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25/08/1951 e noites seguintes; fotografias de 31/08/1951 / Lubbock, Texas, EUA

Lubbock, 1951: professores medem luzes em formação e rejeitam as fotos de um estudante

Na palestra de 1952, o capitão Ruppelt chamou Lubbock de o caso mais interessante que a Força Aérea já tinha tido. Professores do Texas Tech viram e mediram grupos de luzes, um calouro as fotografou, e a investigação terminou entre fraude não provada e a hipótese de patos iluminados pela cidade.

História da investigação
Data do evento
25/08/1951 e noites seguintes; fotografias de 31/08/1951
Local
Lubbock, Texas, EUA
Tema
História da investigação
Órgãos das fontes
DOW
Documentos
1 documento · 19 páginas
Leitura
4 min

FONTES DOCUMENTAIS · DOW

O que os registros contam

O caso chega a este arquivo pela voz do capitão Edward J. Ruppelt, chefe do projeto da Força Aérea, numa palestra de março de 1952. Segundo ele, em 25 de agosto do ano anterior, professores do Texas Tech estavam no quintal de um deles conversando sobre meteoros quando um grupo de luzes passou no céu. Cerca de meia hora depois, outro grupo passou. Em cinco ou seis noites, contaram doze passagens, sempre pelo mesmo caminho e mais ou menos na mesma hora. Ruppelt fala em cinco professores e cita o chefe do departamento de física, o de engenharia de petróleo, um pesquisador que passara cinco anos no Alasca estudando a aurora e um doutor em matemática.

Achando que fosse um míssil da Força Aérea, o grupo tentou medir o fenômeno. Marcou ângulos em casas do quintal, cronometrou as passagens e montou uma base perpendicular à trajetória, com rádios e instrumentos caseiros de medir ângulos em cada ponta, para calcular a altura. Não conseguiu a altura, mas chegou a uma velocidade angular de 30 graus por segundo, “a única medição que temos”, disse Ruppelt. A Força Aérea só soube do caso cerca de um mês depois. Ele foi a Lubbock, suspeitou de fraude, mas mudou de ideia depois de conhecer os professores.

Os professores publicaram notas no jornal local pedindo relatos, e a cidade passou a vigiar o céu à noite. Em 31 de agosto, um calouro do Texas Tech, fotógrafo amador, disse ter fotografado duas formações com uma Kodak 35, a 1/10 de segundo e f/3,5, em filme Plus-X. Ruppelt conversou com ele duas vezes, e a OSI, cerca de três. Na última, ofereceram deixá-lo retirar a história sem consequências. Ele recusou e assinou declaração juramentada. O laboratório confirmou que as imagens eram reais no negativo, com posições que mudavam um pouco a cada quadro e densidade pouco maior que a de um planeta brilhante.

Os professores, porém, disseram que as fotos eram falsas: o que viram era fraco demais para ser fotografado. O estudante admitiu ter achado o mesmo e revelou o filme só dois dias depois. Ruppelt acrescentou um detalhe que não sabia explicar: nos quadros ampliados, uma fileira de luzes parecia alcançar a outra e passar à frente. Restavam, para ele, duas possibilidades: uma grande fraude plantada pelos professores ou patos que cruzavam a cidade naquela época, refletindo as luzes urbanas. Testes para fotografar patos à noite falharam, e metade dos moradores dizia ter visto patos, enquanto a outra metade negava.

Ruppelt citou ainda dois relatos da mesma época sem ligação comprovada: duas mulheres que viram um objeto prateado em forma de pião sobre a planície do Texas, e um guarda da base Sandia, em Albuquerque, que com a esposa viu uma grande forma escura, como uma asa voadora, a uns 150 pés, na mesma noite das fotos. Mostradas a ele, as fotos lhe pareceram as chamas de escape que tinha visto. Ruppelt disse que provavelmente era coincidência, mas que não podia afirmá-lo.

Tudo aqui é relato de segunda mão, feito de memória numa palestra, sem os relatórios, as fotografias ou os nomes. Há imprecisões internas: Ruppelt diz primeiro que a foto foi tirada “em setembro passado” e depois dá 31 de agosto. Ele calcula que patos a 60 milhas por hora teriam de voar a 75 ou 80 pés para cruzar 30 graus por segundo; pela geometria simples de um objeto passando no alto, esses números dão cerca de 170 pés, conta feita pela redação. A hipótese dos patos foi levantada pela própria investigação e não chegou a ser demonstrada.

