30/01/1949, 17h54 (hora das Montanhas) / Céu do leste do Novo México e do oeste do Texas; fim da trajetória calculado a oeste de Lamesa, Texas, EUA
Novo México e Texas, 1949: a grande bola de fogo de 30 de janeiro, vista por milhares, cruza 143 milhas do céu sem estrondo
No fim da tarde de domingo, 30 de janeiro de 1949, uma bola de fogo muito brilhante cruzou o céu do Novo México e do Texas e foi vista por milhares de pessoas. Lincoln LaPaz calculou uma trajetória quase horizontal de 143 milhas e registrou que ninguém ouviu as detonações típicas de grandes meteoritos, mas considerou que, entre os casos investigados, só esse dava algum indício de ser uma queda de meteorito.
- Data do evento
- 30/01/1949, 17h54 (hora das Montanhas)
- Local
- Céu do leste do Novo México e do oeste do Texas; fim da trajetória calculado a oeste de Lamesa, Texas, EUA
- Tema
- Relatórios militares de 1948–1949
- Órgãos das fontes
- DOW · DOE
- Documentos
- 2 documentos · 141 páginas
- Leitura
- 10 min
FONTES DOCUMENTAIS · DOW / DOE
O que os registros contam
Às 17h54 de domingo, 30 de janeiro de 1949, uma bola de fogo atravessou o céu do Novo México e do Texas. Segundo o quarto relatório de Lincoln LaPaz ao 17º Distrito do OSI, de 21 de fevereiro, menos de um minuto depois um morador telefonou contando o que um grupo vira da mesa de jantar, por uma janela voltada para leste. Em duas horas, LaPaz já tinha mais de cem relatos. Muitos vieram de militares que esperavam ao ar livre a abertura dos cinemas das bases, de guardas já alertados para as bolas verdes, de pilotos, operadores de torre e trabalhadores de poços de petróleo.
A partir de 1º de fevereiro, com um carro cedido pelo major William Godsoe, do Quarto Exército, LaPaz percorreu cidades do Novo México, como Vaughn, Roswell e Tatum, e do Texas, como Lamesa, Lubbock e Muleshoe. Agentes do OSI e a Patrulha Aérea Civil se juntaram à busca, e em 4 de fevereiro um T-11 com o capitão Melvin E. Neef a bordo sobrevoou a baixa altura a área do provável ponto de queda, enquanto outro grupo percorria de carro o trajeto de Lamesa a Clovis.
Três semanas depois, LaPaz concluiu que vários milhares de pessoas tinham visto a bola 'atravessar lentamente o céu'. Pelos cálculos dele, ela surgiu a cerca de 12 milhas de altura sobre a região de latitude 34° N e longitude 102° 5' O e sumiu a cerca de 8 milhas sobre 32° 48' N, 102° 22' O, depois de percorrer quase na horizontal uns 143 milhas (230 km), a até 14 milhas por segundo. Na conferência de Los Alamos, ele disse que as durações relatadas iam de 5 a 14 segundos e que a média de 10 dava cerca de 10 milhas por segundo.
Ninguém na vasta área pesquisada relatou as detonações e os estrondos prolongados que acompanham as grandes quedas de meteoritos; houve apenas possíveis 'ruídos de Udden', zumbidos e chiados relatados em Roswell e perto de Muleshoe. Muitos observadores do Texas, mais perto da trajetória, descreveram a luz como azul, laranja, vermelha ou roxa, não verde. Na conferência, LaPaz atribuiu outros ruídos relatados a explosões de dinamite em poços de petróleo e contou que o teodolito usado nas primeiras medições tinha defeito.
Mesmo notando traços comuns às bolas verdes, LaPaz escreveu que a de 30 de janeiro era 'o único' dos objetos investigados que dava algum indício de ser uma queda de meteorito, e pediu nova busca por fragmentos, que até então não tinham aparecido. No mesmo relatório anunciou que deixava a colaboração com o OSI por voltar às aulas; em 1950 ele reaparece como consultor voluntário. O mapa de campo mostrado na conferência não está no acervo.
LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Traduzidas na íntegra as duas páginas do quarto relatório de LaPaz (páginas físicas 81 e 82 do DOW-UAP-D017) e os trechos da transcrição de 1949 que tratam da queda (as páginas inteiras da transcrição estão na ampliação de bolas-verdes). Números cortados na margem da cópia ficaram marcados, sem complemento.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 81
Quarto relatório de LaPaz, 21/02/1949, página 1 (íntegra), página física 81
UNIVERSIDADE DO NOVO MÉXICO, ALBUQUERQUE. Instituto de Meteorítica. 21 de fevereiro de 1949. PARA: tenente-coronel Doyle Rees, comandante do Distrito n.º 17 do Escritório de Investigações Especiais. DE: Lincoln LaPaz, diretor do Instituto de Meteorítica. Assunto: Fenômenos luminosos anômalos (quarto relatório). 1. Vários novos avistamentos de fenômenos luminosos aéreos inexplicados ocorreram desde a preparação do terceiro relatório desta série. Destaca-se, entre os incidentes ainda não descritos, a bola de fogo verde da noite de domingo, 30 de janeiro de 1949, às 17h54 (hora das Montanhas). Menos de um minuto depois do aparecimento, uma testemunha (Sr. Nesbett) telefonou para relatar a impressão de um grupo de pessoas que viu a bola por uma janela voltada para leste, sentado à mesa de jantar numa sala bem iluminada. Em duas horas, mais de 100 relatos de testemunhas tinham sido obtidos por seu diretor em entrevistas pessoais. Uma proporção incomum dos relatos veio de militares (que esperavam ao ar livre a abertura dos cinemas das bases), de guardas e outros agentes especiais já alertados para vigiar fenômenos luminosos anômalos, e de pilotos, operadores de torre de controle e trabalhadores de poços de petróleo do turno do fim da tarde à meia-noite. 2. Em 1º de fevereiro, o major William Godsoe, do Quarto Exército, pôs um carro oficial à disposição do autor, e começou-se um levantamento de campo na região do Novo México e do Texas onde vivia a maioria das testemunhas da queda. Esse levantamento, feito sob condições de tempo excepcionalmente severas, incluiu visitas a estas localidades: Moriarty, Estancia, Vaughn, Ramon, Mesa, Roswell, Caprock, Tatum e outras cidades do Novo México; e Lamesa, Brownfield, Plains, Lubbock, Muleshoe e outras cidades do Texas. (Várias delas foram visitadas duas ou mais vezes.) Em Roswell, onde houve colaboração muito eficaz do grupo do OSI na Base Aérea de Walker, chefiado pelo tenente Paul Ryan, e da unidade local da Patrulha Aérea Civil, chefiada pelo tenente H. K. Cobean, o agente especial Bill Ricket juntou-se ao grupo e ajudou muito no trabalho seguinte. Em Lamesa, Texas, juntou-se ao grupo terrestre um grupo de busca aérea formado pelo major Charles Phillips, da USAF, pelo capitão Melvin E. Neef e pelo agente especial Jack L. Boling, do escritório do 17º Distrito do OSI no campo de Kirtland, e pelo cabo Cochran. Em 4 de fevereiro, esses quatro fizeram um voo de reconhecimento a baixa altitude num avião T-11 sobre a área em torno do ponto terrestre da bola de fogo de 30 de janeiro. Ao mesmo tempo, um segundo grupo terrestre, chefiado pelo tenente Paul Ryan, fez uma busca cuidadosa ao longo de um trajeto de Lamesa, passando por Amherst, Texas, até Clovis, Novo Mé[xico].Nota editorial: Conferido na imagem da página física 81 do DOW-UAP-D017 (margem direita parcialmente cortada; palavras completadas sem ambiguidade). 'observer's' está assim no original.
