UFOeUAPARQUIVO EM PORTUGUÊS

28/01/2010 / Relatório preparado para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA

DIA, 2010: estudo do AAWSAP descreve armas de micro-ondas que queimam eletrônicos e são difíceis de detectar

Relatório de janeiro de 2010 do programa AAWSAP revisa as fontes pulsadas de micro-ondas de alta potência usadas como armas de energia dirigida, capazes de danificar circuitos eletrônicos. Explica por que seus pulsos, de nanossegundos, são muito difíceis de detectar e cita um episódio de 2001 em que testes com um helicóptero teriam perturbado o GPS de um aeroporto.

História da investigação
Data do evento
28/01/2010
Local
Relatório preparado para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA
Tema
História da investigação
Órgãos das fontes
DOW
Documentos
1 documento · 37 páginas
Leitura
13 min
Capa com selo da DIA e o título Pulsed High-Power Microwave Source Technology.Capa de relatório oficialPágina física 1
Capa de relatório oficial · Defense Intelligence Agency (DIA) · Página física 1 do arquivo divulgado. Capa do DIRD “Pulsed High-Power Microwave Source Technology”, de 28 de janeiro de 2010. D121, página física 1. Fonte documental ↗ · Ampliar imagem ↗

FONTES DOCUMENTAIS · DOW

O que os registros contam

Este é um estudo técnico encomendado pela Agência de Inteligência de Defesa dos EUA (DIA) no programa AAWSAP, com data de 28 de janeiro de 2010 e autor de nome substituído por “AAP Person 64”. O título é “Pulsed High-Power Microwave Source Technology”. Não é relato de avistamento e não menciona UFOs ou UAPs. Trata de uma tecnologia real, as fontes de micro-ondas de alta potência (HPM), classificadas como armas de energia dirigida.

O resumo reconstitui a origem do interesse militar: o pulso eletromagnético de explosões nucleares em alta altitude, conhecido desde o teste Starfish Prime, de 1962, que perturbou equipamentos no Havaí, a cerca de 1.300 quilômetros. Armas de micro-ondas buscam efeito semelhante sem explosão nuclear. Segundo o texto, estão “ao alcance de quase qualquer Estado” e poderiam atrair grupos terroristas. Os mecanismos de dano incluem queima de semicondutores, arcos elétricos, falhas de computador e sobretensão em componentes.

O relatório cita um exemplo: em 28 de maio de 2001, um helicóptero Comanche em testes com armas de HPM no estado de Nova York teria gerado um pulso que perturbou os aparelhos de GPS usados no pouso de aviões comerciais em Albany. O texto apresenta o episódio como relatado, sem citar fonte, e ele não foi conferido em outros documentos do acervo.

Dois pontos do resumo têm interesse para quem estuda relatos de efeitos eletromagnéticos. O primeiro é que uma blindagem metálica fechada anula o efeito, mas nenhum equipamento útil é totalmente fechado. O segundo é que essas fontes são “muito difíceis de detectar”: os pulsos duram de 1 a 500 nanossegundos, as rajadas menos de 10 segundos, e as fontes de banda ultralarga quase não deixam energia numa frequência isolada, a ponto de não aparecerem num analisador de espectro.

A conclusão é de engenharia: o progresso depende de cátodos, chaves de estado sólido, isolamento e antenas melhores, e antenas compactas de banda ultralarga continuarão difíceis, “se não impossíveis”. O documento mostra que o programa AAWSAP também avaliou tecnologias de armas convencionais. Qualquer relação entre esses efeitos e relatos de UAP seria interpretação externa ao texto, que não a faz.

LEITURA DIRETA DO ARQUIVO

O documento, em português

Traduzidos na íntegra a capa, o expediente (página 2), o resumo, que funciona como introdução (páginas 6 a 8), e a conclusão (página 37). Ficaram de fora o sumário e as listas de figuras, e as seções técnicas sobre isolamento, cátodos, chaveamento, geradores de pulso, fontes e antenas (páginas 9 a 36). O documento não menciona UFOs ou UAPs.

TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 1

D121, página física 1: capa

NÃO CLASSIFICADO//[“PARA USO OFICIAL APENAS”, riscado]. Documento de Referência de Inteligência de Defesa. Apoio sobre Ameaças à Aquisição. 28 de janeiro de 2010. ICOD [data-limite da informação]: 1 de dezembro de 2009. DIA-08-0912-005. Tecnologia de fontes pulsadas de micro-ondas de alta potência.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da capa. A marcação “FOR OFFICIAL USE ONLY” aparece riscada, o que indica a retirada dessa restrição na liberação.

