28/02/1950 (carta); observações descritas: meados da década de 1940 e outono de 1949 / Tulsa, Oklahoma, EUA
Tulsa, 1950: ex-desenhista do Exército escreve a Hoover e desenha a base russa de onde, para ela, partiam os discos
Numa carta manuscrita de quatro páginas, uma moradora de Tulsa contou a Hoover ruídos noturnos muito rápidos e uma “nuvem” redonda que se desfez no céu, e expôs sua teoria: os discos seriam lançados de uma base russa na Sibéria para fotografar os EUA, mudar o clima e espalhar doenças. Anexou um mapa; Hoover agradeceu em três linhas.
- Data do evento
- 28/02/1950 (carta); observações descritas: meados da década de 1940 e outono de 1949
- Local
- Tulsa, Oklahoma, EUA
- Tema
- Arquivo do FBI
- Órgãos das fontes
- FBI
- Documentos
- 1 documento · 209 páginas
- Leitura
- 12 min
Desenho testemunhalPágina física 64FONTES DOCUMENTAIS · FBI
O que os registros contam
A carta é datada de terça-feira, 28 de fevereiro de 1950. A autora, que trabalhara sete anos no serviço público em Tulsa como desenhista de engenharia do Corpo de Engenheiros do Departamento de Guerra, diz que tinha algo “no peito” havia anos. Naquela época, em várias noites, por volta das 23h21, ouvira sobre o prédio onde morava um ruído “terrível”, muito rápido, que durava um segundo ou menos e seguia sempre de norte para sul. Nunca conseguiu chegar à janela a tempo de ver o que era.
Ela conta que avisou o FBI local e checou os aeroportos, sem que ninguém soubesse de aeronaves naquela hora. Na segunda vez que telefonou, o atendente disse que um tenente da polícia ouvira a mesma coisa algumas quadras ao sul, perto da ponte da rua 21, durante a ronda. Semanas depois desses ruídos, diz a carta, vieram as primeiras notícias de pessoas vendo “discos voadores”. Não há data precisa, mas o relato sugere os anos anteriores a 1947.
No outono de 1949, já em outro endereço, ela viu ao pôr do sol algo como “uma nuvem branca muito redonda” contra um céu cinzento de tempestade, deslocando-se depressa de norte para sul. Enquanto olhava, a esfera se desintegrou: algo parecido com envelopes ou papéis caiu em direção à terra, e os pedaços do objeto redondo pareceram derreter no céu cinza. Não ouviu motor nem estrondo e voltou a avisar o FBI. Ela mesma diz que não pôde avaliar a distância.
O resto da carta é teoria. Desde dois tornados que atingiram Woodward, Oklahoma, anos antes, ela acreditava que os discos eram lançados de uma base russa no leste da Sibéria, controlados por radar, com três finalidades: fotografar e medir cada pedaço dos EUA, alterar o clima e, com uma gripe que enfraquecia a população, abrir caminho para a Rússia tomar o país intacto. Desenhou o disco de perfil, com fendas que se abririam para espalhar germes, produtos químicos ou gelo. Lembrou ainda um sonho de invasão que tivera após a Primeira Guerra e sobre o qual escrevera, sem assinar, ao general Marshall, a Roosevelt e ao deputado Martin Dies.
O mapa anexo, a lápis e caneta, mostra a “base dos discos” na Sibéria, uma “possível rota dos discos” sobre o Alasca e o Canadá e círculos concêntricos mais escuros marcando a “área de tempestades”, que se estenderia “por todos os EUA”. Em 7 de março de 1950, Hoover respondeu agradecendo por ela ter posto sua “observação” à disposição. A nota interna resume que a correspondente relata longamente suas observações e acredita que os discos são de origem russa, e lembra que em 14 de fevereiro ela escrevera para elogiar o diretor. Não há registro de apuração.
LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Traduzidas na íntegra as quatro páginas da carta (páginas físicas 59, 61, 62 e 63), as legendas do mapa (página 64) e a resposta de Hoover (página 66). A carta é manuscrita e foi lida no fac-símile; o texto automático dessas páginas é ilegível. Omitidos pela redação: os dois endereços residenciais da autora e uma referência à consulta médica dela. Expressão pejorativa do original foi traduzida e sinalizada. As páginas 60 e 65 são versos. O nome da autora, que consta do documento, aparece só nas traduções; a imagem do mapa foi recortada acima da assinatura.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 59
Carta a Hoover, página 1, página física 59
Tulsa, Oklahoma, terça-feira, 28 de fevereiro de 1950. Sr. J. Edgar Hoover, diretor do FBI, Washington, D.C. Prezado Sr. Hoover: [carimbo/manuscrito: Discos voadores] Recebi aqui em 22 de fevereiro o seu aviso de recebimento da minha carta a respeito do seu excelente e fiel serviço. Há vários anos tenho algo “no peito”, e talvez agora seja também a hora e o modo de fazer algo a respeito. Foi durante meus sete anos de serviço público aqui em Tulsa, quando fazia desenho de engenharia para o Corpo de Engenheiros do Departamento de Guerra. Nessa época comecei a pensar seriamente no assunto. Durante várias noites intercaladas, mais ou menos à mesma hora, eu ouvia um ruído terrível, muito rápido, sobre o prédio de quatro apartamentos em [endereço omitido], onde eu tinha um pequeno apartamento de três cômodos no último andar. O ruído durava só um segundo ou menos e sempre ia de norte para sul. Esse míssil, ou o que fosse, passava por cima em tão grande velocidade que nunca consegui chegar à janela para olhar o céu noturno. Comuniquei ao FBI daqui (FBI local) e verifiquei todos os aeroportos; ninguém sabia de nenhuma aeronave ali naquela hora. Cronometrei depois de ouvi-lo 4 ou 5 vezes e, pelo que me lembro agora, era por volta das 23h21. Foi então que comuniquei de novo ao FBI. Muito antes eu já tinha verificado que não era barulho da rua nem do prédio. Na segunda vez que liguei para o FBI, a pessoa do outro lado disse “espere um momento” e logo contou que um tenente da polícia vinha lhe falando de ter ouvido a mesma coisa algumas quadras ao sul de mim, na ponte da rua 21, quando estava lá de ronda! Então, algumas semanas depois daqueles ruídos no alto, vieram as primeiras notícias de pessoas vendo “discos voadores”. Desde que moro aqui, em [endereço omitido], no fim do outono passado, deve ter sido um disco voador o que vi, parecido com uma nuvem branca muito redonda contra um céu cinzento de tempestade (ou um céu encoberto cinza-escuro). Também se deslocava depressa de norte para sul, e enquanto eu me perguntava o que era e olhava a esfera (nuvem?), vi-a desintegrar-se, e algo parecido com envelopes ou papel caiu em direção à terra, mas os pedaços do objeto redondo pareceram derreter no céu cinzento.Nota editorial: Lida no fac-símile, com ampliação da metade inferior. “Missel” está assim no original. Endereços residenciais omitidos pela redação. A “ponte da rua 21” é leitura de “the 21st bridge”.
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Tulsa Okla. Feb. Tues. 28, 1950. Mr J. Edgar Hoover, director of F.B.I., Washington D.C. Dear Mr Hoover:- [stamp/handwritten: Flying Saucers] Your acknowledgement of my letter in regard to your excellent & faithful service, rec'd Feb. 22 here. I've had something "on my chest" for several years, and it may be the time and way to do something about it, now also. It was during a time of my seven years of Civil Service work here in Tulsa, while doing Engr. drafting for the Corps of Engineers, War Department. At this time I began to give the matter serious thought. For a number of intermittent nights at about the same time, I would hear a terrific very quick noise over the four unit apartment