30/03/2010 (D135) e 03/01/2011 (D152) / Relatórios preparados para a DIA (divisões DWO-3 e DWO-4), Washington, D.C., EUA
DIA, 2010-2011: dois estudos do AAWSAP avaliam a antigravidade e a “massa negativa” e concluem que nada disso está ao alcance da tecnologia
Um DIRD de março de 2010 revisa propostas de antigravidade, da física de Newton à teoria quântica, e conclui que todas enfrentam desafios técnicos “assustadores”. Outro, de janeiro de 2011, especula que massa negativa poderia estar acumulada no centro da Lua e calcula a energia de um túnel aberto com explosivos termonucleares, embora o próprio autor considere a propulsão por massa negativa improvável.
- Data do evento
- 30/03/2010 (D135) e 03/01/2011 (D152)
- Local
- Relatórios preparados para a DIA (divisões DWO-3 e DWO-4), Washington, D.C., EUA
- Tema
- História da investigação
- Órgãos das fontes
- DOW
- Documentos
- 2 documentos · 87 páginas
- Leitura
- 24 min
Capa de relatório oficialPágina física 1FONTES DOCUMENTAIS · DOW
O que os registros contam
São dois estudos teóricos encomendados pela Agência de Inteligência de Defesa dos EUA (DIA) no programa AAWSAP, não relatos de avistamento. O primeiro, “Antigravity for Aerospace Applications”, tem data de 30 de março de 2010 e autor de nome substituído por “AAP Person 58”, o mesmo código que assina os estudos do programa sobre buracos de minhoca e energia do vácuo. O segundo, “Negative Mass Propulsion”, de 3 de janeiro de 2011, é de “AAP Person 72”. Nenhum dos dois menciona UFOs ou UAPs.
O estudo da antigravidade parte de uma constatação: “até hoje, não existe tecnologia capaz de obter o controle ativo da gravidade”. Ele revisa propostas de vários tipos. Na física de Newton, anular a gravidade exigiria outro planeta ou uma bola de matéria de estrela de nêutrons com 4 milhões de toneladas. Na relatividade, os geradores de campo gravitacional de Robert Forward, desenhados no relatório, exigiriam tubos de quilômetros cheios de matéria com densidade de estrela anã. As propostas quânticas, com efeito Casimir e interações entre átomos, produzem forças minúsculas.
A conclusão resume o quadro: há mecanismos “plausíveis” na teoria, mas “desafios técnicos assustadores” em todas as concretizações, com aparelhos de quilômetros ou massas astronômicas. O autor recomenda pesquisa básica: medir a permeabilidade gravitacional dos materiais, estudar energia negativa produzida em laboratório com luz comprimida, financiar um experimento de Calloni e colaboradores e avaliar teoricamente a proposta de Pinto. Cita os resultados de Martin Tajmar com anéis supercondutores giratórios, ressalvando que ainda não haviam sido confirmados de forma independente.
O estudo da massa negativa é mais especulativo. O autor sustenta que massas negativas existiriam ocultas dentro das partículas comuns e que, como a matéria escura se acumula em poços gravitacionais, poderiam ter se concentrado no centro da Lua. Propõe abrir um túnel até lá com uma sequência de cargas termonucleares moldadas e estima em cerca de 50 megatons a energia necessária. Na conclusão, porém, admite que a propulsão por massa negativa “é improvável” na forma imaginada por Forward e que só seria concebível a existência “especulativa” de uma matéria ultraleve.
As hipóteses são dos autores. Os documentos não trazem experimento realizado, medição de efeito antigravitacional nem indício de que alguma tecnologia desse tipo exista. A ficha anterior do acervo apontava menções a UFO nas páginas 13 e 40 do estudo da antigravidade e na página 45 do estudo de ondas gravitacionais; a conferência no fac-símile mostrou que a busca automática confundiu “UFO” com o sobrenome do físico Ignazio Ciufolini, citado nas referências.
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LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
D135: traduzidos na íntegra a capa, o expediente (página 2), o prefácio (página 5), a introdução (páginas 6 e 7, até o início da seção II) e toda a seção V de conclusão e recomendações (páginas 29 a 33). Ficaram de fora o sumário, as seções técnicas II a IV (páginas 7 a 29), o Apêndice A e as referências. D152: traduzidos na íntegra a capa, o expediente, o resumo (página 5), a introdução com a Tabela 1 e a Figura 1 (página 6), a conclusão (página 42) e o trecho da página 40 com a estimativa de 50 megatons. Ficaram de fora as seções 2 a 12 (páginas 7 a 42), de formalismo matemático, e as referências. Nenhum dos dois documentos menciona UFOs ou UAPs; a página 13 do D135, apontada como menção, foi conferida e contém apenas a referência a Ciufolini e Wheeler.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 1
D135, página física 1: capa
NÃO CLASSIFICADO//[“PARA USO OFICIAL APENAS”, riscado]. Documento de Referência de Inteligência de Defesa. Apoio sobre Ameaças à Aquisição. 30 de março de 2010. ICOD [data-limite da informação]: 1 de dezembro de 2009. DIA-08-1003-018. Antigravidade para aplicações aeroespaciais.Nota editorial: Conferido no fac-símile da capa. A marcação “FOR OFFICIAL USE ONLY” aparece riscada, o que indica a retirada dessa restrição na liberação.
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UNCLASSIFIED//[FOR OFFICIAL USE ONLY, struck through] Defense Intelligence Reference Document Acquisition Threat Support 30 March 2010 ICOD: 1 December 2009 DIA-08-1003-018 Antigravity for Aerospace ApplicationsConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 1, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 2
D135, página física 2: expediente
Antigravidade para aplicações aeroespaciais. Preparado por: Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), Escritório de Alerta de Defesa, Diretoria de Análise, Agência de Inteligência de Defesa. Autor: [nome substituído por “AAP Person 58”]. Nota administrativa. AVISO DE DIREITOS AUTORAIS: não está autorizada a divulgação adicional das fotografias desta publicação. Este produto faz parte de uma série de relatórios de tecnologia avançada produzidos no ano fiscal de 2009 no Programa de Aplicações de Sistemas de Armas Aeroespaciais Avançados (AAWSA) do Escritório de Alerta de Defesa da Agência de Inteligência de Defesa. Comentários ou perguntas sobre este documento devem ser enviados a [nome substituído por “AAP Person 1”], gerente do Programa AAWSA, Agência de Inteligência de Defesa, aos cuidados de CLAR/DWO-3, Edifício 6000, Washington, DC 20340-5100.Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto automático desta página tem falhas de reconhecimento nos nomes substituídos e no endereço; o original foi transcrito pela imagem. Os nomes aparecem no fac-símile como caixas com “AAP Person”.
