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29/03/2010 / Relatório preparado para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA

DIA, 2010: estudo do AAWSAP descreve como seria vista uma aeronave capaz de alterar o espaço-tempo à sua volta

Relatório teórico de março de 2010 do programa AAWSAP aplica a relatividade geral a uma aeronave hipotética capaz de “engenheirar” o espaço-tempo e lista o que um observador externo veria: brilho, encolhimento aparente, manobras bruscas, sumiço súbito. O próprio autor diz que a energia necessária excede em muitas ordens de grandeza o que a engenharia consegue produzir.

História da investigação
Data do evento
29/03/2010
Local
Relatório preparado para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA
Tema
História da investigação
Órgãos das fontes
DOW
Documentos
1 documento · 17 páginas
Leitura
21 min
Capa com selo da DIA, a indicação Defense Intelligence Reference Document e o título do relatório sobre engenharia da métrica.Capa de relatório oficialPágina física 1
Capa de relatório oficial · Defense Intelligence Agency (DIA) · Página física 1 do arquivo divulgado. Capa do DIRD “Advanced Space Propulsion Based on Vacuum (Spacetime Metric) Engineering”, de 29 de março de 2010. D132, página física 1. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · DOW

O que os registros contam

Este não é um relato de avistamento. É um estudo teórico encomendado pela Agência de Inteligência de Defesa dos EUA (DIA) dentro do programa AAWSAP, com data de 29 de março de 2010 e autor de nome substituído por “AAP Person 57”. O título é “Advanced Space Propulsion Based on Vacuum (Spacetime Metric) Engineering”, ou seja, propulsão espacial avançada baseada na engenharia do vácuo. A ideia de partida é que o espaço vazio não é “nada”: na física moderna, tem estrutura e energia, e a relatividade geral descreve essa estrutura por um objeto matemático chamado métrica.

O autor não propõe um mecanismo. Ele supõe que exista uma tecnologia capaz de alterar a métrica perto de uma aeronave e calcula, pela relatividade geral, o que mudaria para quem está dentro e para quem observa de fora. A lista é o ponto mais citado do relatório: um ocupante poderia voltar e descobrir que passou mais tempo do que sentiu; sons externos poderiam deixar de ser ouvidos; manobras que pareceriam bruscas de fora seriam suaves por dentro; o calor da aeronave poderia ser desviado para a luz visível, fazendo-a brilhar; ela pareceria menor do que é e poderia “piscar e sumir”.

Essas descrições lembram relatos populares sobre UFOs, mas o texto não menciona UFOs, UAPs nem casos concretos em nenhuma página. Tudo está no condicional e depende de uma premissa que o próprio autor considera fora de alcance: na introdução, ele escreve que as densidades de energia exigidas pela teoria atual “excedem em muitas ordens de grandeza” o que as técnicas de engenharia conseguem. O exemplo do motor de dobra de Alcubierre, com figura, exigiria matéria exótica com energia negativa, algo que, segundo o texto, dificilmente será obtido no futuro previsível.

Na discussão final, o autor descreve a “aeronave ideal para viagens interestelares” que a tabela do relatório resume: velocidade aparente maior que a da luz, materiais “endurecidos”, massa efetiva menor e mudanças rápidas de trajetória sem esforço interno. Ele chama essas características de coerentes com a relatividade geral, mas conclui que é “prematuro sequer arriscar” uma estratégia para desenvolvê-las. A restrição de engenharia, nas palavras do texto, é “assustadora”.

O relatório tem interesse histórico porque mostra que o programa AAWSAP pediu a seus colaboradores descrições das assinaturas que uma tecnologia desse tipo produziria, o que ajuda a entender o enquadramento do programa. As hipóteses são do autor. O documento não traz medições, observações nem evidência de que tal aeronave exista, e as equações servem para explorar consequências de uma suposição, não para demonstrar que ela é possível.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Traduzidos na íntegra a capa (página 1), o expediente (página 2), o prefácio e introdução (páginas 4 e 5), toda a seção III sobre efeitos para aeronaves avançadas (páginas 11, a partir do título da seção, a 15) e a discussão final (páginas 16 e 17). Ficaram de fora o sumário (página 3), a seção matemática I e II (páginas 6 a 11, até o início da seção III), a Tabela 1 (página 9), que resume em fórmulas os efeitos já descritos no texto traduzido, e a lista de referências da página 17. O documento não menciona UFOs nem UAPs.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 1

D132, página física 1: capa

NÃO CLASSIFICADO//[“PARA USO OFICIAL APENAS”, riscado]. Documento de Referência de Inteligência de Defesa. Apoio sobre Ameaças à Aquisição. 29 de março de 2010. ICOD [data-limite da informação]: 1 de dezembro de 2009. DIA-08-1003-015. Propulsão espacial avançada baseada na engenharia do vácuo (métrica do espaço-tempo).

Nota editorial: Conferido no fac-símile da capa. A marcação “FOR OFFICIAL USE ONLY” aparece riscada, o que indica a retirada dessa restrição na liberação.

