UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: Outono de 1951, à noite (dia não informado)Local: Área da Coreia, sobre uma frota com porta-aviões de escolta (classe CVE)

Coreia, 1951: aviador naval diz que alvo de radar se pôs atrás do seu avião e foi seguido por 14 radares da frota

Numa carta de 1957 reproduzida em parte no relatório privado da NICAP guardado pela CIA, o capitão de corveta M. C. Davies, da Marinha dos EUA, conta que um alvo de radar que circulava a frota se colocou atrás do seu avião antissubmarino por cerca de cinco minutos e partiu a mais de mil milhas por hora. Segundo ele, o navio informou que 14 radares o acompanhavam.

Arquivo da CIA
Data do evento
Outono de 1951, à noite (dia não informado)
Local
Área da Coreia, sobre uma frota com porta-aviões de escolta (classe CVE)
Tema
Arquivo da CIA
Órgãos das fontes
CIA
Documentos
1 documento · 186 páginas
Leitura
4 min
Trecho datilografado com o título Fall 1951; Korean AreaPágina do relatório NICAPPágina física 89
Página do relatório NICAP · NICAP (relatório privado de 1964, cópia no arquivo CREST da CIA), com trechos de carta de M. C. Davies · Página física 89 do arquivo divulgado. Trechos da carta do aviador naval M. C. Davies publicados pela NICAP, com o relato do alvo que acompanhou seu avião e os 14 radares do navio. Página física 89, coluna da direita. A carta original e o relatório de óvni preenchido na época não estão reproduzidos. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · CIA

O que os registros contam

A fonte deste dossiê é o relatório "The UFO Evidence", compilação privada publicada em 1964 pela NICAP (National Investigations Committee on Aerial Phenomena), organização civil americana de pesquisa de óvnis. Uma cópia foi guardada pela CIA e liberada em 2001 no arquivo CREST, o que prova que a agência a guardou, não que a produziu ou validou. Na página física 89, a NICAP publica trechos de uma carta enviada à organização em 16 de maio de 1957 e assinada pelo capitão de corveta M. C. Davies, da Marinha dos EUA, então lotado na Estação Aeronaval de Jacksonville, na Flórida. A carta completa, que a tabela da página 82 chama de relatório assinado, não está reproduzida.

Davies se apresenta como aviador naval com cerca de 4.000 horas de voo. Na época do episódio, servia num esquadrão antissubmarino embarcado num porta-aviões de escolta, da classe CVE, como oficial de treinamento de tripulações. Antes do embarque, tinha feito cursos de controlador aéreo de centro de informações de combate em Point Loma e de controle aéreo embarcado e alerta antecipado aerotransportado na Estação Aeronaval de San Diego. O relato chega, portanto, de alguém treinado para ler telas de radar.

Era noite, e Davies voava com um operador de radar para conferir seu desempenho. O avião estava a 5.000 pés, em voo por instrumentos dentro das nuvens, e o ala ocupava uma posição de radar cerca de 3 milhas atrás, um pouco ao lado. Davies captou na tela um alvo um pouco maior que o ala, que vinha circulando a frota. O alvo deixou a frota e se colocou atrás do ala, mais ou menos na mesma posição relativa que o ala mantinha em relação ao avião de Davies.

Ele comunicou o alvo ao navio e ouviu que os radares do navio, 14 ao todo, também o acompanhavam; pediram que tentasse vê-lo, o que as nuvens impediram. O alvo manteve a posição por cerca de cinco minutos e partiu em linha reta a mais de mil milhas por hora, acompanhado até o alcance máximo do radar de bordo, 200 milhas. Depois do voo, Davies preencheu um relatório de objeto voador não identificado e foi informado de que o objeto ficara cerca de sete horas nos radares do navio.

O relato é só de radar, sem observação visual, e foi escrito cerca de seis anos depois. A carta não dá o dia, o nome do navio nem a posição da frota, e o relatório preenchido na época não aparece no arquivo. A informação sobre os 14 radares e as sete horas foi passada a Davies pelo navio, e não vista por ele. Na tabela da página 82, a NICAP resume o caso como alvo que circulava a frota, de velocidade lenta a mais de mil milhas por hora, a 5.000 pés.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Publicação privada (relatório da NICAP): o texto em inglês não é reproduzido nem traduzido na íntegra. Cada bloco de translations traz uma síntese fiel, em português, do trecho do caso na página física indicada, com no máximo uma citação curta. As imagens são recortes das páginas do relatório. Foram sintetizados os trechos da carta de Davies na página 89 e a linha da tabela da página 82; os demais casos dessas páginas ficaram de fora.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 82

Página física 82, linha "outono de 1951, área da Coreia" da tabela de radar

Com os códigos de radar terrestre e de bordo, a tabela registra: mais de 14 radares da Marinha acompanharam um óvni que circulava acima da frota (relatório assinado em poder da NICAP). Velocidade: de lenta a mais de 1.000 milhas por hora. Altitude: 5.000 pés. Referência: detalhes nesta seção.

