02/03/2010 (D123) e 11/03/2010 (D126) / Relatórios preparados para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA
DIA, 2010: estudos do AAWSAP propõem aviões movidos a pósitrons e naves impulsionadas por microexplosões de fusão
Dois DIRDs de março de 2010 tratam de propulsão de energia extrema com física conhecida. Um propõe turbojatos, mísseis e foguetes aquecidos pela aniquilação de pósitrons e prevê um voo de volta ao mundo em dez anos; o outro defende naves movidas por pequenas explosões de fusão de deutério refletidas por um espelho magnético.
- Data do evento
- 02/03/2010 (D123) e 11/03/2010 (D126)
- Local
- Relatórios preparados para a Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3) da DIA, Washington, D.C., EUA
- Tema
- História da investigação
- Órgãos das fontes
- DOW
- Documentos
- 2 documentos · 72 páginas
- Leitura
- 18 min
Capa de relatório oficialPágina física 1FONTES DOCUMENTAIS · DOW
O que os registros contam
São dois estudos técnicos encomendados pela Agência de Inteligência de Defesa dos EUA (DIA) no programa AAWSAP. “Positron Aerospace Propulsion”, de 2 de março de 2010, tem autor de nome substituído por “AAP Person 69”. “Advanced Nuclear Propulsion for Manned Deep Space Missions”, de 11 de março de 2010, é de “AAP Person 72”. Não são relatos de avistamento e não mencionam UFOs ou UAPs. Tratam de propulsão aeroespacial baseada em física conhecida, embora em escala nunca realizada.
O estudo dos pósitrons, os antielétrons, apresenta-se como uma antologia de trabalhos patrocinados pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea, em Eglin, e pelo Instituto de Conceitos Avançados da NASA. A ideia é usar a aniquilação de pósitrons com elétrons, que libera raios gama, para aquecer o ar de um turbojato ou o hidrogênio de um foguete. O texto calcula 150 microgramas de pósitrons para um drone dar a volta ao mundo e 100 miligramas para uma missão a Marte, e prevê que o primeiro voo desse tipo poderia ocorrer em dez anos, ao custo de 69 milhões de dólares.
A conclusão é otimista: com a estabilização do positrônio em campos cruzados “agora resolvida”, vidas longas de armazenamento seriam “apenas uma questão de engenharia”. O próprio relatório mostra, porém, que as vidas obtidas eram de 10 microssegundos, em experimentos de uma empresa privada, a Positronics Research, descritos como proprietários, enquanto a propulsão exigiria meses ou anos. As figuras de veículos são concepções artísticas cedidas pela mesma empresa.
O estudo nuclear abre com um prefácio autobiográfico: o autor conta ter nascido na Alemanha em 1929, feito doutorado com Heisenberg e vindo aos EUA pela Operação Paperclip, e relembra o projeto Orion de naves empurradas por bombas atômicas. Sua proposta é substituir as bombas de fissão por microexplosões de fusão de deutério puro, detonadas por feixes de partículas e repelidas por um espelho magnético, para alcançar o foco da lente gravitacional do Sol, a 550 unidades astronômicas, e um dia a nuvem de Oort.
O mesmo autor escreve que há “pouca razão para esperar” novas leis da física capazes de revolucionar a propulsão, posição oposta à de outros DIRDs do programa sobre dobra espacial e antigravidade. Ele também especula sobre “superexplosivos” químicos capazes de iniciar uma bomba termonuclear. As propostas e as estimativas de custo e prazo são dos autores; nenhuma delas foi realizada.
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LEITURA DIRETA DO ARQUIVO
O documento, em português
D123: traduzidos na íntegra a capa, o expediente (página 2), a introdução (página 5) e as conclusões (páginas 32 e 33, sem as notas bibliográficas que se seguem). Ficaram de fora o sumário, as seções sobre propulsão aspirada, foguetes, missões a Marte, produção, custos e armazenamento (páginas 6 a 32) e as referências. D126: traduzidos na íntegra a capa, o expediente, o prefácio (páginas 5 e 6), a introdução (página 7, até o primeiro subtítulo) e a conclusão com sua nota (página 31). Ficaram de fora as seções técnicas (páginas 7 a 31), o apêndice sobre superexplosivos (páginas 32 a 36) e as referências. Nenhum dos dois menciona UFOs ou UAPs.
TRECHO 1 · PÁGINA FÍSICA 1
D123, página física 1: capa
NÃO CLASSIFICADO//[“PARA USO OFICIAL APENAS”, riscado]. Documento de Referência de Inteligência de Defesa. Apoio sobre Ameaças à Aquisição. 2 de março de 2010. ICOD [data-limite da informação]: 1 de dezembro de 2009. DIA-08-1003-002. Propulsão aeroespacial por pósitrons.Nota editorial: Conferido no fac-símile da capa. A marcação “FOR OFFICIAL USE ONLY” aparece riscada, o que indica a retirada dessa restrição na liberação.
