UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

12/07/1947 (ensaio); 30/07/1947 (entrevista do CIC) / Oklahoma City, Oklahoma, EUA

Oklahoma City, 1947: advogado diz ter resolvido o mistério dos discos com reflexos de carro

Em julho de 1947, um advogado de Oklahoma City escreveu ao Departamento de Guerra afirmando que os discos voadores eram reflexos de objetos brilhantes em janelas de carros e vidros de aviões. O CIC do Exército o entrevistou e o ensaio foi parar no arquivo do FBI.

Arquivo do FBI
Data do evento
12/07/1947 (ensaio); 30/07/1947 (entrevista do CIC)
Local
Oklahoma City, Oklahoma, EUA
Tema
Arquivo do FBI
Órgãos das fontes
FBI
Documentos
1 documento · 126 páginas
Leitura
15 min
Página datilografada com o título Flying Saucer Mystery Solved e a data 12 de julho de 1947.DocumentoPágina física 56
Documento · Ensaio datilografado de Dan Nelson, anexo a memorando do CIC do Exército (OCAMA) · Página física 56 do arquivo divulgado. Primeira página do ensaio "Flying Saucer Mystery Solved", datado de 12 de julho de 1947. Mostra o título e o início do argumento de Nelson: os discos seriam reflexos de objetos brilhantes nas janelas de carros e nos vidros de aviões. Página física 56 do Serial 130. Mostra que a explicação por reflexos circulava em julho de 1947 e chegou ao arquivo do FBI; não prova que ela valha para os avistamentos específicos de pilotos e testemunhas. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · FBI

O que os registros contam

Em 12 de julho de 1947, o advogado Dan Nelson, de Oklahoma City, datilografou um ensaio de sete páginas chamado "O mistério dos discos voadores resolvido". Segundo o memorando do Exército, ele tinha 53 anos, era veterano da Primeira Guerra e representava uma empresa de parquímetros. Em 19 de julho escreveu ao Departamento de Guerra; a resposta, de 23 de julho, dizia apenas que a carta fora encaminhada às Forças Aéreas. Sem mais notícias, em 29 de julho ele entregou sua declaração ao jornal Daily Oklahoman.

A tese é simples. Nelson diz que basta dirigir com a janela lateral de ventilação aberta a cerca de 45 graus, à tarde ou ao anoitecer, para ver discos "voando" no vidro: são reflexos do sol em maçanetas, anéis ou faróis, e de luzes de rua que ficaram para trás. Para ele, a vibração do carro dá a impressão de giro, o movimento do veículo dá a impressão de velocidade, e vários reflexos de um mesmo objeto se movem juntos, como uma formação. Ele sugere que os pilotos viram o mesmo efeito na cobertura da cabine ou no para-brisa.

O ensaio traz experiências que o leitor pode repetir: nove discos prateados refletidos na maçaneta traseira do carro do autor, em duas fileiras de quatro com um na frente, e até três discos de uma lâmpada vista por uma janela de corredor. Ele também atribui os clarões no céu a reflexos de sol em aviões e conclui que outros relatos vieram de imaginação, histeria ou trotes. Tudo isso é argumento do próprio Nelson; o arquivo não traz nenhum teste feito por órgão oficial.

O agente Kalman D. Simon, do CIC, anotou que Nelson não havia falado com ninguém que tivesse de fato visto discos: a teoria se baseia em suas experiências ao volante e nas notícias. Isso limita o alcance da explicação. Ela pode servir para luzes que "correm" ao lado de um carro em movimento, mas não dá conta de objetos vistos por pilotos, por radares ou por testemunhas paradas. O documento mostra, sobretudo, que a explicação por reflexos já circulava entre o público e chegou ao arquivo do FBI ainda no primeiro mês da onda de 1947.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Todas as páginas do caso (54 a 62 do Serial 130) foram traduzidas na íntegra. O endereço residencial de Nelson ficou omitido. Nenhum jornal foi transcrito: a declaração ao Daily Oklahoman é só mencionada pelo memorando.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 54

