21/12/1953 e 21/01/1954 (cartas); 12/01 a 13/05/1954 (documentos do FBI) / Klagenfurt, Áustria; East Orange, Nova Jersey, EUA
Klagenfurt, 1954: um austríaco jura ter inventado o “disco voador” e pede a um desconhecido em Nova Jersey que o venda nos EUA
Em cartas a um imigrante austríaco em Nova Jersey, Adolf Dornig declarou “sob juramento” que o disco voador era invenção sua, que antigos companheiros o construíam na América do Sul e que ele podia fazer uma máquina de mais de 2.000 km/h. O imigrante levou a história ao FBI, que mandou traduzir as cartas, repassou tudo à Força Aérea e não investigou.
- Data do evento
- 21/12/1953 e 21/01/1954 (cartas); 12/01 a 13/05/1954 (documentos do FBI)
- Local
- Klagenfurt, Áustria; East Orange, Nova Jersey, EUA
- Tema
- Arquivo do FBI
- Órgãos das fontes
- FBI
- Documentos
- 1 documento · 205 páginas
- Leitura
- 16 min
FONTES DOCUMENTAIS · FBI
O que os registros contam
Em 12 de janeiro de 1954, Alois Pivec, austríaco que chegara aos Estados Unidos em 1952 e morava em East Orange, Nova Jersey, procurou o escritório do FBI em Newark. Por volta de 20 de dezembro, recebera uma carta de Adolf Dornig, de Klagenfurt, na Áustria, que nunca tinha visto: Dornig conhecera o irmão dele numa obra. A carta pedia que Pivec oferecesse a fábricas americanas de aviões e de máquinas de costura duas invenções, um novo tipo de máquina de costura e um disco voador, sem procurar órgãos do governo.
Pivec fez o contrário porque achou que o disco podia interessar à defesa do país. Disse que o conteúdo lhe pareceu fantástico, mas que a carta era escrita de modo inteligente. Segundo a tradução feita pelo FBI, Dornig contava que, antes da guerra, quis fazer um brinquedo voador e descobriu por acaso “uma lei aerodinâmica até então desconhecida”. Companheiros que emigraram para a América do Sul teriam construído máquinas primitivas que, em 1938 e 1939, chegavam a 250 ou 300 km/h com motor de motocicleta e depois a 2.600 ou 2.800 km/h.
Ainda segundo a carta, cerca de 60% desses voos tinham terminado em morte, e só ele sabia tornar a máquina segura. Com um engenheiro e especialistas, construiria em cinco ou seis semanas um aparelho para até três tripulantes que, com motor de automóvel, faria de 700 a 1.000 km/h, e com dinheiro passaria de 2.000 km/h, sem hélices. Sonhava com uma “máquina voadora popular”, mais barata que um carro e sem pista, e sugeria procurar Henry Ford. Pedia 45% do lucro para cada um e 10% para o irmão. E fechava: “declaro sob juramento que a invenção conhecida pelo nome de ‘disco voador’ é minha”.
Em 30 de janeiro, a mulher de Pivec voltou sozinha ao FBI com uma segunda carta, que o marido não queria entregar, e pediu sigilo. Nela, Dornig dizia ter escrito às autoridades americanas em Salzburgo, a Truman e a Eisenhower e ao Pentágono, que o recusou, e que só apareciam “agentes russos”. Contou que, em maio de 1953, esmurrou um homem que queria levá-lo de carro e acordou caído no chão. Afirmou conhecer os fundamentos da física atômica russa e disse que os comunistas o vigiavam. Segundo a mulher de Pivec, ele recusava ofertas comunistas para ir desenvolver o invento na Suíça.
O escritório de Newark mandou à sede, em 12 de abril, fotocópias de trechos das duas cartas em alemão e um resumo. Um tradutor do FBI passou os trechos para o inglês em maio, e a segunda carta termina incompleta, como anota o examinador. Em 13 de maio de 1954, Hoover enviou tudo à Inspetoria-Geral da Força Aérea, informando que o Bureau nunca investigara Dornig nem o casal e que não pretendia investigar. O arquivo não traz desenho, cálculo ou avaliação técnica do invento: guarda apenas a oferta de venda e as afirmações do inventor.
LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Traduzidas na íntegra as páginas físicas 169 e 174 a 181, todas do FBI: memorandos, a tradução inglesa das cartas feita pelo Bureau e a carta de Hoover à OSI. Os originais alemães (páginas 170, 172 e 173, manuscritos e em parte reproduzidos em negativo) não foram traduzidos de novo: são as mesmas cartas, cujos trechos o FBI traduziu, e a leitura integral é limitada pela reprodução. A página 171 é transparência da 170. Omitidos pela redação: endereços residenciais do casal em Nova Jersey e de Dornig em Klagenfurt e o endereço da empresa onde trabalhava o irmão de Pivec.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 169
Memorando do SAC de Newark, 12/04/1954, página física 169
Memorando de serviço. Governo dos Estados Unidos. Para: Diretor, FBI. Data: 12/04/1954. De: SAC, Newark (62-0). Assunto: Informações sobre novos princípios de aerodinâmica; Alois Pivec, informante. [manuscrito: Discos voadores] Seguem anexas fotocópias de trechos de duas cartas fornecidas por Alois Pivec e sua mulher, Olga Pivec, ambos de [endereço omitido], East Orange, Nova Jersey. As duas fotocópias estão em alemão e tratam do desenvolvimento de um novo princípio de aerodinâmica e de supostas tentativas dos comunistas na Áustria de obter essa informação. Segue anexo também um memorando sem timbre com o resumo das informações das cartas e das circunstâncias em que foram obtidas. Esta informação está sendo enviada ao Bureau para as providências que julgar adequadas. Os índices do escritório de Newark são negativos quanto a Alois Pivec, Olga Pivec e Adolph Dornig. Anexos (7). Cópia: NK 100-17007. Correio registrado. RTH:gms. [manuscrito:] Carta à OSI, 13/05/54, EHM. Registrado - 47. Indexado - 47. 62-83894-338. 20 de abril de 1954.Nota editorial: Conferido no fac-símile. Endereço omitido pela redação. O documento grafa o nome como Adolph; nas cartas traduzidas, Adolf.
Conferir original em inglês
Office Memorandum. United States Government. To: Director, FBI. Date: 4/12/54. From: SAC, Newark (62-0). Subject: Information regarding new principles of aero-dynamics; Alois Pivec - Informant. [handwritten: Flying Saucers] Enclosed herewith are photostats of parts of two letters furnished by Alois Pivec and his wife, Olga Pivec, both of [...] East Orange, NJ. Both photostats are in German and concern the development of a new principle in aero-dynamics and alleged attempts by the Communists in Austria to obtain this information. There is also enclosed a blind memo, setting forth the summary of the information in the letters and the circumstances under which they were obtained. This information is being furnished to the Bureau for whatever action is deemed appropriate. The indices of the Newark Office are negative regarding Alois Pivec, Olga Pivec and Adolph Dornig. Encls. (7). cc NK 100-17007. Registered mail. RTH:gms. [handwritten:] Let OSI 5-13-54 EHM. Recorded - 47. Indexed - 47. 62-83894-338. Apr 20 1954.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 169, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 174
Tradução do FBI da primeira carta de Dornig, 21/12/1953, página 1, página física 174
Tradução do alemão. Item nº 1. 21/12/1953. Sr. Alois Piwetz, [endereço omitido], Nova Jersey, EUA. Prezado Sr. Piwetz, seu irmão provavelmente já lhe falou de mim, pois nos conhecemos numa obra. Contei-lhe algumas coisas sobre invenções ou aproveitamento delas. Prezado Sr. Piwetz, não se aborreça comigo por eu me dirigir agora ao senhor. Hesitei por muito tempo, pois minha mulher não quer ir para o exterior. Mando em anexo 2 invenções, isto é, ideias, e deixo ao seu próprio juízo se uma, as duas ou nenhuma delas é adequada. Se uma lhe parecer lucrativa, o senhor deve pedir a patente em seu próprio nome, que é o melhor caminho possível, e registrar 45% do lucro líquido para mim e 45% para o senhor, e 10% para o seu irmão. Dou-lhe total liberdade, pois o senhor sem dúvida tentará obter o maior lucro possível. E agora, prezado Sr. Piwetz, tomo a liberdade de lhe contar algo sobre uma invenção que o mundo inteiro quer ter. (Escrevo só os fatos mais importantes.) Antes da guerra, eu pretendia fazer um brinquedo, algo que voasse, e por puro acaso descobri uma lei aerodinâmica até então desconhecida. Continuei experimentando. Aperfeiçoei e contei a vários camaradas. Eles ficaram entusiasmados e emigraram para a América do Sul. Lá tentaram por conta própria. Pessoas morreram, e eles não conseguiram aperfeiçoar a invenção incompleta. Procuraram-me de novo. Como eram apenas artesãos, essas máquinas voadoras eram, naturalmente, construídas de modo primitivo. Os primeiros experimentos de voo com um motor de motocicleta alcançaram o resultado de 250 a 300 km. Nada mal para os anos de 1938 e 1939! Com um motor potente, voaram depois a 2.600 a 2.800 km (quilômetros por hora). [manuscrito:] “Traduzido por: Friedrich G. Neuhauser: jen, 6 de maio de 1954”.Nota editorial: Conferido no fac-símile. A tradução para o português foi feita da versão inglesa do FBI, não do original alemão. O sobrenome do destinatário aparece como Piwetz nesta carta e como Pivec nos memorandos.