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UNCLASSIFIED//[FOR OFFICIAL USE ONLY, struck through] Defense Intelligence Reference Document Acquisition Threat Support 2 March 2010 ICOD: 1 December 2009 DIA-08-1003-002 Positron Aerospace PropulsionConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 1, contando a capa.
TRECHO 2 · PÁGINA FÍSICA 2
D123, página física 2: expediente
Propulsão aeroespacial por pósitrons. Preparado por: Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), Escritório de Alerta de Defesa, Diretoria de Análise, Agência de Inteligência de Defesa. Autor: [nome substituído por “AAP Person 69”]. Nota administrativa. AVISO DE DIREITOS AUTORAIS: não está autorizada a divulgação adicional das fotografias desta publicação. Este produto faz parte de uma série de relatórios de tecnologia avançada produzidos no ano fiscal de 2009 no Programa de Aplicações de Sistemas de Armas Aeroespaciais Avançados (AAWSA) do Escritório de Alerta de Defesa da Agência de Inteligência de Defesa. Comentários ou perguntas sobre este documento devem ser enviados a [nome substituído por “AAP Person 1”], gerente do Programa AAWSA, Agência de Inteligência de Defesa, aos cuidados de CLAR/DWO-3, Edifício 6000, Washington, DC 20340-5100.Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto automático desta página tem falhas de reconhecimento nos nomes substituídos e no endereço; o original foi transcrito pela imagem. Os nomes aparecem no fac-símile como caixas com “AAP Person”.
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Positron Aerospace Propulsion Prepared by: Acquisition Support Division (DWO-3) Defense Warning Office Directorate for Analysis Defense Intelligence Agency Author: AAP Person 69 Administrative Note COPYRIGHT WARNING: Further dissemination of the photographs in this publication is not authorized. This product is one in a series of advanced technology reports produced in FY 2009 under the Defense Intelligence Agency, Defense Warning Office's Advanced Aerospace Weapon System Applications (AAWSA) Program. Comments or questions pertaining to this document should be addressed to [AAP Person 1], AAWSA Program Manager, Defense Intelligence Agency, ATTN: CLAR/DWO-3, Bldg 6000, Washington, DC 20340-5100.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.
TRECHO 3 · PÁGINA FÍSICA 5
D123, página física 5: introdução (íntegra)
Propulsão aeroespacial por pósitrons. Introdução. A antimatéria é considerada um combustível extremamente atraente para a propulsão aeroespacial por causa de sua enorme vantagem em densidade de energia sobre todas as outras fontes de energia conhecidas. No entanto, como a antimatéria não ocorre naturalmente e é instável na presença de matéria, nenhum veículo jamais voou usando-a. Depois de um breve panorama das várias aplicações aeroespaciais da antimatéria, este trabalho apresenta uma análise detalhada de turbojatos e mísseis turbo-ramjet que respiram ar, bem como de foguetes para missões interplanetárias tripuladas. Discute novos métodos de produzir e armazenar grandes números de antielétrons, ou pósitrons, e compara seus custos com os dos antiprótons. Por fim, considera as perspectivas da primeira demonstração, modesta, de voo propulsionado por pósitrons nos próximos 10 anos. Missões interplanetárias em espaçonaves propulsionadas por pósitrons são descritas em detalhe, com estimativas das quantidades de pósitrons necessárias para cada missão. Sistemas autônomos de energia por pósitrons são descritos brevemente. Estudos de pósitrons como combustível para aplicações de propulsão aeroespacial foram patrocinados pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea, na Base Aérea de Eglin, Flórida, e pelo Instituto de Conceitos Avançados da NASA, em Atlanta, Geórgia. Este trabalho é uma antologia desse trabalho, e não uma revisão geral da propulsão por antimatéria. O pósitron foi previsto por Dirac em 1929 [nota 1] e descoberto por Anderson em 1932 [nota 2]. Com o antipróton, descoberto em 1954 [nota 3; assim no original], o pósitron tem a maior energia específica de qualquer material conhecido. Como o desempenho da propulsão aeroespacial é limitado, em última análise, pela potência específica, essa vantagem foi imediatamente reconhecida. No entanto, em comparação com as fontes químicas de energia, os pósitrons apresentavam desafios novos e sérios de produção e armazenamento. A antimatéria tem uma longa história na literatura de ficção científica, desde um conto de 1942 na revista Astounding Science Fiction e o livro Seetee, de 1949. Mais tarde apareceu nas séries de televisão e nos filmes de Jornada nas Estrelas e continua sendo um tema atraente para livros e filmes contemporâneos, como Anjos e Demônios. A propulsão aeroespacial por pósitrons entra agora num período crítico, graças a novas tecnologias relacionadas às questões de produção e armazenamento. A seu favor, os pósitrons, ao contrário da fissão nuclear e dos antiprótons, não apresentam problemas de radiação nem de segurança ambiental.Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.
