Verão de 1952 ou 1953, segundo a carta de 1958 ("5 ou 6 anos atrás") / Fazenda no sul do Michigan, junto à divisa com Indiana, EUA
Divisa Michigan-Indiana, por volta de 1952: mãe e filha dizem que um objeto silencioso seguiu o carro até a fazenda
Em 1958, uma viúva de Elkhart, Indiana, escreveu ao FBI contando que anos antes, numa noite de verão, um objeto escuro com luzes piscando acompanhou seu carro até a fazenda da família e pairou sobre a horta. O FBI apenas repassou a carta à Força Aérea, à Marinha e ao Exército, sem investigar.
- Data do evento
- Verão de 1952 ou 1953, segundo a carta de 1958 ("5 ou 6 anos atrás")
- Local
- Fazenda no sul do Michigan, junto à divisa com Indiana, EUA
- Tema
- Arquivo do FBI
- Órgãos das fontes
- FBI
- Documentos
- 1 documento · 290 páginas
- Leitura
- 12 min
Carta manuscritaPágina física 30FONTES DOCUMENTAIS · FBI
O que os registros contam
Em março de 1958, o FBI recebeu uma carta manuscrita de sete folhas assinada pela Sra. Harold Ferguson, de Elkhart, Indiana. Ela abre com a frase "Esta é a história verdadeira dos nossos visitantes do espaço, 5 ou 6 anos atrás". Na época, vivia com o marido e três filhas numa fazenda no Michigan, bem na divisa com Indiana. A filha mais velha trabalhava nas férias de verão como garçonete num clube de campo a cerca de sete milhas, e a mãe ia buscá-la à meia-noite.
Numa dessas noites, logo depois de sair da rodovia, as duas notaram um objeto em movimento um pouco à frente, ao lado da estrada. Tinha luzes pequenas que acendiam e apagavam; quando se apagavam, via-se uma forma escura. Não havia ruído algum. Segundo a carta, nas três milhas até a casa o objeto parava sobre cada entrada de propriedade e cada estrada lateral até ver se o carro dobraria, e depois deslizava adiante, logo acima das árvores. Quando o carro entrou na fazenda, ele entrou também e ficou parado sobre a horta, baixo e sem som de motor.
Mãe e filha desceram do carro e, nas palavras dela, as duas partes "se encararam por muito tempo". Depois o objeto seguiu pelo campo em direção ao rio. Elas entraram em casa sem dizer nada. A carta passa então a uma série de fatos que a autora atribui aos mesmos visitantes: o cachorro latindo toda noite quando a última luz se apagava, jornais e revistas que ela deixava de propósito na casinha do quintal e que sumiam de manhã, e uma luz vermelha redonda "do tamanho de um prato de torta" vista pela filha mais nova no quintal.
Ela conta ainda que uma noite o latido do cachorro foi cortado de repente e que de manhã o encontrou desacordado no meio do quintal; ele levou três meses para se recuperar. Semanas depois, diz ter achado na casinha um jornal estranho com uma folha que servia de chave para a escrita, feita de grupos de três pequenos círculos, que ela desenhou na carta. O jornal teria sido queimado por alguém da casa. Na mesma manhã, afirma ter visto da janela de cima, junto ao rio, um disco transparente em forma de iglu, com um grande anel interno que se acendeu em cores antes de subir e parecer uma estrela.
A autora reconhece por escrito que não tem prova de nada disso. Diz que o marido morrera dois anos antes, que alugou a fazenda e se mudou com as filhas para Elkhart, e pede resposta por intermédio de uma amiga, porque a família não acreditaria na história. Em 17 de março de 1958, Hoover mandou cópia da carta ao Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea, à inteligência naval, à inteligência do Exército e ao escritório de Indianápolis, informando que o FBI não tomaria providência. A nota interna registra que não havia nada sobre a remetente nos arquivos e que ela não receberia resposta.
