Uma noite de 1917, por volta das 22h, segundo carta de agosto de 1952 / Não informado na carta; o autor escrevia de Roadstown, Nova Jersey, EUA
Roadstown, 1952: um morador conta a Hoover a luz amarela que viu cair e subir em 1917
Em agosto de 1952, Roy Elwell, de Roadstown, Nova Jersey, escreveu ao diretor do FBI sobre um objeto amarelo pálido que, segundo ele, viu numa noite de 1917 descer em direção ao chão, correr na horizontal e subir até sumir. A partir dessa lembrança, expôs em doze folhas uma teoria pessoal sobre gravidade, e o FBI repassou a carta à aeronáutica civil e à Defesa.
- Data do evento
- Uma noite de 1917, por volta das 22h, segundo carta de agosto de 1952
- Local
- Não informado na carta; o autor escrevia de Roadstown, Nova Jersey, EUA
- Tema
- Arquivo do FBI
- Órgãos das fontes
- FBI · DOW
- Documentos
- 2 documentos · 458 páginas
- Leitura
- 14 min
FONTES DOCUMENTAIS · FBI / DOW
O que os registros contam
Entre os papéis de discos voadores do FBI está uma carta manuscrita de doze folhas escrita em agosto de 1952 por Roy Elwell, morador de Roadstown, no sul de Nova Jersey. Ele diz que, depois de ler tanto sobre discos voadores, resolveu contar a J. Edgar Hoover uma teoria em que passou a acreditar em 1917. A origem da teoria é uma observação que o próprio Elwell relata, feita 35 anos antes, e é essa lembrança o único episódio concreto da carta.
Segundo Elwell, numa noite de 1917, por volta das 22h, ele viu um objeto no céu a sudoeste que parecia cair em direção à Terra num ângulo de uns 50 graus. O objeto passou por trás de alguns prédios. Quando ele correu para fora para ver onde cairia, o objeto já se movia na horizontal. Quase de imediato começou a subir, cada vez mais depressa e mais em linha reta, até desaparecer a sudeste. Tinha, a seu ver, metade do tamanho aparente da Lua e cor amarelo pálido.
Elwell acrescenta que um homem de mais de 70 anos, que estava sentado ali, também viu o objeto e disse que seus antepassados viam coisas assim havia gerações e as chamavam de "presságios" e de "Jack O'Lanterns", nome popular dos fogos-fátuos. A carta não diz onde ele morava em 1917, não dá dia nem mês, e não há registro da época. Trata-se de uma lembrança contada décadas depois, sem outra testemunha identificada.
O resto da carta é teoria. Elwell, que estudava ímãs na época, propõe que todo corpo com centro de gravidade teria ao mesmo tempo uma força de atração e uma de repulsão. Haveria centenas de pequenas "unidades G" girando em volta da Terra e do Sol, algumas de gás, outras de metal incandescente. Para ele, os discos voadores seriam essas unidades, e não naves visitantes; uma nave com controle de gravidade seria possível, mas ele duvidava que alguma estivesse por aqui. Sugere ainda que cientistas poderiam ter criado unidades G artificiais bombardeando balões num cíclotron.
O FBI não comentou o conteúdo. Em 11 de setembro de 1952, Hoover agradeceu "o benefício de suas observações" e informou que mandava cópias à Administração de Aeronáutica Civil e ao secretário de Defesa. A cópia chegou à Diretoria de Inteligência da Força Aérea, que em 3 de outubro de 1952 a remeteu ao Centro de Inteligência Técnica Aérea (ATIC), em Wright-Patterson, como material do Projeto Blue Book, descrevendo-a como "teorias e sugestões" e anotando que não houve resposta.
O que os papéis sustentam é pouco, mas claro: um cidadão guardou por 35 anos a lembrança de uma luz que desceu e voltou a subir, e usou os discos voadores de 1952 como ocasião para expor uma teoria própria. A descrição, uma luz amarelada que desce, corre na horizontal e sobe, é compatível com muitas explicações, e o documento não permite escolher nenhuma. A ideia das "unidades G" é do autor da carta e não recebeu avaliação de nenhum órgão.
LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Traduzidas na íntegra as doze folhas da carta de Roy Elwell (páginas físicas 48 e 50 a 60), a resposta de Hoover (página 46) e o encaminhamento da Força Aérea ao ATIC (D105, página 99), todas conferidas no fac-símile. Ficaram de fora os versos com carimbos (páginas 45, 47 e 49), sem texto próprio. A página física 61, embora grampeada logo depois da carta, é um memorando sobre outro assunto (objeto branco sobre Montana em 19/09/1952) e não foi incluída.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 46
Resposta de J. Edgar Hoover a Roy Elwell, 11/09/1952, página física 46 (íntegra)
11 de setembro de 1952. Sr. Roy Elwell, Roadstown, Nova Jersey. Prezado senhor Elwell: recebi sua carta com carimbo postal de 6 de setembro de 1952 e agradeço o interesse que o levou a me dar o benefício de suas observações. Como o conteúdo de sua comunicação pode interessar a outros órgãos do governo, tomo a liberdade de encaminhar cópias dela ao administrador de Aeronáutica Civil, Administração de Aeronáutica Civil, Departamento de Comércio, Washington, D.C., e ao Excelentíssimo Secretário de Defesa, Pentágono, Washington, D.C. Atenciosamente, John Edgar Hoover, diretor. Cópia enviada por formulário à Administração de Aeronáutica Civil. Cópia enviada por formulário ao secretário de Defesa.Nota editorial: Conferido na imagem. O texto automático e a ficha da página leram o nome como "Roswell Elwell"; o fac-símile traz "Roy Elwell" (com correção a máquina no "E"). Carimbos: 62-83894-316, Recorded 126, Mailed 19, 12/09/1952.
Conferir original em inglês
September 11, 1952. Mr. Roy Elwell, Roadstown, New Jersey. Dear Mr. Elwell: Your letter postmarked September 6, 1952, has been received, and I appreciate the interest prompting you to let me have the benefit of your observations. Since the contents of your communication may be of interest to other governmental agencies, I am taking the liberty of forwarding copies of it to the Administrator of Civil Aeronautics, Civil Aeronautics Administration, Department of Commerce, Washington, D. C., and to The Honorable, The Secretary of Defense, The Pentagon, Washington, D. C. Sincerely yours, John Edgar Hoover, Director. Copy by form sent to Civil Aeronautics Administration. Copy by form sent to Secretary of Defense.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 46, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 48
Carta de Roy Elwell a J. Edgar Hoover, folha 1, página física 48 (íntegra)
Roadstown, Nova Jersey, agosto de [dia encoberto pela perfuração] de 1952. A J. Edgar Hoover, Federal Bureau of Investigation, Washington, D.C. [anotação posterior do arquivo: "Discos voadores"] Prezado senhor Hoover: depois de ler tanto sobre discos voadores e outros objetos no céu, decidi escrever-lhe sobre uma teoria em que passei a acreditar em 1917. Numa noite, por volta das 10 horas, vi um objeto no céu a sudoeste. Parecia cair em direção à Terra num ângulo de uns 50°, o que o faria atingir o chão a [palavra encoberta por carimbo] ao sul de nós. Passou por trás de alguns prédios e, quando corri para fora para ver onde cairia, ele se movia na horizontal, paralelo à superfície da Terra. Quase imediatamente começou a subir, e parecia subir cada vez mais depressa eNota editorial: Conferido na imagem. A folha tem carimbo "Recorded 126", número 62-83894-316 e anotações de circulação de 16/09/1952. O dia da data está sob a perfuração do arquivamento; a resposta de Hoover diz que o envelope foi carimbado em 06/09/1952.