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Positron Aerospace Propulsion Introduction Antimatter is considered an extremely attractive fuel for aerospace propulsion because of its enormous advantage in energy density over all other known sources of energy. However, because antimatter does not occur naturally and is unstable in the presence of matter, no vehicles have ever flown using it. After a short overview of the various aerospace applications of antimatter, this paper provides a detailed analysis of air-breathing turbojets and turbo-ramjet missiles, as well as rockets for manned interplanetary missions. It discusses new methods of producing and storing large numbers of antielectrons, or positrons, and compares their costs with those of antiprotons. Finally, the paper considers the prospects for the first, modest demonstration of positron propulsive flight within the next 10 years. Interplanetary missions on positron-propelled spaceships are described in detail, with estimates of positron requirements for each mission. Standalone positron power systems are described briefly. Studies of positrons as a fuel for aerospace propulsion applications have been sponsored by the Air Force Research Laboratory, Eglin Air Force Base, Florida, and the NASA Institute for Advanced Concepts, Atlanta, Georgia. This paper is an anthology of that work and not a general review of antimatter propulsion. The positron was predicted by Dirac in 1929[1] and discovered by Anderson in 1932.[2] Along with the antiproton, which was discovered in 1954,[3] the positron has the largest specific energy of any known material. Because aerospace propulsion performance is ultimately limited by specific power, this advantage was immediately appreciated. However, compared with chemical sources of energy, positrons presented new and serious production and storage challenges. Antimatter has a long history of appearing in science fiction literature, dating to a 1942 short story in Astounding Science Fiction and the 1949 book Seetee. It later appeared in the Star Trek television and film series and continues to be an appealing subject for contemporary books and films, such as Angels and Demons. Positron aerospace propulsion is now entering a critical period owing to new technologies that bear on production and storage issues. To their advantage, positrons, unlike nuclear fission and antiprotons, present no radiation or environmental safety problems.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 5, contando a capa.
TRECHO 4 · PÁGINA FÍSICA 32
D123, páginas físicas 32 e 33: conclusões (íntegra, sem as notas bibliográficas)
Conclusões. Foram apresentados projetos conceituais e missões de turbojatos, mísseis turbo-ramjet e foguetes interplanetários movidos pela aniquilação de pósitrons. As quantidades de pósitrons necessárias vão de 150 microgramas, para um voo de turbojato não tripulado (UAV) ao redor do globo, a 100 miligramas, para uma missão a Marte. Um SSRV [veículo reutilizável de estágio único] movido a pósitrons poderia decolar da Terra horizontalmente, ir à órbita baixa, partir para Marte para um ano de exploração do planeta vermelho e voltar à órbita baixa e depois à Terra, com pouso horizontal, sem reabastecer. Dentro de 10 anos, os 150 µg de pósitrons necessários para um voo de turbojato sem escalas ao redor do globo poderiam ser produzidos em 6 meses, ao custo de 69 milhões de dólares. Essa primeira viagem com antimatéria, cerca de 90 anos depois do voo transatlântico do Spirit of St. Louis de Lindbergh, em 1927, atiçaria a imaginação do público e acabaria levando à exploração do sistema solar movida a pósitrons no século XXI. Novos desenvolvimentos na estabilização e no armazenamento de átomos de positrônio numa matriz de materiais diluídos são encorajadores. Foram alcançadas vidas de 10 µs, e vidas de dezenas de milissegundos são esperadas na próxima rodada de experimentos. Os limites atuais se devem a interações com as paredes do recipiente da armadilha. A aplicação de campos elétricos de gradiente oscilante ao enorme momento de dipolo elétrico do átomo de Ps estável deve atenuar esse problema. Com a questão da estabilização em campos cruzados agora resolvida, vidas muito longas são apenas uma questão de engenharia!Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.
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Conclusions Conceptual designs and missions for turbojets, turbo-ramjet missiles, and interplanetary rockets powered by positron annihilation have been presented. Positron requirements range from 150 micrograms for a globe-encircling UAV turbojet flight to 100 milligrams for a mission to Mars. A positron-powered SSRV could take off from Earth horizontally, go to LEO, launch to Mars for a 1-year exploration of the Red Planet, and return to LEO and then Earth with a horizontal landing without refueling. Within 10 years, the 150 µg of positrons required for a globe-encircling, nonstop turbojet flight could be made in 6 months at a cost of $69 million. This first-ever antimatter voyage, approximately 90 years after Lindbergh's 1927 Spirit of St. Louis transatlantic flight, would stir the public's imagination and eventually lead to positron-powered exploration of the solar system in the 21st century. New developments in stabilizing and storing positronium atoms in a matrix of dilute materials are encouraging. Lifetimes of 10 µs have been achieved, and tens-of-millisecond lifetimes are expected in the next round of experiments. Present limits are due to interactions on the walls of the trap container. Application of oscillating gradient electric fields to the huge electric dipole moment of the stable Ps atom should mitigate this problem. With the issue of stabilization in crossed fields now settled, very long lifetimes are but a matter of engineering!Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 32, contando a capa.
TRECHO 5 · PÁGINA FÍSICA 1
D126, página física 1: capa
NÃO CLASSIFICADO//[“PARA USO OFICIAL APENAS”, riscado]. Documento de Referência de Inteligência de Defesa. Apoio sobre Ameaças à Aquisição. 11 de março de 2010. ICOD [data-limite da informação]: 1 de dezembro de 2009. DIA-08-1003-007. Propulsão nuclear avançada para missões tripuladas ao espaço profundo.Nota editorial: Conferido no fac-símile da capa. A marcação “FOR OFFICIAL USE ONLY” aparece riscada, o que indica a retirada dessa restrição na liberação.