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Antigravity for Aerospace Applications Prepared by: Acquisition Support Division (DWO-3) Defense Warning Office Directorate for Analysis Defense Intelligence Agency Author: AAP Person 58 Administrative Note COPYRIGHT WARNING: Further dissemination of the photographs in this publication is not authorized. This product is one in a series of advanced technology reports produced in FY 2009 under the Defense Intelligence Agency, Defense Warning Office's Advanced Aerospace Weapon System Applications (AAWSA) Program. Comments or questions pertaining to this document should be addressed to [AAP Person 1], AAWSA Program Manager, Defense Intelligence Agency, ATTN: CLAR/DWO-3, Bldg 6000, Washington, DC 20340-5100.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 5
D135, página física 5: prefácio (íntegra)
Antigravidade para aplicações aeroespaciais. Prefácio. Efeitos antigravitacionais podem ser implementados pela manipulação do espaço-tempo. Este trabalho revisa várias abordagens teóricas diferentes para explorar a possibilidade de controlar a gravidade gerando forças que contrariem, ou de outro modo modifiquem, a gravidade para fins de propulsão aeroespacial. A Teoria da Relatividade Geral de Einstein é o arcabouço teórico que orienta este estudo. O trabalho também revisa outras abordagens de antigravidade por meio da interação da teoria quântica com a gravitação. E explora a questão de qual método ou técnica é mais adequado para aplicações aeroespaciais e avalia as questões decisivas que os limitam.Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.
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Antigravity for Aerospace Applications Foreword Antigravity effects can be implemented by manipulating spacetime. This paper reviews several different theoretical approaches for exploring the possibility of controlling gravity by generating forces that counteract, or otherwise modify, gravity for the purpose of aerospace propulsion. Einstein's General Theory of Relativity is the theoretical framework guiding this study. The paper also reviews other antigravity approaches via the interaction of quantum theory with gravitation. And it explores the question of which method or technique is best suited for aerospace applications and evaluates the make-or-break issues that limit them.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 5, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 6
D135, páginas físicas 6 e 7: introdução (íntegra)
I. Introdução. A gravidade é a maldição do transporte aeroespacial. A força do campo gravitacional da Terra puxa todos os objetos, em movimento ou em repouso, para baixo, em direção à superfície. Como o transporte aeroespacial envolve o movimento de veículos pela atmosfera e/ou para o espaço, os engenheiros de propulsão sempre enfrentam a exigência de que os veículos carreguem propelente e tanques suficientes para gerar empuxo capaz de vencer a atração da gravidade e obter movimento retilíneo. Um sistema de propulsão precisa gastar energia para vencer a força da gravidade, além de produzir o movimento retilíneo, e a maior parte da energia propulsiva é dedicada a vencer a gravidade. O engenheiro de propulsão aeroespacial tem duas opções para o controle da gravidade nesse sentido: controle passivo e controle ativo. A tecnologia moderna de propulsão aeroespacial, baseada no conhecimento científico acumulado desde o início da história registrada, só consegue o controle passivo da gravidade, pelo qual um dispositivo de propulsão precisa desenvolver um empuxo que contrarie passivamente a atração da Terra, erga o veículo da superfície e o impulsione pelo ar ou para o espaço. As leis do movimento e da gravidade de Newton exigem que a fração de combustível de qualquer veículo aeroespacial nunca seja menor que a dada por uma função simples da razão entre a velocidade máxima do veículo e a velocidade do jato do foguete, do jato, do ventilador ou da esteira da hélice. Por exemplo, esse limite implica que um foguete de estágio único que acelere até a velocidade de escape precisa ser composto de mais de 93 por cento de combustível. Isso porque o foguete precisa acelerar seu fluido de trabalho do repouso (em relação ao foguete) até a velocidade de exaustão. Assim, as velocidades de exaustão de aviões e foguetes químicos são limitadas pela ciência dos materiais, pelas taxas de reação química e por fatores de engenharia a apenas alguns milhares de metros por segundo. Até hoje, não existe tecnologia capaz de obter o controle ativo da gravidade. Se fosse possível eliminar ou de outro modo controlar o campo gravitacional da Terra, seria possível reduzir drasticamente a quantidade de propelente, seus tanques e o tamanho e a massa estrutural totais de um avião ou foguete, porque não haveria mais necessidade de vencer a atração da Terra ao transportar uma carga pelo globo ou para o espaço. Os veículos aeroespaciais precisariam apenas da massa de propelente e da infraestrutura necessárias para mudar sua energia cinética do repouso até a velocidade final necessária para o voo atmosférico ou a órbita. O poço gravitacional da Terra não teria mais nenhum impacto na dinâmica de aviões, lançadores ou voos espaciais se o controle ativo da gravidade fosse obtido. Os veículos aeroespaciais simplesmente “levitariam” no ar, e seus sistemas de propulsão seriam otimizados para missões de mudança de velocidade. No entanto, é possível imaginar uma forma de propulsão por controle ativo da gravidade que não exigiria mudança de energia cinética. Um dos principais conceitos voltados a afetar a gravidade é a “antigravidade”, expressão coloquial que significa especificamente a anulação ou repulsão da força da gravidade. Um termo mais geral, que abrange essa noção e outras possibilidades, é “controle da gravidade”. Se a antigravidade existir, ela pode ser explorada para contrariar ou anular a atração gravitacional de um corpo planetário (ou estelar) que age sobre um corpo muito menor. A Teoria da Relatividade Geral de Einstein fornece a receita para vários geradores de antigravidade diferentes. Até a lei da gravidade de Newton oferece várias receitas clássicas. A lei de Newton pode ser usada para simplesmente anular o campo gravitacional de um corpo agindo sobre outro por meio de um arranjo engenhoso de massas. A possibilidade teórica da antigravidade também aparece em teorias de gravidade quântica, na energia do vácuo cosmológico ou energia escura e na teoria quântica de campos. Este relatório revisa todos esses tópicos. Também revisará os temas de controle da gravidade que incluem a produção de forças antigravitacionais (de autossustentação) induzidas pela energia de ponto zero do vácuo quântico e por forças de dispersão interatômicas quânticas não retardadas num espaço-tempo curvo (isto é, num campo gravitacional de fundo). O leitor deve ter em mente que muitos desses conceitos estão longe de ter qualquer forma de implementação prática de engenharia. No entanto, o relatório fornecerá estimativas teóricas para orientar o caminho rumo à implementação tecnológica da antigravidade.Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.