Bldg. at [...] where I had a small 3 roomed apartment on the top floor. The noise only lasted a second or less, and always traveled north to south. It was at great speed this missel or whatever over head, that I could never get to the window to look into the night sky. I reported it to the F.B.I. here (local F.B.I.) & checked all the air ports, no one knew of any craft having been there at that time. I clocked it after hearing it 4 or 5 times, and as near as I can remember now it was about 11:21 P.M. Then the time I again reported to the F.B.I. I had long before found it was not street nor building noise. The second time I called the F.B.I. the party at the other end, said wait a moment, - soon he said, a Lt. of the force had been telling him of hearing the same thing a few blocks south of me at the 21st bridge while out there on patrol duty! Then a few week after those noises over head, came the first word of people, seeing "flying saucers". Since living here at [...], late last fall a flying saucer must have been what I saw that looked like a very round white cloud against a grey stormy sky (or dark grey overcast sky.) It also rapidly drifted north to south, and while I wondered & looked at the (cloud ?) sphere I saw it disintegrate and something that looked like envelopes or paper fell toward the earth but the round objects pieces seemed to melt into the grey sky.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 59, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 61
Carta a Hoover, página 2, página física 61
2. Estava tudo muito nítido, pois o objeto estava no céu a leste e o sol acabava de sair de trás de uma nuvem a oeste, por volta do pôr do sol, e brilhava sobre ele. Corri para a minha porta do lado leste para tentar distinguir um motor de avião, algum som de motor ou uma possível queda talvez a algumas quadras. Mas não ouvi nada, então de novo expliquei e comuniquei ao FBI daqui. Não pude avaliar a distância do objeto. Agora, meu rádio não funciona há cerca de duas semanas, de modo que não tenho acompanhado todas as notícias. Mas uma amiga me conta que, segundo o noticiário do rádio, os discos estão aparecendo de novo e agora estão se desintegrando. Pois bem, Sr. Hoover, se o assunto que vou mencionar aqui estiver por acaso fora da sua jurisdição, peço-lhe que ou o envie a alguém (a pessoa certa) ou o ponha (diretamente) nas mãos de algum funcionário responsável do governo que o senhor tenha certeza de que dará ao assunto estudo e consideração sérios. Quando os dois tornados atingiram Woodward, Oklahoma, há vários anos, com poucos dias ou poucas semanas de diferença. Desde então tenho a teoria de que esses “discos voadores” estão sendo enviados de uma base russa situada em algum lugar perto da borda leste da Sibéria, da Coreia ou da Mongólia, mais provavelmente em algum ponto da Sibéria, e são controlados por radar. Que os primeiros, mais ou menos do ano dos tornados, voltaram para a base lá, e que tinham tripla finalidade. Nº 1. Que os primeiros continham instrumentos para fotografar e registrar ao mesmo tempo distância, altitude e temperatura. Assim, com os dados voltando pelos “discos”, os russos podem por esse meio ter cada palmo dos nossos EUA fotografado e nossas áreas vitais localizadas. Sem dúvida os “discos” são construídos redondos e, como nesta vista de lado, teriam uma só borda [desenho] e giram como um pião pelo ar, com fendas em volta do disco [desenho] onde pus os pontos. Poderiam ser feitos para se abrir automaticamente e espalhar germes, produtos químicos, gelo etc. Nº 2. Que eles possam ser capazes de afetar nossas correntes atmosféricas, que causaram nossas fortes tempestades e as incomuns e súbitasNota editorial: Lida no fac-símile. “Automaticly” e “effect” (por affect) estão assim no original. Os dois pequenos desenhos do disco, de perfil e visto de cima com pontos, estão na própria página.
