UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Análise feita entre 1953 e 1955 sobre relatos de 1947 a 1952 / Air Technical Intelligence Center, Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio, EUA

Relatório Especial 14: a posição do Sol e o teste do qui-quadrado mostram que os "desconhecidos" não se comportavam como os casos explicados

A equipe do Relatório Especial 14 calculou a posição do Sol em cada avistamento e comparou, com o teste do qui-quadrado, os casos explicados e os desconhecidos. Em cinco de seis características a diferença foi estatisticamente significativa, e mesmo após retirar os casos astronômicos o resultado ficou, nas palavras do próprio relatório, "inconclusivo".

História da investigação
Data do evento
Análise feita entre 1953 e 1955 sobre relatos de 1947 a 1952
Local
Air Technical Intelligence Center, Base Aérea de Wright-Patterson, Ohio, EUA
Tema
História da investigação
Órgãos das fontes
CIA
Documentos
1 documento · 312 páginas
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17 min
Histograma em degraus com dois picos, um menor antes do nascer do Sol e um muito alto logo após o pôr do Sol, e uma curva quadriculada menor para os desconhecidos.Gráfico de relatório oficialPágina física 67
Gráfico de relatório oficial · Força Aérea dos EUA (ATIC), Relatório Especial nº 14 do Projeto Blue Book, 1955; cópia liberada pela CIA · Página física 67 do arquivo divulgado. Figura 40: número de avistamentos de objeto conforme a elevação do Sol, em faixas de 10 graus. O pico fica logo depois do pôr do Sol; a curva dos desconhecidos acompanha a do total, sem salto perto do horizonte. Página física 67, impressa na horizontal. Gráfico da equipe do relatório. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · CIA

O que os registros contam

Depois de tabular os relatos, a equipe tentou métodos mais finos. O primeiro foi astronômico: com data, hora, latitude e longitude de cada avistamento, calculou a elevação e o azimute do Sol para o observador, usando trigonometria esférica e um maço de 9.000 cartões IBM com tábuas de senos e cossenos. A ideia era testar explicações simples, como reflexo de sol em avião ou parélio, o falso sol que aparece perto do horizonte.

O histograma resultante (Figura 40) mostra um pico forte logo depois do pôr do Sol, e a Figura 41 confirma a concentração no início da noite. Mas os desconhecidos não aumentavam, em proporção, perto do nascer ou do pôr do Sol. Para os autores, isso pareceria descartar os fenômenos atmosféricos de horizonte como causa principal dos casos sem explicação. A Tabela I divide os fenômenos em sete grupos de elevação solar e serviu de base para a reavaliação dos desconhecidos.

O segundo método foi o teste do qui-quadrado, que mede a chance de duas distribuições virem da mesma população. A equipe comparou 1.765 casos conhecidos com os 434 desconhecidos em seis características relatadas: cor, número de objetos, forma, duração, velocidade e brilho. Em cinco delas, a probabilidade de as distribuições serem iguais ficou abaixo de 1%. Na velocidade, por exemplo, o qui-quadrado total foi 37,93, contra limite de 15,1 para 1%, puxado sobretudo pelo excesso de desconhecidos acima de 400 milhas por hora.

O relatório faz questão de dizer que isso não prova a existência de "discos voadores". Os desconhecidos poderiam ser objetos comuns em proporções diferentes, ou descritos de outro jeito por fatores psicológicos ou atmosféricos. A equipe notou que os conhecidos tinham excesso de casos astronômicos, como as bolas de fogo verdes do sudoeste dos EUA, e repetiu os testes sem eles. O ajuste melhorou em cor, forma e duração, mas piorou em velocidade e brilho. A conclusão escrita foi que os testes "não confirmam nem negam" que os desconhecidos sejam conhecidos não identificados.

Duas observações do próprio texto ficaram sem resposta: a proporção maior de desconhecidos nas observações de 31 segundos a 5 minutos "não pode ser explicada", e alguns ecos de radar com 1.000 a 2.000 milhas por hora eram praticamente impossíveis de identificar. Uma conta da página 60 do relatório também não fecha: pela Tabela I, os conhecidos dos grupos 4 e 5 somam 799, mas o texto diz 899. A equipe desistiu de buscar a combinação exata de objetos conhecidos que imitasse os desconhecidos, por achar que as imprecisões dos relatos dariam um resultado sem sentido.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Documento do governo dos EUA. Traduzidas na íntegra as páginas físicas 65, 68, 70, 71, 78 e 79, a primeira parte da página 86 (até o título do modelo de disco voador), o trecho final da página 26 sobre a posição do Sol, as legendas das Figuras 39 a 41 e a Tabela VI completa. Das Tabelas II a V e VII a XIII (páginas físicas 72 a 85) traduziram-se as linhas de totais, graus de liberdade e limites; as linhas intermediárias, só numéricas, ficaram de fora e podem ser consultadas no original.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 26

Página física 26 (p. 16): trecho "Posição do Sol em relação ao observador"