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UNCLASSIFIED//[FOR OFFICIAL USE ONLY, struck through] Defense Intelligence Reference Document Acquisition Threat Support 29 March 2010 ICOD: 1 December 2009 DIA-08-1003-015 Advanced Space Propulsion Based on Vacuum (Spacetime Metric) Engineering

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TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 2

D132, página física 2: expediente

Propulsão espacial avançada baseada na engenharia do vácuo (métrica do espaço-tempo). Preparado por: Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), Escritório de Alerta de Defesa, Diretoria de Análise, Agência de Inteligência de Defesa. Autor: [nome substituído por “AAP Person 57”]. Nota administrativa. AVISO DE DIREITOS AUTORAIS: não está autorizada a divulgação adicional das fotografias desta publicação. Este produto faz parte de uma série de relatórios de tecnologia avançada produzidos no ano fiscal de 2009 no Programa de Aplicações de Sistemas de Armas Aeroespaciais Avançados (AAWSA) do Escritório de Alerta de Defesa da Agência de Inteligência de Defesa. Comentários ou perguntas sobre este documento devem ser enviados a [nome substituído por “AAP Person 1”], gerente do Programa AAWSA, Agência de Inteligência de Defesa, aos cuidados de CLAR/DWO-3, Edifício 6000, Washington, DC 20340-5100.

Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto automático desta página tem falhas de reconhecimento nos nomes substituídos e no endereço; o original foi transcrito pela imagem. Os nomes aparecem no fac-símile como caixas com “AAP Person”.

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Advanced Space Propulsion based on Vacuum (Spacetime Metric) Engineering Prepared by: Acquisition Support Division (DWO-3) Defense Warning Office Directorate for Analysis Defense Intelligence Agency Author: AAP Person 57 Administrative Note COPYRIGHT WARNING: Further dissemination of the photographs in this publication is not authorized. This product is one in a series of advanced technology reports produced in FY 2009 under the Defense Intelligence Agency, Defense Warning Office's Advanced Aerospace Weapon System Applications (AAWSA) Program. Comments or questions pertaining to this document should be addressed to [AAP Person 1], AAWSA Program Manager, Defense Intelligence Agency, ATTN: CLAR/DWO-3, Bldg 6000, Washington, DC 20340-5100.

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TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 4

D132, páginas físicas 4 e 5: prefácio e introdução (íntegra)

Propulsão espacial avançada baseada na engenharia do vácuo (métrica do espaço-tempo). Prefácio e introdução. Um tema que ganhou destaque no planejamento avançado da exploração espacial de longo alcance é a ideia de que o próprio espaço vazio (o vácuo quântico, ou a métrica do espaço-tempo) poderia ser “engenheirado” para fornecer energia ou empuxo a futuros veículos espaciais. Embora ambiciosa, essa proposta tem base sólida na teoria física moderna, de modo que a possibilidade de que interações entre matéria e vácuo sejam manipuladas para aplicações em voo espacial não está descartada a priori (Referência 1). Diante do desenvolvimento atual da física teórica dominante em temas como motores de dobra e buracos de minhoca atravessáveis, que abrem essas possibilidades de engenharia do vácuo (Referências 2 a 6), este trabalho oferece uma perspectiva ampla da física e das consequências da engenharia da métrica do espaço-tempo. O conceito de “engenharia do vácuo” apareceu pela primeira vez na literatura física dominante quando foi introduzido pelo Nobel T. D. Lee em seu livro didático Particle Physics and Introduction to Field Theory (Referência 7). Ali ele afirmou: “O método experimental de alterar as propriedades do vácuo pode ser chamado de engenharia do vácuo... Se de fato formos capazes de alterar o vácuo, poderemos encontrar fenômenos novos, totalmente inesperados.” Essa legitimação do conceito se baseou no reconhecimento de que o vácuo é caracterizado por parâmetros e estrutura que não deixam dúvida de que constitui, por si só, um meio energético e estruturado. Os principais são: (1) no contexto da teoria quântica, o vácuo é sede de flutuações energéticas de partículas e campos; e (2) no contexto da relatividade geral, o vácuo é sede de uma estrutura do espaço-tempo (métrica) que codifica a distribuição de matéria e energia. De fato, na orelha de um livro de ensaios de Einstein e outros sobre as propriedades do vácuo, lê-se: “O vácuo está rapidamente se tornando a estrutura central da física moderna” (Referência 8). Talvez a afirmação mais definitiva do papel central do vácuo na física moderna seja a do Nobel de 2004 Frank Wilczek em seu livro The Lightness of Being: Mass, Ether and the Unification of Forces (Referência 9): “O que é o espaço? Um palco vazio onde o mundo físico da matéria encena seu drama? Um participante igual, que fornece o cenário e tem vida própria? Ou a realidade primária, da qual a matéria é uma manifestação secundária? As opiniões sobre essa questão evoluíram, e várias vezes mudaram radicalmente, ao longo da história da ciência. Hoje, a terceira visão triunfa.” Dadas as características conhecidas do vácuo, pode-se perguntar por que não é imediatamente óbvio como provocar interações robustas do tipo buscado para o voo espacial. Para começar, no caso dos processos do vácuo quântico, ainda falta esclarecer incertezas sobre restrições termodinâmicas e energéticas globais. Além disso, é provável que os componentes energéticos potencialmente úteis envolvam estruturas de campo de comprimento de onda muito pequeno e alta frequência e, portanto, resistam a soluções de engenharia fáceis. Quanto à perturbação da métrica do espaço-tempo, as densidades de energia exigidas pela teoria atual excedem em muitas ordens de grandeza os valores alcançáveis com as técnicas de engenharia existentes. Ainda assim, é possível examinar as possibilidades e implicações na expectativa de que, à medida que a ciência e as tecnologias dela derivadas amadurecerem, se encontrem meios felizes de explorar o enorme potencial, ainda não aproveitado, da engenharia do chamado “espaço vazio”, o vácuo. Este trabalho apresenta a plataforma matemática subjacente para investigar a estrutura do espaço-tempo, a abordagem do tensor métrico. Em seguida, descreve os efeitos físicos decorrentes de alterações na estrutura do espaço-tempo. Por fim, examina esses efeitos tal como se manifestariam na presença de tecnologias de aeronaves avançadas baseadas na modificação do espaço-tempo.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.