O documento é o relato de uma única testemunha, escrito muitos anos depois do fato, sem data exata, sem nome da filha que estava no carro e sem qualquer apuração. O desenho dos símbolos e a descrição do disco transparente são dela, não do FBI. Não há registro de que a Força Aérea tenha procurado a família, nem de que alguém tenha ido ao local conferir a horta, o pomar ou a casinha citados na carta.
Mais imagens do documento


LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Traduzidas na íntegra as sete folhas da carta manuscrita (páginas físicas 30 e 32 a 37) e o ofício do FBI da página 28, todos conferidos na imagem. Omitidos: o nome e o endereço da amiga em Elkhart para quem a resposta deveria ser enviada (terceira pessoa sem relação com o relato) e, na nota interna do FBI, o juízo de um funcionário sobre a saúde da remetente, por ser dado de saúde de particular. A página 31 é verso com carimbos de recebimento, sem texto.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 28
Ofício do FBI, página física 28 (íntegra, com uma omissão)
Data: 17 de março de 1958. Para: diretor de Investigações Especiais, Inspetor-Geral, Departamento da Força Aérea, Edifício Tempo E, 4th and Adams Drive, S. W., Washington, D. C. De: John Edgar Hoover, diretor do FBI. Assunto: Discos voadores. Diversos, informação sobre. Segue anexa, para seu conhecimento, cópia de uma carta enviada a este Bureau pela Sra. Harold Ferguson, de Elkhart, Indiana, que se explica por si mesma. Este Bureau não pretende tomar nenhuma providência a respeito. Anexo. 1 via ao diretor de Inteligência Naval (com anexo). 1 via ao subchefe de Estado-Maior de Inteligência do Departamento do Exército, aos cuidados do chefe da Divisão de Segurança (com anexo). 1 via a Indianápolis (com anexo). Nota: a Sra. Ferguson conta ter visto discos voadores e expressa sua crença de que homens do espaço vinham pousando perto de sua casa e levando jornais e revistas que ela deixava do lado de fora para eles. Nenhuma providência para o Bureau além da distribuição indicada. Nada consta nos arquivos sobre Ferguson. Não convém responder [trecho omitido: juízo do funcionário sobre a saúde da remetente]. A Força Aérea tem uma unidade para verificar relatos desse tipo.Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto automático trouxe a data como "March z?, 1958"; na imagem é 17 de março de 1958. "Minneapolis" aparece riscado e substituído por "Indianapolis". O nome da remetente está legível como Mrs. Harold Ferguson.
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Date: March 17, 1958. To: Director of Special Investigations, The Inspector General, Department of the Air Force, Building Tempo E, 4th and Adams Drive, S. W., Washington, D. C. From: John Edgar Hoover, Director, Federal Bureau of Investigation. Subject: FLYING SAUCERS, MISCELLANEOUS - INFORMATION CONCERNING. Enclosed for your information is a copy of a letter forwarded to this Bureau by Mrs. Harold Ferguson of Elkhart, Indiana, which is self-explanatory. No action in this connection is contemplated by this Bureau. Enclosure. 1 - Director of Naval Intelligence (Enclosure). 1 - Assistant Chief of Staff, Intelligence (Enclosure), Department of the Army, Attention: Chief, Security Division. 1 - Indianapolis (Enclosure). NOTE: Mrs. Ferguson relates having seen flying saucers and expresses her belief that outer spacemen have been landing in the vicinity of her home and taking newspapers and magazines which she left out for them. No action for the Bureau other than the dissemination indicated. Bufiles negative re Ferguson. No reply desirable [...]. AF has unit for checking such reports.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 28, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 30
Carta da Sra. Ferguson, folha 1, página física 30 (íntegra)
Esta é a história verdadeira dos nossos visitantes do espaço, 5 ou 6 anos atrás. Muita gente se pergunta se há pessoas vivendo em outros mundos, muitos gostariam de ter certeza e alguns gostariam de entrar em contato com elas. É claro que há pessoas vivendo pelo menos em outro mundo, e provavelmente em muitos. Meu marido, nossas três filhas e eu morávamos na nossa fazenda no Michigan (no fim do mundo). Nossa filha mais velha trabalhava como garçonete no clube de campo, a umas sete milhas de casa, naquelas férias de verão, para ajudar a pagar a faculdade. Eu ia buscá-la à meia-noite e esperava até ela ficar pronta para voltar. Uma noite, logo depois de sairmos da rodovia, notamos um objeto em movimento um pouco à nossa frente, ao lado da estrada. Tinha luzinhas que acendiam e apagavam e, por um segundo, quando as luzes se apagavam, dava para ver um objeto escuro em movimento, ou melhor, uma forma. Não havia absolutamente nenhum ruído, mas percebi na hora que havia seres humanos conduzindo aquilo. Eu estava a três milhasNota editorial: Conferido no fac-símile; manuscrito legível. O texto automático desta folha é quase todo ilegível e não foi usado. Grafias do original mantidas no inglês ("untill").