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I. Introduction Gravity is the bane of aerospace transportation. The force of the Earth's gravitational field acts to pull all objects, whether in motion or at rest, downward towards the Earth's surface. Because aerospace transportation involves the motion of vehicles through the atmosphere and/or into space, propulsion engineers are always faced with the requirement that aerospace vehicles will have to carry enough propellant and associated tankage in order to provide enough propulsive thrust to overcome the downward pull of gravity and achieve rectilinear motion. Energy has to be expended by a propulsion system to overcome the force of gravity in addition to providing for rectilinear motion, and the majority of propulsive energy is dedicated to overcome gravity. The aerospace propulsion engineer is faced with two choices for the control of gravity in this regard: passive control and active control. Modern aerospace propulsion technology, which is based on accumulated scientific knowledge since recorded history, can only achieve the passive control of gravity whereby a given propulsion device must develop a thrust that will passively counteract the Earth's gravitational pull, lift a vehicle off the surface, and propel it through the air or into space. Newton's laws of motion and gravity require that the fuel fraction of any aerospace vehicle can never be less than that given by a simple function of the ratio of the vehicle's maximum speed to the speed of its rocket plume, jet, fan, or propeller wake. For example, this limit implies that a single-stage rocket that accelerates to escape velocity must be composed of more than 93 percent fuel. That is because a rocket must accelerate its working fluid from rest (relative to the rocket) up to its exhaust speed. Thus, exhaust speeds for aircraft and chemical rockets are limited by material science, chemical reaction rates, and engineering factors to only a few thousand meters per second. To date, there is no technology that can achieve the active control of gravity. If one could eliminate or otherwise control the Earth's gravity field, then one has the ability to dramatically reduce the amount of propellant, its tankage, and the overall structural size and mass of an aircraft or rocket because there will no longer be any need for these to overcome the pull of Earth's gravity while transporting a payload across the globe or into space. Instead, aerospace vehicles will only need to have the propellant mass and infrastructure necessary to change their kinetic energy from rest to a final velocity necessary to achieve atmospheric flight or space orbit. The Earth's gravitational well will no longer have any impact on aircraft, launch vehicle, or spaceflight dynamics if one were to achieve active gravity control. Aerospace vehicles would merely "levitate" in air and their propulsion systems would be optimized for change-in-velocity missions. However, it is possible to envision a form of active gravity control propulsion that would not require a change in kinetic energy. One of the primary concepts for the goal of affecting gravity is "antigravity," which is a colloquial expression that specifically means the negation or repulsion of the force of gravity. A more general term that encompasses this notion and other possibilities is "gravity control." If antigravity exists, it can be exploited to counteract or nullify the gravitational pull, or attraction, of a planetary (or stellar) body that acts upon a much smaller body. Einstein's General Theory of Relativity gives a prescription for a variety of different antigravity generators. Even Newton's law of gravity offers several different classical prescriptions. Newton's law of gravity can be used to simply nullify the gravity field of one body acting on another body by using a clever arrangement of masses. The theoretical possibility of antigravity also appears in quantum gravity theories, cosmological vacuum or dark energy, and quantum field theory. This report reviews all of these topics. The report will also review the topics of gravity control that include the production of antigravity (self-lifting) forces induced by quantum vacuum zero-point energy and by nonretarded quantum interatomic dispersion forces in a curved spacetime (that is, in a background gravitational field). The reader should bear in mind that many of these concepts are nowhere near having any form of practicable engineering implementation. However, the report will provide theoretical estimates to guide the way toward technological implementation of antigravity.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 6, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 29
D135, páginas físicas 29 a 33: seção V, conclusão e caminho à frente (íntegra)
V. Conclusão: o caminho à frente. Este relatório revisou e analisou vários conceitos de antigravidade encontrados na teoria newtoniana da gravidade, na Teoria da Relatividade Geral, na teoria semiclássica da gravidade quântica, na teoria quântica de campos e na teoria das forças de dispersão interatômicas quânticas não retardadas. Constatou-se que existem mecanismos plausíveis nas teorias newtoniana e relativística geral pelos quais se poderia construir um dispositivo realista que produza uma força antigravitacional significativa. Constatou-se, porém, que surgem desafios técnicos assustadores em cada uma das concretizações propostas. As concretizações mecânicas que produzem forças antigravitacionais exigem aparelhos do tamanho de quilômetros, massas e densidades de dimensões astronômicas ou velocidades e acelerações extremas de massa. Há outras sutilezas envolvidas, como a possibilidade de diferentes formas de matéria terem uma permeabilidade gravitacional altamente não linear, o que poderia atenuar drasticamente essas exigências de grande escala (ver o item 1 abaixo). Energia negativa já foi produzida em laboratório em quantidades muito pequenas. As tecnologias usadas para produzi-la são incipientes, e levará algum tempo até que se possa verificar se são capazes de produzir as quantidades astronômicas de energia negativa necessárias para gerar forças antigravitacionais significativas, como discutido na Seção III-C-2 (ver o item 2 abaixo). As forças antigravitacionais produzidas pelas flutuações de ponto zero (ZPF) do vácuo eletromagnético quântico ou pelas forças de dispersão interatômicas quânticas não retardadas num espaço-tempo curvo (isto é, num campo gravitacional) são muito fracas, mas há propostas baseadas em outros estudos teóricos e empíricos que sugerem que essas forças podem ser amplificadas até o nível macroscópico. No entanto, há vários desafios técnicos difíceis a vencer para ter sucesso. Avançar rumo à demonstração de um gerador de antigravidade exigirá as seguintes etapas: • Antigravidade por geradores de campo gravitacional dipolar: atualmente não existe tecnologia para alcançar as densidades de massa astronômicas, as velocidades ou acelerações extremas do movimento de massa e as grandes dimensões de dispositivo necessárias para produzir forças antigravitacionais grandes o bastante para propulsão útil. As questões são: 1) materiais densos e 2) propriedades gravitacionais da matéria. Forward (Referência 14) sugere investigar interações nêutron-nêutron. Seria possível resfriar um gás de nêutrons térmicos de um reator nuclear a temperaturas extremamente baixas usando confinamento magnético ou armadilhas magneto-gravitacionais e concentrá-los numa pequena região pela interação do campo magnético da armadilha com o momento magnético dos nêutrons. A energia de Fermi [nota 12 do original: em física da matéria condensada, é a energia do estado quântico ocupado mais alto num sistema de férmions, isto é, partículas de spin ½ como elétrons, núcleons ou átomos, à temperatura de zero absoluto] dos nêutrons ligados limita a densidade de nêutrons a cerca de 10⁻³ kg/m³. No entanto, a formação de supostos tetranêutrons [nota 13: um aglomerado estável hipotético de quatro nêutrons, cuja existência é sugerida por evidências empíricas