Conferir original em inglês
THE UNIVERSITY OF NEW MEXICO, ALBUQUERQUE. Institute of Meteoritics. February 21, 1949. TO: Lt Colonel Doyle Rees, Commanding Officer, District No. 17, Office of Special Investigations. From: Lincoln LaPaz, Director, Institute of Meteoritics. Subject: Anomalous luminous phenomena (4th report). 1. Several additional sightings of unexplained aerial light phenomena have occurred since the third report in this series was prepared. Outstanding among the as yet undescribed incidents was the green fireball of Sunday evening, January 30, 1949, 5:54 p.m. MST. Within less than one minute after the appearance of the fireball, an eyewitness (Mr. Nesbett) called to report the impression of a group of persons who saw the fireball through an east window while seated about the dinner table in a brightly lighted room. Within two hours after the fireball appeared, more than 100 eyewitness accounts had been obtained by its director through personal interviews. An unusually high percentage of the reports came from military personnel (waiting out under the sky for Post Theaters to open), from guards and other special agents already alerted to watch for anomalous luminous phenomena and from airplane pilots, control tower men and oilwell workers working on the late afternoon to midnight shift. 2. On February 1st, a staff car was placed at the writer's disposal by Major William Godsoe of the Fourth Army and a field survey was begun of the region in New Mexico and Texas in which the majority of the observer's reporting the fall lived. This survey, carried out under unusually severe weather conditions, included visits to the following localities: Moriarty, Estancia, Vaughn, Ramon, Mesa, Roswell, Caprock, Tatum and other towns in New Mexico; and Lamesa, Brownfield, Plains, Lubbock, Muleshoe and other towns in Texas. (Several of these towns were visited two or more times.) At Roswell, where very effective cooperation was provided by the OSI group at Walker Air Base under Lt Paul Ryan, and the local CAP unit under Lt H. K. Cobean, Special Agent Bill Ricket was added to the survey party and gave much aid in later work. At Lamesa, Texas, the ground survey party was joined by an air search party consisting of Major Charles Phillips, USAF, Captain Melvin E. Neef and Special Agent Jack L. Boling, from the 17th District OSI office at Kirtland Field, and Corporal Cochran. On February 4th, the four persons just named flew a low-level air reconnaissance mission in a T-11 aircraft over the area surrounding the earth-point of the fireball of January 30th. At the same time a second ground survey party under Lt Paul Ryan made a careful field search along a route extending from Lamesa through Amherst, Texas, to Clovis, New Me[xico].Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 81, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 82
Quarto relatório de LaPaz, página 2 (íntegra), página física 82
3. Em consequência das buscas em terra e no ar e da análise da enorme quantidade de informações obtidas de testemunhas em entrevistas pessoais, por telefone e por carta, ficou claro agora (três semanas depois da queda) que vários milhares de pessoas no Novo México e no Texas viram essa grande bola de fogo atravessar lentamente o céu. Foi possível determinar que a bola de 30 de janeiro se tornou visível a cerca de doze milhas de altitude sobre um ponto de latitude 34° [minutos cortados na margem] e longitude 102° 5', e desapareceu a cerca de oito milhas de altitude sobre um ponto de latitude 32° 48' e longitude 102° 22', depois de percorrer uma trajetória quase horizontal de cerca de 143 milhas, a uma velocidade de [valor inicial cortado na margem] a quatorze milhas por segundo. Embora a bola de 30 de janeiro deva estar entre as mais brilhantes observadas no último quarto de século, e embora sua trajetória real tenha passado, em toda a extensão, mais perto da Terra que a de qualquer outro meteorito de que o autor tenha conhecimento (exceto as bolas de fogo verdes anômalas de 12 e 20 de dezembro de 1948), as detonações e os longos estrondos que, sem exceção, acompanham as grandes quedas de meteoritos não foram notados em 30 de janeiro por ninguém na vastíssima região coberta pelos levantamentos. No entanto, o que talvez tenham sido ruídos de Udden (zumbidos e chiados anômalos frequentemente relatados por observadores muito distantes como ouvidos no mesmo instante em que se viu uma bola de fogo meteórica) foram ouvidos em Roswell, Novo México, e perto de Muleshoe, Texas. 4. Além da anomalia da ausência de ruído, a bola de 30 de janeiro de 1949 mostra várias outras características (por exemplo, trajetória quase horizontal, ausência de rastro luminoso duradouro ou de nuvens de poeira, direção de norte para sul etc.) próprias das bolas de fogo verdes descritas antes nesta série. No entanto, foi muito mais brilhante que todas as anteriores e diferiu das outras porque muitos observadores do Texas, situados mais perto da trajetória, relataram a cor como azul, laranja, vermelha e até roxa, em vez de verde. 5. Até agora (21 de fevereiro), não se descobriu nenhuma evidência de que fragmentos sólidos da bola de 30 de janeiro tenham caído no solo. Ainda assim, deve-se fazer, o quanto antes, uma busca muito mais minuciosa na provável área de queda delimitada pelos levantamentos anteriores, porque, na minha opinião, a bola de 30 de janeiro é o único dos objetos luminosos anômalos em investigação que dá algum indício de ter sido uma queda de meteorito. 6. Com este relatório, a participação do autor na investigação do OSI sobre a intrigante questão das bolas de fogo precisa, lamentavelmente, terminar. Enquanto estive licenciado da Universidade do Novo México, tive prazer em doar meu tempo e meus serviços a esta investigação. Agora que volto a chefiar o Departamento de Matemática com carga horária integral de ensino, é impossível continuar colaborando com o OSI. LINCOLN LaPAZ, chefe do Departamento de Matemática. 2Nota editorial: Conferido na imagem ampliada da página física 82 do DOW-UAP-D017. A margem direita da cópia está cortada: os minutos da latitude inicial e o primeiro número da faixa de velocidade não são legíveis ('from s...', talvez 'seven' ou 'six'); não foram completados. 'not' está sublinhado em 'were not observed', e 'at the same time', em 'heard at the same time'. Ruídos de Udden: sons 'eletrofônicos' relatados junto com bolas de fogo, assim chamados na literatura da época.
