27/01/1994 / Espaço aéreo do Cazaquistão, a 45° N e 55° L, segundo o telegrama
Cazaquistão, 1994: pilotos americanos da Tajik Air acompanham uma luz por 40 minutos a 41 mil pés
Um telegrama da embaixada americana em Dushanbe transmite o relato de três pilotos americanos da Tajik Air, que viram uma luz intensa fazer círculos e espirais e depois voaram sob os rastros que ela teria deixado. A embaixada registrou o relato sem opinar.
- Data do evento
- 27/01/1994
- Local
- Espaço aéreo do Cazaquistão, a 45° N e 55° L, segundo o telegrama
- Tema
- COMETA e relatos internacionais
- Órgãos das fontes
- DOS
- Documentos
- 1 documento · 3 páginas
- Leitura
- 5 min
FONTES DOCUMENTAIS · DOS
O que os registros contam
Em 31 de janeiro de 1994, a embaixada dos Estados Unidos em Dushanbe, no Tadjiquistão, enviou ao Departamento de Estado um telegrama com o assunto “Pilotos da Tajik Air relatam objeto voador não identificado”. Cópias foram para as embaixadas em Moscou, Tashkent, Ashgabat, Almaty, Pequim e Bishkek, para a CIA e para a Agência de Inteligência de Defesa. O piloto-chefe da Tajik Air, o americano Ed Rhodes, e dois colegas também americanos contaram em 29 de janeiro que, dois dias antes, voando a 41 mil pés num Boeing 747SP, encontraram um objeto sobre o Cazaquistão, a 45° norte e 55° leste.
Segundo o relato, o objeto apareceu primeiro como uma luz de “enorme intensidade”, que vinha do horizonte a leste em grande velocidade e muito acima do avião. A tripulação a observou por cerca de 40 minutos, enquanto fazia círculos, espirais e curvas de 90 graus em alta velocidade. Depois tomou um rumo horizontal rápido e sumiu no horizonte. Como estava escuro, ninguém distinguiu uma forma: a luz tinha uma espécie de “onda de proa”, como a foto de alta velocidade de uma bala, em que um objeto pequeno deixa uma esteira luminosa bem maior.
Cerca de 45 minutos depois do primeiro avistamento, com o sol nascendo, o avião passou por baixo dos rastros deixados pelo objeto, voando a mais de 500 nós. Rhodes estimou a altitude desses rastros em cerca de 100 mil pés e argumentou que, nessa altura, há ar e umidade de menos para que aviões comuns formem rastros. Os traçados, segundo ele, repetiam as manobras: círculos e espirais. A estimativa de altitude foi feita da cabine, sem instrumento de medição citado.
A embaixada sugeriu que poderia ter sido um meteoro entrando e ricocheteando na atmosfera. Os pilotos recusaram: tinham visto milhares de “estrelas cadentes” e restos espaciais em anos de voo pela PanAm, e aquilo não se parecia com um meteoro. Pela velocidade e pela manobrabilidade, Rhodes opinou que o objeto era extraterrestre e controlado por inteligência, e a tripulação pareceu concordar. O comentário final da embaixada diz não ter opinião e relatar o caso “pelo que possa valer”. Rhodes fez fotos com uma câmera Olympus de bolso e prometeu cópias “se saírem”; elas não estão no documento.
Hipótese editorial, não verificada: uma luz vinda do leste, muito acima do avião, com rastros em espiral que se iluminam ao amanhecer em altitude extrema, lembra o aspecto de um lançamento de foguete visto no crepúsculo. O cosmódromo de Baikonur fica a leste do ponto informado, também no Cazaquistão. O telegrama não menciona essa possibilidade, e não se verificou se houve lançamento nessa data. Um meteoro, por sua vez, não explicaria uma observação de 40 minutos.
LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
Tradução integral dos quatro parágrafos numerados do telegrama. Cabeçalhos de roteamento e a folha final de arquivo não são reproduzidos. A hipótese do lançamento de foguete é da redação.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 2
Parágrafo 1, páginas físicas 1 e 2
O piloto-chefe da Tajik Air, o cidadão americano Ed Rhodes, e seus dois colegas pilotos americanos relataram em 29 de janeiro que, em 27 de janeiro, encontraram um OVNI quando voavam a 41.000 pés em seu Boeing 747SP a 45° de latitude norte e 55° de longitude leste, sobre o Cazaquistão. Primeiro viram o objeto como uma luz brilhante de enorme intensidade, que se aproximava deles vinda do horizonte a leste, em grande velocidade e numa altitude muito maior que a deles. Observaram o objeto por cerca de quarenta minutos enquanto ele manobrava em círculos e espirais e fazia curvas de 90 graus em alta velocidade e sob forças G muito altas. O comandante Rhodes tirou várias fotos com uma câmera Olympus de bolso e enviará cópias à embaixada e à mesa do Tadjiquistão (Lowry Taylor) no Departamento, se elas saírem. Depois de algum tempo, o objeto adotou um curso horizontal em alta velocidade e desapareceu no horizonte.Nota editorial: Conferido no fac-símile.
Conferir original em inglês
TAJIK AIR CHIEF PILOT, AMCIT ED RHODES, AND HIS TWO AMERICAN PILOT COLLEAGUES REPORTED JANUARY 29 THAT, ON JANUARY 27, THEY HAD ENCOUNTERED A UFO WHILE FLYING AT 41,000 FEET IN THEIR BOEING 747SP AT LAT 45 NORTH AND LONG 55 EAST, OVER KAZAKHSTAN. THEY FIRST ENCOUNTERED THE OBJECT AS A BRIGHT LIGHT OF ENORMOUS INTENSITY, APPROACHING THEM FROM OVER THE HORIZON TO THE EAST AT A GREAT RATE OF SPEED AND AT A MUCH HIGHER ALTITUDE THAN THEIR OWN. THEY WATCHED THE OBJECT FOR SOME FORTY MINUTES AS IT MANEUVERED IN CIRCLES, CORKSCREWS AND MADE 90-DEGREE TURNS AT RAPID RATES OF SPEED AND UNDER VERY HIGH G'S. CAPTAIN RHODES TOOK SEVERAL PHOTOS WITH A POCKET OLYMPUS CAMERA AND WILL SEND COPIES TO THE EMBASSY AND THE TAJIKISTAN DESK (LOWRY TAYLOR) IN THE DEPARTMENT, IF THEY COME OUT. AFTER SOME TIME, THE OBJECT ADOPTED A HORIZONTAL HIGH-SPEED COURSE AND DISAPPEARED OVER THE HORIZON.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 2
Parágrafos 2 a 4, página física 2
Como estava escuro quando o objeto foi observado, a tripulação não conseguiu distinguir sua forma. Descreveram a luz que ele emitia como tendo uma “onda de proa” e parecida com a foto de alta velocidade de uma bala em voo, em que um objeto muito pequeno produz uma esteira de calor e luz muito maior. Cerca de quarenta e cinco minutos depois do avistamento inicial, quando o sol nascia, a aeronave voou sob os rastros de condensação que o objeto havia deixado. O avião estava a mais de 500 nós. Rhodes estimou a altitude dos rastros em aproximadamente 100.000 pés, observando que há ar e umidade de menos nessa altitude extrema para permitir a formação de rastros pelos mecanismos de propulsão de aeronaves comuns que conseguissem chegar a essa altura. Os traçados dos rastros refletiam as manobras do objeto, isto é, círculos, espirais etc. 3. Diante da nossa sugestão de que o objeto poderia ter sido um meteoro entrando e ricocheteando na atmosfera terrestre, Rhodes e sua tripulação insistiram que tinham visto milhares de “estrelas cadentes” e outros restos espaciais entrando na atmosfera em seus anos pilotando aviões de passageiros da PanAm. Aquilo, insistiram, não se parecia em nada com um meteoro. Com base na velocidade e na manobrabilidade, Rhodes manifestou a opinião, que sua tripulação pareceu apoiar, de que o objeto era extraterrestre e estava sob controle inteligente. 4. Comentário: não temos opinião e relatamos o que está acima pelo que possa valer.Nota editorial: Conferido no fac-símile. O parágrafo 3 continua no alto da seção “PAGE 03” do telegrama, na mesma página física 2.