Conferir original em inglês
This is the true story of our visitors from outer space 5 or 6 years ago. Many people wonder whether there are people living in other worlds and many people wish they knew for sure and some people wish they could contact them. Of course there are people living in another world at least and probably many worlds. My husband and three daughters and I were living on our farm in Michigan (in the sticks). Our oldest daughter was working as a waitress about seven miles from our place at the Country Club, that summer vacation to help pay her college expenses. I would go after her at midnight then wait untill she was ready to go home. One night right soon after we left the highway we noticed this moving object a little ahead of us along the side of the road. It had tiny lights blinking on and off and for just a second when the lights were off we could see a dark moving object or shape is a better word. There was absolutely no noise whatever but I realized at once there were human beings guiding it. I was three milesConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 30, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 32
Carta, folha 2, página física 32 (íntegra)
da rodovia até em casa, e nesse trecho havia seis entradas de casas e três estradas saindo da estrada por onde íamos. Em cada lugar, esse avião de fora parava no ar até saber se íamos entrar ou seguir em frente, e então deslizava rapidamente à nossa frente. Eles ficavam logo acima das árvores e um pouco à nossa frente, o que mostra que eram pessoas muito inteligentes, porque, se ficassem atrás de nós, teríamos acelerado e entrado em pânico. Quando chegamos em casa, eles esperaram até entrarmos e então entraram também, sobre a nossa horta, ao lado da entrada da garagem. Minha filha desceu do carro do lado dela e eu do meu lado. Eles estavam a pouca distância de nós e muito mais baixo. Estavam imóveis e silenciosos, sem motor nenhum. Ficamos nos encarando por muito tempo, e me passou pela cabeça que provavelmente estavam tirando nossa foto. Fiquei completamente sem fala e maravilhada. Senti a enormidade daquilo que estava acontecendo. Eles vêm de um tempo sem fim, de uma distância sem fim; senti que aquilo vinha da própria eternidade. Depois de algum tempo, eles se moveram, primeiro atravessando o campo, em direção ao rio. Em silêncio, entramos em casaNota editorial: Conferido no fac-símile. A autora alterna "it" e "they" para o objeto; a tradução mantém o plural onde ela o usa. Repetição "from from" e grafias "staid", "thot" são do original.