Conferir original em inglês
UNCLASSIFIED//[FOR OFFICIAL USE ONLY, struck through] Defense Intelligence Reference Document Acquisition Threat Support 28 January 2010 ICOD: 1 December 2009 DIA-08-0912-005 Pulsed High-Power Microwave Source Technology

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 1, contando a capa.

TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 2

D121, página física 2: expediente

Tecnologia de fontes pulsadas de micro-ondas de alta potência. Preparado por: Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), Escritório de Alerta de Defesa, Diretoria de Análise, Agência de Inteligência de Defesa. Autor: [nome substituído por “AAP Person 64”]. Nota administrativa. AVISO DE DIREITOS AUTORAIS: não está autorizada a divulgação adicional das fotografias desta publicação. Este produto faz parte de uma série de relatórios de tecnologia avançada produzidos no ano fiscal de 2009 no Programa de Aplicações de Sistemas de Armas Aeroespaciais Avançados (AAWSA) do Escritório de Alerta de Defesa da Agência de Inteligência de Defesa. Comentários ou perguntas sobre este documento devem ser enviados a [nome substituído por “AAP Person 1”], gerente do Programa AAWSA, Agência de Inteligência de Defesa, aos cuidados de CLAR/DWO-3, Edifício 6000, Washington, DC 20340-5100.

Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto automático desta página tem falhas de reconhecimento nos nomes substituídos e no endereço; o original foi transcrito pela imagem. Os nomes aparecem no fac-símile como caixas com “AAP Person”.

Conferir original em inglês
Pulsed High-Power Microwave Source Technology Prepared by: Acquisition Support Division (DWO-3) Defense Warning Office Directorate for Analysis Defense Intelligence Agency Author: AAP Person 64 Administrative Note COPYRIGHT WARNING: Further dissemination of the photographs in this publication is not authorized. This product is one in a series of advanced technology reports produced in FY 2009 under the Defense Intelligence Agency, Defense Warning Office's Advanced Aerospace Weapon System Applications (AAWSA) Program. Comments or questions pertaining to this document should be addressed to [AAP Person 1], AAWSA Program Manager, Defense Intelligence Agency, ATTN: CLAR/DWO-3, Bldg 6000, Washington, DC 20340-5100.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.

TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 6

D121, páginas físicas 6 a 8: resumo (íntegra)