Página 54 (girada 90 graus): memorando do CIC de Oklahoma City, 30/07/1947, início

CENTRO DE MATERIAL AÉREO DE OKLAHOMA CITY (OCAMA), TINKER FIELD. 30 de julho de 1947. MEMORANDO PARA O OFICIAL DE SEGURANÇA, OCAMA. Assunto: DAN NELSON, advogado, Edifício Perrine, sala 926, Oklahoma City. Ref.: Mistério dos discos voadores resolvido. Em 30 de julho de 1947, DAN NELSON foi entrevistado em seu escritório, no Edifício Perrine, sala 926, a respeito da suposta solução do mistério dos discos voadores. O entrevistado, de 53 anos, exerce a advocacia e é representante da Dual Parking Meter Company. Disse ser casado e ter dois filhos, de sete e dez anos, moradores em [endereço residencial omitido]. Nelson disse ter sido sargento na Primeira Guerra, ferido em ação na Companhia L do 58º de Infantaria, e que antes de entrar no serviço tinha só o ensino fundamental (oitava série). Depois, completou os estudos e formou-se pela Universidade de Oklahoma em 1929. Desde 1929 exerce a advocacia geral em Norman e em Oklahoma City. Disse ter avisado o Departamento de Guerra por carta em 19 de julho de 1947 sobre suas descobertas. Recebeu resposta datada de 23 de julho dizendo que a carta fora encaminhada às Forças Aéreas. Nelson afirmou não ter tido mais notícias do Departamento de Guerra até 29 de julho de 1947, quando divulgou sua declaração ao jornal local "Daily Oklahoman". Explicou que a base de sua teoria vinha de experiências simples feitas ao dirigir o automóvel. Disse acreditar que muita gente viu luzes ou objetos brilhantes projetados nos para-brisas e nas janelas laterais de ventilação do carro e refletidos como um objeto em forma de disco ou pires. Afirmou que o movimento do automóvel, o fato de o vidro não ser um espelho perfeito e os objetos que passam davam a esses reflexos aparência de grande velocidade. Disse que a vibração do carro dava aos objetos a aparência de rotação e de forma achatada, de pires. Nelson afirmou que qualquer número de objetos pode ser visto, conforme a direção em que o carro anda e o número de objetos brilhantes refletidos na janela. Acrescentou que esses objetos podem ser vistos até numa janela comum de uma casa, conforme a iluminação

Nota editorial: Página conferida na imagem (documento girado 90 graus). Nome, sala 926 e idade 53 confirmados no fac-símile. Endereço residencial omitido por decisão editorial.

Conferir original em inglês
OKLAHOMA CITY AIR MATERIEL AREA, TINKER FIELD, OKLAHOMA CITY, OKLAHOMA. 30 July 1947. MEMORANDUM FOR THE SECURITY OFFICER, OCAMA. Subject: DAN NELSON, Attorney-at-Law, 926 Perrine Building, Oklahoma City, Oklahoma. Re: Flying Saucer Mystery Solved. On 30 July 1947 DAN NELSON was interviewed at his office, 926 Perrine Building, Oklahoma City, Oklahoma, relative to his alleged solving of the Flying Saucer Mystery. Subject, whose age is 53, is at present engaged in practicing law and is the agent for the Dual Parking Meter Company. Subject advised he is married and has two sons, ages seven and ten, residing at [endereço residencial omitido]. Nelson stated he was a sergeant in World War I, being wounded in action while serving with Company L, 58th Infantry, and that before entering the service he had an eighth grade education. After leaving the service he finished his education and graduated from the University of Oklahoma in 1929. He advised that since 1929 he has practiced general law in both Norman and Oklahoma City, Oklahoma. Subject stated he notified the War Department by letter on 19 July 1947, advising them of his discoveries concerning the Flying Saucer Mystery. He received an answer dated 23 July 1947 advising him his letter had been referred to the Air Forces. NELSON stated he heard no more from the War Department as of 29 July 1947, at which time he released his statement to the "Daily Oklahoman," Oklahoma City local newspaper. Subject advised the basis for his theory concerning the Flying Saucer Mystery was obtained from simple experiments which he conducted while driving his automobile. NELSON stated he believed that many people had seen lights or shining objects cast onto their windshields and side ventilator windows of their automobile and reflected as a saucer or disc shaped object. He stated that the movement of the automobile, plus the fact that the glass was not a perfect mirror and passing objects, gave these objects an appearance of great speed. Subject advised of rotating and that the vibration of the car gave the objects an appearance or saucer shaped. NELSON stated that any number of objects might be seen according to the direction that the car is traveling and the number of bright objects being reflected onto the window. He further stated that these objects might be seen in an ordinary window in a house according to the lighting