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UNCLASSIFIED//[FOR OFFICIAL USE ONLY, struck through] Defense Intelligence Reference Document Acquisition Threat Support 11 March 2010 ICOD: 1 December 2009 DIA-08-1003-007 Advanced Nuclear Propulsion for Manned Deep Space MissionsConsultar a ficha do documento ↗ · Página física 1, contando a capa.
TRECHO 6 · PÁGINA FÍSICA 2
D126, página física 2: expediente
Propulsão nuclear avançada para missões tripuladas ao espaço profundo. Preparado por: Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), Escritório de Alerta de Defesa, Diretoria de Análise, Agência de Inteligência de Defesa. Autor: [nome substituído por “AAP Person 72”]. Nota administrativa. AVISO DE DIREITOS AUTORAIS: não está autorizada a divulgação adicional das fotografias desta publicação. Este produto faz parte de uma série de relatórios de tecnologia avançada produzidos no ano fiscal de 2009 no Programa de Aplicações de Sistemas de Armas Aeroespaciais Avançados (AAWSA) do Escritório de Alerta de Defesa da Agência de Inteligência de Defesa. Comentários ou perguntas sobre este documento devem ser enviados a [nome substituído por “AAP Person 1”], gerente do Programa AAWSA, Agência de Inteligência de Defesa, aos cuidados de CLAR/DWO-3, Edifício 6000, Washington, DC 20340-5100.Nota editorial: Conferido no fac-símile. O texto automático desta página tem falhas de reconhecimento nos nomes substituídos e no endereço; o original foi transcrito pela imagem. Os nomes aparecem no fac-símile como caixas com “AAP Person”.
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Advanced Nuclear Propulsion for Manned Deep Space Missions Prepared by: Acquisition Support Division (DWO-3) Defense Warning Office Directorate for Analysis Defense Intelligence Agency Author: AAP Person 72 Administrative Note COPYRIGHT WARNING: Further dissemination of the photographs in this publication is not authorized. This product is one in a series of advanced technology reports produced in FY 2009 under the Defense Intelligence Agency, Defense Warning Office's Advanced Aerospace Weapon System Applications (AAWSA) Program. Comments or questions pertaining to this document should be addressed to [AAP Person 1], AAWSA Program Manager, Defense Intelligence Agency, ATTN: CLAR/DWO-3, Bldg 6000, Washington, DC 20340-5100.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 2, contando a capa.
TRECHO 7 · PÁGINA FÍSICA 5
D126, páginas físicas 5 e 6: prefácio (íntegra)
Propulsão nuclear avançada para missões tripuladas ao espaço profundo. Prefácio. Meu interesse pelo voo espacial vem de quando eu tinha cerca de 10 anos e ganhei de aniversário um livro popular sobre a viabilidade do voo espacial. Com ele aprendi pela primeira vez sobre Oberth e Goddard e sobre a possibilidade de chegar à Lua com um foguete de vários estágios. Isso aconteceu ao mesmo tempo em que Hahn e Strassmann anunciaram a descoberta da fissão nuclear, com a possibilidade de uma bomba atômica por reação em cadeia de fissão. Nascido na Alemanha em 1929, recebi meu doutorado em física sob Heisenberg em 1955. Inspirado pelo teste da bomba de hidrogênio de 15 megatons realizado pelos Estados Unidos em 1952, interesso-me profundamente, desde 1954, pela ignição sem fissão de reações termonucleares por confinamento inercial. Na época, toda a pesquisa sobre fusão nos Estados Unidos ainda era sigilosa, mas eu havia descoberto de forma totalmente independente os princípios básicos do confinamento inercial, a onda de choque convergente de Guderley e as soluções de casca implosiva de Rayleigh. Em 1956 apresentei minhas descobertas numa reunião organizada por von Weizsäcker no Instituto Max Planck, em Göttingen. Os resumos dessa reunião estão hoje na biblioteca da Universidade de Stuttgart. Em 1958 apresentei um trabalho, na 2ª Conferência das Nações Unidas sobre o Uso Pacífico da Energia Atômica, sobre reatores de foguete nuclear do tipo NERVA. O trabalho acabou tendo alguma importância, pois fui convidado pelo governo dos EUA a vir para os Estados Unidos no âmbito da “Operação Paperclip”. Em San Diego, conheci Ted Taylor e Freeman Dyson, que trabalhavam no famoso conceito de propulsão por bombas nucleares “Orion”. Esse conceito é geralmente creditado a