recentes; o leitor deve consultar a literatura técnica usando “tetraneutrons” como termo de busca] ou a existência de uma condensação no espaço de fase do tipo supercondutor criará bósons que não têm essa limitação. Ocorre que estados quânticos exóticos da matéria, como os condensados de Bose-Einstein (BE) e os fermiônicos [nota 14: condensados BE ou fermiônicos são uma coleção macroscópica de bósons (partículas de spin 1, como núcleons ou átomos) ou de férmions que colapsam no mesmo estado quântico quando se formam perto do zero absoluto], transcendem o limite da energia de Fermi e, portanto, têm propriedades materiais muito incomuns. Os condensados BE foram criados pela primeira vez em 1995 e os fermiônicos em 2003, mas ambos ainda estão em exploração laboratorial. Quanto às propriedades gravitacionais da matéria, sabe-se pelo eletromagnetismo que a permeabilidade (µ) de materiais magnéticos como o ferro é anomalamente grande e não linear, o que permite construir geradores de campo eletromagnético altamente eficientes. O equivalente gravitacional da permeabilidade magnética é uma propriedade da matéria ainda amplamente inexplorada. Um material com permeabilidade gravitacional (η) anomalamente grande e muito não linear seria útil na construção de geradores de campo gravitacional altamente eficientes e de escala muito pequena. Seria de esperar que todos os materiais tivessem um η diferente de η0, porque os átomos que compõem qualquer material têm spin quântico. Forward (Referência 14) relatou que uma estimativa grosseira indica haver uma diferença muito pequena entre η e η0. Por isso, é necessário implementar um programa teórico coordenado para determinar o valor de η para todas as formas conhecidas de matéria e um programa experimental para encontrar materiais que possam ter propriedades anomalamente grandes ou não lineares capazes de intensificar campos gravitacionais variáveis no tempo. Forward (Referência 14) também descreveu uma tentativa experimental malsucedida de encontrar materiais com a propriedade de converter campos eletromagnéticos variáveis no tempo em campos gravitacionais variáveis no tempo. Essa propriedade especulativa explora o fato de que os momentos magnético e inercial se combinam num átomo pelo acoplamento usual dos momentos angular e de spin quânticos. Outros conceitos teóricos e experimentais que usam supercondutores em rotação são revisados por Hathaway (Referência 69). Note-se em particular que Hathaway revisa as observações experimentais emergentes de Martin Tajmar, nas quais um aparente efeito de arrasto de referencial é observado perto de anéis super-resfriados em rotação, medido por giroscópios a laser em anel e acelerômetros. No momento em que este texto foi escrito, esses efeitos estavam sendo relatados, mas ainda não haviam sido confirmados de forma independente. • Antigravidade por energia negativa: a avaliação apresentada na Referência 70 conclui que pequenas quantidades de energia negativa já são produzidas em laboratório, mas ainda não se sabe se há acesso a quantidades maiores, por períodos prolongados e em distribuições espaciais extensas, para produzir antigravidade. Nesse sentido, propõem-se as seguintes opções para exploração adicional: – Geradores de vácuo quântico comprimido (ver Apêndice A): será preciso estabelecer um programa de pesquisa dedicado a desenvolver os dois conceitos de gerador de energia negativa descritos na Referência 70, para levar a tecnologia de óptica quântica mais avançada a produzir magnitudes maiores de energia negativa, e as técnicas especiais necessárias para separar os fluxos de energia positiva que acompanham os de energia negativa. Especificamente, os programas experimentais de Rabeau et al. (Referências 71 e 72) e Ries et al. (Referência 73) devem ser seguidos como modelo. A tecnologia de óptica quântica, com lasers de fibra de alta potência, ressonadores, estágios amplificadores, estágios de condicionamento de feixe e assim por diante, avança rapidamente. Portanto, deve-se conduzir pesquisa em paralelo para inventar formas adicionais de produzir energia negativa por meio de óptica quântica inovadora. – Efeito Casimir: embora o efeito Casimir eletromagnético padrão seja fraco e, portanto, provavelmente não contribua para um programa de engenharia de antigravidade, há vários outros efeitos Casimir, eletromagnéticos e não eletromagnéticos, descritos no Apêndice A, que exigem mais estudo. Eles não foram explorados com vistas a testes em laboratório, e pode haver informação nova importante ainda a descobrir. – Espelhos móveis (também chamado efeito Casimir dinâmico; ver Apêndice A): embora esse conceito seja fraco demais para produzir qualquer fluxo útil de energia negativa, os efeitos observáveis da mudança das condições de contorno (por exemplo, espelhos ou paredes de cavidade em movimento) dos campos quânticos fornecem informação crucial sobre o vácuo quântico em nível macroscópico. Há esforços teóricos e de laboratório em andamento para entender os efeitos dissipativos das flutuações do vácuo (Referências 74 e 75). Esse mecanismo de dissipação deve induzir a emissão de fótons, fenômeno também conhecido como efeito Casimir dinâmico. Isso pode ser entendido tanto como a criação de partículas sob mudanças não adiabáticas das condições de contorno dos campos quânticos quanto como amplificação paramétrica clássica, tendo como estado de entrada a energia de ponto zero de um modo do campo de vácuo. Desenvolvimentos mais recentes incluem modelos de amplificação super-radiante de fótons, com ênfase especial em sua dinâmica e na otimização dos parâmetros envolvidos. Conceitos experimentais em andamento tentarão revelar diretamente a presença de um vácuo não vazio usando um dispositivo projetado especificamente para amplificar os fótons virtuais do vácuo e produzir radiação eletromagnética real por amplificação paramétrica das flutuações do vácuo numa cavidade eletromagnética. O “amplificador” é uma fronteira em oscilação, que por isso irradia energia devido à ação dissipativa contra os fótons do vácuo. Essa linha de investigação poderia servir como sonda muito útil para explorar a possibilidade de gerar grandes fluxos de energia negativa. Espera-se que uma demonstração em laboratório do efeito Casimir dinâmico ocorra antes de 2012. – Estados do campo de Dirac: como descrito na Seção III-C-1, isso envolve a superposição de dois estados de elétron de partícula única ou a superposição de dois estados de múltiplos elétrons e pósitrons (Referências 41 e 42). É ainda um tema incipiente na teoria quântica de campos. No entanto, já há muita tecnologia dedicada à manipulação e ao armazenamento de elétrons e pósitrons por dispositivos de estado sólido e matéria condensada e por aceleradores de partículas. Esse tema de pesquisa deve ser apoiado para estabelecer como poderia contribuir para um programa experimental de antigravidade. – Efeitos de coerência quântica: outros tipos de efeitos de coerência quântica ainda não identificados ou inventados devem ser desenvolvidos teoricamente e explorados quanto à possibilidade de encontrar novas configurações de campo livre ou de campos em interação que produzam energia negativa em magnitude significativa, passível de ser produzida por meios tecnológicos. [Note-se que a Referência 70 mostrou que campos elétricos ou magnéticos estáticos dependentes do raio e as flutuações de ponto zero eletromagnéticas do vácuo comprimidas gravitacionalmente (ver itens 1 e 3 da Seção III-C-1 e o Apêndice A) não são formas úteis de energia negativa.] – Detecção de energia negativa em laboratório: a Referência 70 identificou propostas para observar energia negativa no espaço e em laboratório, mas é preciso mais trabalho para reduzir técnicas astronômicas à escala de laboratório, e é necessário consolidar a compreensão de como detectores de laboratório responderão à energia negativa in situ, se ela for explorada para produzir forças antigravitacionais. Um primeiro passo nessa direção foi proposto recentemente por Marecki (Referência 76), que generalizou a análise da saída de detectores homódinos balanceados (BHDs). A