Data: 09/08/1960, das 13h45 a pouco depois das 15h (fotos entre 14h30 e 14h40, hora de verão do Pacífico)Local: Praça do centro cívico de San Francisco, Califórnia, EUA
San Francisco, 1960: Jay Rees fotografa por quase uma hora um objeto luminoso, e a NICAP conclui que era provavelmente um balão de pesquisa
Segundo o relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, Jay Rees viu e fotografou em San Francisco um objeto circular e muito luminoso que cruzou o céu para oeste contra o vento. Depois de análises de dois consultores e de técnicos de balões da General Mills, a NICAP concluiu que o objeto provavelmente era um grande balão de pesquisa de plástico a 60.000 pés ou mais.
- Data do evento
- 09/08/1960, das 13h45 a pouco depois das 15h (fotos entre 14h30 e 14h40, hora de verão do Pacífico)
- Local
- Praça do centro cívico de San Francisco, Califórnia, EUA
- Tema
- Arquivo da CIA
- Órgãos das fontes
- CIA
- Documentos
- 1 documento · 186 páginas
- Leitura
- 8 min
Página do relatório NICAPPágina física 99FONTES DOCUMENTAIS · CIA
O que os registros contam
A fonte deste dossiê é o relatório "The UFO Evidence", publicado em 1964 pela NICAP (National Investigations Committee on Aerial Phenomena), entidade civil americana de pesquisa de óvnis. Uma cópia ficou no arquivo CREST da CIA e foi liberada em 2001, o que prova que a agência guardou o livro, não que o escreveu ou o validou. Nas páginas físicas 99 e 100, o caso fotográfico 51 é apresentado como um dos poucos com condições ideais de análise: uma testemunha inteligente que viu e fotografou bem um objeto incomum, cooperação total com os analistas e relatórios formais detalhados. Na lista da página 92, porém, o caso recebe a classificação (X), reservada a avaliações duvidosas ou negativas, com o código de fotos coloridas analisadas pela NICAP.
Segundo o relato, Jay Rees viu o objeto às 13h45 de 9 de agosto de 1960, com outras pessoas, na praça do centro cívico de San Francisco. Ele seguia devagar para oeste acima de nuvens esparsas que o vento oeste empurrava para leste. Rees observou por meia hora, foi em casa buscar uma câmera Zeiss Tessar de 35 mm com filme Kodachrome e, entre 14h30 e 14h40, fez 12 fotos, incluindo sempre objetos no primeiro plano como referência. Com binóculo 8x30, viu um objeto perfeitamente circular e muito luminoso, com um ponto mais brilhante na borda oeste. Depois das 15h, o objeto sumiu no brilho do sol.
Rees deu seis razões contra a hipótese de balão: o brilho, que parecia emitido e não refletido; o vento oeste forte; o sumiço repentino perto do sol, sem notícia de balão caído; a ausência de alongamento, cabos ou carga visíveis no binóculo; a impressão de rotação; e o ponto brilhante sempre voltado para oeste. O consultor Max B. Miller, com Robert C. Beck, mediu as imagens, de 0,07 a 0,09 mm nos slides, e estimou cerca de 4 a 5 minutos de arco de diâmetro aparente. A 50.000 pés e 70 graus de elevação, isso daria uns 82 pés de diâmetro.
Miller descartou Vênus, avião, ave, nuvem, papel levado pelo vento e balões meteorológicos pequenos. O Serviço Meteorológico, a Marinha e a Força Aérea informaram que não tinham balões na área, e os ventos até 50.000 pés sopravam de oeste, contra o movimento observado; a 60.000 pés, a leitura mais alta, o vento era de leste, a 9 nós. Miller admitiu que não estava descartada a hipótese de um balão de pesquisa de grande altitude. As fotos foram então para o subcomitê da NICAP em Minneapolis, onde Wallace Roepke, ex-integrante do programa de balões Skyhook da General Mills, e o astrônomo Hub T. Sherman ouviram técnicos de balões.