Stanislaw Ulam, mas sei, por conversas que tive com Heisenberg, que uma ideia semelhante havia sido apresentada a Heisenberg por Wernher von Braun em Berlim, por volta de 1942. Por causa da minha ideia de usar a solução da onda de choque convergente de Guderley para a ignição termonuclear, Ted Taylor e Freeman Dyson se interessaram por minha entrada no grupo. Mas, como esse trabalho era então sigiloso e eu ainda não era cidadão americano, isso não foi possível. Em 1967 vi uma nova possibilidade de ignição sem fissão de microexplosões termonucleares por feixes intensos de elétrons e íons relativísticos, alimentados por um gerador Marx de alta tensão. Esse conceito de ignição poderia ser usado não só para controlar a liberação de energia por fusão nuclear, mas também para impulsionar uma espaçonave, substituindo a placa impulsora do conceito Orion por um espelho magnético que refletisse a bola de fogo de plasma da microexplosão termonuclear (Referências 1 e 2). Essa ideia foi adotada pela Sociedade Interplanetária Britânica em seu estudo de nave estelar Projeto Daedalus, de 1978, substituindo um explosivo termonuclear de deutério-trítio (DT), rico em nêutrons, por um explosivo de deutério-hélio-3 (DHe3), pobre em nêutrons (Referência 3). Ao contrário da reação DT, em que 80 por cento da energia liberada vai para os nêutrons, a maior parte da energia da reação D-He3 vai para partículas alfa, que podem ser defletidas por um espelho magnético. Mas, como o He3 não é abundante em toda parte, propôs-se “minerá-lo” na atmosfera de Júpiter. Foram feitos estudos sobre propulsão de espaçonaves com a reação de aniquilação matéria-antimatéria; no entanto, produzir antimatéria em quantidades apreciáveis é um desafio técnico enorme. A ideia de usar nanogramas de antimatéria para a ignição de microexplosões de fissão-fusão parece ter potencial crível, mas mesmo aí a produção e o armazenamento de nanogramas de antimatéria impõem sérios problemas técnicos (Referência 4). Temos pouca razão para esperar que novas leis fundamentais da física, capazes de levar a um avanço revolucionário na propulsão, ainda estejam à espera de descoberta. Assim como a América só foi descoberta uma vez, é bem possível que todas as leis fundamentais da física relevantes para a propulsão já tenham sido descobertas, o que desafia a nossa imaginação a descobrir se elas bastam para inventar sistemas de propulsão que um dia possam nos levar a planetas semelhantes à Terra em sistemas solares próximos. Concluo este prefácio com uma conversa imaginária de Ted Taylor com Freeman Dyson, registrada pelo filho deste, George Dyson, em seu livro Project Orion – The True Story of the Atomic Spaceship (Referência 5), seguida de um sonho de Ted Taylor. “A esperança de Freeman para o Orion repousava no fato de que não parece haver lei da natureza que proíba a construção de bombas sem fissão” e na crença de que “melhorias no projeto dos dispositivos nucleares (reduzindo a fração do rendimento total devida à fissão) poderiam alcançar fatores de redução de 10² a 10³. Essa crença em bombas pequenas e sem fissão em grande parte evaporou.” “Uma exceção é Ted (Taylor). Ele continua convencido de que bombas pequenas e limpas poderiam impulsionar o Orion, mas teme mais do que nunca que tais dispositivos seriam irresistíveis como armas, até que superemos o hábito da guerra. Há muitos caminhos diferentes para esse resultado final de uma bomba muito limpa.” “Seria possível fazer uma explosão de um quiloton em que o rendimento de fissão fosse zero, o que é uma má notícia no front da proliferação, mas poderia tornar o Orion algo bastante limpo?” “Freeman acha que Ted está errado, e Ted espera que Freeman esteja certo.” Eu, de minha parte, acho que Freeman está errado. Muitos anos depois, pouco antes de morrer, Ted Taylor relatou: “Tive um sonho ontem à noite, sobre uma nova forma de arma nuclear, e estou realmente assustado com ela.” Contou que, ao acordar, anotou o sonho, e ele parecia cientificamente sólido e viável. O que era? Nunca saberemos com certeza, mas tenho um palpite: é a possibilidade de superexplosivos químicos (explicados no apêndice) poderosos o bastante para iniciar uma bomba termonuclear.Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.
