UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

Data: 22/11/1963 (data da carta)Local: Chiriaco Summit, Califórnia, EUA

Chiriaco Summit, 1963: carta à NASA propõe um motor de fusão de hidrogênio para discos voadores

Em 22 de novembro de 1963, Barry Storm escreveu à NASA dizendo ter visto vários UFOs e propondo, como conceito, um motor de fusão de hidrogênio capaz de explicar o voo dos discos. A carta chegou ao FBI com uma anotação manuscrita de encaminhamento.

Arquivo do FBI
Data do evento
22/11/1963 (data da carta)
Local
Chiriaco Summit, Califórnia, EUA
Tema
Arquivo do FBI
Órgãos das fontes
FBI
Documentos
1 documento · 290 páginas
Leitura
8 min
Página datilografada com um esboço a lápis de reatores térmicos, tanque aquecedor e placa de empuxo, assinada Barry StormCarta e esboço técnicoPágina física 216
Carta e esboço técnico · Autoria de Barry Storm; arquivo do FBI · Página física 216 do arquivo divulgado. Segunda página da carta de Storm à NASA, com o final do conceito de motor de fusão, a frase sobre o uso militar e o esboço a lápis, com legendas "heater tank", "thermal reactors", "thrust plate" e "steering fins". Página física 216 da Seção 9. É um desenho de ideia feito pelo autor; não é projeto testado nem imagem de objeto observado. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · FBI

O que os registros contam

A carta de Barry Storm é datada de 22 de novembro de 1963 e foi escrita em papel timbrado de uma empresa de minerais de Chiriaco Summit, Califórnia. Dirige-se ao Escritório de Informação Científica e Técnica da NASA, em Washington. Alguém acrescentou à mão, ao lado do vocativo, as palavras "Flying Saucers". No alto da primeira página há uma nota manuscrita assinada "Tom", escrita depois de enviar o original ao destinatário, que sugere cuidar para que a carta não caia "em mãos erradas". O arquivo não explica quem é Tom nem como a cópia chegou ao FBI.

O autor se apresenta como leigo e cientista amador, leitor de publicações da NASA sobre propulsão nuclear de foguetes. Diz já ter visto vários objetos voadores não identificados, um deles em forma de disco gigantesco que teria realizado façanhas a velocidades incríveis, sem dar data, local ou detalhes. Também afirma conhecer relatos de naves desse tipo ao longo de séculos. Tudo isso é afirmação do próprio autor, sem outra fonte no documento.

A proposta é um conceito de propulsão que o autor cita de um tratado em preparação, "Os Mundos e Você em Formação". Quatro reatores térmicos angulados disparariam para um ponto central, atrás de placas de empuxo, de modo parecido com a extremidade de alimentação de um reator de cavidade gasosa. Nesse vórtice de hidrogênio superaquecido, vapor de urânio em fissão forneceria calor para a fusão controlada do hidrogênio, ou então correntes de hidrogênio seriam lançadas umas contra as outras por canhões aceleradores. Um esboço a lápis acompanha o texto.

O autor pensa que uma nave em forma de disco com motores desse tipo poderia pairar, pousar, decolar e mudar de velocidade e direção instantaneamente. Atribui aos "viajantes espaciais" um desenvolvimento adiantado de milhares de anos em relação ao nosso. É uma hipótese dele, não uma medição nem uma conclusão de órgão oficial. A carta não traz cálculos nem testes.

Na frase final, o autor diz que, mesmo que o conceito só funcione em parte, ele poderia permitir, em termos militares, pôr uma ogiva atômica em Moscou em minutos em vez de horas. A página 216 traz carimbo de recebimento de 27 de novembro de 1963, às 11h54, e a página 215, marcas do FBI com a data de 5 de dezembro de 1963. As duas páginas não registram resposta da NASA nem providência do FBI.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Traduzidas na íntegra as duas páginas da carta, inclusive a lista de produtos do papel timbrado, as anotações manuscritas e as legendas do esboço. O esboço foi descrito, não reproduzido em texto.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 215