Conferir original em inglês
Roadstown, N.J. Aug. [perfuração] 52. J. Edgar Hoover, Federal Bureau of Investigation, Wash. D.C. [anotação posterior: Flying Saucers] Dear Mr Hoover:- Since reading so much about flying saucers and other objects in the sky, I have decided to write you about a theory which I came to believe in 1917. One evening about 10 - I saw an object in the South western Sky. It seemed to be falling toward the Earth at about a 50° angle which would let it hit about [palavra encoberta por carimbo] South of us. It went behind some buildings and when I ran out to see where it might hit, it was moving horizontal with the Earth's surface. Almost immediately it started to rise and seemed to rise faster andConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 48, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 50
Carta de Roy Elwell, folha 2, página física 50 (íntegra; folha digitalizada deitada)
mais em linha reta, até desaparecer no espaço a sudeste. Parecia ter metade do tamanho da Lua e era de um amarelo pálido, mas, como estava muito mais perto, sei que era muito menor. Um homem de mais de 70 anos estava sentado aqui e o viu. Disse que seus antepassados os tinham visto gerações atrás e os chamavam de "presságios" e também de "Jack O'Lanterns" [nome popular dos fogos-fátuos]. Fiquei muito intrigado com o modo como esse corpo tinha caído até meio caminho da Terra [a partir de onde eu o vira primeiro] e depois subido e sumido no espaço. Eu sabia que ele estava longe demais dentro da gravidade da Terra para ser puxado para fora pela gravidade do Sol ou da Lua, pois estes estavam do outro lado da Terra. Esse objeto tinha ido numa direção inteiramente diferente da de ambos.Nota editorial: Conferido na imagem girada. A nota automática da página falava em objeto "em forma de pera"; o manuscrito diz "pale yellow" (amarelo pálido) e não descreve forma. Grafia "to far" do original mantida.
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straighter until it disappeared into space in the South East. It looked half as big as the Moon and was a pale yellow, but since it was much closer I know it was much smaller. A man above 70 sat here and saw it. He said his ancestors had seen them generations back and had called them "Omens" and also "Jack O Lanterns". I was very much concerned about how this body had fallen half way to Earth [from where I had first seen it] and had then risen and vanished into space. I knew it was to far in Earth's gravity to be pulled out by the Gravity of the Sun or Moon, as they were on the opposite side of the Earth. This object had gone in an entirely different direction than either of them.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 50, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 51
Carta de Roy Elwell, folha 3, página física 51 (íntegra)
Na época, eu estudava ímãs. Pareciam dispositivos muito simples, com as seguintes características: atraíam o ferro; atraíam-se uns aos outros; repeliam-se uns aos outros. Alguns tinham muita atração e muita repulsão. Alguns tinham muita atração e pouca repulsão. Alguns tinham pouca atração e muita repulsão, e alguns tinham pouca atração e pouca repulsão. Hoje, massas de minério de ferro ficam suspensas no ar por ímãs enquanto o minério é fundido e as impurezas caem, deixando o ferro limpo. Estudando os ímãs, tive uma ideia que desde então não consegui tirar da cabeça. Darei alguns exemplos para ilustrar minha teoria: G = gravidade. P & P = empurrão e puxão da gravidade.Nota editorial: Conferido na imagem. "Push" e "Pull" foram traduzidos como repulsão/empurrão e atração/puxão, conforme o contexto.
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At the time, I was studying magnets. They seemed to be very simple devices, with the following characteristics. They attracted Iron. They attracted each other. They repelled each other. Some had much Pull and much Push. Some had much Pull and little Push. Some had little Pull and much Push and some had little Pull and little Push. Now Masses of Iron ore are suspended in mid air, by Magnets, while the ore is melted and the impurities drop out leaving clear Iron. While studying magnets an idea came to me and I have not been able to get it out of my mind since. I will give a few examples to illustrate my theory: G = Gravity. P & P = Push & Pull of Gravity.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 51, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 52
Carta de Roy Elwell, folha 4, página física 52 (íntegra)
Uma unidade G completa, como a Terra, contém uma força que puxa todos os objetos para o seu centro. Contém também uma força [semelhante à de um ímã] que repele [empurra] todos os objetos para longe do seu centro. A atração da G da Terra menos a sua repulsão é igual à força da gravidade como a conhecemos e sentimos. A Terra, como unidade, contém essa força P&P de G, mas nenhuma rocha ou parte da Terra contém essa força. Um ímã atrai só certos metais e repele só ímãs. Uma unidade G atrai todas as outras unidades G e também as repele na proporção de sua P & P G. Também atrai ou repele todos os objetos soltos que não contêm um centro de G. Assim, a Terra, com mais atração que repulsão, atrai todos os objetos, e os que não têm centro de G caem na sua superfície ou queimam na alta atmosfera como meteoros ou estrelas cadentes.Nota editorial: Conferido na imagem. Colchetes do próprio autor.