Nota editorial: A tabela diz "mais de 14"; a carta diz "14".

Conferir original em inglês
[p. 82: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 82, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 89

Página física 89, coluna da direita: trechos da carta de M. C. Davies

Trechos de carta à NICAP de 16/05/1957, assinada pelo capitão de corveta M. C. Davies, da Marinha, então na Estação Aeronaval de Jacksonville. Ele se diz aviador naval com cerca de 4.000 horas; na época servia num esquadrão antissubmarino a bordo de um porta-aviões de escolta CVE, como oficial de treinamento de tripulações, e tinha cursos de controlador aéreo em Point Loma e San Diego. À noite, voando com um operador de radar a 5.000 pés, em voo por instrumentos, com o ala cerca de 3 milhas atrás, captou um alvo um pouco maior que o ala, que vinha circulando a frota; o alvo deixou a frota e se pôs atrás do ala. Informado ao navio, soube que o alvo estava também nos radares do navio, "14 ao todo", e recebeu ordem de tentar vê-lo, o que as nuvens impediram. O alvo manteve a posição por cerca de 5 minutos e partiu em linha reta a mais de mil milhas por hora, acompanhado até as 200 milhas do seu radar. Depois do voo, preencheu um relatório de óvni e soube que o objeto ficara cerca de sete horas nos radares do navio.
Conferir original em inglês
[p. 89: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 89, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
Não estabelecida — A carta e a tabela dizem apenas "outono de 1951"; dia e mês não informados.
Documento
02/04/2001 — Data do carimbo de liberação CREST impresso em todas as páginas (Approved For Release 2001/04/02).
Publicação
1964 — Ano de publicação do relatório "The UFO Evidence" pela NICAP.

Origem e divulgação

National Investigations Committee on Aerial Phenomena (NICAP), organização civil americana; relatório privado "The UFO Evidence" (1964). Cópia guardada no arquivo CREST da CIA (CIA-RDP81R00560R000100010001-0, liberada em 02/04/2001); a CIA guardou, não produziu nem validou o texto · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

CIA CREST, CIA-RDP81R00560R000100010001-0, liberação de 02/04/2001 ↗ — undefined

Perguntas para continuar a investigação

  • O relatório de óvni preenchido por Davies depois do voo está nos arquivos da Marinha ou do Projeto Blue Book?
  • Qual era o porta-aviões de escolta e em que data a frota estava na área da Coreia?

GEOGRAFIA DO CASO

Área da Coreia (mar, posição da frota não informada)

A carta não dá a posição da frota nem do avião; sem ponto no mapa.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

    Página física 82: linha "outono de 1951, área da Coreia" na tabela de casos de radar · Página física 89: trechos da carta de 16/05/1957 do capitão de corveta M. C. Davies, da Marinha dos EUA

    CIA · 186 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

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Trecho datilografado com o título July 14, 1951; White Sands, N.M.Página do relatório NICAP

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White Sands, 1951: radar, binóculo e 200 pés de filme registram objeto perto de um B-29, segundo a NICAP

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Texto datilografado sobre os filmes de Ray Stanford, com o subtítulo The StoryPágina do relatório NICAP

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Corpus Christi, 1959: dois filmes de Ray Stanford mostram uma luz parada, e a NICAP diz que não confirmam o relato de quatro objetos

O relatório privado da NICAP de 1964, guardado pela CIA, examina dois filmes coloridos feitos por Ray Stanford e um amigo em Corpus Christi, em 28 de julho de 1959. A NICAP concluiu que os filmes são registros autênticos de algum objeto no céu, mas que não confirmam o relato verbal de quatro objetos em forma de charuto e de um disco lançado por um deles.

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Trecho datilografado com o título August 5, 1952; Haneda AFB, JapanPágina do relatório NICAP

Arquivo da CIA1952Local: Base Aérea de Haneda, Tóquio, Japão

Haneda, Japão, 1952: controladores veem luz com forma escura, radar acompanha e F-94 trava o alvo

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