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2. It was all so plain & clear for the object was in the eastern sky & the sun just came from behind a cloud in the west at about sun down & shown upon it. I rushed to my east door to try to distinguish a plane motor or some sound of motor or a possible crash maybe a few blocks away. But I heard nothing so I again explained & reported to the F. B. I. here. I could not judge the distance of the object. Now my own radio has not been working for about 2 weeks, so that I've not recently caught all the news. But a friend of mine tells me that according to radio news, the saucers are again appearing, and are now disintegrating. Now Mr. Hoover if this matter that I shall mention here is by chance out of your jurisdiction, then I pray that you either mail this to some one (the right one) or put it into the hands (directly) to some responsible Gov. Official whom you are sure will give the matter serious study and consideration. When the two tornados hit Woodward Okla several years ago within a few days or a few weeks of each other. From that time on I have theorized that these "flying saucers" are being sent from a Russian base located somewhere near the eastern edge of Siberia, Korea or Mongolia, but more likely some place in Siberia, and are radar controlled. That the first ones of about the year of the tornados came back to the base there, and that they served a tri-purpose. No. 1. That the first ones contained instruments to photograph & simultaneously record distance altitude & temperature. Thus with data returning via the "saucers" the Russians may by this means have every foot of our U.S.A. photographed and our vital areas spotted. No doubt the "saucers" are built round and like this view from the side would have only one edge [drawing] and spin like a top thru the air with slots around the saucer [drawing] where I have placed the dots. Could be made to open automaticly and scatter germs, chemicals ice & etc. No. 2. That they may be able to effect our weather currents that have caused our heavy storms and unusual suddenConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 61, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 62
Carta a Hoover, página 3, página física 62
3. mudanças de temperatura em áreas localizadas dos EUA. Eles podem ser capazes, com os dados obtidos anteriormente, de mandar um disco a qualquer lugar, quase a qualquer hora, com quase qualquer coisa, dependendo do ajuste do dispositivo automático dentro do disco, da altitude e da distância nos controles da base e da substância posta dentro. Nada agora é impossível! Nº 3. As mudanças súbitas do tempo durante todo o outono passado e, especialmente, neste inverno causaram uma “gripe” e uma doença do peito que dura muito mais e enfraquece muito mais do que a “gripe” antiga, [referência a consulta médica da autora omitida pela redação]. Por isso, deixou a grande maioria das pessoas enfraquecida, vulnerável ao ataque de uma doença física maior, algo que pode até ser respirado do ar, e pode nos pôr num estado indefeso, fraco ou de sono que dará à Rússia a chance de entrar e tomar este país intacto, sem nunca bombardear e estragar nossas ricas reservas de petróleo e indústrias! (A Rússia ainda não conseguiu o petróleo que foi buscar.) Se fosse feito dessa maneira, acordaríamos ou voltaríamos a nós e talvez nos encontrássemos escravos dela! É algo para pensar e, a meu ver, uma possibilidade muito grande! Por isso, rezo para que o senhor entregue este assunto àqueles, ou àquele, que tenha certeza de que lhe dará uma consideração muito séria. Se minha teoria for verdadeira, então, se pudéssemos localizar essa base, pouparíamos muitos problemas à nossa nação. O assunto acima está ligado ao que escrevi, antes da Segunda Guerra Mundial, ao general e chefe do Estado-Maior Marshall, ao presidente F. D. Roosevelt e a Martin Dies, sobre um sonho aparentemente fantástico que tive uns três anos depois da Primeira Guerra Mundial. Nesse sonho, que tive em três noites seguidas, igual até o menor detalhe. Nesse sonho, os russos, os alemães e um povo de “olhos puxados” [expressão pejorativa do original] entravam pelo sudoeste e marchavam e se espalhavam pelo nosso país em direção ao nordeste, e no sonho nós ficávamos como pedraNota editorial: Lida no fac-símile. “Ports” parece ser grafia do original para “parts” e foi traduzido pelo sentido; “controlls” e “tho't” estão assim no original. Omitida a frase sobre o médico da autora, dado de saúde de particular. “Slant eyed” é expressão pejorativa do original, traduzida entre aspas e sinalizada.
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3. changes in temperatures in spotted areas over the U.S. They may be able from their data formally obtained to send a saucer anywhere at most any time with most anything, depending on the setting of the automatic device within the saucer & the altitude & distance on their controlls at their base, & the substance placed within. Nothing now is impossible! No. 3. The sudden weather changes all this last fall and this winter especially have caused a "flu" & a chest condition that lasts much longer and weakens those ports much more than even the oldfashioned "flu" did, [...]. Hence it has put the vast majority of people in a weakened condition, receptive of attack of a greater physical illness, something that may even be breathed from the air, & may put us into a helpless, weak or sleeping condition that will give Russia a chance to walk in and take this country intact, without ever bombing & spoiling our rich oil and industrial supplies! (Russia has never yet gotten the oil she started out for.) If done in this manner we would wake up or come to and find ourself possibly her slaves! It's something to think about, and as I see it a very great possibility! so I'm praying that you place this matter with those or one you are certain will give it a very serious tho't. If my theory is a true case, then if we could locate that base, we could save a great deal of trouble to our nation. The above mentioned matter ties in with what I wrote before World War II to General Chief of Staff Marshall, President F.D.R. and Martin Dies, about a seemingly fantastic dream I had three years or about that after the first world war. In that dream which I had 3 nights alike to the smallest detail and in succession. In that dream the Russians, Germans, and a slant eyed people came in the S. West & marched & swarmed over our country to the North East, and in the dream we stood like stoneConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 62, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 63