MÍDIA OFICIAL

Vídeo oficial deste caso

Arquivos publicados pelo Governo dos Estados Unidos na DVIDS. O título de cada um é o da publicação oficial, traduzido; a descrição do que se vê está no texto do dossiê.

Quadro do vídeo: Palestra do capitão Edward J. Ruppelt, março de 1952

Gravação de áudio histórica · 1 h 05 min · o vídeo só é carregado quando você inicia a reprodução, direto do servidor oficial.

Ficha oficial ↗
Palestra do capitão Edward J. Ruppelt, março de 1952 · DOW-UAP-PR160 · Departamento de Guerra dos EUA / AARO

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Transcrição publicada pelo governo dos EUA; traduzidos trechos curtos. O nome do estudante não aparece na fonte e não foi buscado em outras. As fotografias de Lubbock não estão neste PDF e não foram reproduzidas.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 7

Medição dos professores, página física 7

No entanto, eles conseguiram a medida angular através do céu, e ela deu 30 graus por segundo. Essa é a única medição que temos dessas coisas.

Nota editorial: Conferido na imagem da página.

Conferir original em inglês
However, they did get their angular measurement across the sky, and it came out to be 30 degrees per second. Now, that's the only measurement we've got on these things.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 7, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 7

Objeção dos professores, página física 7

Os professores dizem que essas fotos são falsas. Quer dizer, não acreditam nelas de jeito nenhum. Dizem que as coisas que viram, eles sabem, eram fracas demais para que alguém conseguisse fotografá-las.

Nota editorial: Conferido na imagem da página.

Conferir original em inglês
The college professors say that these pictures are faked. I mean, they won't believe them at all. They say the things that they saw, they know were too dim to ever take a picture of.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 7, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
25/08/1951 — Ruppelt diz “August 25th” para a primeira observação e “31st of August” para as fotos. O ano não é dito: a palestra é de março de 1952 e ele se refere a “setembro passado”, portanto 1951.
Documento
Não estabelecida — Palestra de março de 1952, segundo a nota do Departamento de Guerra; transcrição moderna sem data.
Publicação
18/09/2026 — Divulgação do áudio DOW-UAP-PR160 e da transcrição.

Origem e divulgação

Força Aérea dos EUA (fala do capitão Edward J. Ruppelt); transcrição do Departamento de Guerra · DOW-UAP-D154_Transcript-of-a-Presentation-by-Captain-Edward-J-Ruppelt-1952.pdf

Página física 7 conferida na imagem; páginas 6, 8, 9 e 13 lidas no texto nativo da transcrição digitada.

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • O arquivo do Projeto Blue Book sobre Lubbock, com as declarações dos professores e do estudante, foi liberado?
  • Os registros da OSI sobre as três entrevistas com o estudante existem?
  • Qual era a velocidade angular esperada de bandos de patos iluminados na altura em que costumam voar sobre a cidade?

GEOGRAFIA DO CASO

Lubbock, Texas

Referência aproximada da cidade citada por Ruppelt, posicionada pela redação. Não indica a casa dos professores nem a trajetória das luzes.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. DOW-UAP-D154_Transcript-of-a-Presentation-by-Captain-Edward-J-Ruppelt-1952.pdf

    Páginas físicas 6 a 9: relato de Ruppelt sobre as luzes de Lubbock e as fotografias do estudante · Página física 13: relatos no Texas e em Albuquerque na mesma época

    DOW · 19 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

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DOW

Palestra de 1952: Ruppelt diz que um em cada cinco relatos “não permite conclusão”

A transcrição de uma palestra do capitão Edward J. Ruppelt mostra como a Força Aérea reorganizou a investigação de objetos voadores não identificados no início de 1952. Ele conta cerca de 800 casos, dos quais uns 20% seriam bons relatos sem explicação, e descreve câmeras e radares que pretendia usar para obter dados físicos.

Abrir o caso

DOW

Okinawa, 1950: sargento conta que viu um objeto não identificado cair no mar

Em 1952, um sargento lotado na Wright-Patterson procurou o Projeto Blue Book para contar que, em novembro de 1950, tinha visto em Okinawa um objeto não identificado cair no mar. A Força Aérea estudou cartas náuticas para avaliar uma busca, mas concluiu que o ponto indicado ficava em água funda demais e arquivou o caso para uma tentativa futura.

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