezembro de 1962, seção VIII) foram enviados para avaliação, mas sem os negativos, e sem eles foi impossível investigar. Réplica: não existe negativo de filme de cinema; a NICAP pediu a seu conselheiro em Caracas, Dr. Askold Ladonko, que voltasse a falar com Díaz; o filme fora emprestado ao adido aéreo com permissão para fazer cópias ou fotos e voltou intacto, sem quadros faltando; o adido aparentemente não copiou o filme, só fez quatro fotos.
4) Salem, Massachusetts, 16/07/1952: o major Carl R. Hart, a George D. Fawcett, 12/02/1963, atribui as imagens das fotos feitas pela Guarda Costeira a dupla exposição; o major Jacks, a John P. Speights, 05/08/1963, atribui os objetos a reflexos de luz na janela pela qual as fotos foram tiradas (duas explicações diferentes para o mesmo caso).
5) Long Beach, 05/11/1957 (seção XII): o major Jacks, a Herbert S. Taylor, 18/11/1963, avalia o caso como possíveis reflexos do sol ou de relâmpagos em gelo laminado, acrescentando que havia um balão na área e dez aviões nas proximidades. Réplica: exemplo de explicação do tipo espingarda para seis objetos circulares brilhantes que faziam curvas fechadas e manobras; puro palpite, um dos muitos casos da onda de novembro de 1957 que a Força Aérea lista como explicados.
6) Comandante Raymond Ryan, da American Airlines, avistamento de 08/04/1956: segundo folha de fatos de 1963, a Força Aérea concluiu que o objeto era o planeta Vênus. Réplica: numa descrição gravada, Ryan diz que o OVNI percorreu um arco de 90 graus desde a ponta da asa até ficar bem à frente, e os operadores da torre relataram ver a silhueta de um OVNI (transcrição na seção V).
7) Great Falls, Montana, 15/08/1950: o major Hart, a Fawcett, 12/02/1963, diz que os objetos do filme foram identificados como aviões F-94. Réplica: os F-94 foram vistos pelo fotógrafo atrás dele, pousando; a análise fotogramétrica (seção VIII) diz que vários fatores tornam essa hipótese bem forçada, e a persistência do reflexo exigiria uma coincidência muito rara de manobra.
8) Aeroporto de Washington, julho de 1952: o major-general W. P. Fisher, diretor de Ligação Legislativa, ao senador Kenneth B. Keating, 19/06/1959, diz que os relatórios do ATIC registram ecos de radar causados por inversão de temperatura. Réplica: Fisher omitiu que observações visuais muitas vezes coincidiram com os ecos, que a inversão era insuficiente e que o Blue Book classificou os casos como desconhecidos, ao contrário do anunciado na época (Ruppelt, p. 226; seção XII).
9) Fisher ao senador A. S. Mike Monroney, 04/06/1959: a Força Aérea acha que audiências públicas dariam ao tema uma dignidade desproporcional, beneficiariam sensacionalistas e editores de ficção científica e não ajudariam a tirar a aura de mistério dos OVNIs. Réplica: nada tiraria essa aura mais depressa do que audiências no Congresso; se a Força Aérea acredita que provaria seu caso, o suposto mito acabaria; oportunistas prosperam com a confusão, e a recusa em dar detalhes alimenta o mistério.
10) Coronel Carl M. Nelson ao senador Philip A. Hart, 08/04/1960: a Força Aérea tem a tarefa enorme de defender o país contra sistemas de armas que sabe existirem, e desviar homens e dinheiro para um programa muito ampliado de investigação e defesa contra OVNIs seria, na opinião dela, “grosseiramente imprudente”. Réplica: as cartas mostram a verdadeira divergência entre a Força Aérea e seus críticos científicos; ninguém nega a importância da defesa, mas os OVNIs são avaliados só como ameaça potencial e, afastada a ameaça, recebem prioridade baixa; falta a investigação científica posterior, e a Força Aérea não deveria fazer um trabalho para o qual (continua na página seguinte).Nota editorial: A coluna do caso Ryan começa sob o carimbo de liberação (“Re: April 8, 1956 sighting by Capt. Raymond Ryan…”).
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[p. 115: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 115, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 121
Página física 121 (impressa 117), coluna esquerda, fim, e nota no alto da coluna direita: “The Ryan Case”
Caso Ryan: em 08/04/1956, um voo da American Airlines que seguia para oeste atravessando o estado de Nova York viu e seguiu um OVNI. Depois de avisar uma base da Força Aérea próxima, o piloto, comandante Raymond Ryan, recebeu pedido para seguir o OVNI até que interceptadores a jato chegassem. Numa entrevista gravada (transcrição na seção V), Ryan admitiu ter saído da rota e seguido o objeto até Oswego, Nova York, na margem do lago Ontário, antes de desistir da perseguição. Embora Ryan tenha dito que o OVNI percorreu um arco de 90 graus desde a ponta da asa até ficar bem à frente, a Força Aérea atribuiu depois o avistamento ao planeta Vênus. A NICAP pediu investigação à então Administração da Aeronáutica Civil (CAA) e ao Conselho de Aeronáutica Civil (CAB). A CAA, o CAB e a American Airlines negaram que Ryan tivesse saído da rota, e a Força Aérea não admite ter pedido que ele seguisse o OVNI. A entrevista gravada e o restante da documentação estariam nos arquivos da NICAP.Nota editorial: A frase final (“[Taped interview of Capt. Ryan and all other documentation, on file at NICAP]”) continua no alto da coluna direita, sob o carimbo de liberação.
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[p. 121: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 121, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 08/04/1956 — Data dada pela NICAP e pela tabela; horário não informado (à noite, segundo o contexto da entrevista).
- Documento
- 16/04/1956 — Data da entrevista no programa "Meet the Millers", WBEN-TV, Buffalo.
- Publicação
- 1964 — The UFO Evidence, NICAP, 1964; cópia liberada pela CIA em 02/04/2001.
Origem e divulgação
NICAP (National Investigations Committee on Aerial Phenomena), entidade civil privada; compilação The UFO Evidence (1964). Cópia guardada pela CIA (série CREST, CIA-RDP81R00560R000100010001-0, liberada em 02/04/2001). · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
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Perguntas para continuar a investigação
- Há registro na Base de Griffiss ou no Projeto Blue Book do alerta e do pedido de caças em 8 de abril de 1956?
- A torre de Albany ou a de Watertown registraram a observação citada pelos pilotos?
- A que horas exatamente o voo decolou de Albany, e que astros brilhantes estavam visíveis a oeste naquela hora?
GEOGRAFIA DO CASO
Schenectady, Nova York
Referência aproximada da cidade sobre a qual a luz foi vista primeiro, posicionada pela redação. A observação continuou em voo até Oswego, no lago Ontário; o ponto não indica a posição da luz.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
Páginas físicas 42 (tabela de pilotos), 47 e 48 (transcrição de entrevista de TV com os pilotos), do relatório NICAP The UFO Evidence (1964), cópia da CIA
CIA · 186 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