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 54, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 55

Página 55: fim do memorando do CIC, assinado por Kalman D. Simon

condições, e que os objetos podem ser verticais ou horizontais. O entrevistado relatou que qualquer mudança na velocidade do carro resultava em mudança na velocidade do objeto, e que mudanças de direção resultavam em mudança no ângulo de deslocamento do objeto. NELSON disse que não falou com nenhuma pessoa que tivesse realmente visto discos voadores, mas acredita que esses reflexos, somados à excitação e à histeria causadas por outros relatos, foram a base da maioria dos relatos de discos. O entrevistado disse ainda que essa mesma teoria poderia valer para os discos vistos de aeronaves. Anexa segue uma declaração detalhada de NELSON sobre suas conclusões, explicando sua solução para o chamado mistério dos discos voadores. KALMAN D. SIMON, agente do Corpo de Contrainteligência (C.I.), Exército dos EUA.

Nota editorial: Conferido na imagem. Assinatura manuscrita de Kalman D. Simon sob o carimbo "C.I., U.S. Army".

Conferir original em inglês
conditions, and that the objects might be either vertical or horizonal. The subject related that any change in speed of the car resulted in a change in speed of the object, and that changes of direction resulted in a change in the angle of travel of the object. NELSON stated he has not talked to any persons that had actually seen flying saucers or discs but he believed that these reflections plus the excitement and hysteria caused by other reports has been the basis for most flying saucer reports. Subject also stated that this same theory could be true in relation to flying saucers seen from aircraft. Attached hereto is a detailed statement by NELSON covering his findings and explaining his solution to the so-called Flying Saucer Mystery. KALMAN D. SIMON, C.I., U.S. Army

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 55, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 56

Página 56: ensaio datilografado de Dan Nelson, "Flying Saucer Mystery Solved" (12/07/1947)

O MISTÉRIO DOS DISCOS VOADORES RESOLVIDO. 12 de julho de 1947. Os relatos mais impressionantes dos chamados discos ou pires voadores foram os de aviadores que dizem ter visto objetos em forma de disco voando pelo ar em várias formações, a grande altitude e em alta velocidade. O primeiro relato veio de um aviador que disse que esses chamados discos tinham aparência um tanto brilhante, voavam em formação e mudavam de posição de vez em quando. A maioria dos relatos dizia que apareciam no fim da tarde ou ao anoitecer. Quase todos os relatos diziam que os objetos tinham a aparência de um disco ou pires invertido, e alguns diziam que pareciam girar em voo. O mistério dos discos ou pires voadores pode ser resolvido com um pouco de ciência aplicada e algumas experiências simples. Esses discos ou pires podem ser observados por qualquer motorista que viaje por estradas com o sol brilhando, em quase qualquer tarde ou fim de dia. Durante o dia, a maior parte desses chamados discos são reflexos do sol sobre algum objeto brilhante dentro ou fora do automóvel do observador. Por exemplo, se você dirige rumo noroeste com o sol brilhando na maçaneta da porta da frente ou de trás do lado esquerdo do carro, pode notar um objeto brilhante aparecer na janela de ventilação do lado do motorista, se ela estiver aberta a cerca de 45 graus.

Nota editorial: Conferido na imagem; texto datilografado nítido. Corrigidos o OCR de acentuação, hifenização e a numeração das páginas do ensaio, indicada entre colchetes.