característica mais importante desses dispositivos é a capacidade de quantificar as flutuações do vácuo quântico do campo elétrico, porque a saída dos BHDs fornece informação sobre as funções de um e de dois pontos de estados arbitrários de campos quânticos. Marecki calculou a função de dois pontos e a densidade espectral associada para o estado fundamental do campo elétrico quântico em geometrias de Casimir e prevê um padrão de respostas do BHD dependente da posição e da frequência se um dispositivo desse tipo for colocado dentro de uma cavidade de Casimir. O dispositivo proposto permite a detecção direta das flutuações do vácuo quântico e fornece um mapeamento espacial da energia negativa contida na cavidade. Isso oferece uma nova caracterização potencial dos estados fundamentais em geometrias de Casimir, o que permitiria entender as densidades de energia negativa presentes em algumas regiões dessas geometrias. – Aprisionamento e armazenamento de energia negativa: Ford e Roman (Referência 20) trataram esse tema apenas superficialmente, e há muito pouca literatura técnica que o aborde por completo. Será preciso apoiar um programa teórico para desenvolver a física e a tecnologia de aprisionar e armazenar energia negativa, e esse programa deve ser orientado pelo uso de detectores de laboratório como o proposto na seção anterior. No entanto, é opinião do autor que fontes de energia negativa no espaço livre parecem uma opção mais desejável para produzir antigravidade do que a energia negativa armazenada. • Antigravidade pela força das flutuações de ponto zero do vácuo quântico: a proposta experimental de Calloni et al., revisada na Seção IV-A, deve ser financiada e realizada por um laboratório de alta qualidade. • Antigravidade pela força de dispersão interatômica quântica não retardada: a proposta experimental de Pinto, revisada na Seção IV-B, deve ser avaliada teoricamente antes de se financiar um experimento. Essa proposta tem rigor e credibilidade suficientes para merecer um exame mais aprofundado.Nota editorial: Conferido no fac-símile das páginas 29 a 33. Na introdução (páginas 6 e 7), três trechos aparecem realçados em amarelo no original: a frase sobre as duas opções de controle da gravidade, o parágrafo que começa “Até hoje, não existe tecnologia” e a definição de antigravidade. As notas de rodapé 12 a 14 da página 30 foram inseridas no ponto de chamada. Os símbolos gregos da permeabilidade gravitacional (η, η0) saem como “ri”, “rio”, “11” e “170” no texto automático e foram corrigidos pela imagem.
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V. Conclusion: The Way Forward This report has reviewed and analyzed a number of antigravity concepts that are found within Newtonian gravity theory, General Relativity Theory, semi-classical quantum gravity theory, quantum field theory, and nonretarded quantum interatomic dispersion force theory. One found that plausible mechanisms exist within Newtonian and general relativistic theories whereby one could embody a realistic device that produces a significant antigravity force. However, one discovered that there are daunting technical challenges that arise in each of the proposed embodiments. Mechanical embodiments that produce antigravity forces require kilometer-sized apparatus, astronomical-sized masses and densities, or extreme mass velocities and accelerations. There are other subtleties involved, such as the possibility of different forms of matter having a highly nonlinear gravitational permeability, which could dramatically mitigate such large-scale requirements (see item 1 below for further discussion). Negative energy has been produced in the lab in very small quantities. The technologies used for producing negative energy are nascent, and so it will be some time before it can be ascertained whether they are capable of producing the astronomical amounts of negative energy required to generate significant antigravity forces as discussed in Section III-C-2 (see item 2 below for further discussion). Antigravity forces produced by quantum electromagnetic vacuum ZPF or by nonretarded quantum interatomic dispersion forces in a curved spacetime (that is, gravitational field) are very feeble, but there are proposals based on other theoretical and empirical studies which suggest that these forces can be amplified to macroscopic level. However, there are a number of difficult technical challenges to overcome in order to achieve success. Going forward toward the demonstration of an antigravity generator will require the following steps to be taken: • Antigravity via Dipole Gravitational Field Generators: Presently, the technology does not exist to achieve the astronomical mass densities, extreme velocities or accelerations of mass motion, and the large device dimensions required to produce large enough antigravity forces for useful propulsion. The issues are: 1) dense materials, and 2) gravitational properties of matter. Forward (Reference 14) suggests investigating neutron-neutron interactions. One could cool a gas of thermal neutrons from a nuclear reactor to extremely low temperatures using magnetic confinement or magneto-grav itational traps, and concentrate them into a small region through the interaction of the trap's magnetic field with the magnetic moment of the neutrons. The Fermi energy[12] of the bound neutrons limits the neutron density to ~10^-3 kg/m³. However, the formation of putative tetraneutrons[13] or the existence of a superconductive-type phase space condensation will create bosons that do not have this limitation. It turns out that exotic quantum states of matter such as Bose-Einstein (BE) and Fermionic condensates[14] transcend the Fermi energy limit and thus possess highly unusual material properties. BE condensates were first created in 1995 and Fermionic condensates were first created in 2003, but both are still undergoing laboratory exploration. As for the gravitational properties of matter, one knows from electromagnetism that the permeability (µ) of magnetic materials such as iron is anomalously large and nonlinear, which allows for the construction of highly efficient electromagnetic field generators. The gravitational equivalent to the magnetic permeability is a property of matter that is still largely unexplored. A material possessing an anomalously large, very nonlinear gravitational permeability (η) would be useful in the construction of highly efficient, very small scale gravitational field generators. One would expect all materials to have an η that is different from η0 because the atoms comprising any material have quantum spin. Forward [12] In condensed matter physics, this is the energy of the highest occupied quantum state in a system of fermions (that is, spin-½ particles such as electrons, nucleons, or atoms) at zero absolute temperature. [13] A hypothetical stable cluster of four neutrons whereby recent empirical evidence suggests it exists. Readers should consult the technical literature for more information by using "tetraneutrons" as a search term. [14] BE or Fermionic condensates are a macroscopic collection of bosons (spin-1 particles such as nucleons or atoms) or fermions that collapse into the same quantum state when they form at near-zero absolute temperature. (Reference 14) reported that a rough estimate indicates there is a very small difference between η and η0. It is thus necessary to implement a coordinated theoretical program to determine the value of η for all known forms of matter and an experimental program to find materials that might possess anomalously large or nonlinear properties that can be used to intensify time-varying gravitational fields. Forward (Reference 14) also described an unsuccessful experimental attempt to find materials that have the property of converting time-varying electromagnetic fields into time-varying gravitational fields. This speculative property exploits the fact that the magnetic and inertial moments are combined in an atom via the usual quantum angular and spin momentum coupling. Other theoretical and experimental concepts incorporating the use of