UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Método desenvolvido a partir de 1952; relatório de 05/05/1955 / Air Technical Intelligence Center, Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio, EUA

Relatório Especial 14, 1952-1955: como a Força Aérea transformou relatos de discos voadores em cartões perfurados IBM

O Relatório Especial 14 explica passo a passo como relatos de testemunhas viraram números: três versões de questionário, um código mestre, números de série por ano e uma conferência de quatro pessoas para decidir cada identificação. O próprio texto admite um limite importante: as manobras dos objetos, que depois se mostraram decisivas, nunca foram codificadas.

História da investigação
Data do evento
Método desenvolvido a partir de 1952; relatório de 05/05/1955
Local
Air Technical Intelligence Center, Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio, EUA
Tema
História da investigação
Órgãos das fontes
CIA
Documentos
1 documento · 312 páginas
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25 min
Página de questionário com um desenho de um homem apontando para um arco graduado e, abaixo, a ilustração de uma rua arborizada vista de frente sob um semicírculo de céu.Formulário oficial com desenhos impressosPágina física 286
Formulário oficial com desenhos impressos · Força Aérea dos EUA (ATIC), Relatório Especial nº 14 do Projeto Blue Book, 1955; cópia liberada pela CIA · Página física 286 do arquivo divulgado. Perguntas 32 e 33 da Folha de Informações Técnicas da Força Aérea: a testemunha devia marcar com "A" e "B" a altura do objeto no céu no início e no fim do avistamento, sobre desenhos de uma pessoa apontando e de uma rua. Página física 286 (p. 284 do relatório). Modelo em branco do formulário, sem dados de nenhum caso. Desenhos impressos do próprio formulário oficial. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · CIA

O que os registros contam

Antes de qualquer estatística, a equipe do Relatório Especial 14 precisou resolver um problema prático: os relatos que chegavam ao Air Technical Intelligence Center não estavam, nas palavras do documento, em forma adequada "nem a um estudo quase científico". Havia teletipos militares, cartas de civis e formulários preenchidos de jeitos diferentes. O plano adotado teve quatro etapas: listar os fatores necessários, criar um esquema de transferência para computação mecanizada, ligar cada dado ao papel de origem e padronizar a identificação do fenômeno.

A primeira ferramenta foi o questionário. O painel de consultores fez três versões. A segunda foi testada em 1952: dos primeiros 300 questionários devolvidos em julho e agosto, 168 foram analisados por um psicólogo consultor. A versão final, a Folha de Informações Técnicas da Força Aérea, pedia até que a testemunha marcasse num desenho impresso a altura do objeto no céu no primeiro e no último instante do avistamento. A narrativa livre servia para corroborar os dados e, segundo o texto, para revelar indiretamente a capacidade de raciocínio e a sugestionabilidade de quem escrevia.

Depois vinha o código. Tudo o que pudesse influir numa identificação ganhou um número, e uma folha de trabalho intermediária, mais tarde chamada de "bíblia do cartão", permitia que várias pessoas transcrevessem os dados ao mesmo tempo para cartões perfurados IBM. Cada avistamento recebeu um número de série de quatro dígitos com faixas por ano, de 0001 a 0500 para 1947 até 2501 a 4900 para 1952, e cada testemunha extra ganhou um sufixo. Relatos duplicados só eram fundidos quando se provava que vinham da mesma fonte.

A identificação passava por dois filtros. Quem transcrevia fazia uma classificação preliminar; depois, uma conferência de quatro pessoas, duas do ATIC e duas do painel, decidia a final sem ver as conclusões anteriores do ATIC. As categorias iam de balão, astronômico e aeronave a informação insuficiente, manifestação psicológica e desconhecido. Todo caso classificado como desconhecido exigia decisão de grupo; se o impasse persistisse, o relato ficava como desconhecido. Identificações "certas" deviam ter mais de 95% de chance de acerto, e as "duvidosas", mais de 50%.

O texto também registra os limites do método. Cerca de 800 relatos foram eliminados por serem vagos ou contraditórios. Variáveis como tamanho, altitude e velocidade angular acabaram inutilizáveis. E, quando a equipe percebeu que as manobras relatadas eram o fator crítico para separar conhecidos de desconhecidos, já era tarde para reavaliar tudo: nenhum código de manobra entrou nos cartões. Essa lacuna é admitida pelo próprio relatório.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Documento do governo dos EUA. Traduzidas na íntegra as páginas físicas 14 a 24 (redução dos dados, questionário, códigos, números de série e avaliação), o índice dos formulários (p. 264), as perguntas 32 e 33 do questionário final (p. 286) e os rótulos do cartão IBM de exemplo (p. 311). Os demais formulários do Apêndice B (páginas físicas 263 a 311) não foram traduzidos por inteiro: são modelos em branco e tabelas de códigos, sem relato de avistamento; ficam como pendência de ampliação.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 14

Página física 14 (p. 4): fontes, período e plano de redução dos dados

esquecer a subjetividade dos dados no momento de tirar conclusões da análise. É preciso ressaltar, sempre e de novo, que quaisquer conclusões deste relatório se baseiam NÃO em fatos, mas no que muitos observadores pensaram e estimaram que fossem os fatos verdadeiros. Ao todo, os dados do estudo consistiram em cerca de 4.000 relatos de avistamentos de objetos aéreos não identificados. A maioria foi recebida por canais militares ou na forma de questionários preenchidos pelos observadores; alguns poucos foram aceitos na forma de cartas diretas de fontes indiscutivelmente confiáveis. Foram considerados avistamentos feitos entre junho de 1947 e dezembro de 1952. Avistamentos supostamente ocorridos antes de 1947 não foram considerados, porque só foram comunicados a fontes oficiais depois que o interesse público por "discos voadores" foi estimulado pela imprensa popular. REDUÇÃO DOS DADOS A UMA FORMA DE COMPUTAÇÃO MECANIZADA. Tal como chegavam ao Air Technical Intelligence Center, os relatos não estavam numa forma adequada nem a um estudo quase científico. Uma revisão preliminar indicou a necessidade de procedimentos padronizados de interrogatório e de formulários suplementares para reduzir os dados já em mãos e os que viessem depois a uma forma passível de avaliação científica. O plano consistiu num programa com quatro grandes etapas: (1) uma lista sistemática dos fatores necessários para avaliar o observador e seu relato e para identificar o objeto desconhecido observado; (2) um esquema padrão para transferir os dados a um sistema de computação mecanizada; (3) um meio ordenado de relacionar os dados originais a todos os formulários subsequentes; e (4) um procedimento coerente para identificar o fenômeno descrito pelos dados originais. Questionário. Os primeiros relatos recebidos pelo ATIC variavam muito em completude e qualidade. A Carta 200-5 da Força Aérea(2) e o Formulário 112 da Força Aérea(1) foram tentativas de fixar responsabilidades e melhorar a qualidade dos relatos. Para coordenar os esforços anteriores e padronizar o Notas de rodapé: (1) Uma versão modificada do Formulário 112 da Força Aérea lista as perguntas pertinentes sobre o avistamento de um objeto não identificado. (2) A Carta 200-5 da Força Aérea atribui à Força Aérea a responsabilidade pela investigação, comunicação e análise de objetos aéreos não identificados; tem data de 29 de abril de 1952.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 14. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