Conferir original em inglês
3. As a result of the ground and air searches referred to above, and of an analysis of the very large amount of information obtained from eyewitnesses by personal interviews, by telephone conversations and by letter, it has now (three weeks after the fall) become clear that several thousand persons in New Mexico and Texas saw this great fireball leisurely traverse the sky. It has been possible to determine that the January 30th fireball became visible at an altitude of approximately twelve miles over a point at latitude 34° [cut], longitude 102° 5', and disappeared at an altitude of approximately eight mi[les] over a point at latitude 32° 48', longitude 102° 22', after traversing a nearly horizontal path approximately 143 miles long at a velocity of from s[...] to fourteen miles per second. Although the January 30th fireball must be [among] the brightest observed in the last quarter-century, and in spite of the fact that its real path lay closer to the earth throughout its entire extent than any other meteorite path of which the writer has knowledge (excepting the anomalous green fireballs of December 12th and 20th, 1948), the meteoritic detonations and long continued rumblings which without exception accompany large meteorite falls were not observed on January 30th by anyone in the very large region covered by the various ground surveys. However, what may have been Udden noises (anomalous whizzing and hissing sounds frequently reported by very distant observers as having been heard at the same time that a meteoritic fireball was seen) were heard at Roswell, New Mexico, and near Muleshoe, Texas. 4. In addition to the absence of noise anomaly referred to in the last paragraph, the fireball of January 30th, 1949, shows several other features (e.g. nearly horizontal path, absence of long enduring luminous train or dust clouds, North to South direction, etc) characteristic of the green fireballs earlier described in this series of reports. However, the January 30th fireball was much brighter than any of those earlier reported and differed from other green fireballs in that many of the Texas observers who were situated nearest its path reported its color as blue, orange, red and even purple instead of green. 5. Up to the present time (February 21st), no evidence whatever supporting the belief that solid fragments fell to earth from the January 30th fireball has been discovered. However, as promptly as possible, a much more thorough ground search should be made in the probable area of fall as outlined by the earlier surveys, for, in my opinion, the fireball of January 30th is the only one of the anomalous luminous objects under investigation which gives any indication of having been a meteorite fall. 6. With the present report, the writer's participation in the OSI's investigation of the puzzling fireball question must, to his regret, terminate. During the time I was on leave of absence from the University of New Mexico, I was glad to donate my time and services to this investigation. Now that I am again serving as Head of the Department of Mathematics with a full time teaching load, it is impossible for me to continue cooperating with the OSI. LINCOLN LaPAZ, Head of Dept of Mathematics. 2Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 82, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 5
Transcrição da conferência de 16/02/1949: LaPaz sobre a queda de 30 de janeiro (trecho), página física 5
No caso da queda de 30 de janeiro, como muitos militares estavam em alerta, conseguimos observações menos de um minuto depois e seguimos a investigação por 1.600 milhas, sobretudo na lama do Texas!, em cerca de dez dias, entrevistando literalmente centenas de pessoas, e não vimos um só relato comprovado de ruído produzido pela queda. [...] Hoyt e Bradbury: Não foi no domingo, dia 24? Dr. LaPaz: Não, foi com certeza no domingo, dia 30. [...] O centro dos pontos de aparecimento, como se vê, fica a sudoeste ou sul-sudoeste de Amarillo. O ponto de desaparecimento fica nas vizinhanças de Lubbock, Texas.Nota editorial: Conferido na imagem da página física 5 do DOE-UAP-D004 (página 4 da transcrição). A página inteira está traduzida na ampliação do dossiê bolas-verdes. O mapa de campo mostrado na reunião não está no acervo.