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Advanced Space Propulsion Based on Vacuum (Spacetime Metric) Engineering Preface and Introduction A theme that has come to the fore in advanced planning for long-range space exploration in the future is the concept that empty space itself (the quantum vacuum, or spacetime metric) might be engineered to provide energy/thrust for future space vehicles. Although far reaching, such a proposal is solidly grounded in modern physical theory, and therefore the possibility that matter/vacuum interactions might be engineered for spaceflight applications is not a priori ruled out (Reference 1). Given the current development of mainstream theoretical physics on such topics as warp drives and traversable wormholes that provides for such vacuum engineering possibilities (References 2-6), provided in this paper is a broad perspective of the physics and consequences of the engineering of the spacetime metric. The concept of "engineering the vacuum" found its first expression in the mainstream physics literature when it was introduced by Nobelist T. D. Lee in his textbook Particle Physics and Introduction to Field Theory (Reference 7). There he stated, "The experimental method to alter the properties of the vacuum may be called vacuum engineering.... If indeed we are able to alter the vacuum, then we may encounter new phenomena, totally unexpected." This legitimization of the vacuum engineering concept was based on the recognition that the vacuum is characterized by parameters and structure that leave no doubt that it constitutes an energetic and structured medium in its own right. Foremost among these are that (1) within the context of quantum theory, the vacuum is the seat of energetic particle and field fluctuations and (2) within the context of general relativity, the vacuum is the seat of a spacetime structure (metric) that encodes the distribution of matter and energy. Indeed, on the flyleaf of a book of essays by Einstein and others on the properties of the vacuum, there is the statement, "The vacuum is fast emerging as the central structure of modern physics" (Reference 8). Perhaps the most definitive statement acknowledging the central role of the vacuum in modern physics is provided by 2004 Nobelist Frank Wilczek in his book The Lightness of Being: Mass, Ether and the Unification of Forces (Reference 9): "What is space? An empty stage where the physical world of matter acts out its drama? An equal participant that both provides background and has a life of its own? Or the primary reality of which matter is a secondary manifestation? Views on this question have evolved, and several times have changed radically, over the history of science. Today the third view is triumphant." Given the known characteristics of the vacuum, one might reasonably inquire why it is not immediately obvious how to catalyze robust interactions of the type sought for spaceflight applications. For starters, in the case of quantum vacuum processes, uncertainties regarding global thermodynamic and energy constraints remain to be clarified. Furthermore, it is likely that energetic components of potential utility involve very-small-wavelength, high-frequency field structures and thus resist facile engineering solutions. With regard to perturbation of the spacetime metric, the required energy densities predicted by present theory exceed by many orders of magnitude values achievable with existing engineering techniques. Nonetheless, one can examine the possibilities and implications under the expectation that as science and its attendant derivative technologies mature, felicitous means may yet be found that permit the exploitation of the enormous, as-yet-untapped potential of engineering so-called "empty space," the vacuum. This paper introduces the underlying mathematical platform for investigating spacetime structure, the metric tensor approach. It then outlines the attendant physical effects that derive from alterations in the spacetime structure. Finally, the paper examines these effects as they would be exhibited in the presence of advanced aerospace craft technologies based on spacetime modification.

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TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 11

D132, páginas físicas 11 a 13: seção III, alteração do tempo, do espaço e da velocidade da luz (íntegra)