Conferir original em inglês
Translation from German. Item #1. 12-21-53. Mr. Alois Piwetz, [...] New Jersey, U. S. A. Dear Mr. Piwetz, Your brother will probably have communicated with you about me as we became acquainted with each other at a construction job. I told him a few things about inventions or utilization. Dear Mr. Piwetz, be not angry with me because I am now turning to you. I hesitated such a long time as my wife does not wish to go abroad. Enclosed I am sending you 2 inventions, that is, ideas and I leave it to your own power of judgment whether one or both, or none of these inventions is suitable. If one seems to be profitable to you, you should apply for a patent in your own name as the best possible way and enter for me and for yourself 45% each of the net profit and 10% for your brother. I am giving you entirely a free hand, as you will undoubtedly try to attain the greatest possible profit. And now, dear Mr. Piwetz, I am taking the liberty of telling you something about an invention which the entire world wants to have. (I am only writing the most important facts.) Before the war I intended to make a toy, something which flies, and purely accidentally I discovered a hitherto unknown aerodynamic law. I experimented further. I improved and informed several comrades. They were enthused and emigrated to South America. There they tried it on their own responsibility. People were killed and they failed to perfect the incomplete invention. They approached me again. As they were only artisans, these flying machines were, of course, built primitively. The first experiments to fly with a motorcycle motor attained the result of 250-300 km. Not bad for the years 1938-39! With a powerful motor they then flew 2600-2800 km. (hour kilometers). [handwritten:] "Translated by: Friedrich G. Neuhauser: jen, May 6, 1954".Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 174, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 175
Tradução da primeira carta, página 2, página física 175
Depois da guerra, eles me procuraram de novo e me contaram seu infortúnio: cerca de 60% de todos os voos tinham sido fatais. Para deixar bem claro, eles queriam descobrir como construo meus aparelhos voadores, pois com um aparelho que põe vidas em perigo não podiam, naturalmente, aparecer em público, e por isso tudo isso ainda é, por assim dizer, um segredo particular. Na América, essa máquina voadora é chamada de “disco voador”, e como entre meus antigos camaradas surgiu uma briga, eles desconfiam uns dos outros e nenhum tem a inteligência que esta invenção exige, não progrediram por lá. Imagino que se apegaram teimosamente a alguma construção, isto é, se enredaram nela e não conseguem avançar. Levei anos para chegar ao ponto em que já posso dizer, quanto ao plano de construção, que agora a máquina é segura para voar. Com isso perco, porém, alguma velocidade, mas em troca a segurança fica garantida, e isso é o principal. Esta máquina é de construção tão simples que, se me derem um engenheiro e especialistas, posso construir o aparelho em 5 a 6 semanas no máximo (mas só experimentalmente, para uma tripulação de 1 a 3 homens). Então esta máquina alcança, com um motor de automóvel de 80 a 120 cv, cerca de 700 a 1.000 km. Se existisse uma empresa que não se assustasse com os custos, eu poderia, graças à construção simples da máquina, construir desde já a primeira máquina de modo que ultrapasse o limite de 2.000 km por hora. Por causa da nova lei aerodinâmica, é possível alcançar essas velocidades sem nenhuma dificuldade (tudo sem hélices). Agora me veio a ideia de construir uma espécie de máquina voadora popular, mais barata que um automóvel. Não se precisa de pista de decolagem nem de pouso, e se teria uma velocidade de viagem de cerca de 500 a 700 km por hora. Acredito que a América seria o lugar mais favorável do mundo para isso. O senhor entenderá agora que estou muito ansioso por estabelecer contato com uma empresa muito interessada nesta invenção. Mas, como não sei inglês, para mim é, desde o início, um negócio que não dará em nada. Se o senhor, prezado Sr. Piwetz, puder dar início ao assunto, não o terá feito em vão. Não sou mesquinho e, além disso, quero ir para os EUA para realizar lá um projeto ainda maior, para o qual preciso de colaboradores. As máquinas voadoras circulares me darão o dinheiro para meus outros planos futuros, pois acredito que máquinas voadoras populares, segundo meu modelo e, além disso, 100% seguras contra quedas, serão um negócio gigantesco. Não conheço os magnatas daí; talvez Henry Ford, ou uma fábrica de aviões, possivelmente uma fábrica de helicópteros, se interessasse. - 2 -Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto automático trouxe “6($”; no original, 60%. Velocidades e potências são afirmações do autor da carta, não medições.