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A complete G unit, such as Earth, contains a force which pulls all objects toward its center. It also contains a force, [similar to that of a magnet] which repels [Pushes] all objects away from its center. The Pull of Earths G minus its Push, equals the force of G as we know and feel it. The Earth as a unit contains this P&P force of G, but no rock or part of the Earth contains this force. A Magnet attracts only certain metals and repels only magnets. A G unit attracts all other G units and also repels them in proportion to its P & P G. It also attracts or repels all loose objects that do not contain a center of G. Thus Earth with more Pull than Push attracts all objects and those without a center of G fall to its surface or are burned in the upper air as meteors or falling stars.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 52, contando a capa.
TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 53
Carta de Roy Elwell, folha 5, página física 53 (íntegra)
Algumas unidades G contêm mais repulsão que atração. Por exemplo, as estrelas, que parecem tentar fugir do Universo, contêm muito mais repulsão que atração e expelem, ou empurram, para o espaço todos os objetos soltos em sua superfície, até um peso proporcional à diferença entre sua repulsão e sua atração. O Sol e seus planetas contêm mais atração que repulsão. O planeta mais próximo do Sol contém mais atração em relação à sua repulsão do que qualquer outro planeta. O planeta mais distante do Sol contém menos atração em relação à sua repulsão do que qualquer outro. Se cada planeta tivesse a atmosfera da Terra, um homem pesaria mais no planeta mais próximo do Sol e pesaria menos em cada planeta à medida que se afastasse do Sol. A atração G de Marte pode ser muito maior que a da Terra. Mas, se for, a repulsão de Marte também é muito maior.Nota editorial: Conferido na imagem. A palavra "nearest" aparece repetida no manuscrito; a repetição não foi mantida na tradução.
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Some G units contain more Push than Pull. For example the Stars which seem to be trying to run away from the Universe contain much more Push than Pull and expel or Push all loose objects, on their surface, out into space. That is up to a weight in proportion to the difference between their Push & Pull G. The Sun and its Planets contain more Pull than Push. The Planet nearest the Sun contains more Pull in relation to its Push than any other Planet. The Planet farthest from the Sun contains less Pull in relation to its Push than any other Planet. If each Planet had the atmosphere of Earth a man would weigh more on the Planet nearest the Sun and would weigh less on each Planet as he moved out from the Sun. The Pull G of Mars may be much greater than Earths Pull G. But if it is, Mars Push is much greater also.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 53, contando a capa.
TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 54
Carta de Roy Elwell, folha 6, página física 54 (íntegra)
Há muitas centenas de pequenas unidades G, com a proporção certa de P & P G, girando em volta do Sol em órbitas menores que a da Terra. Algumas provavelmente são menores que um grão de areia, e outras são grandes o bastante para que um dia sejam encontradas e tenham a órbita traçada. Algumas são só gás, outras são só sólidos, e outras são sólidos cercados de gás. Algumas podem ser feitas inteiramente de metal e, ao entrar em contato com o ar em alta velocidade, tomariam a cor desse metal quando "em brasa" ou em chamas. Os gases apresentariam cores diferentes. Algumas viajam em órbitas próximas à da Terra. Algumas viajam em órbitas em volta da Terra e estão presas a ela (como a Lua). Essas pequenas unidades G podem viajar sozinhas ou em grupos de números e formações diferentes. Qualquer uma delas, ou qualquer grupo delas, pode serNota editorial: Conferido na imagem.
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There are many hundreds of small G Units, with the right proportion of P & P G., moving around the Sun in smaller Orbits than the Earth. Some are probably smaller than a grain of sand and some are large enough that they will one day be found and their Orbit traced. Some are all Gas, some are all solids and some are solids with gas around them. Some may be composed entirely of Metal and coming in contact with the air at high speed would take on the color of that metal when "Red hot" or burning. The gases would present different colors. Some travel in Orbits close to that of the Earth. Some travel in Orbits around the Earth and are locked to it. (like the moon) These small G Units may travel alone or in groups of different numbers and formations. Any one or any group of these small G Units may beConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 54, contando a capa.
TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 55
Carta de Roy Elwell, folha 7, página física 55 (íntegra)
empurrado ou puxado para perto o bastante da Terra para ser visto. As que estão presas à Terra viajam em volta do Equador e são vistas, principalmente, nessa região. As unidades G que têm repulsão demais em relação à atração para se prender a um planeta ou ao Sol são jogadas pelo espaço de planeta em planeta e, se vistas, podem estar viajando em qualquer direção e a qualquer velocidade. Essas pequenas unidades G não caem na Terra: combinam sua P&P G com a da Terra e partem navegando para o espaço, de onde vieram. A maior atração da G da Terra está concentrada em torno do Equador. Essa grande atração mantém o Equador voltado para o Sol. A maior repulsão está nos polos. Assim, um homem pesaria mais no Equador do que nos polos. Um avião voa mais depressa no seu teto porque a repulsão G compensa a perda de sustentação do ar. A agulha da bússola aponta para o norte; portanto, o ímã e a G devem estar relacionados.Nota editorial: Conferido na imagem.
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Pushed or Pulled near enough to the Earth to be seen. Those attached to Earth travel around the Equator and are seen, mostly, in that section. The G Units that have to much Push in relation to their Pull to attach themselves to a Planet or the Sun are tossed about in space from Planet to Planet and, if seen, may be traveling in any direction and any speed. These small G Units do not fall to Earth but combine their P&P G with that of Earth and sail away into Space, whence they came. The greatest Pull of Earths G is centered about the Equator. This great Pull keeps the Equator facing toward the Sun. The greatest Push is at the Poles. Thus a man would weigh more at the Equator than at the Poles. A Plane flies faster at its ceiling because the Push G makes up for the loss of air lift. A Compass needle points north so a Magnet and G must be related.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 55, contando a capa.
TRECHO 9 · PÁGINA FÍSICA 56
Carta de Roy Elwell, folha 8, página física 56 (íntegra)
A atração G da Lua é muito maior que a sua repulsão. Essa atração causa aqui na Terra marés mais altas do que a atração do Sol. Não porque seja maior que a atração do Sol [a do Sol pode ser muitas vezes maior], mas porque é muito maior em proporção à sua repulsão. A maior atração da Lua está concentrada no lado voltado para a Terra. Essa grande atração impede a Lua de girar, a não ser no seu movimento em volta da Terra. Essa grande atração está presa à atração G da Terra no Equador, e por isso a Lua paira sobre o nosso Equador. Mas a grande repulsão da G da Terra se combina com a da Lua e as mantém afastadas. Outra lua, ou um cometa, ou qualquer pequeno corpo G, entrando no sistema solar vindo do espaço, no ângulo certo e com a proporção certa de P&P G, poderia se prender ao Sol ou a qualquer de seus planetas. Se fosse a Terra, ele nos rodeariaNota editorial: Conferido na imagem. Colchetes do próprio autor.
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The Pull G of the Moon is much greater than its Push. This Pull causes higher tides here on Earth than the Pull of the Sun. Not because it is greater than the Pull of the Sun [the Sun may be many times greater] but because it is much greater in proportion to its Push. The greatest Pull of the Moon is centered on the side facing the Earth. This great Pull keeps the moon from turning, except as it rotates around Earth. This great Pull is locked with Earths G Pull at Equator and so the Moon hangs over our Equator. But the great Push of Earths G combines with that of the moon & holds them apart. Another moon, or a comet, or any small G body, coming into the Solar system from Space; at the right angle; and with the right proportion of P&P G. could attach itself to the Sun or any of its Planets. If it were the Earth it would circle us atConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 56, contando a capa.
TRECHO 10 · PÁGINA FÍSICA 57
Carta de Roy Elwell, folha 9, página física 57 (íntegra)
pelo Equador, por causa da atração G maior nesse ponto. A P&P G do Sol se estende e segura o planeta mais distante, e a P&P G desse planeta chega até o Sol. Assim, a P&P G do nosso sistema solar se estende para manter seus vizinhos mais próximos só até certa distância, e não mais perto. Muito provavelmente, duas unidades G nunca colidiram, a não ser que uma tenha antes perdido seu poder de P&P G. Quando dois ímãs são empurrados um contra o outro, resistem com uma força de torção. Essa pode ser a resposta para a rotação da Terra em torno do seu eixo. A grande atração no Equador, com mais repulsão nos polos, pode ser a resposta para as estações do ano. Criaturas com os órgãos adequados podem viver em seu próprio ambiente. Assim, poderiam ser feitas para viver em qualquer planeta, ou mesmo em qualquer lua. Isso não quer dizer que as mesmas criaturas poderiam viver aqui no nosso ar.Nota editorial: Conferido na imagem.