Posição do Sol em relação ao observador. A primeira coisa feita foi calcular a elevação do Sol acima do horizonte e seu azimute a partir do norte verdadeiro, como visto pelo observador no momento de cada avistamento. Com isso seria possível saber se o objeto relatado poderia estar iluminado pelo Sol, se poderia ser um parélio (falso sol) ou se havia possibilidade de reflexo especular de uma aeronave na posição do objeto, o que daria a aparência de um "disco voador". Montou-se um programa de cálculo para obter a elevação e o azimute do Sol em cada avistamento. Todas as informações necessárias estavam no conjunto de cartões IBM.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 26. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

Conferir original em inglês
Position of the Sun Relative to the Observer The first thing that was done was to calculate the angle of elevation of the sun above the horizon and its bearing from true north as seen by the observer at the time of each sighting. With this information, it could then be determined whether there was a possibility that the reported object could have been illuminated by light from the sun. In addition, it could be determined whether an object could be a mock sun (sun dog) or whether there was a possibility of specular reflection from an aircraft at the position of the object, which would give the appearance of a "flying disc". A program of computation was set up and carried out to obtain the angle of elevation and the bearing of the sun for each sighting. All information needed for this calculation was available on the deck of IBM cards.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 26, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 65

Página física 65 (p. 55): cálculo da elevação e do azimute do Sol

Essa informação consistia em: (1) hora e data da observação em Tempo Civil de Greenwich; (2) latitude e longitude do observador no momento da observação. A Figura 39 mostra uma esfera celeste em que Z representa o zênite do observador, S representa o Sol e N representa o polo norte celeste. Com a data e a hora da observação, a longitude e a declinação (S) do Sol foram obtidas de uma efeméride solar e corrigidas pela equação do tempo. Tomou-se a diferença entre as longitudes do Sol e do observador, chamada ângulo horário (HA na Figura 39). Depois, com a declinação do Sol (S), a latitude do observador (lat) e o ângulo horário (HA), o ângulo (ZS) entre o zênite do observador e o Sol pode ser calculado pela lei dos cossenos da trigonometria esférica: cos ZS = cos (90 - lat) cos (90 - S) + sen (90 - lat) sen (90 - S) cos (HA). Como o ângulo ZS é medido a partir do zênite, a elevação do Sol acima do horizonte nos avistamentos diurnos foi obtida por 90 - ZS. Quando o Sol estava abaixo do horizonte, a depressão do Sol foi obtida por ZS - 90. Encontrado o ângulo ZS, o azimute do Sol (ângulo B) foi obtido pela fórmula: sen (B) / sen (90 - S) = sen (HA) / sen (ZS). Todos esses cálculos foram feitos com equipamento IBM. Senos, cossenos e suas inversas foram obtidos de um conjunto de 9.000 cartões IBM em que haviam sido perfuradas as tábuas de Peters, com sete casas, de senos, cossenos e tangentes, para cada 0,01 grau de 0 a 90 graus. Concluídos os cálculos, os cartões dos AVISTAMENTOS DE OBJETO foram separados pelo sinal do seno do azimute. Isso formou dois grupos: (1) avistamentos entre meio-dia e meia-noite, com seno positivo; e (2) avistamentos entre meia-noite e meio-dia, com seno negativo. Cada grupo foi então dividido em intervalos de 10 graus de elevação do Sol, de -90 a +90 graus. Contaram-se os cartões de cada intervalo e construiu-se um histograma (Figura 40). Os AVISTAMENTOS DE OBJETO DESCONHECIDOS foram separados, contados da mesma maneira e também postos em histograma (ver de novo a Figura 40).

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 65. O texto automático perdeu o símbolo do Sol ("S") e desmontou a fórmula do azimute; ambos foram repostos pela imagem. O original escreve "Peter's tables".

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This information consisted of: (1) Time and date of observation in Greenwich Civil Time (2) Latitude and longitude of the observer at the time of observation. Figure 39 shows a celestial sphere on which Z represents the observer's zenith, S represents the sun, and N represents the north celestial pole. Using the date and time of the observation, the longitude and declination (S) of the sun were obtained from an ephemeris of the sun and corrected for the equation of time. The difference between the longitudes of the sun and the observer was taken, and called the hour angle (HA on Figure 39). Then, using the declination of the sun (S), the latitude of the observer (lat), and the hour angle (HA), the angle (ZS) between the observer's zenith and the sun can be calculated from the law of cosines of spherical trigonometry. Thus, cos ZS = cos (90 - lat) cos (90 - S) + sin (90 - lat) sin (90 - S) cos (HA). Since the angle ZS is measured from the observer's zenith, the angle of elevation of the sun above the horizon for daytime sightings was found by taking 90 - ZS. When the sun was below the horizon, the angle of depression of the sun below the horizon was found by taking ZS - 90. Having found the angle ZS, the bearing of the sun (angle B) was obtained from the formula: sin (B) / sin (90 - S) = sin (HA) / sin (ZS) All of the above calculations were made with IBM equipment. Sines, cosines, and their inverses were obtained from a deck of 9,000 IBM cards on which seven-place Peter's tables of the sines, cosines, and tangents of angles had been punched for each 0.01 of a degree from 0 to 90 degrees. Upon completion of these calculations, the cards representing OBJECT SIGHTINGS were sorted on the sign of the sine of the bearing angle. This separated the cards into two groups: (1) sightings which occurred between noon and midnight, for which the sine of the bearing angle was positive; and (2) sightings between midnight and noon, for which the sine of the bearing angle was negative. Then each of these groups was sorted into groups for intervals of 10° in angle of elevation of the sun from -90° to +90°. A count was made of the number of cards in each group and from this a histogram was constructed (Figure 40). The UNKNOWN OBJECT SIGHTINGS were then sorted out, counted in the same manner, and a histogram was made (again see Figure 40).