Tecnologia de fontes pulsadas de micro-ondas de alta potência. Resumo. Este trabalho apresenta um panorama dos principais tipos de fontes de micro-ondas de alta potência (HPM) e das tecnologias críticas necessárias para construí-las. A tecnologia de HPM pulsada é de interesse científico e militar há várias décadas. Originalmente, o interesse se concentrava nas preocupações com o pulso eletromagnético de alta altitude (HEMP). O HEMP é produzido quando uma arma nuclear é detonada bem acima da superfície da Terra, criando radiação gama que interage com a atmosfera e gera um campo de energia eletromagnética (EM) intenso, inofensivo para as pessoas ao se irradiar, mas capaz de sobrecarregar circuitos de computador com efeitos semelhantes aos de um raio, porém causando danos mais depressa. Os efeitos do HEMP tornaram-se plenamente conhecidos em 1962, quando um teste nuclear de alta altitude (de codinome “Starfish Prime”) sobre o oceano Pacífico perturbou estações de rádio e equipamentos eletrônicos a 800 milhas de distância, no Havaí. O efeito HEMP pode abranger milhares de milhas, dependendo da altitude, do projeto e da potência da explosão nuclear. Especula-se que um único dispositivo detonado em alta altitude sobre o centro dos Estados Unidos poderia afetar o país inteiro, já que o HEMP seria captado por condutores, como fios e cabos de energia, que funcionariam como antenas conduzindo a energia elétrica para vários sistemas eletrônicos. Verificou-se que essa radiação EM tinha níveis de campo da ordem de várias centenas de quilovolts por metro, com tempos de subida de poucos nanossegundos e duração de quase um microssegundo. Campos dessa magnitude mostraram ter efeitos prejudiciais graves sobre numerosos sistemas e itens elétricos, como a rede elétrica, automóveis, equipamentos de comunicação e aeronaves. Muitos testes foram feitos nas décadas de 1960 e 1970 para determinar vulnerabilidades e encontrar soluções de mitigação. O HEMP é essencialmente um pulso de micro-ondas de banda larga, e vários simuladores de EMP foram concebidos e construídos para testar seu efeito sobre diversos sistemas eletrônicos. Além disso, criaram-se vários programas para investigar a possibilidade de gerar e irradiar outros espectros de radiação EM que tivessem alguns desses mesmos efeitos sem exigir uma detonação nuclear. Esse foi o impulso para o avanço das tecnologias de HPM pulsada para armas. A radiação HPM é composta de formas de onda mais curtas, em frequências mais altas que o HEMP, o que a torna altamente eficaz contra equipamentos eletrônicos e mais difícil de enfrentar com blindagem. Enquanto as armas de HEMP são de grande escala e exigem capacidade nuclear e tecnologia para lançar mísseis de alta altitude, as armas de HPM são de menor escala, envolvem nível tecnológico muito mais baixo e estão ao alcance de quase qualquer Estado. As HPMs podem danificar computadores e eletrônicos de modo semelhante ao HEMP, embora os efeitos se limitem a um alcance muito menor. A acessibilidade técnica, o custo mais baixo e a vulnerabilidade dos equipamentos eletrônicos dos EUA poderiam tornar armas de HPM de pequena escala atraentes para grupos terroristas. Os dispositivos de HPM são hoje classificados como armas de energia dirigida. Um uso militar importante das HPMs é o ataque eletrônico, ou o que a imprensa chama de “bomba eletrônica”. As fontes de HPM desenvolvidas para esse fim fornecem potências de pico acima de 10 gigawatts. O objetivo de tal arma é desativar sistemas de comunicação e de computação antes de qualquer movimento de tropas, deixando o inimigo incapaz de reagir. A tecnologia que alimenta essas fontes tem raízes na potência pulsada e, no caso das fontes de banda estreita, exige ferramentas desenvolvidas pela comunidade de física de plasma. A dependência de microprocessadores com densidade crescente de circuitos em cada chip torna esses sistemas cada vez mais vulneráveis aos efeitos das HPMs. Como exemplo dos possíveis efeitos das armas de HPM, em 28 de maio de 2001, um helicóptero americano Comanche que voava no estado de Nova York realizando testes com armas de HPM teria gerado, segundo relatos, um pulso de energia de baixo nível que perturbou os aparelhos de GPS usados para o pouso de aeronaves comerciais em Albany. O uso desse tipo de arma pode se basear em vários cenários, conforme o alvo. Às vezes, basta perturbar uma transferência de dados num barramento para obter sucesso; outras vezes, o sucesso não é tão simples. Entre os mecanismos de dano das armas de micro-ondas estão o superaquecimento ou a queima de semicondutores, a geração de arcos, falhas de computador, a indução de tensão em circuitos sensíveis, a perturbação de telas e a sobretensão em componentes discretos. O alvo a ser neutralizado muitas vezes determina o tipo específico de fonte de micro-ondas a usar; por exemplo, alvos com