11/03/2010 / Relatório preparado para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA
DIA, 2010: estudo do AAWSAP aplica estatística à equação de Drake e estima a distância da civilização extraterrestre mais próxima
O relatório transforma cada fator da equação de Drake em variável aleatória e calcula uma distribuição de probabilidade para a distância até a civilização comunicante mais próxima. Todo o resultado numérico depende de valores de entrada escolhidos pelo autor; não é observação nem prova da existência de civilizações extraterrestres.
- Data do evento
- 11/03/2010
- Local
- Relatório preparado para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA
- Tema
- História da investigação
- Órgãos das fontes
- DOW
- Documentos
- 1 documento · 55 páginas
- Leitura
- 12 min
Capa de relatório oficialPágina física 1FONTES DOCUMENTAIS · DOW
O que os registros contam
Este é um estudo matemático, não um relato de avistamento. O DIRD “An Introduction to the Statistical Drake Equation”, de 11 de março de 2010, foi produzido no programa AAWSAP, e o nome do autor aparece substituído por “AAP Person 80”. Ele parte da busca por inteligência extraterrestre (SETI) e observa que, com os radiotelescópios de então, só se conseguia procurar sinais a algumas centenas de anos-luz, uma fração mínima da Via Láctea. Por isso, diz, não surpreende que 50 anos de SETI não tenham encontrado nenhuma civilização. A pergunta do trabalho é: a que distância estaria a mais próxima?
O primeiro passo é uma “lei da distância”. Tratando a galáxia como um cilindro de 100 mil anos-luz de diâmetro e 16 mil de espessura e supondo civilizações igualmente espaçadas, a distância média entre vizinhas depende só do número N de civilizações. O autor chama essa suposição de “maluca” e de ponto fraco do raciocínio, mas a usa por falta de algo melhor. Com N = 1, a distância seria de 28.845 anos-luz; com mil civilizações, 2.885; com um milhão, 288. O gráfico da figura 1 mostra essa curva.
Em seguida, o texto apresenta a equação de Drake, de 1961, que estima N como o produto de sete fatores, como o número de estrelas, a fração com planetas, com vida, com inteligência e com tecnologia de comunicação, e a duração dessa fase. O relatório reproduz a explicação de Carl Sagan no livro Cosmos. A proposta do autor é trocar cada fator, em geral um número único, por uma variável aleatória com média e desvio padrão. Pelo teorema do limite central, o produto de muitos fatores tende a uma distribuição lognormal, o que permite calcular médias, modas e intervalos.
No exemplo do relatório, com valores de entrada escolhidos pelo autor, a distância mais provável da civilização mais próxima seria de 1.933 anos-luz, a média de 2.670, e haveria 75% de probabilidade de ela estar entre 1.361 e 3.979 anos-luz. O texto avisa que, se os valores de entrada mudarem, todos os números mudam. Na conclusão, propõe um “princípio de enriquecimento de dados”, segundo o qual quanto mais fatores na equação, melhor, e imagina que a equação estatística possa virar um grande programa de computador, uma “Encyclopaedia Galactica”.
O estudo não menciona UFOs nem UAPs. Sua relação com o tema é indireta: trata da probabilidade de haver civilizações tecnológicas na galáxia e da distância até elas, o que ajuda a entender o leque de assuntos encomendados pelo programa. Os resultados são exercícios condicionais sobre números desconhecidos e não devem ser lidos como estimativa oficial da DIA sobre vida extraterrestre.