III. Significado dos efeitos físicos aplicáveis a tecnologias de aeronaves avançadas em função dos coeficientes do tensor métrico. Como na Seção III [assim no original; o contexto indica a Seção II], os coeficientes do tensor métrico definem a relação entre as variáveis de interesse observadas localmente e remotamente (isto é, no espaço-tempo alterado e no não alterado), listadas na Tabela 1, e com isso definem efeitos físicos correlatos. A Tabela 1 constitui assim uma referência útil para interpretar o significado físico dos efeitos da alteração das variáveis do espaço-tempo. As expressões listadas indicam efeitos específicos de alteração do espaço-tempo, seja por causas naturais (por exemplo, a presença de uma massa planetária ou estelar), seja como resultado de engenharia da métrica por meios tecnológicos avançados, como se poderia prever no desenvolvimento e emprego de aeronaves avançadas. ALTERAÇÃO DO TEMPO. Quanto à primeira entrada da tabela (intervalo de tempo), numa região de espaço-tempo alterado os intervalos de tempo são vistos por um observador remoto (em espaço-tempo não alterado) variar como 1/√g00 em relação a ele. Perto de uma massa densa, por exemplo, √g00 < 1 e, portanto, os intervalos de tempo são vistos como alongados e os processos como mais lentos [nota 2 do original: no caso da aproximação de um buraco negro, até parar por completo], e uma consequência disso é o desvio para o vermelho das linhas de emissão. Se tal condição de tempo desacelerado fosse produzida por engenharia numa aplicação aeroespacial avançada, um indivíduo que tivesse passado algum tempo dentro de um campo temporal assim modificado descobriria, ao voltar ao ambiente normal, que havia passado mais tempo do que ele conseguiria explicar pela própria experiência. Inversamente, num espaço-tempo produzido por engenharia e associado a uma aeronave avançada em que √g00 > 1, o fluxo do tempo dentro da região alterada pareceria acelerado para um observador externo, enquanto para um observador interno o fluxo do tempo externo pareceria em câmera lenta. Um corolário seria que, dentro da região alterada, os sons ambientes normais vindos de fora poderiam deixar de ser percebidos, já que nessas condições os sons externos poderiam sofrer desvio para o vermelho abaixo da faixa audível. Outra implicação da aceleração do tempo no referencial de uma tecnologia exótica de aeronave é que uma trajetória de voo que parecesse abrupta de um ponto de vista externo (por exemplo, aceleração ou desaceleração súbita) seria sentida muito menos pelos ocupantes da aeronave. Do ponto de vista dos ocupantes, que observariam o ambiente externo em relativa câmera lenta, não seria surpreendente considerar que mudanças de movimento relativamente modestas para eles parecessem abruptas a um observador externo. Com base na segunda entrada da Tabela 1 (frequência), outra implicação de um referencial temporal acelerado por engenharia da métrica associada à aeronave, que leva a √g00 > 1, é que as frequências associadas à aeronave pareceriam, para um observador remoto, desviadas para o azul. Um corolário da observação de tal aeronave é a possibilidade de um aumento de luminosidade, devido ao deslocamento do espectro de calor para o azul, até a porção visível do espectro (ver Figura 1). [Figura 1: Desvio para o azul do espectro de potência do calor infravermelho.] Quanto à terceira entrada da Tabela 1 (energia), numa região de espaço-tempo alterado a energia escala como √g00 em relação a um observador remoto em espaço-tempo não distorcido. Nas vizinhanças de uma massa densa, onde √g00 < 1, a consequente redução das energias de ligação corresponde aos desvios para o vermelho observados na emissão. Nos espaços-tempos produzidos por engenharia e associados a tecnologia avançada de aeronaves em que √g00 > 1 (caso do referencial temporal acelerado), as propriedades materiais da aeronave pareceriam “endurecidas” em relação ao ambiente, devido ao aumento das energias de ligação dos átomos em sua estrutura material. Tal aeronave poderia, por exemplo, colidir com a água em altas velocidades sem efeitos danosos aparentes. ALTERAÇÃO ESPACIAL. A quarta entrada da Tabela 1 (medida espacial) indica o tamanho de um objeto dentro de uma região de espaço-tempo alterado tal como visto por um observador remoto. O tamanho de, digamos, um objeto esférico é visto com sua dimensão radial r escalando como 1/√(−g11). Nas vizinhanças de uma massa densa, √(−g11) > 1, caso em que um objeto dentro da região alterada parece a um observador remoto ter encolhido. Como corolário, a engenharia da métrica associada a uma aeronave avançada para produzir esse efeito poderia, em princípio, fazer com que uma aeronave grande, com interior espaçoso, parecesse relativamente pequena a um observador externo. Aspectos dimensionais adicionais, como possíveis mudanças de dimensão, são discutidos adiante em “Efeitos de índice de refração”. VELOCIDADE DA LUZ/DA AERONAVE EM REGIÕES DE ESPAÇO-TEMPO ALTERADO. No interior de uma região alterada, a velocidade da luz medida localmente, v'L = c, é dada pela razão entre intervalos de distância e de tempo (medidos localmente) de um sinal luminoso em propagação, como expresso na Equação (6) acima. De um ponto de vista exterior à região, porém, a razão coordenada observada pode resultar num valor v'L maior ou menor que c, conforme a quinta entrada da Tabela 1 (velocidade). Como exemplo de medida menor que c, fala-se da luz “desacelerando” ao se aproximar de uma massa densa (por exemplo, um buraco negro). Num espaço-tempo produzido por engenharia em que g00 > 1 e |g11| < 1, porém, a velocidade efetiva da luz medida por um observador externo pode ser maior que c. Dado que as velocidades em geral, em diferentes sistemas de coordenadas, escalam como a velocidade da luz, isto é, v → √(g00/−g11)·v, para a propulsão exótica uma métrica de espaço-tempo produzida por engenharia pode em princípio criar uma condição na qual a trajetória de uma aeronave que se aproxima da velocidade da luz em seu próprio referencial seria observada, de um referencial exterior, excedendo a velocidade da luz, ou seja, exibindo movimento em velocidade superluminal. Isso abre a possibilidade de transporte em velocidades superluminais (medidas por um observador externo) sem violar o limite da velocidade da luz dentro da região alterada, característica atraente para viagens interestelares. Essa é a base da discussão de motores de dobra e buracos de minhoca na literatura da relatividade geral (Referências 2 a 6). Portanto, embora a capacidade tecnológica atual esteja longe de ser madura o bastante para sustentar o desenvolvimento de tecnologias de dobra e de buracos de minhoca (Referência 22), a possibilidade de desenvolver tais tecnologias no futuro não pode ser descartada. Em outras palavras, o transporte efetivo em velocidades superiores à velocidade convencional da luz poderia ocorrer em princípio e, portanto, a possibilidade de viagens interestelares em tempo reduzido não é fundamentalmente excluída pelos princípios físicos.

Nota editorial: Conferido no fac-símile das páginas 11 a 13. As expressões matemáticas vêm do fac-símile; o texto automático as deforma (ex.: “1/fg;”, “Ji::> 1”, “asl/ Fi::”), e elas foram reescritas na tradução em notação simples.