Os técnicos informaram que os registros de lançamento de balões eram destruídos 72 horas depois, que alguns balões sobrevivem dias ou semanas depois de soltar a carga e que, no alto, ficam quase esféricos. Um consultor achou que o objeto era com certeza um balão a cerca de 100.000 pés; o sumiço podia ser explicado pelo brilho do sol, pela iluminação por trás ou por uma explosão. Dos seis especialistas da General Mills, quatro se inclinaram pelo balão e dois não opinaram. A conclusão da NICAP é que o objeto provavelmente era um grande balão de pesquisa de plástico a 60.000 pés ou mais, e que o ponto brilhante poderia ser uma ruptura parcial.
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LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Publicação privada (relatório The UFO Evidence, da NICAP, 1964): o texto em inglês não é reproduzido nem traduzido na íntegra. Cada bloco de translations traz, em português, uma síntese fiel do trecho ou da página indicada (prosa da NICAP) ou a tradução linha a linha (tabelas, listas e mensagens oficiais reproduzidas), com no máximo uma citação curta. As imagens são recortes das páginas do relatório. Para este caso foram sintetizados o caso fotográfico 51 nas páginas 99 (desde o início, no pé da coluna da esquerda) e 100 (alto da coluna da esquerda) e traduzida a entrada da lista da página 92. As 12 fotos de Rees não estão reproduzidas no relatório. As páginas 99 e 100 inteiras, com os outros casos fotográficos, estão sintetizadas no dossiê documental do relatório.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 92
Página física 92, entrada 51 da lista de casos fotográficos (trecho)
Classificação (X): duvidoso ou avaliação negativa. Entrada 51: 9 de agosto de 1960, Jay Rees, San Francisco, Califórnia. Código: cS/AN (fotografia colorida; analisada pela NICAP).Conferir original em inglês
[p. 92: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 92, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 99
Página física 99, caso fotográfico 51 (pé da coluna da esquerda e coluna da direita, trecho)
A NICAP apresenta o caso como um dos poucos com condições ideais de análise: testemunha inteligente que viu e fotografou bem um objeto incomum; cooperação total entre testemunha e analistas; relatórios formais detalhados. Rees viu o óvni às 13h45 (hora de verão do Pacífico) de 9 de agosto de 1960, com outras testemunhas, na praça do centro cívico. O objeto ia devagar para oeste acima de nuvens esparsas levadas para leste por vento oeste de 10 a 20 milhas por hora (segundo os jornais); o movimento relativamente rápido descartava explicação astronômica e o rumo do vento parecia descartar balão. Depois de 30 minutos, com o objeto a uns 70 graus acima do horizonte sudeste, Rees foi em casa buscar a câmera Zeiss Tessar 2.8 de 35 mm, lente de 45 mm, filme Kodachrome, achou um ponto com abertura nas nuvens e fez 12 fotos seguidas, sempre com referências no primeiro plano. Ele variou exposição e abertura (de 1/500 a 1/125 e de f/5,6 a f/14); as fotos são de 14h30 a 14h40, com o objeto ainda indo para oeste contra o vento, perto do zênite; em quase uma hora, cerca de 45 graus de céu percorridos. Pelo binóculo 8x30 o objeto era perfeitamente circular, sem detalhes, muito luminoso, visível através de nuvens finas (o que um slide confirma), com um ponto mais brilhante na borda oeste; depois das 15h sumiu nos raios do sol. Seis argumentos de Rees contra o balão: brilho excessivo para um balão de plástico opaco; vento oeste forte; sumiço repentino perto do sol, sem notícia de balão pousado; nenhum alongamento, carga ou cabo visível; impressão de rotação em torno do eixo vertical; o ponto brilhante sempre voltado para oeste (confirmado nas ampliações). Max B. Miller, com Robert C. Beck, analisou as fotos e checou registros: não havia balões do Serviço Meteorológico, da Marinha ou da Força Aérea na área; ventos até 50.000 pés eram de oeste, incompatíveis com o movimento, mas a 60.000 pés (leitura mais alta) eram de leste, a 9 nós. Imagens de 0,07 a 0,09 mm nos slides; diâmetro angular de 4,2 a 5,4 minutos de arco; Vênus descartado (pequeno demais e perto demais do sol); a 50.000 pés e 70 graus de elevação, o objeto teria cerca de 82 pés. A primeira reação de Miller foi a de um balão; a carta do Serviço Meteorológico não excluía um Skyhook; Marinha e Força Aérea disseram não ter balões na área. Nem a Força Aérea nem os jornais locais tinham registro de avistamento naquela data, e não surgiram outras testemunhas além do grupo da praça. Miller achou bem fundadas as objeções de Rees, observando que o apêndice pendurado nesses balões deveria aparecer, mas recomendou consultar alguém experiente em rastrear balões. Ele considerou eliminados avião, ave, nuvem, papel levado pelo vento e balões meteorológicos; continuou de pé a possibilidade de um balão de pesquisa de grande altitude.Conferir original em inglês