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 65, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 66

Página física 66 (p. 56): Figura 39, legenda e rótulos

FIGURA 39. DIAGRAMA DE UMA ESFERA CELESTE. Rótulos: Z (zênite); N (polo norte celeste); S (Sol); 90-lat; Ha (ângulo horário); 90-δ (complemento da declinação); B (azimute); Equador; Terra; Horizonte. A-7535

Nota editorial: Rótulos lidos no fac-símile da página física 66.

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FIGURE 39 DIAGRAM OF A CELESTIAL SPHERE. Labels: Z; N; S; 90-lat; Ha; 90-δ; B; Equator; Earth; Horizon. A-7535

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TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 67

Página física 67 (p. 57): Figura 40, legenda e rótulos

FIGURA 40. FREQUÊNCIA DE AVISTAMENTOS DE OBJETO POR ÂNGULO DE ELEVAÇÃO DO SOL, EM INTERVALOS DE 10 GRAUS. Eixo vertical: número de avistamentos de objeto. Eixo horizontal: ângulo de elevação do Sol, de -90 a +90 e de volta a -90. Rótulos: nascer do Sol; pôr do Sol; todos os avistamentos de objeto; avistamentos de objeto desconhecido. A-7536

Nota editorial: Rótulos lidos no fac-símile da página física 67.

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FIGURE 40 FREQUENCY OF OBJECT SIGHTINGS BY ANGLE OF ELEVATION OF THE SUN, INTERVALS OF 10 DEGREES OF ANGLE. Vertical axis: Number of Object Sightings. Horizontal axis: Angle of Elevation of The Sun, -90 to +90 and back to -90. Labels: Sun rise; Sun set; All object sightings; Unknown object sightings. A-7536

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TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 68

Página física 68 (p. 58): leitura dos histogramas e grupos 1 a 4

Os seguintes pontos devem ser notados com cuidado nesses histogramas: (1) O número desprezível de avistamentos com o Sol a menos de 10 graus do zênite e do nadir (elevação do Sol de ±90 graus) deve-se ao fato de a latitude mais ao sul dos EUA ser maior que a declinação do Sol no solstício de verão, de modo que o Sol não pode chegar ao zênite ou ao nadir de nenhum observador nos EUA (onde foi feita a maioria dos avistamentos). (2) A hora do dia em que ocorre uma dada elevação do Sol não é fixa, mas varia de um dia para outro; basta pensar na variação dos horários de nascer e pôr do Sol ao longo do ano. Assim, só se podem tirar duas inferências deste histograma: (1) o pico alto de avistamentos logo depois do pôr do Sol e (2) a falta de aumento dos DESCONHECIDOS em relação aos CONHECIDOS perto do pôr ou do nascer do Sol. Isso pareceria descartar a possibilidade de que fenômenos atmosféricos como parélios fossem a causa principal dos relatos desconhecidos, já que esses fenômenos costumam ocorrer com o Sol perto do horizonte. A Hora Solar Local foi calculada como passo intermediário no cálculo da elevação do Sol. Ela se relaciona com o ângulo horário pela equação: Hora Solar Local (H.S.L.) = HA/15 + 12,00, com a H.S.L. em horas e o HA em graus. Os cartões foram agrupados pela H.S.L. em intervalos de uma hora, e contou-se o número de cartões em cada intervalo. Os DESCONHECIDOS foram separados e tratados da mesma forma. Com esses resultados construíram-se histogramas dos AVISTAMENTOS DE OBJETO (Figura 41). Aqui, de novo, há um pico no início da noite. Os cartões foram então divididos em sete grupos segundo a elevação do Sol: Grupo 1, avistamentos diurnos com o Sol mais de 10 graus acima do horizonte; Grupo 2, avistamentos ao pôr do Sol com o Sol entre 0 e 10 graus acima do horizonte; Grupo 3, avistamentos ao pôr do Sol com o Sol entre 0 e 10 graus abaixo do horizonte; Grupo 4, avistamentos no início da noite com o Sol entre 10 e 40 graus abaixo do horizonte.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 68. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

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The following points should be carefully noted about these histograms: (1) The negligible number of sightings when the sun is within 10° of the zenith and nadir (angle of elevation of the sun = ±90°) of the observer is due to the fact that the southernmost latitude of the U. S. is greater than the declination of the sun at the summer solstice, so that it would be impossible for the sun to reach the zenith or nadir of any observer in the U. S. (where most of the sightings were made). (2) The time of day at which a particular angle of elevation of the sun occurs does not remain fixed but varies from day to day. Consider, for example, the variation in sunrise and sunset times over the course of a year. Thus, there are only two inferences to be made from this histogram: (1) the high peak of sightings soon after sunset, and (2) the lack of increase in the UNKNOWNS relative to the KNOWNS near either sunset or sunrise. This would seem to discount the possibility that atmospheric phenomena such as mock suns were the primary cause of the unknown reports, since such phenomena usually occur when the sun is near the horizon. The Local Sun Time was computed as a step in the calculation of the angle of elevation of the sun. It is related to the hour angle by the equation: Local Sun Time (L. S. T.) = HA/15 + 12.00, where L. S. T. is in hours and HA in degrees. The cards were grouped on the basis of L. S. T. in intervals of one hour, and the number of cards in each interval was counted. Again the UNKNOWNS were sorted out and similarly treated. Histograms were constructed with the results of these tabulations of OBJECT SIGHTINGS (Figure 41). Here, again, there is a peak in the early evening hours. The cards were then broken up into seven groups on the basis of the angle of elevation of the sun, as follows: Group 1 - Daylight sightings for which the sun was more than 10° above the horizon. Group 2 - Sunset sightings for which the sun was between 0° and 10° above the horizon. Group 3 - Sunset sightings for which the sun was between 0° and 10° below the horizon. Group 4 - Evening sightings for which the sun was between 10° and 40° below the horizon.