Conferir original em inglês
forgetting the subjectivity of the data at the time that conclusions are drawn from the analysis. It must be emphasized, again and again, that any conclusions contained in this report are based NOT on facts, but on what many observers thought and estimated the true facts to be. Altogether, the data for this study consisted of approximately 4,000 reports of sightings of unidentified aerial objects. The majority were received through military channels or in the form of observer-completed questionnaires; a few were accepted in the form of direct letters from unquestionably reliable sources. Sightings made between June, 1947, and December, 1952, were considered for this study. Sightings alleged to have occurred prior to 1947 were not considered, since they were not reported to official sources until after public interest in "flying saucers" had been stimulated by the popular press. REDUCTION OF DATA TO MECHANIZED COMPUTATION FORM As received by the Air Technical Intelligence Center, the sighting reports were not in a form suitable for even a quasi-scientific study. A preliminary review of the data indicated the need for standardized interrogation procedures and supplemental forms for the reduction of currently held and subsequently acquired data to a form amenable to scientific appraisal. The plan for reduction of the data to usable form consisted of a program of development comprising four major steps: (1) a systematic listing of the factors necessary to evaluate the observer and his report, and to identify the unknown object observed; (2) a standard scheme for the transfer of data to a mechanized computation system; (3) an orderly means of relating the original data to all subsequent forms; and (4) a consistent procedure for the identification of the phenomenon described by the original data. Questionnaire The first reports received by ATIC varied widely in completeness and quality. Air Force Letter 200-5(2) and Air Force Form 112(1) were attempts to fix responsibility for and improve the quality of the reports of sightings. To coordinate past efforts and to provide standardization for the (1) A modified Air Force Form 112 lists pertinent questions to be answered in regard to an unidentified-object sighting. (2) Air Force Letter 200-5 places responsibility with the Air Force for the investigation, reporting, and analysis of unidentified aerial objects. This letter is dated 29 April 1952.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 14, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 15

Página física 15 (p. 5): os três questionários

futuro, era imperativo desenvolver um questionário que listasse os fatores necessários para avaliar o observador e seu relato e para identificar os objetos desconhecidos. Decidiu-se ainda que ele serviria de guia ao entrevistador e de formulário para o próprio observador preencher quando uma entrevista pessoal não fosse possível ou praticável. Idealmente, esse questionário deveria conter perguntas sobre todos os detalhes técnicos considerados essenciais para a abordagem estatística e servir para obter o máximo de informação do indivíduo médio que tivesse feito um avistamento ou que provavelmente viesse a relatar um. Além desses fatos discretos, seria necessária uma descrição escrita integrada do avistamento, que permitiria corroborar os fatos relatados. Uma narrativa também permitiria responder a perguntas sutis sobre a capacidade do observador, como perguntas indiretas que revelassem sua capacidade de raciocínio, sugestionabilidade e atitude mental geral. Em conjunto, as informações do questionário deveriam permitir classificar e avaliar o avistamento, qualificar o observador, estimar a probabilidade de exatidão dos fatos relatados e identificar o que o observador relatou como não identificado. No decorrer do projeto foram desenvolvidos três questionários, cada um pensado como revisão aperfeiçoada do anterior. As melhorias foram sugeridas e confirmadas por membros do painel de consultores. O formulário original foi o primeiro trabalho do painel de consultores no projeto. Destinava-se a iniciar a redução dos relatos a dados discretos e foi imediatamente submetido a ampla revisão pelo painel. O formulário revisto (o segundo) foi testado antes de ser adotado: o ATIC enviou cópias a observadores que relatavam avistamentos, pedindo que as preenchessem e devolvessem. Dos primeiros 300 questionários devolvidos em julho e agosto de 1952, 168 foram analisados por um psicólogo consultor. Com base nessa análise e na experiência com relatos antigos, chegou-se à forma final, a Folha de Informações Técnicas da Força Aérea dos EUA. Cópias dos três questionários, na ordem em que foram desenvolvidos, aparecem como Anexos B1, B2 e B3 do Apêndice B. Para permitir a transcrição de dados de relatos antigos, cada novo formulário foi posto em uso assim que desenvolvido e aprovado. Assim, ganhou-se experiência com cada formulário em relação aos dados antigos, fator importante para melhorar a qualidade e a completude dos relatos posteriores incluídos no estudo.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 15. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

Conferir original em inglês
future, it was imperative to develop a questionnaire form listing the factors necessary for evaluation of the observer and his report, and identification of the unknown objects. In addition, it was decided that such a questionnaire should be designed to serve as an interrogator's guide, and as a form for the observer himself to complete when personal interrogation was not possible or practicable. Ideally, a questionnaire for the purposes required should contain questions pertaining to all technical details considered to be essential for the statistical approach, and should serve to obtain a maximum of information from the average individual who had made a sighting in the past or would be likely to be reporting sightings in the future. Besides these discrete facts, an integrated written description of a sighting would be required, thus enabling the reported facts of the sighting to be corroborated. Also, a narrative description might allow subtle questions to be answered concerning the observer's ability, such as indirect questions that would reveal his reasoning ability, suggestibility, and general mental attitude. As a whole, then, the information contained in a questionnaire should make possible the classification and evaluation of the sighting, the rating of the observer, the probability of accuracy of reported facts, and the identification of what was reported by the observer as unidentified. During the course of this project, three questionnaire forms were developed, each intended to be an improved revision of the one preceding. The improvements were suggested and confirmed by members of the panel of consultants connected with this project. The original form was evolved by the panel of consultants as their first work on this project. It was intended to allow the start of the reduction of reports to discrete data, and was immediately subjected to extensive review and revision by the panel. The revised (second) form was subjected to a trial test before adoption. ATIC sent a copy to observers reporting sightings, with the request that the form be completed and returned. Of the first 300 questionnaires returned during July and August, 1952, 168 were analyzed by a consulting psychologist. On the basis of this analysis, plus the experience gained in working with past reports, the final form of the questionnaire - the U. S. Air Force Technical Information Sheet - was evolved. Copies of the three forms of the questionnaire, in the order of their development, are shown as Exhibits B1, B2, and B3 in Appendix B. In order to implement the transcription of data from past sighting reports, each succeeding form was put to use as soon as it was developed and approved. Accordingly, experience was obtained with each form in relation to past data, an important factor in the improvement of the quality and completeness of the later reports included in this study.

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TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 16