Conferir original em inglês
FLYING SAUCER MYSTERY SOLVED. July 12, 1947. The most impressive reports of the so-called flying saucers or discs were those from aviators who claim they saw disc-shaped objects flying through the air in various formations at high altitudes and at a high rate of speed. The first report was from an aviator who stated that these so-called flying discs had a somewhat shiny appearance and would fly in formation and change their position from time to time. Most reports stated that they appeared in the late afternoon or about dusk. Most all reports were to the effect that these objects had the appearance of an inverted disc or saucer, and some of them reported that they appeared to be rotating in their flight. The mystery of the flying saucers or discs may be solved by the use of a little applied science along with a few simple experiments. These flying discs or saucers can be observed by any motorist traveling along the highways when the sun is shining on most any afternoon or evening. During the daylight most of these so-called flying discs are reflections from the sun shining upon some bright object in or on the automobile driven by the observer. For instance, if you were driving in a north-westerly direction with the sun shining on the handle of the front or rear door on the left side of the car, you may notice a shiny object appear in the ventilation wing of the window on the drivers left, if it is opened to about a 45° angle.

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TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 57

Página 57: ensaio datilografado de Dan Nelson, "Flying Saucer Mystery Solved" (12/07/1947)

[Página (2)] Esses objetos brilhantes podem ter várias formas e pode haver mais de um, conforme o número de reflexos. Podem parecer estar no céu quando o motorista olha pelo vidro da janela de ventilação. Sua posição no céu depende do ângulo em que o objeto se reflete na janela de ventilação e da posição do observador. Podem ter várias formas, mas com muita frequência têm forma de pires ou de chapéu quando parecem estar no céu. Durante o dia, a janela de ventilação não é, claro, um espelho perfeito; por isso, ao motorista ou observador parece que ele está de fato olhando através do vidro para o céu. À medida que ele avança, os objetos brilhantes parecem viajar em alta velocidade em comparação com os objetos parados no chão, ou com o horizonte distante, que ele vê através da janela, ou em comparação com os objetos da paisagem, levemente desenhados, que às vezes se refletem no vidro. O pires voador parece ir na mesma direção geral do automóvel, mas às vezes um pouco à direita, o que dá a impressão de que acabará cruzando o caminho do motorista. A direção aparente de voo do pires se deve ao ângulo do vidro da janela de ventilação em relação à direção em que o carro anda. O número e a posição dos pires refletidos no vidro dependem do número e do contorno dos objetos ali refletidos pelo sol. Objetos brilhantes de um carro que se aproxima por trás podem projetar esses reflexos na sua janela de ventilação durante o dia.

Nota editorial: Conferido na imagem; texto datilografado nítido. Corrigidos o OCR de acentuação, hifenização e a numeração das páginas do ensaio, indicada entre colchetes.

Conferir original em inglês
[Página (2)] These shiny objects may have various forms and there may be more than one, depending on the number of reflections. They may appear to be in the sky when the driver looks through the ventilation wing glass. Their position in the sky depends upon the angle at which the object is reflected in the ventilation wing and the position of the observer. They may have various forms but very frequently they are of a saucer shape or a hat shape when they appear to be in the sky. The ventilation wing during day-light is not of course a perfect mirror, therefore, it appears to the driver or observer that he is actually looking through the glass into the sky. As he moves along, the bright objects appear to be traveling at a high rate of speed in comparison with the stationary objects on the ground, or the distant horizon, that he sees through the window, or in comparison with the faintly silhouetted objects on the landscape which at times are reflected in the window. The flying saucer appears to be traveling in the same general direction as the automobile but sometimes a little to the right which makes it appear that it will eventually cross the drivers path. The apparent flight direction of the saucer is due to the angle of the ventilation wing glass in its relation to the direction in which the car is traveling. The number and position of the saucers reflected in the glass depend upon the number and contour of objects reflected therein by the sun. Bright objects on a car approaching from the rear may cast such reflections on your ventilation wing in the daytime.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 57, contando a capa.

TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 58

Página 58: ensaio datilografado de Dan Nelson, "Flying Saucer Mystery Solved" (12/07/1947)

[Página (3)] Se a janela de ventilação fosse um espelho perfeito, os objetos que causam os reflexos apareceriam nela, assim como todos os outros objetos ao alcance; mas, sendo uma espécie de semiespelho, ela não reflete o objeto, apenas o ponto brilhante, o que deixa a impressão de que o observador olha de fato através do vidro e de que o objeto realmente aparece no céu, ou às vezes a grande distância. Esses resultados são melhores no fim da tarde ou depois do pôr do sol. Os aviadores que relataram ter visto discos ou pires voadores viam, sem dúvida, o reflexo de objetos brilhantes dentro ou fora do seu próprio avião. Viram-nos refletidos na cobertura da cabine ou no para-brisa, mas não os reconheceram como reflexos. Em outros casos, eram reflexos de outras aeronaves. Conforme o aviador avançava observando o movimento do disco em comparação com as montanhas, as nuvens ou objetos parados na terra, eles pareciam viajar em alta velocidade. O ângulo inclinado do para-brisa do aviador e sua posição no avião davam a impressão de que os discos estavam no céu. A posição dos discos também depende da posição do observador e do ângulo em que se refletem no vidro. Alguns relatos diziam que, quando havia mais de um disco, pareciam presos uns aos outros e muitas vezes faziam um movimento de mergulho ou de subida, e quando um mergulhava todos faziam o mesmo movimento ao mesmo tempo. O movimento simultâneo se deve a que todos os reflexos vêm do mesmo objeto. Por exemplo, se eles

Nota editorial: Conferido na imagem; texto datilografado nítido. Corrigidos o OCR de acentuação, hifenização e a numeração das páginas do ensaio, indicada entre colchetes.

Conferir original em inglês
[Página (3)] If the ventilation wing window were a perfect mirror the objects causing the reflections would appear therein as well as all other objects within range, but the ventilation wing being a sort of semi-mirror, does not reflect the object but only the bright spot, which leaves the impression that the observer is actually looking through the glass and that the object actually appears to be in the sky, or at times a long distance away. These results are best obtained in the late afternoon, or after sun down. The aviators who reported seeing flying discs or saucers, undoubtedly were seeing the reflection of bright objects in or on their own plane. They saw them as reflected in their canopy or wind shield, but failed to recognize them as reflections. Otherwise they were reflections from other aircraft. As the aviator traveled along observing the movement of the disc in comparison with the mountains, clouds or stationary objects on the earth, made them appear to be traveling at a high rate of speed. The sloping angle of the aviators wind-shield and his position in the plane made it appear that the discs were in the sky. The position of the discs also depend upon the position of the observer and the angle at which they are reflected in the glass. Some of the reports stated that where there were more than one flying disc, they appeared to be fastened together and frequently performed a dipping or rising motion and when one would dip, they would all go through the same motion simultaneously. The simultaneous movement is due to the reflections all coming from the same object. For instance, if they

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 58, contando a capa.

TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 59

Página 59: ensaio datilografado de Dan Nelson, "Flying Saucer Mystery Solved" (12/07/1947)