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TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 69

Página física 69 (p. 59): Figura 41, legenda e rótulos

FIGURA 41. FREQUÊNCIA DE AVISTAMENTOS DE OBJETO POR HORA SOLAR LOCAL, EM INTERVALOS DE UMA HORA. Eixo vertical: número de avistamentos de objeto. Eixo horizontal: hora solar local, de 0 a 24 horas. Rótulos: meia-noite; meio-dia; meia-noite; todos os avistamentos de objeto; avistamentos de objeto desconhecido. A-7537

Nota editorial: Rótulos lidos no fac-símile da página física 69.

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FIGURE 41 FREQUENCY OF OBJECT SIGHTINGS BY LOCAL SUN TIME, INTERVALS OF ONE HOUR. Vertical axis: Number of Object Sightings. Horizontal axis: Local Sun Time, 0 to 2400. Labels: Midnight; Noon; Midnight; All object sightings; Unknown object sightings. A-7537

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TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 70

Página física 70 (p. 60): grupos 5 a 7, Tabela I e início do teste

Grupo 5, avistamentos noturnos com o Sol mais de 10 graus abaixo do horizonte e não incluídos no Grupo 4; Grupo 6, avistamentos ao nascer do Sol com o Sol entre 0 e 10 graus abaixo do horizonte; Grupo 7, avistamentos ao nascer do Sol com o Sol entre 0 e 10 graus acima do horizonte. Os números dos grupos foram perfurados nos cartões e incorporados ao sistema de códigos. O número de AVISTAMENTOS DE OBJETO em cada grupo, para cada identificação, foi tabulado na Tabela I. TABELA I. AVISTAMENTOS DE OBJETO. Grupos de elevação do Sol 1 a 7. Balão: 156, 17, 28, 83, 40, 0, 2. Astronômico: 52, 6, 43, 236, 118, 9, 6. Aeronave: 187, 23, 49, 144, 60, 5, 2. Fenômeno luminoso: 8, 2, 4, 25, 7, 0, 0. Informação insuficiente: 72, 12, 26, 76, 28, 2, 0. DESCONHECIDO: 134, 14, 25, 150, 86, 6, 7. Outros: 64, 8, 12, 50, 36, 3, 7. Total: 673, 82, 187, 764, 375, 25, 24. Segundo essa tabela, a grande maioria dos AVISTAMENTOS DE OBJETO CONHECIDOS no Grupo 1 (343 de 467) eram aeronaves ou balões. Nos Grupos 4 e 5 somados, a grande maioria (681 de 899 [sic]) eram balões, aeronaves ou astronômicos. Por isso, planejou-se uma reavaliação dos DESCONHECIDOS desses três grupos, para determinar quais do Grupo 1 poderiam ser aeronaves ou balões e quais dos Grupos 4 e 5 poderiam ser balões, aeronaves ou objetos astronômicos. Esse projeto será retomado adiante. Teste estatístico do qui-quadrado. Enquanto isso, haviam sido construídos, a partir das tabulações de frequência, gráficos espelhados que pareciam mostrar que, quando os CONHECIDOS (total menos DESCONHECIDOS) e os DESCONHECIDOS eram agrupados por uma de seis características, a porcentagem de CONHECIDOS e a porcentagem de

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 70. O original diz "681 out of 899"; pela própria Tabela I, os conhecidos dos grupos 4 e 5 somam 799. Mantido como impresso, com [sic] na tradução.

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Group 5 - Night sightings for which the sun was more than 10° below the horizon and which were not included in Group 4. Group 6 - Sunrise sightings for which the sun was between 0° and 10° below the horizon. Group 7 - Sunrise sightings for which the sun was between 0° and 10° above the horizon. These group numbers were punched on the cards and incorporated into the coding system. The number of OBJECT SIGHTINGS in each group for each identification was then tabulated and is given in Table I. TABLE I OBJECT SIGHTINGS Angle of Elevation Group Identification 1 2 3 4 5 6 7 Balloon 156 17 28 83 40 0 2 Astronomical 52 6 43 236 118 9 6 Aircraft 187 23 49 144 60 5 2 Light phenomena 8 2 4 25 7 0 0 Insufficient information 72 12 26 76 28 2 0 UNKNOWN 134 14 25 150 86 6 7 Other 64 8 12 50 36 3 7 Total 673 82 187 764 375 25 24 According to this table, a large majority of the KNOWN OBJECT SIGHTINGS in Group 1 (343 out of 467) were either aircraft or balloons. In Groups 4 and 5 combined, a large majority (681 out of 899) were either balloons, aircraft, or astronomical. Accordingly, a re-evaluation of the UNKNOWNS in these three groups was planned with the objective of determining which of the UNKNOWNS in Group 1 might possibly be aircraft or balloons and which of the UNKNOWNS in Groups 4 and 5 might possibly be balloons, aircraft, or astronomical objects. More will be said of this project later. Statistical Chi Square Test In the meantime, mirror graphs had been constructed from the frequency tabulations which seemed to show that, when the KNOWNS (total less UNKNOWNS) and the UNKNOWNS were grouped according to one of six characteristics, the percentage of KNOWNS and the percentage of