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In the case of the January 30th fall, due to the fact that there had been a large number of military personnel alerted, we were able to obtain observations within a minute after the fall occurred and pursued the investigation over a distance of 1,600 miles - in Texas mud primarily! - in some ten days' time interviewing literally hundreds of people, we saw not one substantiated account of noise produced by the meteorite fall. [...] Hoyt and Bradbury: Wasn't that Sunday the 24th? Dr. LaPaz: No, it was definitely Sunday the 30th. [...] The center, as you see, of points of appearance is somewhere Southwest of Amarillo or South-southwest of Amarillo. The disappearance point is in the vicinity of Lubbock, Texas.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 5, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 13
Transcrição: visibilidade em White Sands e duração da queda (trechos), páginas físicas 12 e 13
Capitão Neef: A do dia 30 foi com certeza visível de White Sands, porque o comandante Holloman (?) e a esposa, e um de seus assistentes e a esposa, a viram de lá. [...] Dr. Teller: Qual o comprimento? Dr. LaPaz: As primeiras observações que tivemos aqui indicavam ..... Isso por erros na determinação do azimute no ponto inicial, devidos ao teodolito defeituoso que usaram. Mas é correto que a trajetória passa de 100 milhas. Dr. Teller: E quanto tempo leva? Dr. LaPaz: As estimativas de duração vão de 5 a cerca de 14 segundos. Acho que uma média de 10 segundos é a melhor, o que daria cerca de 10 milhas por segundo.Nota editorial: Conferido nas imagens das páginas físicas 12 e 13 do DOE-UAP-D004. Páginas inteiras traduzidas na ampliação de bolas-verdes.
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Captain Neef: This one of the 30th definitely was visible from White Sands because Commander Holloman ? and his wife and one of his assistants and his wife saw it from there. [...] Dr. Teller: How long was it? Dr. LaPaz: The first observations we had here indicated ..... That was because of errors in the determination of the azimuth at the point of beginning, made due to the faulty transit they used. But that's correct that the path runs over 100 miles. Dr. Teller: And how long does it take? Dr. LaPaz: Duration estimates range from 5 to around 14 seconds. I think that a 10 second average is about the best, that would give about 10 miles per second.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 13, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 30/01/1949 — 17h54, hora padrão das Montanhas (MST); era domingo.
- Documento
- 21/02/1949 — Quarto relatório de LaPaz ao OSI.
- Publicação
- Não estabelecida — Correspondência geral da Base Sandia (DOW-UAP-D017) e transcrição da AEC (DOE-UAP-D004), divulgadas em lotes desclassificados.
Origem e divulgação
Instituto de Meteorítica da Universidade do Novo México (Lincoln LaPaz), para o 17º Distrito do OSI da Força Aérea; Comissão de Energia Atômica (transcrição) · DOW-UAP-D017_General_Correspondence_Of_Sandia.pdf
Páginas físicas 81 e 82 do DOW-UAP-D017 e 5, 12 e 13 do DOE-UAP-D004 conferidas na imagem.
Relatos relacionados e suas diferenças
Perguntas para continuar a investigação
- A busca mais minuciosa por fragmentos pedida por LaPaz chegou a ser feita?
- Por que as testemunhas mais próximas viram cores diferentes do verde?
GEOGRAFIA DO CASO
Oeste do Texas, entre os pontos de aparecimento e desaparecimento calculados por LaPaz
Ponto médio aproximado, posicionado pela redação, entre as coordenadas de início (cerca de 34° N, 102° 5' O) e fim (32° 48' N, 102° 22' O) da trajetória calculada. A bola foi vista em todo o leste do Novo México e oeste do Texas.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- DOW-UAP-D017_General_Correspondence_Of_Sandia.pdf
Páginas físicas 81 e 82: quarto relatório de Lincoln LaPaz ao OSI (21/02/1949) sobre a bola de fogo de 30/01/1949; linha da tabela na página física 73
DOW · 116 páginas - DOE-UAP-D004_Los-Alamos-Conference-on-Aerial-Phenomena_1949.pdf
Páginas físicas 5, 6, 12 e 13: trechos da transcrição da conferência de 16/02/1949 sobre a queda de 30/01/1949
DOE · 25 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.