Mais imagens do documento


LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Traduzidos na íntegra: expediente (página 2), introdução e seção 2 (páginas 4 a 6), o início da seção 3 na página 7 (sem a longa citação de Carl Sagan, obra protegida por direitos autorais), os resultados das páginas 22 e 23 e as conclusões (páginas 23 e 24). Ficaram de fora as seções de desenvolvimento matemático (páginas 8 a 21) e os apêndices A e B (páginas 25 a 55), que repetem o raciocínio em equações; o apêndice B reproduz um artigo acadêmico do autor. As equações foram indicadas, não transcritas.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 2
Página física 2: expediente
Uma introdução à equação de Drake estatística. Preparado por: Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), Escritório de Alerta de Defesa, Diretoria de Análise, Agência de Inteligência de Defesa. Autor: [nome substituído por “AAP Person 80”]. Nota administrativa. AVISO DE DIREITOS AUTORAIS: não está autorizada a divulgação adicional das fotografias desta publicação. Este produto faz parte de uma série de relatórios de tecnologia avançada produzidos no ano fiscal de 2009 no Programa AAWSA do Escritório de Alerta de Defesa da DIA. Comentários ou perguntas devem ser enviados a [nome substituído por “AAP Person 1”], gerente do Programa AAWSA, DIA, aos cuidados de CLAR/DWO-3, Edifício 6000, Washington, DC 20340-5100.Nota editorial: Conferido pelo texto; nome do gerente sob tarja.
Conferir original em inglês
An Introduction to the Statistical Drake Equation. Prepared by: Acquisition Support Division (DWO-3) Defense Warning Office Directorate for Analysis Defense Intelligence Agency. Author: [AAP Person 80]. Administrative Note. COPYRIGHT WARNING: Further dissemination of the photographs in this publication is not authorized. This product is one in a series of advanced technology reports produced in FY 2009 under the Defense Intelligence Agency, Defense Warning Office's Advanced Aerospace Weapon System Applications (AAWSA) Program. Comments or questions pertaining to this document should be addressed to [AAP Person 1], AAWSA Program Manager, Defense Intelligence Agency, ATTN: CLAR/DWO-3, Bldg 6000, Washington, DC 20340-5100.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 4
Página física 4: introdução e início da seção 2
Uma introdução à equação de Drake estatística. 1. Introdução. O SETI (sigla de “Busca por Inteligência Extraterrestre”) é um ramo relativamente novo da pesquisa científica, iniciado apenas em 1959. Seu objetivo é verificar se existem civilizações alienígenas no universo, a que distância estão e, possivelmente, quanto são mais avançadas do que nós. Em 2009, as únicas ferramentas físicas que conhecemos para entrar em contato com alienígenas são as ondas eletromagnéticas que uma civilização alienígena poderia emitir e nós poderíamos detectar. Isso obriga a usar os maiores radiotelescópios da Terra, porque quanto maior a área de coleta, maior a sensibilidade (isto é, mais longe podemos sondar). Mesmo com os maiores radiotelescópios (a antena de 310 metros de Arecibo, por exemplo), não podemos procurar alienígenas além de algumas centenas de anos-luz. É uma porção muito, muito pequena do espaço dentro da nossa galáxia, a Via Láctea, que tem cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro. Assim, o SETI atual cobre uma fração minúscula da galáxia, e não surpreende que nos últimos 50 anos de buscas NENHUMA civilização extraterrestre tenha sido descoberta. Simplesmente não fomos longe o bastante! Isso exige radiotelescópios muito mais potentes e radicalmente novos. Em vez de grandes antenas metálicas, cujos problemas mecânicos atrapalham demais a pesquisa, estamos passando a “radiotelescópios de software”, em que muitas pequenas antenas (ATA = Allen Telescope Array, e ALMA = Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) ou até simples dipolos (LOFAR = Low Frequency Array), com eletrônica de ponta e computação de altíssima velocidade, superam em muitos aspectos os radiotelescópios clássicos. O sonho final é o SKA (Square Kilometer Array), em projeto e com conclusão prevista por volta de 2020. 2. A pergunta-chave: a que distância eles estão? Ou, mais corretamente, a que distância do Sistema Solar esperamos que esteja a civilização extraterrestre MAIS PRÓXIMA na galáxia? A pergunta foi enfrentada cientificamente pela primeira vez em 1961 pelo mesmo cientista que foi o primeiro radioastrônomo experimental do SETI: o americano Frank Donald Drake (nascido em 1930). Ele considerou primeiro a forma e o tamanho da Via Láctea, galáxia espiral com cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro e cerca de 16 mil anos-luz de espessura do disco a meio caminho do centro. Ou seja: o diâmetro da galáxia é de cerca de 100 mil anos-luz (al), e seu raio, R Galáxia, de cerca de 50 mil al.Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto de 2010 dá Frank Drake como vivo, o que era correto na data do relatório.