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TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 71

Página física 71 (p. 61): o método do qui-quadrado

DESCONHECIDOS em cada grupo de característica mostravam a mesma tendência geral. Em outras palavras, com base nesses gráficos, parecia haver boa possibilidade de que os DESCONHECIDOS não fossem diferentes dos CONHECIDOS, pelo menos no conjunto. Decidiu-se investigar isso com um procedimento estatístico chamado "teste do qui-quadrado". O teste do qui-quadrado mede a probabilidade de que duas distribuições venham da mesma população, isto é, dá a probabilidade de não haver diferença na composição das duas distribuições medidas. O método é o seguinte: (1) ajustar as distribuições multiplicando os CONHECIDOS de cada grupo pela razão entre o total de DESCONHECIDOS e o total de CONHECIDOS (o teste só se aplica a distribuições com o mesmo número total de elementos); (2) tomar a diferença entre o número de DESCONHECIDOS e o número ajustado de CONHECIDOS em cada grupo; (3) elevar ao quadrado o resultado do passo 2; (4) dividir o resultado do passo 3 pelo número ajustado de CONHECIDOS correspondente. Isso dá o qui-quadrado do grupo. A soma dos qui-quadrados individuais de todos os grupos dá o qui-quadrado da característica. Esse número é comparado com uma tabela da distribuição do qui-quadrado, encontrada em muitos livros de estatística elementar. Note-se que o qui-quadrado é tabelado em graus de liberdade, que neste caso são um a menos que o número de grupos de cada característica. As tabulações de CONHECIDOS e DESCONHECIDOS pelas seis características e o teste aplicado aparecem nas Tabelas II a VII. Em cada caso, dão-se o número de graus de liberdade e os valores de qui-quadrado correspondentes às probabilidades de 5% e 1% de que duas distribuições com esse número de graus de liberdade venham da mesma população. Como quanto maior o qui-quadrado menor a probabilidade de homogeneidade, um valor calculado maior que o de 5% ou o de 1% indica probabilidade menor que 5% ou 1%, respectivamente, de que as duas distribuições sejam homogêneas. O termo homogeneidade indica aqui que as duas distribuições poderiam ter vindo da mesma população.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 71. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

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UNKNOWNS in each characteristic group showed the same general trend. In other words, on the basis of these graphs, it looked as though there was a good possibility that the UNKNOWNS were no different from the KNOWNS, at least in the aggregate. It was decided to investigate this by the use of a statistical procedure called the "Chi Square Test". The Chi Square Test is a statistical test of the likelihood that two distributions come from the same population, that is, it gives the probability that there is no difference in the make-up of the two distributions being measured. The method is outlined as follows: (1) Adjust the distributions by multiplying the KNOWNS in each characteristic group by the ratio of the total number of UNKNOWNS to the total number of KNOWNS. (The Chi Square Test is applicable only to distributions which have the same total number of elements.) (2) Take the difference between the number of UNKNOWNS and the adjusted number of KNOWNS in each characteristic group. (3) Square the remainder from Step 2. (4) Divide the result of Step 3 by the corresponding number of adjusted KNOWNS. This is the chi square for the particular group. Summing the individual chi squares over the groups of a characteristic gives the chi square for that characteristic. This number is then compared with a table of the distribution of chi square which can be found in many texts on elementary statistics. It will be noted that chi square is tabulated in terms of degrees of freedom which in this case is one less than the number of groups of sightings for each characteristic. The tabulations of KNOWNS and UNKNOWNS against the six characteristics and the Chi Square Test as it was applied are shown in Tables II through VII. In each case, the number of degrees of freedom is given, as is the value of chi squares corresponding to probabilities of 5 per cent and 1 per cent that two distributions with this number of degrees of freedom come from the same population. Since the greater the value of chi square the smaller the probability of homogeneity of two distributions, a calculated value of chi square greater than either the 5 per cent or 1 per cent values will indicate a probability less than 5 per cent or 1 per cent, respectively, that the two distributions are homogeneous. The term homogeneity is used here to indicate that two distributions could have come from the same population.