[p. 99: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 99, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 100
Página física 100, alto da coluna da esquerda: fim do caso 51 (trecho)
As fotos foram entregues ao subcomitê da NICAP em Minneapolis, porque um de seus membros, Wallace Roepke, tinha trabalhado no programa de balões de pesquisa atmosférica Skyhook e ainda estava ligado à General Mills; o subcomitê tinha outros cientistas e um fotógrafo profissional, e Roepke enviou relatório detalhado. Com pessoal experiente em balões, Roepke e Hub T. Sherman (presidente do subcomitê, astrônomo de formação) reuniram três fatos: 1) os aeroportos são avisados dos lançamentos, mas os registros são destruídos 72 horas depois; 2) a liberação da carga costuma fazer o balão subir de repente e explodir ou se fragmentar, mas há casos anômalos em que ele sobrevive dias ou semanas; 3) os balões ficam quase esféricos na altitude máxima, onde pouca gente os vê, e têm forma de gota mais abaixo. Assim, não havia como verificar se havia um balão de pesquisa da General Mills. Um consultor achou que o óvni era com certeza um balão a cerca de 100.000 pés; observou-se que o rumo aparente dos balões engana por causa do movimento das nuvens; o sumiço pode ser explicado pela proximidade do brilho do sol, pelo reflexo do lado de trás ou por explosão. Conclusão de Roepke: um investigador concluiu que nada de significativo no caso mostra que não foi um balão; um considerou que, com toda a probabilidade, foi um balão; dois consideraram que foi um balão; dois não se comprometeram. Quatro dos seis cientistas e técnicos da General Mills pendiam fortemente para o balão. Diante disso e da falta de manobras que não pudessem ser atribuídas a um balão, a NICAP conclui que o óvni "probably was a large plastic research balloon" a 60.000 pés ou mais; seria um dos casos anômalos em que o balão não explodiu ao soltar a carga, e o ponto brilhante poderia ser uma ruptura parcial resultante da subida brusca.Conferir original em inglês
[p. 100: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 100, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 09/08/1960 — Data e horários dados pelo relato de Rees: primeira observação às 13h45 (PDT), fotos das 14h30 às 14h40, sumiço depois das 15h.
- Documento
- 02/04/2001 — Data do carimbo de liberação CREST impresso nas páginas (Approved For Release 2001/04/02).
- Publicação
- 1964 — Ano de publicação do relatório "The UFO Evidence" pela NICAP (maio de 1964).
Origem e divulgação
National Investigations Committee on Aerial Phenomena (NICAP), organização civil americana; relatório privado "The UFO Evidence" (1964), editado por Richard H. Hall. Cópia guardada no arquivo CREST da CIA (CIA-RDP81R00560R000100010001-0, liberada em 02/04/2001); a CIA guardou, não produziu nem validou o texto · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
CIA CREST, CIA-RDP81R00560R000100010001-0, liberação de 02/04/2001 ↗ — undefined
Perguntas para continuar a investigação
- As 12 fotos coloridas de Jay Rees e os relatórios de Max B. Miller e Wallace Roepke foram preservados?
- Havia lançamento de balão Skyhook ou de outro balão de pesquisa nos dias anteriores a 09/08/1960 que explique o objeto?
GEOGRAFIA DO CASO
Centro cívico de San Francisco, Califórnia
Referência aproximada à cidade, posicionada pela redação. Indica o lugar da testemunha, não a posição do objeto, estimado a dezenas de milhares de pés de altitude.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf
Página física 92: entrada 51 da lista de casos fotográficos (Jay Rees), com classificação e código · Página física 99: caso fotográfico 51, relato de Jay Rees e análise de Max B. Miller · Página física 100: fim do caso 51, parecer do subcomitê da NICAP em Minneapolis e conclusão da NICAP
CIA · 186 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