Conferir original em inglês
An Introduction to the Statistical Drake Equation. 1. Introduction. SETI (an acronym for “Search for Extraterrestrial Intelligence”) is a relatively new branch of scientific research, having begun only in 1959. Its goal is to ascertain whether alien civilizations exist in the universe, how far from us they exist, and possibly how much more advanced than us they may be. As of 2009, the only physical tools we know that could help us get in touch with aliens are the electromagnetic waves an alien civilization could emit and we could detect. This forces us to use the largest radiotelescopes on Earth for SETI research, because the higher our collecting area of electromagnetic radiation is, the higher our sensitivity is (that is, the farther in space we can probe). Yet, even by using the largest radiotelescopes on Earth (the 310-meter dish at Arecibo, for instance), we cannot search for aliens beyond, say, a few hundred light years away. This is a very, very small amount of space around us within our galaxy, the Milky Way, that is about 100,000 light years in diameter. Thus, current SETI can cover only a very tiny fraction of the galaxy, and it is not surprising that in the past 50 years of SETI searches, NO extraterrestrial civilization was discovered. Quite simply, we did not get far enough! This demands the construction of much more powerful and radically new radiotelescopes. Rather than big and heavy metal dishes, whose mechanical problems hamper SETI research too much, we are now turning to “software radiotelescopes,” where a large number of small dishes (ATA = Allen Telescope Array, and ALMA = Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) or even just of simple dipoles (LOFAR = Low Frequency Array) using state-of-the-art electronics and very-high-speed computing can outperform the classical radiotelescopes in many regards. The final dream in this field is the SKA (= Square Kilometer Array), currently being designed and expected to be completed around 2020. 2. The Key Question: How Far are They? But still, the key question remains: how far are they? Or, more correctly, how far do we expect the NEAREST extraterrestrial civilization to be from the Solar System in the galaxy? This question was first faced in a scientific manner back in 1961 by the same scientist who also was the first experimental SETI radio astronomer ever: the American, Frank Donald Drake (born 1930). He first considered the shape and size of the galaxy where we are living: the Milky Way. This is a spiral galaxy measuring some 100,000 light years in diameter and some 16,000 light years in thickness of the Galactic Disk at half-way from its center. That is: The diameter of the galaxy is (about) 100,000 light years, (abbreviated ly) i.e., its radius, R Galaxy, is about 50,000 ly.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 4, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 5
Página física 5: modelo do cilindro e suposição de espaçamento uniforme
A espessura do disco galáctico a meio caminho do centro, h Galáxia, é de cerca de 16 mil al. O volume da galáxia pode então ser aproximado pelo do cilindro correspondente, [equação (1)]. Considere agora a esfera ao nosso redor com raio r, de volume [equação (2)]. Nesta equação, tivemos de dividir por 2 a distância “ET_Distance” até a civilização extraterrestre mais próxima porque vamos fazer a suposição injustificada de que todas as civilizações extraterrestres estão igualmente espaçadas na galáxia! É claramente uma suposição maluca, que deveria ser substituída por outras mais bem fundamentadas assim que soubermos mais sobre nossa vizinhança galáctica. No momento, porém, é o melhor palpite possível, e por isso a tomaremos como dada, cientes de que é um ponto fraco do raciocínio. Chamemos de N o número total de civilizações que vivem hoje na galáxia, incluindo a nossa. Esse número é desconhecido; só sabemos que N ≥ 1, já que pelo menos uma civilização existe! Supondo civilizações UNIFORMEMENTE ESPAÇADAS NA GALÁXIA, escrevemos a proporção [equação (3)]. Substituindo (1) e (2) em (3): [equação (4)]. A equação tem duas incógnitas, N e ET_Distance, e não sabemos para qual é melhor resolver. Podemos supor, porém, que recorrendo ao conhecimento (bastante incerto) sobre a evolução da galáxia nos últimos 10 bilhões de anos, calcularíamos de algum modo um valor aproximado de N. Então resolvemos (4) para ET_Distance e obtemos a DISTÂNCIA (MÉDIA) ENTRE QUALQUER PAR DE CIVILIZAÇÕES VIZINHAS NA GALÁXIA (LEI DA DISTÂNCIA)Nota editorial: Conferido pelo texto; equações indicadas entre colchetes porque o texto automático as deforma.