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III. Significance of Physical Effects Applicable to Advanced Aerospace Craft Technologies as a Function of Metric Tensor Coefficients As in Section III, metric tensor coefficients define the relationship between locally and remotely observed (that is, spacetime-altered and unaltered) variables of interest as listed in Table 1, and in the process define corollary physical effects. Table 1 thereby constitutes a useful reference for interpreting the physical significance of the effects of the alteration of spacetime variables. The expressions listed indicate specific spacetime alteration effects, whether owing to natural causes (for example, the presence of a planetary or stellar mass) or as a result of metric engineering by advanced technological means as might be anticipated in the development and deployment of advanced aerospace craft. TIME ALTERATION With regard to the first table entry (time interval), in a spacetime-altered region, time intervals are seen by a remote (unaltered spacetime) observer to vary as 1/√g00 relative to the remote observer. Near a dense mass, for example, √g00 < 1, and therefore time intervals are seen as lengthening and processes as running slower,[footnote 2: In the case of approach to a black hole, to stop altogether.] one consequence of which is redshift of emission lines. Should such a time-slowed condition be engineered in an advanced aerospace application, an individual who has spent time within such a temporally modified field would, when returned to the normal environment, find that more time had passed than could be experientially accounted for. Conversely, for an engineered spacetime associated with an advanced aerospace craft in which √g00 > 1, time flow within the altered spacetime region would appear sped up to an external observer, while to an internal observer external time flow would appear to be in slow motion. A corollary would be that within the spacetime-altered region, normal environmental sounds from outside the region might cease to be registered, since external sounds could under these conditions redshift below the auditory range. An additional implication of time speedup within the frame of an exotic craft technology is that its flightpath that might seem precipitous from an external viewpoint (for example, sudden acceleration or deceleration) would be experienced as much less so by the craft's occupants. From the occupants' viewpoint, observing the external environment to be in relative slow motion, it would not be surprising to consider that one's relatively modest changes in motion would appear abrupt to an external observer. Based on the second entry in Table 1 (frequency), yet another implication of an accelerated timeframe due to craft-associated metric engineering that leads to √g00 > 1, frequencies associated with the craft would for a remote observer appear to be blueshifted. Corollary to observation of such a craft is the possibility that there would be a brightening of luminosity due to the heat spectrum blueshifting up into the visible portion of the spectrum (see Figure 1). [Figure 1: two graphs of Spectral Power versus Frequency ω, labeled "infrared", "visible" and "visible (shifted infrared)"] Figure 1. Blueshifting of Infrared Heat Power Spectrum With regard to the third entry in Table 1 (energy), in a spacetime-altered region, energy scales as √g00 relative to a remote observer in an undistorted spacetime. In the vicinity of a dense mass where √g00 < 1, the consequent reduction of energy bonds correlates with observed redshifts of emission. For engineered spacetimes associated with advanced craft technology in which,Ji;;;> I (accelerated timeframe case), a 2 In the case of approach to a black hole, to stop altogether. craft's material properties would appear "hardened" relative to the environment owing to the increased binding energies of atoms in its material structure. Such a craft could, for example, impact water at high velocities without apparent deleterious effects. SPATIAL ALTERATION The fourth entry in Table 1 (spatial measure) indicates the size of an object within an altered spacetime region as seen by a remote observer. The size of, say, a spherical object is seen to have its radial dimension, r, scale as 1/√(−g11). In the vicinity of a dense mass M, √(−g11) > 1, in which case an object within the altered spacetime region appears to a remote observer to have shrunk. As a corollary, metric engineering associated with an advanced aerospace craft to produce this effect could in principle result in a large craft with a spacious interior appearing to an external observer to be relatively small. Additional dimensional aspects, such as potential dimensional changes, are discussed below in "Refractive Index Effects." VELOCITY OF LIGHT/CRAFT IN SPACETIME-ALTERED REGIONS Interior to a spacetime-altered region, the locally measured velocity of light, v′L = c, is given by the ratio of (locally measured) distance/time intervals for a propagating light signal, as expressed in Equation (6) above. From a viewpoint exterior to the region, however, the observed coordinate ratio measurement can yield a different value v′L greater or less than c as given by the fifth entry in Table 1 (velocity). As an example of a measurement less than c, one speaks of light "slowing down" as a light signal approaches a dense mass (for example, a black hole.) In an engineered spacetime in which g00 > 1, |g11| < 1, however, the effective velocity of light v′L as measured by an external observer can be > c. Given that velocities in general in different coordinate systems scale as does the velocity of light—that is, v → √(g00/−g11) v—for exotic propulsion an engineered spacetime metric can in principle establish a condition in which the trajectory of a craft approaching the velocity of light in its own frame would be observed from an exterior frame to exceed light speed—that is, exhibit motion at superluminal speed. This opens up the possibility of transport at superluminal velocities (as measured by an external observer) without violation of the velocity-of-light constraint within the spacetime-altered region, a feature attractive for interstellar travel. This is the basis for discussion of warp drives and wormholes in the GR literature (References 2-6). Therefore, although present technological facility is far from mature enough to support the development of warp drive and wormhole technologies (Reference 22), the possibility of developing such technologies in the future cannot be ruled out. In other words, effective transport at speeds exceeding the conventional speed of light could occur in principle, and therefore the possibility of reduced-time interstellar travel is not fundamentally ruled out by physical principles.