[Página (4)] são refletidos de algum objeto brilhante no carro ou no avião, o movimento de sobe e desce do carro ou do avião faz os discos voadores parecerem fazer um movimento de mergulho e subida; ou, se o objeto que reflete está parado e o carro se move, o resultado é o mesmo. A afirmação de que os discos pareciam girar ao deslizar pela atmosfera se deve à vibração do automóvel ou do avião. A vibração faz com que pareçam girar a altíssima velocidade. A vibração também é o que lhes dá forma achatada, de disco. Se você quiser ver alguns discos voadores, dirija ao anoitecer ou à noite, abra a janela de ventilação a cerca de 45 graus a partir do banco do motorista e observe os reflexos das luzes elétricas paradas que aparecem à sua esquerda, depois que você passa por elas, e veja quantos discos consegue observar voando pelo ar. Se não houver luzes demais atrás de você, poderá ter uma formação perfeita de belos discos voadores, que podem ser vermelhos, verdes ou prateados, conforme a cor das luzes elétricas pelas quais passou. Parecem mais realistas a cerca de 45 ou 50 milhas por hora. Se os primeiros experimentos não derem resultado satisfatório, tente de novo. Depois de aprender quando e onde procurá-los, suas observações ficam mais agradáveis e interessantes. Até as luzes de um automóvel que se aproxima por trás podem aparecer como um só disco voador na sua janela de ventilação. Os reflexos das luzes que se aproximam aparecerão na sua janela de ventilação, a menos que a lateral do seu carro se projete tanto que impeça o feixe de luz de atingir a janela.

Nota editorial: Conferido na imagem; texto datilografado nítido. Corrigidos o OCR de acentuação, hifenização e a numeração das páginas do ensaio, indicada entre colchetes.

Conferir original em inglês
[Página (4)] are reflected from some bright object in or on the car or plane, the up and down motion of the car or plane causes the flying discs to appear to be going through a dipping and rising motion, or, if the reflecting object is stationary and the car moving, the results will be the same. The statement that the discs appeared to be rotating as they sailed through the atmosphere is due to the vibration of the automobile or plane. Vibrations make them appear to be rotating at a very high rate of speed. Vibration is what gives them a flat or disc-like shape also. If you wish to see some flying discs, make a drive at about dusk or at night, open your ventilation wing window at about a 45° angle from the drivers seat and watch the reflections of the stationary electric lights that appear on your left, if you are driving, after you pass them, and see how many discs you can observe flying through the air. If there are not too many lights to your rear, you may have a perfect formation of beautiful flying discs which may be red, green or silver according to the color of the electric lights which you have passed. They appear most realistic when traveling about forty-five or fifty miles per hour. If you do not get satisfactory results from your first experiments, try again. After you have learned when and where to look for them, your observations become more pleasing and interesting. Even the lights of an approaching automobile from your rear may appear as one flying disc in your ventilation wing. The reflections of the approaching lights will appear in your ventilation wing unless the side of your car protrudes out so far as to prevent the light beam from shining on the wing.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 59, contando a capa.

TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 60

Página 60: ensaio datilografado de Dan Nelson, "Flying Saucer Mystery Solved" (12/07/1947)

[Página (5)] Eles aparecem melhor quando o carro que se aproxima está a alguma distância, talvez um quarto ou meia milha. Os resultados à noite podem não ser tão impressionantes quanto no fim da tarde, porque à noite a janela de ventilação faz um espelho mais perfeito e a paisagem que passa é menos marcada; assim, os reflexos nela são detectados mais facilmente como reflexos. No fim da tarde, porém, você tem a sensação de que olha realmente através do vidro, e os objetos refletidos parecem mais reais. O sol brilhando num anel brilhante no seu dedo, com a mão apoiada no volante, pode lançar reflexos em forma de disco no para-brisa. A forma do reflexo dependerá dos enfeites do anel. A maçaneta da porta traseira do meu automóvel reflete nove belos discos voadores prateados, pequenos, sob a luz forte do sol. Eles aparecem na parte de baixo da janela de ventilação e, numa estrada plana, parecem correr ao meu lado, à beira da estrada. Esses nove discos aparecem em formação de duas fileiras de quatro, com o nono na frente, no centro da formação. Parecem hélices girando na vertical. Esses discos também têm faixas, que se devem à curvatura e ao desenho decorativo da maçaneta. Ao viajar para o norte, no início da tarde, sob sol forte, esses nove discos apareceram bem abaixo, à minha esquerda, correndo vale acima a velocidade tremenda. Você talvez consiga ver discos voadores na sua própria casa. Se acender uma pequena lâmpada elétrica no corredor e depois olhar pela janela na outra ponta do corredor,

Nota editorial: Conferido na imagem; texto datilografado nítido. Corrigidos o OCR de acentuação, hifenização e a numeração das páginas do ensaio, indicada entre colchetes.