Conferir original em inglês
The thickness of the Galactic Disk at half-way from its center, h Galaxy, is about 16,000 ly. The volume of the galaxy may then be approximated as the volume of the corresponding cylinder, i.e. [equation (1)]. Now consider the sphere around us having a radius r. The volume of such a sphere is [equation (2)]. In the last equation, we had to divide the distance “ET_Distance” between ourselves and the nearest ET civilization by 2 because we are now going to make the unwarranted assumption that all ET civilizations are equally spaced from each other in the galaxy! This is a crazy assumption, clearly, and should be replaced by more scientifically-grounded assumptions as soon as we know more about our Galactic Neighborhood. At the moment, however, this is the best guess that we can make, and so we shall take it for granted, although we are aware that this is a weak point in the reasoning. Furthermore, let us denote by N the total number of civilizations now living in the galaxy, including ourselves. Of course, this number N is unknown. We only know that N ≥ 1 since one civilization does at least exist! Having thus assumed that ET civilizations are UNIFORMLY SPACED IN THE GALAXY, we can then write down the proportion: [equation (3)]. That is, upon replacing both (1) and (2) into (3): [equation (4)]. The last equation contains two unknowns: N and ET_Distance, and so we don't know which one it is better to solve for. However, we may suppose that, by resorting to the (rather uncertain) knowledge that we have about the Evolution of the galaxy through the last 10 billion years or so, we might somehow compute an approximate value for N. Then, we may solve (4) for ET_Distance thus obtaining the (AVERAGE) DISTANCE BETWEEN ANY PAIR OF NEIGHBORING CIVILIZATIONS IN THE GALAXY (DISTANCE LAW)Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 5, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 6
Página física 6: três cenários da lei da distância
[equação (5)], em que a constante positiva C é definida por [equação (6)] ≈ 28.845 anos-luz. As equações (5) e (6) são o ponto de partida para entender a origem da equação de Drake, discutida na seção 3. Completemos esta seção com três casos numéricos: • Sabemos que existimos, então N ≥ 1. Se estivermos sós na galáxia, N = 1, e a distância até a civilização mais próxima é a própria constante C, 28.845 anos-luz, mais ou menos a distância entre nós e o centro da galáxia (o bojo galáctico). Isso parece sugerir que, se não acharmos nenhuma civilização nesta periferia da galáxia, deveríamos procurar primeiro perto do centro galáctico, e é o que acontece: muitas buscas SETI apontam as antenas para o centro galáctico em busca de faróis (ver ref. [1]). • Se N = 1.000, isto é, cerca de mil civilizações comunicantes na galáxia, a distância média é de 2.885 anos-luz, que a maioria dos radiotelescópios da Terra não alcança hoje; daí a necessidade de radiotelescópios maiores, como ALMA, LOFAR e SKA. • Se N = 1.000.000, a distância média é de 288 anos-luz, dentro da faixa (superior) que os radiotelescópios atuais podem alcançar, o que justifica todas as buscas SETI dos primeiros cinquenta anos (1960-2010). Em conclusão, interpolando esses três casos, a lei da distância produz o seguinte diagrama-chave da distância média até os extraterrestres em função do número suposto de civilizações comunicantes, N, na galáxia neste momento (figura 1):Nota editorial: Conferido pelo texto; números conferidos com a figura da página 7.
