UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

09/01/1958 / Escritório da CIA em Chicago, EUA

Chicago, 1958: a CIA encerra o caso de um pesquisador de UFOs com uma resposta que ela mesma chama de evasiva

Um memorando interno registra que a CIA disse ao pesquisador Leon Davidson que não podia resolver sua dúvida sobre uma 'mensagem espacial' porque os registros tinham sido destruídos. O próprio autor admite que a resposta, dada por instrução superior, foi evasiva e pouco justa com Davidson.

História da investigação
Data do evento
09/01/1958
Local
Escritório da CIA em Chicago, EUA
Tema
História da investigação
Órgãos das fontes
CIA
Documentos
1 documento · 1 página
Leitura
3 min

FONTES DOCUMENTAIS · CIA

O que os registros contam

O documento é um memorando de uma página, de 9 de janeiro de 1958, do chefe do escritório da CIA em Chicago para o chefe da Divisão de Contatos, em Washington. Assina R. P. B. Lohmann, com redação atribuída a F. X. LaMountain. O assunto é o 'Caso 17708 (encerrado) e o Dr. Leon Davidson', químico e pesquisador independente de discos voadores que publicava análises críticas da atuação da Força Aérea.

Segundo o texto, a agência telefonou a Davidson para dizer que não podia resolver seu problema sobre 'a mensagem espacial e seu transmissor' porque os registros tinham sido destruídos pelo órgão que os avaliou. Davidson aceitou, comentando que já tinha ouvido isso antes, contou que um segundo artigo seu sobre o tratamento dado pela Força Aérea aos avistamentos estava com a revisão de segurança do Pentágono e insinuou que poderia voltar ao assunto da mensagem mais tarde.

O segundo parágrafo é incomum. O autor reconhece que houve 'muitos cozinheiros na cozinha' e que a resposta 'extraordinariamente evasiva e sem compromisso' que receberam ordem de dar talvez fosse a única possível para não contradizer declarações anteriores da CIA e de outros órgãos. Mas acrescenta que a resposta foi 'pouco justa' com Davidson e que dificilmente seria aceita por ele.

O terceiro parágrafo discute se Davidson sabia estar tratando com a CIA em seus contatos com duas pessoas, Walker e Skakich, cuja identidade de agentes a agência tentara esconder. O escritório de Chicago acredita que sim: numa reunião numa sala do Tribunal de Apelações, ele sabia bem com quem falava, e numa conversa telefônica mencionou 'sua agência'. O memorando termina prevendo: 'ainda vamos ouvir falar de Davidson'.

O documento não explica o que era a 'mensagem espacial', quem a recebeu, quando nem o que dizia, e não se deve preencher essa lacuna por suposição. Seu valor está em mostrar a CIA, em 1958, lidando com um pesquisador civil insistente, admitindo por escrito que a resposta oficial era evasiva e que o objetivo era evitar contradições entre órgãos.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Documento do governo dos EUA. Tradução integral dos parágrafos 1 e 2; os parágrafos 3 e 4 são resumidos.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 1

Parágrafos 1 e 2, página física 1

Contatamos o Dr. Davidson por telefone, informando que não podemos resolver seu problema relativo à mensagem espacial e a seu transmissor porque os registros sobre o assunto foram destruídos pelo órgão avaliador. Davidson aceitou a declaração comentando que já lhe tinham dito isso antes, que agora tinha um segundo artigo para publicação sobre o tratamento dado pela Força Aérea aos avistamentos espaciais nas mãos do pessoal de revisão de segurança do Pentágono (que ele achava brando o bastante para passar) e insinuou que talvez quisesse retomar mais tarde o assunto dessa mensagem em particular. Entendemos que houve muitos cozinheiros na cozinha com este prato e que, em consequência, a resposta extraordinariamente evasiva e sem compromisso que fomos instruídos a dar a Davidson talvez fosse a única possível para não contradizer declarações anteriores nossas, e de outros órgãos envolvidos, a esse homem. Mas a resposta não foi nada justa com Davidson, e dificilmente será aceita plenamente por ele.

