UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: 16/03/1961, por volta das 18h15Local: Convés do quebra-gelo USS Glacier, na baía do Almirantado (Admiralty Bay), Antártida

Antártida, 1961: meteorologista brasileiro vê do quebra-gelo Glacier um “corpo luminoso” lento que se divide em dois

O meteorologista brasileiro Rubens J. Villela, depois empregado no Centro Goddard da NASA, viu do convés do quebra-gelo americano Glacier um corpo luminoso em forma de lágrima, multicolorido, cruzar o céu devagar, dividir-se em dois e sumir de repente após cerca de dez segundos. Ele anotou no diário e depois preencheu o formulário da NICAP, que reconhece no fenômeno traços de meteoro e traços que não combinam com um.

Arquivo da CIA
Data do evento
16/03/1961, por volta das 18h15
Local
Convés do quebra-gelo USS Glacier, na baía do Almirantado (Admiralty Bay), Antártida
Tema
Arquivo da CIA
Órgãos das fontes
CIA
Documentos
1 documento · 186 páginas
Leitura
5 min
Recorte de colunas impressas com o título Antarctic Sighting e o relato de 16 de março de 1961.Página do relatório NICAPPágina física 59
Página do relatório NICAP · NICAP, relatório The UFO Evidence (1964); cópia no arquivo CREST da CIA · Página física 59 do arquivo divulgado. Trechos das páginas 59 e 60 do relatório da NICAP, em sequência, com o caso “Antarctic Sighting”: o meteorologista brasileiro Rubens J. Villela no convés do USS Glacier, as condições do tempo e a descrição do corpo luminoso que se dividiu em dois. Páginas físicas 59 (pé da página) e 60 (alto da coluna esquerda) do relatório NICAP de 1964, cópia CREST da CIA. Não há fotografia nem desenho do fenômeno. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · CIA

O que os registros contam

O relatório The UFO Evidence, publicado pela NICAP em 1964 e guardado em cópia pela CIA, inclui um caso da Antártida contado por um brasileiro. Rubens J. Villela, meteorologista, pouco antes empregado no Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA, perto de Washington, estava a bordo de um quebra-gelo na baía do Almirantado durante uma expedição científica em 16 de março de 1961. Anotou a observação no diário e depois preencheu um formulário de relato da NICAP. A entidade reconhece que, em alguns aspectos, o fenômeno lembra um meteoro e, em outros, não, e o registra como fenômeno aéreo inexplicado.

Villela, que segundo a NICAP também era piloto de planador e observador do programa Moonwatch, estava no convés do USS Glacier por volta das 18h15. A temperatura era de cerca de 33 graus Fahrenheit, perto de 0,5 °C, com ponto de orvalho de 28 °F, cerca de −2 °C, sem vento, céu encoberto e visibilidade de cerca de cinco milhas. A noroeste ainda se via a luz fraca e amarelada do pôr do sol. A cerca de 50 graus acima do horizonte, ele notou um estranho corpo luminoso em forma de lágrima cruzando o céu de noroeste para sudeste.

Segundo a descrição dele, o corpo era multicolorido e deixava um rastro longo, como uma bala traçante. De repente se dividiu em dois, um atrás do outro, como se explodisse, passou a brilhar mais, em branco-azulado e vermelho, e lançou raios laterais inclinados para trás. Villela escreveu que a aparência não era nem de algo sólido nem de pura luz, e a chamou de “luz corporificada”, com formas geométricas e não difusas. Antes e depois da divisão, o objeto tinha forma aproximada de lágrima.

O corpo seguiu em trajetória nivelada, andando bem devagar e deixando o rastro longo, e sumiu de forma muito repentina depois de cerca de dez segundos. Villela disse acreditar que era lento demais para um meteoro e que nada na Terra reproduziria o fenômeno. Na tabela de cientistas, a NICAP o resume como um objeto parecido com bola de fogo, em voo lento e nivelado. A entidade não informa se o comando do navio registrou a observação.

Como hipótese editorial, a combinação de cores, rastro, fragmentação em dois e raios laterais é típica de um bólido, um meteoro muito brilhante que se parte ao entrar na atmosfera, e meteoros desse tipo podem parecer lentos quando vêm de longe e em ângulo raso. O céu encoberto, registrado pelo próprio observador, levanta a dúvida sobre se o corpo foi visto por baixo das nuvens ou através de camadas finas, o que a página não esclarece. A duração de dez segundos é longa, mas não impossível, para um bólido.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Síntese de publicação privada: o relatório The UFO Evidence é obra da NICAP, organização civil, e não documento de governo. Por isso o texto em inglês não é transcrito nem traduzido na íntegra; cada página do caso tem um bloco com síntese fiel e detalhada em português, parágrafo por parágrafo, com no máximo uma citação curta por página. Os trechos da mesma página que tratam de outros casos estão nos blocos dos dossiês correspondentes ou no dossiê documental nicap-the-ufo-evidence-arquivo-cia-1964.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 56

Página física 56, linha da tabela de cientistas (Villela)

Na tabela “UFO Sightings by Scientists”: 16/03/1961, Antártida, R. J. Villela, meteorologia; objeto parecido com bola de fogo, em voo lento e nivelado.