Página física 16 (p. 6): sistema de códigos e folha de trabalho

Sistema de códigos e folha de trabalho. A redução de dados não numéricos a forma numérica é obrigatória no tratamento por máquina. Assim, a escolha do sistema de cartões perfurados IBM obrigou à adoção de um plano mestre de codificação. Como era impraticável passar dados detalhados de natureza exata diretamente do questionário para o cartão IBM, foi necessário um formulário intermediário de transferência, coordenado com o código mestre. O plano mestre de codificação foi elaborado nas primeiras etapas da análise preliminar e revisto pelo painel de consultores antes do uso. Reconheceu-se que esse sistema seria o coração da análise: a completude do meio de tradução dos dados poderia fazer ou desfazer o estudo. Por isso, incluiu-se todo fator concebível que pudesse influir na identificação de objetos aéreos não identificados, com ampla gama de variações em cada um. O sistema original (com pequenas correções) foi usado em toda a tradução dos dados, com êxito notável. Uma cópia, chamada CÓDIGOS, está no Anexo B4 do Apêndice B. Para facilitar o preparo do resumo em cartão perfurado, criou-se um formulário intermediário chamado FOLHA DE TRABALHO (depois, a BÍBLIA DO CARTÃO). Referida tanto aos dados do questionário quanto ao sistema de identificação dos relatos, a FOLHA DE TRABALHO permitiu a transcrição ordenada dos dados por várias pessoas ao mesmo tempo. Junto com os CÓDIGOS, ela foi usada para reduzir os dados originais à forma codificada necessária aos cartões perfurados. Um exemplo está no Anexo B5 do Apêndice B. Com a análise em andamento, ficou claro que o processamento por máquina melhoraria se o sistema de cartões incluísse classificações em grupos de certos fatores que exigiam mais de uma coluna. Também se considerou necessário incluir dados relativos à "evaluation" [sic; provavelmente "elevation", elevação] e ao azimute do Sol em relação ao observador. Por fim, um exame crítico de certos segmentos dos dados indicou a necessidade de definir um novo fator, relativo às manobras do objeto ou objetos avistados. Antes do estudo analítico, supunha-se que uma combinação dos fatores declarados definiria, por inferência, o padrão de manobra. Todos esses acréscimos foram incorporados a um conjunto revisto de CÓDIGOS e de BÍBLIA DO CARTÃO, nos Anexos B6 e B7 do Apêndice B. No entanto, quando se concluiu que o fator de manobra era crítico, já era fisicamente impraticável fazer as definições e reavaliar os dados originais. Por isso, nenhum código de manobrabilidade foi incluído nos CÓDIGOS, na BÍBLIA DO CARTÃO ou nos cartões IBM.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 16. O original diz "evaluation and bearing of the sun"; pelo contexto deve ser "elevation", mas a palavra foi mantida e marcada com [sic].

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Coding System and Work Sheet The reduction of non-numerical data to numerical form is mandatory in the machine handling of data. Thus, the selection of the IBM punched-card system for analysis of data forced the adoption of a master coding plan. Since it was impracticable to transfer detailed data of an exact nature from the questionnaire to the IBM card, an intermediate transfer form, coordinated with the master code, was necessary. The master coding plan was evolved during the early stages of the preliminary analysis of data, and was reviewed by the panel of consultants before use. It was recognized that this system of coding would be the heart of the analysis, that is, the completeness of the facility for translation of data could make or break the study. Accordingly, every conceivable factor that might influence the identification of unidentified aerial objects was included, together with a wide range of variations within each factor. The original coding system (with minor corrections) was used throughout the translation of the original data with marked success. A copy of this system, called CODES, is enclosed as Exhibit B4, Appendix B. To facilitate the preparation of the punched-card abstract, an intermediate form called the WORK SHEET (later, the CARD BIBLE) was developed. Referenced to both the data from the questionnaire and the system of report identification, the WORK SHEET permitted an orderly transcription of data simultaneously by several people. In conjunction with the CODES, the WORK SHEET was used during the reduction of the original data to code form necessary for transfer to punched cards. A sample is included as Exhibit B5, Appendix B. After the analysis was under way, it became apparent that the mechanics of machine processing could be improved by incorporating in the IBM card system group classifications of certain factors requiring more than one column for discrete expression. In addition, the inclusion of certain data relating to the evaluation and bearing of the sun with respect to the observer was considered necessary. Finally, a critical examination of certain segments of the data indicated the need for the definition of a new factor relating to the maneuvers of the object or objects sighted. Prior to the start of the analytical study, it had been assumed that a combination of stated factors would, by inference, define the maneuver pattern. All these additions have been incorporated in a revised set of CODES and CARD BIBLE that are illustrated as Exhibits B6 and B7, Appendix B. However, at the time that the maneuver factor was determined to be critical, it was physically impracticable to make the required definitions and re-evaluate the original data. Therefore, no code for maneuverability has been included in the CODES, CARD BIBLE, or IBM cards.

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TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 17

Página física 17 (p. 7): números de série e definições

Identificação dos documentos de trabalho. A redução efetiva dos dados a cartões perfurados IBM apresentou o problema da transferência em massa de números por vários trabalhadores. Como era imperativo relacionar de forma ordenada os dados originais ao questionário, à FOLHA DE TRABALHO e ao cartão IBM, criou-se um esquema de NÚMEROS DE SÉRIE. Os primeiros dados eram pastas de arquivo identificadas pelo ano e pelo local do avistamento ou avistamentos que continham. O número de relatos numa pasta variava de 1 a mais de 20. Havia, portanto, grande risco de transcrição incorreta, de transcrição em duplicidade ou de extravio de formulários intermediários. Também era desejável relacionar entre si todos os avistamentos do mesmo objeto ou objetos. Um número de série de quatro dígitos (principal), seguido de um subnúmero de dois dígitos (secundário), atendia a esses requisitos. Para agilizar o trabalho, atribuíram-se números provisórios até que cada relato fosse avaliado e o fenômeno colocado numa categoria de identificação. Os números provisórios permitiram consolidar relatos duplicados vindos de fontes aparentemente diversas, como uma mensagem de teletipo e um Formulário 112 da Força Aérea. Essa consolidação, porém, só era feita quando se podia provar de modo conclusivo que as fontes dos dois documentos eram uma só. Consideravam-se o local do observador, a data e a hora da observação, a descrição do fenômeno e, por fim, o nome do observador. Assim, os números principais e secundários em série contínua foram atribuídos apenas aos relatos aceitos para o estudo estatístico. Acredita-se que esses relatos representem casos únicos, não duplicados. Para o sistema de números de série, foi preciso definir certos termos, para chegar a uma interpretação padronizada. Os termos e definições foram: OBSERVADOR: qualquer testemunha que comunicou a uma autoridade competente ter visto objetos aéreos não identificados. AVISTAMENTO: o relato ou grupo de relatos do mesmo fenômeno observado que permaneceu não identificado para o observador ou observadores, pelo menos até ser relatado.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 17. O texto automático juntou os termos OBSERVER e SIGHTING antes das definições; a ordem foi reposta como na imagem.

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Identification of Working Papers The actual reduction of data to IBM punched-card form presented a problem of mass transfer of figures by several workers. Recognizing that an orderly system of relating the original data to the questionnaire, the WORK SHEET, and the IBM card was imperative, a scheme of SERIAL NUMBERS was developed to answer this need. The first data consisted of a series of letter-file folders identified by the year and location of the sighting or sightings they contained. The number of reports of sightings in a single folder varied from 1 to over 20. Under these conditions, there was a great possibility for incorrect transcription of data, duplication of transcription, or misplacement of intermediate forms. Further, it was considered desirable to relate all sightings of the same object or objects to one another. The concept of a four-digit serial number (major), followed by a two-digit subserial number (minor), was adequate to fulfill these requirements. To expedite handling of the data, temporary serial numbers were assigned until each report had been evaluated and the phenomenon had been placed in a category of identification. The use of temporary serial numbers permitted the consolidation of duplicate reports from apparently diverse sources, such as a teletype message and an Air Force Form 112. However, this consolidation was made ONLY when it could be proved conclusively that the sources of the two documents were one and the same. Factors of the observer's location, date and time of observation, description of the phenomenon, and finally, the name of the observer were considered. In this manner, the assignment of major serial and minor subserial numbers in continuous series was made only to the reports accepted for the statistical study. It is believed that the reports accepted represent unique and unduplicated instances of sightings. In the establishment of the serial-number system, it was necessary to define certain terms, so that a standard interpretation could be achieved. The terms and corresponding definitions were: OBSERVER - Any witness reporting to a proper authority that he had seen unidentified aerial objects. SIGHTING - The report or group of reports of the same observed phenomenon that remained unidentified to the observer or observers, at least until reported.