Carta a Hoover, página 4, página física 63
4. imagens paralisados de surpresa! No sonho, parecia que eu era criança de novo, olhando meu avô na bancada de trabalho, e embora, na época daquele sonho estranho, meu avô já tivesse morrido, como eu parecia estar ao lado dele no sonho, ele olhou para mim e disse: “Florence, tudo o que eu sonho sempre se realiza.” Na verdade, em todos aqueles anos em que viveu conosco, nunca o ouvi dizer que tinha sonhado; então minha única interpretação do sonho e do que ele disse nele é que queria dizer que o que “eu sonhei” etc. Quando jovem, ele recebeu ordem de marchar em “passo de ganso” para a Prússia na Guerra Franco-Prussiana, e muitas vezes me contava em alemão como odiava a guerra, e sei o quanto ele amava o que é belo e como era realmente bondoso. Amava o jardim, as flores e fazia belos trabalhos de marcenaria. Não é lógico que haja um propósito bem definido na desintegração dos “discos” agora? Que divulgamos que achamos que eles são “interplanetários”, e o país que os envia agora tem medo de que descubramos o contrário? Que também pode haver produtos químicos ou germes de doenças dentro deles que, se voltassem à base original, poderiam acidentalmente se espalhar dentro das próprias fronteiras e ser perigosos para eles mesmos?! E, além disso, afinal descobrimos que Marte não é habitado! Posso acrescentar agora que não assinei as cartas que escrevi sobre aquele sonho aos três senhores de Washington; tive medo, pois estávamos então muito perto da guerra com a Alemanha. Eu as pus no correio em Tulsa, então o senhor talvez tenha ouvido falar das cartas (deste acontecimento) naquela época. Sabemos que aquele sonho de três noites não se realizou então. Mas ainda há tempo para que algo muito parecido possa acontecer! Seguem selos para o senhor enviar isto à “pessoa” que sabe que o considerará do ângulo de uma possibilidade séria. Também um esboço que fiz, minha ideia do método da Rússia. Eu gostaria de saber sua opinião sobre a possibilidade científica mencionada acima. Na verdade, não sei nada de ciência. Quem me dera saber. Atenciosamente, Sra. Florence B. Pervier, [endereço omitido]. Espero que algo seja feito a tempo.Nota editorial: Lida no fac-símile. “Disintrigation”, “affraid”, “desease” e “accidently” estão assim no original. Endereço omitido pela redação.
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4. images stunned with surprise! In the dream it seemed that I was a child again watching grandfather at his work bench, and tho' at the time of that strange dream Grandfather was then deceased, but as I seemed to be standing beside him in the dream, he looked down at me and said "Florence whatever I dream always comes true". Actually I had never, while he lived with us in all those years ever heard him claim he had dreamed; so my only interpretation of the dream & what he said in it would mean that what "I dreamed" & etc. When he was young he was ordered to "goose-step" into Prussia in the Franco-Prussian War, and he often told me in German how he hated war, & I know how much he loved the beautiful & how really kind he was. He loved garden, flowers & did beautiful cabinet work. Doesn't it stand to reason that there is a very definite purpose in the disintrigation of the "saucers" now? That we have advertised the fact that we think they are "interplanetary", and the country sending them are now affraid that we may find out different? That also there may be chemicals or desease germs within them that if they returned to the original base might accidently be scattered within their own boundaries and dangerous to their own welfare?! And besides after all we have found out that Mars is not inhabited! I might add now that I did not sign my name to the letters I wrote about that dream to the three Washington gentlemen, I was afraid to for we were so close to war with Germany then. I mailed them from Tulsa, so you might have heard of the letters (this happening) at that time. We know that dream of 3 nights did not then come true. But there is still time that something very similar may yet happen! Enclosed is postage for mailing this to "the party" you know will consider it from a serious possibility angle. Also a rough sketch that I've made, my idea of Russia's method. I would appreciate hearing your opinion on the above scientific possibility mentioned. I know nothing of Science actually. I wish I did. I am Sincerely Yours, Mrs Florence B. Pervier, [...]. I hope something will be done in time.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 63, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 64
Legendas do mapa desenhado pela autora, página física 64
Sibéria. Base dos “discos”. Alasca. Canadá. Possível rota dos “discos”. A base dos “discos” pode ficar mais ao sul, ou num lugar que lhes permita, no seu trajeto, passar pelas correntes atmosféricas do Alasca, em algum ponto do caminho entre o Alasca e os EUA. Tudo: o mais escuro é área de tempestades. E assim por diante, por todos os EUA. Por: Florence Pervier, Tulsa, Oklahoma.Nota editorial: Conferido no fac-símile. O mapa traz também uma seta de norte e linhas tracejadas de fronteira.