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the Equator due to the greater G pull at that point. The P&P G. of the Sun reaches out and holds the farthest Planet and that Planets P&P G. reaches to the Sun. Thus our Solar systems P&P G reaches out to hold its nearest neighbors just so close and no closer. Most likely no two G units have ever collided unless one first lost its power of P&P G. As two magnets are pushed together they resist each other with a twisting force. This may be the answer to the rotation of the Earth on its axis. The Great Pull at Equator, with more Push at Poles may be answer to Seasons. Creatures with the right organs can live in their own environment. Thus they could be made to live on any Planet or even on any moon. This does not mean that the same creatures could live here in our air.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 57, contando a capa.
TRECHO 11 · PÁGINA FÍSICA 58
Carta de Roy Elwell, folha 10, página física 58 (íntegra)
Qualquer nave com controle de um centro de gravidade poderia viajar por qualquer espaço a uma velocidade quase ilimitada. Poderia também ficar parada. Um ocupante não teria sensação de velocidade nem de mudança brusca de direção. Assim como a Terra é cercada de ar, uma nave G teria uma camada do mesmo tipo de gás do planeta ou da estrela onde foi feita. Isso serviria de amortecedor e manteria a nave fria. Mas duvido que tenhamos algum visitante desse tipo vindo do espaço. Acho que os visitantes vistos são as pequenas unidades G que circulam a Terra e o Sol, e nenhuma delas jamais fará mal ao nosso povo. Pergunto-me se alguns dos discos voadores são unidades G feitas pelo homem. Temos muitos cientistas trabalhando no campo atômico e também em outros campos, com possibilidades quase ilimitadas. Talvez algum tipo de balão tenha sidoNota editorial: Conferido na imagem. "control" está sublinhado no original.
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Any ship with a center of Gravity control could travel through any space at almost limitless speed. It could also stand still. An occupant would have no sense of speed or sudden change of direction. Just as Earth is surrounded by air, a G ship would have a layer of the same kind of gas as the Planet or Star where it was made. This would act as a buffer and keep the ship cool. But I doubt if we have any such visitor from Space. I think the visitors seen are the small G units circling the Earth & Sun, and not one of them will ever bring harm to our people. I wonder if any of the flying Saucers are man made G units. We have many Scientists working in the Atomic field and also in other fields with almost limitless possibilities. Possibly some type of balloon has beenConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 58, contando a capa.
TRECHO 12 · PÁGINA FÍSICA 59
Carta de Roy Elwell, folha 11, página física 59 (íntegra)
bombardeado com um cíclotron. Se ele subiu mais depressa e mais alto, e se voa por muito mais tempo? Então esses podem ser as primeiras unidades G feitas pelo homem. Quero simplesmente transmitir a ideia de que todo planeta ou grão de areia que contém um centro de gravidade emite uma força de repulsão, além de uma força de atração. Essas forças mantêm a Terra e o Sol "travados", de modo que a Terra pode ser puxada muitas milhas para mais perto do Sol num dia e empurrada muitas milhas para longe no seguinte, mas só pode chegar até certa proximidade e até certa distância. Assim, todas as unidades G não só estão a salvo de colidir umas com as outras como, em sua maioria, estão presas em órbitas definidas. Como essa ideia (ou teoria) se encaixa e explica muitos dos discos voadores vistos aqui nos Estados Unidos,Nota editorial: Conferido na imagem.
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bombarded with a cyclotron. If it has risen faster and higher and if it flies much longer? Then these may be the first G units made by man. I simply wish to convey the idea that every Planet or grain of sand containing a center of Gravity sends out a repelling force as well as a pulling force. These forces hold the Earth & Sun, "Locked", so the Earth may be pulled many miles closer to the Sun one day and Pushed many miles away the next, but can get only so close & only so far away. Thus all G units are not only safe from colliding with each other but are mostly locked in definite Orbits. Since this idea (or theory) fits in and explains many of the flying saucers seen here in the States I amConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 59, contando a capa.
TRECHO 13 · PÁGINA FÍSICA 60
Carta de Roy Elwell, folha 12, página física 60 (íntegra)
estou lhe escrevendo, porque sinto que o rumo atual dos acontecimentos torna essa ideia digna de investigação, e sei que o senhor a entregará à pessoa ou ao grupo certo. Com a mais alta estima pelo senhor e pelo seu departamento, agradeço-lhe pelo seu gentilíssimo serviço. Roy Elwell, Roadstown, Nova Jersey.Nota editorial: Conferido na imagem. A nota automática da página grafou a assinatura como "Roy E. Jewell"; o manuscrito traz "Roy Elwell".