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TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 18

Página física 18 (p. 8): tipos de observação e faixas de números por ano

OBSERVAÇÃO SIMPLES: um AVISTAMENTO composto de um único relato feito (1) por um OBSERVADOR sem conhecimento de outros OBSERVADORES do mesmo fenômeno, ou (2) por um grupo de testemunhas do mesmo fenômeno, cada uma ciente das outras. A testemunha que fez o relato é chamada OBSERVADOR SIMPLES. OBSERVAÇÃO MÚLTIPLA: um AVISTAMENTO composto de vários relatos de OBSERVADORES do mesmo fenômeno que estavam cientes uns dos outros. As testemunhas que fizeram relatos são chamadas OBSERVADORES MÚLTIPLOS. TODOS OS AVISTAMENTOS: (1) o grupo de relatos formado por um relato de cada OBSERVADOR, incluindo OBSERVADORES SIMPLES e MÚLTIPLOS; (2) o questionário, a folha de trabalho e o cartão IBM que representam o relato de cada OBSERVADOR, ou seja, a representação de cada relato aceito para o estudo estatístico. AVISTAMENTOS UNITÁRIOS: (1) o grupo de relatos formado por um relato de cada AVISTAMENTO, incluindo todos os relatos de OBSERVAÇÕES SIMPLES e o relato mais representativo de cada OBSERVAÇÃO MÚLTIPLA; (2) o questionário, a folha de trabalho e o cartão IBM que representam o relato de cada AVISTAMENTO aceito para o estudo estatístico. Atribuiu-se a cada avistamento um número de série principal (quatro dígitos), separando o ano de ocorrência por faixas: 0001 a 0500 reservados para 1947; 0501 a 1000 para 1948; 1001 a 1500 para 1949; 1501 a 2000 para 1950; 2001 a 2500 para 1951; 2501 a 4900 para 1952. Embora esse esquema bastasse para identificar qualquer avistamento, era preciso identificar cada relato e seus formulários. Os subnúmeros (dois dígitos) cumpriram essa exigência. Para as OBSERVAÇÕES SIMPLES, o número principal seguido de dois zeros, por exemplo 2759.00, bastava. Para as OBSERVAÇÕES MÚLTIPLAS, usou-se o número principal seguido de números de dois dígitos, de 00 a 99, para identificar cada relato. Em geral, o relato mais completo do observador mais confiável daquela

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 18. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

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SINGLE OBSERVATION - A SIGHTING consisting of a single report from (1) one OBSERVER with no knowledge of additional OBSERVERS of the same phenomenon, or (2) a group of witnesses of the same phenomenon, each cognizant of the others. The witness who made the report is called a SINGLE OBSERVER. MULTIPLE OBSERVATION - A SIGHTING consisting of several reports from OBSERVERS of the same phenomenon who were cognizant of each other. The witnesses who made reports are called MULTIPLE OBSERVERS. ALL SIGHTINGS - (1) The group of reports consisting of one report for each OBSERVER, including both SINGLE and MULTIPLE OBSERVERS. (2) The questionnaire, work sheet, and IBM card representing the report from each OBSERVER - in other words, the representation of each report accepted for the statistical study. UNIT SIGHTINGS - (1) The group of reports consisting of one report for each SIGHTING, including all the reports of SINGLE OBSERVATIONS and the one most representative report from each MULTIPLE OBSERVATION. (2) The questionnaire, work sheet, and IBM card representing the report for each SIGHTING accepted for the statistical study. A major serial number (four digits) was assigned to each sighting, segregating the year of occurrence by selection of limits for each year, as follows: 0001 to 0500 reserved for 1947 0501 to 1000 reserved for 1948 1001 to 1500 reserved for 1949 1501 to 2000 reserved for 1950 2001 to 2500 reserved for 1951 2501 to 4900 reserved for 1952 While this scheme would serve to identify any individual sighting, identification of each report and its subsequent forms was necessary. The minor subserial numbers (two digits) fulfilled this requirement. For all SINGLE OBSERVATIONS, a major serial number followed by two (2) zeros, for example, 2759.00, was sufficient identification. For MULTIPLE OBSERVATIONS, the major serial number followed by a series of two-digit numbers ranging from 00 to 99 was used to identify the individual reports. In general, the most complete report from the most reliable observer of that

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TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 19

Página física 19 (p. 9): avistamentos de objeto e números de incidente

OBSERVAÇÃO MÚLTIPLA recebia o subnúmero .00. Por exemplo, uma OBSERVAÇÃO MÚLTIPLA com seis relatos teria os seguintes números: 1132.00, o melhor relato e observador; 1132.01, 1132.02, 1132.03, 1132.04 e 1132.05, cada um representando um observador adicional. Durante a transcrição para os cartões, ficou evidente que certos relatos poderiam ser observações independentes do mesmo fenômeno. Então, se era válida uma análise baseada num relato por avistamento (o conceito de AVISTAMENTOS UNITÁRIOS), também deveria ser válida uma análise baseada num relato por fenômeno. Além disso, o exame dos dados relativos ao número real de fenômenos foi considerado a base adequada para avaliar a probabilidade de desenvolvimentos tecnológicos fora do alcance do conhecimento científico atual. Por isso, criou-se a designação AVISTAMENTOS DE OBJETO, assim definida: AVISTAMENTO DE OBJETO: (1) o grupo de relatos formado por um relato para cada fenômeno; (2) o questionário, a folha de trabalho e o cartão IBM que representam um relato para cada fenômeno aceito para o estudo estatístico. Em resumo, TODOS OS AVISTAMENTOS referem-se a todos os relatos; AVISTAMENTOS UNITÁRIOS, aos avistamentos propriamente ditos; e AVISTAMENTOS DE OBJETO, ao número presumido de fenômenos. É preciso reconhecer que a identificação dos AVISTAMENTOS DE OBJETO foi dedutiva, enquanto a dos AVISTAMENTOS UNITÁRIOS foi definitiva. Adotou-se uma abordagem conservadora, usando data e hora das observações, local dos observadores, duração das observações e distância, azimute, direção da trajetória e identificação dos fenômenos. Qualquer erro na seleção dos AVISTAMENTOS DE OBJETO tenderá a reduzir o número real de fenômenos observados (notaram-se vários casos de AVISTAMENTOS UNITÁRIOS que poderiam ser um só AVISTAMENTO DE OBJETO, mas a evidência não bastava para consolidar os relatos). Depois de determinados os AVISTAMENTOS DE OBJETO, criou-se uma série de NÚMEROS DE SÉRIE DE INCIDENTE, para facilitar qualquer estudo futuro de um avistamento de objeto específico. Cada avistamento relatado que se refere a um AVISTAMENTO DE OBJETO recebeu o mesmo número de incidente, um código de quatro dígitos paralelo à série de números principais.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 19. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