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After the war they came to me again and told me about their misfortune, that about 60% of all flights had been fatal. To make it very clear, they wanted to find out how I construct my flying apparatuses, because with a device, which endangers lives, they could not, of course, appear before the public, and, therefore, all this is still, so to speak, a private secret. In America, this flying machine is called "flying saucer," and since among my former comrades a quarrel broke out and they distrust each other and none of them has the intelligence, which this invention demands, they have not progressed over there. I imagine that they have stubbornly adhered to some construction, that is, become involved in it that they cannot advance. It has taken me years to reach the point where I can already say with respect to the construction plan that now the machine is safe for flying. Thereby I am losing, however, some speed, but, in return for it, safety is secured and this is the main thing. This machine is so very simple in its construction that, if one gives me an engineer and experts, I can build this apparatus in 5 to 6 weeks at the most (but only experimentally for a crew of 1 to 3 men). Then this machine attains, with an automobile motor of 80 to 120 h.p. about 700 to 1,000 km. If a firm would exist, which does not shun the costs, I can, because of the simple construction of the machine, build the first machine immediately in such a manner that it exceeds the 2000 km. limit per hour. Because of the new aerodynamic law it is possible without any difficulty (everything without propellers) to reach such speeds. Now the idea has come to me to build some kind of popular flying machine which is cheaper than an automobile. One does not need any starting or landing strip and one would have a travelling speed of about 500 to 700 km. per hour. I believe that America would be the most favorable place in the world for it. You will now understand that I am very anxious to establish contact with a firm which is greatly interested in this invention. But as I have no knowledge of English, it is for me, from the very beginning, an affair which will come to nothing. If you, dear Mr. Piwetz, can start the matter, you will not have done it in vain. I am not niggardly and besides I want to go to the U. S. A. to realize there a still larger project for which I need co-workers. The circular flying machines shall bring me the money for my further future plans, for I believe popular flying machines, according to my model and besides 100% safe from crash, will be a gigantic business. I do not know the magnates over there; perhaps Henry Ford or an airplane factory, possibly a helicopter plant would be interested in it. - 2 -Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 175, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 176
Tradução da primeira carta, página 3, página física 176
Mas só revelarei os nomes dos meus camaradas depois de receber um contrato de licença ou de gratificação e depois da minha chegada aos EUA. É preciso acrescentar, porém, que não pagarei a passagem se alguma empresa me aceitar para construir as máquinas voadoras. Além de tudo isso, preciso de alguém que more aí e saiba inglês, e agora pergunto ao senhor, meu caro Sr. Piwetz, se pode ser meu empresário, como se diz nos EUA. Bem, o senhor sabe que o empresário recebe pagamento, e acredito que gostará de trabalhar comigo mais tarde em invenções, quando eu estiver aí. Aliás, menciono que fiz um curso de químico. (Os aparelhos “Do”, mais tarde chamados de mísseis de névoa ou foguetes, surgiram comigo, e também muitas outras coisas.) Espero que consiga decifrar meus hieróglifos. Letra tão pequena não é o meu forte. Para que veja que não estou exagerando, declaro sob juramento que a invenção conhecida pelo nome de “disco voador” é minha, que conheço os homens que estão construindo essas máquinas na América do Sul e que posso construir eu mesmo a máquina descrita acima e alcançar pelo menos 2.000 km. Assinado: A. Dornig. Espero que se interesse. Aguardo sua resposta com muita esperança. Com saudações amigáveis, respeitosamente, assinado: Adolf Dornig. - 3 -Nota editorial: Conferido no fac-símile. A referência aos aparelhos “Do” e a “mísseis de névoa ou foguetes” está assim na tradução do FBI; o dossiê não a interpreta.