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Advanced Nuclear Propulsion for Manned Deep Space Missions Preface My interest in space flight dates to when I was about 10 years old and received as a birthday gift a popular book about the feasibility of space flight. From it I learned for the first time about Oberth and Goddard and of the possibility of reaching the Moon with a multistage rocket. This occurred at the same time that Hahn and Strassmann announced the discovery of nuclear fission, with the possibility of an atomic bomb by a fission chain reaction. Having been born in Germany in 1929, I received my Ph.D. in physics under Heisenberg in 1955. Inspired by the 15-megaton hydrogen bomb test conducted by the United States in 1952, I have been deeply interested in the nonfission ignition of thermonuclear reactions by inertial confinement since 1954. At the time all fusion research in the United States was still classified, but I had quite independently discovered the basic principles of inertial confinement, the Guderley convergent shock wave, and the Rayleigh imploding shell solutions. In 1956 I presented my findings at a meeting organized by von Weizsäcker at the Max Planck Institute in Goettingen. The abstracts of this meeting reside today in the University of Stuttgart library. In 1958 I had delivered a paper at the 2nd United Nations Conference on the Peaceful Use of Atomic Energy on Nerva-type nuclear rocket reactors. The paper turned out to be of some importance as I was invited by the U.S. government to come to the United States under "Operation Paperclip." In San Diego I met Ted Taylor and Freeman Dyson, who were working on the famous "Orion" nuclear bomb propulsion concept. This concept is generally credited to Stanislaw Ulam, but I know from conversations I had with Heisenberg that a similar idea had been presented to Heisenberg by Wernher von Braun in Berlin in or around 1942. Because of my idea to use the Guderley convergent shock wave solution for thermonuclear ignition, Ted Taylor and Freeman Dyson were interested in my joining their group. But because at that time this work was classified and I was not yet a U.S. citizen, this was not possible. In 1967 I saw a new possibility for the nonfission ignition of thermonuclear microexplosions by intense relativistic electron and ion beams, driven by a high-voltage Marx generator. This ignition concept could be used not only to control the release of energy by nuclear fusion, but also to propel a spacecraft, replacing the pusher plate of the Orion concept with a magnetic mirror, reflecting the plasma-fireball of the thermonuclear microexplosion (Reference 1, 2). This idea was adopted by the British Interplanetary Society in its 1978 Project Daedalus starship study, replacing a neutron-rich deuterium-tritium (DT) thermonuclear explosive with a neutron-poor deuterium-helium3 (DHe3) explosive (Reference 3). Unlike the DT reaction, in which 80 percent of the released energy goes into neutrons, most of the energy in the D-He3 reaction goes into alpha particles, which can be deflected by a magnetic mirror. But because He3 is not abundantly available everywhere, it was proposed to "mine" it from Jupiter's atmosphere. Studies have been conducted on spacecraft propulsion with the matter-antimatter annihilation reaction, however, it is an enormous technical challenge to produce antimatter in appreciable quantities. The idea of using nano-gram amounts of antimatter for the ignition of fission-fusion microexplosions appears to have credible potential, but even there the production and storage of nano-gram quantities of antimatter pose serious technical problems (Reference 4). We have little reason to expect that new fundamental laws of physics that could lead to a breakthrough in propulsion still await discovery. Very much as America was discovered only once, it is quite possible that all the fundamental laws of physics relevant to propulsion have been discovered, challenging our imagination to find out if they are sufficient to invent propulsion systems that ultimately might bring us to Earthlike planets of nearby solar systems. I conclude this preface with an imaginary talk by Ted Taylor to Freeman Dyson as recorded by the latter's son, George Dyson, in his book Project Orion - The True Story of the Atomic Spaceship (Reference 5), followed by a dream of Ted Taylor's. "Freeman's hope for the Orion had rested on the fact that there seems to be no law of nature forbidding the construction of fission-free bombs," and on the belief that "improvements in the design of the nuclear devices (by reducing the fraction of total yield due to fission) might achieve reduction factors of 10^2 to 10^3 • This belief in small, fission-free bombs has largely evaporated." "One exception is Ted (Taylor). He remains convinced that small, clean bombs could propel Orion - but he still fears more than ever that such devices would be irresistible as weapons, until we outgrow the habit of war. There are lots of different routes to that final result of a very clean bomb." "Could you make a one-kiloton explosion in which the fission yield was zero, which is bad news on the proliferation front, but could turn Orion into something quite clean?" "Freeman thinks Ted is wrong - and Ted hopes Freeman is right." I for my part think Freeman is wrong. Many years later, shortly before his death, Ted Taylor reported: "I had a dream last night, about a new form of nuclear weapon, and I am really scared of it." He reported that when he woke up, he wrote down his dream, and it appeared scientifically sound and feasible. What was it? We never will know with certainty, but I have a guess: it is the possibility of chemical superexplosives (explained in the appendix) powerful enough to ignite a thermonuclear bomb.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 5, contando a capa.
TRECHO 8 · PÁGINA FÍSICA 7
D126, página física 7: introdução (íntegra, até o primeiro subtítulo)
Introdução. Assim como Hermann Oberth provou para os foguetes químicos, em seu livro de 1923 O foguete no espaço interplanetário (Referência 6), este trabalho tentará provar para os foguetes termonucleares o seguinte: • No estado atual da ciência e da tecnologia, é possível construir espaçonaves movidas por reações termonucleares de deutério, capazes de alcançar os limites externos do sistema solar. • Tais espaçonaves permitem a exploração tripulada de todo o sistema solar e além, com o potencial final de alcançar sistemas solares próximos. • O custo de pesquisa e desenvolvimento para construir tais espaçonaves será alto, mas ainda bem dentro do que é economicamente viável. • O uso dos mesmos princípios físicos dos foguetes de fusão de deutério também levará à realização de energia nuclear limpa, justificando os gastos com esses grandes projetos. O deutério pode ser usado como combustível de foguete preferencial, além de qualquer material inerte adequado como propelente. Esse material propelente está disponível na maioria dos corpos planetários e particularmente nos cometas da nuvem de Oort. A ideia principal é que, por expansão radial gradual a partir do Sol, construindo pontes sobre as nuvens de Oort, que presumivelmente cercam todos os sóis, planetas semelhantes à Terra em sistemas solares vizinhos possam finalmente ser alcançados. O primeiro e mais importante passo para esse objetivo é alcançar o foco da lente gravitacional de Einstein, a 550 UA (unidades astronômicas). Nesse local, pode-se usar o Sol como lente de um supertelescópio, ideia proposta pela primeira vez por Claudio Maccone em 1993. O conhecimento atual é que há planetas em sistemas solares próximos que provavelmente são semelhantes à Terra. Só com esse telescópio gigantesco se pode determinar se a vida nesses planetas é possível. Mas, pela complexidade dessa tarefa, é provável que uma missão tripulada ao foco da lente gravitacional de Einstein seja necessária, possível apenas com propulsão avançada por foguete nuclear.Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.