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MULTIPLE OBSERVATION was identified with the .00 subserial number. As an example, a MULTIPLE OBSERVATION consisting of six sighting reports would have the following serial numbers: 1132.00 representing the best report and observer 1132.01 representing an additional observer 1132.02 representing an additional observer 1132.03 representing an additional observer 1132.04 representing an additional observer 1132.05 representing an additional observer During the course of the transcription of the data to machine card form, it became obvious that certain reports could have been independent observations of the same phenomenon. So, if the presentation of an analysis based on one report for each sighting was valid (the concept of UNIT SIGHTINGS), a presentation of an analysis based on one report for each phenomenon should be valid also. Further, the examination of data relating to the actual number of phenomena was considered to be the proper basis for assessing the probability of technological developments outside the range of present-day scientific knowledge. Therefore, a designation of OBJECT SIGHTINGS was established, with the following definition: OBJECT SIGHTING - (1) The group of reports consisting of one report for each phenomenon. (2) The questionnaire, work sheet, and IBM card representing a report for each phenomenon accepted for the statistical study. In brief review, ALL SIGHTINGS refer to all reports, UNIT SIGHTINGS refer to actual sightings, and OBJECT SIGHTINGS refer to the assumed number of phenomena. It must be recognized that the process of identifying OBJECT SIGHTINGS was deductive, while that for UNIT SIGHTINGS was definitive. A conservative approach was adopted in the determination of OBJECT SIGHTINGS, using the factors of date and time of observations, location of observers, duration of observations, and range, bearing, track direction, and identification of the phenomena. Any error of selection of OBJECT SIGHTINGS will tend to be in the direction of reducing the actual number of phenomena observed (several instances of UNIT SIGHTINGS that might be one OBJECT SIGHTING were noted, but the evidence was not conclusive enough to justify consolidation of the reports). Following the determination of OBJECT SIGHTINGS, a series of serial numbers, called the INCIDENT SERIAL NUMBERS, was established to facilitate any future study of a specific object sighting. Each reported sighting that relates to an OBJECT SIGHTING received the same incident serial number, a four-digit code paralleling the major serial number series.

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TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 20

Página física 20 (p. 10): avaliação e categorias de identificação

Para o manuseio por máquina, era desejável poder selecionar a amostra de cartões (todos os relatos, todos os avistamentos ou todos os fenômenos) de cada estudo. Para isso criou-se o NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO DO AVISTAMENTO. Com uma coluna do cartão IBM e os documentos de trabalho correspondentes, desenvolveu-se o código dessa função. A perfuração múltipla dispensou o uso de várias colunas para as variações. Escolher o número adequado nessa coluna permitia selecionar a amostra de cartões desejada. Avaliação dos relatos individuais. A avaliação foi reconhecida como etapa crucial no preparo dos dados para tratamento estatístico; avaliações incoerentes teriam invalidado quaisquer conclusões. Por isso, o método de avaliação foi definido junto com o questionário, o sistema de códigos e a folha de trabalho. Ressalta-se que todas as fases da avaliação, incluindo o tedioso preparo dos dados originais, foram confiadas apenas a cientistas e engenheiros selecionados e especialmente qualificados. A avaliação seguia um procedimento padronizado para: (1) deduzir fatos discretos de dados que dependiam de impressões humanas e não de medições científicas; (2) qualificar o observador e seu relato conforme as informações disponíveis; e (3) determinar a identificação provável do fenômeno observado. As categorias de identificação, definidas com base na experiência anterior, foram: Balão; Astronômico; Aeronave; Fenômeno luminoso; Pássaros; Nuvens, poeira etc.; Informação insuficiente; Manifestações psicológicas; Desconhecido; Outros. O primeiro passo, a dedução de fatos discretos a partir de dados subjetivos, exigia cálculos baseados nas informações do relato, por exemplo a estimativa aproximada da velocidade e da aceleração angulares do objeto ou objetos. Teve-se o cuidado de não deduzir fatos que os dados originais não justificassem. Assim, embora houvesse completa falta de qualquer evidência válida consistindo em

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For machine manipulation, it was desirable to be able to select the sample of cards (all reports, all sightings, or all phenomena) to be included in a particular study. The concept of a SIGHTING IDENTIFICATION NUMBER was evolved to fill this desire. Using one column of the IBM card, and the correlated working papers, the code for this function was developed. Multiple punching eliminated the need to use several columns for discrete expression of the variations. Selection of the proper number in this column thus permitted selection of the desired sample of cards. Evaluation of Individual Reports Evaluation of sighting reports was recognized as a crucial step in the preparation of data for statistical treatment; inconsistent evaluations would have invalidated any conclusions to be derived from this study. A method of evaluation was, therefore, determined simultaneously with the development of the questionnaire, the coding system, and the work sheet. It is emphasized that all phases of evaluation, even including the tedious preparation of the original data for statistical treatment, were entrusted only to selected, specially qualified scientists and engineers. Evaluation consisted of a standardized procedure to be followed for: (1) the deduction of discrete facts from data which depended on human impressions rather than scientific measurements, (2) the rating of the observer and his report as determined from available information, and (3) the determination of the probable identification of the phenomenon observed. Categories of identification, established upon the basis of previous experience, were as follows: Balloon Astronomical Aircraft Light phenomenon Birds Clouds, dust, etc. Insufficient information Psychological manifestations Unknown Other The first step in evaluation, the deduction of discrete facts from subjective data, required certain calculations based on the information available in the sighting report. An example was the finding of the approximate angular velocity and acceleration of the object or objects sighted. Care was taken during this phase of the work to insure against the deduction of discrete facts not warranted by the original data. Thus, even though there was a complete lack of any valid evidence consisting of

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TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 21

Página física 21 (p. 11): relatos rejeitados, qualificação do observador e conferência de identificação

matéria física em qualquer caso de objeto aéreo não identificado relatado, isso não foi tomado como prova prima facie de que os "discos voadores" não existiam. Quando a tentativa de reduzir as informações a um nível factual fracassou completamente, o relato foi eliminado e não entrou na análise estatística. Cerca de 800 relatos foram eliminados ou rejeitados assim. A maioria, por ser extremamente nebulosa; os demais, por conterem afirmações muito conflitantes. O segundo passo, a qualificação do observador e de seu relato, seguiu logicamente o primeiro. As qualificações foram atribuídas com base nos seguintes fatores, considerados em conjunto: (1) a experiência do observador, deduzida de sua ocupação, idade e formação; (2) a coerência entre as partes da descrição do avistamento; (3) a qualidade geral e a completude do relato; (4) a capacidade e a atitude do observador para relatar fatos, reveladas pela maneira como descreveu o avistamento. Quando faltava informação para julgar o observador ou o relato, nenhum julgamento foi feito, mas o relato foi aceito para o estudo estatístico. O terceiro passo, a tentativa de identificar o objeto ou objetos avistados, foi feito duas vezes: primeiro pela pessoa que transcreveu os dados (a identificação preliminar) e depois (a identificação final) por uma conferência de quatro pessoas, dois representantes do ATIC e dois do painel de consultores. Embora representantes do ATIC participassem das identificações finais, ressalta-se que nenhuma identificação anterior feita pelo ATIC foi apresentada ou mencionada de forma alguma. No sistema de códigos, as opções para a identificação final basearam-se na experiência anterior do ATIC, que verificara que a maioria dos avistamentos podia ser classificada como interpretação equivocada de objetos comuns ou de fenômenos naturais. Por isso, foram previstas categorias para os objetos mais frequentes no ar. Balões, aeronaves, corpos astronômicos (como meteoros), pássaros e nuvens ou poeira foram as categorias principais. Os objetos menos frequentes, mas comuns, como pipas, fogos de artifício, sinalizadores, foguetes, rastros de condensação e