rotating superconductors are reviewed by Hathaway (Reference 69). Note in particular that Hathaway reviews the emerging experimental observations of Martin Tajmar in which an apparent frame-dragging effect is observed near super-cooled rotating rings as measured by ring laser gyros and accelerometers. At the time of this writing these effects were being reported but not yet independently confirmed. • Antigravity via Negative Energy: The assessment provided in Reference 70 concludes that small amounts of negative energy are already made in the lab, but one does not yet know there is access to larger amounts for extended periods of time over extended spatial distributions for the purpose of producing antigravity. In this regard, the following options for further exploration are proposed: - Squeezed quantum vacuum generators (see Appendix A): A dedicated research program to develop the two negative energy generator concepts described in Reference 70 will need to be established in order to evolve state-of-the-art quantum optics technology towards producing higher magnitudes of negative energy as well as special techniques required to separate out any positive energy fluxes that accompany the negative energy fluxes. Specifically, the Rabeau et al. (Reference 71, 72) and Ries et al. (Reference 73) experimental programs should be followed as a template toward this goal. Quantum optics technology via high power fiber lasers, resonators, amplifier stages, beam conditioning stages, and so forth are rapidly advancing. So research should be conducted in parallel to invent additional ways to produce negative energy via innovative quantum optics. - Casimir effect: Even though the standard electromagnetic Casimir effect is feeble, and thus not likely to contribute to an antigravity engineering program, there are still a number of other electromagnetic and non-electromagnetic Casimir effects described in Appendix A that require further study. These other Casimir effects have not been explored with an eye toward testing them in the lab, and so there could be important new information yet to be discovered. - Moving Mirrors (a.k.a. the dynamical Casimir effect; see Appendix A): Even though this concept is too feeble to produce any useful flux of negative energy, the observable effects due to the change in the boundary conditions (for example, moving mirrors/cavity walls) of quantum fields provide crucial information on the quantum vacuum at the macroscopic level. Theoretical and laboratory efforts are underway to understand the dissipative effects of vacuum fluctuations (Reference 74,75). This dissipation mechanism should induce irradiation of photons, a phenomenon also known as the dynamical Casimir effect. This can be understood both as the creation of particles under non- adiabatic changes in the boundary conditions of quantum fields, or as classical parametric amplification with the zero-point energy of a vacuum field mode as an input state. More recent developments include models for the super-radiant amplification of photons with particular emphasis on its dynamics and the optimization of the involved parameters. Experimental concepts being pursued will try to reveal directly the presence of a non-empty vacuum by using a specifically designed device to amplify the virtual vacuum photons and produce real electromagnetic radiation via the parametric amplification of the vacuum fluctuations in an electromagnetic cavity. The 'amplifier' is a boundary undergoing an oscillation, and hence radiates energy due to the dissipative action against the vacuum photons. This line of investigation could serve as a very useful probe to explore the possibility of generating large fluxes of negative energy. One expects that a laboratory demonstration of the dynamical Casimir effect will occur before 2012. - Dirac field states: As described in Section III-C-1, this involves either the superposition of two single particle electron states or the superposition of two multi-electron-positron states (Reference 41,42). This is still a nascent topic of study in quantum field theory. However, already a great deal of technology is dedicated to the manipulation and storage of electrons and positrons via solid state/condensed matter devices and particle accelerators. This research topic should be supported in order to establish how it could contribute to an experimental antigravity program. - Quantum coherence effects: Other types of quantum coherence effects not already identified or invented should be theoretically developed and explored for the possibility of finding new free-field or interacting field configurations that produce a significant magnitude of negative energy which could be produced by technological means. [Note that Reference 70 showed that static, radially-dependent electric or magnetic fields and gravitationally squeezed vacuum electromagnetic zero-point fluctuations (see items 1 and 3 in Section III-C-1 and Appendix A) are not useful forms of negative energy.] - Detecting Negative Energy in the Lab: Reference 70 identified proposals for observing negative energy in outer space and in the laboratory, but further work is needed to downscale astronomical techniques for use at the lab scale, and there is need to firm up our understanding of how lab detectors will respond to negative energy in situ if one is to exploit it for the production of antigravity forces. A first step in the latter direction was recently proposed by Marecki (Reference 76) who generalized the analysis of the output of balanced homodyne detectors (BHDs). The most important feature of these devices is their ability to quantify the quantum vacuum fluctuations of the electric field because the output of BHDs provides information on the one- and two-point functions of arbitrary states of quantum fields. Marecki computed the two-point function and the associated spectral density for the ground state of the quantum electric field in Casimir geometries, and predicts a position- and frequency-dependent pattern of BHD responses if a device of this type is placed inside a Casimir cavity. The proposed device allows for the direct detection of quantum vacuum fluctuations and provides a spatial mapping of the negative energy contained inside the cavity. This offers a potential new characterization of ground states in Casimir geometries, which would provide an understanding of the negative energy densities present in some regions in these geometries. - Trapping and Storing Negative Energy: Ford and Roman (Reference 20) have only superficially addressed this topic, and there is very little technical literature that addresses it fully. A theoretical program to develop the physics and technology of trapping and storing negative energy will need to be supported, and such a program should be guided by the use of laboratory detectors such as the one proposed in the previous section. However, it is the opinion of the author that free-space negative energy sources appear to be a more desirable option for producing antigravity than stored negative energy. • Antigravity via Quantum Vacuum Zero-Point Fluctuation Force: Calloni et al.'s experimental proposal reviewed in Section IV-A should be funded and performed by a high quality laboratory. • Antigravity via Nonretarded Quantum Interatomic Dispersion Force: Pinto's experimental proposal reviewed in Section IV-B should be theoretically evaluated prior to funding an experiment. This proposal does contain enough rigor and credibility that it warrants a further look.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 29, contando a capa.
TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 1
D152, página física 1: capa
NÃO CLASSIFICADO//[“PARA USO OFICIAL APENAS”, riscado]. Documento de Referência de Inteligência de Defesa. Futuros da Defesa. 3 de janeiro de 2011. ICOD [data-limite da informação]: 30 de agosto de 2010. DIA-08-1101-023. Propulsão por massa negativa.Nota editorial: Conferido no fac-símile da capa. A marcação “FOR OFFICIAL USE ONLY” aparece riscada, o que indica a retirada dessa restrição na liberação.