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Introduction As Hermann Oberth proved for chemical rockets in his 1923 book The Rocket into Planetary Space (Reference 6), this paper will try to prove for thermonuclear rockets the following: • At the present state of science and technology one can build spaceships driven by deuterium thermonuclear reactions, able to reach the outer limits of the solar system. • Such spaceships permit the manned exploration of the entire solar system and beyond, with the ultimate potential to reach nearby solar systems. • The cost in research and development to build such spaceships will be high but still well within what is economically feasible. • Using the same physical principles as for deuterium fusion rockets will also lead to the realization of clean nuclear energy, justifying the expenditures for these large projects. Deuterium can be used as the rocket fuel of choice in addition to any inert material that is suitable as a propellant. This propellant material is available on most planetary bodies and particularly on the comets of the Oort cloud. The main idea is that by gradual radial expansion from the Sun by building bridges over the Oort clouds, which presumably surround all suns, Earthlike planets in neighboring solar systems can eventually be reached. The first and most important step toward this goal is to reach the focus of the Einstein gravitational lens at 550 AU (astronomical units). At this location, one can use the Sun as the lens of a super telescope, an idea first proposed by Claudio Maccone in 1993. Present knowledge is that there are planets in nearby solar systems that are likely Earthlike planets. It is only with this gigantic telescope that one can determine if life on these planets is possible. But because of the complexity of this task, a manned mission to the Einstein gravitational lens focus is likely to be needed, possible only with advanced nuclear rocket propulsion.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 7, contando a capa.
TRECHO 9 · PÁGINA FÍSICA 31
D126, página física 31: conclusão (íntegra, com a nota de rodapé)
Conclusão. Se o voo espacial tripulado em grande escala tem algum futuro, é necessário um sistema de propulsão de alto impulso específico e alto empuxo. O único conceito de propulsão conhecido com essa propriedade é a propulsão por bombas nucleares. No entanto, como explosões nucleares de grande rendimento são indesejáveis por razões óbvias, as explosões nucleares deveriam ser comparativamente pequenas. Mas, por causa do que Freeman Dyson chamou de “tirania da massa crítica”, pequenas bombas de fissão ou bombas de fusão acionadas por fissão tornam-se extravagantes, com apenas uma fração do material nuclear consumida [nota 1: o mesmo vale para os reatores de foguete de núcleo gasoso de fissão nuclear, em que boa parte do combustível de fissão não queimado se perde na exaustão]. No conceito original de propulsão por bombas do Orion, a potência propulsiva vinha da ablação de uma placa impulsora. Ali a energia é entregue à placa pela radiação de corpo negro da bomba que explode. A propulsão por bombas de fusão não acionadas por fissão não só tem a vantagem de não estar sujeita à “tirania da massa crítica”, como a potência propulsiva é entregue pela energia cinética da bola de fogo de plasma quente em expansão, repelida da espaçonave por um espelho magnético. Isso vale especialmente para uma bomba de deutério puro, na qual, em comparação com a DT, mais energia é liberada em produtos de fusão carregados (numa bomba DT, 80 por cento da energia vai para os nêutrons). Enquanto numa explosão de fissão a maior parte da energia se perde no espaço pela radiação de corpo negro não direcionada, muito mais energia propulsiva pode ser extraída do plasma de uma explosão de bomba de fusão de deutério puro, em conjunto com um espelho magnético. O voo espacial tripulado exige levar grandes massas à órbita da Terra, onde são montadas numa grande espaçonave. Embora isso possa ser feito com foguetes químicos, seria muito mais econômico se pudesse ser feito com uma cadeia de pequenas explosões nucleares. Sem precipitação radioativa, isso pode ser feito com uma cadeia de bombas de fusão iniciadas por laser, com um laser para cada bomba, em que os lasers se tornam parte da exaustão. A ignição pode ser feita não por lasers químicos infravermelhos ou de CO2, como sugeriu a equipe de Los Alamos (Referência 18), mas por um laser ultravioleta alimentado por altos explosivos, como sugerido pelo autor (Referência 9). Olhando para o futuro, usar deutério, amplamente disponível na maioria dos planetas do sistema solar e na nuvem de Oort fora do sistema solar, como combustível de foguete nuclear tornaria possível o voo espacial tripulado até a nuvem de Oort, a uma distância de cerca de um décimo de ano-luz.Nota editorial: Conferido no fac-símile da página.