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TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 14

D132, páginas físicas 14 e 15: efeitos de índice de refração, massa efetiva e gravidade/antigravidade/propulsão (íntegra)

EFEITOS DE ÍNDICE DE REFRAÇÃO. Ao considerar um espaço-tempo com métrica produzida por engenharia associado a propulsão exótica, surgem como possibilidades diversos efeitos colaterais ligados a mudanças do índice de refração da estrutura do vácuo. Os efeitos esperados imitariam efeitos conhecidos de índice de refração em geral e, portanto, podem ser determinados a partir de fenômenos conhecidos. A definição indistinta de contornos associada a “ondulação”, como a observada nas ondas de calor sobre o solo do deserto, é um exemplo. Outro: um feixe de luz pode se curvar (como no exemplo, da relatividade geral, da luz das estrelas desviada ao passar rente ao Sol; ver Figura 2) ou até terminar no meio do espaço. Tal observação exibiria características que, em circunstâncias normais, seriam associadas a uma fibra óptica de alto índice de refração no espaço normal (contornos bem definidos, luz aprisionada em seu interior, curvatura ou término no meio do espaço). Outras observações poderiam incluir mudanças aparentes de tamanho ou forma (mudanças nos parâmetros de ampliação da lente). Mais uma possibilidade é o súbito “encobrimento” ou “piscar e sumir”, que seria no mínimo compatível com efeitos de lente gravitacional forte que curvam a vista de fundo em torno de uma aeronave, embora existam também outras opções técnicas, envolvendo, por exemplo, o uso de metamateriais. [Figura 2: Desvio da luz numa região de espaço-tempo alterado.] MASSA EFETIVA EM REGIÕES DE ESPAÇO-TEMPO ALTERADO. Como observado nas seções anteriores, a alteração das medidas de energia e de velocidade da luz leva a uma alteração associada da massa efetiva de um objeto numa região alterada, vista de uma região externa (não alterada). De interesse especial é o caso em que a massa efetiva é reduzida pela aplicação de princípios de engenharia da métrica, como seria de esperar na engenharia da métrica para aplicações de voo espacial (ver a última coluna da Tabela 1). A redução efetiva da massa inercial, vista em nosso referencial, pareceria atenuar efeitos indesejados sobre os ocupantes da aeronave associados a mudanças abruptas de movimento. (Os princípios físicos envolvidos também podem ser entendidos em termos das propriedades de transformação de coordenadas associadas, discutidas acima.) De todo modo, mudanças da massa efetiva associadas à engenharia da métrica nas vizinhanças de uma aeronave podem levar a propriedades vantajosas para aplicações de voo espacial. EFEITOS DE GRAVIDADE/ANTIGRAVIDADE/PROPULSÃO. Na formulação da relatividade geral, as forças do tipo gravitacional derivam da métrica do espaço-tempo, seja ela determinada por fontes naturais (por exemplo, massas planetárias ou estelares), seja por engenharia avançada da métrica. Felizmente para esta análise, a discussão pode ser feita com base apenas na forma da métrica, independentemente dos mecanismos ou da dinâmica específicos que a determinam. Como exemplo, considere a formulação de Alcubierre de um “motor de dobra”, uma solução de métrica da equação de campo da relatividade geral de Einstein (Referências 2 e 22). Alcubierre derivou uma métrica, inspirada na inflação cosmológica, que permitiria tempos de viagem arbitrariamente curtos entre dois pontos distantes do espaço. O comportamento da métrica de dobra prevê a expansão simultânea do espaço atrás da nave e uma contração correspondente do espaço à frente dela (ver Figura 3). A nave com motor de dobra pareceria assim “surfar numa onda” de geometria do espaço-tempo. Com a estruturação adequada da métrica, pode-se fazer a nave exibir uma velocidade aparente arbitrariamente maior que a da luz, vista por observadores externos, sem violar o limite local da velocidade da luz dentro da região alterada. Além disso, a solução de Alcubierre mostrou que a aceleração própria (sentida) ao longo da trajetória da nave seria zero e que a nave não sofreria dilatação do tempo, características altamente desejáveis para viagens interestelares. Para implementar um motor de dobra, seria preciso construir uma “bolha de dobra” em torno da nave, gerando uma casca fina ou camada superficial de matéria exótica, isto é, um campo quântico com energia negativa e/ou pressão negativa. Embora os requisitos técnicos para isso dificilmente sejam atendidos no futuro previsível (Referência 22), o exercício serve como bom exemplo para mostrar atributos associados à manipulação deliberada da métrica do espaço-tempo. Toda a discussão sobre a possibilidade de gerar uma estrutura de espaço-tempo como a do motor de dobra de Alcubierre se baseia simplesmente em supor a forma de uma métrica (isto é, gμν) que exiba as características desejadas. Da mesma maneira, podem em princípio ser postuladas métricas arbitrárias que forneçam características de gravidade, antigravidade ou propulsão. O que se exige para a implementação é determinar fontes apropriadas para gerá-las, requisito que precisa ser atendido antes que a tecnologia avançada de naves baseada na engenharia do vácuo possa se realizar na prática. As dificuldades, desafios e opções para atender a tais requisitos podem ser encontrados na literatura pertinente (Referência 22).

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.