Conferir original em inglês
[Página (5)] These appear best when the approaching car is some distance away, perhaps a quarter or half a mile. The results at night may not be as impressive as those in the late afternoon because at night your ventilation wing window makes a more perfect mirror and the passing landscape is not as pronounced, therefore, the reflections therein are more easily detected as reflections. In the late afternoon, however, you have a feeling that you are actually looking through the glass and the reflected objects appear more real. The sun shining on a bright ring on your finger with your hand resting on the steering wheel may cast disc-like reflections in your wind shield. The form of the reflection will depend upon the ornamental decorations on your ring. The rear door handle on my automobile reflects nine beautiful, little, silver, flying discs in the bright sun-light. These appear in the lower part of the ventilation wing and when traveling on a level highway, they appear to be racing along with me at the road side. These nine discs appear in a formation of two rows of four each, with the ninth one in the lead at the center of the formation. They appear as whirling propellers in a vertical position. These discs also have streamers which are due to the curveture and decorative pattern on the handle. While traveling north in the early afternoon under a bright sun, these nine discs appeared far below to my left, racing up the valley at a terrific rate. You may be able to see flying discs in your own home. If you will turn on a small electric light in the hall-way and then look through the window at the other end of the hall,

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 60, contando a capa.

TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 61

Página 61: ensaio datilografado de Dan Nelson, "Flying Saucer Mystery Solved" (12/07/1947)

[Página (6)] você pode ver até três discos voadores de uma só lâmpada elétrica, que pode ter forma mais ou menos de sino. Esses discos muitas vezes aparecem como pires invertidos e, se você mudar de posição devagar, verá que eles também mudam de posição. Observam-se melhor no fim da tarde ou entre o pôr do sol e o anoitecer, quando parece que você apenas olha pela vidraça para discos suspensos ao longe. Com a chegada da escuridão, a vidraça passa a ser um espelho mais perfeito e os discos aparecem como reflexos num espelho. Observar os discos, pela janela de ventilação, deslizando ao lado do carro enquanto se dirige pelo campo é muito fascinante, sobretudo se você usar um pouco de imaginação. Pode absorver totalmente os pensamentos; por isso, eu advertiria os motoristas que observam os discos voadores a ter cuidado para não sair da estrada nem bater em outro carro. Alguns dos relatos sobre discos voadores ainda não explicados neste artigo, como os que falam de clarões brilhantes no céu, eram sem dúvida luz do sol refletida em aviões. Esses feixes de luz cruzaram por acaso a linha de visão do observador. Muitas vezes parecem muito brilhantes e podem cegar o observador por um instante. Se o avião estiver muito alto, o observador pode não vê-lo, seja por vista fraca, seja pela grande altura em que o avião voa. Muitas vezes recebemos esses mesmos clarões cegantes dos para-brisas de automóveis. Muitos dos relatos por volta de 4 de julho foram incitados por diversas formas de fogos de artifício.

Nota editorial: Conferido na imagem; texto datilografado nítido. Corrigidos o OCR de acentuação, hifenização e a numeração das páginas do ensaio, indicada entre colchetes.

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[Página (6)] you may see as many as three flying discs from one electric light bulb, which may have more or less of a bell shape. These discs many times appear as inverted saucers, and if you will change your position slowly you will see that they change their position also. These are best observed in the late afternoon or between sun down and dusk, when it appears to you that you are merely looking through the window pane at the discs suspended in the distance. As darkness comes on, the window pane becomes a more perfect mirror and your discs appear as reflections in a mirror. To watch the discs, through your ventilation wing, sail along with you as you drive through the country, becomes very fascinating, especially if you use a little imagination. It may absorb your thoughts completely, therefore, I would admonish automobile drivers watching the flying discs, to be cautious and not run off the road or into some other car. Some of the reports on flying saucers, heretofore not explained in this article, such as those reported seeing bright flashes in the sky, were no doubt reflected sun-light from planes. These light beams chanced to cross the line of vision of the observer. They frequently appear very brilliant and may more or less blind the observer for an instant. If the plane is very high it may not be seen by the observer, which may be due to impaired vision or the great height at which the plane is flying. We very often get these same blinding flashes from automobile wind-shields. Many of the reports around July 4th were incited by various forms of fire works.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 61, contando a capa.