Nota editorial: Síntese de publicação privada. O texto do acervo leu “R, J. Villela”; o original traz “R. J. Villela”.

Conferir original em inglês
[p. 56: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 56, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 59

Página física 59, pé da página: início de “Antarctic Sighting” (o restante da página está nos dossiês de Halstead e documental)

Seção “Antarctic Sighting”. 16 de março de 1961, Antártida. Um meteorologista brasileiro, recentemente empregado no Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA, perto de Washington, observou um fenômeno estranho a bordo de um quebra-gelo na baía do Almirantado, Antártida, numa expedição científica. Anotou a observação no diário e depois preencheu um formulário de relato da NICAP. Embora em alguns aspectos o fenômeno lembre um meteoro, em outros não; de todo modo, a NICAP o considera digno de registro como fenômeno aéreo inexplicado, possivelmente relacionado à atividade dos OVNIs. Rubens J. Villela, que também tem experiência como piloto de planador e observador do programa Moonwatch, estava no convés do USS Glacier por volta das 18h15. Temperatura de cerca de 33 graus (Fahrenheit), ponto de orvalho 28, vento calmo, céu encoberto, visibilidade de cerca de 5 milhas. Luz fraca e amarelada do pôr do sol visível a noroeste. A cerca de 50 graus acima do horizonte, ele notou um estranho “corpo luminoso” em forma de lágrima atravessando o céu de noroeste para sudeste. Era “multi-...

Nota editorial: Síntese de publicação privada; a palavra cortada continua na p. 60.

Conferir original em inglês
[p. 59: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 59, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 60

Página física 60, alto da coluna esquerda: fim de “Antarctic Sighting” (o restante da página está no dossiê de Grafton e na carta de Maney)

...colorido”, deixando um rastro longo como bala traçante; dividiu-se abruptamente em dois (em tandem), como se explodisse, brilhou mais em branco-azulado e vermelho e lançou raios laterais que se irradiavam para trás em ângulo. Aparência nem sólida nem puramente de luz; melhor descrita, segundo ele, como “luz corporificada”, de formas geométricas e não difusas. O objeto tinha forma aproximada de lágrima antes e depois da divisão. Seguiu em trajetória nivelada e desapareceu completamente, muito de repente, após cerca de dez segundos; movia-se bem devagar, deixando um rastro longo. Villela declarou acreditar que era lento demais para um meteoro, que sua aparência era de outro mundo e que não conseguia pensar em nada na Terra que reproduzisse o fenômeno.

Nota editorial: Síntese de publicação privada; uma citação curta, traduzida.

Conferir original em inglês
[p. 60: texto da publicação privada não reproduzido; ver o resumo]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 60, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
16/03/1961 — Por volta das 18h15 de 16/03/1961, hora local não especificada.
Documento
Não estabelecida — Relatório The UFO Evidence, publicado pela NICAP em maio de 1964 (sem dia na página).
Publicação
02/04/2001 — Data de aprovação de liberação estampada nas páginas da cópia CREST da CIA.

Origem e divulgação

NICAP (National Investigations Committee on Aerial Phenomena), organização civil privada dos EUA, autora do relatório The UFO Evidence (1964); cópia guardada pela CIA no arquivo CREST (CIA-RDP81R00560R000100010001-0, liberação aprovada em 02/04/2001). A CIA guardou o documento; não o produziu nem o validou. · CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

Perguntas para continuar a investigação

  • O diário de Villela e o formulário enviado à NICAP foram preservados?
  • Há registro de bólido no setor da península Antártica em 16/03/1961?

GEOGRAFIA DO CASO

Baía do Almirantado, ilha Rei George, Antártida

Referência aproximada da baía citada, posicionada pela redação. Não indica a posição do navio nem a trajetória do fenômeno.

RASTRO DOCUMENTAL

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As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. CIA-RDP81R00560R000100010001-0_NICAP-The-UFO-Evidence_1964.pdf

    Páginas físicas 56, 59 e 60: tabela de cientistas e trecho “Antarctic Sighting”, Seção VI do relatório NICAP The UFO Evidence (1964); cópia CREST da CIA

    CIA · 186 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

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Trecho datilografado com o título July 14, 1951; White Sands, N.M.Página do relatório NICAP

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