aberturas destinadas a comunicações podem ser mais vulneráveis a HPM de banda estreita de uma frequência específica, enquanto alvos com vários computadores ligados por um barramento de comunicação podem ser mais vulneráveis a pulsos de banda ultralarga (UWB) com uma taxa de repetição de pulsos (PRR) específica. Muitas vezes, o tipo de radiação EM mais eficaz não é óbvio, e por isso vários precisam ser avaliados. Se a radiação EM consegue penetrar num alvo, a questão passa a ser a suscetibilidade dos muitos dispositivos semicondutores que compõem os vários circuitos do alvo. Falhas em semicondutores por efeitos térmicos ocorrem quando as temperaturas de junção passam de 600 kelvin. Como a energia térmica se difunde pelo semicondutor, os mecanismos de falha dependem da duração do pulso de micro-ondas. Se a duração do pulso é curta em comparação com os tempos de difusão térmica, a temperatura aumenta em proporção à energia depositada. Pulsos com duração (t) menor que cerca de 100 nanossegundos se enquadram nesse regime, e a potência limiar para dano varia como 1/t. Testes experimentais mostraram que, para durações de pulso entre 100 nanossegundos e 10 microssegundos, a potência necessária para o dano escala como 1/t^1/2. E, para pulsos mais longos que 10 microssegundos, atinge-se um estado estacionário em que a taxa de difusão térmica iguala a taxa de deposição de energia e a temperatura é proporcional à potência, o que resulta numa exigência de potência constante para o dano. Nesse caso, a exigência de potência escala como t [assim no original]. A consequência desses fatores de escala é que pulsos curtos exigem potência muito alta mas pouca energia, enquanto pulsos muito longos exigem grandes quantidades de energia mas pouca potência. Essa análise resulta numa vasta gama de fontes de HPM capazes de danificar dispositivos semicondutores. O que foi dito vale para pulsos isolados, mas, se for aplicada uma PRR tal que não haja tempo suficiente para a difusão térmica entre pulsos (cerca de 1 milissegundo), haverá um aumento global e constante de temperatura. Por isso, a capacidade de PRR é de extrema importância para qualquer fonte de HPM. Normalmente, os alvos testados incluem os de amigos e inimigos, com o objetivo de encontrar vulnerabilidades em ambos e corrigir as encontradas nos nossos. Várias técnicas são usadas para atenuar as vulnerabilidades encontradas, incluindo a filtragem de linhas condutoras, o uso de invólucros metálicos, a eliminação de aberturas desnecessárias no invólucro externo e o uso de ferrite ou outros materiais magnéticos. Qualquer eletrônica dentro de um recipiente metálico completamente fechado (gaiola de Faraday) não teria vulnerabilidade a HPM de nenhum tipo; no entanto, tal situação também tem pouca ou nenhuma utilidade, já que não poderia haver comunicação com o interior. Os equipamentos precisam, portanto, ter algumas aberturas para comunicação, instrumentos, fluxo de ar e sensores, às vezes como condição para cumprir sua função. Do ponto de vista da fonte de HPM, é preciso cuidado para evitar fratricídio e dano a equipamentos amigos. Para evitar o fratricídio, todas as conexões com a fonte precisam ser filtradas para impedir que transientes rápidos voltem à unidade de controle. Alguns sinais podem ser transmitidos por cabo de fibra óptica; no entanto, geralmente há um equipamento na ponta da fonte que precisa ser filtrado. Algumas conexões, como as fontes de alimentação de alta tensão, podem usar bem a filtragem de alta indutância para eliminar transientes rápidos, enquanto outras, como as linhas de disparo, precisam usar outros meios de filtragem, como acoplamento por transformador, para-raios, supressores de transientes e diodos de alta tensão de ação rápida. Evitar dano a equipamentos amigos é difícil e é uma razão importante pela qual as HPMs raramente foram empregadas em campos de batalha reais. Para garantir que não haja dano a equipamentos amigos, todos teriam de ser testados quanto a vulnerabilidades, algo que não é feito atualmente. A antena é um fator importante nessa questão. Antenas não focalizadas irradiam um padrão que se espalha à medida que avança e, assim, a área submetida aos campos EM aumenta com a distância. Fica então mais difícil separar os próprios equipamentos dos campos irradiados. Além disso, é muito difícil detectar esse tipo de fonte pulsada, já que os pulsos são muito curtos (normalmente de 1 a 500 nanossegundos) e, mesmo em modo de rajada, as rajadas costumam durar menos de 10 segundos. A operação em rajadas curtas é necessária por causa das altas potências de pico e do consequente aquecimento de componentes-chave, como as chaves. As fontes UWB seriam as mais difíceis de detectar, já que têm energia quase nula em qualquer frequência isolada e, por isso, não seriam detectadas de modo algum por instrumentos como analisadores de espectro.