Conferir original em inglês
[equation (5)] where the positive constant C is defined by [equation (6)] ≈ 28845 light years. Equations (5) and (6) are the starting point to understand the origin of the Drake equation that we discuss in detail in Section 3 of this paper. Let us just complete this section by pointing out three different numerical cases of the distance law (5): • We know that we exist, so N may not be smaller than 1, i.e., N ≥ 1. Suppose then that we are alone in the galaxy, i.e., that N=1. Then the distance law (5) yields as distance to the nearest civilization from us just the constant C, i.e., 28,845 light years. This is about the distance in between ourselves and the center of the galaxy (i.e. the Galactic Bulge). Thus, this result seems to suggest that, if we do not find any extraterrestrial civilization around us in these outskirts of the galaxy where we live, we should look around the Galactic Center first. And this is indeed what is happening, i.e., many SETI searches are actually pointing the antennas towards the Galactic Center, looking for beacons (see, for instance ref. [1]). • Suppose next that N=1000, i.e. there are about a thousand extraterrestrial communicating civilizations in the whole galaxy right now. Then the distance law (5) yields an average distance of 2,885 light years. This is a distance that most radiotelescopes in Earth may not reach for SETI searches right now: hence the need to build larger radiotelescopes, like ALMA, LOFAR and the SKA. • Suppose finally that N=1000000, i.e., there are a million communicating civilizations now in the galaxy. Then the distance law (5) yields an average distance of 288 light years. This is within the (upper) range of distances that our current radiotelescopes may reach for SETI searches, and that justifies all SETI searches that have been done so far in the first fifty years of SETI (1960-2010). In conclusion, interpolating the above three special cases of N, we may say that the distance law (5) yields the following key diagram of the average ET distance vs. the assumed number of communicating civilizations, N, in the galaxy right now (Figure 1):Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 6, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 7
Página física 7: legenda da figura 1 e início da seção 3
Figura 1. LEI DA DISTÂNCIA, isto é, a distância média (no eixo vertical, em anos-luz) em função do NÚMERO de civilizações comunicantes SUPOSTAS existentes na galáxia neste momento. 3. Cálculo de N pela equação de Drake (1961). Na seção anterior, o problema de saber quão perto pode estar a civilização extraterrestre mais próxima foi “resolvido” ao reduzi-lo ao cálculo de N, o número total de civilizações extraterrestres hoje existentes na galáxia. Nesta seção se descreve a famosa equação de Drake, proposta em 1961 por Frank Donald Drake (nascido em 1930) para estimar o valor de N. Acreditamos que não há descrição introdutória melhor do que a de Carl Sagan no livro “Cosmos”, de 1983 (ref. [2]), baseado na famosa série de TV. Por isso, reproduzimos aqui na íntegra a descrição de Sagan. [segue citação de Carl Sagan, não traduzida por direitos autorais; abre com a pergunta “Mas há alguém lá fora com quem conversar?”]Nota editorial: Conferido no fac-símile. O livro Cosmos é de 1980; o relatório indica 1983. A citação de Sagan (páginas 7 a 10) não foi traduzida por ser obra protegida.
Conferir original em inglês
Figure 1. DISTANCE LAW; i.e., the Average Distance (plot along the vertical axis in light years) Versus the NUMBER of Communicating Civilizations ASSUMED to Exist in the Galaxy Right Now. 3. Computing N By Virtue of the Drake Equation (1961). In the previous section, the problem of finding how close the nearest ET civilization may be was “solved” by reducing it to the computation of N, the total number of extraterrestrial civilizations now existing in this galaxy. In this section the famous Drake equation is described, that was proposed back in 1961 by Frank Donald Drake (born 1930) to estimate the numerical value of N. We believe that no better introductory description of the Drake equations exists other than the one given by Carl Sagan in his 1983 book “Cosmos” (ref. [2]), in its turn based on the famous TV series “Cosmos.” So, in this paragraph we report Carl Sagan's description of the Drake equation unabridged. [quotation from Carl Sagan follows]Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 7, contando a capa.
TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 22
Página física 22: figura 3 e distâncias moda e média
É esclarecedor traçar o gráfico da densidade de probabilidade de ET_Distance (9): [figura 3] Figura 3. Probabilidade de encontrar a civilização extraterrestre mais próxima à distância r da Terra (em anos-luz), se os valores supostos na equação de Drake forem os da tabela de entrada 1. A densidade f ET_Distance (r) é dada pela equação (9). Sua moda (abscissa do pico) é de 1.933 anos-luz, mas a média é maior, porque a curva tem uma cauda longa à direita: 2.670 anos-luz. O desvio padrão é de 1.309 anos-luz: ISSO É UMA BOA NOTÍCIA PARA O SETI, pois a civilização mais próxima poderia estar a apenas 1 sigma = 2.670 - 1.309 = 1.361 anos-luz de nós. Pela figura 3, a probabilidade de encontrar extraterrestres é praticamente zero até cerca de 500 anos-luz da Terra; depois aumenta e chega ao máximo em r moda ≈ 1.933 anos-luz (14). Este é o VALOR MAIS PROVÁVEL da distância da civilização mais próxima. Não é o valor médio da distribuição (9): a densidade tem uma cauda infinita à direita, e por isso a média é maior que o pico. Conforme (10) e (12), a média é ≈ 2.670 anos-luz. Esta é a DISTÂNCIA MÉDIA em que podemos esperar encontrar extraterrestres.Nota editorial: Conferido no fac-símile.
Conferir original em inglês
It is clarifying to draw the graph of the ET_Distance probability density (9): [Figure 3] Figure 3. The Probability of Finding the Nearest Extraterrestrial Civilization at the distance r From Earth (in light years) if the Values Assumed in the Drake Equation are Those Shown in Input Table 1. The relevant probability density function f ET_Distance (r) is given by equation (9). Its mode (peak abscissa) equals 1933 light years, but its mean value is higher since the curve has a long tail on the right: the mean value equals in fact 2670 light years. Finally, the standard deviation equals 1309 light years: THIS IS GOOD NEWS FOR SETI, inasmuch as the nearest ET galaxy civilization might lie at just 1 sigma = 2670-1309 = 1361 light years from us. From Figure 3 we see that the probability of finding extraterrestrials is practically zero up to a distance of about 500 light years from Earth. Then it starts increasing with the increasing distance from Earth, and reaches its maximum at r mode = r peak ≈ 1,933 light years. (14) This is the MOST LIKELY VALUE of the distance at which we can expect to find the nearest extraterrestrial civilization. It is not the mean value of the probability distribution (9) for f ET_Distance (r). In fact, the probability density (9) has an infinite tail on the right, as clearly shown in Figure 3, and hence its mean value must be higher than its peak value. As given by (10) and (12), its mean value is r mean_value ≈ 2670 light years. This is the MEAN (value of the) DISTANCE at which we can expect to find extraterrestrials.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 22, contando a capa.
TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 23
Páginas físicas 23 e 24: intervalo de 75%, princípio de enriquecimento de dados e conclusões
Encontradas as duas distâncias acima (1.933 e 2.670 anos-luz), a pergunta seguinte é: “qual é a faixa em torno da distância média dentro da qual podemos esperar encontrar extraterrestres com as maiores esperanças?” A resposta é dada pelo desvio padrão, já obtido em (11) e (13): σ ≈ 1.309 anos-luz, o chamado nível de 1 sigma. A teoria da probabilidade mostra que se espera que a civilização mais próxima esteja entre (2.670 - 1.309) = 1.361 e (2.670 + 1.309) = 3.979 anos-luz, com probabilidade dada pela integral de f ET_Distance (r) entre esses limites: ≈ 0,75 = 75% (15). Em palavras simples: com 75% de probabilidade, a civilização extraterrestre mais próxima está entre 1.361 e 3.979 anos-luz de nós, supondo os valores de entrada da tabela 1. Se mudarmos esses valores, é claro que todos os números mudam. 9. O “princípio de enriquecimento de dados” como a melhor consequência do teorema do limite central (TLC) para a equação de Drake estatística (qualquer número de fatores). Como coroamento das equações desenvolvidas, enunciamos nosso “PRINCÍPIO DE ENRIQUECIMENTO DE DADOS”: “Quanto maior o número de fatores na equação de Drake estatística, melhor.” Dito assim, parece apenas outro modo de dizer que o TLC faz a variável Y se aproximar da distribuição normal quando o número de termos da soma (4) tende ao infinito. E é isso mesmo. 10. Conclusões. Procuramos estender a equação de Drake clássica para que abranja estatística e probabilidade. Essa abordagem parece abrir caminho para investigações futuras mais profundas, destinadas não só a associar “barras de erro” a cada fator, mas sobretudo a aumentar o número de fatores. Parece ser o único modo de incorporar à equação cada vez mais informação científica nova assim que disponível. No longo prazo, a equação de Drake estatística poderia se tornar um enorme programa de computador, crescendo em tamanho e na profundidade da informação científica que contém. Seria assim a primeira “Encyclopaedia Galactica” da humanidade. [p. 24] Infelizmente, para estender a equação de Drake à estatística, foi preciso um aparato matemático mais sofisticado do que o simples produto de sete números.Nota editorial: Conferido no fac-símile da página 23; página 24 pelo texto (duas linhas).