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REFRACTIVE INDEX EFFECTS When considering metric-engineered spacetime associated with exotic propulsion, a number of corollary side effects associated with refractive index changes of the vacuum structure emerge as possibilities. Expected effects would mimic known refractive index effects in general and can therefore be determined from known phenomena. Indistinct boundary definition associated with "waviness" as observed with heat waves off a desert floor is one example. As another, a light beam may bend (as in the GR example of the bending of starlight as it grazes the sun; see Figure 2) or even terminate in mid-space. Such an observation would exhibit features that under ordinary circumstances would be associated with a high-refractive index optical fiber in normal space (well-defined boundaries, light trapped within, bending or termination in mid-space). Additional observations might include apparent changes in size or shape (changes in lensing magnification parameters). [Figure 2. Light-Bending in a Spacetime-Altered Region] Yet another possibility is the sudden "cloaking" or "blinking out," which would at least be consistent with strong gravitational lensing effects that bend a background view around a craft, though other technical options involving, for example, the use of metamaterials, exist as well. EFFECTIVE MASS IN SPACETIME-ALTERED REGIONS As noted in the preceding sections, spacetime alteration of energy and light-speed measures leads to an associated alteration in the effective mass of an object in a spacetime-altered region as viewed from an external (unaltered) region. Of special interest is the case in which the effective mass is decreased by application of spacetime metric engineering principles as might be expected in the case of metric engineering for spaceflight applications (reference last column in Table 1). Effective reduction of inertial mass as viewed in our frame of reference would appear to mitigate against untoward effects on craft occupants associated with abrupt changes in movement. (The physical principles involved can also be understood in terms of associated coordinate transformation properties as discussed above.) In any case, changes in effective mass associated with engineering of the spacetime metric in a craft's environs can lead to properties advantageous for spaceflight applications. GRAVITY/ANTIGRAVITY/PROPULSION EFFECTS In the GR ansatz gravitational-type forces derive from the spacetime metric, whether determined by natural sources (for example, planetary or stellar masses) or by advanced metric engineering. Fortunately for our consideration of this topic, discussion can be carried out solely based on the form of the metric, independent of the specific mechanisms or dynamics that determine the metric. As one exemplar, consider Alcubierre's formulation of a "warp drive," a spacetime metric solution of Einstein's GR field equation (References 2, 22). Alcubierre derived a spacetime metric motivated by cosmological inflation that would allow arbitrarily short travel times between two distant points in space. The behavior of the warp drive metric provides for the simultaneous expansion of space behind the spacecraft and a corresponding contraction of space in front of the spacecraft (see Figure 3). The warp drive spacecraft would thus appear to be "surfing on a wave" of spacetime geometry. By appropriate structuring of the metric, the spacecraft can be made to exhibit an arbitrarily large apparent faster-than-light speed as viewed by external observers without violating the local speed-of-light constraint within the spacetime-altered region. Furthermore, the Alcubierre solution showed that the proper (experienced) acceleration along the spaceship's path would be zero, and that the spaceship would suffer no time dilation—highly desirable features for interstellar travel. In order to implement a warp drive, one would have to construct a "warp bubble" that surrounded the spacecraft by generating a thin shell or surface layer of exotic matter—that is, a quantum field having negative energy and/or negative pressure. Although the technical requirements for such are unlikely to be met in the foreseeable future (Reference 22), the exercise nonetheless serves as a good example for showcasing attributes associated with manipulation of the spacetime metric at will. The entire discussion of the possibility of generating a spacetime structure like that of the Alcubierre warp drive is based simply on assuming the form of a metric (that is, gμν) that exhibits desired characteristics. In like manner, arbitrary spacetime metrics to provide gravity/antigravity/propulsion characteristics can in principle be postulated. What is required for implementation is to determine appropriate sources for their generation, a requirement that must be met before advanced spaceship technology based on vacuum engineering can be realized in practice. The difficulties, challenges, and options for meeting such requirements can be found in the relevant literature (Reference 22).

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TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 16

D132, páginas físicas 16 e 17: seção IV, discussão final (íntegra, sem a lista de referências)

[Figura 3: Estrutura da métrica do motor de dobra de Alcubierre.] IV. Discussão. Este trabalho considerou a possibilidade, e mesmo a probabilidade, de que desenvolvimentos futuros em tecnologias aeroespaciais avançadas tendam a manipular a estrutura subjacente do espaço-tempo do próprio vácuo, por processos que podem ser chamados de engenharia do vácuo ou engenharia da métrica. Longe de ser apenas um conceito fantasioso, existe uma literatura significativa em publicações de física de primeira linha, revisadas por pares, em que o tema é explorado em detalhe [nota 3 do original: ver a Referência 1 para uma introdução abrangente ao assunto, com contribuições de cientistas de destaque de todo o mundo]. A análise aqui apresentada, uma forma de relatividade geral para engenheiros, aproveita o fato de que, na relatividade geral, pode-se usar uma abordagem de tensor métrico com o mínimo de suposições e independente de modelo, isto é, que não depende do conhecimento dos mecanismos ou da dinâmica específicos que resultam nas alterações do espaço-tempo, mas apenas supõe que existe uma tecnologia capaz de controlar e manipular (isto é, “engenheirar”) as variáveis do espaço-tempo com vantagem. Tal abordagem exige somente que as alterações hipotéticas do espaço-tempo resultem em efeitos coerentes com os princípios físicos da relatividade geral hoje conhecidos. Na abordagem da engenharia da métrica, a aplicação desses princípios dá previsões precisas sobre o que se pode esperar quando as variáveis espaciais e temporais são alteradas em relação à sua estrutura usual (isto é, de espaço plano). As assinaturas das contrações e expansões do espaço previstas, da desaceleração e aceleração do tempo, da alteração da massa efetiva, da velocidade da luz e das consequências associadas, tanto as que ocorrem em fenômenos naturais quanto as de espaços-tempos especificamente produzidos por engenharia para aplicações aeroespaciais avançadas, estão resumidas de forma sucinta na Tabela 1. De particular interesse, no que diz respeito a formas inovadoras de aeronaves avançadas, são as características tabuladas na coluna da direita da Tabela 1, que presumivelmente descrevem uma aeronave ideal para viagens interestelares: capacidade de viajar em velocidades superluminais em relação ao referencial do espaço de fundo, energias de ligação dos materiais reforçadas (isto é, “endurecidas”) em relação ao ambiente, diminuição da massa efetiva em relação ao ambiente, um referencial temporal acelerado que permitiria mudanças rápidas de trajetória em relação ao referencial de repouso do fundo sem tensão interna excessiva e a geração de forças semelhantes à gravidade com geometria arbitrária, tudo com base na reestruturação das variáveis do espaço-tempo do vácuo. Por mais vanguardistas que pareçam, essas características estão totalmente de acordo com os princípios da relatividade geral tal como hoje entendidos. Um desafio que permanece é desenvolver a compreensão dos projetos tecnológicos pelos quais tal reestruturação do vácuo poderia ser gerada na escala necessária para implementar as modificações do espaço-tempo. Apesar dos desafios, os cálculos de amostra aqui apresentados indicam a direção de tendências potencialmente úteis, deriváveis da aplicação dos princípios da relatividade geral numa abordagem de engenharia da métrica, com resultados limitados apenas pelo que é alcançável na prática em termos de engenharia. Esta última, porém, é uma restrição assustadora. Neste ponto da consideração de conceitos tão incipientes, dado o nosso nível atual de evolução tecnológica, é prematuro sequer arriscar uma estratégia ótima, quanto mais tentar traçar um caminho crítico para o desenvolvimento de engenharia de tais tecnologias. Ainda assim, somente pela investigação rigorosa desses conceitos se pode esperar chegar a uma avaliação adequada das possibilidades inerentes à evolução das tecnologias avançadas de voo espacial.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.