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Siberia. "Saucer" base. Alaska. Canada. Possible Route of "Saucers". The "saucer" base may be further South or in such a location as to allow them in their course, to pass thru' the Alaskan weather currents, some where in their course between Alaska and U.S.A. All:- Heavier is storm area. So on & all over U.S.A. By: Florence Pervier, Tulsa, Okla.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 64, contando a capa.
TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 66
Resposta de Hoover, 07/03/1950, página física 66
7 de março de 1950. Sra. Florence B. Pervier, [endereço omitido], Tulsa, Oklahoma. Prezada Sra. Pervier: Sua carta de 28 de fevereiro de 1950 foi recebida, e quero agradecer-lhe por pôr sua observação à minha disposição. Sua atenção nesse sentido é apreciada. Atenciosamente, J. Edgar Hoover, diretor. NOTA: A correspondente relata longamente suas observações sobre discos voadores e informou que acredita que eles são de origem russa. Nota-se que, em sua carta de 14 de fevereiro, ela escreveu para elogiar o Sr. Hoover por seus serviços como diretor do FBI. NJC:ai. Registrado - 23. Indexado - 23. 62-83894-208. Expedida em 8 de março de 1950, COMM-FBI.Nota editorial: Conferido no fac-símile. A nota de leitura desta página chamava a correspondente de “Florence Hill”, erro do texto automático; no original, Florence B. Pervier. “Lengthly” está assim no original.
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March 7, 1950. Mrs. Florence B. Pervier, [...] Tulsa, Oklahoma. Dear Mrs. Pervier: Your letter of February 28, 1950, has been received and I want to thank you for making your observation available to me. Your thoughtfulness in this connection is appreciated. Sincerely yours, J. Edgar Hoover, John Edgar Hoover, Director. NOTE: Correspondent lengthly relates her observations concerning flying saucers and advised that she believes they are of Russia origin. It is noted that in her letter of February 14, she wrote to commend Mr. Hoover for his services as Director of the FBI. NJC:ai. Recorded - 23. Indexed - 23. 62-83894-208. Mailed 8, Mar 8 1950, COMM-FBI.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 66, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 1949 — A “nuvem” redonda foi vista no “fim do outono passado”, isto é, no fim de 1949. Os ruídos noturnos são anteriores às primeiras notícias de discos, de data não informada.
- Documento
- 28/02/1950 — Data da carta; resposta de Hoover em 07/03/1950.
- Publicação
- Não estabelecida — Correspondência privada, liberada depois no arquivo 62-HQ-83894.
Origem e divulgação
Carta de particular a J. Edgar Hoover; resposta e nota interna do FBI · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_5.pdf
Páginas físicas 59 a 66 conferidas no fac-símile; 60 e 65 são versos.
Perguntas para continuar a investigação
- O FBI de Tulsa registrou os telefonemas da autora sobre os ruídos noturnos e o comentário do tenente da polícia?
- O que havia no céu de Tulsa no fim do outono de 1949 quando ela viu a esfera branca se desfazer?
GEOGRAFIA DO CASO
Tulsa, Oklahoma
Referência aproximada da cidade da autora, posicionada pela redação. Não indica o ponto exato das observações nem a posição dos objetos, cuja distância a autora não soube avaliar.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_5.pdf
Páginas físicas 59 e 61 a 63: carta manuscrita de uma moradora de Tulsa a J. Edgar Hoover, 28/02/1950 · Página física 64: mapa desenhado pela autora com a suposta base de discos na Sibéria · Página física 66: resposta de Hoover, 07/03/1950
FBI · 209 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.