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TRECHO 9 · PÁGINA FÍSICA 76

Página física 76 (p. 66): Tabela VI completa

TABELA VI. TESTE DO QUI-QUADRADO DE CONHECIDOS CONTRA DESCONHECIDOS PELA VELOCIDADE. Colunas: velocidade; número de CONHECIDOS; número ajustado de CONHECIDOS (K); número de DESCONHECIDOS (n); qui-quadrado, (K-n)²/K. Parado: 249, 61, 53, 1,05. Menos de 100 mph (160 km/h): 154, 38, 26, 3,79. De 100 a 400 mph (160 a 640 km/h): 181, 45, 58, 3,76. Acima de 400 mph (640 km/h): 403, 99, 145, 21,37. Como meteoro: 83, 20, 16, 0,80. Não declarada: 695, 171, 136, 7,16. Total: 1.765, 434, 434, 37,93. Graus de liberdade: 5. Limite de 5%: 11,1. Limite de 1%: 15,1.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 76. Conversões para km/h acrescentadas na tradução.

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TABLE VI CHI SQUARE TEST OF KNOWNS VERSUS UNKNOWNS ON THE BASIS OF SPEED. Columns: Speed; Number of KNOWNS; Adjusted Number of KNOWNS (K); Number of UNKNOWNS (n); x2, (K-n)2/K. Stationary 249, 61, 53, 1.05. Less than 100 mph 154, 38, 26, 3.79. 100 to 400 mph 181, 45, 58, 3.76. Over 400 mph 403, 99, 145, 21.37. Meteor-like 83, 20, 16, 0.80. Not stated 695, 171, 136, 7.16. Total 1765, 434, 434, 37.93. Degrees of freedom 5. 5%: 11.1. 1%: 15.1.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 76, contando a capa.

TRECHO 10 · PÁGINA FÍSICA 72

Páginas físicas 72 a 85: totais das Tabelas II a XIII

Totais das Tabelas II a XIII (qui-quadrado; graus de liberdade; limites de 5% e 1%). CONHECIDOS contra DESCONHECIDOS (1.765 conhecidos ajustados a 434): II Cor 26,15 (8; 15,5; 20,1). III Número de objetos 40,73 (4; 9,5; 13,3). IV Forma 29,05 (6; 12,6; 16,8). V Duração 49,49 (7; 14,1; 18,5). VI Velocidade 37,93 (5; 11,1; 15,1). VII Brilho 5,85 (5; 11,1; 15,1). CONHECIDOS REVISTOS (sem os astronômicos; 1.286 ajustados a 434) contra DESCONHECIDOS: VIII Cor 13,40 (7; 14,1; 18,5). IX Número 23,73 (4; 9,5; 13,3). X Forma 11,46 (5; 11,1; 15,1). XI Duração 14,34 (7; 14,1; 18,5). XII Velocidade 43,71 (4; 9,5; 13,3). XIII Brilho 10,68 (4; 9,5; 13,3).

Nota editorial: Totais, graus de liberdade e limites lidos nos fac-símiles das páginas físicas 72 a 77 e 80 a 85. A ficha de leitura da página 83 não trazia os graus de liberdade da Tabela XI; na imagem são 7.

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Totals of Tables II to XIII (chi square; degrees of freedom; 5% and 1% limits). KNOWNS versus UNKNOWNS (1765 KNOWNS adjusted to 434): II Color 26.15 (8; 15.5; 20.1). III Number 40.73 (4; 9.5; 13.3). IV Shape 29.05 (6; 12.6; 16.8). V Duration of observation 49.49 (7; 14.1; 18.5). VI Speed 37.93 (5; 11.1; 15.1). VII Light brightness 5.85 (5; 11.1; 15.1). REVISED KNOWNS (astronomical removed, 1286 adjusted to 434) versus UNKNOWNS: VIII Color 13.40 (7; 14.1; 18.5). IX Number 23.73 (4; 9.5; 13.3). X Shape 11.46 (5; 11.1; 15.1). XI Duration 14.34 (7; 14.1; 18.5). XII Speed 43.71 (4; 9.5; 13.3). XIII Light brightness 10.68 (4; 9.5; 13.3).

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TRECHO 11 · PÁGINA FÍSICA 78

Página física 78 (p. 68): interpretação dos testes, cor, número e forma

Em cinco dos seis casos, a probabilidade de as distribuições serem iguais é menor que 1%. No sexto, o brilho, as classificações são nebulosas demais para ter valor real. No entanto, esses testes não significam necessariamente que os DESCONHECIDOS sejam principalmente "discos voadores" e não aeronaves, balões ou outros objetos conhecidos ou fenômenos naturais. Os DESCONHECIDOS ainda poderiam ser CONHECIDOS não identificados se ocorresse um dos seguintes casos: (1) As características observadas nos DESCONHECIDOS diferiam das observadas nos CONHECIDOS por causa da constituição psicológica do observador ou de distorção atmosférica. Isso supõe que a distribuição de objetos entre CONHECIDOS e DESCONHECIDOS seja a mesma. (2) Os DESCONHECIDOS podem ser objetos conhecidos em proporções diferentes das do grupo identificado como CONHECIDOS. (Ou seja, uma porcentagem maior dos DESCONHECIDOS poderia ser de aeronaves do que a porcentagem de aeronaves nos CONHECIDOS identificados.) O segundo caso é o mais provável. Nesse sentido, é interessante notar os fatores que contribuíram para um qui-quadrado grande nos testes acima: (1) Cor. A maior contribuição vem da cor verde. Há grande excesso de avistamentos verdes entre os CONHECIDOS em relação aos DESCONHECIDOS. Dos 130 objetos conhecidos dessa classe, 98 são astronômicos, devidos principalmente às bolas de fogo verdes relatadas no sudoeste dos EUA. (2) Número. O qui-quadrado grande deve-se a uma proporção maior de DESCONHECIDOS na classe de objetos múltiplos. Aparentemente, estes são mais difíceis de identificar. (3) Forma. Aqui há porcentagem maior de DESCONHECIDOS na classe de forma de foguete ou aeronave. Podem ser objetos familiares para os quais foram relatadas manobras incomuns. Há porcentagem maior de CONHECIDOS nas categorias de chama e de forma de meteoro ou cometa, o que nos dois casos parece resultar principalmente de excesso de avistamentos astronômicos.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 78. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