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UNCLASSIFIED//[FOR OFFICIAL USE ONLY, struck through] Defense Intelligence Reference Document Defense Futures 03 January 2011 ICOD: 30 August 2010 DIA-08-1101-023 Negative Mass PropulsionConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 1, contando a capa.
TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 2
D152, página física 2: expediente
Propulsão por massa negativa. O Defense Intelligence Reference Document [Documento de Referência de Inteligência de Defesa] fornece informação de referência não substantiva, mas autorizada, relacionada a temas ou metodologias de inteligência. Preparado por: Divisão de Alerta Tecnológico (DWO-4), Escritório de Alerta de Defesa, Diretoria de Análise, Agência de Inteligência de Defesa. Autor: [nome substituído por “AAP Person 72”]. Notas administrativas: (U) [não classificado] AVISO DE DIREITOS AUTORAIS: não está autorizada a divulgação adicional das fotografias desta publicação. Este produto faz parte de uma série de relatórios de tecnologia avançada produzidos no ano fiscal de 2010 no Programa de Aplicações de Sistemas de Armas Aeroespaciais Avançados (AAWSA) do Escritório de Alerta de Defesa da Agência de Inteligência de Defesa. Comentários ou perguntas sobre este documento devem ser enviados a [nome substituído por “AAP Person 1”], gerente do Programa AAWSA, Agência de Inteligência de Defesa, aos cuidados de JUIAF - DI/DWO-3, Edifício 6000, Washington, D.C. 20340-5100.Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto automático desta página tem falhas de reconhecimento nos nomes substituídos e no endereço; o original foi transcrito pela imagem. Os nomes aparecem no fac-símile como caixas com “AAP Person”. Nesta página, o programa é grafado “Advanced Aerospace Weapon System Applications (AAWSA)” e o endereço “Washington, DC 20340-5100”.
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Negative Mass Propulsion The Defense Intelligence Reference Document provides non-substantive but authoritative reference information related to intelligence topics or methodologies. Prepared by: Technology Warning Division (DWO-4) Defense Warning Office Directorate for Analysis Defense Intelligence Agency Author: AAP Person 72 Administrative Notes: (U) COPYRIGHT WARNING: Further dissemination of the photographs in this publication is not authorized. This product is one in a series of advanced technology reports produced in FY 2010 under the Defense Intelligence Agency, Defense Warning Office's Advanced Aerospace Weapon System Applications (AAWSA) Program. Comments or questions pertaining to this document should be addressed to [AAP Person 1] AAWSA Program Manager, Defense Intelligence Agency, ATTN: JUIAF - DI/DWO-3, Bldg 6000, Washington, DC 20340-5100.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.
TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 5
D152, página física 5: resumo (íntegra)
Propulsão por massa negativa. Resumo. É fácil provar que há massas negativas por toda parte à nossa volta, embora ocultas atrás de massas positivas. Mas seu uso em propulsão, reduzindo a inércia da matéria, por exemplo no limite de corpos macroscópicos com massa de repouso zero, depende de uma solução técnica para libertá-las de seu aprisionamento pelas massas positivas. Parece haver basicamente duas maneiras de conseguir isso: 1. pela aplicação de campos eletromagnéticos ou gravitacionais fortes ou por altas energias de partículas; 2. procurando lugares no universo onde a natureza já fez essa separação e de onde as massas negativas possam ser mineradas. A primeira dessas possibilidades está, para todos os fins práticos, excluída, porque, se possível, dependeria de campos eletromagnéticos ou gravitacionais de intensidade além do tecnicamente alcançável, ou de energias de partículas extremamente grandes, igualmente inalcançáveis. Quanto à segunda possibilidade, observou-se que a matéria escura fria não bariônica tende a se acumular perto do centro das galáxias, ou em lugares do universo com um grande poço de potencial gravitacional. Por causa do princípio de equivalência da relatividade geral, a atração para o centro de um poço de potencial gravitacional produzido por uma massa positiva é, para massas negativas, a mesma que para massas positivas. Grandes quantidades de massas negativas podem ter ficado presas nesses poços ao longo de bilhões de anos. Ocorre que o centro da Lua é um poço de potencial não tão profundo que não possa ser alcançado por um túnel através da Lua, o que não é possível no poço mais profundo da Terra, onde a temperatura e a pressão são altas demais. Fazer um túnel através da Lua, desde que haja um bom suprimento de massa negativa, poderia revolucionar o voo espacial interestelar. Seria necessária uma sequência de cargas moldadas termonucleares para tornar tal túnel tecnicamente viável.Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.
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Negative Mass Propulsion Summary It is easy to prove that there are negative masses all around us, albeit hidden behind positive masses. But their use for propulsion by reducing the inertia of matter, for example in the limit of macroscopic bodies with zero rest mass, depends on a technical solution to free them from their imprisonment by positive masses. It appears that there are basically two ways this might be achieved: 1. By the application of strong electromagnetic or gravitational fields or by high particle energies; 2. By searching for places in the universe where nature has already done this separation, and from which the negative masses can be mined. The first of these two possibilities is for all practical means excluded, because if possible at all, it would depend on electromagnetic or gravitational fields with strengths beyond what is technically attainable, or on extremely large particle energies likewise not attainable. With regard to the 2nd possibility, it has been observed that nonbaryonic cold dark matter tends to accumulate near the center of galaxies, or places in the universe which have a large gravitational potential well. Because of the equivalence principle of general relativity, the attraction towards the center of a gravitational potential well, produced by a positive mass, is for negative masses the same as for positive masses. Large amounts of negative masses might have over billions of years been trapped in these gravitational potential wells. Now it just happens that the center of the moon is a potential well, not too deep that it cannot be reached by making a tunnel through the moon, not possible for the deeper potential well of the earth, where the temperature and pressure are too high. Making a tunnel through the moon, provided there is a good supply of negative mass, could revolutionize interstellar space flight. A sequence of thermonuclear shape charges would be required to make such a tunnel technically feasible.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 5, contando a capa.
TRECHO 9 · PÁGINA FÍSICA 6
D152, página física 6: introdução, com a Tabela 1 e a Figura 1 (íntegra)
1. Introdução. Se estendermos a lei da gravidade a massas negativas, mas mantivermos a equivalência entre massa inercial e gravitacional, teremos de distinguir os quatro casos a seguir, quando uma partícula de prova é colocada perto de uma massa que produz campo gravitacional (Tabela 1): [Tabela 1. Interações. Caso 1: massa que produz o campo positiva, partícula de prova positiva, atração. Caso 2: positiva, negativa, atração. Caso 3: negativa, positiva, repulsão. Caso 4: negativa, negativa, repulsão.] Pelo princípio de equivalência, se uma partícula de prova de massa negativa fosse colocada no campo gravitacional da Terra, ela não “cairia para cima”, como acontece nas máquinas antigravidade da ficção científica. Uma partícula de prova, de massa positiva ou negativa, sempre cairia ali para baixo. Ela só cairia para cima se colocada no campo de uma grande massa negativa. Uma situação um pouco diferente surge se ambas as massas, a que produz o campo e a da partícula de prova, têm o mesmo valor absoluto, mas podem ter sinais diferentes. Aí temos de distinguir os casos mostrados na Figura 1. [Figura 1. Forças: caso 1, atração; casos 2 e 3, autoaceleração; caso 4, repulsão.]Nota editorial: Transcrito pelo fac-símile: o texto automático desta página desorganiza a Tabela 1 e a Figura 1.