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But I shall announce the names of my comrades only after I have received a contract pertaining to license or gratuities and after my arrival in the U. S. However, it must be added that I shall not lay out the money for the passage if some firm accepts me for the construction of the flying machines. But in addition to all that I need someone who lives over there and who knows the English language, and now I am asking you, my dear Mr. Piwetz, whether you can function as my manager as they say in the U. S. A. Well, you know that the manager receives payment, and I believe that you will enjoy working with me later on inventions when I am over there. Incidentally I mention that I took a course as a chemist. (The "Do" - apparatuses, later called fog - or rocket-missiles, originated with me and also many other things.) I hope that you can decipher my hieroglyphic script. Such small writing is not in my line. So that you may see that I am not exaggerating, I declare upon oath that the invention, known by the name of "flying saucer," is my own, that I know the men who are building these machines in South America, and that I can construct the above-described machine myself and attain at least 2000 km. /s/ A. Dornig. I hope that you will be interested in it. I am awaiting your communication very hopefully. With friendly greetings, Respectfully, /s/ Adolf Dornig. - 3 -Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 176, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 177
Tradução do FBI da segunda carta de Dornig, 21/01/1954, página 4, página física 177
Item nº 2. 21/01/1954. Adolf Dornig, [endereço omitido], Klagenfurt-Oeste. Prezado Sr. Pivec, recebi em 19/01 sua carta de 12/01. Muito obrigado pelos seus esforços. Foi com alegria que soube que o senhor já contatou autoridades americanas sobre a minha invenção. Mas não tenho grandes esperanças, pois sei que com os EUA tudo é falho, exatamente como com os ingleses. Exemplo: há muito tempo escrevi 2 ou 3 cartas às autoridades americanas em Salzburgo, e eu mesmo estive em Salzburgo no ano passado, mas tudo foi em vão. No máximo, em resposta às minhas cartas, aparece algum agente russo; é só isso. Quando escrevi, na Suíça, primeiro ao presidente Truman e depois ao presidente Eisenhower por meio de um órgão oficial, também de nada adiantou. No fim, sempre aparecem agentes russos. Em maio de 1953 chegou um porco grande e sujo que queria me fazer acreditar que me levaria de automóvel ao escritório de emigração para austríacos na Suíça. Ele me enfureceu tanto que lhe dei um soco na cara. Mas ele também tinha ajudantes, e não sei bem como terminou. Acordei caído no chão, e todos tinham desaparecido. Há alguns dias, um homem se aproximou de mim no meu local de trabalho, só apontou o dedo para mim e disse: “Você!” Quando olhei para ele, fugiu depressa. Não o reconheci, mas pelo jeito ele me conhecia. Mas os ingleses são ainda mais estúpidos. Escrevi ao comando municipal local sobre a minha invenção (tal como ao senhor), mas não veio resposta. Uma vez, ouvindo por acaso a “Rádio Canadá”, soube das minhas declarações. Aquela gente disse que finalmente se tinha conseguido (possivelmente a Scotland Yard) obter dados exatos sobre os discos voadores alemães e que, por isso, se instalaria no Canadá uma estação de pesquisa com especialistas ingleses etc. Perguntei-me se o mundo inteiro tinha enlouquecido. Ofereço minha invenção à venda, e essa gente faz tanto barulho em torno dela! Nunca aperfeiçoarão a máquina sem os meus dados. Bem, informo ao senhor que não sou bem-visto aqui; a rigor, desde 1937, por causa da nossa águia, também chamada infortúnio. Nosso brasão, a ave - 4 -Nota editorial: Conferido no fac-símile. Endereço de Dornig omitido. A expressão “big dirty pig” é insulto do autor, traduzido literalmente.
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Item #2. 1-21-54. Adolf Dornig, [...] Klagenfurt - West. Dear Mr. Pivec, I have received your letter of 1-12, on 1-19. Many thanks for your efforts. With joy I have taken cognizance of the fact that you have already contacted American authorities concerning my invention. However, I have no great hopes, because I know that with the U. S. everything is defective, exactly as with the English. - Example: Already a long time ago I wrote 2 or 3 letters to the U. S. authorities at Salzburg and I was in Salzburg myself during the past year, but everything was in vain. - At the most, in response to my letters, some Russian agent comes; that is all. When I wrote in Switzerland at first to President Truman and then to President Eisenhower through an official bureau, also everything was of no avail. In the end, always Russian agents come. In May 1953, a big dirty pig arrived who wanted to make me believe that he would take me in an automobile to the emigration office for Austrians in Switzerland. He enraged me to such an extent that I hit him in the face with my fist. But he had also helpers and I am not sure how it ended. I awoke, lying on the ground, and all had disappeared. Several days ago a man approached me at my working place who only pointed a finger upon me, saying: "You!" When I looked at him; he quickly ran away. I could not recognize him, but seemingly he knew me. - But the English are even more stupid. I wrote to the local city commandant's office about my invention (just like to you) but no reply came. When at one time I accidentally listened to "Radio Canada," I learned about my statements. Those people said that one had finally succeeded (possibly Scotland Yard) to obtain exact data on the German flying saucers and that one would, therefore, establish a research station in Canada with English experts, etc. I wondered whether the entire world had gone crazy. I offer my invention for sale, and those people make such a noise about it! They will never perfect the machine without my data. Well, I let you know that I am somewhat in the bad books here; strictly speaking since 1937, because of our eagle, also called misfortune. Our coat of arms, the bird - 4 -Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 177, contando a capa.
TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 178
Tradução da segunda carta, página 5, página física 178
da Áustria, tem nas garras um martelo e uma foice, e quando anunciei em público, em 193(?)7, que os símbolos comunistas também aparecem no nosso dinheiro, a gendarmaria me prendeu e me disse que eu era louco. Desde que declarei repetidas vezes que um “cão vermelho” está no governo em completo segredo, tudo fracassou. Mas não acredito que, desde então, uma informação sempre tenha se baseado na palavra louco, embora saiba que os comunistas sempre me vigiaram muito de perto. Além disso, descobri por acaso (parentes) os fundamentos da física atômica russa (uma lei da natureza desconhecida da América) e, por isso, desde 1933 todas as minhas tentativas de ir para os EUA foram frustradas em todos os sentidos. Não posso viajar para esse país. Como eu (parentes) também conheço exatamente os métodos (aparelhos) de comunicação russos mais secretos e o sistema, eles fazem de tudo para me impedir de estabelecer contato com os EUA. Mal acredito que seja possível por meios normais. Não entrarei mais num avião! Os americanos não sabem quantos agentes russos há entre eles. Depois que escrevi ao Pentágono sobre a minha invenção, chegou uma recusa. De Salzburgo nunca recebi resposta. Pelo jeito, os ingleses perderam meu endereço, e quando comuniquei ao FSS local que posso construir os aparelhos russos, recebi...*) *) Comentário do examinador: esta comunicação está incompleta. - 5 -Nota editorial: Conferido no fac-símile. “193(?)7” está assim na tradução do FBI. As afirmações sobre prisão e perseguição são do próprio autor da carta; o arquivo não traz verificação delas. A sigla FSS foi mantida como no original; o documento não a explica.
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of Austria, has in its claws hammer and sickle, and when I announced in 193(?)7 in public that the communist symbols also appear on our money, the gendarmery arrested me and told me that I was crazy. Since I repeatedly declared that a "red dog" sits in the government in complete secrecy, everything has failed. But that since then an information has always been based upon the word crazy, I do not believe, although I know that the communists have always guarded me very strictly. Furthermore, I accidentally (relatives) discovered the fundamentals of Russian atom physics (a law of nature, unknown to America) and, therefore, since 1933 all my attempts to get into the U. S. A. have been frustrated in every respect. I cannot journey to that country. Since I (relatives) also exactly know the most secret Russian communications methods (apparatuses) and the system, they are doing their utmost to prevent me from establishing contact with the U. S. A. I hardly believe that it will be possible by normal means. I shall not place myself into an airplane again! The Americans do not know how many Russian agents are with them. After I had written to the Pentagon about my invention, a rejection arrived. From Salzburg I have never received a reply. Seemingly, the English have lost my address and when I reported to the local FSS that I can construct the Russian apparatuses, I received...*) *) Examiner's comment: This communication is incomplete. - 5 -Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 178, contando a capa.
TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 179
Memorando “Adolph Dornig”, página física 179
Adolph Dornig. Em 12 de janeiro de 1954, Alois Pivec, [endereço omitido], East Orange, Nova Jersey, compareceu ao escritório de Newark e informou que, por volta de 20 de dezembro de 1953, recebera uma carta de um certo Adolph Dornig, [endereço omitido], Klagenfurt, Áustria Ocidental. Pivec declarou que a carta lhe pedia que tentasse vender várias invenções que ele, Dornig, desenvolvera. Declarou que o pedido era para contatar fábricas de aviões e de máquinas de costura nos Estados Unidos e tentar interessá-las nesses aparelhos. Segundo Pivec, Dornig pediu que nenhum órgão do governo fosse contatado. Pivec declarou que as invenções desenvolvidas por Dornig eram um novo tipo de máquina de costura e um disco voador. Declarou que veio a este escritório porque achou que o disco voador tinha alguma importância para a defesa nacional deste país. Declarou que nunca encontrou Dornig, mas que Dornig recebeu seu nome do irmão de Pivec, Fritz, que mora em Graz, Áustria, e trabalha na Siemens-Halske, [endereço omitido], Graz, Áustria. Pivec declarou que o irmão trabalhou com Dornig certa vez e que acredita que Dornig seja químico ou algum tipo de engenheiro. Declarou que o conteúdo da carta lhe pareceu fantástico e que, se a carta não estivesse escrita de maneira tão inteligente, teria duvidado da sanidade de Dornig. Declarou que Dornig afirma ter “vendido” um novo princípio de aerodinâmica que tornou possível construir um disco voador prático e que Dornig desenvolveu um modelo que voa sem os riscos habituais. Segundo Pivec, a carta prossegue dizendo que Dornig esteve em contato com outros homens pelo mundo que tentavam desenvolver o disco e que ele foi o primeiro a obter sucesso real. Como antecedentes, Pivec declarou que nasceu perto de Leoben, Áustria, em 1925 e chegou a Nova York em 29 de março de 1952, vindo de Bremerhaven, Alemanha. Trabalha no Public Service Laboratory, em Maplewood, Nova Jersey. Em 30 de janeiro de 1954, Olga Pivec, [endereço omitido], East Orange, Nova Jersey, compareceu ao escritório de Newark e informou que era mulher de Alois Pivec. Declarou que o marido recebera outra carta de Adolph Dornig. Declarou que o marido não queria fornecer ao FBI as informações dessa carta, que ele não sabia que ela as estava fornecendo e que desejava manter a entrevista em sigilo.Nota editorial: Conferido no fac-símile, com ampliação do trecho central. “Sold” está assim no original; pelo contexto, pode ser erro de datilografia por “solved” (resolvido), e por isso vai entre aspas na tradução. A opinião sobre a sanidade é de Pivec, leigo, e não avaliação médica.