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physical matter in any case of a reported unidentified aerial object, this was not assumed to be prima facie evidence that "flying saucers" did not exist. In those cases in which an attempt to reduce the information to a factual level failed completely, the report was eliminated from further consideration, and thus not included in the statistical analysis. About 800 reports of sightings were eliminated or rejected in this manner. Most of these reports were rejected because they were extremely nebulous; the rest were rejected because they contained highly conflicting statements. The second step in evaluation, the rating of the observer and his report, logically followed the first step, the reduction of the data to usable form. Ratings were assigned on the basis of the following factors of information, considered in relation to one another: (1) The experience of the observer, deduced from his occupation, age, and training; (2) The consistency among the separate portions of the description of the sighting; (3) The general quality and completeness of the report; (4) Consideration of the observer's fact-reporting ability and attitude, as disclosed by his manner of describing the sighting. In cases in which insufficient information was available to make a judgment of the observer or report, none was made, but the report was accepted for the statistical study. The third step in the process of evaluation, the attempted identification of the object or objects sighted, was done twice, first by the individual who made the transcription of the data (the preliminary identification), and later (the final identification) by a conference of four persons, two representatives from ATIC and two from the panel of consultants. Although representatives of ATIC participated in making the final identifications, it must be emphasized that any previous identification of a sighting made by ATIC was not introduced or referred to in any way. In the coding system, the choices provided for final identifications were based on ATIC's previous experience in analysis of the data. They had found that the majority of sightings could be classified as misinterpretations of common objects or natural phenomena. Accordingly, categories for objects most frequently present in the air were provided. Balloons, aircraft, astronomical bodies (such as meteors), birds, and clouds or dust were recognized as major categories. The less frequent, but common objects, such as kites, fireworks, flares, rockets, contrails, and

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TRECHO 9 · PÁGINA FÍSICA 22

Página física 22 (p. 12): definições de informação insuficiente, manifestação psicológica e desconhecido

fenômenos meteorológicos como pequenos tornados, foram reunidos na categoria OUTROS. Uma categoria separada, FENÔMENO LUMINOSO, foi criada para os fenômenos naturais incomuns ligados a reflexões ou refrações de luz, como miragens, parélios, imagens de camadas de inversão e distorções causadas por gelo em suspensão. As categorias INFORMAÇÃO INSUFICIENTE, MANIFESTAÇÕES PSICOLÓGICAS e DESCONHECIDO foram previstas para os avistamentos que não cabiam nas anteriores. Seu uso foi o seguinte: INFORMAÇÃO INSUFICIENTE: atribuída quando, na consideração final, faltava algum item essencial de informação, ou havia dúvida suficiente sobre os dados disponíveis para impedir a identificação como objeto comum ou fenômeno natural. Ressalta-se que esta categoria não foi usada como forma conveniente de descartar o que se poderia chamar de "desconhecidos fracos", mas para relatos que talvez fossem um de vários objetos ou fenômenos conhecidos. Nenhum relato classificado como INFORMAÇÃO INSUFICIENTE contém fatos ou impressões autenticados que impeçam sua identificação como objeto ou fenômeno conhecido; MANIFESTAÇÕES PSICOLÓGICAS: atribuída quando, embora estivesse bem estabelecido que o observador vira alguma coisa, também era óbvio que a descrição fora exagerada. Fanatismo religioso, desejo de publicidade ou imaginação hiperativa foram as aberrações mentais mais comuns por trás desse tipo de relato; DESCONHECIDO: atribuída aos relatos em que a descrição do objeto e de suas manobras não se encaixava no padrão de nenhum objeto ou fenômeno conhecido. Para os fins do estudo, reconheceram-se dois grupos: os CONHECIDOS (todas as categorias exceto DESCONHECIDO) e os DESCONHECIDOS. Todas as identificações possíveis, exceto INFORMAÇÃO INSUFICIENTE e DESCONHECIDO, podiam ser atribuídas com dois graus de certeza, chamados "Certo" e "Duvidoso".

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meteorological phenomena like small tornadoes, were collected into a category called OTHER. A separate category for the uncommon natural phenomena associated with light reflections or refractions, such as mirages, sun dogs, inversion-layer images, and distortions caused by airborne ice, was established with the title of LIGHT PHENOMENON. Categories for INSUFFICIENT INFORMATION, PSYCHOLOGICAL MANIFESTATIONS, and UNKNOWN were provided for the sightings that could not be fitted into the preceding identifications. An explanation of their use follows: INSUFFICIENT INFORMATION - This identification category was assigned to a report when, upon final consideration, there was some essential item of information missing, or there was enough doubt about what data were available to disallow identification as a common object or some natural phenomenon. It is emphasized that this category of identification was not used as a convenient way to dispose of what might be called "poor unknowns", but as a category for reports that, perhaps, could have been one of several known objects or natural phenomena. No reports identified as INSUFFICIENT INFORMATION contain authenticated facts or impressions concerning the sighting that would prevent its being identified as a known object or phenomenon; PSYCHOLOGICAL MANIFESTATIONS - This identification category was assigned to a report when, although it was well established that the observer had seen something, it was also obvious that the description of the sighting had been overdrawn. Religious fanaticism, a desire for publicity, or an over-active imagination were the most common mental aberrations causing this type of report; UNKNOWN - This designation in the identification code was assigned to those reports of sightings wherein the description of the object and its maneuvers could not be fitted to the pattern of any known object or phenomenon. For the purposes of this study, two groups of identifications were recognized, the KNOWNS (including all identification categories except the UNKNOWNS) and the UNKNOWNS. All possible identifications provided in the code system, except INSUFFICIENT INFORMATION and UNKNOWN, could be assigned according to two degrees of certainty, designated "Certain" and "Doubtful".

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TRECHO 10 · PÁGINA FÍSICA 23

Página física 23 (p. 13): graus de certeza e procedimento de decisão

Uma identificação "Certa" indicava dúvida mínima quanto à validade da avaliação: por raciocínio prático, a probabilidade de estar correta era superior a 95%. Uma identificação "Duvidosa" indicava escolha menos segura, mas com chance maior que a metade de estar correta. Ressalta-se novamente que, como nas outras fases, a identificação preliminar e a final foram confiadas apenas a cientistas e engenheiros que, além de ampla formação científica, receberam instrução em assuntos especializados quando necessário. O painel de consultores forneceu o material de base dessa instrução. Muitos casos com características ou manobras incomuns foram submetidos a membros do painel e discutidos com eles antes da identificação final. A coerência na aplicação do conhecimento foi mantida por colaboração frequente entre o pessoal e por verificações sistemáticas por amostragem. Além do conhecimento geral necessário, procurou-se correlacionar com cada avistamento dados específicos como planos de voo de aeronaves, registros de lançamentos de balões, condições meteorológicas e um almanaque astronômico. O procedimento das identificações finais merece explicação, pela importância da identificação como base estatística. Como foi dito, uma conferência de quatro pessoas qualificadas, duas do ATIC e duas do painel de consultores, decidia a identificação final de cada relato. O trabalho era feito no ATIC, periodicamente, à medida que os relatos ficavam prontos. Numa conferência, cada relato era primeiro estudado, a partir dos dados originais, por uma pessoa. Se ela chegasse a uma decisão, esta era comparada com a identificação preliminar; se coincidissem, o relato era marcado e dado por concluído. Se não coincidissem, era examinado depois por todos os participantes até se chegar a uma decisão de grupo. Se um avaliador não conseguisse classificar o relato como objeto comum ou fenômeno natural e achasse que deveria ser registrado como DESCONHECIDO, exigia-se também decisão de grupo. A decisão de grupo era obrigatória para todos os relatos finalmente registrados como DESCONHECIDOS, qualquer que fosse a identificação preliminar. Quando não se chegava a uma decisão de grupo em tempo razoável, o relato era posto de lado e depois submetido a certos membros do painel. Se o desacordo persistisse, o avistamento era identificado como DESCONHECIDO.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 23. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