Conferir original em inglês
In five of the six cases, the probability is less than 1 per cent that the distributions are the same. In the sixth case, Light Brightness, the classifications are too nebulous to be of real value. However, these tests do not necessarily mean that the UNKNOWNS are primarily "flying saucers" and not aircraft, balloons, or other known objects or natural phenomena. The UNKNOWNS might still be unidentified KNOWNS if either of the following cases occurred: (1) The characteristics which were observed for the UNKNOWNS were different from those observed for the KNOWNS because of the psychological make-up of the observer or because of atmospheric distortion. This assumes the distribution of objects in KNOWNS and UNKNOWNS is the same. (2) The UNKNOWNS may be known objects in different proportions than the group identified as KNOWNS. (That is, a greater percentage of the UNKNOWNS could be aircraft than the percentage of aircraft in the identified KNOWNS.) The second case is the more probable one. In this connection, it is interesting to note the factors which contributed to a large chi square result in the tests made above: (1) Color The major contribution to chi square in color is from the color green. There is a large excess of green sightings among the KNOWNS over the UNKNOWNS. Of the 130 known objects in this classification, 98 are astronomical, and are due mostly to the green fireballs reported from the Southwest U. S. (2) Number The large chi square is due to a greater proportion of UNKNOWNS in the multiple object classification. Apparently these are harder to identify. (3) Shape In this case, there is a higher percentage of UNKNOWNS in the rocket-aircraft-shape classification. These might be familiar objects for which unusual maneuvers were reported. There is a higher percentage of KNOWNS in the flame and in the meteor- or comet-shape category, which in both cases appears to result mainly from excesses of astronomical sightings.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 78, contando a capa.

TRECHO 12 · PÁGINA FÍSICA 79

Página física 79 (p. 69): duração, velocidade, brilho e novo teste sem os astronômicos

(4) Duração da observação. Aqui há excesso de CONHECIDOS no grupo de menos de 5 segundos. De novo, a maioria dos CONHECIDOS desse grupo é astronômica. A proporção maior de DESCONHECIDOS nos grupos de 31 a 60 segundos e de 61 segundos a 5 minutos não pode ser explicada. (5) Velocidade. A maior contribuição vem de um grande excesso de DESCONHECIDOS na classe acima de 400 mph. Pode-se supor que algumas das velocidades excessivas sejam imprecisões nas estimativas dos observadores. No entanto, alguns avistamentos por radar, praticamente impossíveis de identificar, mostram objetos a velocidades de 1.000 a 2.000 mph e mais, e esses relatos respondem por vários desses DESCONHECIDOS. (6) Brilho. Como este qui-quadrado não foi significativo, não é necessário discuti-lo aqui. O exame dessas discrepâncias levanta um ponto muito interessante. Em todos os casos com excesso significativo de CONHECIDOS sobre DESCONHECIDOS, o excesso pode ser atribuído a um excesso de fenômenos astronômicos identificáveis. Isso pareceria levar à conclusão de que os fenômenos astronômicos são fáceis de identificar e que restam muito poucos entre os DESCONHECIDOS. Por isso, os avistamentos astronômicos foram retirados dos CONHECIDOS e o teste do qui-quadrado foi aplicado de novo. Os resultados estão nas Tabelas VIII a XIII, em que os CONHECIDOS não contêm avistamentos astronômicos. Note-se que alguns grupos foram combinados quando o número ajustado de CONHECIDOS era dez ou menos, exceto no caso do número de objetos por avistamento. Eram casos limítrofes, e não havia boa combinação de grupos. É evidente que a retirada dos avistamentos astronômicos dá um ajuste melhor, embora a decisão não seja nítida, pois em dois casos (brilho e velocidade) o qui-quadrado aumentou. Pode-se lembrar, porém, que o relato dessas duas características é altamente subjetivo e questionável. A estimativa de velocidade é especialmente questionável, pela impossibilidade de determiná-la com precisão a olho nu.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 79. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