Conferir original em inglês
Adolph Dornig. On January 12, 1954, Alois Pivec, [...] East Orange, NJ, appeared at the Newark Office and advised that he had received a letter from one Adolph Dornig, [...] Klagenfurt, West Austria, on about December 20, 1953. Pivec stated that the letter requested him to attempt to sell a number of inventions, which he, Dornig, had developed. Pivec stated that the request was to contact Aircraft companies and Sewing Machine Companies in the United States and attempt to interest them in these devices. According to Pivec, Dornig requested that no governmental agencies be contacted. Pivec stated that the inventions, which Dornig had developed were new type of sewing machine and a flying saucer. Pivec stated that he came to this office because he felt that the flying saucer was of some importance in the national defense of this country. Pivec stated that he has never met Dornig but that Dornig was given his name by Pivec's brother, Fritz, who resides in Graz, Austria, and who is employed at Siemens-Halske [...] Graz, Austria. Pivec stated that his brother worked with Dornig, at one time, and he believes that Dornig is a chemist or some type of engineer. Pivec stated that the contents of the letter seemed fantastic to him and that if the letter were not written in such an intelligent manner, he would have doubted Dornig's sanity. He stated that Dornig claims to have sold a new principle of aero-dynamics, which made it possible to construct a practical flying saucer and, that Dornig had developed a model that flies without the usual hazards. According to Pivec, the letter continues by stating that Dornig has been in contact with other men throughout the world, who have been attempting to develop the saucer and that he has been the first to win real success. By way of background, Pivec stated that he was born in the vicinity of Leoben, Austria in 1925 and arrived in New York City on March 29, 1952 from Bremerhaven, Germany. He is employed at the Public Service Laboratory in Maplewood, NJ. On January 30, 1954, Olga Pivec, [...] East Orange, NJ, appeared at the Newark Office and advised that she was the wife of Alois Pivec. She stated that another letter had been received from Adolph Dornig, by her husband, Alois Pivec. She stated that her husband did not want to furnish the information in this letter to the FBI. She stated that he was not aware that she was furnishing this information and wished to keep the interview confidential.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 179, contando a capa.
TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 180
Memorando “Adolph Dornig”, continuação, página física 180
A Sra. Pivec declarou que a carta recebida recentemente pelo marido, de Dornig, informava que Dornig fora procurado por comunistas na Áustria, que queriam levá-lo para a Suíça para que desenvolvesse seu novo princípio de aerodinâmica. Segundo a carta, Dornig continuava recusando qualquer oferta dos comunistas e queria que Pivec intensificasse os esforços para vender a nova invenção de Dornig nos Estados Unidos. Como antecedentes, Olga Pivec informou que nasceu de pais alemães no sul da Rússia e que, na época da invasão alemã da Rússia, durante a Segunda Guerra Mundial, ela e a família foram reassentadas na Alemanha. Depois da guerra, casou-se com Alois Pivec e veio com ele para os Estados Unidos.Nota editorial: Conferido no fac-símile; anotações manuscritas da margem direita são ilegíveis.
Conferir original em inglês
Mrs. Pivec stated that the letter received recently by her husband, from Dornig, contained information that Dornig had been contacted by communists in Austria, who wished to take him to Switzerland in order that he might further develop his new principle of aero-dynamics. According to the letter, Dornig has continued to refuse any offer by the communists and wished Pivec to increase his efforts to sell Dornig's new invention in the United States. By way of background, Olga Pivec advised that she was born of German parents in south Russia and at the time of the German invasion of Russia, during World War II, she and her family were resettled in Germany. After the war, she married Alois Pivec and came to the United States with him.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 180, contando a capa.