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A "Certain" identification indicated a minimum amount of doubt regarding the validity of the evaluation. By "rule-of-thumb" reasoning, the probability of the identification being correct was better than 95 per cent. A "Doubtful" identification indicated that the choice was less positive, but that there was a better than even chance of being correct. It is emphasized again that, as was true for other phases of evaluation, preliminary and final identification was entrusted only to scientists and engineers who, in addition to their broad scientific background, had received instruction, where necessary, in specialized subjects. The panel of consultants provided background information for this instruction. Many of the cases representing unusual features or maneuvers were submitted to and discussed with various members of the panel of consultants prior to the final identification. Consistency in the application of the knowledge necessary for making identifications was maintained by frequent collaboration among the personnel involved, and systematic spot checks of the work. In addition to the general fund of knowledge required to identify satisfactorily a reported unidentified aerial object, an attempt was made to correlate specific data such as flight plans of aircraft, records of balloon releases, weather conditions, and an astronomical almanac with the reported sighting. The procedure followed in making final identifications deserves explanation because of the importance assumed by the identification as a basis for statistical treatment. As was mentioned, a conference of four qualified persons, two from ATIC and two from the panel of consultants, decided upon the final identification for each sighting report. This work was done at ATIC, periodically, as reports became ready. During an identification conference, each sighting report was first studied, from the original data, by one person. If that person arrived at a decision, it was checked against the preliminary identification; if the two identifications were the same, the report was appropriately marked and considered finished. If the two identifications did not agree, the report was considered later by everyone participating in the conference until a group decision could be made. If an evaluator was unable to categorize the report as one of the common objects or as a natural phenomenon, and his opinion was that the sighting should be recorded as UNKNOWN, a group decision was also required on that report before it was considered finished. A group decision was necessary on all reports finally recorded as UNKNOWN, regardless of what the preliminary identification had been. In cases where a group decision was not made within a reasonable time, the report was put aside and later submitted to certain members of the panel of consultants for their opinions. If, after this, disagreement continued to exist, the report of the sighting was identified as UNKNOWN.

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TRECHO 11 · PÁGINA FÍSICA 24

Página física 24 (p. 14): início da análise dos dados

Concluídas as identificações finais, todos os dados foram transferidos para cartões IBM, em preparação para a análise. ANÁLISE DOS DADOS. Em termos gerais, o problema consistia agora em aplicar com critério métodos científicos para classificar e analisar os dados subjetivos dos relatos. Reconheceu-se que a melhor abordagem seria um programa sistemático de ordenação e tabulação que produzisse distribuições de frequência e de porcentagem das características importantes dos avistamentos. Foi rejeitada a sugestão de tentar antecipar todas as perguntas que poderiam ser feitas no futuro sobre um avistamento ou grupo de avistamentos, e de fornecer as respostas. A abordagem sistemática também permitiu elaborar um manual de referência detalhado dos atributos dos avistamentos estudados. Assim, no início da análise, elaborou-se um plano detalhado para ordenar, contar e tabular as informações dos cartões perfurados. Acreditava-se, e isso se confirmou depois, que os resultados desse programa serviriam de guia para o tratamento estatístico mais sofisticado. Previa-se também que padrões ou tendências encontrados poderiam ser estudados de forma concentrada, na esperança de descobrir informações significativas sobre as características dos "discos voadores", e que essas tendências poderiam servir como parte dos critérios de validade de quaisquer conceitos (modelos) desenvolvidos na tentativa de descobrir uma classe de "discos voadores". As três partes do estudo, (1) o programa de ordenação e tabulação, (2) o estudo avançado dos resultados desse programa e (3) a investigação da possibilidade de conceber um modelo de "disco voador" a partir das descrições, são discutidas nas seções "Distribuições de frequência e porcentagem por características", "Estudo avançado dos dados" e "O modelo de 'disco voador'". Distribuições de frequência e porcentagem por características. A concepção original do estudo supunha haver dados suficientes para descrever adequadamente a aparência física, as características de manobra, a distância, a direção e a trajetória provável do objeto ou objetos observados. No entanto, a familiaridade com os dados, adquirida durante a

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 24. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

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Upon completion of final identifications, all data were transferred to IBM cards, preparatory to analysis. ANALYSIS OF THE DATA Broadly stated, the problem at this point consisted of the judicious application of scientific methods of categorizing and analyzing the subjective data in reports of sightings of unidentified aerial objects. It was recognized that an approach to this problem could best be made by a systematic sorting and tabulation program to give frequency and percentage distributions of the important characteristics of sightings. A suggestion that an attempt be made to anticipate all questions that might be asked in the future about a sighting or a group of sightings, and to provide answers, was rejected. The systematic approach also made it possible to develop a detailed reference manual of the attributes of the sightings included in this study. Thus, at the beginning of the analysis, a detailed plan was developed for sorting, counting, and tabulating the information from the punched-card abstracts of reports of sightings. It was believed at the time, and later substantiated, that the results of the program for sorting and tabulating would serve as a guide for the more sophisticated treatment involving statistical methods. Also, it was anticipated that any patterns or trends that might be found could be subjected to concentrated study in the hope of discovering significant information relating to the characteristics of "flying saucers". Further, it was believed that these trends could serve as certain of the criteria of validity for any concepts (models) developed in the attempt to discover a class of "flying saucers". The three parts of this study (1) the sorting and tabulation program, (2) the advanced study of the results of that program, and (3) the investigation of the possibility of conceiving a model of a "flying saucer" from descriptions reported, are discussed in sections entitled "Frequency and Percentage Distributions by Characteristics", "Advanced Study of the Data", and "The 'Flying Saucer' Model". Frequency and Percentage Distributions by Characteristics The original conception of this study assumed the availability of sufficient data to describe adequately the physical appearance, maneuver characteristics, range, direction, and probable path of the object or objects observed. However, familiarity with the data, acquired during the

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TRECHO 12 · PÁGINA FÍSICA 264

Página física 264: índice dos formulários do Apêndice B

ÍNDICE DOS FORMULÁRIOS. Anexo B1. Folha provisória de dados do observador, página 259. Anexo B2. Questionário provisório do observador, 267. Anexo B3. Folha de Informações Técnicas da Força Aérea dos EUA, 277. Anexo B4. Códigos da folha de trabalho, 289. Anexo B5. Folha de trabalho, 297. Anexo B6. Códigos da Bíblia do Cartão, 301. Anexo B7. Bíblia do Cartão, 309. Anexo B8. Exemplo de cartão IBM, 313. [numeração da página: 257 e 258]

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 264. O texto automático lê "Exhibit BS" para B5 e B8.

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INDEX OF FORMS. Exhibit B1. Tentative Observers Data Sheet, page 259. Exhibit B2. Tentative Observers Questionnaire, 267. Exhibit B3. U. S. Air Force Technical Information Sheet, 277. Exhibit B4. Codes for Work Sheet, 289. Exhibit B5. Work Sheet, 297. Exhibit B6. Codes for Card Bible, 301. Exhibit B7. Card Bible, 309. Exhibit B8. Example of an IBM Card, 313. [page number: 257 and 258]

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TRECHO 13 · PÁGINA FÍSICA 286

Página física 286 (p. 284): perguntas 32 e 33 da Folha de Informações Técnicas

32. No desenho a seguir, imagine que você está no ponto indicado. Marque um "A" na linha curva para mostrar a que altura acima do horizonte (linha do céu) estava o objeto quando você o viu pela primeira vez. Marque um "B" na mesma linha curva para mostrar a que altura acima do horizonte ele estava quando você o viu pela última vez. 33. No desenho maior a seguir, marque um "A" na posição em que estava o objeto quando você o viu pela primeira vez e um "B" na posição em que estava quando o viu pela última vez. Use o desenho menor como exemplo de como completar o maior. [página 284]

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 286.