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Figure 3. Alcubierre Warp Drive Metric Structure IV. Discussion This paper has considered the possibility—even likelihood—that future developments with regard to advanced aerospace technologies will trend in the direction of manipulating the underlying spacetime structure of the vacuum of space itself by processes that can be called vacuum engineering or metric engineering. Far from being simply a fanciful concept, a significant literature exists in peer-reviewed, Tier 1 physics publications in which the topic is explored in detail.[footnote 3] The analysis presented herein, a form of general relativity for engineers, takes advantage of the fact that in GR a minimal-assumption, metric tensor approach can be used that is model-independent—that is, it does not depend on knowledge of the specific mechanisms or dynamics that result in spacetime alterations but rather only assumes that a technology exists that can control and manipulate (that is, engineer) the spacetime variables to advantage. Such an approach requires only that the hypothesized spacetime alterations result in effects consonant with the currently known GR physics principles. In the metric engineering approach, the application of the principles gives precise predictions as to what can be expected as spatial and temporal variables are altered from their usual (that is, flat space) structure. Signatures of the predicted contractions and expansions of space, slowdown and speedup of time, alteration of effective mass, speed of light and associated consequences, both as occur in natural phenomena in nature and with regard to spacetimes specifically engineered for advanced aerospace applications, are succinctly summarized in Table 1. Of particular interest with regard to innovative forms of advanced aerospace craft are the features tabulated in the right-hand column of Table 1, features that presumably describe an ideal craft for interstellar travel: an ability to travel at superluminal speeds ' See Reference 1 for a comprehensive introduction to the subject with contributions from lead scientists from around the globe. relative to the reference frame of background space, energy bonds of materials strengthened (that is, hardened) relative to the background environment, a decrease in effective mass vis-a-vis the environment, an accelerated timeframe that would permit rapid trajectory changes relative to the background rest frame without undue internal stress, and the generation of gravity-like forces of arbitrary geometry - all on the basis of restructuring the vacuum spacetime variables. As avant garde as such features appear to be, they are totally in conformance with the principles of general relativity as currently understood. A remaining challenge is to develop insight into the technological designs by which such vacuum restructuring can be generated on the scale required to implement the necessary spacetime modifications. Despite the challenges, sample calculations as presented herein indicate the direction of potentially useful trends derivable on the basis of the application of GR principles as embodied in a metric engineering approach, with the results constrained only by what is achievable practically in an engineering sense. The latter is, however, a daunting constraint. At this point in the consideration of such nascent concepts, given our present level of technological evolution, it is premature to even guess about an optimum strategy, let alone attempt to form a critical path for the engineering development of such technologies. Nonetheless, only through rigorous inquiry into such concepts can one hope to arrive at a proper assessment of the possibilities inherent in the evolution of advanced spaceflight technologies.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 16, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
29/03/2010 — Data da capa. ICOD (data-limite da informação): 1º de dezembro de 2009.
Documento
29/03/2010 — Capa, página física 1.
Publicação
Não estabelecida — Liberado na série DOW-UAP do Departamento de Guerra dos EUA.

Origem e divulgação

Defense Intelligence Agency (DIA), Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), programa AAWSAP; autor com nome substituído por “AAP Person 57” · DOW-UAP-D132_AAWSAP-DIRD-Advanced-Space-Propulsion-Based-on-Vacuum-Spacetime Metric-Engineering-March-29-2010.pdf

Conferidas no fac-símile as páginas 1, 2, 4, 5, 11 a 17.

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • Que resposta, se houve, a DIA deu a este relatório e às características de “aeronave ideal” que ele descreve?
  • A lista de efeitos observáveis foi usada pelo programa para comparar relatos de testemunhas ou ficou apenas no plano teórico? O DIRD sobre efeitos de campo em tecidos humanos fez esse tipo de ligação com testemunhas; este não faz.

GEOGRAFIA DO CASO

Relatório técnico, sem local de evento

Estudo teórico sem episódio nem local de observação.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. DOW-UAP-D132_AAWSAP-DIRD-Advanced-Space-Propulsion-Based-on-Vacuum-Spacetime Metric-Engineering-March-29-2010.pdf

    Páginas físicas 1 e 2 (capa e expediente), 4 e 5 (prefácio e introdução), 11 a 17 (seção III, figuras 1 a 3 e discussão final)

    DOW · 17 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

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