Conferir original em inglês
AS IT WAS DARK WHEN THE OBJECT WAS OBSERVED, THE CREW WERE UNABLE TO DISCERN ITS SHAPE. THEY DESCRIBED THE LIGHT IT EMITTED AS HAVING A "BOW WAVE" AND AS RESEMBLING A HIGH-SPEED PHOTO OF A BULLET IN FLIGHT, IN WHICH A VERY SMALL OBJECT GIVES OFF A MUCH LARGER TRAILING WAVE OF HEAT/LIGHT. SOME FORTY-FIVE MINUTES AFTER THE INITIAL SIGHTING, AS THE SUN WAS RISING, THE AIRCRAFT FLEW UNDER THE CONTRAILS WHICH THE OBJECT HAD LEFT BEHIND. THE PLANE WAS MAKING OVER 500 KNOTS. RHODES ESTIMATED THE ALTITUDE OF THE CONTRAILS AT APPROXIMATELY 100,000 FEET, NOTING THAT THERE IS TOO LITTLE AIR/MOISTURE AT THAT EXTREME ALTITUDE TO ENABLE THE CREATION OF CONTRAILS BY THE PROPULSION MECHANISMS OF ORDINARY AIRCRAFT WHICH MIGHT BE ABLE TO REACH THAT HEIGHT. THE PATHS OF THE CONTRAILS REFLECTED THE MANEUVERS OF THE OBJECT, I.E., CIRCLES, CORKSCREWS, ETC. 3. TO OUR SUGGESTION THAT THE OBJECT MIGHT HAVE BEEN A METEOR ENTERING AND SKIPPING OFF THE EARTH'S ATMOSPHERE, RHODES AND HIS CREW WERE ADAMANT THAT THEY HAD SEEN THOUSANDS OF "FALLING STARS" AND OTHER SPACE JUNK ENTERING THE ATMOSPHERE IN THEIR YEARS OF FLYING PASSENGER AIRCRAFT FOR PANAM. THIS, THEY INSISTED, WAS NOTHING LIKE A METEOR. ON THE BASIS OF ITS SPEED AND MANEUVERABILITY, RHODES EXPRESSED THE OPINION, WHICH HIS CREW SEEMED TO SUPPORT, THAT THE OBJECT WAS EXTRATERRESTRIAL AND UNDER INTELLIGENT CONTROL. 4. COMMENT: WE HAVE NO OPINION AND REPORT THE ABOVE FOR WHAT IT MAY BE WORTH.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 27/01/1994 — Hora não informada; o telegrama diz que estava escuro e que o sol nascia cerca de 45 minutos depois do primeiro avistamento.
- Documento
- 31/01/1994 — Grupo data-hora 310258Z JAN 94; relato feito à embaixada em 29/01/1994.
- Publicação
- Não estabelecida — Carimbo de liberação integral de 25/02/2026 e cabeçalho do processo CSP-2025-00040 de 02/03/2026; data de divulgação pública não comprovada nestas páginas.
Origem e divulgação
Departamento de Estado dos EUA; telegrama da embaixada em Dushanbe, assinado Escudero · DOS-UAP-D2-Cable-2-Kazakhstan-January-1994.pdf
Páginas físicas 1 e 2 conferidas no fac-símile; a página 3 é a folha de arquivo.
Perguntas para continuar a investigação
- As fotos feitas por Rhodes com a câmera Olympus chegaram à embaixada ou ao Departamento de Estado?
- Houve lançamento a partir de Baikonur, ou reentrada de objeto espacial, na madrugada de 27 de janeiro de 1994?
- A CIA ou a Agência de Inteligência de Defesa, que receberam cópia, deram alguma resposta?
GEOGRAFIA DO CASO
45° N, 55° L, oeste do Cazaquistão
Coordenada informada no telegrama para a posição do avião, posicionada pela redação. Não indica onde estava a luz, que surgiu a leste e muito acima da aeronave.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- DOS-UAP-D2-Cable-2-Kazakhstan-January-1994.pdf
Páginas físicas 1 e 2: telegrama 94 DUSHANBE 259, de 31/01/1994
DOS · 3 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.