TRECHO 9 · PÁGINA FÍSICA 181
Carta de Hoover à Inspetoria-Geral da Força Aérea, 13/05/1954, página física 181
Data: 13 de maio de 1954. Para: Diretor de Investigações Especiais, Inspetoria-Geral, Departamento da Força Aérea, Pentágono, Washington 25, D.C. De: John Edgar Hoover, diretor, Federal Bureau of Investigation. Assunto: Discos voadores; diversos, informações a respeito. Segue anexa cópia de um memorando de 12 de abril de 1954, intitulado “Adolph Dornig”, com informações fornecidas ao escritório de Newark deste Bureau por Alois Pivec e sua mulher, Olga Pivec, ambos de [endereço omitido], East Orange, Nova Jersey. Segue anexa também uma tradução do alemão dos trechos das duas cartas fornecidas por Pivec e sua mulher ao escritório de Newark. Os arquivos deste Bureau não registram que qualquer investigação tenha sido feita por este Bureau sobre Adolph Dornig, Alois Pivec ou Olga Pivec. Diante das informações do memorando anexo de 12 de abril de 1954 e da tradução dos trechos das cartas aqui mencionadas, este Bureau não pretende fazer nenhuma investigação no assunto. Anexo. Cópia: 1, Seção de Administração de Registros (com anexo), aos cuidados da Divisão Criminal (por formulário O-6 na mesma data). EHM:plv. Registrado - 20. 62-83894-338. Expedida em 13 de maio de 1954.Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto automático trouxe a data como “Jiau 18, 1954”; no original, May 13, 1954, confirmada pelo carimbo de expedição.
Conferir original em inglês
Date: May 13, 1954. To: Director of Special Investigations, The Inspector General, Department of the Air Force, The Pentagon, Washington 25, D. C. From: John Edgar Hoover, Director, Federal Bureau of Investigation. Subject: Flying saucers; Miscellaneous - Information concerning. There is attached a copy of a memorandum dated April 12, 1954, captioned "Adolph Dornig" which contains information furnished to the Newark office of this Bureau by Alois Pivec and his wife, Olga Pivec, both of [...] East Orange, New Jersey. There is also attached a translation from the German language of the parts of the two letters furnished by Pivec and his wife to the Newark office. The files of this Bureau fail to reflect that any investigation has been conducted by this Bureau of Adolph Dornig, Alois Pivec, or Olga Pivec. In view of the information set forth in the attached memorandum dated April 12, 1954, and the translation of the parts of the letters referred to herein, no investigation is contemplated by this Bureau in this matter. Attachment. cc - 1 - Records Administration Branch (Attachment), Attention: Criminal Division (by O-6 form on same date). EHM:plv. Recorded - 20. 62-83894-338. Comm - FBI, May 13 1954, Mailed 27.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 181, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 12/01/1954 — Data em que Alois Pivec levou a primeira carta ao FBI de Newark; a carta é de 21/12/1953.
- Documento
- 12/04/1954 — Memorando de Newark; tradução datada de 06/05/1954; carta de Hoover à Força Aérea de 13/05/1954.
- Publicação
- Não estabelecida — Correspondência privada, liberada depois no arquivo 62-HQ-83894.
Origem e divulgação
FBI, escritório de Newark e sede; tradução do alemão feita por tradutor do FBI · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_7.pdf
Páginas físicas 169 a 181 conferidas no fac-símile; 170 a 173 são os originais alemães e sua transparência.
Perguntas para continuar a investigação
- O que continham as partes das cartas de Dornig que o FBI não traduziu, inclusive a descrição da máquina de costura?
- A Força Aérea respondeu ao envio de Hoover ou avaliou de algum modo a “nova lei aerodinâmica” de Dornig?
GEOGRAFIA DO CASO
Klagenfurt, Áustria, cidade do autor das cartas
Referência aproximada da cidade de onde as cartas foram enviadas, posicionada pela redação. Não indica local de voo nem de construção de qualquer máquina.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_7.pdf
Página física 169: memorando do SAC de Newark ao diretor do FBI, 12/04/1954 · Páginas físicas 174 a 178: tradução do FBI de trechos de duas cartas de Adolf Dornig, 21/12/1953 e 21/01/1954 · Páginas físicas 179 e 180: memorando “Adolph Dornig” com as entrevistas do casal que recebeu as cartas; página física 181: carta de Hoover à OSI, 13/05/1954
FBI · 205 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.