TRECHO 9 · PÁGINA FÍSICA 62

Página 62: ensaio datilografado de Dan Nelson, "Flying Saucer Mystery Solved" (12/07/1947)

[Página (7)] Alguns relatos nasceram de pura imaginação ou histeria, enquanto outros foram trotes deliberados. Quaisquer outros relatos podem ser explicados se todos os fatos ao redor forem conhecidos. Quase todos os relatos e descrições dos discos voadores coincidem tão claramente com as conclusões aqui apresentadas que não pode haver dúvida de que temos a solução correta. A declaração acima pode não estar redigida em termos científicos precisos e pode não ser cientificamente exata; no entanto, acreditamos que está redigida de modo que o leigo comum a entenda e que é correta o bastante para provar a proposição. Pessoalmente, não creio que os chamados discos voadores, ou a solução deles, tenham qualquer valor militar, a menos que o Governo quisesse manter essa informação pelo efeito psicológico sobre qualquer nação inimiga em potencial, como a Alemanha fez com suas chamadas armas secretas durante a guerra. [assinado] Dan Nelson, Oklahoma City

Nota editorial: Conferido na imagem; texto datilografado nítido. Corrigidos o OCR de acentuação, hifenização e a numeração das páginas do ensaio, indicada entre colchetes.

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[Página (7)] Some reports stemmed from pure imagination or hysteria, while others were deliberate hoaxes. Any other reports can be explained if all the surrounding facts are known. Most all of the reports and descriptions of the flying saucers coincide so clearly with the findings herein, that there could be no doubt but that we have the correct solution. The foregoing statement may not be coached in precise scientific terms, and may not be scientifically exact, however, we believe it is so worded that the average layman can understand it and that it is sufficiently correct to prove the proposition. Personally, I do not believe that the so-called flying saucers or the solution thereof, are of any military value, unless the Government wished to retain this information for the psychological effect upon any potential enemy nation, such as Germany did in regard to their so-called secret weapons during the war. [assinado] Dan Nelson, Oklahoma City

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 62, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
12/07/1947 — Data do ensaio. Não descreve um evento único de avistamento.
Documento
30/07/1947 — Memorando do CIC em Oklahoma City.
Publicação
29/07/1947 — Data em que Nelson disse ter entregue a declaração ao Daily Oklahoman; o recorte não está no arquivo.

Origem e divulgação

Exército dos EUA, CIC, Centro de Material Aéreo de Oklahoma City; arquivo do FBI 62-HQ-83894 · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Serial_130.pdf

Páginas físicas 54 a 62 conferidas na imagem.

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • A declaração de Nelson ao Daily Oklahoman foi publicada em 29/07/1947? O recorte não consta nestas páginas.
  • O Exército adotou ou refutou a explicação por reflexos em algum estudo posterior?

GEOGRAFIA DO CASO

Oklahoma City, Oklahoma

Referência aproximada à cidade citada no documento, posicionada pela redação. Não indica local de avistamento.

RASTRO DOCUMENTAL

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As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Serial_130.pdf

    Páginas físicas 54 e 55: memorando do CIC (Kalman D. Simon), Oklahoma City, 30/07/1947; páginas 56 a 62: ensaio de Dan Nelson, 12/07/1947

    FBI · 126 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

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FBI · DOW · Arquivo histórico

Perto de Boston, 1947: comandante e navegador da Pan American veem objetos diferentes do mesmo avião

Um Constellation da Pan American voava de Gander para Nova York quando o navegador viu um objeto dourado à direita e o comandante, um objeto alaranjado à esquerda. O Air Defense Command entrevistou os dois e registrou versões que não coincidem.

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