Nota editorial: Conferido na imagem. O texto automático estava muito corrompido ('spic-e message', 'cQOks :1n "the ki.~'); corrigido pela imagem.

Conferir original em inglês
We have contacted Dr. Davidson by telephone advising him that we cannot resolve his problem concerning the space message and its transmitter because records on the matter have been destroyed by the evaluating agency. Davidson accepted this statement with the comment that he had been told this before, that he now had a second article for publication concerning Air Force handling of space sightings in the hands of the Pentagon security review people (which he thought was mild enough to pass them), and he hinted that he might wish to take up again at a later date the matter of this particular message. We appreciate that there have been many cooks in the kitchen on this dish and that, as a result, the extraordinarily noncommittal and evasive answer we were instructed to give Davidson was perhaps the only one possible if we were to avoid crossing up previous statements of our own, and other involved agencies, to this man. But the answer was hardly fair to Davidson, and one not likely to be fully accepted by him.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 1, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
08/01/1958 — Telefonema de referência ('Telecon of 8 Jan 58'); o contato com Davidson ocorreu antes do memorando, sem dia exato.
Documento
09/01/1958 — Data do memorando, conferida na imagem.
Publicação
Não estabelecida — Carimbo 'Approved for Release 2026' no topo da primeira página.

Origem e divulgação

CIA, Divisão de Contatos, escritório de Chicago; R. P. B. Lohmann, redação de F. X. LaMountain · CIA-UAP-004-CASE_17708_CLOSED_AND_DR_LEON_DAVIDSON.pdf

Página física 1 conferida na imagem. Carimbo 'FULL TEXT COPY DO NOT RELEASE' e marca 'Confidential' riscada no original.

Perguntas para continuar a investigação

  • O que era a 'mensagem espacial' do caso 17708? O documento não diz.
  • Quais eram os artigos de Davidson submetidos à revisão do Pentágono?

GEOGRAFIA DO CASO

Chicago, EUA (escritório da CIA)

Documento institucional sem local de observação.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. CIA-UAP-004-CASE_17708_CLOSED_AND_DR_LEON_DAVIDSON.pdf

    Página física 1: memorando do escritório da CIA em Chicago à Divisão de Contatos, 09/01/1958, 'Case 17708 (Closed) and Dr. Leon Davidson'

    CIA · 1 página

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

Voltar ao arquivo ↗

CIA

EUA, anos 1950 e 1960: a história oficial da CIA liga o U-2 a uma onda de relatos de UFOs

A história interna da CIA sobre os aviões espiões U-2 e OXCART, escrita em 1992, afirma que os voos em grande altitude provocaram um grande aumento de relatos de UFOs. Segundo o texto, os investigadores do Blue Book conferiam os relatos com os registros de voo da CIA, mas não podiam revelar a causa ao público.

Abrir o caso

DOW

Vale do Hudson, Nova York, 1955: tripulantes de dois voos da Colonial Airlines veem uma chama azul explodir num clarão

O comandante do voo 14 da Colonial Airlines viu um objeto com chama de exaustão azul-esbranquiçada cruzar à frente do avião, soltar faíscas e explodir num clarão ofuscante. Tripulantes de outro voo da empresa viram o clarão, e a companhia pediu à Força Aérea que dissesse o que era.

Abrir o caso

DOW

Philmont, Novo México, 1955: jovens escoteiros dizem ter visto oito luzes sobre a Urraca Mesa e trocado sinais com duas delas

O curador de um museu do Philmont Scout Ranch escreveu à Força Aérea contando que um grupo de jovens em treinamento de liderança viu cerca de oito luzes cruzarem a Urraca Mesa, e que dois rapazes, tentando se comunicar, teriam recebido de volta o mesmo sinal que enviaram. A Força Aérea agradeceu e disse ter passado o relato aos analistas.

Abrir o caso

SUA ESCOLHA

Você pode navegar por todo o arquivo sem aceitar medição. O Google Analytics só carrega quando você autoriza a medição de visitas. Você pode recusar ou mudar sua escolha a qualquer momento.

Ler política de privacidade