Nota editorial: Conferido no fac-símile das páginas 6 a 8. O original grafa “Commanche” (o helicóptero é o RAH-66 Comanche) e diz que o pulso “foi relatado”, sem citar fonte para o episódio de Albany.

Conferir original em inglês
Pulsed High-Power Microwave Source Technology Summary This paper provides an overview of the major types of high-power microwave (HPM) sources and the critical technologies required to build them. Pulsed HPM technology has been of scientific and military interest for several decades. Originally, the interest focused on the area of high-altitude electromagnetic pulse (HEMP) concerns. HEMP is produced when a nuclear weapon is detonated high above the earth's surface, creating gamma radiation that interacts with the atmosphere to create an intense electromagnetic (EM) energy field that is harmless to people as it radiates outward but can overload computer circuitry with effects similar to, but causing damage more swiftly than, a lightning strike. HEMP effects became fully known in 1962, when a high-altitude nuclear test (codenamed "Starfish Prime") over the Pacific Ocean disrupted radio stations and electronic equipment 800 miles away in Hawaii. The HEMP effect can span thousands of miles, depending on the altitude, design, and power of the nuclear burst. It is speculated that a single device detonated at high altitude over the central United States could affect the entire country, since the HEMP would be picked up by conductors, such as wires and power cables, acting as antennas to conduct the electrical energy into various electronic systems. This EM radiation was found to have field levels on the order of several hundreds of kilovolts per meter with onset or rise times of a few nanoseconds and a duration of nearly a microsecond. Fields of these magnitudes were found to have severe detrimental effects on numerous electrical systems and items, such as the power grid, automobiles, communications equipment, and aircraft. Much testing was done in the 1960s and 1970s to determine vulnerabilities and to find mitigation solutions. The HEMP is essentially a wideband microwave pulse, and several EMP simulators were devised and built for use in testing its effect on various electronic systems. In addition, several programs were established to investigate the possibility of generating and radiating other spectrums of EM radiation that may have some of these same effects without requiring a nuclear detonation. This was the impetus for the advancement of pulsed HPM technologies for weapons. HPM radiation is composed of shorter waveforms at higher frequencies than is HEMP, which makes it highly effective against electronic equipment and more difficult to harden against. Whereas HEMP weapons are large in scale and require a nuclear capability along with technology to launch high-altitude missiles, HPM weapons are smaller in scale, involve a much lower level of technology, and are within the capability of almost any state. HPMs can damage computers and electronics similar to the way HEMP can, although the effects are limited to a much shorter range. Technical accessibility, lower cost, and the vulnerability of U.S. electronic equipment could make small-scale HPM weapons attractive to terrorist groups. HPM devices are now categorized as directed-energy weapons. One major use of HPM by the military is for electronic attack, or what is referred to by the media as an "e-bomb." HPM sources developed for this purpose provide peak powers in excess of 10 gigawatts. The goal of such a weapon is to disable communications and computer systems prior to any troop movements and render the enemy unable to stage a response. The technology used to drive such sources has its roots in pulsed power, and for narrowband sources requires the use of tools that have been developed in the plasma physics community. Reliance on microprocessors that have an increasing density of circuits packaged onto each chip makes such systems ever-more vulnerable to HPM effects. As an example of the possible effects of HPM weapons, on 28 May 2001, a U.S. Commanche helicopter, flying in New York state while performing tests involving HPM weapons, was reported to have generated a low-level energy pulse that disrupted the Global Positioning System devices used to land commercial aircraft in Albany. The use of this type of weapon can be based on several scenarios, depending on the asset it will be used against. Sometimes, it may only be necessary to upset a data bus transfer to produce a success; other times, success may not be so simple. Some of the kill mechanisms obtained from microwave weapons include semiconductor overheating or burnout, arc generation, computer upsets, voltage induction into sensitive circuits, display upset, and overvoltage in discrete components. The asset to be neutralized will often determine the specific type of microwave source to be used; for example, assets with slots designed for communications purposes may be most vulnerable to narrowband HPM of a specific frequency, while assets with several computers linked by a communications bus may be more vulnerable to ultrawideband (UWB) pulses of a specific pulse repetition rate (PRR). Often, the variety of EM radiation that would be most effective is not obvious, and therefore several must be evaluated. If EM radiation is able to penetrate a target, the issue then becomes the susceptibility of the many semiconductor devices, which make up the various circuits of the target. Failures in semiconductors owing to thermal effects occur when junction temperatures are raised above 600° Kelvin. Since thermal energy diffuses through the semiconductor, failure mechanisms depend on the microwave pulse duration. If the pulse duration is short compared with thermal diffusion times, then the temperature increases in proportion to the deposited energy. Pulse durations (t) shorter than about 100 nanoseconds fall into this regime, and the threshold power for damage varies as 1/t. Experimental testing has shown that for pulse durations between 100 nanoseconds and 10 microseconds, the power required for damage scales as 1/t^1/2 • And for pulses longer than 10 microseconds, a steady state in which the thermal diffusion rate equals the rate of energy deposition and temperature is proportional to power, resulting in a constant power requirement for damage. In this case, the power requirement scales as t. The consequence of these scaling factors is that short pulses require very high power but little energy, while very long pulses require large amounts of energy but little power. This analysis results in a vast range of HPM sources capable of damaging semiconductor devices. The above applies to single-shot pulse durations, but if a PRR is applied such that there is insufficient time for thermal diffusion between pulses (about 1 millisecond), then there will be an overall constant rise in temperature. For this reason, the PRR capability is of extreme importance for any HPM source. As a matter of course, assets to be tested include those of friend and foe alike, the goal being to find vulnerabilities in both and correcting those found in our own assets. Several techniques are employed to mitigate vulnerabilities found in assets, including filtering of conductor lines, using metallic enclosures, eliminating any unnecessary openings in the outer enclosure, and using ferrite or other magnetic materials. Any electronics inside a completely sealed metallic container (Faraday cage) would have no vulnerability to HPM of any variety; however, such a scenario is also of little or no use, since there could be no communication to or from the enclosure. Assets therefore must include some openings for communications, instruments, air flow, and sensors, sometimes as a matter of fulfilling their function. From the HPM source perspective, care must be taken to prevent fratricide and harm to friendly assets. To prevent fratricide, all connections to the source must be filtered to prevent fast transients from returning to the control unit. Some signals can be transmitted using fiber-optic cable; however, there is usually a piece of equipment at the source end that must be filtered. Some connections, such as the high-voltage power supplies, can make good use of high inductance filtering to eliminate fast transients, while others, such as trigger lines, must make use of other filtering means, such as transformer coupling, lightning arrestors, transorbs, and fast-acting, high-voltage diodes. Preventing harm to friendly assets is difficult and is a major reason why HPM has rarely been employed in actual battlefield settings. To ensure there is no harm to friendly assets, all assets would have to be tested for vulnerabilities, something that is not done at present. The antenna is a major factor in this matter. Unfocused antennas radiate a pattern that spreads as it progresses outward and, thus, the area subjected to the EM fields increases with distance. It is then harder to separate one's own assets from the radiated fields. In addition, it is very difficult to detect these sort of pulsed sources, since the pulses are very short (typically 1-500 nanoseconds), and even in burst mode, the bursts are usually less than 10 seconds. The short burst mode operation is necessary because of the high peak powers and subsequent heating of key components such as switches. The UWB sources would be the most difficult to detect, since they have nearly zero energy at any one frequency and so would not be detected at all by instruments such as spectrum analyzers.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 6, contando a capa.

TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 37

D121, página física 37: conclusão (íntegra)

Conclusão. Este trabalho apresentou um panorama do estado atual das fontes de HPM e das tecnologias que impulsionam seu desenvolvimento. Materiais catódicos avançados, códigos de computador com maior capacidade de previsão da geração e propagação de feixes de elétrons, chaveamento de alta velocidade em alta potência e técnicas de isolamento de baixa perda são apenas algumas das áreas em que claramente são necessários avanços para que haja progresso. Os avanços em chaves fotocondutoras de estado sólido (PCSS) e em outros dispositivos de estado sólido de chaveamento e de aguçamento de pulsos parecem finalmente estar chegando a um nível de desenvolvimento em que poderão em breve ser úteis em sistemas de alta tensão. Se forem disponibilizadas chaves PCSS capazes de maior tensão de operação e vida útil prolongada, variações do arranjo faseado se tornarão o projeto de fonte de HPM preferido, dadas as vantagens inerentes. Antenas mais compactas são muito desejadas; no entanto, a física do processo de radiação exige estruturas com dimensões da ordem de meio comprimento de onda da frequência irradiada mais baixa. Como também se exigem níveis elevados de diretividade e ganho, projetos compactos de antenas UWB continuarão difíceis, se não impossíveis, de realizar.

Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.

Conferir original em inglês
Conclusion This paper provided an overview of the current state of HPM sources and the technologies driving their development. Advanced cathode materials, computer codes for more predictive ability in electron beam generation and propagation, high-speed switching at high power, and low-loss insulation techniques are just a few of the areas where advancement clearly is needed for progress to occur. Advancements in photoconductive solid-state (PCSS) and other solid-state switching and sharpening devices appear to finally be reaching a level of development such that they may soon be of use in high-voltage systems. If PCSS switching devices capable of higher operating voltage and extended lifetime are made available, variations of the phased array will become the HPM source design of choice, given the inherent advantages. More compact antennas are greatly desired; however, the physics of the radiation process requires structure sizes on the order of one-half wavelength of the lowest radiated frequency. With demanding levels of directivity and gain also requirements, compact UWB antenna designs will continue to be difficult, if not impossible, to realize.

Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 37, contando a capa.

Datas e contexto documental

Acontecimento
28/01/2010 — Data da capa. ICOD (data-limite da informação): 1º de dezembro de 2009.
Documento
28/01/2010 — Capa, página física 1.
Publicação
Não estabelecida — Liberado na série DOW-UAP do Departamento de Guerra dos EUA.

Origem e divulgação

Defense Intelligence Agency (DIA), Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), programa AAWSAP; autor com nome substituído por “AAP Person 64” · DOW-UAP-D121_AAWSAP-DIRD-Pulsed-High-Power-Microwave-Source-Technology-January-28-2010.pdf

Conferidas no fac-símile as páginas 1, 2, 6 a 8, 28, 32 e 37.

Relatos relacionados e suas diferenças

Perguntas para continuar a investigação

  • Qual é a fonte do episódio de 28 de maio de 2001 em Albany citado no resumo?
  • Por que um programa voltado a “aplicações de sistemas de armas aeroespaciais avançados” encomendou uma revisão de tecnologia de micro-ondas já existente?

GEOGRAFIA DO CASO

Relatório técnico, sem local de evento

Estudo técnico sem episódio de observação. O episódio de Albany, Nova York, citado no texto, é exemplo secundário e não foi posicionado no mapa.

RASTRO DOCUMENTAL

Volte às fontes

As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.

  1. DOW-UAP-D121_AAWSAP-DIRD-Pulsed-High-Power-Microwave-Source-Technology-January-28-2010.pdf

    Páginas físicas 1 e 2 (capa e expediente), 6 a 8 (resumo), 28 e 32 (figuras 4, 10 e 11) e 37 (conclusão)

    DOW · 37 páginas

Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

UMA HISTÓRIA LEVA A OUTRA

Continue explorando.

Voltar ao arquivo ↗
Capa com o selo da Agência de Inteligência de Defesa, o título Defense Intelligence Reference Document e o nome do relatório em azul.Capa de relatório oficial

História da investigação2010Relatório preparado para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA

DIA, 2010: relatório do AAWSAP sustenta que “veículos anômalos” feriram testemunhas e tenta deduzir sua tecnologia pelas lesões

Este DIRD de 38 páginas revisa sintomas atribuídos a exposições próximas a “sistemas aeroespaciais anômalos” e propõe que queimaduras e efeitos neurológicos seriam causados sobretudo por radiação eletromagnética. É um estudo teórico e de compilação: o autor afirma que as lesões apoiam a hipótese de sistemas avançados já em operação, mas não apresenta casos novos examinados nem prova independente dessa conclusão.

Abrir o caso
Capa com selo da DIA e o título do relatório sobre a equação de Drake estatística.Capa de relatório oficial

História da investigação2010Relatório preparado para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA

DIA, 2010: estudo do AAWSAP aplica estatística à equação de Drake e estima a distância da civilização extraterrestre mais próxima

O relatório transforma cada fator da equação de Drake em variável aleatória e calcula uma distribuição de probabilidade para a distância até a civilização comunicante mais próxima. Todo o resultado numérico depende de valores de entrada escolhidos pelo autor; não é observação nem prova da existência de civilizações extraterrestres.

Abrir o caso
Capa com selo da DIA, a indicação Defense Intelligence Reference Document e o título do relatório sobre engenharia da métrica.Capa de relatório oficial

História da investigação2010Relatório preparado para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA

DIA, 2010: estudo do AAWSAP descreve como seria vista uma aeronave capaz de alterar o espaço-tempo à sua volta

Relatório teórico de março de 2010 do programa AAWSAP aplica a relatividade geral a uma aeronave hipotética capaz de “engenheirar” o espaço-tempo e lista o que um observador externo veria: brilho, encolhimento aparente, manobras bruscas, sumiço súbito. O próprio autor diz que a energia necessária excede em muitas ordens de grandeza o que a engenharia consegue produzir.

Abrir o caso

SUA ESCOLHA

Você pode navegar por todo o arquivo sem aceitar medição. O Google Analytics só carrega quando você autoriza a medição de visitas. Você pode recusar ou mudar sua escolha a qualquer momento.

Ler política de privacidade