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1. Introduction If we extend the law of gravity to negative masses, but hold onto the equivalence of inertial and gravitational masses, we have to distinguish between the following four cases, if a test particle is placed near a gravitational field producing mass (Table 1): Table 1. Interactions [Case | Gravitational field producing mass | Mass of test particle | Motion of test particle] 1 + + attraction; 2 + − attraction; 3 − + repulsion; 4 − − repulsion. Under the principle of equivalence if a negative test mass particle would be placed in the gravitational field of earth, it would not fall upwards, as happens in science-fiction antigravity machines. A test particle, regardless of whether it has positive or negative mass, would there always fall down. It would fall upwards only if placed in the field of a large negative mass. A somewhat different situation arises if both masses, the field producing mass and the mass of the test particle, have the same absolute value but are permitted to have different signs. There we have to distinguish between the cases shown in Figure 1. [Figure 1. Forces: case 1 attraction; cases 2 and 3 selfacceleration; case 4 repulsion]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 6, contando a capa.
TRECHO 10 · PÁGINA FÍSICA 42
D152, página física 42: conclusão (íntegra)
13. Conclusão. O objetivo deste estudo é a questão de saber se a massa negativa pode existir e se a propulsão por massa negativa é de todo possível. É improvável que seja possível da forma especulada por Forward [13] (mas ver também Winterberg [17]), em que uma massa negativa persegue uma massa positiva sem gasto de energia. Em vez disso, talvez seja possível pela existência de uma forma ultraleve de matéria, com a resistência à tração da matéria comum, em escala macroscópica, na qual matéria positiva está ligada a matéria negativa, como acontece com as partículas spinoriais de Dirac em escala microscópica. Essa é a existência especulativa de corpos macroscópicos com massa de repouso próxima de zero, importante para o voo espacial porque tal matéria reduziria muito suas exigências de energia.Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.
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13. Conclusion The purpose of this study is the question as to whether negative mass might exist, and if negative mass propulsion is possible at all. It is unlikely to be possible in the fashion speculated by Forward [13] (but also see Winterberg [17]), where a negative mass is chasing a positive mass without the expenditure of any energy. Rather, it might perhaps be possible through the existence of an ultra-light form of matter with the tensile strength of ordinary matter on a macroscopic scale where positive matter is bound to negative matter, as happens with Dirac spinor particles on a microscopic scale. This is the speculative existence of macroscopic bodies approaching zero rest mass, of importance for space flight because such matter would greatly reduce its energy requirements.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 42, contando a capa.
TRECHO 11 · PÁGINA FÍSICA 40
D152, página física 40: estimativa de energia para o túnel lunar (trecho final da página)
Inserindo r0 = 2×10³ cm, R = 1,74×10⁸ cm, εr ≈ 10¹⁰ erg/cm³ e (Pmax/P0) = 5×10⁴, obtém-se E ≈ 2×10²⁴ erg ≈ 5×10⁴ quilotons = 50 megatons. É preciso enfatizar que essa energia deve ser liberada de forma bastante não uniforme ao longo do poço do túnel.Nota editorial: Trecho transcrito pelo fac-símile; o texto automático deforma os expoentes e símbolos. A tradução completa das seções 11 e 12 (páginas 36 a 42), que é cálculo de engenharia, ficou de fora.
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Inserting r0 = 2x10^3 cm, R = 1.74x10^8 cm, εr ≈ 10^10 erg/cm^3, (Pmax/P0) = 5x10^4, one finds that E ~ 2x10^24 erg ~ 5x10^4 kiloton = 50 Megaton. It must be emphasized that this energy must be quite nonuniformly released along the tunnel shaft.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 40, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 30/03/2010 — Data de capa do D135; o D152 é de 3 de janeiro de 2011. ICOD: 1º de dezembro de 2009 (D135) e 30 de agosto de 2010 (D152).
- Documento
- 30/03/2010 — Capas, página física 1 de cada relatório.
- Publicação
- Não estabelecida — Liberados na série DOW-UAP do Departamento de Guerra dos EUA.
Origem e divulgação
Defense Intelligence Agency (DIA), programa AAWSAP; D135 pela Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), autor “AAP Person 58”; D152 pela Divisão de Alerta Tecnológico (DWO-4), autor “AAP Person 72” · DOW-UAP-D135_ AAWSAP-DIRD-Antigravity-for-Aerospace-Applications-March-30-2010-V2.pdf; DOW-UAP-D152_AAWSAP-DIRD-Negative-Mass-Propulsion-January-3-2011.pdf
Conferidas no fac-símile: D135 páginas 1, 2, 5 a 7, 11 a 13 e 29 a 33; D152 páginas 1, 2, 5, 6, 40 e 42.
Relatos relacionados e suas diferenças
- Contratação do AAWSAP, 2008
- DIRDs sobre dobra espacial e buracos de minhoca
- DIRD sobre engenharia da métrica
- DIRDs sobre energia do vácuo
- DIRD sobre cabines para voo de ruptura
Perguntas para continuar a investigação
- O programa chegou a financiar algum dos experimentos recomendados no D135, como o de Calloni ou o de Pinto?
- Por que a DIA encomendou, no ano fiscal de 2010, um estudo que propõe explosões termonucleares na Lua para buscar uma matéria cuja existência o próprio autor considera especulativa?
GEOGRAFIA DO CASO
Relatórios técnicos, sem local de evento
Estudos teóricos sem episódio nem local de observação.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- DOW-UAP-D135_ AAWSAP-DIRD-Antigravity-for-Aerospace-Applications-March-30-2010-V2.pdf
Páginas físicas 1 e 2 (capa e expediente), 5 a 7 (prefácio e introdução), 11 e 12 (figuras 2 e 3), 13 (página citada como menção a UFO) e 29 a 33 (conclusão)
DOW · 44 páginas - DOW-UAP-D152_AAWSAP-DIRD-Negative-Mass-Propulsion-January-3-2011.pdf
Páginas físicas 1 e 2 (capa e expediente), 5 (resumo), 6 (introdução, Tabela 1 e Figura 1), 40 (estimativa de 50 megatons) e 42 (conclusão)
DOW · 43 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