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from the highway to our home which made six home driveways and three roads leading off of our road that we were traveling. At each place this outer plane would hover until they knew whether we were turning off or going on by, then they would swiftly glide on ahead of us, they staid just above the trees and a little ahead of us showing they were very intelligent people because had they staid behind us we would have speeded up and panicked. When we came to our place they hesitated until we turned in then they turned in over our garden beside the drive away. My daughter got out on her side and I got out on my side of the car. They were only a short distance from from us and down much lower. They were motionless and noiseless no motors at all. We stared at each other a long time, the thot crossed my mind that they were probably taking our picture. I was completely speechless and awed. I felt the enormity of this thing that was happening. They come from endless time endless distance I felt that it was out of eternity itself. After some time they moved first on across the field down towards the river. Silently we went in to the houseConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 32, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 33
Carta, folha 3, página física 33 (íntegra)
e fomos para a cama sem dizer uma palavra sobre aquilo. Não era hora de palavras; eu não queria quebrar o encanto daquele pedacinho de tempo sagrado da minha vida. Dali em diante, toda noite, nosso cachorro, que ficava amarrado à casinha dele no quintal dos fundos, latia por alguns minutos quando a última luz era apagada. Pelo latido eu sabia que não era outro bicho, mas uma pessoa lá fora. O velho pomar na beira do quintal estava abandonado, tomado de capim, arbustos, árvores pequenas e seis ou oito árvores grandes e velhas. Ali na beira, atrás de moitas altas de lilases, ficava a nossa indispensável casinha (a "biblioteca"). Notei que os jornais e as revistas sumiam toda manhã. Eu tinha uma boa ideia do que estava acontecendo, então passei a deixar jornais e revistas lá de propósito toda tarde e a conferir de manhã, e eles sempre tinham sumido. Um dia nossa filha mais nova comentou que toda noite, quando apagava a luz, o cachorro latia e ela via uma luz vermelha redonda e esquisita lá no quintal. Naquela noite, quando o cachorro começou a latir, abriNota editorial: Conferido no fac-símile. "Little square (library)" é referência bem-humorada à casinha externa (latrina) onde a família deixava leitura; a tradução usa "casinha" com a palavra "biblioteca" entre aspas, como no original.
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and on to bed without saying a word about it. It was no time for words I didn't want to break the wonderment of this little piece of sacred time in my life. Every night from now on our dog which was tied nights to his dog house in the back yard would bark just a few minutes when the last light was turned off. I could tell by his bark that it was not just another animal but a person out there. The old orchard at the edge of the yard was wild and grown up with grass and bushes and small trees and six or eight old big trees. There on the edge behind high bushes of lilacs stood our indispensable little square (library). I noticed that the newspapers and magazines were missing every morning. I had a good idea of what was going on so I purposly put out newspapers and magazines every evening then checked in the morning and they were always gone. One day our youngest daughter mentioned that every night when she turns off her light the dog would bark and she'd see a peculiar red round light out there in the back yard. That night when the dog started to bark I openedConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 33, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 34
Carta, folha 4, página física 34 (íntegra)
a porta dela para ver como era. A luz era do tamanho de um prato de torta, vermelha, mas não lançava um facho como as nossas lanternas; ainda assim tinha profundidade. Eram pelo menos duas pessoas: uma esperava do lado de fora e vigiava enquanto a outra entrava para pegar os jornais. Morávamos bem na divisa entre os estados e recebíamos jornais de Indiana, então toda tarde eu deixava lá o Elkhart Truth, o South Bend Tribune, o Chicago Sunday Tribune e revistas. Uma noite o cachorro estava solto e começou a latir, mas o latido foi cortado de repente. Nunca vou esquecer aquele som. Achei que o tinham matado, mas não tive coragem de sair para ver. Levantei cedo na manhã seguinte e vi que ele tinha corrido até o meio do quintal e caído assim, correndo. Estava desacordado, mas não morto. Passei bem ao lado dele e ele não se mexeu. Essa foi mais uma prova da bondade e das qualidades humanas deles, porque a lanterna deles era uma luz de raio e poderiam tê-lo matado se quisessem. Ele voltou a si o bastante para se ajeitar numa posição mais confortável antes queNota editorial: Conferido no fac-símile. Nomes dos jornais conferidos na imagem: The Elkhart Truth, South Bend Tribune e Chicago Sunday Tribune.
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her door to see what it looked like. The light was the size of a pie plate it was red but it didn't throw a beam of light like our flashlights but it did have depth. There were at least two people one waited outside and watched while the other one went inside to get the papers. We lived right on the state line and we got Indiana papers so every evening I'd put out The Elkhart Truth, the South Bend Tribune and Chicago Sunday Tribune and magazines. One night the dog was not tied and he started to bark but his bark was sliced off. I'll never forget the sound of it. I supposed that they killed him but I was not brave enough to go out and look. I got up early the next morning to see he had run half way across the yard and he had fallen over just as he ran. he was unconcious but not dead. I walked right by him but he didn't move. This was another proof of their goodness and human qualities because their flashlight was a ray light and they could have killed him had they wanted to. He came to enough to pull himself into a more comfortable position beforeConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 34, contando a capa.
TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 35
Carta, folha 5, página física 35 (íntegra, com o desenho)
as meninas se levantassem. Só ao meio-dia ele conseguiu andar, e levou três meses para ficar bom de novo. Uma manhã, no fim das seis semanas, encontrei um jornal estranho na prateleira da nossa ("biblioteca"). Em cima dele havia uma folha de papel branco de boa qualidade com a chave da escrita do jornal. As letras deles são quase como as nossas, algumas exatamente iguais, mas eles usam três letras juntas em vez de uma só. [desenho: fileiras de grupos de três pequenos círculos] Imagino que ouvi-los ler soaria como uma cantilena de frases. Não usavam ponto final nem pontuação de espécie alguma. Nem letras maiúsculas. Sei que eles devem ter aprendido a ler o nosso material impresso, mas, se os ouvíssemos ler, não entenderíamos; quero dizer, a nossa própria língua. Mas tenho certeza de que eles captam o sentido certo. Escondi o jornal até decidir o que fazer com ele, mas alguém o encontrou e o queimou. Sinto-me péssima por isso; sei queNota editorial: Conferido no fac-símile. O desenho ocupa o meio da folha e é reproduzido nas imagens do dossiê. A expressão "the six weeks" não tem antecedente claro na carta; mantida literal.
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the girls got up. It was noon before he could walk and three months before he was well again. One morning at the end of the six weeks I found a strange newspaper on the shelf in our (library). On top of the paper was a good quality sheet of white paper with the key to the print in the newspaper. There letters are almost like ours a couple exactly like ours however they use three letters together instead of one alone. [drawing: rows of groups of three small circles] I suppose to hear them read it would sound like a sing song of phrases. They didn't use end of sentence dots or punctuations of any kind. No capital letters either. I know that they must have learned to read our printed matter but if we heard them read it we wouldn't understand it I mean our own language. I'm sure that they get the the right meaning tho. I hid the newspaper untill I could decide what to do with it but some one found it and burned it up. I feel terrible about it I know itConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 35, contando a capa.
TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 36
Carta, folha 6, página física 36 (íntegra)
é imperdoável, mas foi o que aconteceu. Na manhã em que encontrei o jornal, subi e olhei pelo pomar em direção ao rio, e lá estava o disco voador. Era feito de um material transparente como vidro e tinha forma de cúpula, como um iglu. Dentro havia um anel grande (como uma argola de guardanapo), só que enorme, e tudo ficava dentro desse anel. Enquanto eu olhava, o anel inteiro se acendeu em cores e não pude mais ver o que havia dentro. Ele subiu em linha reta e aparecia com muita nitidez contra as árvores, mas, depois que passou acima delas, parecia exatamente uma estrela. Os pilotos provavelmente os viram muitas vezes sem perceber o que estavam vendo. Eles provavelmente não usavam aquilo para viajar pelo espaço, mas tinham uma nave enorme em algum lugar e usavam aquele só para andar aqui na Terra; provavelmente tinham outros em algum lugar. Meu marido morreu há dois anos, então aluguei a fazenda, e minhas filhas e eu moramos agora em Elkhart, Indiana. Por isso não sei se eles voltaram ou não. Sei que não tenho prova de que isto seja verdade, mas pensei em ver se o governo acreditaria em alguma coisa. O povo do espaço sabe lerNota editorial: Conferido no fac-símile.