Conferir original em inglês
After having found the above two distances (1933 and 2670 light years, respectively), the next natural question that arises is: “what is the range, back and forth around the mean value of the distance, within which we can expect to find extraterrestrials with “the highest hopes?” The answer to this question is given by the notion of standard deviation that we already found to be given by (11) and (13), σ ET_Distance ≈ 1309 light years. More precisely, this is the so-called 1-sigma (distance) level. Probability theory then shows that the nearest extraterrestrial civilization is expected to be located within this range, i.e. within the two distances of (2670-1309) = 1361 light years and (2670+1309) = 3979 light years, with probability given by the integral of f ET_Distance (r) taken in between these two lower and upper limits, that is: ≈ 0.75 = 75% (15). In plain words: with 75 percent probability, the nearest extraterrestrial civilization is located in between the distances of 1361 and 3979 light years from us, having assumed the input values to the Drake Equation given by table 1. If we change those input values, then all the numbers change again, of course. 9. The “Data Enrichment Principle” as the Best CLT Consequence Upon the Statistical Drake Equation (Any Number of Factors Allowed). As a fitting climax to all the statistical equations developed so far, let us now state our “DATA ENRICHMENT PRINCIPLE.” It simply states that “The Higher the Number of Factors in the Statistical Drake equation, The Better.” Put in this simple way, it simply looks like a new way of saying that the CLT lets the random variable Y approach the normal distribution when the number of terms in the sum (4) approaches infinity. And this is the case, indeed. 10. Conclusions. We have sought to extend the classical Drake equation to let it encompass Statistics and Probability. This approach appears to pave the way to future, more profound investigations intended not only to associate “error bars” to each factor in the Drake equation, but especially to increase the number of factors themselves. In fact, this seems to be the only way to incorporate into the Drake equation more and more new scientific information as soon as it becomes available. In the long run, the Statistical Drake equation might just become a huge computer code, growing in size and especially in the depth of the scientific information it contains. It would thus be Humanity's first “Encyclopaedia Galactica.” [p. 24] Unfortunately, to extend the Drake equation to Statistics, it was necessary to use a mathematical apparatus that is more sophisticated than just the simple product of seven numbers.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 23, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 11/03/2010 — Data de capa. ICOD: 1º de dezembro de 2009.
- Documento
- 11/03/2010 — Capa, página física 1.
- Publicação
- Não estabelecida — Liberado na série DOW-UAP em 18/09/2026.
Origem e divulgação
Defense Intelligence Agency (DIA), Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), programa AAWSAP; autor com nome substituído por “AAP Person 80” · DOW-UAP-D127_AAWSAP-DIRD-An-Introduction-to-the-Statistical-Drake-Equation-March-11-2010.pdf
Conferidas no fac-símile as páginas 1, 4, 6, 7, 22 e 23; demais páginas pelo texto e notas de leitura.
Relatos relacionados e suas diferenças
Perguntas para continuar a investigação
- Por que um programa voltado a ameaças aeroespaciais estrangeiras encomendou um estudo sobre a probabilidade de civilizações extraterrestres?
- Os valores de entrada da tabela 1 foram discutidos com a DIA ou são apenas ilustrativos, como o texto sugere?
GEOGRAFIA DO CASO
Relatório técnico, sem local de evento
Estudo matemático sem episódio nem local de observação.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- DOW-UAP-D127_AAWSAP-DIRD-An-Introduction-to-the-Statistical-Drake-Equation-March-11-2010.pdf
Páginas físicas 1 e 2 (capa e expediente), 4 a 7 (introdução e lei da distância), 22 a 24 (resultados e conclusões)
DOW · 55 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