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writing you because I feel that the present course of events, makes this idea worth investigating and I know you will deliver it to the right person or group. With the highest esteem for you and your department I thank you for your very kind service.- Roy Elwell. Roadstown, N.J.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 60, contando a capa.
TRECHO 14 · PÁGINA FÍSICA 99
Encaminhamento da Diretoria de Inteligência da Força Aérea ao ATIC, 03/10/1952, D105 página física 99 (íntegra)
["Restrito" riscado] Informação de segurança. AFOIN-2A2, major Fournet, redigido de novo em 3/10/1952. (Não classificado) Material para o Projeto Blue Book. Ao chefe do Centro de Inteligência Técnica Aérea, base aérea de Wright-Patterson, Ohio. Departamento da Força Aérea, quartel-general da USAF, AFOIN-2A, 3 de outubro de 1952. 1. O anexo é encaminhado para sua informação e arquivo. Trata de "teorias e sugestões" relacionadas ao Projeto. 2. Este escritório não deu resposta de nenhum tipo. 1 anexo (só com o original): cópia fotostática da carta ao FBI, datada de agosto de 1952, de Roy Elwell, Roadstown, Nova Jersey. William A. Adams, coronel da USAF, chefe da Divisão Temática, vice-diretoria de Estimativas, Diretoria de Inteligência. Memorando para registro desnecessário.Nota editorial: Conferido na imagem do D105. Anotações manuscritas: "X 322.7 ATIC" e, na margem, "000.9 Flying Discs".
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[RESTRICTED riscado] SECURITY INFORMATION. AFOIN-2A2 Maj Fournet/dbv/75990 Rewrtn 3 Oct 52. (Unclassified) Material for Project Blue Book. Chief, Air Technical Intelligence Center, Wright-Patterson AFB, Ohio. Dept of the Air Force, Hq USAF - AFOIN-2A. OCT 3 1952. 1. Inclosure is forwarded for your information and retention. It concerns "theories and suggestions" related to the Project. 2. No replies of any kind have been made by this office. 1 Incl (w/orig only): Photostat cy of ltr to FBI dtd Aug 52 fr Roy Elwell, Roadstown, New Jersey. WILLIAM A. ADAMS, Colonel, USAF, Chief, Topical Division, Deputy Director for Estimates, Directorate of Intelligence, DCS/O. No M/R necessary.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 99, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 1917 — Segundo a carta, 'uma noite' de 1917, por volta das 22h; sem dia nem mês.
- Documento
- 08/1952 — Carta datada de agosto de 1952 (dia sob a perfuração); carimbo postal de 06/09/1952, segundo a resposta de Hoover de 11/09/1952.
- Publicação
- Não estabelecida — Liberação do arquivo 62-HQ-83894 pelo FBI; data não informada nestas páginas.
Origem e divulgação
FBI, custódia da carta e da resposta; autoria da carta: Roy Elwell; encaminhamento: Diretoria de Inteligência da Força Aérea · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_7.pdf
Páginas físicas 46, 48 e 50 a 60 da Section 7 e página 99 do D105, conferidas no fac-símile. A folha 2 da carta (página 50) está digitalizada deitada.
Perguntas para continuar a investigação
- Onde Elwell morava em 1917 e de onde fez a observação?
- A Administração de Aeronáutica Civil deu algum destino à cópia recebida?
GEOGRAFIA DO CASO
Local da observação de 1917 não informado
A carta foi escrita em Roadstown, Nova Jersey, mas não diz onde o autor estava em 1917. Nenhum ponto foi marcado.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_7.pdf
Página física 46: resposta de J. Edgar Hoover a Roy Elwell, 11/09/1952 · Páginas físicas 48 e 50 a 60: carta manuscrita de Roy Elwell a Hoover, agosto de 1952 (12 folhas)
FBI · 205 páginas - DOW-UAP-D105_US-Air-Force-Flying-Discs-File-September-December-1952.pdf
Página física 99: encaminhamento da cópia da carta de Elwell ao ATIC como material do Projeto Blue Book, 03/10/1952
DOW · 253 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.