Conferir original em inglês
(4) Duration of observation Here there is an excess of KNOWNS in the less-than-5-second group. Again, the majority of KNOWNS in this group are astronomical. The greater proportion of UNKNOWNS in the 31- to 60-second and 61-second to 5-minute groups cannot be explained. (5) Speed The major contribution to chi square for this characteristic is due to a large excess of UNKNOWNS in the over 400-mph class. It can be assumed that some of the excessive speeds are inaccuracies in estimates by observers. However, some radar sightings, which are practically impossible to identify, show objects with speeds of 1,000 to 2,000 mph and over, and these reports account for a number of these UNKNOWNS. (6) Light brightness Since this chi square was not significant, it is not necessary to discuss it here. An examination of these discrepancies thus brings up a very interesting point. In every case for which there is a significant excess of KNOWNS over UNKNOWNS, the excess can be attributed to an excess of identifiable astronomical phenomena. This would seem to lead to the conclusion that astronomical phenomena are easy to identify and there are very few left in the UNKNOWNS. Accordingly, the astronomical object sightings were deleted from the KNOWN object sightings and the Chi Square Test was again applied. The results are shown in Tables VIII through XIII, where in this case the KNOWNS do not contain astronomical sightings. It will be noted that some groups were combined when the adjusted number of KNOWNS was ten or less, except for the case for which the number of objects per sighting was the characteristic studied. These were borderline cases, and no good combination of groups existed. It is apparent that the deletion of astronomical sightings gives a better fit, although the decision is not clear cut, since for two cases (light brightness and speed), the chi square increased. However, it can again be pointed out that the reporting of these two characteristics is highly subjective and is open to question. The estimation of speed is especially open to question because of the impossibility of accurately determining it visually.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 79, contando a capa.

TRECHO 13 · PÁGINA FÍSICA 86

Página física 86 (p. 76): primeira parte, conclusão dos testes

Outro aspecto interessante dos novos testes é que há apenas duas grandes discrepâncias em todos os grupos: o grupo de 11 ou mais objetos por avistamento, na classificação por número, e o grupo acima de 400 mph e como meteoro, na classificação por velocidade. A primeira praticamente não mudou com a retirada dos avistamentos astronômicos, principalmente pela concentração de avistamentos na categoria de objeto único. A segunda aumentou um pouco com a retirada dos astronômicos da classe como meteoro. Mas a principal discrepância, o excesso de DESCONHECIDOS acima de 400 mph, pouco mudou. Os resultados desses testes são inconclusivos, pois não confirmam nem negam que os DESCONHECIDOS sejam principalmente CONHECIDOS não identificados, embora indiquem que relativamente poucos DESCONHECIDOS são de fato fenômenos astronômicos. Decidiu-se não levar esse processo até sua conclusão lógica (isto é, determinar uma combinação linear de CONHECIDOS que desse um qui-quadrado desprezível quando comparada com os DESCONHECIDOS), pois se considerou que as imprecisões dos relatos dariam um resultado distorcido e sem sentido.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página física 86. Texto em inglês tomado da camada de texto já extraída, com erros de OCR corrigidos pela imagem (marcas de margem, hifenizações e aspas).

Conferir original em inglês
Another interesting aspect of these new tests is that there are only two large discrepancies in all of the groups. These are for the 11 or more groups in the classification by number of objects per sighting and for the over-400-mph and meteor-like group for the classification by speed. The first was relatively unchanged by deletion of the astronomical sightings principally because of the concentration of sightings in the single-object category. The second was slightly increased by the removal of the astronomical sightings from the meteor-like classification. However, the main discrepancy, that of the excess of UNKNOWNS in the over-400-mph class, was little changed. The results of these tests are inconclusive since they neither confirm nor deny that the UNKNOWNS are primarily unidentified KNOWNS, although they do indicate that relatively few of the UNKNOWNS are actually astronomical phenomena. It was decided that this process would not be carried to its logical conclusion (that is, the determination of a linear combination of KNOWNS that would give a negligible chi square when compared with the UNKNOWNS), since it was felt that the inaccuracies in the reports would give a distorted and meaningless result.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 86, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
Não estabelecida — Não se trata de um avistamento. O estudo começou em 1953 e cobre relatos de junho de 1947 a dezembro de 1952 (página física 8 e 14).
Documento
05/05/1955 — Data impressa na capa e na folha de rosto (páginas físicas 3 e 4).
Publicação
Não estabelecida — Carimbo "Approved for Release 2026" na folha de controle da CIA (página física 1). O PDF integra o lote 03 de documentos liberados.

Origem e divulgação

Força Aérea dos EUA, Air Technical Intelligence Center (ATIC), Wright-Patterson AFB; cópia liberada pela CIA · CIA-UAP-015-Project_Blue_Book_Special_Report_No_14.pdf

Páginas físicas 26, 65 a 86 conferidas na imagem (tabelas por ampliação).

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • Por que os desconhecidos se concentravam nas observações de 31 segundos a 5 minutos? O relatório diz que isso "não pode ser explicado".
  • Quais foram os ecos de radar de 1.000 a 2.000 milhas por hora incluídos entre os desconhecidos?

GEOGRAFIA DO CASO

Base Aérea de Wright-Patterson, perto de Dayton, Ohio (sede do ATIC)

Referência aproximada da base onde o relatório foi produzido, posicionada pela redação. Não indica o local de nenhum avistamento.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. CIA-UAP-015-Project_Blue_Book_Special_Report_No_14.pdf

    Páginas físicas 26 e 65 a 71: posição do Sol, Figuras 39 a 41, Tabela I e método do qui-quadrado · Páginas físicas 72 a 85: Tabelas II a XIII do teste do qui-quadrado · Páginas físicas 78, 79 e 86: interpretação dos testes

    CIA · 312 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

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Página de questionário com um desenho de um homem apontando para um arco graduado e, abaixo, a ilustração de uma rua arborizada vista de frente sob um semicírculo de céu.Formulário oficial com desenhos impressos

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