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Conclusion If large-scale manned spaceflight has any future, a high-specific-impulse, high-thrust propulsion system is needed. The only known propulsion concept with this property is nuclear bomb propulsion. However, since large-yield nuclear explosions are for obvious reasons undesirable, the nuclear explosions should be comparatively small. But because of what Freeman Dyson described as the "tyranny of the critical mass," small fission bombs or fission-triggered fusion bombs become extravagant, with only a fraction of the nuclear material consumed.[1] In the original Orion bomb propulsion concept, the propulsive power was through the ablation of a pusher plate. There the energy is delivered to the pusher plate by the black-body radiation of the exploding bomb. The propulsion by non-fission-triggered fusion bombs not only has the advantage that it is not subject to the "tyranny of the critical mass," but the propulsive power is there delivered by the kinetic energy of the expanding hot plasma fireball repelled from the spacecraft by a magnetic mirror. This is particularly true for a pure deuterium bomb, where, compared with DT, more energy is released into charged fusion products (in a DT bomb, 80 percent of the energy goes into neutrons). Whereas in a fission explosion most of the energy is lost into space by the undirected black-body radiation, much more propulsive energy can be drawn from the plasma of a pure deuterium fusion bomb explosion, in conjunction with a magnetic mirror. Manned space flight requires lifting large masses into Earth orbit, where they are assembled into a large spacecraft. While this can be done with chemical rockets, it would be much more economical if it could be done with a chain of small nuclear explosions. Without radioactive fallout, this can be done with a chain of laser-ignited fusion bombs, with one laser for each bomb, where the lasers become part of the exhaust. Ignition can be done not by infrared chemical or CO2 lasers, as was suggested by the Los Alamos team (Reference 18), but rather by an ultraviolet laser driven by high explosives, as suggested by the author (Reference 9). Looking to the future, using deuterium-widely available on most planets of the solar system and in the Oort cloud outside the solar system-as the nuclear rocket fuel would make manned space flight to the Oort cloud possible, at a distance at about one-tenth of one light year. [1] The same is true for nuclear fission gas core rocket reactors, where much of the unburned fission fuel is lost in the exhaust.Consultar a ficha do documento ↗ · Página física 31, contando a capa.
Datas e contexto documental
- Acontecimento
- 02/03/2010 — Data de capa do D123; o D126 é de 11 de março de 2010. ICOD de ambos: 1º de dezembro de 2009.
- Documento
- 02/03/2010 — Capas, página física 1 de cada relatório.
- Publicação
- Não estabelecida — Liberados na série DOW-UAP do Departamento de Guerra dos EUA.
Origem e divulgação
Defense Intelligence Agency (DIA), Divisão de Apoio à Aquisição (DWO-3), programa AAWSAP; D123 de “AAP Person 69”; D126 de “AAP Person 72” · DOW-UAP-D123_AAWSAP-DIRD-Positron-Aerospace-Propulsion-March-2-2010.pdf; DOW-UAP-D126_AAWSAP-DIRD-Advanced-Nuclear-Propulsion-for-Manned-Deep-Space-Missions-March-11-2010.pdf
Conferidas no fac-símile: D123 páginas 1, 2, 5, 8, 16, 32 e 33; D126 páginas 1, 2, 5 a 7, 21, 27 e 31.
Relatos relacionados e suas diferenças
- Contratação do AAWSAP, 2008
- DIRDs sobre fusão aneutrônica
- DIRDs sobre dobra espacial e buracos de minhoca
Perguntas para continuar a investigação
- O voo de demonstração com pósitrons previsto para “dentro de 10 anos” teve algum desdobramento?
- Por que o programa AAWSAP reuniu, no mesmo ano, estudos que esperam avanços revolucionários da física e um que considera improvável a descoberta de novas leis relevantes para a propulsão?
GEOGRAFIA DO CASO
Relatórios técnicos, sem local de evento
Estudos técnicos sem episódio nem local de observação.
RASTRO DOCUMENTAL
Volte às fontes
As referências usam páginas físicas do PDF, contando a capa. Os resumos são apresentados em português; os documentos preservam seu idioma original.
- DOW-UAP-D123_AAWSAP-DIRD-Positron-Aerospace-Propulsion-March-2-2010.pdf
Páginas físicas 1 e 2 (capa e expediente), 5 (introdução), 8 e 16 (figuras 3 e 10) e 32 e 33 (conclusões)
DOW · 35 páginas - DOW-UAP-D126_AAWSAP-DIRD-Advanced-Nuclear-Propulsion-for-Manned-Deep-Space-Missions-March-11-2010.pdf
Páginas físicas 1 e 2 (capa e expediente), 5 a 7 (prefácio e introdução), 21 e 27 (figuras 4 e 9) e 31 (conclusão)
DOW · 37 páginas
Síntese editorial baseada no fichamento do acervo, revista em 26/09/2026. Como lemos os documentos.


