03/07/1947 / Cox's Hill, South Brooksville, Maine, EUA
South Brooksville, Maine, 1947: astrônomo ouve um ronco e vê um bando de objetos claros cruzar o céu
Um astrônomo descrito como observador confiável escreveu a um cientista do Laboratório de Pesquisa Naval que, em 3 de julho de 1947, ouviu um ronco forte e viu uns dez objetos muito claros, sem formação regular, cruzarem o céu do Maine. Ele próprio fez as contas de distância e velocidade e perguntou se não seriam aviões.
- Data do evento
- 03/07/1947
- Local
- Cox's Hill, South Brooksville, Maine, EUA
- Tema
- Arquivo do FBI
- Órgãos das fontes
- FBI
- Documentos
- 1 documento · 126 páginas
- Leitura
- 3 min
esboço testemunhal (no corpo de carta datilografada)Página física 64FONTES DOCUMENTAIS · FBI
O que os registros contam
Em 7 de agosto de 1947, o major William P. Mellen, oficial de ligação do Comando de Material Aéreo no Laboratório de Pesquisa Naval, em Washington, mandou à inteligência das Forças Aéreas do Exército um trecho de carta recebida pelo dr. Tousey, chefe de seção do laboratório. O autor era John F. Cole, que Tousey descrevia como astrônomo conhecido e observador confiável por formação. O trecho está copiado na página seguinte.
Cole escreveu de South Brooksville, no Maine, em 28 de julho. Disse que, pelo ridículo que atingia quem relatava discos, seria cauteloso ao interpretar, mas que algo incomum lhe chamara a atenção por volta das 14h30 de 3 de julho de 1947, horário de verão. Estava no morro Cox's Hill, olhando na direção do Backwood's Mount, em Harborside. O que o fez olhar para cima foi um ronco "extraordinariamente alto"; esperava ver aviões perto e não viu.
Precisou olhar com atenção para achar um grupo de objetos de cor muito clara, a uns 50 graus de altura, rumo aproximado noroeste. O grupo ocupava no máximo um grau e meio no céu, bem junto e sem formação regular; podiam ser uns dez. Em 10 ou 15 segundos, cobriu uns 30 graus. Ele supôs que os objetos pudessem estar numa demonstração naval a partir de Eastport, Bar Harbor ou Belfast.
Cole fez as contas. Um objeto de 100 pés que ocupasse um décimo de grau estaria a mais de 10 milhas e andaria a cerca de 1.200 milhas por hora; um de 50 pés a 5 milhas, a uns 600. Ele achou a primeira hipótese rápida demais para um bombardeiro. A única forma nítida foram duas manchas escuras no canto esquerdo do grupo, que ele desenhou com dois riscos na própria carta e que "podem ter sido asas de cauda".
Ele mesmo levantou as dúvidas: se eram bombardeiros Douglas, por que só dois mostraram cauda? Se se moviam desordenados "como um enxame de abelhas" e faziam tanto barulho, talvez estivessem mais perto e fossem pequenos. Um avião rebocando balões, achava ele, seria fácil de reconhecer. Terminou perguntando se houve meteoritos ou mudanças bruscas no campo de rádio. O arquivo não traz resposta.
LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Memorando do governo dos EUA e trecho de carta de particular nele anexado, traduzidos em trechos. Comentários do autor sobre a própria saúde foram omitidos.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 63
Apresentação do autor, página física 63
O dr. Tousey afirma que o sr. Cole é um astrônomo conhecido e um observador confiável em razão de sua formação.Nota editorial: Conferido no fac-símile. O memorando traz 'Dr. E. Tousey' e 'John F. Cole'; o texto automático lia 'John 7. Cole'.
Conferir original em inglês
Dr. Tousey states that Mr. Cole is a well-known astronomer and a reliable observer as a result of his training.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 63, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 64
O grupo de objetos, página física 64
O que primeiro me fez olhar para cima foi o ronco extraordinariamente alto, e fiquei surpreso por não ver um grupo bem definido de aviões bem perto. Em vez disso, tive de olhar com bastante atenção para ver o bando de objetos de cor muito clara, na direção geral norte e viajando mais ou menos para noroeste (verdadeiro).Nota editorial: Conferido no fac-símile.
Conferir original em inglês
What first made me look up was the unusually loud roar and I was surprised not to see a well defined group of planes quite near. Instead I had to look rather sharply to see the bunch of very light colored objects, in a general northerly direction and travelling roughly in a NW (true) direction.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 64, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 64
As duas formas escuras, página física 64
A única evidência concreta de forma apareceu na tangente esquerda do grupo: duas formas escuras [esboço] que podem ter sido asas de cauda. O bombardeiro Douglas não tem isso?Nota editorial: Conferido no fac-símile. O esboço é feito à mão entre as palavras datilografadas; 'Douglass' está assim no original.
Conferir original em inglês
The only concrete evidence of form appeared on the left tangent of the group--two dark shaped forms: [esboço] which may have been tail wings. Doesn't the Douglass bomber have these?Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 64, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 03/07/1947 — Por volta das 14h30, horário de verão, de 3 de julho de 1947 ('Greenwich Civil time 1830').
- Documento
- 07/08/1947 — Memorando do major William P. Mellen de 7 August 1947; carta de Cole datada de July 28, 1947.
- Publicação
- Não estabelecida — Arquivo 62-HQ-83894, Serial 130; data da liberação não conferida nestas páginas.
Origem e divulgação
Laboratório de Pesquisa Naval, oficial de ligação do Comando de Material Aéreo (maj. William P. Mellen); carta de John F. Cole ao dr. Tousey · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Serial_130.pdf
Páginas físicas 63 e 64 conferidas no fac-símile, com ampliação do cabeçalho e do esboço.
Perguntas para continuar a investigação
- Houve voo de bombardeiros ou demonstração naval na costa do Maine na tarde de 3 de julho de 1947?
- O restante da carta de Cole, não copiado no arquivo, trazia outras informações?
GEOGRAFIA DO CASO
South Brooksville, Maine
Referência aproximada da localidade de onde a carta foi escrita, posicionada pela redação. Não indica o ponto exato de Cox's Hill nem a posição dos objetos.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Serial_130.pdf
Página física 63: memorando do oficial de ligação do AMC no Laboratório de Pesquisa Naval, 07/08/1947 · Página física 64: trecho de carta de John F. Cole, South Brooksville, Maine, 28/07/1947, com pequeno esboço datilografado à mão
FBI · 126 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.