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32. In the following sketch, imagine that you are at the point shown. Place an "A" on the curved line to show how high the object was above the horizon (skyline) when you first saw it. Place a "B" on the same curved line to show how high the object was above the horizon (skyline) when you last saw it. 33. In the following larger sketch place an "A" at the position the object was when you first saw it, and a "B" at its position when you last saw it. Refer to smaller sketch as an example of how to complete the larger sketch. [page 284]

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TRECHO 14 · PÁGINA FÍSICA 311

Página física 311: Anexo B8, exemplo de cartão IBM (rótulos)

ANEXO B8. EXEMPLO DE CARTÃO IBM. IBM, Birô de Serviços. Rótulos à esquerda: Em branco, não usado; Confiabilidade do avistamento; Confiabilidade do observador; Manobras; Elevação final; Azimute de desaparecimento; Aceleração angular; Brilho; Forma; Número; Cor da luz; Som; Duração da observação (grupo, duração, unidades de tempo); Ângulo de elevação do Sol (grupo, centésimos, graus); Área estratégica; Área regional; Latitude (centésimos, graus); Hora civil de Greenwich da observação (minutos, horas), ano, mês, dia; Subnúmero de série; Número de série. Rótulos à direita: Em branco, não usado; Identificação final; Confiabilidade do relato; Ocupação do observador; Orientação; Elevação inicial; Azimute inicial; Velocidade angular; Tamanho; Velocidade; Grupo de cor; Cor do objeto; Como foi observado; Azimute do Sol (centésimos, graus); Ângulo horário (centésimos, graus); Longitude (centésimos, graus); Hora solar local (minutos, horas, chave); Número de série do incidente; Identificação do avistamento. [páginas 315 e 316]

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 311, impressa na horizontal. Os números perfurados do cartão não foram transcritos: é um exemplo de preenchimento, sem caso identificado.

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EXHIBIT B8. EXAMPLE OF AN IBM CARD. IBM-SERVICE BUREAU. Left labels: Blank - Unused; Sighting Reliability; Observer Reliability; Maneuvers; Final Elevation; Disappearance Bearing; Angular Acceleration; Light Brightness; Shape; Number; Light Color; Sound; Duration of Observation (Group, Duration, Time Units); Angle of Elevation of the Sun (Group, Hundredths, Degrees); Strategic Area; Regional Area; Latitude (Hundredths, Degrees); Observed G.C. Time (Minutes, Hours), Year, Month, Day; Subserial Number; Serial Number. Right labels: Blank - Unused; Final Identification; Report Reliability; Observer Occupation; Orientation; Initial Elevation; Initial Bearing; Angular Velocity; Size; Speed; Color Group; Object Color; How Observed; Sun Bearing Angle (Hundredths, Degrees); Hour Angle (Hundredths, Degrees); Longitude (Hundredths, Degrees); Local Sun Time (Minutes, Hours, Key); Incident Serial Number; Sighting Identification. [page 315 and 316]

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Datas e contexto documental

Acontecimento
Não estabelecida — Não se trata de um avistamento. O estudo começou em 1953 e cobre relatos de junho de 1947 a dezembro de 1952 (página física 8 e 14).
Documento
05/05/1955 — Data impressa na capa e na folha de rosto (páginas físicas 3 e 4).
Publicação
Não estabelecida — Carimbo "Approved for Release 2026" na folha de controle da CIA (página física 1). O PDF integra o lote 03 de documentos liberados.

Origem e divulgação

Força Aérea dos EUA, Air Technical Intelligence Center (ATIC), Wright-Patterson AFB; cópia liberada pela CIA · CIA-UAP-015-Project_Blue_Book_Special_Report_No_14.pdf

Páginas físicas 14 a 24, 264, 286 e 311 conferidas na imagem.

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • Quem foi o psicólogo consultor que analisou os 168 questionários de 1952, e onde está essa análise?
  • Se as manobras eram o fator decisivo, quanto mudariam as estatísticas se tivessem sido codificadas?

GEOGRAFIA DO CASO

Base Aérea de Wright-Patterson, perto de Dayton, Ohio (sede do ATIC)

Referência aproximada da base onde o relatório foi produzido, posicionada pela redação. Não indica o local de nenhum avistamento.

RASTRO DOCUMENTAL

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As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. CIA-UAP-015-Project_Blue_Book_Special_Report_No_14.pdf

    Páginas físicas 14 a 24: redução dos dados, questionários, números de série e avaliação dos relatos · Página física 264: índice dos formulários do Apêndice B · Página física 286: perguntas 32 e 33 da Folha de Informações Técnicas, com desenhos impressos · Página física 311: Anexo B8, exemplo de cartão perfurado IBM

    CIA · 312 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

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Capa datilografada com o título Project Blue Book Special Report No. 14, a data 5 May 1955 e o nome do Air Technical Intelligence Center, com anotações manuscritas no alto.Capa de relatório oficial

História da investigação1955Air Technical Intelligence Center, Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio, EUA

Wright-Patterson, 1955: o Relatório Especial 14 do Projeto Blue Book examina cerca de 4.000 relatos e conclui ser muito improvável uma tecnologia desconhecida

O maior estudo estatístico da Força Aérea dos EUA sobre discos voadores reuniu cerca de 4.000 relatos de 1947 a 1952, aproveitou 3.201 e classificou 434 fenômenos como desconhecidos. A conclusão oficial foi que nada indicava tecnologia além do conhecimento da época, embora o próprio texto admita que isso nunca poderia ser provado de forma absoluta.

Abrir o caso
Histograma em degraus com dois picos, um menor antes do nascer do Sol e um muito alto logo após o pôr do Sol, e uma curva quadriculada menor para os desconhecidos.Gráfico de relatório oficial

História da investigação1955Air Technical Intelligence Center, Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio, EUA

Relatório Especial 14: a posição do Sol e o teste do qui-quadrado mostram que os "desconhecidos" não se comportavam como os casos explicados

A equipe do Relatório Especial 14 calculou a posição do Sol em cada avistamento e comparou, com o teste do qui-quadrado, os casos explicados e os desconhecidos. Em cinco de seis características a diferença foi estatisticamente significativa, e mesmo após retirar os casos astronômicos o resultado ficou, nas palavras do próprio relatório, "inconclusivo".

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Gráfico circular com três anéis concêntricos divididos por ano, de 1947 a 1952, com números e percentuais em cada fatia; a fatia de 1952 domina.Gráfico de relatório oficial

História da investigação1955Estados Unidos (dados); análise feita para o ATIC, Wright-Patterson, Ohio

Relatório Especial 14 em números: 3.201 relatos, 2.199 fenômenos e 434 desconhecidos entre 1947 e 1952

Os gráficos do Relatório Especial 14 mostram que 1952 concentrou cerca de dois terços dos relatos e que 434 dos 2.199 fenômenos estudados ficaram como desconhecidos. O dado mais citado vem da Figura 8: entre os relatos de confiabilidade "excelente", a proporção de desconhecidos era maior, e não menor.

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