Carta de Barry Storm à NASA, 22/11/1963, página 1, Section 9 página física 215 (íntegra, com anotações de encaminhamento)

[Papel timbrado: Storm-Jade Mountain Mines — As Minas Perdidas de Jade Maia. Chiriaco Summit, via Indio, Califórnia. Na lateral, lista de produtos da empresa: Storm-Jade, "Joia-Tesouro do Sudoeste" (nefritas, jadeítas, jades jadeíticos); "Raridades para colecionadores de pedras" (pré-jades, meta-jadeítas, orficalcita, californita, epídoto precioso, tulitas, pastelitas, granadas para lapidação, opalita agatizada, ágatas coloridas e de madeira, ágata teia-de-aranha, jaspe-ágata, feldspatos para lapidação, calcedônias coloridas, dolomitas coloridas, musgo-aventurina, quartzo rosa e cristalino, verde antigo, serpentina, piroxenito, pedra-maravilha, magnetita, hematita colorida, cristais de grossulária, cristais de diopsídio, actinolita, todas as combinações); pedra de construção e decorativa Storm-Jade (epídoto maciço, dolomitas coloridas, "madeira flutuante" clara, monzonito pontilhado, minérios de ferro coloridos).] [Nota manuscrita no alto: "Acabei de enviar o original ao destinatário. Talvez seja bom cuidar para que não caia em mãos erradas." assinada "Tom". Marcas: "FBI"; "Dez 5 1963"; "pg. 8 cópia ..." [ilegível]; carimbos REC-39 e 62-83894-433; "over" (verso).] 22 de novembro de 1963 Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço Escritório de Informação Científica e Técnica Washington, D.C. Senhores: [acrescentado à mão: Discos Voadores] Apresento-me como leigo e cientista amador em minhas próprias áreas, que leu os documentos públicos de vocês, "Propulsão Nuclear de Foguetes" e outros. Sou também uma pessoa que já viu vários objetos voadores não identificados. Um deles, de forma de disco gigantesco, realizou certas façanhas a velocidades incríveis, muito além do poder de qualquer sistema de propulsão que usamos hoje. Conheço também os avistamentos relatados de tais naves durante muitos séculos e em vários lugares. Sei ainda que o elo entre energia e matéria, o núcleo de próton do hidrogênio, foi provavelmente criado pela fusão eletromagnética de rádio-galáxias numa atmosfera original de elétrons. Naturalmente, pesquisei em diversas ocasiões assuntos pertinentes, tentando descobrir como operam essas naves espaciais interestelares. Talvez eu seja como muitos outros que não enxergam a floresta por causa das árvores. Mas posso ter dado com um sistema viável, capaz de ser criado com a nossa tecnologia, materiais e métodos atuais. No interesse primeiro dos Estados Unidos, repasso isso a vocês. Está incorporado a um tratado em que estou trabalhando, intitulado "Os Mundos e Você em Formação". Cito: "Os passageiros invisíveis dessas naves espaciais seriam então levados por motores de fusão atômica que queimavam matéria elementar, hidrogênio, do espaço interestelar? Poderiam usar um fluxograma de motor de hidrogênio que começa com entradas de hidrogênio e compressores de sucção que o levam a um tanque de combustível de hidrogênio líquido? Que dessa reserva de combustível continuamente ilimitada compressores de segundo estágio convertam o hidrogênio em um gás em expansão, alimentado a um segundo tanque aquecedor semipronto, com compressores em cada extremidade para forçar o fluxo de combustível semipronto a partir do centro do tanque? E para dentro de uma "cápsula" de quatro reatores angulados para disparar a um ponto central atrás de placas de empuxo externas, semelhantes à extremidade de alimentação de um reator de cavidade gasosa? Que, nesse vórtice de gás hidrogênio superaquecido, outro reator térmico dispare vapor de urânio em fissão, criando assim o calor para a fusão controlada do hidrogênio? "Ou será possível que os motores de fusão de hidrogênio sejam compostos de algo tão simples quanto os quatro reatores térmicos angulados para disparar a um ponto central, bem atrás das [continua na página seguinte] [Rodapé: REFERÊNCIA: U. S. Bureau of Mines, Minerals Yearbook 1961, vol. 3.]