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is unforgivable but that is what did happen anyway. The morning that I found the newspaper I went upstairs and looked down across the orchard to the river and there was the flying saucer. It was made of transparent material like glass it was dome shaped like an eskimo hut. Inside was a large ring (like a napkin ring) only huge and every thing was inside this ring and as I looked the whole ring was lit up in colors and I could no longer see inside the ring. It rose straight up and showed very plainly against the trees but after it was above the trees it looked just like a star. Pilots probably saw them many times and didn't realize what they were looking at. They probably didn't use this for outer space travel but had a huge ship plane somewhere and used this only for travel on this earth, they probably had more of them somewhere. My husband died two years ago so I rented the farm and my daughters and I live in Elkhart, Indiana now. So I don't know if they ever came back or not. I know that I have no proof that this is true but I thought I'd see if the government did believe any of it. Outer space people can readConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 36, contando a capa.
TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 37
Carta, folha 7, página física 37 (íntegra, com uma omissão)
a nossa escrita; se instalassem uma estação com a nossa escrita em luzes de neon, eles poderiam entender o que é e que seria para uma troca de jornais. Imagino que estejam bem aborrecidos com os nossos Sputniks, e eles poderiam nos dar muito conhecimento de que precisamos se conseguíssemos entrar em contato com eles. Se o senhor achar que não há nada nisto e não acreditar, não responda. Se quiser responder, mande a carta para uma amiga minha; não pode escrever para minha casa, porque meus próprios parentes me internariam se soubessem que escrevi ao senhor, pois com certeza não acreditariam. Por isso nunca falei disso com ninguém. (Ah, sim: a nossa foto estava lá dentro.) Meu nome: Sra. Harold Ferguson. Ponha sua carta num envelope fechado com o meu nome e coloque dentro de outro envelope endereçado a [nome e endereço de uma amiga em Elkhart, Indiana, omitidos].Nota editorial: Conferido no fac-símile. Nome e endereço da amiga omitidos pela redação. "Nossa foto estava lá dentro" não diz a que se refere; pela sequência, pode ser o jornal estranho ou o objeto que ela imaginou estar fotografando a família. Mantido literal.
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our print if they would put up a station with our print in neon lights they could understand what it is and that it would be for an exchange of newspapers. I imagine that they are quite disgusted with our sputniks and they could give us much knowledge that we need if we could contact them. If you think that there is nothing to this and you don't believe it don't answer if you want to answer send a letter to a friend of mine you can't write to my home because my own relatives would lock me up if they knew that I wrote to you because they definitly would not believe it so I never talked about this to any one (Oh yes our picture was inside) my name Mrs. Harold Ferguson put your letter in a sealed envelope with my name on it and put it in another envelope and address to [name and address of a friend in Elkhart, Indiana].Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 37, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- Não estabelecida — A carta, recebida em março de 1958, diz "5 ou 6 anos atrás", o que aponta para o verão de 1952 ou 1953. Sem data exata.
- Documento
- 17/03/1958 — Ofício de Hoover de 17/03/1958. A carta não tem data; os carimbos de recebimento do FBI são de março de 1958.
- Publicação
- Não estabelecida — Documento interno, sem publicação na época.
Origem e divulgação
FBI (sede em Washington), custódia; autoria da carta: Sra. Harold Ferguson · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_9.pdf
Páginas físicas 28, 30 e 32 a 37 conferidas na imagem. Página 31: verso com carimbos.
Perguntas para continuar a investigação
- A Força Aérea chegou a registrar ou investigar o relato depois do encaminhamento de março de 1958?
- A filha que estava no carro deixou algum depoimento próprio sobre a noite na estrada?
GEOGRAFIA DO CASO
Sul do Michigan, na divisa com Indiana, perto de Elkhart
Referência aproximada posicionada pela redação a partir da carta, que fala em fazenda no Michigan "bem na divisa" e em jornais de Elkhart e South Bend. O local exato da fazenda não é informado.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_9.pdf
Página física 28: carta de J. Edgar Hoover ao OSI da Força Aérea, 17/03/1958, que encaminha a carta da Sra. Ferguson · Páginas físicas 30 e 32 a 37: carta manuscrita da Sra. Harold Ferguson, de Elkhart, Indiana, recebida pelo FBI em março de 1958 (sete folhas; a página 31 é verso com carimbos)
FBI · 290 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