Nota editorial: Carta de 22/11/1963, em papel timbrado de uma empresa de minerais, enviada à NASA e encaminhada ao FBI: o autor se diz leigo, afirma ter visto objetos voadores e propõe, sem dados de ensaio, um motor de fusão para discos.

Conferir original em inglês
[transcrição do original indisponível; ver o fac-símile da página]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 215, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 216

Carta de Barry Storm à NASA, 22/11/1963, página 2, com esboço, Section 9 página física 216 (íntegra)

[Página dois.] placas de empuxo externas. E que, no vórtice de gás hidrogênio imensamente superaquecido, correntes laterais de hidrogênio sejam comprimidas umas contra as outras por canhões aceleradores, causando fusão controlada? É possível que uma nave em forma de disco com tais motores à frente, atrás e em cada lado possa pairar, pousar e decolar apenas pelo empuxo para baixo dos reatores superiores de exaustão e, de resto, executar mudanças instantâneas de velocidade e direção de modo a deixar os passageiros humanos sem efeito das considerações de gravidade? Obviamente esses viajantes espaciais devem ter ultrapassado o nosso próprio estágio evolutivo de desenvolvimento por milhares de anos. Estavam tão à nossa frente, com suas naves espaciais que quebram a barreira do som, quanto os nossos aviões a jato estão à frente dos barcos dos faraós de cinco mil anos atrás." Tudo isso poderia se resumir às seguintes combinações de conceitos, que envolvem (1) quatro reatores térmicos disparando para um ponto, (2) contra uma placa de empuxo externa, por trás e de modo semelhante, em conceito modificado, à extremidade de alimentação de um reator de cavidade gasosa, e (3) para dentro do qual se alimenta um vórtice de hidrogênio superaquecido fissionando vapor de urânio, para causar fusão controlada de hidrogênio como potência propulsiva, ou para dentro do qual se disparam, por canhões aceleradores, correntes em vórtice de átomos de hidrogênio em impacto. Um esboço grosseiro, suficiente para transmitir a ideia, poderia ser assim: [Desenho a lápis, com legendas à mão: "tanque aquecedor"; "reatores térmicos"; "padrão de reator de cavidade gasosa"; "placa de empuxo"; "U-235"; "aletas de direção por liberação de pressão".] Neste momento crítico, e mesmo que o conceito só funcione em parte, ele pode resultar, em termos militares, na capacidade de colocar uma ogiva atômica em Moscou em questão de minutos em vez de horas. Atenciosamente, Barry Storm Calif. [Carimbo de recebimento: 27 de novembro de 1963, 11h54.]

Nota editorial: Segunda página da carta de Barry Storm à NASA, com a descrição conceitual do motor, um esboço a lápis e a observação sobre uso militar; proposta do autor, sem demonstração.

Conferir original em inglês
[transcrição do original indisponível; ver o fac-símile da página]

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 216, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
Não estabelecida — A carta diz que o autor viu UFOs, sem data nem local.
Documento
22/11/1963 — Carta de 22/11/1963, recebida em 27/11/1963; carimbos do FBI de 05/12/1963.
Publicação
Não estabelecida — Não se aplica.

Origem e divulgação

Federal Bureau of Investigation (arquivo 62-HQ-83894) · 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_9.pdf

Páginas físicas 215 e 216 da Seção 9 do arquivo 62-HQ-83894.

Perguntas para continuar a investigação

  • A NASA respondeu a Storm, e o que disse?
  • Por que uma cópia da carta, com nota de "Tom", chegou ao FBI?

GEOGRAFIA DO CASO

Chiriaco Summit, Califórnia

Referência aproximada ao local do papel timbrado da carta, posicionada pela redação. Não indica onde o autor teria visto qualquer objeto.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. 65_HS1-834228961_62-HQ-83894_Section_9.pdf

    Páginas físicas 215 e 216: carta de Barry Storm à NASA, 22/11/1963, em duas páginas, com anotação de encaminhamento ao FBI

    FBI · 290 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

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